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  • Após bons resultados, teste cardíaco feito pela Novartis é finalizado

    Após bons resultados, teste cardíaco feito pela Novartis é finalizado

    Farmacêutica criou droga para insuficiência cardíaca crônica.
    Pacientes que receberam o remédio foram menos hospitalizados.
     
    A Novartis antecipou o encerramento de um ensaio clínico em estágio final de uma droga para insuficiência cardíaca crônica, após resultados mostrando que a eficácia do remédio para tratamento da doença.
     
    Além disso, contratempos detectados em avaliações com outro remédio voltado para insuficiência cardíaca forçaram a empresa a tomar esta decisão.
     
    A farmacêutica suíça informou nesta segunda-feira (31) que uma comissão independente recomendou por unanimidade o encerramento do estudo Paradigm-HF antes do tempo.
     
    Os resultados mostraram que os pacientes que receberam a droga LCZ696 viveram mais tempo sem serem hospitalizados em comparação aos o enalapril, o tratamento padrão.
     
    A empresa, por muito tempo grande competidora em medicina cardiovascular, volta seu foco para o LCZ696 como um dos dois novos tratamentos para insuficiência cardíaca que poderiam reviver seu passado, num momento em que a pílula para pressão arterial Diovan, uma campeã de vendas, enfrenta a concorrência de genéricos.
     
    A companhia informou também que vai apresentar os dados completos em uma próxima conferência, e que vai buscar a aprovação para a droga junto a reguladores globais.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Reajuste de remédios começa a valer nesta segunda-feira

    Reajuste de remédios começa a valer nesta segunda-feira

    Aumento autorizado é de até 5,68% para mais de 9 mil medicamentos.
    Veja a lista dos remédios que poderão ter o preço reajustado.
     
    O reajuste nos preços dos remédios poderá ser feito a partir desta segunda-feira (31). O aumento autorizado para mais de 9 mil medicamentos é de até 5,68% e terá como referências os preços dos fabricantes praticados em 31 de março de 2013.
     
    As elevações de preços são autorizadas em três níveis, conforme o perfil de concorrência dos produtos. Veja abaixo os medicamentos de cada classe de reajuste, segundo dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
     
    Os produtos de nível 1 tiveram aumento autorizado de 5,68%. Para os de nível 2, o novo valor pode ser 3,35% superior. Já para os de nível 3, o Ministério da Saúde informou, na quarta-feira (26), que o reajuste será de 1,02%. Segundo o ministério, mais de 40% dos medicamentos regulados estão na categoria nível 3.
     
    A autorização para reajuste leva em consideração três faixas de medicamentos, com mais ou menos participações de genéricos. A decisão segue a lógica de que, nas categorias com um maior número de genéricos, a concorrência é maior e, portanto, o aumento autorizado também pode ser maior.
     
    O ajuste de preços leva em conta a inflação acumulada nos 12 meses até fevereiro, calculada pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Nacional de Geografia e Estatística (IBGE), que ficou em 5,68% em 2013.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Adesivo inteligente colado na pele aplica remédios na quantidade certa

    Adesivo inteligente colado na pele aplica remédios na quantidade certa

    Criado por sul-coreanos, adesivo identifica quando aplicar medicamento.
    Sensores e nano materiais do adesivo 'sabem' quantidade a ser aplicada.
     
    Para evitar esquecer a hora de tomar remédios ou de tomar as doses erradas dos medicamentos, pesquisadores da Coreia do Sul desenvolveram um adesivo inteligente que consegue aplicar o remédio na quantidade correta e nos momentos corretos. O projeto foi publicado na revista “Nature Nanotechnology”.
     
    Sensores colocados no adesivo são capazes de obter informações sobre o paciente em tempo real e saber o momento e a dose correta do medicamento a ser aplicada. Ainda, o adesivo sabe o momento de parar de aplicar o remédio por meio da pele do usuário. O remédio é absorvido pela pele.
     
    O adesivo tem tamanho de duas polegadas e é feito de nano materiais flexíveis, inclusive um tipo de sílica que é ativada com calor do corpo e que, com isso, consegue monitorar a atividade muscular e liberar os medicamentos baseado nessa temperatura.
     
    Os criadores do adesivo afirmam que ele ajudará pacientes com o Mal de Parkinson: os tremores que acompanham a os movimentos confusos não são constantes e quando o paciente apresentar estes tremores musculares, o adesivo pode liberar o medicamento para aliviar o problema.
     
    O adesivo não é totalmente perfeito porque ele ainda não pode ser ativado remotamente por meio de uma conexão sem fio. Isso permitiria que o médico fosse alertado sobre o quadro de seu paciente e liberasse o medicamento à distância.
     
    A previsão dos criadores é que o adesivo inteligente só esteja disponível no mercado dentro de cinco anos.
     
    Fonte: G1 Saúde
     
  • Autismo é resultado de anomalias nas estruturas cerebrais, mostra estudo

    Autismo é resultado de anomalias nas estruturas cerebrais, mostra estudo

    O autismo resulta de anomalias no desenvolvimento de certas estruturas cerebrais do feto. É o que revelaram nesta quinta-feira (27) neurologistas americanos. A descoberta faz parte de estudo que mostra uma desorganização na estrutura cerebral das crianças autistas.
     
    “Se for confirmada por outras investigações, poderemos deduzir que isso reflete um processo que se produz bem antes do nascimento”, explicou Thomas Insel, diretor do Iasm (Instituto Americano da Saúde Mental), que financiou o trabalho publicado na revista New England Journal of Medicine. “Esses resultados mostram a importância de uma intervenção precoce para tratar o autismo, que atinge uma em cada 88 crianças nos Estados Unidos”, acrescentou.
     
    O autismo é “geralmente considerado um problema do desenvolvimento do cérebro, mas as investigações não permitiram ainda identificar a lesão responsável”, disse Insel.
     
    “O desenvolvimento do cérebro de um feto durante a gravidez inclui a criação do córtex – ou córtex cerebral – composto por seis camadas distintas de neurónios”, precisou Eric Courchesne, diretor do Centro de Excelência em Autismo da Universidade da Califórnia (San Diego), principal coautor da pesquisa. “Nós descobrimos anomalias no desenvolvimento dessas camadas corticais na maioria das crianças autistas”, acrescentou.
     
    Os médicos analisaram amostras de tecido cerebral de 11 crianças autistas, com idade entre 2 e 15 anos, no momento da sua morte, e compararam com amostras de um grupo de 11 crianças não autistas.
     
    Os investigadores analisaram uma série de 25 genes que servem de marcadores para certos tipos de células cerebrais que formam as seis camadas do córtex e constataram que esses marcadores estavam ausentes em 91% dos cérebros de crianças autistas, contra 9% no grupo de controle (crianças não autistas).
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Veja mitos e verdades sobre doação de sangue e saiba como ser doador

    Veja mitos e verdades sobre doação de sangue e saiba como ser doador

    Doação não transmite doenças e todos os tipos sanguíneos são aceitos.
     
    Há muitos anos, as pessoas tinham medo de doar sangue porque achavam que a doação poderia transmitir doenças como Aids e hepatite. Com o tempo, esse receio passou e o mito foi esclarecido, mas hoje ainda faltam doadores no Brasil. Segundo o presidente da Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH) Dimas Tadeu Covas, isso acontece porque falta uma cultura de doação no país e geralmente as pessoas só doam quando há um parente ou amigo precisando ou quando há alguma campanha em andamento.
     
    No Bem Estar desta quinta-feira (27), o especialista desvendou mitos e verdades sobre a doação e deu dicas para quem quer se tornar um doador.
     
    No Brasil, existem cerca de 3 milhões e meio de doações ao ano e há ainda uma rede de hemocentros que os doadores podem procurar.
     
    Como o sangue não é fabricado, os hospitais dependem muito de doações para ajudar principalmente quem tem leucemia, anemia hereditária ou outras doenças do sangue, quem fez cirurgias grandes ou quem teve algum traumatismo.
     
    Apesar de o doador universal ser o sangue tipo O negativo, todos os tipos sanguíneos são necessários nos hemocentros, como alertou o especialista. De maneira geral, a regra para ser um doador é que a pessoa esteja em bom estado de saúde e que a doação não faça mal a ela.
     
    Mas existem ainda algumas recomendações: é preciso ter mais de 50 kg, ter entre 18 e 68 anos (os pais devem autorizar a doação de menores de idade) e não estar em tratamento com antibióticos.
     
    Em caso de tatuagens, é preciso esperar pelo menos 6 meses antes de doar para ter certeza de que não houve contaminação.
     
    A doação é proibida apenas para quem tem alguma doença inflamatória crônica ou teve hepatites B ou C – quem teve hepatite A pode doar porque não há sequelas. Grávidas ou mulheres no pós-parto também não podem doar, como lembraram os médicos.
     
    Ao optar pela doação, o paciente não precisa fazer nenhum agendamento – basta chegar e doar. Não é preciso também estar em jejum e a recomendação é que o doador faça um lanche leve. Vale lembrar ainda que doar não transmite doenças.
     
    O especialista explica que homens podem doar até 4 vezes ao ano em intervalos de 2 meses e mulheres até 3 vezes, em intervalos de 4 meses.
     
    Em um procedimento que dura de 40 a 60 minutos, o doador doa cerca de meio litro de sangue e consegue ajudar de 2 a 3 pessoas.
     
    O sangue doado possui duas partes – a parte celular, utilizada imediatamente em procedimentos médicos; o líquido, que é o plasma, utilizado no tratamento da hemofilia.
     
    Hemofilia
     
    A hemofilia acontece quando há falta ou baixo nível de um dos fatores de coagulação – por isso, o sangue tem dificuldade em formar coágulo, aumentando a duração de hemorragias.
     
    No caso do jovem Fábio, a hemofilia foi um obstáculo durante a infância já que, por causa dela, ele não podia brincar de nada. A doença dele é a tipo A grave, em que falta um tipo de proteína no sangue para ajudar na coagulação. Por causa disso, qualquer esbarrão que o Fábio sofrer pode evoluir para uma hemorragia grave.
     
    A maneira tradicional de tratar a hemofilia é aplicar a proteína que falta no sangue sempre que houver sangramento. Mas isso não afasta o risco de sequelas nas articulações e o Fábio começou a ter problemas sérios por causa dos sangramentos repetidos no tornozelo. Por isso, ele teve que começar a tomar a proteína diariamente, em um tratamento que os médicos chamam de profilaxia – ou seja, o medicamento é usado para prevenir o surgimento de sintomas.
     
    Fonte: Bem Estar
     
  • Quase 40% das jovens brasileiras nunca ou quase nunca usam camisinha

    Quase 40% das jovens brasileiras nunca ou quase nunca usam camisinha

    Uma pesquisa feita em todo o país e divulgada nesta quarta-feira (26) mostra que 38,2% das jovens de 14 a 25 anos nunca ou quase nunca usam camisinha. Entre os homens da mesma faixa etária, a proporção é de 29,6%. Considerando ambos os sexos, 34% negligenciam o uso de preservativo. 
     
    Os dados são do 2º Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad), divulgado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). A pesquisa contou com 4.600 pessoas com 14 anos ou mais de 149 municípios brasileiros. As entrevistas consideraram o uso no ano anterior às entrevistas, feitas em 2012. 
     
    Do total de entrevistados, apenas 12% já doou sangue ou realizou exame de HIV. E 0,1% se declarou portador do vírus. 
     
    Gravidez
     
    O levantamento também mostra que 32% das adolescentes entre 14 e 20 anos já engravidaram. Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), essa faixa etária faz a gravidez ser considerada precoce. De acordo com o 2º Lenad, 2% dos rapazes com 20 anos ou menos já são pais. 
     
    O levantamento ainda apurou a incidência de interrupção da gravidez, tanto natural quanto por aborto. Do total de entrevistadas, 12,4% das jovens de 14 a 20 anos tiveram uma gestação interrompida. Entre mulheres de 20 a 25 anos, 14,8% tiveram a gestação interrompida. 
     
    Fonte: Uol Saúde
  • USP São Carlos desenvolve sistema que detecta dengue em 20 minutos

    USP São Carlos desenvolve sistema que detecta dengue em 20 minutos

    Diagnóstico de pacientes tem redução de 4 dias com o novo sistema.
    Objetivo é disponibilizar biosensor em postos de saúde dos municípios.
     
    Uma tecnologia desenvolvida por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), em São Carlos, pode trazer agilidade no diagnóstico da dengue. Por meio de um exame de sangue do paciente, o sistema consegue identificar a doença no estágio inicial e informa o resultado em 20 minutos. Outro benefício é que o método amplia a chance de disponibilizar os kits de exame em postos de saúde dos municípios. O biosensor será produzido por uma empresa de biociência em São José do Rio Preto. O custo estimado deve ser de R$ 100.
     
    Foi em um ovo de galinha que pesquisadores encontraram uma forma rápida de identificar a doença. Em laboratório eles produziram o anticorpo NS1 por meio de uma proteína eliminada pelo vírus da dengue. O plasma e o anticorpo vão para um medidor de dengue, aparelho criado pelo Instituto de Física da universidade. O equipamento possui uma pequena película feita com ouro, material que não enferruja e que é mais sensível para identificar a doença.
     
    “A gente utiliza como receptor o anticorpo de reconhecimento da proteína produzido em galinha. Já no paciente, a substância é um marcador que entra em contato com o plasma, a parte branca do sangue com suspeita da doença”, explicou o pesquisador Nirton Vieira.
     
    Exame
     
    Para descobrir o vírus da doença, o exame convencional só pode ser feito depois do sétimo dia que os sintomas apareceram, por causa do período que o organismo começa a apresentar defesa. Depois de feito, o exame demora em média de três dias a uma semana para identificar o anticorpo em um estágio que, muitas vezes, já está avançado. Com o novo biosensor o diagnóstico sai mais rápido, a partir do terceiro dia de sintoma da doença.
     
    Depois de passar por um circuito elétrico, o exame sai em um gráfico.  Quando a curva oscila para baixo significa que o paciente está com dengue. Segundo o pesquisador Francisco Guimarães, o método é eficiente principalmente para prevenir os casos mais graves da doença.
     
    “Os médicos podem tomar atitude rápida para evitar complicações como a dengue hemorrágica e até a morte do paciente”, alertou.
     
    O aparelho pode ficar até quatro vezes menor que o protótipo desenvolvido. Os primeiros testes em pessoas já começaram a ser feito.  Para o médico sanitarista da Unesp, Rodolpho Telarolli, a diferença é grande.
     
    “Os sangues são coletados e mandados para alguns laboratórios do Adolfo Lutz em algumas regiões do estado. Espero que o novo tipo de exame possa ser feito na rede pública, porque o custo é bem menor que os testes usuais e dá resultados mais rápidos, o que possibilita estar presente em todos os municípios”, indicou.
     
    Vítima
     
    Leme teve epidemia de dengue no ano passado. O auxiliar de serviços gerais Adão Aparecido Donizete foi uma das vítimas da doença. “Demorou uma semana para eu saber o que realmente tinha. Um teste mais rápido poderia ter evitado tanto sofrimento. Acredito que vai ajudar bastante para já saber qual o tratamento correto”, disse.
     
    Região
     
    Segundo os dados das Vigilâncias Epidemiológicas da região, a cidade com maior número de casos da doença é Casa Branca, são 788 registros. O município vive epidemia, assim como Boa Esperança do Sul, que já tem 512 casos. Araraquara possui 83 e São Carlos 20 casos.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Canadá detecta caso com sintomas semelhantes ao ebola

    Canadá detecta caso com sintomas semelhantes ao ebola

    Uma pessoa que apresenta sintomas de febre hemorrágica, semelhantes aos provocados pelo vírus ebola, foi hospitalizada no Canadá pouco depois de ter regressado da África Ocidental, informaram os serviços de saúde canadenses.
     
    O paciente regressou recentemente dos países em que se registram casos de ebola, como a Libéria, afirmou Denise Werker, diretora adjunta dos Serviços de Saúde da província de Saskatchewan (no oeste do Canadá).
     
    “Tudo o que sabemos a essa altura é que temos uma pessoa extremamente doente e que se deslocou a um desses países onde a doença foi detectada”,  explicou a diretora em entrevista divulgada pela televisão. Werker referiu-se aos casos de morte por febre hemorrágica na África.
     
    Nesta terça-feira (25), os serviços de saúde da Libéria indicaram a existência de seis casos suspeitos de ebola, que provocaram a morte de cinco pessoas. Mais 87 casos foram detectados na Guiné Conacri.
     
    A diretora canadense informou que o paciente internado está “em situação de isolamento” e as pessoas com quem convive estão de quarentena e já foram submetidas a análises.
     
    A pessoa internada desenvolveu sintomas depois de ter chegado ao Canadá, o que significa que não ocorreu o perigo de contágio no avião em que viajou, pois o período de incubação não provoca risco de epidemia. Ela destacou que os riscos de contágio ocorrem pelo sangue e pelas secreções corporais.
     
    Sem ter garantido que se trata do vírus ebola, pois espera ainda o resultado das análises, Denise lembrou que os sintomas são idênticos: febre forte e sangue na boca.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Estudo nega que cigarros eletrônicos ajudem a deixar de fumar

    Estudo nega que cigarros eletrônicos ajudem a deixar de fumar

    Um estudo científico divulgado nesta segunda-feira (25) nega que o uso de cigarros eletrônicos esteja associado a maiores taxas de abandono do tabaco ou a reduções de seu consumo.

    O trabalho, realizado por pesquisadores da Universidade da Califórnia em San Francisco e publicado na revista JAMA Internal Medicine, rejeita uma vinculação entre o consumo dos cigarros eletrônicos e o do tabaco convencional.
     
    As autoras do estudo analisaram os dados de 949 fumantes, 88 dos quais eram também fumantes de cigarros eletrônicos, para determinar se estes dispositivos que não têm tabaco e nos quais se inala nicotina líquida e outros produtos químicos vaporizados influem no consumo de tabaco.
     
    O baixo número de usuários destes dispositivos que participaram do estudo pode ter afetado à capacidade das pesquisadoras de encontrar uma associação entre o uso de cigarros eletrônicos e o abandono do tabagismo, reconhecem as autoras no estudo.
     
    Os cigarros eletrônicos são promovidos como uma ferramenta para deixar de fumar e foram realizadas diferentes pesquisas sobre sua efetividade, mas os resultados são contraditórios.
     
    O estudo da Universidade da Califórnia concluiu que o uso de cigarros eletrônicos não estava relacionado com o abandono do tabagismo nem com uma mudança no consumo de tabaco, um ano após começar a utilizar estes dispositivos.
     
    Além disso, a pesquisa destaca que as mulheres, os jovens e as pessoas com menores níveis de educação são os setores da população que mais utilizam os cigarros eletrônicos.
     
    “Infelizmente, a evidência de se os cigarros eletrônicos ajudam os fumantes a deixar de fumar é contraditória e pouco conclusiva”, explicou o subdiretor da JAMA Internal Medicine, Mitchell H. Katz, em comunicado.
     
    Katz acrescentou que Rachel Grana, a diretora do estudo, e suas colegas “aumentam o peso das provas que indicam que os cigarros eletrônicos não estão associados a maiores taxas de abandono do hábito de fumar”.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Três milhões de pessoas não sabem que têm tuberculose, alerta OMS

    Três milhões de pessoas não sabem que têm tuberculose, alerta OMS

    Mais de 3 milhões de pessoas ignoram que estão infectadas com o bacilo da tuberculose, alertou nesta quinta-feira (20) a Organização Mundial da Saúde (OMS).
     
    “Alcancemos os 3 milhões” é o lema da campanha da OMS para conscientizar da importância da tuberculose no Dia Mundial desta doença, lembrado na próxima segunda-feira, 24 de março.
     
    “Estimamos que anualmente se dão entre 8,6 e 9 milhões de casos de tuberculose. Os sistemas de saúde dos países nos notificam (à OMS) cerca de 6 milhões, isso quer dizer que outros 3 milhões ficam sem diagnóstico”, informou em entrevista coletiva Mario Raviglione, diretor do departamento dedicado à doença na OMS.
     
    Mas, além disso, dos 6 milhões detectados se estima que aproximadamente entre 450 mil e 500 mil são casos de tuberculose multirresistente (MDR-TB, na sigla em inglês).
     
    Desses 500 mil, “apenas” cerca de 90 mil se diagnosticam, “o que é muito alarmante porque é um número muito baixo”, alertou o especialista.
     
    A OMS declarou no ano passado que a MDR-TB era uma “crise” da saúde e deveria ser tratado “imediatamente”, segundo Raviglione.
     
    Por isso, a organização aplicou em 27 países em desenvolvimento o programa Expand TB, para melhorar as técnicas de detecção e diagnoses da doença em geral e da multirresistente em particular.
     
    Diagnóstico rápido
     
    O programa permite que o diagnóstico seja feito em duas horas, que em vez de demorar dois meses como ocorre em muitos países, especialmente os mais pobres, que contam apenas com um laboratório central ou que inclusive têm que mandar as mostras a outra nação.
     
    Segundo os primeiros resultados, nos países onde o projeto foi iniciado, o número de casos detectados triplicou.
     
    “Sem diagnoses, a medicina é cega. O projeto Expand TB é crucial para aumentar a capacidade de detectar tuberculose multirresistente”, assinalou, por sua vez, Catherina Boehme, diretora-executiva de FIND's, uma ONG que participa do projeto.
     
    Os 27 países onde se aplica o programa contam com 40% dos casos estimados de tuberculose multirresistente no mundo.
     
    Até o momento, o projeto ofereceu “enormes resultados”, dado que mais do 30% dos casos de MDR-TB detectados no mundo em 2012 foram graças à Expand TB.
     
    De fato, de 2009 a 2013 triplicou o número de casos detectados de tuberculose multirresistente nos 27 países onde se aplica o projeto.
     
    Na Índia, graças ao projeto foram detectados 90% dos casos de tuberculose multirresistente.
     
    Diante do sucesso, a OMS solicita à comunidade internacional mais fundos para financiar o projeto em sua estrutura atual de 92 laboratórios, e poder expandi-lo para conseguir o objetivo de alcançar os 3 milhões de casos no mundo que ficam sem diagnóstico.
     
    Fonte: Uol Saúde