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  • Genética explica distúrbios de ansiedade durante a adolescência

    Genética explica distúrbios de ansiedade durante a adolescência

    Distúrbios de ansiedade costumam aparecer durante a adolescência, quando a incidência desses transtornos mentais é mais alta. Parte da explicação para isso está na genética. Em um estudo que envolveu análise de dados sobre mais de mil pessoas, de 3 a 21 anos de idade, pesquisadores das universidades de Cornell e da Califórnia em San Diego, EUA, identificaram que uma variante comum em um gene muda de atividade justamente na adolescência, influenciando na formação de alguns circuitos cerebrais ligados ao controle das emoções.
     
    Segundo os cientistas, esta variante genética, conhecida como FAAH C385A, está presente em cerca de 80% da população. O gene regula a ação de uma enzima responsável pelo metabolismo de uma molécula típica do chamado sistema endocanabinoide do cérebro, que usa uma série de neurotransmissores com uma formulação parecida com a do THC, a substância psicoativa da maconha. Batizado anandamida, esse composto tem efeitos analgésicos, ansiolíticos e antidepressivos, atingindo níveis mais altos no cérebro durante a infância. A partir da adolescência, no entanto, com a ativação da variante FAAH C385A, as concentrações de anandamida caem, expondo os jovens a um maior risco de distúrbios de ansiedade.
     
    — Estudos anteriores já tinham identificado esta variante genética que indicava quais indivíduos são mais ou menos suscetíveis à ansiedade, então nosso foco foi procurar saber quando essa diferença genética emerge no desenvolvimento — contou ao GLOBO Dylan Gee, pesquisadora do Instituto Sackler para a Psicobiologia do Desenvolvimento da Universidade de Cornell e primeira autora do artigo sobre o estudo, publicado recentemente no periódico científico “Proceedings of the National Academy of Sciences” ( PNAS). — Descobrimos que a variante entra em ação na adolescência, por volta dos 12 anos, nunca antes. E isso nos ajuda a entender o porquê de a ansiedade aumentar tanto nesta época da vida.
     
    Dylan ressalta, no entanto, que só ter esta variante genética não é determinante para o desenvolvimento de distúrbios de ansiedade, ou mesmo para lidar mal com episódios normais de ansiedade na vida. — Nem todos que têm essa variante vão desenvolver uma desordem de ansiedade, mas isso parece explicar as diferenças que vemos nos níveis de ansiedade das pessoas — conta.
     
    Psiquiatra especializado no atendimento de crianças e jovens, Fabio Barbirato lembra que, por si só, a adolescência já é um período difícil na vida, o que vem sendo exacerbado na sociedade moderna. — A entrada na adolescência é um período que chamamos de luto da infância, quando você deixa de ser criança e muda todo seu comportamento diante de uma série de exigências sociais e pessoais, por alterações não só no corpo, mas das próprias ideias e objetivos — diz. — Hoje com as expectativas cada vez maiores que os pais e a sociedade criam nas crianças, elas entram na adolescência com uma pressão muito grande, e este estresse contínuo favorece um quadro psiquiátrico de ansiedade. 
     
    SINAIS DE ALERTA 
     
    Assim, segundo Barbirato, é preciso orientar os pais e estar atento às crianças para evitar que ansiedades e dúvidas naturais desta fase da vida se tornem um problema. Entre os sinais de possíveis distúrbios, ele aponta queda de rendimento na escola, comportamentos de irritação em situações e lugares que antes eram prazerosos, reações de ansiedade, tensão e medos exagerados que não tinham antes, e irritabilidade quando sob pressão, principalmente acadêmica e social.
     
    — A questão é tentar não massificar demais algo que já é muito normal — considera. — É um período muito sensível, que requer muita atenção para o jovem poder passar bem por ele, ter acolhimento, ter carinho da família, mas também autonomia. Não é preciso superprotegêlo, mas também estar atento para um comportamento mais impulsivo, porque neste período ele também tem muito pouco freio inibitório. E como está em desenvolvimento, ele ainda é uma criança se modelando para ser um adulto, o que é a adolescência.
     
    Barbirato também concorda com Dylan que o mecanismo descoberto no estudo é apenas um passo na busca de compreender as influências genéticas e neuroquímicas dos distúrbios mentais, que envolvem muitas regiões do cérebro. — Não há um biomarcador único — destaca. — Acredito que no médio prazo provavelmente vou ter um conjunto de marcadores que vão me indicar se aquela criança vai ter maior propensão a desenvolver distúrbios de ansiedade na adolescência. Por enquanto, porém, temos que trabalhar com prevenção, dar orientação para os pais com clareza para evitar esta questão da pressão, e tratamento e terapia para o jovem quando ele chega no consultório com um quadro depressivo ou ansioso. Uma terapia de referência comportamental, que trate a criança e oriente os pais.
     
    Fonte: O Globo
  • Alterações pós-registro de medicamentos ganha novas regras

    Alterações pós-registro de medicamentos ganha novas regras

    A Anvisa aprovou, a proposta de revisão da RDC 48/2009, que trata das alterações pós-registro de medicamentos. Com as novas regras, os processos de pós-registro, que são modificações das características originais de um medicamento, em qualquer etapa do seu ciclo de vida, como a alteração de fórmula, alteração de elementos de composição ou de seus quantitativos, mudança de planta e alteração de equipamentos, entre outros, terão uma tramitação mais apropriada na Agência. A resolução estabelece um novo marco regulatório de pós-registro ao incorporar a análise de risco e estabelecer processos diferenciados de acordo com a complexidade e o risco sanitário dos produtos.
     
    A nova RDC terá impacto na fila existente dos pedidos de pós-registro, uma vez que define um número maior de tipos de alterações como de implementação imediata, que apresentam baixo risco sanitário. Quando as alterações de pós-registro apresentam riscos sanitários moderado ou alto, elas continuam a ser objetos de análise e necessitam de autorização da Anvisa para serem implementadas.
     
    A expectativa da Gerência-Geral de Medicamentos (GGMED) da Anvisa é de que, com a nova norma e a adesão do setor produtivo, mais de 2.600 petições de pós-registros sejam retiradas desta fila. Ressalte-se que esta RDC está alinhada com os requisitos e condições para petições de pós-registro que são praticados pelas agências reguladoras dos Estados Unidos, Europa e Canadá.“Uma mudança pós-registro pode afetar a qualidade, segurança e eficácia do medicamento, impondo um impacto maior ou menor, no que diz respeito ao risco sanitário, a depender das características do produto e do grau de complexidade da mudança. Com as novas regras, a Anvisa utiliza conceitos modernos de análise de risco e permite que se garanta a qualidade e segurança dos medicamentos com menos burocracia”, observa o diretor-presidente da Anvisa, Jarbas Barbosa.
     
    A nova RDC também torna o setor de produção de medicamentos corresponsável na implementação das alterações e no controle permanente das informações e/ou dados de seus produtos. O setor também poderá se programar em relação às alterações pós-registro e à racionalização e ampliação de seus processos produtivos. A iniciativa ainda otimiza os recursos internos da própria Anvisa na medida em que direciona as análises para as petições onde há maior complexidade e risco sanitário e no monitoramento das alterações realizadas.
     
    “A revisão da RDC 48 é um avanço no processo de regulamentação de medicamentos, o que garante a manutenção da devida rigidez da defesa sanitária, ao mesmo tempo em que permite que a Anvisa concentre esforços de regulação em produtos de maior risco”, ressalta o diretor de Coordenação e Articulação do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária, Ivo Bucaresky. “Também representa maturidade do setor regulado, o qual entendemos ser capaz de trabalhar na avaliação de produtos de baixo risco”.
     
    Alteração – A Lei 6.360/1976 determina que produtos sujeitos a vigilância sanitária não podem ser comercializados sem o devido registro por parte da Anvisa. O registro de medicamentos está vinculado à sua comprovação de segurança e eficácia, além de exigências mais específicas.No entanto, após o registro, é muito comum que as empresas solicitem modificações nas características do produto originalmente registradas. Dá-se, a esse processo, a denominação de “alteração pós-registro”, que também depende de autorização prévia e expressa da Anvisa.
     
    Essa inovação traduz uma necessidade real do setor de produção de medicamentos, que nos últimos anos demostrou importante crescimento: no Brasil, o setor cresceu a uma taxa de 6,2% ao ano, no período recente, muito maior que o desempenho geral da economia. O Brasil, que em 2009 ocupou o 10º lugar no ranking dos maiores mercados do mundo, passou a ser, em 2014, o 6º, e a projeção para 2019 indica que o país poderá ser o 5º no ranking, atrás apenas dos EUA, China, Japão e Alemanha.“Diante desse cenário, é preciso um marco regulatório que acompanhe essa dinâmica de crescimento, inovações, evolução e complexidade do mercado brasileiro, ampliando o acesso da população a medicamentos seguros e eficazes”, reitera Jarbas Barbosa.
     
    Passivo – As modificações do registro nas regras atuais dependem, necessariamente, de solicitação – por parte da empresa detentora do registro – e autorização da Anvisa. Esse processo de trabalho gera 421 petições/mês e acumulou até dezembro de 2015 um total de 5.052 petições. Hoje, há um passivo de 5.015 petições aguardando análise.
     
    A construção do novo marco passou por todo o rito processual necessário: abertura de iniciativa, proposta preliminar, consulta pública e debates em reunião da Diretoria Colegiada da Anvisa e inúmeras reuniões com o setor regulado, ora com as associações, ora com as próprias indústrias, para discutir e amadurecer os entendimentos.
     
    A proposta de revisão da RDC nº 48 é um grande avanço”, destaca o diretor de Controle e Monitoramento Sanitário da Anvisa, José Carlos Magalhães Moutinho. “É uma mudança de paradigma: a Anvisa e o setor regulado vão compartilhar responsabilidades no campo do pós-registro de medicamentos de pouco risco potencial. Haverá maior celeridade nos processos, sem abrir mão da segurança e da eficácia dos medicamentos”.
     
    Fonte: Blog da Saúde
     
  • Farmacêuticos aprovam proposta para a elaboração de diretrizes curriculares nacionais do curso de graduação em Farmácia

    Farmacêuticos aprovam proposta para a elaboração de diretrizes curriculares nacionais do curso de graduação em Farmácia

    Mais de 150 farmacêuticos reunidos no II Fórum Nacional para Discussão das Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Farmácia, realizado dias 22 e 23 de março, em Brasília, aprovaram a proposta elaborada pela Comissão de Educação (Comensino/CFF), pela Comissão Assessora de Educação Farmacêutica (CAEF/CFF) e pela Associação Brasileira de Educação Farmacêutica (ABEF). A proposta aprovada será encaminhada ao Conselho Nacional de Educação (CNE), do Ministério da Educação (MEC).
     
    Todos os estados da federação estiveram representados pelos delegados de entidades, sociedades e associações profissionais, professores, estudantes e farmacêuticos. “Foi uma grande conquista para toda a categoria aprovar, democraticamente, essa proposta que deverá ser utilizada pelo CNE para elaborar as novas diretrizes para a formação profissional dos farmacêuticos brasileiros, contemplando atividades recentemente regulamentadas para atender às crescentes demandas da nossa sociedade”, explicou o presidente do CFF, Walter Jorge João.
     
    Um dos destaques da proposta foi a aprovação do texto que prevê a capacitação dos acadêmicos de Farmácia para a atividade clínica do farmacêutico, regulamentada em agosto de 2013, por meio da Resolução/CFF nº 585. Com ela, os farmacêuticos passaram a atuar no cuidado direto ao paciente. A prática clínica desse profissional da saúde se desenvolveu consideravelmente nas últimas décadas, ampliando a demanda por profissionais habilitados.
     
    O cuidado em saúde foi incorporado à proposta como principal eixo estruturante da formação dos futuros farmacêuticos. A atividade clínica pode ser desenvolvida em hospitais, ambulatórios, unidades de atenção primária à saúde, farmácias comunitárias, instituições de longa permanência e domicílios de pacientes, entre outros.
     
    Fonte: Comunicação do CFF
  • CRF/AL participa do II Fórum Nacional de diretrizes curriculares

    CRF/AL participa do II Fórum Nacional de diretrizes curriculares

    O presidente do Conselho Regional de Farmácia de Alagoas (CRF/AL), Alexandre Correia, esteve em Brasília juntamente com membros da comissão de ensino do CRF/AL participando do II Fórum Nacional para discussão das DCN (Diretrizes Curriculares Nacionais) do curso de graduação em farmácia.
          
    O evento que aconteceu em Brasília nos dias 22 e 23 de março e foi promovido pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF) contando com participantes de todo Brasil. O objetivo do encontro foi debater proposta de atualização das diretrizes curriculares dos cursos de farmácia de todo Brasil.
          
    Logo na abertura do evento, o presidente do Conselho Federal de Farmácia (CFF), o farmacêutico Walter Jorge João destacou que 14 anos depois de implantadas as diretrizes para os cursos de farmácias, observou-se a necessidade de se fazer essa atualização com a realidade farmacêutica de hoje. Segundo ele, é muito natural se querer debater e aprovar uma proposta que harmonize as sugestões de todos os envolvidos com o ensino, em todo o País.
         
    Walter pontuou ainda que a profissão farmacêutica é, hoje, “uma grande família”, e que, unida, ela tem conquistado importantes avanços. Ele disse ainda que a profissão está muito lá na frente, enquanto as diretrizes ficaram estanques, revelando a realidade farmacêutica de 14 anos para trás. Alguns avanços foram alcançados desde a implantação da profissão, a exemplo da prescrição farmacêutica, a Lei 13.021/14, a regulamentação da saúde estética, entre outras conquistas.
          
    Quem também pediu que as diretrizes contemplem um modelo de ensino que torne o farmacêutico mais antenado com o mercado foi a presidente da SBFC (Sociedade Brasileira de Farmácia Comunitária), Carmen Íris Tolentino. De acordo com ela, os currículos precisam trazer, de forma obrigatória, disciplinas voltadas para a gestão e para o empreendedorismo, para motivar os farmacêuticos a serem proprietários de farmácia, mas de forma bem-sucedida.
          
    Para o presidente do CRF/AL, Alexandre Correia, participar desse debate é poder trazer uma melhor formação para os farmacêuticos. “Não podemos nos distanciar destas discussões ainda que tenhamos um bom currículo. O que nós queremos é levar para Alagoas uma formação ainda melhor para que os nossos profissionais sejam absorvidos em qualquer parte do país”, analisou.
    ASCOM – CRF/AL
  • Zika está chegando com mais força no Sudeste; pico deve ser em abril

    Zika está chegando com mais força no Sudeste; pico deve ser em abril

    O nascimento de crianças com microcefalia no Sudeste do Brasil já é uma grande preocupação de médicos e do governo com o aumento de casos suspeitos de infecção por vírus da zika na região. Somados, os quatro Estados registraram cerca de 6.500 casos suspeitos de zika até agora.
     
    Em São Paulo, há ao menos 37 casos de crianças com microcefalia com características de associação ao vírus e 900 grávidas com suspeita de zika. No Rio de Janeiro, nove casos de má-formação no sistema nervoso de bebês foram confirmados; no Espírito Santo, há outros quatro casos confirmados; e em Minas Gerais, mais dois. 
     
    O pico de contágio em São Paulo e Rio de Janeiro, porém, ainda é esperado para abril e maio, épocas de elevação histórica da dengue, também transmitida pelo mesmo vetor, o mosquito Aedes Aegypti. No Espírito Santo, espera-se o pico para este mês. 
     
    “A impressão que eu tenho é que nós estamos tendo uma epidemia de zika aqui no Sudeste. A magnitude dela eu não sei. A gente vai ter que esperar um pouco a disponibilização dos exames sorológicos para poder definir mais”
    Artur Timerman, presidente da Sociedade Brasileira de Dengue e Arboviroses
     
    O aumento de casos no Sudeste preocupa pois a região concentra 42% da população brasileira, o que poderia multiplicar os casos de microcefalia no país. O Ministério da Saúde já alertou para a expansão da epidemia em outras regiões do país. “Estamos prevendo uma expansão [do surto de zika e dos casos de microcefalia] nas regiões Sudeste e Centro-Oeste”, explicou Claudio Maierovitch, diretor do Departamento de Vigilância de Doenças Transmissíveis do ministério.
     
    Uma pesquisa da Fiocruz estima que o percentual de fetos com lesões neurológicas entre grávidas diagnosticadas com zika pode chegar a 29% — no entanto, o número ainda é controverso. Um estudo restrospectivo feito na Polinésia Francesa apontou que a proporção seria de 1 para 100.
     
    Se o combate ao mosquito Aedes aegypti –ou novos remédios– não impedirem a epidemia de zika de se alastrar em áreas mais populosas do Brasil, Timerman estima que possam nascer de 50 mil a 70 mil crianças com lesões neurológicas ou microcefalia até 2020. O Ministério da Saúde, questionado sobre previsões, informou que não faz ou comenta projeções.
     
    Até o momento, o país tem 907 casos de microcefalia confirmados e mais de 4.200 em investigação. A OMS calcula que o número de casos confirmados deve chegar a 2.500 ainda este ano. 
     
    Sabe-se, até o momento, que o vírus da zika circula em 22 Estados e no Distrito Federal.
     
    Dificuldade para diagnosticar o vírus
     
    Timerman explica que o grande problema é diagnosticar a zika. A primeira dificuldade é que o teste disponível até o momento só funciona se aplicado na fase aguda da doença –e só a menor parte dos infectados apresentam sintomas– e a segunda, mais grave, é que os convênios não pagam pelo exame genético de PCR, que é caro, e, na rede pública, não há testes suficientes nem mesmo para diagnosticar dengue.
     
    “Sem dúvida, é preocupação baseada em evidência. No meu hospital, estou esperando 9 resultados de exame de zika de pessoas que têm muita possibilidade de ter zika”.
     
    “O Brasil não tinha uma infraestrutura laboratorial para atender a essa demanda. Tem uns três ou quatro (laboratórios) que centralizaram os exames do Brasil inteiro” , diz Ricardo de Oliveira, secretário de Saúde do Espírito Santo. “Não é só Espírito Santo que está mandando para a Fiocruz, vários Estados estão mandando. Por isso que a confirmação demora”. 
     
    Até o momento, pouco mais de 20 laboratórios foram capacitados pelo Ministério da Saúde para realizar o exame genético (conhecido como PCR).
     
    Oliveira destaca que, no Espírito Santo, as notificações de casos de dengue em 2016 já são dez vezes maiores do que em 2015. “Por trás disso, está uma proliferação muito grande de mosquito”. Lá, são 2.642 os casos de suspeita de zika desde novembro até o dia 10 de março, e 90 bebês (a maioria ainda não nascidos) com suspeita de microcefalia.
     
    Alexandre Chieppe, subsecretário de Vigilância em Saúde do Estado do Rio de Janeiro, aponta que a maioria dos bebês de mães infectadas por zika que estão acompanhadas pela rede pública vai nascer em março e abril, quando devem começar os testes para microcefalia e associação à infecção.
     
    “A gente já vem observando aqui no Rio um aumento do número de casos, é processo de investigação epidemiológica complexo, demorado. Há uma preocupação [com os casos de lesões neurológicas em fetos], por conta disso todas nossas campanhas estão muito focadas para gestantes”
    Alexandre Chieppe, da secretaria de Saúde do Rio de Janeiro
     
    No entanto, ele informa que nas últimas semanas houve uma redução do número de notificação de casos de infecção por zika em mulheres grávidas, apesar de uma expectativa contrária a isso. “Uma possibilidade é que haja maior prevenção individual das gestantes”.
     
  • Vitamina presente em carnes pode ajudar a conter envelhecimento

    Vitamina presente em carnes pode ajudar a conter envelhecimento

    Um experimento científico que está em fase de testes tem buscado entender como uma vitamina – a B3 – pode ajudar a conter o processo de envelhecimento do corpo humano.
     
    Uma das causas do envelhecimento é a presença de radicais livres no organismo – eles oxidam nossas células e muitas vezes causam sua destruição. Para evitar esse processo, os antioxidantes que consumimos servem para acabar com os radicais livres e minimizar o dano dos radicais livres às células.
     
    O que esse grupo de cientistas está buscando é justamente uma forma de aumentar os níveis de antioxidantes das células. E os esforços se concentram na vitamina B3, encontrada em alimentos como frango, porco e atum.
     
    “O que nós temos feito é aumentar o processo natural dos antioxidantes no corpo. Fizemos isso com ratos por meio de modificações genéticas, e esses ratos viveram mais e com mais saúde”, explicou à BBC Manuel Serrano, do Centro Nacional de Pesquisa sobre o Câncer na Espanha, que é um dos líderes do estudo.
     
    Segundo Serrano, não é possível replicar o experimento com modificações genéticas em seres humanos, mas o grupo tem feito testes para saber se dá para atingir o mesmo resultado de outra maneira. A ideia é aumentar a síntese de derivados da vitamina B3 para, consequentemente, melhorar os níveis de antioxidantes no organismo.
     
    “Os derivados da vitamina B3 são a chave para a defesa dos antioxidantes do nosso corpo. Então uma possibilidade que estamos estudando é que, complementando a dieta com vitamina B3, poderíamos melhorar esse processo de defesa”, afirmou.
     
    “Ainda não temos a certeza de que isso daria certo. É algo que precisamos testar para ver se tem um impacto na defesa dos antioxidantes.”
     
    Caso isso se confirme, o consumo de alimentos que contenham vitamina B3 seria importante para o aumento dos antioxidantes no organismo – o que em tese poderia conter o envelhecimento. Essa vitamina pode ser encontrada em alimentos como atum e outros peixes, frango, carne de porco, fígado, ovos, leite, amendoim e arroz.
    Mas Serrano alerta que nada consumido em excesso vai fazer bem.
     
    “Acho que quando o assunto é comida, a melhor estratégia é ter uma dieta balanceada, porque com certeza frango e porco têm outras substâncias que não são tão boas. Então não quero dizer às pessoas para comerem o quanto quiserem de frango e porco. Acho que isso não seria racional”, ressaltou.
     
    Fonte: BBC Brasil
  • Feriado de Semana Santa: CRFAL e seccional realizam atendimento até esta quarta, 23 de abril

    Feriado de Semana Santa: CRFAL e seccional realizam atendimento até esta quarta, 23 de abril

    Em virtude do feriado de Semana Santa, a sede do CRFAL, a Seccional de Arapiraca realizam atendimento até está quarta-feira, 23 de março. O atendimento volta a ocorrer normalmente na segunda (28/03).
     
    Desejamos a todos um ótimo feriado santo, e que a Páscoa seja tempo para agradecer e compartilhar o amor com a família. Que se renove a esperança, fé e confiança de que dias melhores virão!
     
    Alexandre Correia
    Presidente
  • CRF recebe doação de cinco computadores

    CRF recebe doação de cinco computadores

    O Conselho Regional de Farmácia de Alagoas (CRF/AL) recebeu cinco computadores que foram doados pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF). A entrega foi feita na sede do CRF/AL pelo diretor – secretário do CFF José Gildo da Silva. “É uma satisfação fazer essa entrega destes equipamentos ao Conselho que tem desenvolvido seu trabalho com bastante afinco”, comentou o diretor.
     
    Alexandre Correia, presidente do CRF/AL explicou que os equipamentos serão destinados para o setor de fiscalização. “A chegada dos computadores é um estímulo para que a gente continue desenvolvendo o nosso trabalho em prol dos farmacêuticos de Alagoas”, destacou.
     
    De acordo com ele, a escolha pela fiscalização se deu porque esse é um dos segmentos em que é preciso estar em permanente combate para que profissionais não qualificados assumam o papel de farmacêutico nos estabelecimentos, bem como aos estabelecimento ilegais e que insistem e descumpri a legislação.
     
    ASCOM-CRF
  • Indústria do tabaco tem até 30 de junho para se adequar à resolução

    Indústria do tabaco tem até 30 de junho para se adequar à resolução

    A mais recente Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) da Anvisa que trata da nova mensagem de advertência obrigatória nas embalagens de produtos derivados do tabaco determina que as empresas têm prazo até o próximo dia 30 de junho para retirar do mercado os produtos cuja embalagem não está de acordo com a norma. O prazo para recolher as embalagens em desacordo está sendo contado desde o dia 1º de janeiro deste ano.
     
    A Resolução da Diretoria Colegiada de número 14, publicada em 10 de abril de 2015, a RDC 14/2015, trata de alterações na mensagem de advertência nas embalagens de todos os derivados do tabaco comercializados no país, de fabricação nacional ou importados.
     
    De acordo com o texto da RDC 14/2015, os fabricantes teriam prazo contado a partir de 1º de janeiro até 30 de junho deste ano para recolher no comércio varejista as embalagens que estão em desacordo com o novo padrão.
     
    A RDC 14/2015 determina que 30% da parte inferior frontal das embalagens de produtos derivados do tabaco devem conter o texto de advertência “Este produto causa câncer. Pare de Fumar. Disque-Saúde 136”. A regra vale para produtos vendidos em pacotes ou em unidades.
     
    Ainda conforme a RDC 14/2015, a embalagem que acompanha o produto não poderá ter nenhum tipo de dispositivo que dificulte a visualização da advertência.
     
    Fonte: Anvisa
  • OMS cobra reforço no combate ao Aedes aegypti para conter vírus da zika

    OMS cobra reforço no combate ao Aedes aegypti para conter vírus da zika

    A OMS (Organização Mundial de Saúde) afirma que os métodos tradicionais de combate ao mosquito, como a aplicação de inseticidas, não estão se mostrado eficazes até o momento.
     
    Segundo documento do órgão, o problema não são os métodos em si, mas, sim, a sua aplicação. “O controle do vetor é a maneira mais eficiente para parar a transmissão do vírus da zika, da dengue, da febre chikungunya e da febre amarela, doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. Se os métodos atuais forem implementados corretamente –de maneira rápida, abrangente e sustentada– eles são eficientes”, argumenta a OMS.
     
    Na ausência de uma vacina em um horizonte próximo, a organização continua a defender a prevenção. A eliminação de focos de larvas do mosquito, uso de repelentes que contenham DEET, IR 3535 ou Icaridina, o uso de roupas compridas e a pulverização de inseticidas devem ser prioritários. A OMS faz a ressalva, no entanto, que o fumacê, muito utilizado no Brasil, é menos eficaz que a aplicação de inseticidas em espaços fechados
     
    Em entrevista coletiva nesta terça-feira (22), em Genebra, Anthony Costello, diretor do Departamento de Saúde infantil, materna e de adolescentes da OMS, afirmou que, dos 2.212 casos suspeitos de microcefalia investigados pelas autoridades sanitárias brasileiras, 863 foram confirmados.
     
    Se essa proporção de 39% de casos confirmados for mantida, o Brasil pode registrar 2.500 bebês com microcefalia. A estimativa foi revelada durante entrevista coletiva na sede da organização em Genebra. O Brasil pode registrar 2.500 casos de microcefalia ligadas à contaminação pelo vírus da zika nos próximos meses.
     
    Embora a OMS ainda não tenha uma prova definitiva da relação entre a contaminação pelo vírus da zika em gestantes e o nascimento de bebês com perímetro craniano abaixo do normal, Costello afirma que “existe um consenso científico cada vez maior” sobre a associação entre zika e microcefalia. A cautela da OMS em relação a dados sobre o surto de zika também vale para estudos publicados recentemente por outras instituições.
     
    O Instituto Pasteur, na França, divulgou que, nos casos de infecção pelo vírus da zika no primeiro trimestre da gravidez, o risco da ocorrência de microcefalia é de aproximadamente 1%. A conclusão foi feita a partir do monitoramento de um surto de zika na Polinésia Francesa entre 2013 e 2014. Para OMS, esses dados são relevantes, mas ainda não se pode dizer se essa também será a realidade no Brasil.
     
    NOVAS TÉCNICAS
     
    Duas novas técnicas de controle da população de Aedes aegypti estão em estudo por especialistas ligados à OMS: mosquitos infectados pela bactéria Wolbachia e mosquitos modificados geneticamente. As duas medidas inibem a propagação dos insetos mas, de acordo com a organização, ainda é preciso um monitoramento “rigoroso é independente” do resultado dessas ações.
     
    Quanto à esterilização dos mosquitos, o uso de armadilhas e de um açúcar tóxico que atrai e mata o Aedes aegypti, o grupo de especialistas no controle de vetores concluiu que ainda é preciso mais evidências cientificas sobre a eficácia desses métodos.
     
    Apenas no continente americano, 4 milhões de pessoas devem ser infectadas neste ano, estima a OMS. Para ajudar no combate e na prevenção da doença, a organização precisa de US$ 56 milhões (R$ 200 milhões). Desse total, porém, apenas US$ 3 milhões (R$ 10 milhões) chegaram às mãos da instituição.
     
    “O apoio financeiro é um grande desafio”, declarou Margaret Chan, diretora-geral da OMS. “Não podemos permitir que o dinheiro seja uma barreira que nos impeça de fazer a coisa certa. As consequências para a saúde pública de vários países e para muitas famílias são imensas”, concluiu.
     
    Fonte: Folha de S.Paulo / Site