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  • Saúde diz que zika pode atingir outros Estados e países

    Saúde diz que zika pode atingir outros Estados e países

    O ministro da Saúde, Marcelo Castro, classificou como “gravíssimo” o aumento de casos de microcefalia no Nordeste e não descartou a possibilidade de que a febre zika se alastre para outros Estados e países. A pasta investiga se a doença está relacionada ao aumento no número de casos de má-formação registrados no País.
     
    Questionado sobre os cuidados que devem ser adotados por mulheres que querem engravidar, Castro sentenciou: “Sexo é para amadores, gravidez é para profissionais”. O ministro ressaltou a necessidade de o casal discutir com o médico a conveniência de uma gestação no momento em que se investiga a possibilidade de o zika vírus provocar no feto a má-formação. Se a decisão for engravidar, disse, o ideal é que todos os cuidados sejam adotados, tanto antes quanto durante o período da gestação.
     
    Considerada até então uma doença rara, a microcefalia aumentou de forma repentina. O País contabiliza 399 casos, a maioria identificada nos últimos três meses. Só em Pernambuco, foram notificados 268 bebês com a má-formação, um indicador 29 vezes maior do que a média anual do período de 2010 a 2014 – 9 casos. Além de Pernambuco, os nascimentos foram identificados também em Sergipe, Rio Grande do Norte, Paraíba, Piauí, Ceará e Bahia.
     
    Não há ainda como afirmar a causado problema, mas a maior suspeita é a de que o súbito aumento tenha sido provocado pela infecção por zika vírus da mãe para o bebê, no período da gestação. Isso porque cerca de 80% das gestantes apresentaram nos primeiros meses febre, coceiras emanchas pelo corpo. Essa possibilidade foi reforçada ontem, com a divulgação de um teste feito no líquido amniótico de dois fetos na Paraíba. O resultado, antecipado pelo Estado, identificou a presença do zika vírus.
     
    O ministro argumentou que, como não há literatura sobre o assunto, é preciso ter cautela para afirmar de forma categórica que o aumento de casos é fruto da infecção pelo zika, um vírus que chegou ao País neste ano, provocou epidemia no Nordeste e já está presente em 14 Estados, incluindo Rio e São Paulo.
     
    Em visita ao Brasil, a diretora da Organização Mundial da Saúde (OMS) Margaret Chan afirmou que a entidade está acompanhando a investigação em curso no País. “Apesar de o achado de ontem ser de grande importância, é preciso continuar o trabalho. A ligação entre a microcefalia e o zika ainda não está determinada” disse ela, referindo-se aos testes de cordão umbilical. A diretora considerou incomum o aumento de casos da doença no País e avaliou que o Brasil está tomando todas as ações necessárias.
     
    São Paulo. Na capital paulista, o secretário municipal de Saúde, Alexandre Padilha, informou ontem que não foi detectada ainda a circulação do vírus na cidade, mas a pasta reforçou a orientação para que as maternidades municipais fiquem atentas a possíveis casos de microcefalia.
     
    A Secretaria da Saúde do Estado informou que foram registrados três casos no interior e disse que seguirá as recomendações repassadas pelo Ministério da Saúde.
     
    Fonte: O Estado de S.Paulo
     
  • Brasil avança na biotecnologia

    Brasil avança na biotecnologia

    Em um cenário adverso para a economia brasileira, com queda da produção e retração dos investimentos, o setor farmacêutico é um dos poucos segmentos industriais que conseguem manter crescimento. No primeiro trimestre deste ano, o setor farmacêutico registrou crescimento de 11% em volume de unidades vendidas.
     
    Já os laboratórios de capital nacional associados ao Grupo Farma Brasil (GFB) apresentaram evolução acima da média do mercado, atingindo 12,06%. As empresas representadas pela entidade comercializaram 791,2 milhões de unidades no primeiro trimestre deste ano, enquanto entre janeiro e março de 2014 foram vendidas 702,5 milhões de caixas.
     
    O GFB foi fundado em 2011 para representar a indústria farmacêutica brasileira de pesquisa e inovação, e é formado pelos laboratórios Aché, Biolab, Bionovis, Cristália, EMS, Eurofarma, Hebron, Libbs e Orygen. Esse grupo de empresas investiu, no primeiro trimestre deste ano, R$ 472,7 milhões em pesquisa e desenvolvimento. O valor é 41% superior aos R$ 333 milhões aportados em igual período do ano passado.
     
    Segundo o presidente do GFB, Reginaldo Arcuri, os investimentos foram alocados em projetos para o desenvolvimento de medicamentos biotecnoló-gicos, em especial, biossimilares, que começarão a ser produzidos no Brasil a partir das Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), firmadas entre as empresas, o governo federal e laboratórios públicos. “O objetivo é garantir o desenvolvimento local de drogas estratégicas para controle de custos do Sistema Único de Saúde (SUS)”, afirma o executivo.
     
    Nesta entrevista exclusiva, o executivo revela como estão os projetos nessa área em território nacional, as vantagens das novas drogas e a importância da nova Lei da Biodiversidade para o futuro do setor no Pais.
     
    Guia da Farmácia • Qual o estágio de desenvolvimento e de produção dos medicamentos biotecnológicos? Quais são os países de ponta? Em que áreas há mais avanços?
     
    Reginaldo Arcuri • Esse tipo de medicamento está entre o que há de mais avançado atualmente, é a nova fronteira da indústria farmacêutica global. Seu uso aumenta a cada dia em todo o mundo Há dois focos principais na industrialização: medicamentos originais ou inovadores, que são patenteados, e os biossimilares, que são produzidos após o fim das patentes. Os Estados Unidos lideram a pesquisa e a industrialização desses medicamentos. Perto de 60% dos biotecnológicos inovadores são desenvolvidos por lá, onde há clusters biotecnológicos produzindo inovações há algum tempo. Europa, Japão, Coréia do Sul, China e índia têm avançado, sobretudo, na produção de medicamentos biossimilares. Já as áreas que mais estão crescendo estão relacionadas às drogas usadas nos tratamentos contra câncer, artrose e doenças autoimunes.
     
    Guia • Como o Brasil se encontra nesse cenário? Tem capacidade tecnológica para acompanhar os grandes players globais?
     
    Arcuri • O Brasil está alcançando os países produtores de medicamentos biotecnológicos, sobretudo, na fabricação de biossimilares. Não perderemos essa nova onda tecnológica, uma indústria de classe mundial. Começamos com os biossimilares, para em seguida partirmos para desenvolver novas moléculas. Com uma série de patentes de produtos de biotecnologia farmacêutica de segunda geração entrando em domínio público até 2020, a indústria farmacêutica brasileira de inovação dá seus primeiros passos na aquisição de know-how para atuar no segmento de biossimilares e depois liderando a pesquisa de biológicos inovadores, gerando patentes nacionais.
     
    Guia • Por que é importante produzir os medicamentos biotecnológicos no Brasil?
     
    Arcuri • Além da questão do avanço tecnológico, que é vital para a indústria e o País, a produção local contribui para reduzir o preço dos medicamentos. Boa parte dos biotecnológicos é importada pelo governo e usada no tratamento de moléstias de alto custo, como câncer, doenças degenerativas ou autoimunes. Em volume, esses medicamentos representam em torno de 12% do total adquirido pelo SUS. Porém, em valor, o SUS gasta com eles perto de 63% do orçamento da área. Se fossem produzidos no País, o montante gasto pelo governo poderia ser reduzido de forma significativa. Além do melhor equilíbrio nos gastos públicos, uma nova plataforma de desenvolvimento e produção de drogas de alta relevância terapêutica no Brasil se refletirá no desenvolvimento da indústria nacional e na melhoria do acesso a tratamentos de alto custo. Isso sem contar que, no futuro, poderemos exportar, assegurando divisas ao País.
     
    Guia • As condições para a produção local, como adequação da legislação, fontes de financiamento, centros de pesquisa, estão equalizadas?
     
    Arcuri • Desde 2010, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vem trabalhando nas regras para o setor de biotecnológicos, fez o marco regulatório, e o diálogo com a indústria vem evoluindo para o aperfeiçoamento das normas. O governo tem atuado de forma estratégica no estímulo ao desenvolvimento da indústria nacional com o objetivo de proporcionar ao País o domínio científico-tecnológico no campo da saúde.
     
    Entre as iniciativas adotadas, estão o Programa de Apoio ao Desenvolvimento do Complexo Industrial da Saúde (Profarma) e o Programa Inova Saúde, com a finalidade de apoiar projetos de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) e Inovação.
     
    Outra ação importante são as parcerias entre indústrias que produzem no País e laboratórios públicos, chamadas de PDP, que garantem a compra por parte do governo dos medicamentos desenvolvidos por esse modelo e a transferência tecnológica para os laboratórios públicos, em até dez anos, promovendo a modernização da capacidade produtiva estatal. O GFB acredita que as parcerias entre laboratórios públicos e privados com o objetivo de transferência de tecnologia se configuram na melhor solução para que tenhamos um País cada vez mais autossuficiente na produção e comercialização de drogas inovadoras.
     
    Guia • Como estão os projetos para produção de medicamentos biotecnológicos no Brasil? Quando teremos um produto nacional?
     
    Arcuri • O grupo formado pelos laboratórios Aché, Biolab, Bionovis, Cristália, EMS, Eurofarma, Hebron, Libbs e Orygen investiu, no primeiro trimestre deste ano, R$ 472,7 milhões em P&D. O valor é 41% superior aos R$ 333 milhões aportados em igual período do ano passado. Nos últimos cinco anos, o total investido pelas empresas de biotecnologia no Brasil atinge RS 1,4 bilhão na área de P&D.
     
    Além de investirem, em média, 6% do faturamento anual em P&D, superando a média industrial brasileira, situada na faixa de 2%, as empresas associadas ao GFB respondem, juntas, por 36% do volume de medicamentos fabricados no Brasil e empregam mais de 31 mil colaboradores. Os investimentos na construção de fábricas de medicamentos biotecnológicos somaram R$ 6 bilhões nos últimos cinco anos.
     
    As duas primeiras empresas brasileiras dedicadas exclusivamente à biotecnologia farmacêutica são a Bionovis, formada pela EMS, Aché e União Química, e a Orygen, composta pela Eurofarma, Cristália e Biolab.
     
    Outras duas associadas ao GFB, Libbs e Hebron, também desenvolvem projetos de biotecnologia. Enquanto a Hebron concentra esforços no desenvolvimento de kits de diagnósticos, a Libbs anunciou investimentos de R$ 200 milhões para construção de fábrica para produção de biossimilares em parceria com o grupo argentino Chemo. Entre dois e cinco anos, deve ter início a produção de medicamentos biossimilares no País. Em uma ou duas décadas, poderemos produzir os primeiros medicamentos inovadores.
     
    Guia • Costuma-se dizer que é complicado pesquisar no Brasil, não há estímulos oficiais, a burocracia é elevada e não há integração entre universidade e iniciativa privada. Mesmo as drogas desenvolvidas aqui utilizam princípio ativo importado. Como o senhor vê esse quadro, considerando, por exemplo, as restrições ao uso da biodiversidade brasileira?
     
    Arcuri • A nova lei da biodiversidade deverá estimular uma plataforma de investimentos na indústria farmacêutica brasileira para os próximos anos, facilitando o desenvolvimento, produção e comercialização de novas drogas. O setor deve tirar da gaveta projetos que somam R$ 270 milhões e estavam paralisados por conta da insegurança jurídica da legislação vigente. A Medida Provisória n° 2.186-16, de 2001, restringiu o acesso à biodiversidade brasileira, prejudicando pesquisa e produção que utilizassem plantas ou animais do Brasil. Com os avanços oferecidos pela biotecnologia farmacêutica, não poderíamos nos abster de uma de nossas principais vantagens competitivas que é a biodiversidade brasileira. O projeto de lei da biodiversidade (7735/14), aprovado em abril deste ano, pela Câmara e que aguarda a sanção presidencial, simplifica as regras para pesquisa e exploração do patrimônio genético de plantas e animais nativos e para o uso dos conhecimentos indígenas ou tradicionais sobre eles, de forma a incentivar a produção de novos fármacos, cosméticos e insumos agrícolas. O objetivo da nova lei é estabelecer um novo marco jurídico sobre o acesso ao patrimônio genético e ao conhecimento tradicional associado, sem deixar de garantir a preservação e a repartição de benefícios às comunidades tradicionais.
     
    Fonte: Guia da Farmácia
     
     
     
  • Grupo mapeia gene ligado à morte de epilépticos

    Grupo mapeia gene ligado à morte de epilépticos

    Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Toronto (Canadá), liderada por uma neurologista brasileira, descobriu um gene associado à morte súbita em pacientes com epilepsia leve. A descoberta, segundo a médica neurologista Danielle Molinari Andrade, pode prevenir a morte de epilépticos que têm poucas crises ao ano, mas também estão sujeitos ao problema. Atualmente, cerca de 18% dos óbitos precoces de epilépticos são mortes súbitas.
     
    “Normalmente, isso acontece com epilepsias muito graves, e os casos em pacientes com poucas crises ainda são um grande mistério. Foi justamente nesse grupo que encontramos o gene”, explica Andrade, que dirige o programa de epilepsia no hospital Toronto Western, ligado à universidade canadense.
     
    A mutação genética, no gene DEDPC5, foi identificada a partir do estudo de uma família com nove epilépticos e duas mortes súbitas, residente no Canadá. Em ambos os casos, os pacientes morreram precocemente, com 58 e 50 anos, sem apresentar o quadro mais grave da doença.
     
    Os dois tinham a mutação, assim como outros quatro membros da família, também epilépticos. Por isso, a condição foi apontada como fator de risco para morte súbita.
     
    Os resultados da pesquisa foram publicados na revista “Neurology Genetics”, da Academia Americana de Neurologia, no mês passado.
     
    TRATAMENTO
     
    Para os pesquisadores, a descoberta traz o alerta de que é preciso controlar e tratar rigorosamente a epilepsia, mesmo em pacientes sem convulsões recorrentes.
     
    “Hoje, a morte não é uma preocupação para essas pessoas, tanto que algumas nem tomam remédio. Mas o problema é que quem tem epilepsia nunca sabe quando terá uma convulsão, o que pode levar à morte súbita”, diz a neurologista.
     
    A pesquisa vai permitir o aconselhamento genético desses pacientes, que serão orientados sobre o risco de morrerem precocemente.
     
    “Com essa informação da mutação, nós podemos dizer: `Olha, você tem um risco maior e eu sugiro que tome remédio todos os dias, mesmo que tenha uma ou duas crises por ano`. Assim, diminui o risco”, afirma Andrade.
     
    Além disso, a pesquisa abre a perspectiva de se descobrir o mecanismo da morte súbita, que ainda permanece desconhecido.
     
    Os dois familiares mortos analisados no estudo passarão por autópsia, a fim de que se verifique se há outros fatores, inclusive genéticos, associados ao problema.
     
    Outras famílias com a mutação também serão convidadas a participar da pesquisa, para se confirmar a ocorrência da morte súbita associada a essa condição genética.
     
    Fonte: Folha de S.Paulo
     
     
  • Ao contrário do Viagra, pílula para mulheres estreia em baixa

    Ao contrário do Viagra, pílula para mulheres estreia em baixa

    Mais de meio milhão de homens receberam prescrições para o Viagra no primeiro mês do medicamento no mercado, em 1998. Sabe qual foi o número de prescrições do Addyi, a pílula desenvolvida para aumentar a libido feminina, em suas primeiras semanas? 227.
     
    — Eu pensei que haveria uma enorme investida — disse Stephanie Faubion, diretora da unidade de saúde da mulher da Clínica Mayo, em Rochester, Minnesota, nos EUA. — Houve alguns pedidos casuais, mas nenhuma prescrição até o momento.
     
    O Addyi, produzido pela Sprout, uma unidade da Valeant Pharmaceuticals International Inc., gerou controvérsia antes mesmo de chegar ao mercado americano, em 17 de outubro. A pílula oferece uma ajuda significativa a apenas cerca de 10% mais pacientes que o placebo e apresenta o risco de uma série de efeitos colaterais, incluindo pressão sanguínea severamente baixa e desmaios. Para minimizar os possíveis problemas, as mulheres deveriam evitar o consumo de álcool ao tomar a pílula, que é diária.
     
    — Há muito ceticismo em relação a esta droga em particular, tanto das mulheres quanto dos médicos delas — disse Alina Salganicoff, vice-presidente e diretora dos programas de saúde feminina da Fundação Família Kaiser em Menlo Park, Califórnia, EUA.
     
    REJEIÇÕES E OBSTÁCULOS
     
    A Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA, na sigla em inglês) havia rejeitado o Addyi duas vezes antes de finalmente aprová-lo, em 18 de agosto, sob a condição de que os médicos fossem certificados para prescrevê-lo, de forma a garantir que entendessem os riscos e pudessem aconselhar as pacientes em relação a eles. Isso exige um treinamento on-line que leva cerca de dez minutos para ser concluído. A certificação é uma segurança adicional da FDA para garantir o uso apropriado de medicamentos particularmente perigosos.
     
    Cerca de 5.600 médicos foram certificados até o momento, disse Michael Pearson, CEO da Valeant, em uma teleconferência no dia 10 de novembro. O número representa cerca de 1% dos mais de 35 mil obstetras e ginecologistas praticantes e 435.084 clínicos gerais nos EUA, com base em dados do Congresso Americano de Obstetras e Ginecologistas e da fundação Kaiser.
     
    Um impeditivo para os médicos pode ser o fato de eles precisarem enviar a papelada para a certificação por fax, disse Tami Rowen, obstetra e ginecologista do Centro Médico de São Francisco da Universidade da Califórnia. Os médicos deverão poder concluir o processo completamente pela internet dentro de um ano, disse a Sprout Pharmaceuticals Inc., fabricante do Addyi, em um comunicado. A Valeant comprou a Sprout por US$ 1 bilhão logo após a aprovação do medicamento para venda.
     
    EQUIPE DE VENDAS
     
    A Sprout tem uma equipe de vendas de cerca de 150 representantes farmacêuticos e um time de atendimento administrado para ajudar a capacitar médicos e farmacêuticos a respeito do uso seguro da pílula, disse a CEO Cindy Whitehead em um comunicado enviado por e-mail.
     
    “Estamos orgulhosos de a Sprout ter conseguido lançar o Addyi apenas dois meses depois da aprovação pela FDA e estamos confiantes na posição em que estamos só algumas semanas após chegarmos ao mercado”, escreveu ela.
     
    O Addyi está aprovado para mulheres na menopausa com transtorno do desejo sexual hipoativo, ou seja, pacientes com baixa libido causada pelo transtorno, e não por uma condição psiquiátrica ou por problemas em seu relacionamento.
     
    A Sprout havia prometido que não realizaria publicidade direta para os consumidores durante 18 meses, mas, logo após a aprovação do Addyi, Whitehead disse que essa decisão poderia mudar sob a gestão da Valeant.
     
    A Valeant está sendo criticada pelos aumentos de preços a medicamentos mais antigos e por um relacionamento, agora terminado, com uma farmácia por correspondência, a Philidor Rx Services, que ajudava a aumentar os reembolsos dos planos de saúde. A Valeant preferiu não comentar se a Philidor, que está sendo fechada, tinha um acordo para preencher prescrições do Addyi. A farmácia disse que preencheu receitas apenas com medicamentos que os médicos e os pacientes pediram.
     
    O preço pode ser um problema para o Addyi. A Sprout não informou o preço, mas a farmácia da Clínica de Saúde da Mulher em Rochester comercializa a pílula a US$ 26, disse Faubion. Esse é aproximadamente o preço do Viagra, mas o Addyi precisa ser tomado todos os dias, por isso a conta mensal é de cerca de US$ 780.
     
    Fonte: O Globo / Site
  • Espécie de barbeiro tem genoma mapeado

    Espécie de barbeiro tem genoma mapeado

    Um dos mais importantes insetos transmissores da doença de Chagas na América do Sul e Central teve seu material genético mapeado e a análise do resultado foi publicada ontem em uma revista científica, a americana “PNAS”, depois de cinco anos de esforço, por um consórcio internacional de mais de cem cientistas, a maioria brasileiros e latino-americanos.
     
    O próximo passo da equipe é publicar o genoma do transmissor mais importante no Brasil –que já está sequenciado, mas ainda longe de estar “digerido” para publicação.
     
    A doença de Chagas é causada por um parasita transmitido por insetos chupadores de sangue conhecidos popularmente como barbeiros no Brasil –ou “insetos beijadores” em outros países, graças ao seu hábito de procurar picar a fina pele dos lábios. O parasita é um protozoário, o Trypanosoma cruzi, que entra na circulação sanguínea da vítima durante a picada.
     
    O inseto agora estudado é o principal transmissor da doença na América Central, Colômbia e Venezuela, e em parte no Brasil, conhecido pelo nome científico Rhodnius prolixus. Já no Brasil as duas espécies de barbeiros mais culpadas pela transmissão são o Triatoma infestans e o Triatoma brasiliensis.
     
    “Resolvemos começar pelo Rhodnius porque o Triatoma infestans tem um genoma duas ou três vezes maior, seria um passo bem grande”, diz o principal autor do artigo, Rafael Dias Mesquita, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
     
    “Mas o Rhodnius é bem relevante, é um modelo de estudo bem conhecido”, afirma Mesquita. O Rhodnius prolixus tornou-se um “modelo” para o estudo da fisiologia e da bioquímica de insetos a partir dos anos 1930 e continua popular entre cientistas.
     
    O genoma é, basicamente, um “conjunto de letrinhas”, as bases químicas que constituem o DNA (ácido desoxirribonucleico). A ordem das letrinhas indica os genes e suas “famílias”, isto é, genes que codificam funções semelhantes.
     
    No caso do genoma do barbeiro, deu para ver, comparando com os genomas de outros insetos, a expansão de famílias ligadas ao habito vampiresco de comer sangue.
     
    São genes ligados a odor –tanto para localizar a presa, um ser humano ou outro vertebrado de sangue quente– quanto para o macho achar uma fêmea receptiva. A saliva do barbeiro também tem que ter substâncias codificadas por genes para manter o sangue fluindo –produtos anticoagulantes, antiplaquetários, vasodilatadores.
     
    As descobertas poderão permitir “melhorar o entendimento da transmissão do parasito causador da doença de Chagas e também levar a ao desenvolvimento de novos métodos de controle do inseto”, segundo comunicado da UFRJ.
     
    Esse tipo de estudo é demorado pois envolve a inclusão de múltiplos especialistas nas “famílias gênicas”. O pesquisador da UFRJ assumiu o projeto há cerca de dois com a missão de reunir as diversas histórias e “costurá-las”. Foi o equivalente a entrar em uma loja de ferragens com seus colegas, cada um escolher a porca, parafuso ou transistor de seu interesse, e passar tudo para ele “montar o rádio”.
     
    Fonte: Folha de S.Paulo
     
  • Governo quer finalizar primeiros testes de `pílula do câncer` em 7 meses

    Governo quer finalizar primeiros testes de `pílula do câncer` em 7 meses

    O ministro de Ciência e Tecnologia, Celso Pansera, disse nesta segunda-feira (16) que o governo espera obter, em até sete meses, os primeiros resultados de testes com a fosfoetanolamina. A substância tem despertado polêmica no país após a Justiça liberar o produto para pacientes com câncer, sem que haja comprovação de eficácia ou informações sobre riscos.
     
    Segundo Pansera, um grupo formado por laboratórios de três universidades federais, financiado pelo governo, deve conduzir a primeira etapa de testes, a chamada pesquisa pré-clínica, que envolve testes in vitro e em animais.
     
    A etapa é necessária para que sejam obtidos dados prévios sobre a toxicidade do produto, o que permite que a substância possa vir a ser alvo de pesquisas clínicas, realizadas em humanos.
     
    Para iniciar os testes, o governo irá solicitar à USP cerca de 500 gramas da substância. A universidade, onde a substância foi inicialmente sintetizada, vinha distribuindo a fosfoetanolamina por determinação judicial a alguns pacientes.
     
    A partir daí, o grupo planeja utilizar informações enviadas ao Inpi (Instituto Nacional de Propriedade Industrial) para sintetizar o produto e compará-lo com o já disponível. “Queremos fazer o mesmo caminho dos pesquisadores”, explica Pansera.
     
    A previsão é que os testes in vitro e em animais cobaias sejam finalizados em até sete meses após o material ser entregue pela universidade.
     
    Devem participar dessa etapa laboratórios e núcleos de pesquisa de medicamentos da UFRJ (federal do Rio de Janeiro), UFCE (Ceará) e UFSC (Santa Catarina). Em seguida, os dados serão avaliados pela Anvisa, agência que regula o setor.
     
    “Isso é importante até para chegar à conclusão de que a substância foi sintetizada da maneira adequada”, diz Renato Porto, diretor da agência.
     
    Caso a primeira etapa seja aprovada, institutos ligados ao Ministério da Saúde devem realizar, em seguida, os testes em humanos. Não há prazo para que toda a pesquisa seja finalizada.
     
    O governo, porém, não descarta a possibilidade de que a pesquisa seja acelerada caso haja resultados positivos.
     
    “Estamos mudando o processo em função da comoção social criada. Temos que dar uma resposta à situação social colocada”, diz Pansera.
     
    Ainda segundo o ministro, o trabalho deve ser coordenado pelos ministérios de Ciência e Tecnologia e da Saúde, em conjunto com centros onde pesquisadores já realizam pesquisas preliminares sobre a substância, caso da USP, Unesp e Butantan. Representantes da Defensoria Pública, Ministério Público e Câmara dos Deputados também devem acompanhar o processo.
     
    O valor a ser investido é de R$ 10 milhões. Deste total, R$ 2 milhões devem ser liberados para a primeira etapa de testes já neste ano.
     
    Para Pansera, apesar da comoção pública, o caso exige cautela. “O Ministério da Saúde está fazendo buscas no mundo inteiro. Ainda não há nenhum caso usado como remédio”, afirma.
     
    Fonte: Folha de S.Paulo / Site
     
     
  • Remédio contra alcoolismo poderia eliminar vírus da aids, aponta estudo

    Remédio contra alcoolismo poderia eliminar vírus da aids, aponta estudo

    Um medicamento usado para tratar o alcoolismo em combinação com outras substâncias poderão contribuir para a erradicação do vírus da aids nas pessoas soropositivas em tratamento, aponta um estudo divulgado nesta terça-feira (17).
     
    O medicamento, chamado disulfiram, acorda o vírus adormecido no organismo infectado, permitindo assim destruir tanto o vírus quanto as células que o abrigam, e isso sem efeitos colaterais, notam os autores da pesquisa, publicada na revista especializada “The Lancet HIV”.
     
    Atualmente um tratamento antirretroviral (ART), um coquetel de medicamentos padrão chamado terapia tripla, permite manter o vírus (HIV) em controle nos pacientes soropositivos, mas sem deixá-los completamente livres.
     
    O vírus permanece à espreita no organismo das pessoas tratadas, de forma latente (inativo). Este reservatório, difícil de alcançar, é um dos maiores obstáculos para o desenvolvimento de um tratamento para proporcionar alguma cura. “Acordar” o vírus latente é uma estratégia promissora para livrar o paciente do HIV.
     
    Mas “despertar o vírus é apenas o primeiro passo para eliminá-lo”, disse Julian Elliot, diretor de pesquisa clínica no departamento de doenças infecciosas no Hospital Alfred de Melbourne (Austrália), primeiro autor do estudo.
    “Agora, temos que trabalhar a maneira como nos livrarmos das células infectadas”, acrescentou.
     
    Outras drogas foram também testadas para atacar o reservatório de hiv, mas sem muito sucesso, ou que se mostraram tóxicas. No ensaio clínico liderado por Sharon Lewin, diretora do Instituto Doherty em Melbourne, 30 pessoas em tratamento antirretroviral receberam doses crescentes de disulfiram durante um período de três dias.
     
    Na dose mais elevada, a estimulação do hiv adormecido sem reações adversas nos pacientes, foi obtida, de acordo com os autores. “Este teste mostra claramente que o dissulfiram não é tóxico e é seguro de usar, e que poderia muito provavelmente ser o único a mudar a história”, disse Lewin em comunicado divulgado por seu instituto.
     
    O próximo passo, segundo os pesquisadores, é testar esta droga em combinação com outras, tendo como alvo o próprio vírus. “O resultado obtido continua insuficiente”, disse à AFP Brigitte Autran, especialista em imunologia e em aids da Universidade Pierre et Marie Curie/Inserm, em Paris, e co-autora de um comentário acompanhando o artigo.
     
    “Ainda estamos muito longe de encontrarmos a solução para obtermos uma verdadeira cura dos pacientes soropositivos e até mesmo uma remissão que permitiria suspender o tratamento”, afirmou a especialista. Com mais de 34 milhões de mortes até hoje, o hiv continua sendo um grande problema de saúde pública, segundo a OMS. No final de 2014, registrava-se cerca de 36,9 milhões de pessoas vivendo com o HIV.
     
    Fonte: G1 – Bem Estar
  • Distrofia de Duchenne afeta células-tronco

    Distrofia de Duchenne afeta células-tronco

    Pesquisadores da Universidade de Ottawa, no Canadá, descobriram que a distrofia muscular de Duchenne (DMD) prejudica o funcionamento de células-tronco que geram estruturas importantes para a manutenção muscular. A DMD afeta aproximadamente um em cada 3,6 mil meninos e é causada por mutações genéticas que resultam na perda da proteína distrofina, levando à fraqueza progressiva do paciente e à morte dele na segunda ou terceira década de vida. Detalhes da descoberta foram publicados na edição de hoje da revista Nature Medicine.
     
    Durante muitos anos, acreditou-se que a distrofina era encontrada apenas em fibras musculares. Mas a equipe liderada por Michael Rudnicki, autor-sênior do novo estudo, detectou que as células-tronco musculares também expressam a proteína. Na falta dela, essas células-tronco produzem 10 vezes menos moléculas precursoras de fibras musculares funcionais, que respondem pelo reparo muscular após lesões normais e exercícios. A equipe de pesquisadores também descobriu que a distrofina orienta as células-tronco musculares no tecido.
     
    “Sem distrofina, elas não sabem dizer qual o caminho é para cima e para que lado é para baixo”, conta Rudnicki, em comunicado à imprensa. “Isso é crucial porque as células-tronco do músculo precisam sentir seu ambiente para decidir se produzem mais células-tronco ou formam novas fibras musculares. Sem essa informação, elas não conseguem se dividir corretamente nem reparar o músculo danificado”, detalha. A pesquisa foi feita com camundongos, mas acredita-se que os resultados se apliquem também em humanos porque que a distrofina é quase idêntica em todos os animais.
     
    Os tratamentos atuais para a DMD estão limitados a intervenções que impedem a progressão da doença. Abordagens experimentais, como terapia genéticas, são investigadas. Agora, a pesquisa da Universidade de Ottawa sugere que as abordagens se dirijam a células estaminais musculares e às fibras. “Eu não tenho certeza se curaremos a DMD, mas estou muito esperançoso de que, algum dia, tenhamos novas terapias que corrijam a capacidade das células-tronco musculares de reparar os músculos dos pacientes, transformando a doença devastadora e letal em uma condição crônica e controlável”, aposta o pesquisador.
     
    Fonte: Correio Braziliense
     
  • 6 novas armas contra a dor

    6 novas armas contra a dor

    “Eu rezava a Deus para me ajudar, e sonhava que um dia, no paraíso, eu não sentiria mais dor e não teria mais cicatrizes. E aqui, agora, meu sonho se tornou realidade. É o paraíso na Terra”. A frase é de Kim Phuc, a mulher hoje crescida cujo sofrimento, quando criança, se eternizou na histórica foto em que aparece correndo, nua e gritando, após um ataque de napalm em seu vilarejo, durante a guerra do Vietnã. Kim tinha apenas nove anos. Seu corpo sofreu queimaduras graves, especialmente nas costas. O alívio das dores decorrentes das lesões veio 43 anos depois, por meio de um recurso até recentemente usado com fim estético, para rejuvenescimento.
     
    Trata-se de um laser utilizado contra rugas que vem se mostrando eficaz para amenizar marcas de queimaduras e atenuar a dor por elas provocadas. O tratamento está sendo aplicado pela dermatologista Jill Waibel, de Miami, nos Estados Unidos. “Nós literalmente vaporizamos os tecidos das cicatrizes”, explicou a médica à ISTOÉ. “A pele se regenera. A maioria dos pacientes relata melhora substancial no alívio da dor e na mobilidade de braços e pernas dias ou semanas após cada sessão.”
     
    A nova opção é resultado do esforço para encontrar saídas contra a dor crônica, condição que, segundo o Instituto Americano de Medicina, é o maior problema de saúde pública do mundo. “Estima-se que 30% da população mundial tenha dor crônica”, afirma a neurologista Vanessa Muller, do Rio de Janeiro, especialista no tratamento.
     
    Como no caso do laser, outra alternativa pode surgir da área da beleza. O cirurgião plástico Paolo Rocha, de São Paulo, pretende fazer no Brasil uma operação para evitar as crises da enxaqueca. Ele aprendeu a técnica com o americano Bahman Guyuron, que a aplica há quinze anos nos EUA. “Em geral, até 40% dos pacientes têm remissão completa da dor”, diz. O procedimento, porém, não é consenso. “Mais estudos devem ser feitos para verificar se o método realmente funciona”, afirma o neurologista Renato Anghinah, coordenador do Núcleo de Neurologia do Hospital Samaritano, de São Paulo.
     
    As dores de cabeça, incluindo a enxaqueca, estão entre as mais prevalentes. A outra é a dor nas costas. Entre suas causas, estão as hérnias de disco. Um dos recursos mais recentes é o laser. “Sua energia pulveriza a hérnia”, diz José Moreno, coordenador do Centro de Tratamento Intensivo da Dor, no Rio de Janeiro. Outra são as ondas acústicas, que estimulam a liberação de compostos analgésicos. O taxista Paulo Pereira Filho experimentou a terapia após dois anos tentando outros métodos para atenuar o que sentia por causa de três hérnias. “A dor diminuiu muito.” Na opinião do médico Paulo Renato Fonseca, da Sociedade Brasileira para Estudos da Dor, a opção é adequada a alguns pacientes. “É para os que não respondem aos tratamentos mais simples.”
     
    Na área de remédios, uma das novidades é a chegada do Sumaxpro, que combina naproxeno (anti-inflamatório) e a sumatriptana (analgésico de alta potência). Outra são os adesivos, um jeito de ministrar a medicação de maneira uniforme. “Isso aumenta a aderência do paciente às medicações. Não é necessário lembrar horários”, diz o médico João Valverde, do Núcleo Avançado de Dor e Distúrbios do Movimento do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Um desses adesivos acaba de chegar ao Brasil e é indicado para a dor da crise de herpes. Outro, cujo princípio ativo é a buprenorfina, trata vários tipos de dor.
     
    O físico Marcelo de Sousa, do Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo, está desenvolvendo o Ligth-Aid, um curativo flexível que usa luz de LED para reduzir e bloquear a dor crônica. “A luz inibe a condução dos sinais da dor enviados para o cérebro”, explica. O início da venda do aparelho está previsto para os próximos meses.
     
    Para o alívio ser maior, é preciso uma reeducação do paciente. “A maioria das dores que sentimos são causadas por vários fatores”, diz Anghinah. “O paciente deve entender porque toma os remédios e precisa mudar coisas como a maneira com que se relaciona com seu corpo”, completa o anestesiologista Francisco Cordon, do Hospital São Luiz, em São Paulo.
     
    Fonte: IstoÉ
     
  • Mercosul fará compra comum de remédio contra a Aids

    Mercosul fará compra comum de remédio contra a Aids

    Os ministros da Saúde dos países do Mercosul e países aliados concluíram em Assunção, Paraguai, acordo para aquisição conjunta de medicamentos para a Aids com descontos de até 83%. Na primeira rodada, foi acertada a compra do remédio darunavir.
     
    O valor negociado (US$ 1,26 por unidade), é cerca de cinco vezes menor que o praticado na Venezuela, Chile e Uruguai. Para o Brasil, que pagava US$ 2,98 a unidade, a economia será de US$ 14,2 milhões. A compra conjunta de medicamentos é resultado de acordo assinado em julho, durante reunião de ministros do Mercosul no Brasil. O objetivo é assegurar os melhores preços de compra e insumos para os sistemas de saúde dos 12 países da América do Sul.
     
    O grupo também avançou na compra de três medicamentos para hepatite C – sofosbuvir, daclastavir e simeprevir. “Na Europa, EUA, Canadá e Austrália, o custo do tratamento varia entre US$ 50 mil e US$ 90 mil por pessoa”, disse o ministro da Saúde, Marcelo Castro. A meta é atingir o preço contratado pelo Brasil este ano – US$ 9,4 mil por pessoa para tratamento de 12 semanas.
     
    No caso do sofosbuvir, uma nova empresa instalada na Argentina estará em condições de oferecer o produto a partir do fim deste mês. O laboratório americano, que hoje fornece para Brasil, trabalha em um medicamento novo, com outras drogas associadas, e o ofereceu com preço mais competitivo.
     
    As quantidades adquiridas serão definidas pelos governos de acordo com a demanda. Os países deverão realizar a compra por meio da Organização Pan-americana de Saúde (OPAS) ou em conjunto com os sistemas nacionais. Uma segunda rodada está prevista para 2016 com foco em quatro medicamentos para câncer e Aids.
     
    Fonte: Valor Econômico