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  • Estudo com cães indica que droga pode prolongar vida

    Estudo com cães indica que droga pode prolongar vida

    Há quase um ano, desde que foi incluída num estudo da droga rapamicina, que comprovadamente prolonga a vida de ratos de laboratório, a cadela Bela, pertencente a Lynn Gemmell, é observada por donos de cachorros no parque que frequenta.
     
    Gemmell tenta ignorar aqueles que insistem em dizer que Bela, 8, voltou a ser um filhote — “Olha só como ela está rápida para pegar a bola!” É possível que Bela, uma mestiça de collie e pastor, tenha recebido um placebo.
     
    O estudo representa uma nova fronteira na busca pela comprovação de uma proposta de melhora da saúde humana: em vez de desenvolver tratamentos para cada doença associada ao envelhecimento, seria melhor nos concentrarmos nos aspectos biológicos subjacentes do envelhecimento.
     
    As doenças que mais matam nos países desenvolvidos — doença cardíaca, AVC, Alzheimer, diabete, câncer — têm diferentes causas, mas a idade é um importante fator de risco para todas. Significa que mesmo avanços relevantes nessas áreas representam apenas quatro ou cinco anos adicionais de vida, dizem especialistas.
     
    Uma droga que retardasse o envelhecimento poderia adiar o surgimento de diversas doenças ao mesmo tempo. Algumas drogas parecem prolongar a vida saudável de ratos, sendo a rapamicina a mais eficaz delas.
     
    Num estudo feito em 2014 pelo laboratório Novartis, a droga pareceu reforçar o sistema imunológico em doentes humanos mais velhos. Os resultados em cães idosos sugerem que a rapamicina também os beneficia, segundo o pesquisador Matt Kaeberlein, da Universidade de Washington, especialista em biologia do envelhecimento que conduz o estudo.
     
    Muitos de nós acreditamos que o envelhecimento é o resultado do desgaste do organismo. Mas, segundo especialistas, a melhor prova de que a expectativa de vida não é uma característica “de fábrica” é que diferentes organismos vivos envelhecem em ritmos significativamente distintos.
     
    “Se olhar o que a natureza selecionou e permitiu, isso sugere que seria possível acionar as diversas alavancas que alteram as coisas”, disse o biólogo Gary Ruvkun, da Escola de Medicina de Harvard.
     
    Essa aspiração ganhou força nas décadas de 1990 e 2000, quando os cientistas se debruçaram sobre os complexos caminhos celulares que regulam o ciclo de vida de muitas espécies. Ao remover genes que produzem certas proteínas, ou acrescentando genes que geram outras, pesquisadores prolongaram significativamente a vida de organismos simples, como leveduras de brotamento, vermes e moscas.
     
    Como os genes não podem ser manipulados tão facilmente em seres humanos, foi significativo que Kaeberlein e alguns colegas tenham demonstrado, em 2006, que a rapamicina suprimia uma proteína crucial na levedura, resultando em maior longevidade sem a remoção de nenhum gene. Os estudiosos da biologia do envelhecimento dizem que a área é erroneamente associada a cremes antienvelhecimento, hormônios e outras “fontes da juventude”. Esforços para prolongar a vida muitas vezes são considerados egoístas ou fúteis.
     
    “Parece bastante egocêntrico que, enquanto ainda temos malária e tuberculose, os ricos financiem coisas para que possam viver mais tempo”, disse Bill Gates em uma entrevista em 2015.
     
    O teste com cães tem suas raízes numa série de estudos com ratos, o primeiro dos quais publicado em 2009. Produzida a partir de uma bactéria do solo, a rapamicina prolonga em cerca de 25% o ciclo de vida de leveduras, moscas e vermes, segundo os testes.
     
    Os pesquisadores que a testaram em ratos enfrentaram dificuldades para criar uma fórmula facilmente administrável. Por isso, os ratos já tinham 20 meses de idade — equivalentes a 60 anos humanos — quando o teste começou. O fato de ratos mais longevos terem vivido cerca de 12% a mais que animais no grupo de controle indica que a droga poderia ser administrada em idades avançadas sem perder a eficácia.
     
    “Fazendo uma extrapolação para pessoas, provavelmente estamos falando de décadas, com a expectativa de que esses anos sejam vividos com saúde relativamente boa”, disse Kaeberlein.
     
    Ainda assim, medicamentos que funcionam em ratos muitas vezes fracassam em humanos.
     
    Kaeberlein afirmou que não foram observados efeitos secundários significativos nos cães, mesmo com o uso da mais elevada das três doses. Em comparação com o grupo de controle, o coração dos cães que recebiam a droga bombeava o sangue de forma mais eficiente no final do estudo.
     
    Haveria riscos num teste com humanos, mas Kaeberlein acha que valeria a pena.
     
    “Devemos estar dispostos a tolerar algum nível de risco se o retorno for de 20% a 30% de aumento na longevidade saudável”, disse ele. “Se não fizermos nada, sabemos qual será o resultado. Você irá ficar doente e morrer.”
     
    Fonte: Folha de S.Paulo
     
  • Ministério da Saúde pode comprar testes que comprovam zika

    Ministério da Saúde pode comprar testes que comprovam zika

    O ministro da Saúde, Ricardo Barros, vai a Salvador, na segunda-feira (13), verificar – junto ao Laboratório Bahiafarma – a possibilidade de compra, em grande quantidade, pelo governo federal, de um teste rápido de comprovação do vírus zika. Ele não informou quantos testes seriam comprados, mas acrescentou que, atualmente, os testes que já são aplicados em pessoas que apresentam os sintomas permitem a identificação e notificação de todos os casos.
     
    Por isso, classificou de confiáveis os números de registros da doença feitos no país. O ministro fez o comentário durante entrevista a correspondentes estrangeiros para apresentar as ações de saúde com vistas aos Jogos Olímpicos e Paralímpicos.
     
    “Estamos procurando dar a vocês subsídios para que possam tranquilizar as pessoas de que neste período dos Jogos, no Rio de Janeiro, o risco é baixíssimo de alguém ser contaminado com zika. Menos de uma pessoa em 500 mil visitantes estrangeiros, pelas projeções da Universidade de Cambridge no Reino Unido e de outros tantos cientistas, está sujeita a ser contaminada, portanto, é quase risco zero”, contou.
     
    O ministro espera que, com as informações prestadas, os atletas estrangeiros se tranquilizem e venham para o Brasil. “Estamos falando de um espetáculo, de um megaevento, mas para cada atleta é a vida deles. Aquilo para o que se dedicam e aquilo no que acreditam e nós queremos que eles venham com absoluta tranquilidade para o ápice de toda a preparação que fizeram durante anos”, destacou.
     
    Reunião da OMS
     
    Ricardo Barros revelou que, na terça-feira (14), o comitê de emergências da Organização Mundial de Saúde (OMS) vai se reunir, por videoconferência, como ocorre a cada 90 dias, e poderá avaliar as recomendações feitas com relação aos cuidados e prevenção relacionados ao vírus zika.
     
    O ministro da Saúde afirmou que tudo indica que as recomendações permanecerão, como a de que grávidas evitem viajar para os 60 países onde foi constatada a presença do vírus, ou então, para que mulheres retardem a gravidez até que a comunidade científica internacional amplie os conhecimentos sobre os reflexos do vírus. Barros descartou, no entanto, a possibilidade de o comitê propor a mudança de datas ou de local dos Jogos 2016.
     
    “Nós não consideramos a hipótese de adiamento das Olimpíadas. Não há nenhuma base científica que recomende este tipo de decisão. O que espero em relação aos atletas que estão em dúvida de virem ao Rio de Janeiro é que a nossa explanação hoje sirva de informação para que eles possam rever a sua posição e venham competir no Brasil, porque, de fato, nós estaremos em uma das regiões de menor circulação do vírus. Nos outros países em que ele existe, muitos estarão em temporada de verão, com alta proliferação do vírus. A região do Caribe, por exemplo, onde há uma circulação de milhares de turistas, tem uma possibilidade muito maior de alguém adquirir o vírus lá, do que aqui durante o inverno no Rio de Janeiro. Espero que os atletas possam, a partir das nossas informações, rever as suas posições e esperamos ter todos aqui conosco nas olimpíadas”, disse.
     
    De acordo com o ministro, o governo brasileiro resolveu acatar todas as recomendações da OMS para as Olimpíadas e para o vírus zika. “Temos uma grande estrutura montada para que possamos – com segurança – receber aqueles que vêm ao Rio de Janeiro para os Jogos Olímpicos e vamos informar o que está disponível em infraestrutura para suportar esta vinda dos turistas e da família olímpica para os Jogos Olímpicos”, disse.
     
    O ministro da Saúde afirmou, ainda, que, durante a Copa do Mundo, quando o número de visitantes superou 1 milhão de pessoas, houve apenas três casos de dengue e que, às vésperas dos Jogos 2016, a possibilidade é menor, com a expectativa de o país receber até 500 mil turistas para acompanhar as competições.
     
    Barros assegurou que a rede de saúde está preparada. O governo federal repassou mais R$ 19,5 milhões para a rede de saúde do estado do Rio de Janeiro. Já há ambulâncias disponíveis e recursos para esses veículos no valor de R$ 30 milhões. Estão selecionados, ainda, 130 leitos para atendimentos de emergência caso sejam comprovados casos de zika. Além disso, haverá o reforço de 3 mil profissionais atuando no combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor de dengue, zika e chikungunya. No Rio de Janeiro, mais de 80% dos imóveis foram vistoriados para identificar focos de dengue.
     
    Cuidados
     
    De acordo com o ministro, o Comitê Olímpico vai distribuir repelentes para todos os atletas e o governo brasileiro está adquirindo unidades do produto para distribuir gratuitamente a gestantes incluídas no Programa Bolsa Família.
     
    Ainda com relação às mulheres que querem engravidar, o ministro da Saúde lembrou que o Instituto Evandro Chagas desenvolveu pesquisas com a Universidade do Texas de uma vacina para o vírus zika e a previsão é iniciar os testes clínicos em novembro. “Temos a expectativa de fazer os testes em fast track como aconteceu com o vírus Ebola e, em pouco tempo, as mulheres poderão ter uma gravidez segura”, afirmou.
     
    Fonte: Valor Econômico / Site
     
  • BulasMed: bulas completas de medicamentos em um aplicativo gratuito e totalmente offline

    BulasMed: bulas completas de medicamentos em um aplicativo gratuito e totalmente offline

    Agora o conteúdo completo do bulas.med.br pode ser acessado no seu celular ou tablet sem a necessidade de conexão com a internet. Os mais de 4.000 medicamentos podem ser acessados de maneira cômoda e conveniente em seu smartphone ou tablet.
     
    O aplicativo permite a busca por medicamentos, laboratórios, substâncias ou ações terapêuticas. Outras funcionalidades incluem: navegação rápida pelos tópicos da bula através de um índice, marcação de bulas como favoritas e acesso às últimas bulas visualizadas e às bulas favoritas na tela inicial do aplicativo.
     
    Bulas convencionais em papel possuem letra em tamanho reduzido, o que prejudica a legibilidade. A leitura da bula digital possibilita uma leitura mais fácil. O aplicativo pode ser especialmente importante para momentos de emergência, em que seja necessária uma consulta rápida à bula de um medicamento, para saber sobre reações, por exemplo. A bula poderá ser encontrada em questão de segundos e não é necessário possuir uma conexão com a internet.
     
    O aplicativo BulasMed está disponível nas lojas de aplicativos do Android e da Apple. Nesta primeira versão o sistema é inteiramente gratuito e garante esta gratuidade para as futuras versões.
     
    Todo o conteúdo do BulasMed também pode ser acessado no site http://bulas.med.br, seja através de dispositivos móveis ou pelo computador.
     
     
    Fonte: Portal Exame
  • Bactérias do intestino podem agir no sistema nervoso e provocar obesidade

    Bactérias do intestino podem agir no sistema nervoso e provocar obesidade

    Obesidade, resistência à insulina e síndrome metabólica estão associadas a alterações na flora intestinal. Segundo um estudo de cientistas da Universidade de Genebra, na Suíça, e da Universidade de Yale (EUA), a forma como os micro-organismos se comportam no intestino pode influenciar o sistema nervoso e ser a causa dessas doenças. A pesquisa foi divulgada nesta quarta-feira (8) pela revista Nature.
     
    Uma pesquisa, feita com roedores, mostra que a produção de acetato pela flora intestinal ativa o sistema nervoso parassimpático para que ele aumente a produção de grelina (conhecida como o “hormônio da fome”) e de insulina induzida pela glicose. Segundo os pesquisadores, isso gera aumento do apetite e da ingestão de alimentos, ganho de peso, doença hepática gordurosa e resistência à insulina. A capacidade da flora intestinal ativar essa região era desconhecida até o momento.
     
    A glicose é um carboidrato que fornece a energia necessária para o organismo funcionar. Ela está presente em diversos alimentos como massas, pães e frutas. A insulina é um hormônio, produzido no pâncreas, que ajuda a glicose a se transformar em energia e penetrar nas células do corpo. Quando o indivíduo se torna resistente à insulina a glicose se acumula no sangue, o que pode causar doenças como diabetes, doenças cardiovasculares, hipertensão arterial e a obesidade.
     
    Durante o processo digestivo, as bactérias do intestino produzem ácidos graxos de cadeia curta (AGCC), que incluem acetato, propionato e butirato. Os cientistas relataram que roedores alimentados com uma dieta rica em gordura produziam acetato em maior quantidade do que os alimentados de forma comum. A análise destes dados vai permitir identificar a forma como a flora intestinal ajuda na progressão da obesidade induzida pela má alimentação.
     
    Para os pesquisadores, essa informação pode ajudar a prevenir doenças. “Os resultados destes estudos demonstram que através do bloqueio desse acetato é possível prevenir a obesidade e a resistência à insulina”, diz Gerald Shulman, professor de medicina da Faculdade de Yale, e um dos autores da pesquisa.
     
    No entanto, a flora intestinal não é a mesma para todo mundo. As bactérias se desenvolvem de acordo com as condições de nascimento e daquilo que o indivíduo ingere durante a vida. “Devemos lembrar que este estudo foi em ratos e não podemos transpor os resultados para humanos. Cada pessoa tem as suas bactérias intestinais. Você pode nascer com uma flora ótima e estragá-la com uma má alimentação. Não podemos dizer que é exclusivamente culpa das bactérias. Elas têm um papel na gênese da obesidade e da diabetes, mas não sabemos o quanto é importante nem dizer que começa aí”, diz ao UOL Érika Bezerra Parente, endocrinologista do Hospital Sírio Libanês.
     
    Para a médica ainda é cedo para saber como essa terapia será usada. “A medicina já trata do sistema nervoso para auxiliar o controle da obesidade. Talvez no futuro o foco seja tratar as bactérias do intestino. É preciso ver como esse mecanismo vai ser demonstrado em humanos, mas sem dúvida é um começo”, diz Parente.
     
    Os pesquisadores ainda não sabem se essa descoberta também poderá ajudar quem já convive com a obesidade. “Agora estamos estudando para saber se o volume deste acetato em indivíduos obesos causa as mesmas reações no sistema nervoso”, diz Shulman.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Antidepressivos não oferecem benefício claro em crianças e jovens, diz estudo

    Antidepressivos não oferecem benefício claro em crianças e jovens, diz estudo

    A maioria dos remédios antidepressivos é ineficaz em crianças e adolescentes que sofrem de depressão grave, podendo ser, eventualmente, até perigoso, aponta um estudo publicado nesta quinta-feira (8) no periódico médico britânico “The Lancet”.
     
    Realizado por um grupo internacional de pesquisadores, o estudo revê 34 testes em mais de 5.000 crianças e adolescentes, com idades entre 9 e 18 anos, envolvendo 14 antidepressivos.
     
    Apenas um desses medicamentos, a fluoxetina — comercializada principalmente como Prozac –, mostrou-se mais eficaz do que um placebo para tratar dos sintomas de uma depressão.
     
    A fluoxetina também é mais bem tolerada do que os demais antidepressivos.
     
    No sentido contrário, a nortriptilina foi considerada a menos eficaz dos 14 antidepressivos estudados, e a imipramina, a menos tolerada. Já a venlafaxina está associada a um risco crescente de pensamentos suicidas.
     
    Os pesquisadores reconhecem, porém, que a verdadeira eficácia e os riscos de efeitos colaterais indesejáveis graves desses medicamentos continuam no campo do desconhecido, devido à fragilidade dos testes clínicos existentes.
     
    É o caso, sobretudo, dos pensamentos e comportamentos suicidas ligados aos antidepressivos. Em um comentário agregado ao estudo, o pesquisador australiano Jon Jureidini destaca que, no que diz respeito à paroxetina, eles atingem 10% em uma nova análise de dados, contra 3% em estudos já publicados.
     
    Segundo estimativas citadas pelo estudo, 2,8% das crianças entre 6 e 12 anos e 5,6% dos adolescentes sofrem de problemas depressivos graves nos países desenvolvidos. Esse número pode estar subestimado, levando-se em conta a dificuldade de diagnosticar a patologia.
     
    Esses sintomas são diferentes dos observados nos adultos e incluem, em especial, irritabilidade, não querer ir à escola, ou comportamento agressivo.
     
    Em relação aos antidepressivos — que também podem causar, além das ideias suicidas, dor de cabeça, náusea e insônia –, sua prescrição continua a aumentar, ainda que a maioria dos países ocidentais recomende, a partir de agora, que sejam reservados às depressões mais graves e após o fracasso das psicoterapias.
     
    “Os antidepressivos não parecem oferecer um benefício claro nas crianças e nos adolescentes”, concluem os autores do estudo, que acrescentam que “a fluoxetina é, provavelmente, a melhor opção quando o tratamento medicamentoso é indicado”.
     
    Vários especialistas comemoraram os resultados do estudo, que fortalecem as recomendações de países como a França, ou o Reino Unido, no que diz respeito à prescrição de antidepressivos às crianças e aos adolescentes.
     
    O primeiro tratamento das depressões em ambos os grupos deve continuar sendo “a abordagem psicológica, ou relacional”, que é “mais eficaz no longo prazo”, disse o vice-presidente da Sociedade Francesa de Psiquiatria da Criança e do Adolescente, Daniel Marcelli, que participou da elaboração das recomendações francesas.
     
    “Estamos de acordo com as conclusões dos autores, que consideram que os antidepressivos devem ser utilizados de forma sensata e acompanhados de perto”, declarou a psiquiatra britânica, Bernadka Dubicka.
     
    Fonte: AFP
  • Psicotrópicos são remédios com maior alta

    Psicotrópicos são remédios com maior alta

    Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que os preços dos remédios subiram 10,52% neste ano. O aumento reflete o reajuste autorizado pelo governo, que passou a vigorar no fim de março.
     
    Os remédios foram autorizados a serem reajustados em até 12,50%. Esse limite é traçado com base na inflação passada e outros fatores como produtividade do setor, concorrência e custo dos insumos dos produtos.
     
    Os maiores aumentos no período foram registrados em psicotrópico e anorexígeno (12,28%), gastro protetor (11,57%) e anti-inflamatório e antirreumático (11,12%). O anti gripal foi o que menos subiu (8,73%).
     
    O aumento dos produtos farmacêuticos está bem acima da inflação medida pelo IPCA, a oficial do país. De janeiro a maio deste ano, o índice foi de 4,05%, conforme divulgou o IBGE na manhã desta quarta-feira (8).
     
    Os preços dos remédios não subiam tanto desde 2003, quando acumularam alta de 11,50% (considerando o ano inteiro). Naquele ano, o câmbio disparou com as incertezas do mercado sobre o primeiro governo PT.
     
    Segundo Eulina Nunes dos Santos, coordenadora de Índices de Preços do IBGE, a tendência dos preços dos produtos farmacêuticos é estabilizar daqui para frente. Pelo padrão histórico, os preços não encostam no limite do reajuste.
     
    “As farmacêuticas sempre oferecem algum desconto no medicamento. Então, vamos ver os preços flutuarem pouco daqui para frente”,disse a coordenadora do IBGE em entrevista coletiva para divulgação do IPCA de maio.
     
    PREÇO DE GENÉRICOS 
     
    Além de estarem mais altos em geral, os preços de medicamentos genéricos também podem variar até 1.200% em São Paulo, segundo pesquisa do Procon-SP feita em maio.
     
    Em valores absolutos, um medicamento genérico pode variar até R$ 52 —a atorvastatina cálcica, utilizada para a redução do colesterol, era vendida por R$ 11,94 em uma farmácia e R$ 63,95 em outra (embalagem com 30 comprimidos de 10 mg).
     
    No levantamento geral realizado pelo Procon, que inclui 68 medicamentos (34 de marca e 34 genéricos), a maior variação percentual foi na Nimesulida, 100 mg, com 12 comprimidos. O custo variou entre R$ 1,77 e R$ 23,03.
    A pesquisa ocorreu em 15 farmácias nas cinco regiões da cidade.
     
    Fonte: Folha de S.Paulo
     
  • CRF/AL fecha parceria com Instituto Racine para capacitação profissional

    CRF/AL fecha parceria com Instituto Racine para capacitação profissional

    Parceria Instituto Racine e CRF alagoas

    Com o intuito de promover capacitação aos seus associados, o Conselho Regional de Farmácia de Alagoas (CRF/AL) fecha mais uma parceria educacional. Desta vez, os associados terão descontos e bolsas de estudo parciais (50%) para cursos de pós-graduação, intensivos e de educação continuada promovido pelo Instituto Racine.

    Segundo Alexandre Correia, presidente do CRF/AL, os benefícios concedidos já estão valendo e os interessados em se qualificar podem procurar diretamente o Instituto Racine. “No ato da matrícula, ele precisa apresentar a Carteira de Identificação Profissional e o comprovante de pagamento da anuidade do exercício. Os descontos concedidos serão de 15%”, destacou.
    O presidente ressaltou que essa é mais uma oportunidade que os farmacêuticos de Alagoas terão para se atualizar. “O instituto Racine é uma referência na área e nós estamos trazendo para os nossos associados uma oportunidade única de se desenvolver profissionalmente com os melhores”, afirmou.

    O INSTITUTO

    O Instituto Racine é uma empresa do Grupo Racine, criado em 1990 para oferecer produtos e serviços de educação, desenvolvimento profissional e empresarial nas áreas química, farmacêutica, cosmética, hospitalar, nutricional e da saúde em geral. Foi a primeira instituição privada no Brasil a atuar com foco na continuação do aprendizado após a graduação nestes segmentos.
    Referência nacional em sua área de atuação, acredita que a colaboração interativa e interdisciplinar é elemento fundamental para a obtenção de avanços duradouros na educação e na pesquisa científica. Seu ambiente educacional privilegia a civilidade e a responsabilidade e incentiva o pensamento crítico, reflexivo e global. Visa desenvolver seus alunos de modo sustentado para que estes alcancem pleno potencial individual e no trabalho em equipe, valorizando a integridade, a adaptabilidade e a liderança no debate público como peça-chave em suas contribuições para com o desenvolvimento social sob uma perspectiva humanística.
    Ascom/CRF

     

  • Programa bilionário dos EUA pretende dar

    Programa bilionário dos EUA pretende dar

    Na segunda (6), o vice-presidente dos EUA, Joe Biden, falou para uma plateia de médicos sobre aquele que pode ser o mais importante marco da participação do país na luta contra o câncer.
     
    A iniciativa recebeu o nome de Moonshot (tiro na Lua, em tradução livre) e remete à década de 60, quando o governo dos EUA prometeu que o país levaria o homem à lua antes de 1970 –e assim o fez.
     
    O novo Moonshot quer investir US$ 1 bilhão em colaborações entre pesquisadores, médicos e entidades para catalisar os avanços na área oncológica. A iniciativa tem apoio da maioria dos americanos até mesmo para uma elevação dos impostos para cobrir seus gastos e também conta com a aprovação de sociedades médicas e de acadêmicos.
     
    O projeto de Biden começou há pouco mais de um ano, após a morte de Beau Biden, filho do vice-presidente, aos 46 anos, de um câncer no cérebro. O caso gerou grande comoção no país.
     
    Aos presentes no encontro anual da Asco (Sociedade Americana de Oncologia Clínica), que ocorre em Chicago, Biden falou por cerca de meia hora sobre os desafios que deverão ser enfrentados pela classe médica para otimizar a pesquisa na área de câncer. Para ele, o principal é mudar a maneira de se pensar.
     
    “Se não houvesse ciúmes entre laboratórios e grupos de pesquisa, poderíamos evitar redundâncias desnecessárias das pesquisas”, disse o vice-presidente americano. “Vocês oncologistas aprenderam que não dá para trabalharem sozinhos.”
     
    “Sei que o que vou dizer parece impossível, mas imaginem o que seria possível se todos trabalhassem juntos”, disse Biden, que foi aplaudido pelos presentes.
     
    A Asco tem contribuído com a iniciativa de Biden por meio de iniciativas como CancerLinQ, que pretende aproveitar a quantidade de dados de câncer disponíveis hoje. Já foram coletados dados de mais de 750 mil pacientes.
     
    Biden costuma dizer que a análise de big data (grandes dados) é um dos caminhos mais promissores para promover um melhor cuidado e encontrar melhores tratamentos para os pacientes de câncer. Um exemplo seria comparar a pratica clínica com as diretrizes médicas mais recentes.
     
    Com todo os dados brutos disponíveis, “daria para enxergar todo o panorama, e não só aquilo que se se espera de cada estudo individualmente”.
     
    TAPUR
     
    Outra iniciativa que teve destaque é o ensaio clínico de fase 2 que será patrocinado pela própria Asco, uma iniciativa sem precedentes chamada Tapur (Targeted AgentProfiling Utilization Registry, ou algo como registro de uso e caracterização de terapia-alvo).
     
    A iniciativa encabeçada pela Asco tentará uma abordagem diferente no estudo de câncer: em vez de tratar um tumor baseado no local onde ele se encontra (pulmão ou intestino, por exemplo) e em suas características morfológicas (resultado da biópsia), serão utilizados como critério apenas as características do tumor.
     
    Esse tipo de terapia é conhecido como terapia-alvo, e se baseia no ataque seletivo de algumas moléculas a alvos no tumor, impedindo sua proliferação e/ou facilitando sua destruição.
     
    Só serão admitidos pacientes com câncer avançado e que não obtiveram sucesso em outras terapias. No anuncio desta segunda (6), foi comemorado o ingresso do 49° paciente no Tapur.
     
    Além da Bayer e da MSD, que acabaram de entrar na colaboração, fazem parte da iniciativa as farmacêuticas Astellas, AstraZeneca, Bristol-Myers Squibb, Eli Lilly e Cia, Genetech e Pfizer.
     
    Elas oferecerão ao todo 17 drogas que possibilitam 15 tipos de terapia-alvo diferentes para todos os tumores sólidos avançados, mieloma múltiplo e um tipo de linfoma.
     
    Um objetivo secundário do Tapur é oferecer uma chance de cura por meio desse estudo. “Apenas 5% dos pacientes participam de estudos clínicos. Abordagens criativas como o Tapur são necessárias para trazer informação que beneficie futuros pacientes”, disse Richard Schilsky, da Asco.
     
    A iniciativa contou com a intermediação do Instituto Nacional de Câncer dos EUA, que se encarregou de conversar com as principais farmacêuticas na área oncológica para que se tornassem parceiras do projeto.
     
    O projeto também tem um braço educacional que se dedicará a ensinar médicos oncologistas sobre como usar testes genéticos para ajudar seus pacientes.
     
    Fonte: Folha de S.Paulo / Site
  • Estudo com novos exames de sangue aponta para tratamento de depressão personalizado

    Estudo com novos exames de sangue aponta para tratamento de depressão personalizado

    Cientistas desenvolveram um exame de sangue que pode prever se pessoas com depressão irão reagir ou não a antidepressivos comuns, uma descoberta que pode dar início a uma nova era de tratamentos personalizados.
     
    Os pesquisadores disseram que, orientados por este exame, no futuro os médicos deverão ser capazes de encaminhar pacientes depressivos para tratamentos precoces com uso mais adequado de antidepressivos, possivelmente incluindo duas medicações, antes que eles piorem.
     
    “Este estudo nos deixa um passo mais próximos de proporcionar um tratamento de depressão personalizado aos primeiros sinais de depressão”, afirmou Annamaria Cattaneo, que liderou o trabalho do Instituto de Psiquiatria, Psicologia e Neurociência do King's College de Londres (IoPPN, na sigla em inglês).
     
    A depressão é uma das formas mais comuns de doença mental e afeta mais de 350 milhões de pessoas em todo o mundo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) a listou com a causa principal de invalidez no planeta.
     
    O tratamento normalmente envolve medicação ou alguma forma de psicoterapia, ou ainda uma combinação de ambos. Mas cerca de metade de todas as pessoas tratadas por depressão não melhora com antidepressivos de uso inicial, e aproximadamente um terço dos pacientes tem resistência a todos os medicamentos concebidos para ajudá-los.
     
    Até agora, os médicos não foram capazes de estabelecer se alguém vai reagir bem ou não a um antidepressivo, ou se o paciente pode precisar de um plano de tratamento mais agressivo desde o início.
     
    Como resultado, muitas vezes os pacientes são tratados na base da tentativa e erro, experimentando uma droga após outra durante meses a fio e com frequência sem testemunhar uma melhoria em seus sintomas.
     
    No estudo, publicado nesta terça-feira (7) na publicação científica International Journal of Neuropsychopharmacology, a equipe de Cattaneo se concentrou em dois marcadores biológicos que medem a inflamação sanguínea.
     
    Estudos anteriores já haviam ligado níveis altos de inflamação a uma reação ruim a antidepressivos. Os pesquisadores mensuraram os dois marcadores, chamados de Fator de Inibição da Migração de Macrófagos (MIF) e interleucina (IL)-1 Beta, em dois grupos de pacientes depressivos antes ou depois de eles tomarem uma variedade de antidepressivos comuns.
     
    Fonte: Reuters
     
  • Estudo confirma caso de bebê sem microcefalia, mas com lesões causadas por zika

    Estudo confirma caso de bebê sem microcefalia, mas com lesões causadas por zika

    Pesquisadores brasileiros documentaram o primeiro caso de uma criança que não tem microcefalia, mas teve lesões neurológicas e oculares graves causadas pelo vírus da zika.
     
    Eles alertam que o espectro de problemas causados pela doença é mais abrangente do que o desenvolvimento anormal da cabeça dos bebês, e que crianças atingidas podem ainda não ter recebido atendimento.
     
    O estudo confirma observações que já vinham sendo feitas pelos médicos de que o vírus poderia trazer consequências mesmo para bebês que, inicialmente, aparentavam não ter alterações na circunferência da cabeça.
     
    Atualmente, a microcefalia – entendida pelo Ministério da Saúde como um perímetro cefálico menor do que a curva normal para seu sexo e idade – é condição para investigar casos de bebês nascidos nos últimos meses que possam ter sido afetados pelo vírus.
     
    Mas em texto divulgado na revista científica The Lancet na noite desta terça-feira, médicos da Fundação Altino Ventura, do Hospital dos Olhos de Pernambuco e do Instituto da Visão da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) descrevem o caso de uma criança pernambucana que nasceu com 38 semanas, 3,5 kg e perímetro cefálico medindo 33 cm – normal para sua idade, portanto – mas apresentou outras lesões características do que os pesquisadores já chamam de Síndrome Congênita da Zika.
     
    “A extensão da doença é muito maior. Não dá para excluir a zika só porque a microcefalia está presente. Isso piora muito o problema”, disse à BBC Brasil o oftalmologista Rubens Belfort, da Unifesp, um dos responsáveis pelo estudo.
     
    Quadro neurológico
     
    Desde o nascimento, o bebê apresentou espasmos musculares nos braços e pernas. Exames de imagem mostraram calcificações em seu cérebro – cicatrizes causadas por infecções, que impedem o desenvolvimento cerebral.
     
    Em exames oftalmológicos, os médicos também encontraram nele lesões oculares semelhantes às encontradas em bebês com microcefalia.
     
    A mãe da criança não apresentou sintomas da doença, mas, após serem descartadas outras infecções, um exame do líquor – líquido cérebro-espinhal – da criança mostrou a existência de anticorpos para o vírus da zika.
     
    A oftalmologista Camila Ventura, que conduziu os exames da criança em Pernambuco, diz que outros dois casos semelhantes estão sendo estudados.
     
    Segundo a médica, a descoberta mostra a importância de que pediatras e pais observem com atenção o desenvolvimento dos bebês nascidos após surtos de zika, especialmente se suas mães tiveram sintomas durante a gravidez.
     
    “É preciso levar em consideração o quadro neurológico da criança, não só o tamanho da cabeça. Em qualquer suspeita de que existam lesões no cérebro tem que se levantar a Síndrome Congênita da Zika, dentro do guarda-chuva de possibilidades”, disse à BBC Brasil.
     
    “Queremos mostrar que isso é uma síndrome e tem um espectro. A criança pode ou não ter microcefalia, lesões oculares, auditivas, espasmos, convulsões. Como o Ministério da Saúde tem colocado a microcefalia como critério para continuar investigando os casos, você pode acabar excluindo crianças que têm lesões neurológicas. E muitas dessas mães são do interior, demoram a chegar até nós.”
     
    Atualmente, o Brasil tem 1.551 casos confirmados de microcefalia e 3.017 ainda em investigação.
     
    Em nota, o Ministério da Saúde afirmou que “está investigando todos os casos de microcefalia e outras alterações do sistema nervoso central informados pelos Estados, e a possível relação com o vírus da zika e outras infecções congênitas”.
     
    Fonte: BBC Brasil