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  • Direcionamento para o combate ao câncer

    Direcionamento para o combate ao câncer

    O câncer atinge 32,6 milhões de pessoas e causa 8,2 milhões de mortes mundialmente. No Brasil, a estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca) mostra previsão de 576 mil novos casos para este ano. Mas não estamos falando de uma só doença. O câncer é um conjunto de centenas de doenças diferentes que têm em comum a característica de crescimento desordenado das células do corpo. Os diversos cânceres atuam de forma parecida, mas contêm componentes únicos. A diversidade é o que faz um tratamento funcionar para um tipo e não para outro.
     
    O diagnóstico adequado e a determinação da extensão do mal influenciam diretamente no tratamento, assim como o melhor medicamento para cada fase. Isso pode dar ao paciente a possibilidade e a esperança de melhor prognóstico. Os tumores são tão específicos que, em alguns casos, a localização do câncer não é suficiente para tratar o paciente corretamente. É preciso verificar as mutações de cada tipo para trazer melhores resultados para os pacientes.
     
    A Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (Sboc) está desenvolvendo protocolo de tratamento clínico para auxiliar nas decisões de conduta que gerem bons resultados, o mais rápido possível e com menos efeitos colaterais. O marco inicial do projeto foi uma reunião da Sociedade com o CEO do National Comprehensive Cancer Network (NCCN), Robert W. Carlson, organização sem fins lucrativos dos Estados Unidos que une 26 centros de câncer e promove o desenvolvimento e publicação de orientações práticas para o cuidado em oncologia.
     
    O desafio da Sboc, agora, é desenvolver um guia para todos os médicos brasileiros. Na discussão inicial, ficou clara a necessidade de trabalharmos em conjunto com os diferentes grupos de subespecialidades oncológicas e com a sociedade para a normatização dos tratamentos mais efetivos no Brasil. É iniciativa que pode ajudar pacientes e médicos que lidam com essa difícil enfermidade.
     
    O modelo utiliza plataformas internacionais que discutem resultados dos tratamentos que deram certo por meio de análise baseada em evidências. Essas plataformas são utilizadas na Europa e nos Estados Unidos e tiveram resultados positivos na padronização de procedimentos, gerando otimização de recursos e melhores direcionamentos a tratamentos.
     
    O projeto é uma luz para os médicos de todo o país, pois esclarece os melhores caminhos a serem tomados em momento que o setor exige padronização dos tratamentos existentes comparados com os recursos disponibilizados pelos setores da saúde. Importante lembrar que vivemos em um país onde há pacientes que não têm acesso ao mínimo de terapêutica.
     
    A realidade de acesso aos avanços da medicina oncológica na Região Norte e na Região Sudeste, por exemplo, é muito diferente. Se contarmos as diferenças entre as capitais e o interior dos estados, as discrepâncias na saúde são ainda mais desafiadoras. É por isso que esse guia vai ser forma de padronizar a classificação dos tratamentos.
     
    O projeto não mede esforços de busca pela inclusão de inovações no segmento de forma a beneficiar os pacientes. É desenvolvimento de plataforma que olha dentro da realidade da heterogeneidade econômica do Brasil e traz soluções reais para os desafios médicos. O Sboc quer produzir um guia que ajude os especialistas em câncer a trabalhar melhor nas diferentes condições encontradas na Saúde.
     
    Essa diretriz é alerta para lembrarmos que precisamos deixar mais claro para a sociedade — incluindo os especialistas, os gestores públicos e os pacientes — a importância de fazer o melhor tratamento possível e disponibilizar as mais eficientes terapêuticas para os cânceres que afligem o país, mesmo diante das dificuldades encontradas no país. É um guia para mostrar também que é possível criar soluções que não dependem exclusivamente da gestão pública e são efetivas na ampliação do bem-estar dos pacientes.
     
    Fonte: Correio Braziliense
  • País tem mais de 4 mil casos de microcefalia

    País tem mais de 4 mil casos de microcefalia

    O Brasil registrou, desde o ano passado, mais de 4 mil casos de microcefalia relacionados ao vírus zika. O dado é do boletim que o Ministério da Saúde divulga hoje, que aponta ainda cerca de 200 novos casos suspeitos por semana. O governo, temeroso do impacto da epidemia nas Olimpíadas, prepara nova campanha de combate ao Aedes aegypti.
     
    Um novo boletim que será divulgado hoje pelo Ministério da Saúde informa que o país já tem mais de 4 mil casos suspeitos de microcefalia relacionados ao vírus zika desde 2015. Cerca de 200 novos casos suspeitos estão sendo registrados todas as semanas. Os dados foram adiantados ontem por um ministro. O governo decidiu que Rio de Janeiro será o centro da estratégia de combate à doença até agosto, quando terão início as Olimpíadas.
     
    O governo também prepara uma nova campanha de esclarecimento sobre a transmissão da doença, e vai trabalhar nesse material com o conceito de guerra ao Aedes aegypti. O slogan já está escolhido: “Um mosquito não é mais forte que um país inteiro”. A ideia é veicular a propaganda nos meios de comunicação de maior alcance — rádio e televisão — e nas redes sociais. Uma das ideias é dar exemplos de ações preventivas em programas de grande audiência na TV.
     
    O mais recente boletim do ministério, apresentado na quarta- feira passada, apontava 3.893 casos suspeitos de microcefalia, entre confirmados, em investigação e até mesmo descartados. Desses, estavam confirmados seis casos de microcefalia com presença do vírus zika; Em 224, foi confirmada a microcefalia, mas apenas com a indicação de infecção pelo vírus. Outros 3.381 ainda estavam em investigação. Por fim, já havia 282 casos descartados. Em todo o ano de 2014, antes da epidemia atual, tinham sido registrados 147 casos.
     
    PLANALTO TEME REDUÇÃO DO NÚMERO DE TURISTAS 
     
    O governo está muito apreensivo com o impacto da epidemia sobre as Olimpíadas, uma vez que alguns dos bebês nascidos com microcefalia nos Estados Unidos e na Europa, até agora, são de mães que passaram pelo Brasil.
     
    Até por isso, o combate intensivo no Rio é fundamental. É preciso ainda, segundo assessores da presidente Dilma Rousseff, evitar a redução do número de turistas e até mesmo de atletas no evento, já que agências internacionais de controle de doenças estão recomendado que somente se deve viajar ao Brasil em caso de extrema necessidade, o que resultaria em um fracasso para o governo e para a imagem do país.
     
    Além do trabalho de exterminação e prevenção de criadouros do mosquito, seja em residências, prédios públicos ou demais áreas de convivência, o governo investirá em campanhas publicitárias para passar uma mensagem “forte e direta” sobre a necessidade de combater o zika, com destaque para as consequências que a propagação do Aedes pode trazer.
     
    — A fotografia do zika serão os milhares de bebês com sequelas que poderiam ter nascido completamente saudáveis. Isso deve ser mostrado para que as pessoas tenham a dimensão do problema. O Brasil agora está em guerra — disse ontem um ministro.
     
    O Ministério da Educação ficará responsável por uma campanha de conscientização das crianças em idade escolar. O Ministério do Planejamento cuidará dos prédios públicos de praticamente todos os municípios, como agências dos Correios e da Previdência Social, além de edifícios abandonados e terrenos baldios que possam acumular água e ser foco do mosquito.
     
    Além da ação focada no Rio de Janeiro devido à estratégia de comunicação, o governo também decidiu que dará prioridade a uma relação de cerca de 110 municípios onde os casos têm crescido exponencialmente.
     
    Fonte: O Globo
     
  • Obama pede pressa no desenvolvimento de vacina contra zika

    Obama pede pressa no desenvolvimento de vacina contra zika

    O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, se reuniu nesta terça-feira (27) com seus principais assessores de saúde e segurança nacional para discutir o surto do vírus zika nas Américas. Ele pediu pressa no desenvolvimento de uma vacina e de tratamentos contra a doença. Um estudo feito por médicos do Canadá estima que 60% da população norte-americana é vulnerável ao vírus.
     
    Depois de emitir um alerta a mulheres grávidas para que evitem viagens ao Brasil e a outros 13 países da América Latina e Caribe, as autoridades dos EUA intensificaram o estudo sobre a possível ligação entre o zika e casos de bebês com microcefalia –má-formação cerebral que pode trazer limitações graves ao desenvolvimento da criança. Na segunda-feira, a OMS (Organização Mundial de Saúde) estimou que o vírus se espalhará por toda a América, com exceção de Canadá e Chile.
     
    Segundo a Casa Branca, Obama ouviu dos especialistas como o vírus poderia se espalhar pelos EUA e que consequências econômicas isso teria para o país.
     
    “O presidente enfatizou a necessidade de acelerar os esforços de pesquisa para tornar disponíveis exames de diagnóstico melhores, desenvolver vacinas e tratamentos e garantir que todos os americanos tenham informação sobre o vírus zika e as medidas que podem tomar para se proteger melhor do contágio”, diz o comunicado distribuído pela Casa Branca.
     
    Fonte: Folha de S.Paulo / Site
     
  • Mercado Aberto: Grandes redes de farmácia vendem 12% a mais em 2015

    Mercado Aberto: Grandes redes de farmácia vendem 12% a mais em 2015

    As grandes drogarias cresceram 12% em vendas no ano passado, de acordo com a Abrafarma (entidade do setor). As empresas movimentaram R$ 35,9 bilhões em 2015.
     
    Na comparação entre dezembro de 2015 com o mesmo mês do ano anterior, o aumento foi de 13,1%.
     
    A comercialização de medicamentos atingiu R$ 23,86 bilhões, alta de 7,41% entre 2014 e 2015. Já o número de lojas cresceu 7,1%, de 5.570 para 5.964 no mesmo período.
     
    “Enquanto os supermercados trabalham com maior variedade de linhas, as drogarias de rede compensam o menor espaço com uma maior sintonia com o consumidor”, compara Sérgio Mena Barreto, da Abrafarma.
     
    “As redes também investem em estruturas de distribuição própria, o que diminui a falta de produtos”, diz Barreto.
     
    No ano passado, os genéricos somaram R$ 4,1 bilhões. O montante é 11,5% superior ao de 2014. Ao todo, foram vendidas mais de 271,5 milhões de unidades.
     
    Fonte: Folha de S.Paulo
     
  • ”, adverte OMS

    ”, adverte OMS

    A Organização Mundial de Saúde (OMS) acredita que o vírus zika se espalhará por todo o continente americano. Até agora, 21 países, sobretudo o Brasil, já registraram casos do vírus desde maio.
     
    Segundo a OMS, a falta de imunidade natural nas Américas seria um dos fatores determinantes para a velocidade com que o vírus está se espalhando.
     
    Em um comunicado oficial, a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), braço continental da OMS, afirmou que a doença só não atingirá os países em que não há presença do Aedes aegypti – o Chile e o Canadá.
     
    “A Opas prevê que o vírus zika continuará a avançar e provavelmente alcançará todos os países e territórios na região onde mosquitos Aedes são encontrados”, diz a organização.
     
    Isso, porém, apenas se epidemiologistas não confirmarem a possibilidade de transmissão sexual do vírus: a Opas confirmou que o zika foi detectado em amostras de sêmen e diz haver o que chamou de pelo menos um possível caso de transmissão sexual – mas a entidade diz que ainda são necessárias mais evidências dessa forma de transmissão.
     
    Os sintomas mais comuns da zika são febre e erupção cutânea ou urticária, muitas vezes acompanhados por conjuntivite, dores musculares ou nas articulações. O mal-estar começa entre dois e sete dias após a picada de um mosquito infectado.
     
    Mas cerca de 80% das infecções pelo zika são assintomáticas, o que também dificulta o diagnóstico.
     
    No Brasil, estão sendo investigados ao redor de 3,3 mil casos suspeitos de bebês que podem ter microcefalia associada à zika, segundo o mais recente boletim do Ministério da Saúde. Um total de 282 casos foram descartados e 230 foram confirmados até a segunda semana de janeiro.
     
    Gestantes 'especialmente cuidadosas'
     
    A Opas engrossou o coro de entidades preocupadas com os casos de microcefalia associados ao zika e recomendou que gestantes “sejam especialmente cuidadosas” e consultem um médico antes de visitar áreas afetadas pelo vírus.
     
    A entidade, porém, ressaltou que a decisão de engravidar deve ser apenas de responsabilidade da família e dos médicos. Nos últimos dias, autoridades de saúde de Colômbia, Equador, El Salvador e Jamaica emitiram comunicados recomendando que mulheres adiassem os planos de engravidar – os salvadorenhos, por exemplo, querem moratória até 2018.
     
    “Antes de viajar, a grávida deve consultar o seu médico para aconselhamento sobre qual ação tomar. O principal é evitar picadas de mosquito para prevenir a infecção por zika, dengue ou chikungunya”, diz a Opas em seu site.
     
    A organização dá as seguintes recomendações aos viajantes, sobretudo a mulheres em idade reprodutiva:
     
    – Cobrir a pele exposta com mangas compridas, calças e chapéus;
     
    – Usar repelentes recomendados pelas autoridades de saúde e seguir as instruções de uso descritas no rótulo;
     
    – Ao dormir, tentar se proteger com mosquiteiros;
     
    – Buscar possíveis focos de criadouros do mosquito (por menores que sejam) e eliminá-los
     
    Fonte: BBC Brasil 
  • Consulta pelo celular pode ajudar a cuidar da saúde dos adolescentes

    Consulta pelo celular pode ajudar a cuidar da saúde dos adolescentes

    Eu me lembro da primeira vez em que um de meus filhos me mandou uma imagem de uma lesão na pele. Não era a foto da pele do meu filho, mas de um colega de faculdade, e a mensagem dizia algo como: “Oi, mãe, meu amigo precisa se preocupar com isto?”
     
    Não havia informações que permitissem identificação — não conseguia nem dizer na verdade que parte do corpo eu estava olhando — e com certeza não havia histórico médico (um jovem de 19 anos com boa saúde tem essa marca no braço há uma semana, e ela parece estar ficando maior, mas não dói se apertarmos… só isso). Tentei encarar como uma homenagem — amigos sentados no quarto do dormitório, mostrando uns para os outros caroços e inchaços engraçados, e vem meu filho e diz: “Hum, minha mãe vai poder te dizer o que é isso!”
     
    A intensidade com a qual adolescentes vivem em seus celulares não é novidade. Muitos pais se veem tentando, e frequentemente não conseguindo, impor regras ao seu uso na mesa de jantar ou na hora de dormir. Ir para a faculdade em outra cidade significa, entre muitas formas de independência, liberdade para usar o celular.
     
    A telemedicina tem sido notícia frequente, enquanto os pesquisadores investigam como a tecnologia pode aumentar o alcance dos serviços médicos, e uma boa quantidade de desenvolvedores de startups e aplicativos procuram maneiras de incorporar os cuidados médicos e nosso relacionamento com nossos aparelhos. E, em pediatria, existe uma discussão sobre o potencial de tornar a saúde parte dessa conectividade dos adolescentes.
     
    Algumas pesquisas mostram que os adolescentes estão abertos a pelo menos alguns aspectos dos cuidados médicos pelo telefone, e uma variedade de esforços estão acontecendo para incorporar mensagens de texto em tratamentos de saúde física e mental, para aumentar o alcance dos serviços de aconselhamento e mesmo para oferecer ajuda a jovens em crise. Alguns estudos mostraram que adolescentes com questões médicas crônicas, incluindo transplantes de fígado e diabetes tipo 1, seguem melhor suas rotinas de tratamento quando recebem mensagens de texto lembrando-os do que fazer.
     
    Está claro para os pediatras que os adolescentes geralmente são frustrantemente vagos sobre seus sintomas — por quanto tempo, quão severo, está melhorando ou piorando. Sua prontidão para documentar suas vidas pelo celular pode ser muito útil já que o que era difícil de conseguir no consultório agora geralmente está muito bem registrado. “Mesmo quando não é uma comunicação à distância, melhora a conversa porque eles pensam em usar o celular para tirar uma foto da lesão e mostrar a você no consultório”, explica a doutora Cindy Osman, professora associada clínica de Pediatria da Universidade Nova York.
     
    Também é bastante claro na pediatria que os pais que trabalham em áreas médicas desenvolvem um forte sentimento do que você pode diagnosticar por mensagens de texto e pelo telefone. Uma amiga pediatra me contou uma história sobre a vez em que recebeu uma mensagem de seu filho universitário dizendo “minha garganta dói” e achou que era uma infecção viral que deveria sarar sozinha. Até que ele ligou, ela ouviu seu tom de voz e percebeu o quanto estava doendo, e mandou que fosse fazer os exames necessários para um diagnóstico de verdade.
     
    Miki Conrad, que trabalhou como enfermeira de cuidados intensivos em Olympia, em Washington, por 35 anos, tem quatro filhos, que hoje estão com idades entre 20 e 30 e poucos anos, que lhe enviam mensagens e fotos com suas questões médicas desde que foram para a faculdade. “Eles mandavam muitas fotos — oh, eu chutei tal pessoa na canela, olha meu dedão. E logo começaram a enviar imagens dos machucados e lesões de seus amigos.”
     
    Patrick K. FitzGerald, vice-presidente de empreendedorismo e inovação do Hospital de Crianças de Filadélfia, diz que “de alguma maneira, atualmente estamos todos fazendo autodiagnósticos”, usando vários sites e ferramentas da internet. A questão, afirmou, é como os hospitais podem incorporar isso nos cuidados com seus pacientes “para que as pessoas recebam o tratamento certo a um preço justo”.
     
    O doutor James P. Marcin, especialista em cuidados pediátricos intensivos da Universidade da Califórnia Davis, foi o autor principal da declaração de política em telemedicina da Academia Americana de Pediatria e de como ela pode ser usada para melhorar o acesso dos cuidados para crianças. As recomendações incluíam um incentivo geral no sentido de diminuir as barreiras, aumentar as pesquisas e compensar os médicos pelos diagnósticos feitos por meio de aparelhos, junto com avisos sobre os perigos dos cuidados médicos fragmentados.
     
    “Os adolescentes vivem em seus aparelhos, e as pessoas estão tentando avaliar os prós e contras de atividades relacionadas à medicina nesses equipamentos com sucessos variados”, explica Marcin, mostrando sites que permitem que os adolescentes discutam como vivem com doenças crônicas, enquanto avisa que eles talvez não ofereçam os conselhos mais confiáveis. “Acho que, como provedores de saúde, precisamos trabalhar com os desenvolvedores dessas tecnologias e os jovens que estamos tentando servir para descobrir o que funciona melhor para eles.”
     
    Miki Conrad, cujos filhos são atletas, já descobriu dedos quebrados em fotos que vieram em mensagens e revisou imagens de escoriações depois de jogos de futebol de salão. Também diagnosticou uma doença mais séria pelo telefone quando seu filho ligou do dormitório da faculdade para dizer que estava doente havia alguns dias e não conseguia andar direito — e Miki percebeu que sua fala estava arrastada. Ele acabou na emergência com mononucleose.
     
    “Eles não me ligam ou mandam mensagens todos os dias. Eu quase acho bom quando chegam essas fotos nojentas — isso me mostra que estão bem e sabem que se tiverem algum problema físico só precisam me ligar”, conta ela.
     
    Eu acho o mesmo, embora frequentemente acabe dizendo: “Se está incomodando muito, talvez seja melhor pedir para uma pessoa dar uma olhada ao vivo”.
     
    Fonte: Uol Saúde
     
  • Autorizações de Funcionamento são concedidas em 30 dias

    Autorizações de Funcionamento são concedidas em 30 dias

    O prazo médio para decisão dos pedidos de concessão e alteração de Autorização de Funcionamento de Empresas (AFE) e Autorização Especial (AE) foi reduzido de 200 dias em 2013 para 30 dias neste ano, conforme último levantamento realizado pela Anvisa.
     
    A redução ocorreu graças ao esforço de simplificação administrativa e a alterações na legislação realizadas pela Agência nos últimos dois anos.
     
    Para manter a celeridade do processo, a Agência orienta os agentes regulados a não protocolarem solicitações sem o documento de instrução, já que isto ensejará o indeferimento do pleito.Autorizações de Funcionamento são concedidas em 30 dias
     
    Fonte: Anvisa
     
  • Ações contra Aedes precisam ir além dos locais de competição, dizem especialistas

    Ações contra Aedes precisam ir além dos locais de competição, dizem especialistas

    A intensificação das medidas de combate ao Aedes aegypti anunciada pela prefeitura do Rio poderá até diminuir o número de pessoas infectadas pelos vírus da dengue, chikungunya e zika durante os Jogos Olímpicos, mas será insuficiente para impedir que visitantes sejam infectados e levem esses vírus para seus países de origem.
     
    Essa é a opinião de especialistas em infectologia ouvidos pela reportagem. De acordo com os médicos, uma ação bem-sucedida contra o mosquito requer recursos, empenho, amplitude e continuidade, fatores difíceis de convergir em pouco tempo.
     
    “Quando conseguimos eliminar o mosquito, nos anos 60, foi por causa de um trabalho que já vinha sendo feito havia décadas. Não é em sete meses, pensando apenas em um evento, que vamos resolver o problema. Mas é claro que essas medidas são melhores do que não fazer nada”, opina Celso Granato, professor de infectologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
     
    “Essas ações só terão algum efeito se forem feitas em uma área maior, e não só nos locais dos Jogos. O ideal seria que se cobrisse a maior área possível, mas acho difícil ter recursos humanos e financeiros para isso”, diz ele.
     
    Para Edimilson Migowski, professor de infectologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), para ter eficiência a ação precisa ser feita “com competência” e ir além dos locais de competição.
     
    “O Aedes costuma viver em ambientes urbanos e prefere espaços fechados, onde há pessoas, como residências. É importante vistoriar instalações olímpicas e pontos turísticos, mas o mais importante seria combater criadouros nos locais de hospedagem dos turistas, como hotéis e albergues”, diz.
     
    Inverno
     
    Segundo os infectologistas, o fato de os Jogos Olímpicos ocorrerem durante o inverno não garante que o Rio estará livre da circulação dos vírus transmitidos pelo Aedes.
     
    “Em um país tropical como o Brasil a circulação dessas doenças pode até diminuir nos meses mais frios, mas não para, porque não temos temperaturas muito baixas como no Hemisfério Norte. A transmissão continua no inverno, principalmente em Estados mais quentes, como o Rio e os do Nordeste”, diz Granato.
     
    O especialista afirma que são altas as chances de a Olimpíada aumentar a disseminação do zika vírus pelo mundo.
     
    “Muitos turistas 'virgens ao vírus' virão para cá, serão contaminados e, quando voltarem aos seus países, poderão introduzir o vírus no local. No caso do Hemisfério Norte, há ainda o fato de agosto ser período quente. Seria um ciclo fechado. No sul da Europa e dos Estados Unidos já temos a presença do Aedes. Não acho difícil que haja surtos de zika nesses locais”, afirma ele.
     
    Migowski ressalta que o que dificulta ainda mais o controle da circulação do zika vírus no mundo é o fato de a maioria das pessoas contaminadas não apresentar sintomas. “Cerca de 80% dos infectados não vão nem saber que tiveram a doença, o que impossibilitaria uma vigilância maior das autoridades sanitárias de cada país.”
     
    As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
  • Edição gênica corta e muda DNA para combater doenças como a malária

    Edição gênica corta e muda DNA para combater doenças como a malária

    Não apenas o controle, mas a erradicação da malária está mais próxima. A possibilidade veio graças a um estudo feito nos EUA que utilizou uma revolucionária técnica de “edição de genes”.
     
    Já faz alguns anos que foi demonstrado ser possível modificar o mosquito transmissor da doença para se tornar resistente ao parasita que a causa; a grande questão era como espalhar essa mudança genética entre os insetos na natureza. Graças à técnica conhecida como Crispr-Cas9 isso passou a ser possível.
     
    O estudo, encabeçado por Anthony James, da Universidade da Califórnia em Irvine envolveu introduzir e propagar um gene com ação dual nos mosquitos da espécie Anopheles stephensi, responsável por 12% da transmissão da doença na Índia.
     
    Os alvos desse genes são duas proteínas essenciais produzidas durante o estágio infectante do parasita conhecido pelo nome científico Plasmodium falciparum.
     
    A eficiência na propagação foi de 98% na linha de células germinativas (como óvulos e espermatozoides), isto é, capazes de transmitir informação genética para prole.
     
    Nos insetos, simplificadamente, a engenhoca molecular funciona assim:
     
    1) O ponto de partida são mosquitos geneticamente alterados conseguirem se livrar dos parasitas causadores da malária;
     
    2) O problema é que ao cruzar com mosquitos selvagens, os mosquitos filhos serão, na melhor das hipóteses, híbridos, com um gene “exterminador” de parasitas e outro selvagem (normal), ou seja, parte da terceira geração perderá a capacidade de lidar com os parasitas (por herdar dois genes selvagens);
     
    3) A ideia é manter as duas cópias alteradas, mesmo que o mosquito só tenha uma a princípio e é aí que entra a novidade: os insetos foram programados para sempre copiarem o gene “exterminador” no lugar do gene selvagem;
     
    4) Basicamente é uma automatização da edição genética. Dessa forma, é possível perpetuar o gene “exterminador” e espalhá-lo na população selvagem com grande eficiência; reduzindo ou até acabando com a transmissão da malária.
     
    O artigo com os achados foi publicado recentemente na revista científica “PNAS”.
     
    Estudos com a técnica Crispr-Cas9 em células germinativas são polêmicos, pois com ela passou a ser possível “editar genes” em humanos. Há alguma relação, ainda que distante, com a eugenia, pseudociência que sugeria melhorar a espécie humana permitindo só a reprodução de pessoas “perfeitas”.
     
    Bem menos preocupante, e eticamente aceitável, é empregar a técnica para corrigir mutações em pacientes doentes.
     
    Por exemplo, pesquisadores no Reino Unido curaram uma criança de um ano de idade de leucemia ao editar os genes de células-T, que participam do sistema de defesa do organismo.
     
    Em outro exemplo, três equipes independentes usaram a Crispr-Cas9 e mostraram que foi possível tratar uma distrofia muscular em camundongos (com isso abrindo a possibilidade de tratar uma doença hoje incurável em seres humanos).
     
    MILHÕES DE MORTES
     
    A malária já chegou a causar, em anos relativamente recentes, a morte de mais de um milhão de pessoas por ano, especialmente na África, ao sul do Saara.
     
    Em 2014, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a doença matou 580 mil pessoas. Um conjunto de medidas tem diminuído o número de mortes, como novas drogas, uso de mosquiteiros com inseticidas e mudanças no ambiente que impedem a proliferação de mosquitos.
     
    Desde 2001, afirma a OMS, em torno de 3,3 milhões de vidas foram salvas graças a essas medidas, mas a doença continua longe de estar sob controle. Mosquitos transgênicos poderiam fazer a balança pender a favor do controle, ou mesmo erradicação.
     
    Um consenso entre os pesquisadores da área é que não existe uma solução mágica para o problema, mas que para dominar a malária é preciso lutar em várias frentes, e a edição gênica com Crispr-Cas9 é a nova estrela do time.
     
    ORIGENS
     
    A técnica surgiu por acaso, quando se notou uma até então desconhecida defesa das bactérias para impedir a contaminação por vírus.
     
    Descobriu-se que a bactéria captura parte do material genético do vírus e o insere no seu próprio DNA, o que funciona como uma “vacina” contra o invasor.
     
    Para fazer isso, a bactéria usa enzimas (nucleases) como tesouras genéticas para editar o DNA. Depois, essas enzimas “picotam” os vírus caso um deles reapareça.
     
    A defesa natural da bactéria virou uma técnica de laboratório para editar genes a partir de 2012 e vem sendo aperfeiçoada desde então.
     
    De certo modo, a “estratégia” se assemelha à utilizada pelo exército americano na Guerra do Vietnã: “seek and destroy” (“buscar e destruir”) -só que com melhor sucesso.
     
    A Crispr-Cas9 vem sendo apontada como grande promessa e foi chamada de revolucionária pela revista “Nature” e eleita “técnica do ano” de 2015 pela revista “Science”.
     
    Fonte: Folha de São Paulo
     
  • De acordo com a RESOLUÇÃO nº 494 de 26 de novembro de 2008 a nova carteira dos farmacêuticos terá chip com dados e impressão digital à partir do dia 09/09/2013

    De acordo com a RESOLUÇÃO nº 494 de 26 de novembro de 2008 a nova carteira dos farmacêuticos terá chip com dados e impressão digital à partir do dia 09/09/2013

    O CRF-AL irá implantar a CÉDULA DE IDENTIDADE PROFISSIONAL, desenvolvida pelo CFF. O valor dá cédula será de R$71,21 e será necessário atualizar todos os dados e trazer uma foto 3×4. 
     

    As novas cédulas de identidade serão confeccionadas em material plástico similares aos cartões de crédito, podendo conter inclusive um chip, destinado ao armazenamento de informações cadastrais ou histórico profissional. A nova cédula terá informações de RG, CPF e Título de Eleitor em um só documento. As informações poderão ser gravada a laser no corpo do documento e não poderão sofrer alterações. Podendo ainda conter outros itens de segurança como dispositivo anti-scanner, imagens ocultas e palavras impressas com tinta invisível, fotografia e impressão digital.


    A atualização vem em consonância com as novas tecnologias de registro, como a já utilizada no CPF, cédula de Identidade da OAB e a proposta de nova carteira de identidade civil, carteira de trabalho e outras.