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  • Antiviral reduziu em 25% risco de óbito por gripe H1N1

    Antiviral reduziu em 25% risco de óbito por gripe H1N1

    O tratamento com antivirais do tipo Tamiflu (nome comercial do oseltamivir) reduziu em 25% o risco de óbito nos adultos hospitalizados durante o surto de gripe A (H1N1) no período 2009-2010, revela um estudo publicado nesta quarta-feira (19).
     
    Divulgado na revista médica britânica The Lancet Respiratory, a meta-análise (análise de uma série de estudos) mostra que o Tamiflu foi considerado ainda mais eficaz – com um risco de falecimento reduzido em 50% – quando era ministrado nos dois dias que se seguiam à aparição dos sintomas da gripe.
     
    Em contrapartida, passados esses dois dias, cada dia de atraso no início do tratamento aumentou em 20% o risco de óbito, alertaram os autores do estudo.
     
    Os pesquisadores da Universidade de Nottingham, no Reino Unido, investigaram mais de 29 mil pacientes originários de 38 países, hospitalizados entre 2 de janeiro de 2009 e 14 de março de 2011 com confirmação ou suspeita de contaminação por vírus A (H1N1).
     
    Embora a sobrevida com o uso do Tamiflu tenha sido de 25% nos adultos, incluindo mulheres grávidas e pacientes em reanimação por sintomas graves, nenhuma redução “significativa” da mortalidade foi observada em menores de 16 anos.
     
    Considerado o tratamento antiviral básico contra a gripe, o Tamiflu é produzido pelo grupo farmacêutico suíço Roche, que financiou o estudo.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Reclamação de plano de saúde pode ser seguida online a partir desta quarta

    Reclamação de plano de saúde pode ser seguida online a partir desta quarta

    A partir desta quarta-feira (19), consumidores que registrarem reclamações sobre planos de saúde nos canais de relacionamento da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) poderão acompanhar o andamento de suas queixas pelo site do órgão.
     
    A consulta poderá ser feita na seção Acompanhamento de Solicitações, dentro do Espaço do Consumidor.
     
    O cliente conseguirá acessar todos os documentos referentes à demanda, como pareceres da agência e respostas das operadoras.
     
    Os consumidores podem registrar reclamações sobre planos de saúde no site da ANS, por telefone (0800-701-9656) ou em postos de atendimento. 
     
    Ampliação do serviço de mediação de conflitos
     
    Também a partir desta quarta, a agência vai passar a tratar mais demandas por meio da chamada mediação de conflitos. Esse tratamento permite que as queixas sejam resolvidas mais rapidamente do que por meio de processos administrativos, por exemplo.
     
    Na mediação de conflitos, depois que o cliente entra em contato com a agência, a operadora é notificada eletronicamente sobre a queixa. A partir do primeiro dia útil seguinte ao recebimento da notificação, a empresa tem um prazo para resolver o problema.
     
    Se o problema for resolvido dentro do prazo, a demanda é encerrada. Caso não seja dada uma solução, a ANS inicia uma apuração que pode resultar em abertura de processo administrativo ou aplicação de multa contra a operadora, o que geralmente demora mais.
     
    Até agora, a mediação era usada apenas no caso de queixas de natureza assistencial, como descumprimento de prazos máximos para agendamento de consultas, exames e cirurgias, negativa de autorização para realização de procedimentos e dificuldades para recebimento de reembolso.
     
    A partir desta quarta-feira, reclamações de problemas não assistenciais também serão tratadas dessa forma. Entre os problemas não assistenciais estão, por exemplo, reajustes indevidos, quebra de contratos e alteração de rede credenciada.
     
    O prazo para as operadoras resolverem os problemas pela mediação, antes que o caso vá para o âmbito administrativo, é de cinco dias úteis, no caso de problemas assistenciais, e de dez dias, no caso dos não assistenciais.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Nova tomografia desenvolvida pela USP complementa cateterismo em exames

    Nova tomografia desenvolvida pela USP complementa cateterismo em exames

    Uma nova tecnologia de imagem em tomografias pode revolucionar o processo de acompanhamento médico de hipertensão arterial pulmonar (HAP). Em estudo desenvolvido na Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), o médico André Hovnanian mostrou que a utilização da chamada tomografia de impedância elétrica (TIE) permite detectar a gravidade e o prognóstico da doença de forma não-invasiva.
     
    A tese de doutorado de Hovnanian buscou comparar os resultados de dois processos de diagnóstico de hipertensão arterial pulmonar, o cateterismo e a tomografia de impedância elétrica. Os resultados, ainda não publicados, são inéditos na literatura médica e apontam uma forte correlação entre as medidas obtidas pela TIE e os parâmetros hemodinâmicos coletados nos exames de cateterismo.
     
    Tecnologia pode revolucionar 
     
    A grande vantagem da tomografia em questão é sua característica não-invasiva. No cateterismo, exame que hoje fornece os dados mais completos e precisos da doença, um tubo (cateter) é inserido no lado direito do coração, através de uma veia no pescoço, até atingir a circulação pulmonar.
     
    “O cateterismo, apesar de muito eficaz, possui alguns efeitos negativos: por ser invasivo, está associado a riscos, sendo motivo de grande apreensão por parte dos pacientes”.
     
    A tomografia de impedância elétrica vem sendo desenvolvida há cerca de dez anos poe intermédio de uma parceria entre a disciplina de pneumologia da FMUSP, a Escola Politécnica (EP) e o Instituto de Matemática e Estatística (IME), ambos da USP, sob coordenação do professor Marcelo Amato.
     
    O aparelho, que realiza a medição de um elemento físico chamado impedância, consiste em uma faixa de eletrodos colocada ao redor do peito do paciente que fica acoplada à máquina. “O dispositivo permite, sem usar radiação e sem invasões, mostrar a situação do pulmão em tempo real”.
     
    Na pesquisa, 43 pacientes adultos do Ambulatório de Hipertensão Pulmonar do Instituto do Coração (Incor) do Hospital das Clínicas (HC) da FMUSP, tiveram seus exames de TIE e cateterismo comparados simultaneamente. Desse número, 35 já apresentavam diagnóstico da doença e tiveram piora no quadro, e oito tinham suspeitas de hipertensão arterial pulmonar.
     
    “Os pacientes possuÍam o mesmo perfil demográfico e hemodinâmico daqueles encontrados nos registros internacionais, o que trouxe mais consistência e capacidade de generalização ao estudo”.
     
    Próximas etapas
     
     O pesquisador ressalta que a correlação entre o valor de impedância elétrica medido pelo tomógrafo e o desempenho do coração medido pelo cateterismo é muito forte, o que possibilita “uma análise melhorada da gravidade e sobrevida dos pacientes”. Para ele, esses resultados podem trazer um avanço na estruturação da abordagem dessa doença, já que “o acompanhamento desses pacientes de forma não-invasiva pode se tornar uma realidade”.
     
    Segundo Hovnanian, o próximo passo é melhorar a resolução espacial da imagem e analisar sua capacidade diagnóstica em HAP. “Se conseguirmos tornar a imagem do tomógrafo mais nítida, teremos uma possível alternativa ao cateterismo”.
     
    O médico aponta ainda a diferença de custos entre os dois processos. A tomografia de impedância elétrica (TIE) possui um custo muito menor aos hospitais e clínicas do que as aplicações de cateterismo. “Com estudos mais avançados e após a entrada da tecnologia no mercado, em 5 a 10 anos poderemos ter esse método consolidado na prática médica”.
     
    Fonte: Uol Saúde
     
  • Falta de sono pode provocar perda de neurônios, diz pesquisa

    Falta de sono pode provocar perda de neurônios, diz pesquisa

    A falta de sono pode ter consequências mais sérias do que se imaginava, como a perda permanente de neurônios, revela um novo estudo feito por cientistas americanos.
     
    Em camundongos, a falta prolongada de sono levou à morte de 25% de certas células do cérebro, destaca a pesquisa, publicada na revista científica The Journal of Neuroscience.
     
    Cientistas responsáveis pelo estudo acreditam que se o resultado for semelhante em humanos, seria inútil tentar “compensar” as horas de sono perdidas.
     
    Eles estimam que um dia será possível desenvolver uma droga para proteger o cérebro dos efeitos negativos das noites mal dormidas.
     
    O estudo analisou ratos de laboratório que foram mantidos acordados para replicar a falta de sono tão característica da vida moderna, ora por turnos de trabalho noturnos ou horas demais passadas no escritório.
     
    Análise
     
    Para conduzir a pesquisa, uma equipe de cientistas da Universidade da Escola de Medicina da Pensilvânia estudou certas células do cérebro que mantêm o cérebro alerta.
     
    Dias depois de seguirem um padrão de sono semelhante àquele dos que normalmente trabalham em turnos noturnos – três dias de jornadas noturnas com apenas quatro a cinco horas de sono durante o dia – o camundongos perderam 25% de seus neurônios, em parte do tronco cerebral.
     
    Os pesquisadores dizem que essa é a primeira evidência de que a falta de sono pode levar à morte de células do cérebro.
     
    Eles acrescentam, entretanto, que mais pesquisas são necessárias para descobrir se pessoas que dormem pouco correriam maior risco de dano cerebral permanente.
     
    Segundo uma das responsáveis pela pesquisa, Sigrid Veasey, “nós temos evidência de que a falta de sono pode levar a uma lesão irreversível”.
     
    “Isso pode ter acontecido em um animal simples, mas indica que nós precisamos pesquisar melhor esse efeito em humanos”.
     
    Ela afirmou que o próximo passo é fazer um exame post-mortem nos cérebros de pessoas que dormiam pouco para buscar indícios de perda de células cerebrais.
     
    A longo prazo, os cientistas acreditam ser possível desenvolver um medicamento para proteger os neurônios, ao estimular a química natural envolvida na recuperação do sono.
     
    Segundo Hugh Piggins, da Universidade de Manchester, o experimento indica o que pode dar errado no cérebro humano a partir do estudo em ratos.
     
    “Os autores traçam paralelos com as pessoas que trabalham em turnos à noite e sugerem como a privação crônica de sono pode afetar negativamente não só a saúde física, mas também mental”, disse Piggins.
     
    “Essa hipótese terá de ser, no entanto, testada com mais pesquisas. No entanto, é consistente com muitos relatos médicos sobre a importância dos ciclos de sono para a melhoria do bem estar.”
     
    Fonte: BBC Brasil
     
  • Ministério anuncia redução de 80% de casos de dengue no 1º bimestre

    Ministério anuncia redução de 80% de casos de dengue no 1º bimestre

    O Ministério da Saúde anunciou, nesta terça-feira (18), a redução de 80% dos casos de dengue nos primeiros dois meses no Brasil. Ao todo foram registrados 87 mil notificações de casos da doença entre janeiro e fevereiro deste ano, contra 427 mil no mesmo período de 2013.
     
    Para o ministro da Saúde, Arthur Chioro, o balanço ainda não permite comemorações, já que o verão está acabando, mas 90% dos casos de dengue registrados no país todos os anos ocorrem entre janeiro e maio.
     
    O balanço também revelou outros dados positivos para a prevenção da doença, dentre eles a redução de 95% dos casos de mortes por dengue no primeiro bimestre. O número de casos graves também caiu 84% em comparação ao ano passado. Segundo a pasta, todas as regiões brasileiras tiveram queda no números de casos nesse período.
     
    De acordo com os dados do ministério, a região Região Sudeste obteve a maior redução no número de casos, de 232,5 mil notificações em 2013 para 36,9 mil neste ano. O Centro-Oeste passou de 122,8 mil registros no ano passado para 28,2 mil em 2014.
     
    Já o Nordeste teve queda de 29,6 mil casos em 2013 para 7,9 mil neste ano. O ministério apontou também que a Região Norte reduziu o número de casos de 22,3 mil no ano passado para 6,9 mil. A região Sul, que em 2013 registrou 20,3 mil casos, só teve 6,9 mil notificações neste ano.
     
    Chioro avalia a redução como positiva, mas reitera que as ações de combate não devem parar. “Os resultados são algo a comemorar, mas isso não significa que podemos baixar a guarda. Não podemos deixar de fazer esse trabalho de prevenção, pois se isso acontecer podemos inverter os bons resultados que tivemos até aqui”, declara.
     
    Concentração dos casos de dengue
     
    Dez estados brasileiros concentram 86% dos casos de dengue registrados em todo o país – Goiás (22.850), São Paulo (16.147), Minas Gerais (14.089), Paraná (6.851), Espírito Santo (4.093), Rio de Janeiro (2.608), Mato Grosso (2.208), Tocantins (2.122), Ceará (2.082) e Amazonas (1.991).
     
    As cidades com o maior número de casos da doença são: Goiânia (GO), com 6.089; Luziânia (GO), com 2.888; Aparecida de Goiânia (GO), com 1.838; Campinas (SP), com 1.739; Americana (SP), com 1.692; Belo Horizonte (MG), com 1.647; Maringá (PR), com 1.540; São Paulo (SP), com 1.536; Brasília (DF), com 1.483 e Campo Belo (MG), com 1.410.
     
    Ainda segundo o levantamento, 321 municípios estão em situação de risco, 725 em situação de alerta e 413 em situação considerada satisfatória. O percentual de cidades em situação de risco chega a 22% do total. Em 2013, o índice era 27%. Os dados fazem parte do Liraa (Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti) que teve neste ano participação de 1.459 municípios – 48% a mais que na edição de 2013.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Infarto em mulheres pode ser confundido com ansiedade, diz estudo

    Infarto em mulheres pode ser confundido com ansiedade, diz estudo

    Diagnóstico errado causaria maior número de óbitos entre mulheres.
    Dados foram obtidos por pesquisadores do Canadá.
     
    As mulheres são mais propensas do que os homens a morrer de ataque cardíaco devido a um diagnóstico mal feito que atribui seu mal-estar a um ataque de ansiedade, de acordo com estudo divulgado esta semana no Canadá.
     
    Cientistas da Universidade de McGill, em Montreal, pesquisaram a diferença de mortalidade entre homens e mulheres que sofrem ataques do coração.
     
    Para isto, interrogaram 1.123 pacientes de 18 a 55 anos hospitalizados em 24 instituições do Canadá, mas também em um hospital dos Estados Unidos e outro da Suíça. Os pacientes, todos com síndrome coronariana aguda, responderam aos cientistas nas 24 horas posteriores à sua entrada no centro médico.
     
    As mulheres entrevistadas tinham origem socioeconômica mais modesta do que os homens que participaram do estudo. Por fim, elas demonstraram correr mais riscos de sofrer de diabetes e hipertensão, havia mais casos de doenças cardíacas em suas famílias e tinham mais possibilidades de sofrer de depressão e ansiedade do que os homens.
     
    Origem da dor
     
    Os cientistas, cujos estudos são publicados na revista da Associação Médica do Canadá, constataram que, em média, os homens eram mais submetidos a eletrocardiogramas rápidos e desfibrilação do que as mulheres.
     
    Os pesquisadores explicam esta diferença de tratamento pelo fato de que as mulheres costumam recorrer com mais frequência do que os homens ao serviço de emergência com dor torácica de origem não cardíaca.
     
    Além disso, “a prevalência da síndrome coronariana aguda é menor entre as mulheres jovens do que entre os homens jovens”, disse a principal pesquisadora do estudo, Louise Pilote. Estes resultados, explicou, sugerem que o pessoal médico têm mais probabilidades de confundir um evento cardíaco nas mulheres com sintomas de ansiedade.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Médicos, governo e fabricante garantem que vacina do HPV é segura e eficaz

    Médicos, governo e fabricante garantem que vacina do HPV é segura e eficaz

    Não é de hoje que vacinas causam polêmica. Mesmo aquelas cujo benefício tornou-se inquestionável, como as da varíola e da poliomielite, já foram recebidas com resistência pela população. Em relação ao HPV, ainda há o agravante de se tratar de uma doença sexualmente transmissível. Já existe até uma página no Facebook chamada “Sou contra a vacina do HPV”, em que pais e profissionais de saúde postam reportagens, estudos e avaliações contrárias à imunização. 
     
    O médico Jarbas Barbosa, Secretário de Vigilância em Saúde e um dos principais porta-vozes do Ministério da Saúde, admite que já era esperada uma certa reação negativa por parte de alguns pais: “É uma vacina nova, sempre causa estranhamento. Na época da vacina da gripe,  espalharam pela web que queríamos 'matar velhinhos' e diminuir o pagamento das aposentadorias”, observa. Acreditamos que isso vá passar logo e que as recusas serão muito poucas.”
     
    Barbosa conta que muitas informações encontradas nas redes sociais não são baseadas em evidências científicas. Ele lembra que a vacina pode ser nova aqui, mas que milhões de pessoas já foram imunizadas em outras partes do mundo. “Podem procurar na web sobre efeitos adversos referentes a vacinas e encontrarão uns 12 mil casos, mas a maioria é leve como dor local, vermelhidão, náusea a até desmaios, mas estes por causa da injeção, mesmo”, diz. É por isso que as meninas, ao serem imunizadas, são orientadas a aguardar 15 minutos e a não praticarem exercícios físicos logo após receberem a dose.
     
    Sobre o Japão, que suspendeu a promoção da vacina após casos de síndromes dolorosas em meninas, Barbosa argumenta que houve um mau gerenciamento de informações. “Eles deixaram de recomendar a vacina, mas quem quiser tomá-la, gratuitamente, consegue. Acredito que algo tenha acontecido naquela região em específico, porque não foi no país todo. Pode ter sido um vírus local que estava circulando no mesmo período em que houve a vacinação.”
     
    O secretário ainda frisa que o Comité Global de Consulta para a Segurança das Vacinas da OMS (Organização Mundial da Saúde) fez até uma revisão desta vacina recentemente, atestando sua eficácia e segurança.
     
    “Esta não é uma vacina de vírus vivo. Trata-se de uma nova tecnologia, com fragmentos do vírus. Até os órgãos de saúde americanos não ligam efeitos graves e doenças à vacina, não há nenhuma comprovação”, enfatiza Barbosa. Ele lembra que um estudo publicado em 1998 pela revista “Lancet”, associando a vacina tríplice (sarampo, caxumba e rubéola) ao autismo, mesmo desmentido nos anos seguintes, ecoa até hoje.
     
    Pediatras
     
    Médicos ouvidos pelo UOL também reafirmam a segurança da vacina contra HPV, lembrando que ela foi atestada por diversas autoridades de saúde e sociedades médicas no mundo todo. “Quando, num teste clínico, a ocorrência de um efeito grave se mostra superior ao placebo o estudo é interrompido”, ressalta o imunologista Eduardo Finger, professor da Santa Casa de São Paulo e coordenador de pesquisa e desenvolvimento do SalomãoZoppi Diagnósticos.
     
    Finger aposta que, dentro de alguns anos, novos estudos mostrarão que a incidência de certas doenças graves não foi diferente da registrada em populações que não foram vacinadas. Para ele, uma vacina – assim como uma infecção por vírus ou bactéria – pode no máximo antecipar um pouco algo que já iria acontecer.
     
    “Sendo o HPV um vírus extremamente disseminado, o benefício é grande para um risco pequeno”, defende. Ele ainda enfatiza que há alguns cânceres provocados pelo HPV, como os de boca, garganta e ânus, que só são diagnosticados quando já são uma ameaça para o paciente. “Se eu tenho a chance de prevenir, por que não vacinar?”, questiona. 
     
    Maria Ignês Borges Saito, presidente do departamento de adolescência da Sociedade de Pediatria de São Paulo, também é categórica ao dizer que os benefícios da vacina superam os riscos. “Nada é 100% seguro, nem sair na rua”, diz, criticando o desserviço prestado pela imprensa ao dar destaque a fatos como o do Japão. “Tem que vacinar. São organizações sérias que aprovaram a vacina”, enfatiza. Para ela, ainda que sejam poucos os casos de HPV que resultem em câncer, “são poucos de uma quantidade muito grande de infecções”, argumenta. “Não dá para saber em quem vai acontecer.”
     
    A pediatra também aconselha que, quem puder, deve vacinar também os meninos. Apesar de o câncer ser a justificativa para a vacinação, a médica pondera que as verrugas genitais também são um problema de saúde pública. “Elas não causam câncer, mas são um flagelo; são estigmatizantes, altamente contagiosas e difíceis de tratar”, alerta. 
     
    Farmacêutica
     
    Procurada pela reportagem do UOL, a MSD (Merck Sharp & Dohme) enviou um documento com respostas para diversos casos divulgados na imprensa de supostos efeitos graves da vacina quadrivalente, inclusive o caso do Japão.  Segundo a empresa, não há comprovação científica de que os sintomas tenham relação com o produto. 
     
    A MSD também afirma que “possui uma área de farmacovigilância cuja responsabilidade é monitorar globalmente todo e qualquer evento adverso que ocorra durante o uso de seus medicamentos, de modo a detectar eventuais aumentos do número de eventos adversos, bem como de eventos adversos não observados anteriormente para assegurar o perfil de segurança de seus medicamentos, mesmo após sua aprovação em estudos clínicos e registro pelas agências sanitárias.”
     
    A farmacêutica também cita a Opas (Organização Pan-Americana de Saúde) que, em seu relatório de julho de 2013, reafirma o perfil de segurança das vacinas contra HPV, declarando que existem informações suficientes para suportar esta conclusão a partir dos dados obtidos de grandes estudos clínicos e informações contínuas de vigilância ativa e passiva pós-comercialização.
     
    Sobre a morte de uma adolescente de 14 anos no Reino Unido, em 2009, duas horas após tomar a vacina contra HPV no colégio onde estudava, em Coventry, a MSD afirma que o Serviço Nacional de Saúde local investigou o caso, comprovou e divulgou para a imprensa, dias depois, que ela havia morrido em decorrência de um tumor maligno do mediastino (coração e partes adjacentes).
     
    A empresa também frisa que, como ocorre com todas as vacinas, as reações mais comuns são relacionadas ao local da injeção como, por exemplo, dor, vermelhidão e inchaço (edema). Os menos comuns são cefaleia e febre. Em geral, esses sintomas são de leve intensidade e desaparecem no período de 24 a 48 horas. De acordo com a Academia Americana de Pediatria, “a ocorrência de um evento adverso após imunização não prova que a vacina provocou os sinais ou sintomas. A verdadeira associação causal requer que o evento ocorra numa taxa significativamente maior nos indivíduos vacinados do que em grupos não vacinados com idade e local de residência semelhante.”  
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Material de hemodiálise deverá ser descartável para quem tem hepatite

    Material de hemodiálise deverá ser descartável para quem tem hepatite

    Antes, troca de filtro que só ocorria em pacientes com HIV.
    Saúde também lança portaria para tratar doenças renais mais cedo.
     
    Uma resolução da Anvisa publicada nesta sexta-feira (14) proíbe o reuso de um material que faz parte do procedimento de hemodiálise em pacientes com hepatite B e C. Antes da nova regra, isso só era feito no caso de pacientes com HIV. A medida tem o objetivo de tornar o procedimento mais seguro.
     
    A hemodiálise é o tratamento indicado para pessoas que perderam a função dos rins que permite a filtragem do sangue, como em um rim artificial. O material que passará a ser descartado depois de cada uso entre os pacientes com hepatite é o dialisador, filtro que livra o sangue das impurezas. As clínicas terão um ano para se adequar às novas normas.
     
    O médico Daniel Rinaldi dos Santos, presidente da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) explica que, durante a hemodiálise, o sangue sai do paciente e, por meio de um tubo – chamado de linha de sangue – chega ao dialisador. Lá, o sangue recebe uma solução líquida para tirar suas impurezas e é filtrado. Em seguida, o sangue já purificado retorna para o paciente por meio de outra linha de sangue.
     
    Outra mudança determinada pela Anvisa é que as linhas de sangue passarão a ser descartáveis para todos os pacientes. A adequação a essa norma poderá ser feita em até três anos.
     
    Hoje em dia, o material utilizado na hemodiálise de um paciente é, depois do procedimento, lavado, processado, esterilizado e guardado para uso posterior do próprio paciente. “É muito pouco provável que haja contaminação, pois esse material é processado de forma separada nas clínicas. Mas as mudanças são um grande avanço porque realmente vai tornar o procedimento muito mais seguro não só para o paciente, mas também para o funcionário”, diz Santos.
     
    Ampliação de atendimento
     
    Também nesta sexta-feira (14), o Ministério da Saúde anunciou, por meio de uma nova portaria, a criação de uma linha de cuidado para pessoas com doença renal crônica.
     
    Segundo Santos, a portaria determina que o médico da atenção básica receba uma orientação sobre como diagnosticar precocemente problemas renais em diabéticos, hipertensos e idosos. “Esse paciente vai ser diagnosticado na unidade básica de saúde, acompanhado, tratado e, se tiver piora significativa na função dos rins, vai ser referendado para uma rede de especialistas como nefrologista, psicólogo e enfermeira.” Só em fases mais avançadas o paciente será encaminhado para clínicas de hemodiálise.
     
    Santos observa que, hoje, não existe uma rede organizada de atendimento a esse paciente e a consequência é que o diagnóstico só acontece quando o paciente já perdeu grande parte da função dos rins. É comum que ele tenha que partir direto para um tratamento de hemodiálise. Um tratamento precoce abre a possibilidade de preservar a função dos rins e evitar a necessidade da hemodiálise ou do transplante.
     
    Atualmente, cerca de 100 mil brasileiros fazem hemodiálise, de acordo com a SBN. Segundo Santos, 70% perdem a função dos rins por pressão alta e por diabetes.
     
    Fonte: Bem Estar
     
  • Veneno de caracol marinho pode se tornar analgésico potente, diz estudo

    Veneno de caracol marinho pode se tornar analgésico potente, diz estudo

    Composto pode aliviar a dor melhor que morfina e sem causar dependência.
    Pesquisadores criaram cinco substâncias experimentais a partir de proteína.
     
    Uma pequena proteína extraída do veneno de um caracol marinho parece promissora para produzir analgésicos mais potentes que a morfina, com menos efeitos colaterais e menor risco de dependência, segundo trabalhos de pesquisadores australianos apresentados neste domingo (16) nos Estados Unidos.
     
    Os Conus (caracóis marinhos de águas tropicais) utilizam seu veneno para paralisar suas presas. Este veneno contém centenas de peptídeos, que são pequenas proteínas conhecidas como conotoxinas. Nos humanos, algumas destas conotoxinas parecem ter efeitos analgésicos, explicaram os pesquisadores.
     
    Os especialistas criaram ao menos cinco novas substâncias experimentais a partir desta proteína, que podem conduzir algum dia ao desenvolvimento de analgésicos orais eficazes para tratar algumas dores crônicas.
     
    “Trata-se de um passo importante que pode servir de base ao desenvolvimento de uma nova classe de medicamentos capazes de aliviar as formas mais severas de dores crônicas atualmente muito difíceis de tratar”, explicou David Craik, da Universidade de Queensland, na Austrália, autor principal da pesquisa.
     
    O estudo foi apresentado na conferência anual da Sociedade Americana de Química (ACS, em inglês), reunida neste fim de semana em Dallas, Texas (sul).
     
    As dores combatidas por estes medicamentos são provocadas frequentemente por diabetes, esclerose múltipla e por outras doenças que afetam as terminações nervosas, que podem durar meses ou até mesmo anos.
     
    Os tratamentos atuais para estas dores crônicas neuropáticas podem causar efeitos colaterais significativos e são eficazes em apenas um de cada três doentes.
     
    Fonte: G1 Saúde
     
  • ” cabelos para doá-los a pacientes com câncer

    ” cabelos para doá-los a pacientes com câncer

    'Correntes do bem' se espalham pelo país e fazem sucesso até na web.
    Instituto do Câncer de SP não tem como transformar cabelos em perucas.
     
    Uma “corrente do bem” tem feito cada vez mais pessoas cortarem seus cabelos e doá-los para instituições que tratam pessoas com câncer, que podem perder os fios por conta dos efeitos da quimioterapia. Os chumaços de cabelos dos voluntários chegam até pelo correio, acompanhados de cartas emocionadas. As ações têm se proliferado também entre adolescentes e crianças no Brasil e até no exterior (um vídeo da  menina canadense Emily, que corta os cabelos dela e da boneca, já teve mais de 2 milhões de visualizações). O Hospital do Câncer em Uberlândia recebe, em média, 15 doações de cabelo por semana. Já o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) não sabe o que fazer com tanto cabelo.
     
    Neste ano, calouros aprovados no vestibular da Fuvest para os cursos oferecidos no Instituto de Matemática e Estatística (IME) da Universidade de São Paulo (USP) doaram os cabelos cortados no trote para a ONG Cabelegria. Criada há quatro meses, a ONG recebe, em média, 50 doações por dia, que se transformam em perucas doadas a crianças com câncer.
     
    A caloura do curso de estatística da USP Camila Fontoura, de 18 anos, cortou dez centímetros dos cabelos tingidos de vermelho no dia do trote na faculdade. “Eu não ia cortar, foi um impulso. Achei a causa bacana”, afirma. Em Sorocaba (SP), a caloura de pedagogia da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) Calíope Corcovia, de 20 anos, raspou todo o cabelo de mais de 40 centímetros para doá-lo a outra ONG, que atende vítimas de câncer, a Andanças. “Espero que quem receba esse cabelo ganhe também um sorriso no rosto e um incentivo”, diz Calíope.
     
    Em Uberlândia (MG), a estudante Marília Carvalho, de 19 anos, decidiu doar o cabelo mesmo não tendo conseguido passar no vestibular para medicina. Depois de conhecer o trabalho de doações de cabelo do hospital, ela fez uma promessa. “Prometi doar parte dos meus fios caso eu passasse em medicina. Infelizmente não consegui passar no curso, mas ao visitar o hospital decidi antecipar a minha promessa”, explica.
     
    Já o jovem Felipe Okazaki, de 20 anos, deixou o cabelo crescer durante um ano para então cortá-lo para doar ao Hospital do Câncer, em Uberlândia. Ele disse que decidiu doar porque não estava satisfeito com ele mesmo e queria fazer algo diferente. “A sensação de doar cabelo não é um momento único e não se limita ao tempo que você deixa o cabelo crescer. São várias sensações que sentimos, desde orgulho (pois é uma ação muito bonita) até a emoção, quando imaginamos como seria estar lutando contra o câncer”, destaca Felipe, que convenceu duas amigas e a irmã a doarem o cabelo também. “Uma coisa interessante é que você reflete sobre quando ajuda alguém e acaba descobrindo muito sobre si mesmo.”
     
    Hospital de Uberlândia aproveita até o último fio
     
    Lisos, crespos ou ondulados, todos os fios de cabelo são bem-vindos no Hospital do Câncer em Uberlândia, que tem cerca de seis mil pacientes em tratamento atualmente, do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba. “Recebemos doações de todos os tipos, tamanhos e cores de cabelo que puder imaginar”, diz Heliana Machado de Assis, responsável pelo banco de perucas. “Não pedimos por um tipo específico. Outra informação importante é que não existe um tamanho mínimo, pois os fios mais curtos podem ser usados, por exemplo, na confecção das franjas ou de perucas de cortes curtos”, informa.
     
    Segundo Heliana, as doações são feitas por pessoas de todas as partes do país. A entrega dos fios pode ser feita pelos correios ou pessoalmente, na recepção do hospital. “O doador pode cortar com um cabeleireiro da preferência dele ou no salão que montamos no hospital. Depois enviamos os fios para uma voluntária que faz a confecção das perucas. Pedimos apenas que a pessoa deixe o cabelo amarrado em um ‘rabo de cavalo’ ou uma trança ao cortar”, orienta.
     
    Uma tendência observada pela responsável pelo banco de perucas foi o aumento de doações também por parte das crianças. “Muitas delas ficam sabendo sobre esse tipo de doação e pedem aos pais para também doarem. Uma vez uma criança disse que deixou o cabelo crescer para doar para um tio que tinha câncer. Infelizmente ele faleceu antes, mas a menina manteve a decisão de doar. Uma atitude que emocionou a todos no hospital.”
     
    Hospital de São Paulo não tem como fazer perucas
     
    Esta onda de solidariedade também chegou ao Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp). O problema, no entanto, é que as voluntárias da instituição não têm conseguido transformar as doações em perucas por falta de parceiros. Elas não encontraram profissionais que transformem os fios de cabelos naturais em perucas a um preço acessível, nem quem tope trocar os chumaços por perucas de fio sintético, o que seria uma possibilidade.
     
    Oli Minutti, coordenadora das voluntárias do Icesp, chegou a permutar com um cabeleireiro, por duas vezes, chumaços de cabelo de verdade por perucas de fio sintético. Mas, segundo ela, a troca era injusta porque o cabeleireiro exigia uma quantidade muito grande de cabelo e oferecia poucas perucas.
     
    Devido ao impasse, desde outubro do ano passado, todos os fios doados estão armazenados. Há pelo menos 50 tufos, de vários tipos, alguns bem compridos, frutos de doação, guardados.
     
    Segundo Oli, o custo para transformar as madeixas doadas em perucas é muito alto –pode chegar a R$ 300. Por isso, as voluntárias trabalham com perucas de fios sintéticos que custam, em média, R$ 30 cada. São doadas até 50 itens por mês a pacientes que não podem comprá-los. A renda para cobrir despesas como esta é proveniente de dois bazares realizados durante o ano, além de doações.
     
    “Estou cogitando até não aceitar mais os cabelos, infelizmente. Às vezes recebemos doações de familiares que fizeram promessa e têm expectativa de ver seu cabelo sendo dado a um paciente. A pessoa tem esperança, pede fotos [das perucas feitas com o próprio cabelo], e eu não consigo realizar esse sonho. Fico triste”, afirma Oli, que trabalha como voluntária desde 2008.
     
    Entre as doações armanezadas no Icesp há chumaço com uma carta de uma mulher identificada como Vania, de Itapecerica da Serra (SP). O texto diz: “Sei que esta doação é muito pouco comparada à batalha de vencer um câncer. Pois recentemente perdi uma pessoa muito querida vítima dessa doença. Espero pelo menos conseguir ajudar uma pessoa com essa doação, pois a faço com muito carinho.”
     
    Peruca sintética
     
    Enquanto não consegue aproveitar os fios, o grupo de voluntárias do hospital investe na compra das perucas sintéticas. Francisca Pereira Alves Rodrigues, de 65 anos, vítima de câncer de mama, é uma das pacientes beneficiadas.
     
    Ela passou por quatro sessões de quimioterapia e perdeu os longos cabelos. Agora tenta criar novos hábitos. “Estou bem, fazendo o impossível para não entrar em depressão. Comprei um lenço para cobrir a cabeça, mas não me adaptei porque transpira muito. Optei pela touca, mas agora quero substituir pela peruca.”
     
    As voluntárias do Icesp aceitam doações de lenços e turbantes que são repassados às pacientes. Em uma sala do hospital Icesp elas ensinam várias formas de usar os lenços e como higienizar as perucas. Também oferecem aulas de artesanato para os familiares dos pacientes que passam horas no hospital como acompanhantes, durante as sessões de quimioterapia.
     
    Serviço
     
    Hospital do Câncer de Uberlândia (MG) – (34) 3291-6100
    Instituto do Câncer do Estado de São Paulo – Voluntárias – (11) 3893-2059
    ONG Cabelegria – E-mail: [email protected]
    Hospital de Câncer de Barretos (SP) – (17) 3321-6600
    Banco de Perucas de Xanxerê (SC) – (49) 3433-7444
     
    Fonte: Bem estar