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  • Câncer pode ser combatido com transplante de células de pessoa saudável

    Câncer pode ser combatido com transplante de células de pessoa saudável

    Cientistas descobriram que é possível combater tumores cancerígenos utilizando células do sistema imunológico de uma pessoa saudável no corpo de uma pessoa com a doença. A pesquisa com a descoberta foi feita pelo Instituto de Câncer da Holanda e pela Universidade de Oslo, na Noruega, e publicada semana passada pela revista Science.
     
    Os pesquisadores observaram que ao inserir em laboratório componentes de células do sistema imunológico de um doador saudável nas células de um paciente com câncer é possível fazer com que seu organismo reconheça os tumores e passe a atacá-los. A pesquisa foi feita com três pacientes com melanoma, um tipo de câncer de pele.
     
    É função dos linfócitos T diferenciar células do organismo de corpos estranhos. Quando esses corpos são reconhecidos, são desencadeados estímulos imunológicos que destroem ou eliminam o invasor. O problema é que nem sempre as células imunológicas reconhecem o câncer como um invasor. Isso permite a sua proliferação pelo corpo.
     
    “A célula tumoral é traiçoeira. Ela tem algumas técnicas para desligar e escapar do sistema imunológico”, afirma Denyei Nakazato, oncologista do Hospital Sírio-Libanês e do Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo).
     
    Para avaliar essa capacidade de reconhecimento pelos linfócitos T, os pesquisadores mapearam todos os antígenos que poderiam estimular uma resposta às células de câncer de pele de três pacientes. Antígeno é toda substância que, ao entrar no organismo, é capaz de iniciar uma resposta imune, ativando os linfócitos.
     
    Os linfócitos T dos pacientes com a doença deixavam passar despercebido fragmentos estranhos de células tumorais. Já linfócitos derivados de voluntários saudáveis conseguiram detectar um número significativo de antígenos.
     
    Avanço de técnicas
     
    Para Alex Meller, urologista da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), o estudo é promissor, apesar de envolver apenas três pacientes. Ele afirma que uma técnica parecida já havia sido testada com tumor de rim no Hospital Sírio-Libanês, mas teve uma resposta pouco eficaz. A novidade com o novo estudo seria a sugestão de transferir as células entre pacientes imunologicamente parecidos por meio do sangue.
     
    “No teste no Brasil, as próprias células do paciente acabaram reconhecendo as novas como anômalas e acabava havendo uma reação. O potencial de matar o tumor diminuía porque o paciente reconhecia aquilo como estranho”, diz.
     
    Rafael Schmerling, oncologista clínico do Hospital São José da Beneficência Portuguesa de São Paulo, acredita que esse também é um risco para o novo estudo. “O paciente pode reconhecer essas células como estranhas. Mas se elas viverem, começam a crescer, se multiplicar e fazer parte do sistema imunológico da pessoa”, afirma.
     
    Schmerling define o novo estudo europeu como um avanço de técnicas com conceitos que já vinham sendo utilizados. Segundo ele, a estratégia mais recente de terapia celular para o combate ao câncer consiste em modificar as células do próprio paciente para que as proteínas do tumor sejam reconhecidas pelo sistema imunológico.
     
    “Nesse estudo, em vez de 'ensinar' as células do próprio paciente os cientistas estão pegando as células competentes de outras pessoas para combater o tumor”, analisa.
     
    Fonte: Uol Saúde
     
  • Estudante cria aplicativo para detectar primeiros sinais de câncer de mama

    Estudante cria aplicativo para detectar primeiros sinais de câncer de mama

    Um estudante da Universidade Nacional da Austrália, em Camberra, criou um aplicativo para smartphone, que pretende ajudar mulheres na prevenção do câncer de mama.

    Sanjay Sreekumar, aluno da escola de Ciências e Engenharia da instituição, afirmou que o programa permite que sejam identificadas com antecedência irregularidades, com medições mensais, indicando a necessidade da realização de exames médicos.

    — Os aplicativos têm um grande potencial no diagnóstico de doenças.

    Sreekumar desenvolveu o aplicativo junto ao órgão de luta contra o câncer The Young Adults Program (YAP). O estudante afirmou que está trabalhando para acrescentar gráficos e mais idiomas ao aplicativo, garantindo que espera que ele seja utilizado globalmente.

    Fonte da Notícia: R7

  • Anvisa inclui novas substâncias em listas de produtos controlados

    Anvisa inclui novas substâncias em listas de produtos controlados

    A Anvisa aprovou, em reunião de sua Diretoria Colegiada no dia 16 de maio, a proposta de atualização do Anexo I da Portaria SVS/MS 344/98, que apresenta as “Listas de Substâncias Entorpecentes, Psicotrópicas, Precursoras e Outras sob Controle Especial”. A atualização resultou na publicação da norma RDC nº 79, de 23 de maio de 2016, publicada no DOU de 24/05/2016, seção 1, pág 36.
     
    Com a nova configuração, passam a constar das listas as substâncias Dinitrofenol e Nitrito de Isobutila, além de canabinóides sintéticos. A atualização possibilita coibir a disseminação dessas substâncias no país, além de alinhar a legislação brasileira às principais estratégias internacionais adotadas no combate às Novas Substâncias Psicoativas (NSP).
     
    A proposta, relatada pelo diretor-presidente da Anvisa, Jarbas Barbosa, acrescenta o Dinitrofenol à lista F4 (Outras Substâncias), que determina total proibição de consumo e comercialização. O Nitrito de Isobutila passa a integrar o rol C1 (Substâncias Sujeitas a Controle Especial), enquanto que os canabinóides sintéticos se enquadram na lista F2 (Substâncias Psicotrópicas).
     
    O Dinitrofenol, cuja comercialização se dá principalmente pela internet, é vendido como uma droga para “perda segura de peso”. Apresenta alta toxicidade, e os sintomas variam entre hipertermia, taquicardia, taquipneia e colapso cardiovascular associado à parada cardíaca e morte. Na literatura médica mundial, já há 62 mortes atribuídas ao seu uso.
     
    A substância foi primeiramente utilizada pelos franceses, durante a Primeira Guerra Mundial no fabrico de munições. O uso como pílula de dieta iniciou-se em 1930, porém, foi interrompido em 1938, por conta dos efeitos adversos. Atualmente, o Dinitrofenol é utilizado em outros países na fabricação de corantes, conservantes de madeira, explosivos e inseticidas.
     
    Já o Nitrito de Isobutila é mais utilizado em odorizantes de ambiente. Se inalado, provoca sensação de “cabeça cheia”, euforia leve, alteração na percepção do tempo, relaxamento da musculatura lisa e intensificação das relações sexuais. Vendido em clubes gays, sex shops, internet e mercados na forma de “poppers” (o nome vem do barulho que a ampola faz ao ser aberta), foi banido do comércio em alguns países. Sua toxicidade causa irritação no sistema respiratório, diminuição do oxigênio no sangue, vômitos, dor de cabeça intensa, tonturas e diminuição da pressão arterial.
     
    Incluso na lista F4, o Dinitrofenol fica totalmente proscrito no Brasil. Já o Nitrito de Isobutila, integrante da lista C1, ganha os seguintes adendos:
     
    * Fica proibido seu uso para fins médicos, bem como a sua utilização como aromatizador de ambiente ou de qualquer outra forma que possibilite o seu uso indevido;
     
    * Excetua-se das disposições legais do regulamento técnico o Nitrito de Isobutila quando utilizado exclusivamente para fins industriais legítimos.
     
    Os canabinóides sintéticos, por sua vez, são substâncias psicoativas quimicamente desenvolvidas, em sua maioria, para burlar as medidas de controle aplicadas por autoridades sanitárias nacionais e internacionais. Contam com grande variedade e rápida disseminação. Trazem riscos para a saúde, uma vez que há poucos estudos sobre seus efeitos e, inclusive, podem ser mais potentes que os canabinóides obtidos da Cannabis.
     
    Para a inclusão dos canabinóides na Lista F2, foi adotada classificação genérica, a qual descreve classes estruturais químicas de moléculas comprovadamente utilizadas para fins ilícitos. Nesse sistema há a descrição química de grupos de substâncias, dos quais podem derivar compostos com potencial psicoativo e para uso ilícito. Sob os pontos de vista sanitário, técnico forense e criminal, a proposta representa um grande avanço na classificação de drogas.
     
    Está disponível, na página de “produtos controlados”, documento com orientações sobre o enquadramento de substâncias nas classes estruturais descritas na Lista F2, que pode ser utilizado para auxiliar na identificação de canabinoides sintéticos proscritos no Brasil. 
     
     
    Fonte: Anvisa
  • Câncer de cólon entre menores de 50 anos aumenta nos EUA

    Câncer de cólon entre menores de 50 anos aumenta nos EUA

    A taxa de câncer de cólon continua aumentando entre as pessoas menores de 50 anos nos Estados Unidos, enquanto a enfermidade baixou na população maior graças a melhoras na prevenção e controle, segundo estudo apresentado nesta terça-feira nos Estados Unidos.
     
    O estudo se baseia em análise de amostras de mais de um milhão de casos entre 2004 e 2013 e estabelece que a quantidade de pessoas menores de 50 anos que foram diagnosticadas com câncer colorretal aumentou 11,4%, que corresponde a um aumento anual médio de 1,28%.
     
    Durante o mesmo período, este tipo de câncer – que surge no cólon ou no reto – diminuiu 2,5% entre maiores de 50 anos.
     
    Estes resultados foram apresentado no grande congresso internacional Digestive Disease Week, que acontece nesta semana em San Diego, na Califórnia (oeste).
     
    Além de notar um aumento na incidência de câncer de cólon nesta faixa etária, os cientistas descobriram “que uma grande proporção dos tumores detectados neste grupo já apareciam em estado avançado, o que é muito preocupante”, assinalou Elie Sutton, do Hospital Mount Sinai West de Nova York, principal autor do estudo.
     
    Sutton recordou que o estudo de cinco anos atrás já havia percebido um aumento como o observado nos adultos mais jovens.
     
    “Isto mostra que não temos feito o necessário para reduzir o risco de câncer colorretal entre os menores de 50 anos”, avaliou.
     
    Não obstante, destacou Sutton, a grande maioria dos tumores colorretais aparecem depois dos 50 anos de forma muito espessa ou como um pólipo no intestino.
     
    Graças à colonoscopia é possível detectar e retirar os tumores do intestino grosso antes que se tornem cancerígenos.
     
    O câncer colorretal é o terceiro tipo de câncer mais comum nos Estados Unidos e o segundo mais mortal em 2015, atrás do câncer de pulmão, segundo o Instituto Nacional de Câncer do país.
     
    Fonte: Portal Exame
  • Bebês de mães com zika serão acompanhados, diz ministro da saúde

    Bebês de mães com zika serão acompanhados, diz ministro da saúde

    GENEBRA – O ministro da Saúde, Ricardo Barros, disse nesta segunda-feira, 23, em Genebra que os bebês que não desenvolveram microcefalia, mas cujas mães contraíram o vírus zika na gestação, também serão acompanhados, para garantir que não há sequelas. Uma instituição parceira, que possa fazer esse monitoramento, deve ser definida em breve.
     
    Segundo o ministério, dos 7.534 casos suspeitos de microcefalia no País, 2.818 foram descartados, mas devem continuar em observação. Outros 1.384 casos da doença foram confirmados e 2.818 estão sob investigação. Barros discursou nesta segunda na Assembleia Mundial da Saúde da Organização Mundial da Saúde (OMS). Sua prioridade foi tranquilizar a comunidade internacional sobre os riscos relacionados às transmissão de dengue, chikungunya e zika durante os Jogos Olímpicos, no Rio, em agosto.
     
    Barros apresentou um mapa que mostra que, na época em que a Olimpíada será realizada, a incidência das três doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti será menor por causa da diminuição da temperatura e das chuvas.
    A preocupação central é mostrar que o País está preparado e garantir que as doenças estão controladas e não devem influir na segurança do evento. Segundo o ministério, o País deve receber de 350 mil a 500 mil turistas estrangeiros no período.
     
    Barros procurou reforçar que o Brasil não é o único país que lida atualmente com o surto de zika. Segundo ele, a doença está presente em 60 países. O ministro afirmou que 3,5 mil agentes externos foram contratados para garantir que a região dos Jogos estará livre do mosquito.
     
    Para Margaret Chan, diretora-geral da OMS, que também falou ontem, a epidemia de zika na América Latina é o resultado do abandono das políticas de combate ao Aedes nos anos 1970.
     
    Fonte: O Estado de S.Paulo
  • Estudo revela que perda do cromossomo Y está relacionada com Alzheimer

    Estudo revela que perda do cromossomo Y está relacionada com Alzheimer

    Miami, 24 Mai 2016 (AFP) – Um a cada cinco homens com mais de 80 anos perde o cromossomo Y das células do sangue, condição que foi agora relacionada com um risco maior de sofrer o Mal de Alzheimer, segundo estudo publicado no American Journal of Human Genetics, nesta segunda-feira.
     
    A perda do cromossomo Y é a mutação genética mais comum nos homens. Estudos anteriores mostraram que a condição pode aumentar o risco de câncer e aparece com mais frequência em fumantes.
     
    Agora, os pesquisadores afirmam que a condição pode servir como um biomarcador em relação a uma ampla gama de problemas de saúde.
     
    O estudo foi liderado por Lars Forsberg e Jan Dumanski, da Universidade de Uppsala, na Suécia, e contou com a participação de pesquisadores de Grã-Bretanha, França, Estados Unidos e Canadá.
     
    Os cientistas examinaram casos de 3.200 homens com em média 73 anos, dos quais cerca de 17% apresentaram a perda do Y nas células sanguíneas. Os pacientes que já tinham sido diagnosticados com Alzheimer haviam perdido esse cromossomo em maior grau.
     
    “Ter perda do Y não implica em 100% de chance de ter câncer ou Mal de Alzheimer”, advertiu Forsberg.
     
    Alguns dos homens com essa condição no estudo viveram sem sintomas de demência pelo menos até os 90 anos.
     
    “Mas, no futuro, a perda de Y nas células do sangue pode se tornar um novo biomarcador para o risco de doenças, (…) e pode ajudar a detectar e tratar os problemas mais cedo”, disse o pesquisador.
     
    De acordo com Chris Lau, professor do departamento de medicina da Universidade da Califórnia, o estudo não esclarece bem por que o risco de Alzheimer pode ser mais alto nestes homens.
     
    “Embora seja informativo, o estudo é de caráter preliminar e destaca apenas o fato de que o cromossomo Y pode desempenhar funções importantes além da determinação do sexo masculino e a produção de espermatozoides”, disse Lau, que não participou da pesquisa.
     
    “A questão-chave é o quê exatamente no cromossomo Y aumenta o risco da doença de Alzheimer”, completou.
     
    Para o cientista, são necessárias mais pesquisas porque o cromossomo Y contém muitos genes – alguns presentes exclusivamente nos homens e outros compartilhados com as mulheres, que não têm o cromossomo Y.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Realidade virtual e a luta contra o Alzheimer

    Realidade virtual e a luta contra o Alzheimer

    A maneira como uma pessoa se desloca dentro de um labirinto virtual pode dar importantes pistas e, inclusive, prever as chances de uma pessoa vir a desenvolver a doença de Alzheimer em futuro próximo.
     
    Essa foi a conclusão de um estudo publicado na Revista Science. (1)
     
    Nele se descobriu que as pessoas em situação de risco para o aparecimento da doença apresentam uma menor atividade nas células de navegação do cérebro – também conhecidas como “células de grade'' (ou, no inglês, grid cells) – um tipo de bússola biológica.
     
    Cientistas, anteriormente, batizaram de “células de grade”, o que fornece a localização geográfica a ratos, morcegos e macacos, mas recentemente também se comprovou sua existência em humanos.
     
    Desta forma, tal sistema é ativado, tomando por base a forma como os indivíduos se movem, informando-os seu posicionamento e localização em um plano imaginário de coordenadas.
     
    Por exemplo, feche os olhos e ande cinco passos para frente e depois vire à direita, dando mais 3 passos – aqui estarão as células de grade entrando em funcionamento e rastreando sua posição.
     
    O experimento com a realidade virtual junto aos participantes envolveu a apresentação de um cenário onde havia um céu azul, algumas montanhas a distância e, finalmente, objetos comuns de nosso cotidiano espalhados pelo chão. Os participantes então foram orientados a coletar os objetos virtuais e, posteriormente, devolvê-los ao mesmo lugar através da utilização de um joystick. A equipe monitorou a atividade cerebral de cada participante através de ressonância magnética funcional.
     
    O monitoramento permitiu que os cientistas observassem as atividades de células de grade em uma região cerebral chamada de córtex entorrinal – uma das primeiras regiões atingidas em pacientes que sofrem do Mal de Alzheimer e, supostamente, razão pela qual esses pacientes estão mais propensos a se perder – ao apresentar comprometimentos na noção de espaço e perda de memória.
     
    Os pacientes com pior performance na tarefa virtual foram aqueles que estão em situação de vulnerabilidade para o desenvolvimento futuro de Alzheimer, segundo entenderam os pesquisadores.
     
    Embora seja pouco provável que apenas “testes de navegação” virtuais sejam utilizados como um diagnóstico precoce da doença de Alzheimer, a informação contida no experimento pode ser um passo adiante em direção a terapias preventivas.
     
    É a tecnologia colaborando diretamente no cuidado e na prevenção em saúde mental.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Pesquisadores propõem nova pílula no SUS para prevenir Aids

    Pesquisadores propõem nova pílula no SUS para prevenir Aids

    Uma pílula que previne o HIV é a nova aposta de pesquisadores ligados ao Ministério da Saúde para conter a epidemia de Aids no Brasil, que avança principalmente entre jovens e grupos mais vulneráveis ao vírus.
     
    A proposta prevê que a chamada “profilaxia pré-exposição”, ou Prep, seja ofertada de forma inédita no SUS e também em farmácias do país como alternativa extra de proteção a pessoas com maior exposição ao HIV.
     
    A medida faz parte de um protocolo recém-finalizado por um comitê de especialistas, a pedido do Departamento de DST/Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, com diretrizes para a inclusão dessa pílula na rede pública.
     
    A Folha teve acesso a detalhes do documento, que deve ser encaminhado nesta semana à Conitec (comissão técnica que avalia a oferta de novas tecnologias no SUS). A expectativa é que, após consulta pública, a decisão da comissão técnica ocorra até outubro. O ministro da Saúde, Ricardo Barros (PP-PR), não tem poder de veto sobre as decisões do grupo.
     
    “Pela primeira vez, vamos colocar duas modalidades de acesso: uma no SUS, com distribuição gratuita, e outra nas farmácias”, diz Fábio Mesquita, diretor do departamento.
     
    Se for aprovado, o Brasil pode ser o primeiro país a oferecer a nova prevenção de forma gratuita. Ao menos outros dois, França e Inglaterra, fazem discussão similar. Aqui, a estimativa é que 781 mil pessoas convivam com o HIV.
     
    COMPRIMIDO
     
    Na prática, o modelo consiste na associação, em um só comprimido, de dois antirretrovirais: tenofovir e emtricitabina. Em outros países, como EUA, o medicamento (que impede que o vírus “escravize” a célula) é vendido com o nome comercial Truvada.
     
    “Se a pessoa toma direitinho, a eficácia é perto de 100%”, explica Valdiléa Veloso, da Fiocruz, uma das principais pesquisadoras desse modelo de prevenção.
     
    A desvantagem é a necessidade de uso diário da pílula, bem como seu custo. No SUS, a recomendação é que o método seja ofertado para pessoas com risco ampliado e que fazem parte de populações-chave, onde o número de novos casos é 20 a 30 vezes maior que na população geral: homens que fazem sexo com homens, transexuais, travestis, usuários de drogas e profissionais do sexo.
     
    A ideia é que a Prep não seja para qualquer pessoa desses grupos, mas para as com histórico de relações desprotegidas, por exemplo. “Como se caracteriza quem está sob risco acrescido? Não é o fato de ser gay. É ter mais exposição e risco”, diz Mesquita.
     
    Pessoas soronegativas com parceiros positivos que recém iniciaram o tratamento também estão entre as que podem aderir à estratégia. O pesquisador Nilo Martinez Fernandes, da Fiocruz, cita outros exemplos. “São pessoas que têm medo de a camisinha furar, ou tem parceiro positivo ou não conseguem usar o preservativo.”
     
    Segundo ele, a ideia não é substituir outros métodos, mas adicionar à chamada “prevenção combinada”, conjunto que inclui a camisinha masculina e feminina e testagem de DSTs, entre outros.
     
    Para Valdiléa Veloso, a autonomia em optar pela proteção é um dos principais pontos positivos dessa pílula. “Há métodos de prevenção que não dependem só da pessoa, mas do outro. Na Prep, a pessoa só depende dela para tomar o comprimido”, diz.
     
    A ideia é ofertar a pílula em unidades especializadas, onde o paciente pode ser acompanhado a cada três meses.
     
    FARMÁCIAS
     
    Planejada para ser incluída no SUS, a oferta da “profilaxia pré-exposição” como alternativa extra de prevenção contra o HIV pode chegar em breve também às farmácias.
     
    Proposta do comitê assessor do Departamento de HIV/Aids do Ministério da Saúde também prevê que a “Prep” esteja disponível para compra por outras pessoas além daquelas para as quais é estudada na rede pública.
    A venda, no entanto, ocorreria apenas mediante apresentação de receita médica específica –hoje, o medicamento, conhecido como Truvada, é de uso controlado.
     
    Segundo o diretor do departamento, Fábio Mesquita, EUA, Malásia e Tailândia já ofertam Truvada ou genéricos nas farmácias. “Como o critério do SUS vai ser mais restrito, é possível que tenham outras pessoas que queiram usar, mas não estão nos critérios.”
     
    Um impasse, no entanto, pode ser o preço. Nos Estados Unidos, por exemplo, o custo para o usuário pode chegar a US$ 2.500 ao ano, segundo associações do setor.
     
    Por aqui, a expectativa é que a oferta conjunta para o SUS e farmácias acabe por baixar significativamente os preços –em 2015, o Ministério da Saúde obteve descontos de até 90% na compra de medicamentos inovadores.
     
    “A negociação que estamos fazendo é que o preço seja idêntico, para governo e farmácia. Para que a população possa comprar, tem que ter um preço equilibrado.”
     
    COM CAMISINHA
     
    Ao mesmo tempo em que podem reduzir novas infecções por HIV, a oferta da Prep na rede pública e em farmácias também pode abrir espaço para polêmicas que, segundo especialistas, ocorrem com o surgimento de novas propostas para controle da epidemia de Aids.
     
    “Há uma preocupação em geral quando falamos isso. As pessoas perguntam: ah, mas não vão relaxar? Não vão deixar de usar preservativo?”, afirma a pesquisadora Valdiléa Veloso, da Fiocruz.
     
    Para ela, não há esse risco. “Gosto de comparar com o air bag. Quando começaram a discutir a obrigatoriedade de carros terem air bag, diziam que menos gente ia usar o cinto. Hoje, temos o air bag e usamos cinto, e não paramos aí: queremos freio ABS e vidros que não estilhacem.”
     
    Ela lembra que, mesmo com a Prep, o uso da camisinha ainda é recomendado, por ser a única forma de prevenir outras doenças sexualmente transmissíveis.
     
    Para Alessandra Ramos, do grupo TransRevolução e voluntária há um ano na pesquisa Prep Brasil, que avalia a adesão ao medicamento por grupos vulneráveis, a estratégia pode atender também aqueles que hoje têm dificuldade em usar o preservativo.
     
    Ela cita pesquisa recente do ministério que mostra que, enquanto 94% das pessoas apontam a camisinha como melhor forma de prevenção, 45% admitem que não a usa. “O papel do ministério não é prescrever o comportamento de ninguém. É compreender que existe um risco e dar mecanismos para que cidadãos evitem ao máximo a infecção pelo HIV”, diz Alessandra.
     
    Fonte: Folha de São Paulo
     
  • Anuidade 2016 CRF-AL

    Anuidade 2016 CRF-AL

    Para sua maior comodidade, o CRF/AL confecciona e envia o CARNÊ para o pagamento das Anuidades todos os anos. Caso o mesmo não seja recebido em tempo hábil para pagamento, acesse o ícone (ANUIDADES), no acesso fácil do site do CRF-AL e imprima a 2ª via do carnê.
     
    O valor da Anuidade pode ser pago a vista ou parcelado, sendo:
     
    > 1º Opção em cota única com vencimento com 10% de desconto, em 31/01/2016;
     
    > 2º Opção em cota única com vencimento com 5% de desconto, em 29/02/2016;
     
    > 3º Opção em cota única com vencimento sem desconto, em 31/03/2016;
     
    >> Parcelado em 5 vezes iguais, sem descontos ou acréscimos, deve-se obrigatoriamente efetuar o pagamento das parcelas nas datas:
     
    >> 1ª Parcela em 31/01/2016;
     
    >> 2ª Parcela em 29/02/2016;
     
    >> 3ª Parcela em 31/03/2016;
     
    >> 4ª Parcela em 30/04/2016;
     
    >> 5ª Parcela em 31/05/2016.
     
    Registramos para o seu conhecimento que as Anuidades pagas pelos profissionais inscritos e empresas registradas perante o Conselho Regional permite as atividades da Entidade na defesa dos interesses da categoria e da saúde da população, como a garantia da presença constante de um profissional registrado e habilitado à frente das diversas atividades farmacêuticas.
     
    Além disso, a Anuidade consiste em tributo devidamente previsto em lei, de recolhimento compulsório aos inscritos perante o CRF/AL para o exercício de sua profissão (Artigos 13 e 22 da Lei 3.820/60), devendo, portanto ser pagas tanto pelos profissionais quanto pelas empresas (mesmo para os casos de propriedade de farmacêutico).
     
    Por fim, alertamos que o pagamento efetuado após as datas de vencimento implica em multa de 20% (vinte por cento), correção monetária e juros de 1% (um por cento) ao mês nos termos da legislação vigente.
     
    EVITE DESENCONTROS, MANTENHA SEU CADASTRO ATUALIZADO JUNTO AO CRF-AL
     
    Mantendo seu cadastro atualizado você receberá informações e novidades pertinentes à profissão farmacêutica, notícias e boletins informativos necessários para o crescimento profissional.
     
    Dessa forma, você receberá as correspondências com segurança e dentro dos prazos estabelecidos. 
     
    Mantenha sempre seus dados atualizados!
     
  • Evandro Chagas testará vacina contra zika em animais em novembro

    Evandro Chagas testará vacina contra zika em animais em novembro

    Brasília – Testes da vacina contra zika em desenvolvimento pelo Instituto Evandro Chagas e pela Universidade Medical Branch, dos Estados Unidos, devem começar a ser feitos em animais a partir de novembro. “Conseguimos acelerar o cronograma em alguns meses, em parte por causa dos ganhos na tecnologia, em parte por sorte”, afirmou o diretor do instituto, Pedro Vasconcelos.
     
    A previsão inicial era de que essa etapa fosse concluída somente em fevereiro de 2017. Se não houver problemas ao longo do caminho, avaliou, em fevereiro já será possível iniciar os testes da vacina em voluntários humanos. Os estudos em voluntários seriam feitos no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no Amapá, Estados que não registram até o momento a circulação do zika.
     
    A vacina em desenvolvimento em parceria com a Universidade Medical Branch é feita a partir de partículas do vírus atenuado. A meta é fazer mutações no genoma do vírus para que ele perca a sua capacidade de produzir a doença, mas, ao mesmo tempo, seja reconhecido pelo organismo para que anticorpos sejam produzidos.
     
    Vasconcelos integra o Comitê de Emergência para Zika e Microcefalia da Organização Mundial da Saúde (OMS). Na próxima reunião do grupo, programada para os dias 6 e 7, o diretor do Instituto Evandro Chagas vai apresentar uma proposta para que prazos de realização de testes das vacinas de zika sejam encurtados.
     
    “Vivemos numa situação especial. Já houve o precedente do ebola. Podemos ser mais rápidos sem abrir mão da segurança”, afirmou Vasconcelos.
    Depois de testes em animais (primatas e camundongos), análises são feitas sobre efeitos da vacina em humanos. Na primeira fase, é avaliada a segurança do produto. Geralmente, é feita em cerca de 300 voluntários, todos saudáveis, que residam em regiões sem a circulação do vírus. Essa etapa costuma levar cerca de um ano. Vasconcelos vai sugerir que o prazo seja reduzido para um período que varie entre 3 e 6 meses.
     
    Na fase dois, o objetivo é avaliar a capacidade de a vacina produzir a imunidade no organismo. Nesta etapa, o teste é feito geralmente em cerca de 2 mil pessoas. Os efeitos são avaliados por um período de até dois anos. Vasconcelos vai sugerir que a análise seja feita em um prazo que varie entre seis meses e um ano.
     
    “Se o imunizante mostrar-se capaz de neutralizar a ação do vírus selvagem por esse período, há grandes chances de que isso valha para um prazo mais longo”, completou o diretor do Evandro Chagas.
     
    Na terceira fase, em que se analisa a eficácia da vacina, são testadas cerca de 30 mil pessoas. O tempo desta etapa, afirmou, também pode ser reduzido de forma significativa. “Se conseguirmos sensibilizar a OMS, acredito que a vacina poderá estar disponível num prazo de cinco anos”, disse. “Se há alguns anos fizéssemos uma proposta como essa, seríamos criticados. Mas, com tecnologia atual, é possível cumprir esse prazo, com segurança.”
     
    A vacina desenvolvida pelo Instituto Evandro Chagas do Pará e pela Universidade Medical Branch tem como público alvo mulheres em idade fértil, que não estejam grávidas. O projeto prevê a aplicação de uma dose. Um outro imunizante está em fase sendo desenvolvido também, que poderia ser usado por gestantes. Este, no entanto, não é feito com vírus atenuado, mas com DNA recombinante.
     
    fonte: Uol Saúde