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  • Cigarro eletrônico é mais eficaz do que adesivo para parar de fumar, diz estudo

    Cigarro eletrônico é mais eficaz do que adesivo para parar de fumar, diz estudo

    Pesquisa com 6 mil fumantes revelou que um quinto deles conseguiu largar o vício depois de usar o produto.
     
    Fumantes que usam cigarros eletrônicos a fim de parar de fumar têm mais chances de se livrar do vício do que aqueles que usam apenas a força de vontade ou terapias de reposição de nicotina – como adesivos ou chicletes, de acordo com um novo estudo.
     
    A pesquisa, realizada no Reino Unido, analisou dados de 6 mil fumantes e constatou que um quinto deles conseguiu parar com a ajuda de cigarros eletrônicos.
     
    O índice foi 60% maior do que o atingido por aqueles que não usaram os aparelhos, revelou o estudo.
     
    A equipe da universidade College London, responsável pelo levantamento, afirmou que os cigarros eletrônicos podem ter um papel 'cautelosamente positivo'.
     
    O uso de cigarros eletrônicos cresceu nos últimos tempos. A organização Action on Smoking and Health (Ação sobre Fumo e Saúde) estima que mais de 2 milhões de pessoas usem o produto – o triplo do número de dois anos atrás.
     
    Metade dos fumantes ativos também experimentou o produto, comparado com 8% em 2010.
     
    O cigarro eletrônico é uma engenhoca que substitui a combustão do tabaco e de outras substâncias pela queima de nicotina líquida, transformando-a em vapor. O usuário pode escolher o nível de concentração da substância e os ingredientes que quer misturar ao produto.
     
    Mas o uso dos cigarros eletrônicos permanece controverso. O governo do País de Gales quer restringir seu uso em locais públicos.
     
    No Brasil, a Agência de Vigilância Sanitária, a Anvisa, proíbe, desde 2009, a venda e importação do cigarro eletrônico no país, por falta de comprovação científica da sua qualidade e de seus possíveis efeitos na saúde.
     
    Apelo generalizado
     
    Mas o especialista Robert West – uma das maiores autoridades britânicas nessa área – diz que “cigarros eletrônicos podem melhorar substancialmente a saúde pública devido a seu apelo generalizado e aos grandes ganhos de saúde associados a parar de fumar”.
     
    Mas ele também apontou que, apesar das descobertas, de longe o jeito mais efetivo de parar é usar os serviços do NHS (órgão equivalente britânico ao SUS brasileiro) para parar de fumar. Eles triplicariam as chances de parar de fumar se comparadas a serviços de reposição de nicotina sem ajuda de especialistas.
     
    'Alguns especialistas em saúde pública expressaram a preocupação de que o uso generalizado dos cigarros eletrônicos poderia tornar o hábito de fumar novamente normal. Mas nós estamos seguindo o assunto de perto e não encontramos evidências disso.'
     
    “As taxas de uso do cigarro na Inglaterra estão caindo, as taxas de pessoas que param de fumar estão subindo e o uso regular de cigarros eletrônicos entre pessoas que nunca fumaram é desprezível.”
     
    Os cigarros eletrônicos não são fornecidos pelo serviço de saúde britânico, mas a agência de saúde estuda regularizá-los como remédios a partir de 2016.
     
    West afirmou que é muito cedo para dizer se e quais cigarros eletrônicos poderiam ser disponibilizados, uma vez que é necessário fazer mais pesquisas sobre a segurança de seu uso em longo prazo.
     
    Porém ele diz que pelo que se descobriu até hoje, os vapores do cigarro eletrônico são menos nocivos que os do cigarro normal.
     
    Fonte: Bem Estar
     
  • Câncer de próstata pode ser sexualmente transmissível, dizem cientistas

    Câncer de próstata pode ser sexualmente transmissível, dizem cientistas

    O câncer de próstata pode ser uma doença sexualmente transmissível causada por uma infecção comum, porém muitas vezes silenciosa, transmitida durante a relação sexual, disseram cientistas. 
     
    Apesar de vários tipos de câncer serem causados por infecções, o grupo britânico Cancer Research UK, que realiza pesquisas sobre a doença, diz que é muito cedo para adicionar o câncer de próstata a esta lista.
     
    Cientistas da Universidade da Califórnia testaram células da próstata humana em laboratório e descobriram que uma infecção sexual chamada tricomoníase ajudava no crescimento do câncer.
     
    Agora, mais pesquisas são necessárias para confirmar essa ligação, disseram os cientistas na publicação da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos (PNAS).
     
    Infecção sexual
     
    Acredita-se que cerca de 275 milhões de pessoas no mundo estejam infectadas pela tricomoníase. Ela é a infecção não-viral mais comum transmitida sexualmente.
     
    Muitas vezes, a infecção não apresenta sintomas e a pessoa não está ciente de que está contaminada.
     
    Homens podem sentir coceira ou irritação dentro do pênis, ardor após urinar ou ejacular, ou um corrimento branco no pênis.
     
    Já mulheres podem sentir coceira ou dor na região genital, desconforto ao urinar ou um cheiro desagradável.
     
    Esta pesquisa não é a primeira a sugerir uma ligação entre a tricomoníase e o câncer de próstata. Um estudo realizado em 2009 descobriu que um quarto dos homens com câncer de próstata mostrou sinais de tricomoníase, e estes indivíduos eram mais propensos a ter tumores avançados.
     
    O estudo da PNAS sugere como a doença sexualmente transmissível poderia tornar os homens mais vulneráveis ao câncer de próstata, embora não seja a prova definitiva dessa ligação.
     
    A professora Patricia Johnson e seus colegas descobriram que o parasita que causa a tricomoníase – Trichomonas vaginalis – produz uma proteína que causa inflamação e invasão de células benignas e cancerosas da próstata.
     
    Eles dizem que mais estudos devem, agora, explorar esse dado – especialmente diante do fato de que a causa do câncer de próstata segue desconhecida.
     
    Quebra-cabeça
     
    Nicola Smith, do Cancer Research UK, disse: “Este estudo sugere um possível caminho pelo qual o parasita Trichomonas vaginalis poderia incentivar células cancerosas da próstata para crescer e se desenvolver mais rapidamente”.
     
    “Mas a pesquisa foi feita apenas no laboratório, e evidências anteriores em pacientes não mostraram uma clara ligação entre o câncer de próstata e esta infecção sexualmente transmissível”.
     
    “Há uma grande quantidade de pesquisas sobre o risco de câncer de próstata e estamos trabalhando duro para juntar as peças do quebra-cabeça”.
     
    Segundo ele, ainda há fatores de estilo de vida desconhecidos que parecem afetar o risco de desenvolver a doença, sem nenhuma evidência convincente de uma ligação com a infecção.
     
    “O risco do câncer de próstata é conhecido com o aumento da idade”, disse Smith.
     
    O câncer de próstata é mais comum em homens com mais de 70 anos, e é possível que haja algum risco genético, já que a doença pode ocorrer em famílias.
     
    Fonte: BBC Brasil
  • Pesquisa da USP indica que brócolis com selênio ajuda a combater o câncer

    Pesquisa da USP indica que brócolis com selênio ajuda a combater o câncer

    Pesquisas apontam que cerca de 21,4 milhões de pessoas serão diagnosticadas com câncer em 2030. Os dados são alarmantes e, diante deste cenário, especialistas indicam o consumo de alimentos funcionais como uma medida promissora para combater o câncer. Um dos alimentos que tem se destacado neste âmbito é o brócolis.
     
    De acordo com a farmacêutica Patricia Bachiega, esses alimentos possuem compostos bioativos, responsáveis por modulações fisiológicas que irão resultar em benefícios ao organismo.
     
    A pesquisadora e mestranda pelo programa de pós-graduação em Ciência e Tecnologia de Alimentos, da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (USP/ESALQ),  observou que os excelentes resultados do brócolis na prevenção do câncer podem aliar-se ao selênio. “Para manter a saúde humana, pequenas quantidades de selênio (55 μg por dia) necessitam ser consumidas. Sua importância deve-se ao fato deste mineral ser responsável pelo aumento na síntese de enzimas, que apresentam elevada atividade antioxidante, minimizando assim os danos oxidativos”, comenta.
     
    No estudo, Bachiega avaliou o efeito da suplementação com selênio durante o cultivo do brócolis, nas atividades antioxidantes e antiproliferativas, observadas em três diferentes estádios de maturação: brotos, mudas e inflorescências. “A biofortificação proporcionou um aumento significativo na atividade antioxidante e na quantidade de compostos fenólicos das amostras que receberam o tratamento com selênio com relação as que não receberam a biofortificação”.
     
    De acordo com a pesquisadora, “quanto a atividade antiproliferativa, para que fosse possível a obtenção de maior amplitude dos resultados, foram utilizadas seis diferentes linhagens de células tumorais: linhagens de glioma (U251), mama (MCF-7), rim (786-0), pulmão (NCI-H460), cólon (HT29) e queratinócito humano (HaCat)”.
     
    Amostras
     
    A partir do teste, a pesquisadora notou que o extrato do broto sem a biofortificação com selênio apresentou atividade antiproliferativa um pouco maior, quando comparado ao extrato do broto com biofortificação de selênio, sendo que o primeiro apresentou atividade citostática (capacidade de paralisar o crescimento das células).
     
    Referente às amostras de mudas com e sem selênio, ambas demonstraram atividade citostática seletiva para a linhagem de rim. “No entanto, a amostra de muda com selênio também manifestou atividade citocida (capacidade de induzir a morte celular) para a linhagem de glioma. Por fim, as inflorescências com e sem selênio apresentaram atividade citostática fraca para as linhagens de mama”, relata. Diante dos resultados de atividade antiproliferativa, ambas as mudas de brócolis se destacaram.
     
    Bachiega lembra que, para a descoberta de novos compostos com potencial anticâncer, o primeiro passo a ser dado é a avaliação do seu desempenho em análises in vitro. “Dessa forma, estes testes foram os primeiros passos dessa pesquisa. Mais estudos devem ser conduzidos a fim de avaliar de maneira detalhada os possíveis mecanismos de ação dos compostos bioativos do brócolis, junto ao selênio, a fim de comprovar a eficiência desta união no controle do câncer”, conclui.
     
    Fonte: Uol Saúde
     
  • Genérico ainda não emplaca em todos os Estados do país

    Genérico ainda não emplaca em todos os Estados do país

    A indústria de genéricos chega aos 15 anos no Brasil, vangloria-se de ter sido o motor que possibilitou o nascimento de uma indústria farmacêutica de capital nacional, mas ainda não emplacou em alguns Estados.
     
    Obrigados a custar pelo menos 35% mais barato que os medicamentos de referência e os preços, na prática, geralmente ficam até mais baixos devido à concorrência, os genéricos ainda enfrentam dificuldades para cumprir o que o setor chama de seu “papel social”.
     
    Roraima é o Estado que tem a menor participação de genéricos no Brasil (10%), seguido de Amazonas (14%) e Rondônia e Acre (ambos com 16%), conforme dados do IMS Health, instituto que audita o setor no mundo.
     
    Para Telma Salles, presidente da PróGenéricos (associação do setor), as compras do governo foram importantes para a evolução do produto, que representa 85% dos itens dispensados pelo Farmácia Popular (programa do governo federal que distribui gratuitamente).
     
    Ela afirma, porém, que o desconhecimento da população ainda é um dos motivos para a baixa penetração no varejo farmacêutico.
     
    “A possibilidade de substituir medicamento de marca pelo genérico ainda não é conhecida em todo lugar. Outras iniciativas públicas de divulgação precisam ser implantadas nesses Estados”, diz.
     
    Parte das vendas também pode ter sido perdida para o outro tipo de cópia, os medicamentos similares que foram submetidos a exigências de testes de funcionamento diferentes do padrão cobrado dos genéricos.
     
    Pela regra, que passa atualmente por um processo de mudança na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), se o médico prescreve o remédio de referência, a farmácia só pode oferecer o genérico como substituto o similar fica de fora.
     
    Na prática, segundo Salles, a fiscalização disso sempre foi difícil nos pontos de venda de menor porte pulverizados pelo país.
     
    Quem lidera o ranking de penetração é Minas Gerais, com 35%, logo à frente de Rio Grande do Sul (34%). Em São Paulo, cujas vendas têm peso mais relevante para a indústria, a participação é 28%.
     
    No Brasil, a média ficou em 27,3% em 2013. O número é muito inferior ao registrado em países como EUA (80%) e Alemanha (66%), onde os governos também atuam com políticas de reembolso.
     
    “Onde o governo ou os planos de saúde são copagadores, a tendência é que comprem genéricos, pois são mais baratos nas licitações.”
     
    Mas a maior bandeira do setor com o governo, segundo Salles, é a redução da tributação, que, se diminuída do atual patamar de 37% de carga sobre o medicamento, impulsionaria as vendas.
     
    Lentidão na análise de patentes expiradas e nos registros de novos genéricos pela Anvisa também atrapalham.
     
    Nos próximos anos, o cenário é pior. A expiração de patentes de “blockbusters”, moléculas altamente rentáveis, como do Viagra, tendem a ser cada vez mais escassas, segundo a farmacêutica EMS.
     
    A Anvisa vê tendência positiva. “A política no país é mais recente que no resto do mundo e mesmo com deficit temporal o genérico já representa um terço do mercado.”
     
    Fonte: Folha de S. Paulo
     
  • Maconha pode ter princípio ativo nobre e medicinal

    Maconha pode ter princípio ativo nobre e medicinal

    A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) deve decidir no fim do mês se vai mudar a classificação do canabidiol (CBD), um dos 80 princípios ativos da maconha. A agência poderia retirá-lo da lista F1, de substâncias proibidas no país, e colocá-lo na lista C1, de medicamentos permitidos, mas sujeitos a controle.
     
    Segundo o diretor-presidente da agência, Dirceu Barbano, a consequência da mudança, caso ela ocorra, seria uma mensagem mais clara de que se trata de uma substância que, quando usada em dose, fórmula e indicação terapêutica definidas, pode ser usada de forma segura.
     
    “O que está sendo demonstrado é que, essa planta pode fornecer substâncias que podem ser úteis na medicina. Não se pode demonizar nem achar que porque essa planta é a maconha que ela não pode produzir um princípio ativo nobre e medicinal. É importante desmistificar.”
     
    Barbano disse ainda que outros princípios ativos da maconha permanecerão proibidos até que sua efetividade seja comprovada cientificamente. Leia a entrevista que ele concedeu à Folha.
     
    Folha – Quais são as consequências de a agência eventualmente tirar o CDB da lista de substâncias proibidas?
     
    Dirceu Barbano – A consequência prática é que fica uma mensagem mais clara de que se trata de uma substância que, quando usada em dose, forma farmacêutica e com indicação terapêutica definidas, pode ser usada de forma segura.
     
    Qual é a proposta da área técnica? Já há indicação de uso para alguma doença?
     
    Há produtos enquadrados como de controle especial no Brasil porque precisam de um controle mais rígido do que só a exigência da receita. Depois, observamos qual é o grupo mais apropriado para a substância a depender do grau de dependência química provocada.
     
    A equipe técnica da Anvisa entendeu que o enquadramento mais apropriado, frente à literatura científica sobre esse produto, é no grupo C1. Essa é a proposta que vai ser submetida à diretoria colegiada, que pode aprovar, não aprovar ou até propor alteração do enquadramento.
     
    Temos uma previsão de data?
     
    Estamos fazendo um esforço para que vá para a reunião aberta ao público no dia 29.
     
    Estar na lista C1 significa ter um tipo específico de controle. O que a pessoa precisa apresentar?
     
    Como não temos esse produto registrado no Brasil, esse enquadramento vai ser observado na hora que alguém quiser fazer a importação, que passaria a ser feita sempre mediante a receita.
     
    A vigilância sanitária vai exigir esse receituário no posto de retirada. Falamos de uma importação que não vai mais depender de uma autorização excepcional, como nós já fizemos com seis ou sete pacientes que importaram nessas últimas semanas.
     
    Quais os benefícios do CDB e como é em outros países?
     
    Nós não temos o dossiê do medicamento que foi apresentado às outras agências para registro. Na literatura, para paciente com epilepsia grave, já está bem consolidado. Assim como a utilização em pacientes que têm alguns tipos de esclerose. Mais do que isso,a Anvisa só vai poder falar quando houver um pedido de registro no Brasil.
     
    Como esse princípio ativo poderá ser importado? Tem que ser um remédio com bula?
     
    O que deve ser autorizado é o medicamento. Vai precisar ter a receita, e a receita não é da matéria-prima, é do produto acabado. Um medicamento embalado, cujo nome vai ter que estar na receita.
     
    Seria o primeiro princípio ativo derivado da maconha retirado da lista de proibidos?
     
    Sim, os outros continuarão na lista. E com a justificativa de que não se sabe se são úteis para fazer medicamentos.
     
    Não abre brecha para a permissão de uso medicinal de outras substâncias derivadas da maconha, como o THC?
     
    Todo produto que identificarmos que são úteis para uso como medicamento, que são seguros e eficazes, se as pessoas puderem se beneficiar do ponto de vista da saúde, não têm por que continuar na lista de proscritos. A Anvisa age de maneira flexível e mutante como é a ciência.
     
    Assim, a Anvisa não está falando no uso da maconha para fins medicinais.
     
    Isso eu sempre vou querer que ouçam de mim. O que está sendo demonstrado é que, essa planta, como poderia ser qualquer outra, pode fornecer substâncias que, quando usadas em quantidades certas para quadros determinados, podem ser úteis na medicina.
     
    Não se pode demonizar nem achar que porque é justamente a maconha essa planta que ela não pode produzir um princípio ativo digno, nobre e medicinal. É importante desmistificar.
     
    Fonte: Folha de S. Paulo
  • Célula-tronco alivia dor nas costas

    Célula-tronco alivia dor nas costas

    Um dos mais recentes avanços contra a dor nas costas é ministrar injeções de células-tronco para tratar lesões nos discos intervertebrais – estruturas que funcionam como amortecedores durante o movimento, garantem a flexibilidade e impedem a fricção entre as vértebras. Até agora, os tratamentos para aliviar a dor que provém da degeneração dos discos são medicamentos, fisioterapia e cirurgia.
     
    A lógica por trás do uso das células-tronco reside no fato de que essas estruturas dão origem a diversas células. Uma vez injetadas no local das lesões, o que se espera é que formem um novo tecido, regenerando a região. Os primeiros testes sobre a hipótese foram realizados na Clínica Mayo (EUA), com cobaias. As células-tronco foram extraídas da gordura abdominal e injetadas nos pontos das lesões. O que se viu foi uma melhora de 26% na altura dos discos e um aumento na quantidade da substância gelatinosa contida em seu interior.
     
    O método agora está sendo testado em 100 voluntários, em três hospitais americanos. No Centro Intervencionista da Dor da Universidade de Columbia (EUA), por exemplo, os pesquisadores estão avaliando o desempenho das células-tronco tiradas da medula óssea. “Os resultados de nossa análise são encorajadores”, disse Donald J. Meyer, principal autor do estudo. Ele e sua equipe selecionaram 22 pacientes com dores havia quatro anos provocadas por alterações nos discos. Até 24 meses após a terapia, os participantes relataram desde alívio completo da dor até nenhuma melhora, e não houve agravamento. Todos que se sentiram aliviados diminuíram o uso de remédios.
     
    Mais estudos são necessários para determinar por que a terapia é bem-sucedida para alguns e não dá resultados para outros. Na Europa, cientistas britânicos também fazem experimentos com células-tronco tiradas da medula óssea. “Nosso alvo é determinar a fonte mais adequada de células-tronco para reparar os discos intervertebrais”, informa Jane Tadman, porta-voz do Arthritis Research Uk, entidade voltada ao estudo da artrite.
     
    Fonte: IstoÉ
  • Anvisa estuda liberar um dos compostos da maconha para terapia

    Anvisa estuda liberar um dos compostos da maconha para terapia

    A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) estuda retirar o canabidiol (CBD), um dos 80 princípios ativos da maconha, da lista F1, de substâncias proibidas no país, e colocá-lo na lista C1, de medicamentos permitidos, mas sujeitos a controle.
     
    O anúncio foi feito nesta quinta (15) por Luiz Klassmann, diretor-adjunto da agência, durante o 4º Simpósio Internacional de Cannabis Medicinal.
     
    Segundo a Anvisa, a proposta ainda precisa ser votada pelos diretores. Dirceu Barbano, diretor-presidente da Anvisa, disse que há uma recomendação da área técnica para classificar o produto como C1, mas os diretores vão avaliar o melhor enquadramento para a substância.
     
    “Não queremos contaminar essa discussão com a liberação ou não da maconha. Estamos buscando uma forma de viabilizar [o uso] quando tiver fundamento.”
     
    Se a mudança for feita, deverá ter impactos na importação, na prescrição e no registro de medicamentos.
     
    Hoje, há dúvidas de médicos sobre se é possível prescrever a substância. Além disso, as importações de remédios com a substância podem ser facilitadas, já que hoje são tidas como uma exceção, demandando decisão judicial ou autorização da Anvisa.
     
    Em nota, o Conselho Federal de Medicina informa que atualmente realiza discussões sobre medicamentos derivados da maconha e deve enviar parecer à comissão que avalia o reconhecimento de novos tratamentos.
     
    Um estudo de revisão publicado pela USP de Ribeirão Preto em 2011 no “Current Drug Safety”, analisou 119 estudos feitos com canabidiol em humanos. Segundo o estudo, a droga é segura mesmo em doses mais altas.
     
    “Temos um preceito aqui na USP de experimentar primeiro qualquer composto dado a pessoas saudáveis”, diz José Alexandre Crippa, psiquiatra que comanda os estudos na USP. “Eu já tomei 600 mg de canabidiol e não senti nada”, diz. “Posso dizer que o composto é seguro.”
     
    A USP de Ribeirão Preto estuda o canabidiol desde os anos 1970. Em humanos, a droga já foi testada com efeitos benéficos para mal de Parkinson, distúrbios de sono, transtornos de ansiedade e esquizofrenia. E, em ratos, houve resultados para epilepsia e transtorno de estresse pós-traumático.
     
    O CBD ganhou notoriedade no país após a família de Anny Fischer, 5, que sofre de uma forma grave de epilepsia, fazer campanha nacional para importar o medicamento. A família trazia o composto de forma ilegal dos EUA.
     
    Com um laudo médico da USP de Ribeirão Preto, que apontava os efeitos benéficos da droga à criança, entretanto, Anny conseguiu na Justiça o direito de importar e usar o canabidiol. A Anvisa auxiliou à família no processo de importação da droga, que chegou no começo do mês.
     
    Antes do canabidiol, Anny tinha até 80 convulsões por semana e não se alimentava. Segundo a família, hoje ela tem duas crises por mês e conseguiu ganhar peso.
     
    Fonte: Folha de São Paulo
  • Expectativa de vida aumentou em média seis anos no mundo, diz OMS

    Expectativa de vida aumentou em média seis anos no mundo, diz OMS

    A expectativa de vida no mundo aumentou em média seis anos entre 1990 e 2012 e a Espanha é o segundo país onde as mulheres vivem mais, segundo as estatísticas anuais da OMS (Organização Mundial da Saúde).
     
    Um homem nascido em 2012 pode viver até os 68 anos e uma mulher até os 73. Seis anos a mais que os nascidos em 1990.
     
    Independente do local do mundo em que nasçam, as mulheres sempre têm maior expectativa de vida que os homens.
     
    Nos países ricos a diferença é de seis anos e nos pobres de três anos.
     
    As que têm maior expectativa de vida são as mulheres que vivem no Japão, seguidas por Espanha, Suíça, Cingapura, Itália, França, Austrália, Coreia do Sul, Luxemburgo e Portugal.
     
    Quanto aos homens, os que podem esperar viver mais tempo são os de Islândia, Suíça, Austrália, Israel, Cingapura, Nova Zelândia, Itália, Japão, Suécia e Luxemburgo.
     
    O aumento mais expressivo foi registrado nos países pobres, com uma média de mais nove anos. Na Libéria passou de 42 a 62 anos, na Etiópia de 45 a 64 anos, nas Maldivas de 58 a 77, no Camboja de 54 a 72, em Timor Leste de 50 a 66 e em Ruanda de 48 a 65 anos.
     
    “Uma das principais razões que explica que a expectativa de vida tenha aumentado tanto é o fato de que morrem menos crianças antes dos cinco anos”, declarou a médica Margaret Chan, diretora-geral da OMS, enquanto outra é a diminuição do consumo do tabaco.
     
    Uma criança que nasce em 2012 em um país rico pode viver até os 76 anos, ou seja, 16 anos a mais que uma nascida no mesmo ano em um país pobre.
     
    A diferença é ainda maior entre as mulheres. Uma menina que nasce em um local pobre tem uma expectativa de vida de 63 anos, enquanto em um país rico pode viver até os 82.
     
    Segundo o médico Ties Boerma, diretor do serviço de estatísticas de saúde da OMS, “nos países ricos a expectativa de vida maior é explicada porque há menos homens e mulheres que morrem antes dos 60 anos por ataques ou doenças cardíacas”.
     
    De acordo com o relatório apresentado pela OMS, as três primeiras causas de morte prematura são as doenças coronárias, as infecções respiratórias do trato inferior e o acidente vascular cerebral. Também menciona a obesidade infantil como o aumento de risco de doenças prematuras.
     
    No outro lado da escala ainda existem nove países africanos com uma expectativa de vida inferior aos 55 anos tanto entre homens quanto entre as mulheres.
     
    Fonte: Folha de São Paulo
     
  • Superdose de sarampo modificado fez câncer desaparecer em estudo

    Superdose de sarampo modificado fez câncer desaparecer em estudo

    Vacina com o vírus foi aplicada em paciente com tumores na medula.
    Experiência foi descrita no periódico 'Mayo Clinic Proceedings'.
     
    Uma dose fortíssima do vírus do sarampo manipulada em laboratório eliminou pela primeira vez o câncer em uma paciente, informaram cientistas americanos esta semana.
     
    “Temos aqui um tratamento que você aplica uma vez e o efeito pode ser a remissão de longo prazo do câncer”, disse Stephen Russell, hematologista que codesenvolveu a terapia, descrita na edição desta semana do periódico “Mayo Clinic Proceedings”. “Acreditamos que possa se tornar uma cura de aplicação única”, prosseguiu.
     
    A paciente, de 49 anos, foi diagnosticada com um tipo de câncer na medula denominado mieloma múltiplo. Ela tinha um tumor na fronte e o câncer se espalhou pela medula espinhal. Ela recebeu uma dose intravenosa do vírus do sarampo, conhecido como MV-NIS, que é seletivamente tóxico às células de plasma do mieloma.
     
    Uma dose normal de vacina do sarampo contém 10 mil unidades infecciosas do vírus do sarampo. A dose neste estudo foi de 100 bilhões de unidades infecciosas. “Ela teve uma resposta notável”, disse Russell.
     
    Apesar de alguns efeitos colaterais precoces, como fortes dores de cabeça, o tumor na testa logo desapareceu e sua medula ficou limpa. Russell disse que sua remissão durou nove meses. Quando o tumor em sua fronte começou a reaparecer, os médicos o trataram com radioterapia local.
     
    Experiências
     
    Uma reportagem publicada no jornal “Minneapolis Star Tribune” noticiou que a mulher, agora com 50 anos, continua a gozar de boa saúde e espera que a visita ao seu médico, no mês que vêm mostre que ela ainda está livre do câncer.
     
    Uma segunda paciente acompanhada no estudo não se saiu tão bem. Ela tinha grandes tumores nas pernas e a terapia não conseguiu erradicá-los.
     
    No entanto, usando estudos de geração de imagem avançados, os médicos conseguiram rastrear o caminho do vírus do sarampo em seu corpo e descobriram que ele, na verdade, estava atacando as áreas onde os tumores estavam se desenvolvendo.
     
    As duas foram as primeiras estudadas na mais elevada dose possível do tratamento, que não funcionou em doses menores. As mulheres também tiveram uma exposição limitada ao sarampo no passado. Seus cânceres se espalharam a um ponto em que não tinham outras opções de tratamento.
     
    Em editorial que acompanha o artigo, escrito por John Bell, do Centro de Pesquisas Inovadoras sobre o Câncer do Instituto de Pesquisas do Hospital de Ottawa, no Canadá, informou que as evidências eram “convincentes”.
     
    “São resultados animadores que finalmente validam o potencial clínico deste tipo de tratamento. No entanto, há muita pesquisa a ser feita”, escreveu Bell.
     
    Fonte: Bem Estar
  • Cientistas criam exame de sangue que prevê partos prematuros

    Cientistas criam exame de sangue que prevê partos prematuros

    Especialistas canadenses desenvolveram um exame de sangue que pode prever as chances de uma mulher grávida, que sofre contrações antes do tempo, de ter um bebê prematuro.
     
    Cerca de 5% das mulheres que começam a ter contrações antes das 37 semanas de gravidez dão à luz em até 10 dias, afirmam os especialistas, em pesquisa publicada na revista científica PlosOne.
     
    Atualmente, mulheres com contrações antes da hora não têm formas confiáveis de saber se estão prestes a entrar em trabalho de parto ou se as contrações vão parar.
     
    Em algumas ocasiões, são realizados esfregaços vaginais, mas esses testes muitas vezes podem acusar resultados errados.
     
    O teste de sangue desenvolvido por pesquisadores do Mount Sinai Hospital, em Toronto, foi capaz de prever partos prematuros em 70% dos 150 casos analisados em um hospital na Austrália.
     
    O cientista Stephen Lye explica que o exame de sangue se baseia na busca por marcadores genéticos ligados ao parto.
     
    “Os dados indicam que marcadores no sangue de mulheres com contrações antes da hora são capazes de indicar as chances de elas darem à luz prematuramente ou não”, disse Lye.
     
    “Isso trará benefícios para as mães, para o bebê e para o sistema de saúde”, acrescentou.
     
    O exame será testado em um hospital em Toronto e deve estar disponível no mercado em cinco anos.
     
    Fonte: Uol Saúde