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  • Fundador do Facebook divulga campanha de combate ao Aedes aegypti

    Fundador do Facebook divulga campanha de combate ao Aedes aegypti

    O fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, defendeu que os cidadãos de todo o mundo, em especial da América Latina, auxiliem no combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor do vírus Zika e também dos vírus da dengue e da chikungunya.
     
    Por meio de um post no Facebook, Zuckerberg convida os internautas a assistirem ao vídeo de uma campanha promovida pela própria rede social e pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco).
     
    No texto, publicado na noite desta terça-feira, o empresário ressalta a importância de se evitar a disseminação do mosquito, pois não há remédios específicos nem vacinas contra o zika. Ele disse, então, que o “mais importante” no momento é tentar evitar as picadas do mosquito. “Como uma comunidade, nós podemos ajudar na luta contra o vírus zika aumentando a sensibilização”, afirmou.
     
    Zuckerberg lembra que o vírus já está em mais de vinte países e é “um dos maiores desafios da saúde pública” atualmente. Ele destacou ainda o perigo para as mulheres grávidas que contraem o zika, lembrando da relação que há entre a doença e casos de microcefalia em bebês.
     
    Além de fazer o apelo, Zuckerberg divulgou o link de um vídeo com orientações sobre os cuidados que os cidadãos devem tomar para evitar a proliferação do inseto. Por volta de 23h, poucas horas após ser publicado, o post já tinha mais de 26 mil curtidas e quatro mil compartilhamentos.
     
    O governo brasileiro tem intensificado as ações de mobilização contra o mosquito. Nesta quarta-feira, a presidenta Dilma Rousseff fará um pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão incentivando a população a tomar os cuidados de combate ao inseto.
     
    Fonte: Valor Econômico/Site
     
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  • Novo exame pode aumentar diagnósticos de microcefalia ligada ao zika, diz diretor do Fiocruz

    Novo exame pode aumentar diagnósticos de microcefalia ligada ao zika, diz diretor do Fiocruz

    Um exame desenvolvido pelo Brasil e que deve ser distribuído na rede pública de saúde até o fim do ano pode revelar um número maior de casos de microcefalia ligada ao zika, diz Wilson Savino, diretor do Instituto Oswaldo Cruz e integrante do gabinete de emergência formado pela instituição para enfrentar a epidemia.
     
    Ex-presidente da Sociedade Brasileira de Imunologia e com mais de 30 anos de experiência na área, o imunologista carioca está à frente do Oswaldo Cruz, vinculado ao Ministério da Saúde, desde 2013. Atualmente ajuda a coordenar os esforços nacionais de combate à epidemia de zika, dengue e chikungunya.
     
    Ele explica que o exame molecular, único disponível no momento para o diagnóstico de zika no país, identifica a presença do vírus na corrente sanguínea, o que dificulta a precisão, pois o zika surge e desaparece do sangue em poucos dias.
     
    Já o exame sorológico, que deve ficar pronto no início do segundo semestre e que poderia chegar à rede pública até o final do ano, não busca o vírus, e sim os anticorpos que o organismo produz contra ele, que podem ser detectados muitos meses após a infecção.
     
    “Por conta disso, grande parte dos testes em mulheres com sintomas de zika que tiveram crianças com microcefalia não levou à detecção do vírus, mas isso não quer dizer que não tenham sido infectadas. Em alguns casos não se está identificando o vírus em mães de bebês com suspeita de microcefalia somente porque ainda não temos o exame sorológico. É algo muito importante”, diz.
     
    Embora Savino ressalte que os cientistas ainda não possuem comprovação da relação de causalidade entre o zika e a microcefalia, há muitos indícios apontando nesta direção.
     
    “Uma vez que tenhamos o exame sorológico, acho muito plausível que haja aumento no número de casos de microcefalia ligados ao zika vírus. Acho que os números serão muito mais contundentes. Embora neste ano já tenha o dobro dos casos de microcefalia do ano passado, a ausência do exame sorológico ainda mantém a discrepância entre avaliação clínica e diagnóstico”, afirma.
     
    Em entrevista à BBC Brasil, Savino também comentou o alerta global emitido pela OMS (Organização Mundial da Saúde), que passou a considerar a epidemia de zika vírus uma emergência de saúde pública mundial.
     
    “Soar este alarme vai possibilitar decisões mais rápidas nos 20 países afetados, e torna mais evidente que o que está acontecendo no Brasil pode acontecer em qualquer país da região, além de mostrar que estávamos certos ao considerar a epidemia situação de emergência nacional já no ano passado”, avalia.
     
    Veja os principais trechos da entrevista:
     
    BBC Brasil — Atualmente trabalha-se com exames moleculares que usam tecnologia importada e buscam detectar o vírus na corrente sanguínea, enquanto não está disponível no Brasil o exame sorológico. A Fiocruz desenvolveu uma versão nacional deste teste molecular. Como ele funciona e quando começa a ser distribuído?
     
    Savino — Um dos trabalhos incluídos nesta primeira fase de enfrentamento à epidemia, absolutamente necessário, é que o sistema de saúde brasileiro seja capaz de identificar a infecção pelo zika vírus. Para isso, a Fiocruz desenvolveu uma versão do teste molecular, chamada triviral, que permite identificar dengue, chikungunya e zika no mesmo exame. A intenção é que 50 mil kits deste teste estejam prontas para serem distribuídas daqui a dois meses, e a Fiocruz Paraná tem condições de produzir 500 mil por ano.
     
    Esse vírus tem uma característica que dificulta o diagnóstico, por deixar de circular na corrente sanguínea muito rapidamente. E aí entra a importância da segunda maneira de detectá-lo, com o exame sorológico, que ao invés de buscar o agente infeccioso, detecta os anticorpos que o nosso organismo produz quando somos infectados. Neste momento não há testes sorológicos comerciais e a Fiocruz Paraná está desenvolvendo um teste desse tipo, que também é muito mais barato do que o molecular, e com ele saberemos se a pessoa foi infectada há 15 dias, três meses ou seis meses. Teremos muito mais precisão.
     
    BBC Brasil — Uma das principais dificuldades da busca pelo exame sorológico tem sido a semelhança dos anticorpos que o organismo produz para dengue, chikungunya e zika. Em que estágio está a busca por esse teste? Qual é a previsão de distribuição do exame sorológico na rede pública de saúde?
     
    Savino — Ele ainda está sendo desenvolvido, e uma das principais dificuldades é a similaridade dos anticorpos, sobretudo da dengue e do zika. Mas existem formas de testar simultaneamente se determinado anticorpo reconhece só zika, e você faz uma espécie de peneira e seleciona apenas estes.
     
    A questão é que isso demora. Não é uma dificuldade especial, é trabalho comum, mas é uma questão de tempo. Não há nada, em princípio, que nos leve a pensar que seja impossível fazer isso. É questão de trabalhar com rigor científico e de maneira que ao final deste trabalho você tenha um produto que possa, efetivamente, ser útil. E isso leva tempo. A chance de não termos esse teste é quase nenhuma.
     
    O prazo é que no final do primeiro semestre e início do segundo semestre possamos ter o teste sorológico pronto para ser produzido em larga escala, e que mais para o final do ano ele possa ser distribuído. Vai demorar um pouco, mas a ideia é que seja usado ainda neste ano. Claro que tudo pode correr bem, mas algumas coisas podem não correr tão bem, quando você desenvolve um produto. Por mais que a sociedade tenha pressa nestas respostas, não podemos nos precipitar.
     
    BBC Brasil — Quais unidades da Fiocruz trabalham nesta busca pelo exame sorológico neste momento?
     
    Savino — Do ponto de vista dos reagentes que vão compor o exame sorológico, é a Fiocruz do Paraná que trabalha nisso. Agora, para que a gente valide esses testes, é preciso ter soros de pessoas que foram infectadas, em grande escala. É preciso também ter o vírus produzido em grande escala. E aí a gente envolve outras unidades.
     
    Aqui no Rio de Janeiro, o Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF) e o Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI) estão começando a colher material de mulheres grávidas, com ou sem sintomas de zika, com ou sem suspeitas de microcefalia, para que a gente tenha o que se chama de um painel de amostras sabidamente infectadas por zika e outras sabidamente não infectadas. Assim podemos fazer os testes de validação.
     
    BBC Brasil — Um laboratório alemão chamado Euroimmum diz já ter um exame sorológico para zika. Até que o teste brasileiro desenvolvido pela Fiocruz possa ser distribuído, não seria o caso de o governo federal comprar esse teste europeu que já poderia ser comercializado, segundo a empresa?
     
    Savino — O que a Fiocruz vem fazendo é testar a especificidade desses testes que existem no comércio e o que eu posso dizer é que até agora o diagnóstico que eles apresentam cruza com o de dengue, e não isola especificamente o zika, que é o que precisamos. Então por isso talvez seja melhor andar com mais calma, para não gastar dinheiro com algo e depois termos que gastar novamente.
     
    BBC Brasil — Mas esse teste alemão diz ter identificado os anticorpos exatos do zika, por dois métodos: Elisa e imunoflorescência. Ele já foi testado pela Fiocruz?
     
    Savino — Na verdade esse teste sorológico ainda não foi testado pela Fiocruz. Mas acho que, por outro lado, uma informação importante é que o CDC, o Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos, por enquanto não sugere nenhum desses testes sorológicos que existem atualmente no mercado para comercialização.
     
    BBC Brasil — O senhor considera que a resposta do governo brasileiro está sendo adequada? Houve críticas a algumas declarações polêmicas do ministro da Saúde e há quem avalie que o governo poderia ter sido mais incisivo nos alertas às mulheres grávidas, em vez de apenas sinalizar que é um assunto a ser discutido entre a mulher e seu médico.
     
    Savino — Quando você vive uma crise que nunca houve na história da humanidade, é difícil avaliar este tipo de questionamento. Eu estou dramatizando, mas é verdade. Nunca houve epidemia de zika relacionada a tantos casos de microcefalia, então não temos conhecimento de base, há muito pouco conhecimento disponível, e a questão fundamental aqui é o processo. Do ponto de vista do processo, do que vem acontecendo e sendo feito desde o ano passado, eu acho que estamos dando uma boa resposta.
     
    BBC Brasil — Um artigo da revista científica Nature levantou dúvidas sobre os números da epidemia no Brasil e disse que o fato de estarmos olhando os casos de microcefalia mais de perto pode ter gerado uma atenção maior e por isso haveria maior registro de casos. Como o senhor recebeu esta análise?
     
    Savino — A primeira coisa é a pertinência da análise, e a análise é bastante pertinente. Quando você quer investigar algo, você olha com mais atenção para aquilo, é claro. Mas mesmo peneirando uma peneira fina, na associação de casos confirmados de microcefalia, nós já temos o dobro de 2014.
     
    Outro ponto é que, apesar de ainda não termos evidência científica, muito provavelmente temos a ligação entre o zika vírus e os casos de microcefalia. Não há dúvida de que os números precisam ser revistos, mas o fato é que a quantidade de indivíduos com confirmação de microcefalia e sintomas clínicos de zika também aumentou.
     
    Apenas no IFF, aqui no Rio já temos 12 casos com esta relação, o que é mais do que o dobro do registrado no ano passado inteiro. Se não forem os 4.180 casos suspeitos de microcefalia, que sejam 300. De qualquer forma é maior do que a série histórica. É algo de novo que está acontecendo, e que precisamos entender.
     
    Fonte: BBC Brasil
     
     
  • Por que o Brasil não consegue se livrar de novo do mosquito Aedes aegypti?

    Por que o Brasil não consegue se livrar de novo do mosquito Aedes aegypti?

    O mosquito Aedes aegypti, transmissor do zika, foi eleito o “inimigo número um do Brasil”, segundo o ministro da saúde Marcelo Castro. No entanto, após erradicar por duas vezes o mosquito, o país não consegue mais se livrar do vetor de ao menos mais três doenças: dengue, chikungunya e febre amarela. A razão do Brasil ter conseguido eliminar o mosquito com menos tecnologias não é simples. Sim, houve um relaxamento no combate, mas outros fatores pesam para o Aedes escapar das nossas mãos – neste caso, literalmente.
     
    A ameaça amarela
     
    O combate ao mosquito foi primeiramente realizado na década de 50 contra o então avanço da febre amarela no Brasil. À época, Oswaldo Cruz comandou uma campanha contra o Aedes que terminou por erradicar o inseto em 1958. A ação foi realizada em quase todo o continente americano com sucesso. As poucas exceções, contudo, foram preponderantes para a volta do mosquito.
     
    “Perdemos a guerra para nós mesmos. Contra o Aedes, ganhamos na década de 50, quando foi considerado extinto. Ele não é um bicho nosso, é exótico. Por não ser um bicho nosso, foi possível erradicá-lo na década de 50, menos no sul dos Estados Unidos e algumas pequenas ilhas do Caribe. Não deu outra: em 67, ele entrou no Belém do Pará e em outros países”, explicou professor José Carvalheiro, do IEA-USP (Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo), em participação no programa Roda Viva, da TV Cultura, na noite da última segunda (1°).
     
    Realmente o mosquito voltou a assombrar o Brasil nos anos 60, mas novamente a batalha foi vencida – em 1973, novamente a OMS declarava o Brasil livre do inseto. Daí em diante a situação nunca foi controlada.
     
    O Mosquito Contra-Ataca
     
    O retorno do mosquito ao Brasil passa por duas razões principais. Uma é que houve um relaxamento tanto governamental quanto da população em relação ao inseto. Por muito tempo, não se combateu o inseto como se deveria – não à toa, o país completa em 2016 uma data significativa: 30 anos de epidemias sucessivas de dengue. Outra razão para a volta do inseto ao território nacional é uma resistência cada vez maior do inseto ao combate. Sim, atualmente ele é até mais capaz de escapar das suas mãos.
     
    “Hoje em dia não podemos usar os defensivos de antigamente porque se mostraram tóxicos- DDT não se usa mais. Existem outros, menos tóxicos, mas talvez não tão eficazes. O mosquito hoje é mais difícil de matar, por uma seleção natural ele consegue fugir mais, é mais rápido”, relatou Jorge Kalil, diretor do Instituto Butantan.
     
    O Aedes também tornou-se mais flexível e resistente, e hoje vive também em temperaturas mais amenas –não apenas em locais quentes– e pode se reproduzir em águas não tão limpas, explicou o pesquisador. 
     
    São somadas a isso novas doenças que ele é capaz de transmitir – além das já citadas, também é vetor da febre do Nilo ocidental, (ainda) inexistente no Brasil.
     
    A alta urbanização do Brasil nas últimas décadas também ajudou e muito o inseto, tanto para a sua reprodução quanto para a transmissão de doenças em regiões com maior população.
     
    Qual o foco?
     
    Em meio ao combate, uma discussão ronda os meios científicos: o que é melhor, erradicar o mosquito ou manter a população do inseto controlada? Um terceiro viés surge em meio a essas teorias: o combate não deve ser ao mosquito, mas sim aos criadouros, afirma a Abrasco (Associação Brasileira de Saúde Coletiva). Além da simples visitação de casa – o foco a longo prazo deveria ser em ampliar o saneamento básico e acesso à água corrente para a população.
     
    “A posição atual que defendo é a da Abrasco, de que está errado apostar na erradicação e controle dos mosquitos, tem que pensar na eliminação dos criadouros. Isso implica em abastecimento de água contínuo em todas as moradias do país e saneamento”, afirmou Carvalheiro.
     
    Por enquanto, o Ministério da Saúde e secretarias manterão a mesma tendência: o apelo à sociedade para que se junte à luta. “Precisamos ganhar a guerra contra o inimigo número um do Brasil: o mosquito Aedes. O governo federal está fazendo o máximo esforço, como nunca foi feito, juntamente com a sociedade. Se juntarmos ministério, secretarias e a sociedade, ganharemos a batalha”, disse Marcelo Castro, ministro da Saúde, durante a entrevista no Roda Viva. 
     
    Fonte: Uol Saúde
     
  • Sanofi lança pesquisa para vacina contra zika

    Sanofi lança pesquisa para vacina contra zika

    GENEBRA – A Sanofi Pasteur respondeu ao apelo da Organização Mundial da Saúde (OMS) e anunciou que está se lançando na busca de uma vacina contra o zika vírus. Em um comunicado, a empresa francesa indicou que sua vacina contra a dengue está prestes a ser lançada e não descarta usar o produto também como forma de inibir o zika.
     
    Com 1 bilhão de doses de vacinas produzidas por ano e atendendo a 500 milhões de pessoas, a Sanofi Pasteur não esconde que a nova produção para o zika vírus pode levar anos. Mas, ainda assim, insiste que poderá apoiar sua pesquisa no desenvolvimento de outros produtos.
     
    Para os franceses, “o sucesso obtido no desenvolvimento de vacinas contra vírus similares” pode acelerar o processo. Um deles seria a vacina contra a dengue que, em 20 anos, já custou 1 bilhão de euros para a empresa. Conhecida como Dengvaxia, a nova vacina recebeu seu primeiro sinal verde em dezembro dos reguladores mexicanos. 
     
    Na avaliação dos cientistas da empresa, as similaridades entre dengue e zika – ambos espalhados pelo mosquito Aedes aegypti – poderia tornar possível o uso da Dengvaxia contra ambas doenças, ainda que no caso do zika vírus a eficiência poderia ser menor. 
     
    Se não for confirmada sua eficiência, a Sanofi acha que pelo menos o novo produto poderia “mostrar o caminho” para uma vacina que possa funcionar. A empresa admitiu que está avaliando se os testes clínico de Dengvaxia na América Latina podem ser adaptados para a pesquisa sobre o zika. 
     
    “A Sanofi Pasteur responde ao apelo mundial para desenvolver uma vacina contra o zika vírus, justificado pela rápida propagação da doença e dos riscos de complicações médicas”, indicou Nicholas Jackson, diretor de Pesquisa da multinacional e encarregado do novo projeto.
     
    Fonte: Uol Saúde
     
  • Receitas passarão a valer por 180 dias para remédios do programa Farmácia Popular

    Receitas passarão a valer por 180 dias para remédios do programa Farmácia Popular

    Os usuários do programa Farmácia Popular do Brasil, da União — que compram medicamentos em unidades próprias do governo federal ou em redes privadas credenciadas —, poderão usar prescrições (receitas), laudos ou atestados médicos por um prazo maior. A partir do dia 12 deste mês, o prazo de validade desses documentos — usados para a obtenção de remédios gratuitos ou para a compra com descontos de até 90% — terão o prazo de validade estendido de 120 para 180 dias. Além disso, passarão a incluir obrigatoriamente o endereço da residência do paciente.
     
    Segundo o Ministério da Saúde, que publicou a portaria com as mudanças no dia 29 de janeiro, a exigência do endereço no receituário ou no atestado está prevista na Lei 5.991/1973, que dispõe sobre o Controle Sanitário do Comércio de Drogas, Medicamentos, Insumos Farmacêuticos e Correlatos. A nova portaria também prevê que, além dos médicos, os farmacêuticos possam preencher as informações do endereço completo do beneficiário.
     
    Em relação ao prazo de validade de receitas, laudos e atestados, a pasta esclareceu que, no caso de contraceptivos (anticoncepcionais), a validade do receituário continuará sendo de 365 dias.
     
    Segundo o governo, não haverá mudanças nas redes de farmácias próprias e credenciadas. Apesar da ameaça de que o repasse de recursos seria suspenso, o Orçamento deste ano garantiu verbas para o programa. Hoje, segundo o Ministério da Saúde, há 35.147 estabelecimentos participantes — 523 da rede própria e 34.624 da rede credenciada, em 4.446 municípios.
     
    O governo federal manteve os 14 medicamentos gratuitos para tratamento de hipertensão, diabetes e asma, e os outros dez na modalidade de co-pagamento para rinite, dislipidemia, mal de Parkinson, osteoporose e glaucoma, além de contraceptivos e fraldas geriátricas para incontinência.
     
    Fonte: Jornal Extra site
     
  • Salário médio do farmacêutico subiu 6% em 2015, revela pesquisa da Catho

    Salário médio do farmacêutico subiu 6% em 2015, revela pesquisa da Catho

    De janeiro a novembro do ano passado, foram criadas 4.320 oportunidades para estes profissionais
     
    A Catho divulgou na última semana informações sobre o salário do farmacêutico. Atualmente, a média de remuneração do farmacêutico no Brasil é de R$ 2.755,71. Segundo dados da Pesquisa Salarial da Catho, o salário médio do farmacêutico em janeiro de 2015 era de R$ 2.610,30. Houve um acréscimo, portanto, de 6% na remuneração média do profissional desde então.
     
    Data                 Média Salarial
     
    Janeiro 2016    R$ 2.755,71
    Janeiro 2015    R$ 2.610,30
     
    De janeiro a novembro de 2015, foram criadas 4.320 novas oportunidades para farmacêuticos no País, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). O saldo é resultado de um total de 33.788 contratações versus 29.468 demissões no período, de acordo com a entidade.
     
    “Enxergamos a área de saúde como uma das mais promissoras em 2016. O envelhecimento populacional, juntamente com o maior acesso a planos de saúde, favorecem a consolidação do farmacêutico no mercado de trabalho”, afirma o diretor de gente e gestão da Catho, Murilo Cavellucci.
     
    Fonte: Guia da Farmácia
  • Mercado Aberto: Dólar mais favorável não evita queda nas exportações de medicamentos

    Mercado Aberto: Dólar mais favorável não evita queda nas exportações de medicamentos

    Mesmo com a desvalorização do real em relação ao dólar, as exportações de medicamentos tiveram queda de 17% no ano passado comparado a 2014 -passaram de R$ 1,35 bilhão para R$ 1,12 bilhão.
     
    Em 2015, as importações desses produtos também tiveram diminuição e atingiram um total de R$ 5,92 bilhões, uma retração de 13,7% ante o ano anterior.
     
    “Uma das fragilidades do Brasil é que o destino das exportações ainda é muito concentrado na Argentina e na Venezuela. A crise nesses países ajudou a derrubar os números”, analisa Antônio Britto, presidente-executivo da Interfarma (entidade que representa o setor).
     
    O país ainda vende poucos medicamentos inovadores ao mundo e concorre com o exterior sem ter preços competitivos, segundo Britto.
     
    “É um problema de posicionamento no mercado internacional, o país precisa mudar o seu portfólio. A saída mais eficiente ainda é investir em pesquisa e inovação, mas é um movimento complexo, de médio a longo prazo.”
     
    Para este ano, a entidade avalia que a pressão do dólar valorizado vai continuar a aumentar os custos de produção e impactar o varejo nacional, com possível redução dos descontos oferecidos.
     
    “Os números se referem apenas a medicamentos prontos. Há um outro bloco de compras importante, que é o dos insumos farmacêuticos. Esses devem ter resultados bem piores”, diz Britto.
     
    Hoje, cerca de 86% dos princípios ativos, a matéria-prima para a fabricação de medicamentos, vêm de fora.
     
    Fonte: Folha de S.Paulo
     
  • Cuidado com antidepressivos em crianças e jovens

    Cuidado com antidepressivos em crianças e jovens

    Dois estudos publicados na última semana trazem informações e alertas importantes em relação à depressão em jovens e o impacto que o tratamento pode ter em suas vidas. O primeiro trabalho mostra que o uso de antidepressivos de duas das classes mais prescritas nos EUA pode dobrar o risco de suicídio e de violência em crianças e jovens. Na lista estão medicamentos como fluoxetina, paroxetina, sertralina, duloxetina e venlafaxina, todos comercializados e amplamente usados no Brasil.
     
    Mais de 1% dos jovens americanos com menos de 18 anos toma algum tipo de remédio para tratar sintomas de depressão e transtornos da ansiedade (os antidepressivos têm um espectro de tratamento que vai além da própria depressão). A agência reguladora de medicamentos dos EUA, a FDA, já havia alertado anteriormente sobre o maior risco de suicídio em adultos jovens (18 a 24 anos) que tomam antidepressivos e recomendado monitoramento cuidadoso dos pacientes em tratamento.
     
    Nesse novo trabalho, um grupo de pesquisadores da Dinamarca se debruçou sobre 70 estudos clínicos, que envolveram quase 19 mil pacientes, para chegar à conclusão do maior risco de morte, tentativas de suicídio, inquietação permanente (acatisia), agressão e violência com o uso desses remédios pelos menores. O resultado foi publicado no periódico British Medical Journal e divulgado pelo site Medical News Today. O mesmo efeito não foi constatado em indivíduos adultos que usam esses medicamentos.
     
    Os pesquisadores sugerem que trabalhos anteriores falharam ao não valorizar informações que mostrariam maior risco em crianças e adolescentes, já que esses eventos são relativamente raros. Eles sugerem que alternativas aos remédios poderiam ser terapias de diversas modalidades e mudanças nos hábitos de vida (como mais atividade física, por exemplo). Para eles, o uso de antidepressivos em crianças, adolescentes e adultos jovens deveria ser feito com mais critério e menor frequência.
     
    De mãe para filha. Outro trabalho da última semana, da Universidade da Califórnia, sugere que estruturas cerebrais importantes para o controle das nossas emoções, como o circuito do córtex límbico (amígdala, hipocampo, porção ventro-medial do córtex pré-frontal), são mais “transmitidas” das mães para as filhas do que das mães para filhos e do que dos pais para filhas ou filhos. Essa peculiaridade pode sugerir que uma parte da propensão ou da resistência à depressão nas garotas pode ser “herdada” de suas mães.
     
    O estudo, publicado no periódico Journal of Neuroscience e divulgado pelo jornal inglês Daily Mail, analisou imagens de ressonância magnética de 35 famílias. Enquanto trabalhos anteriores já apontavam uma associação entre depressão em mães e filhas, essa nova pesquisa, ao medir o tamanho das áreas cerebrais de pais e filhos, identificou uma estrutura cerebral específica, que tem relação com depressão e que pode ser transmitida pela linha matriarcal. A correlação da substância cinzenta (onde estão o corpo das células nervosas) do córtex límbico foi muito maior entre mães e filhas. 
     
    Isso não significa que as mães são “culpadas” pela depressão das filhas, alertam os pesquisadores, já que há uma série de outros fatores envolvidos no desencadeamento da doença, como genes não herdados da mãe, questões ambientais e sociais e experiências de vida, entre outros tantos. A transmissão da mãe para a filha é apenas uma parte dessa complexa e intricada história. Os especialistas avisam que mais pesquisa é preciso para avaliar o peso da genética e das condições pré-natais e pós-natais na “transmissão” desses circuitos cerebrais.
     
    De qualquer forma, como a depressão parece cada vez mais frequente nos mais novos, é importante ir mais a fundo em suas causas, novas possibilidades terapêuticas, além de maior cuidado nos tratamentos medicamentosos que existem hoje.
     
    Fonte: O Estado de S.Paulo
  • Remédio para controlar convulsão desaparece das farmácias

    Remédio para controlar convulsão desaparece das farmácias

    Pacientes que sofrem de epilepsia estão preocupados porque um medicamento usado para controlar as crises de convulsão desapareceu das farmácias. O hidantal está em falta no mercado.
     
    Em abril do ano passado, a Anvisa suspendeu a importação de fenitoína, o princípio ativo do hidantal, de um laboratório mexicano. Os fabricantes nacionais aumentaram a fabricação da substância para dar conta da demanda dos laboratórios brasileiros.
     
    Em outubro, a Sanofi, fabricante do hidantal, divulgou um comunicado. Estava deixando de produzir temporariamente o medicamento, pois faltava fenitoína. No mês seguinte, em um novo comunicado, a empresa disse que iria retomar a produção do hidantal, mas o abastecimento só deveria ser normalizado no primeiro semestre de 2016.
     
    A equipe do Jornal Hoje ligou para as farmácias em busca do hidantal e da fenitoína, medicamento fabricado por outros laboratórios. A produção conseguiu apurar que o hidantal e a fenítoina também estão em falta em alguns hospitais públicos e farmácias populares do país.
     
    Essa situação preocupa a Federação Brasileira de Epilepsia. “A falta desse remédio no mercado está trazendo consequências gravíssimas para todas as pessoas que fazem uso dele no Brasil. Na maior parte dos casos, vão sobrevir às crises epiléticas e poderão vir mais graves, mais prolongadas, e de mais difícil controle”, afirma Maria Carolina Doretto, presidente da Federação.
     
    A neurologista Leticia Brito Sampaio explica que nem sempre a troca do hidantal por outro medicamento funciona: “Alguns pacientes tomaram outras medicações e não tiveram controle das crises. Então, é um problema pra esses pacientes sim”.
     
    Fonte: G1 – Jornal Hoje