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  • Cientistas localizam gene que liga massa cinzenta à inteligência

    Cientistas localizam gene que liga massa cinzenta à inteligência

    Descoberta pode ajudar a entender dificuldades de aprendizado.
    Equipe analisou DNA e exames cerebrais de mais de 1.500 adolescentes.
     
    Pesquisadores encontraram um gene que vincula a inteligência à espessura da chamada “massa cinzenta” cerebral e disseram que a descoberta poderá ajudar os cientistas a entenderem como e por que algumas pessoas têm dificuldades de aprendizado.
     
    Uma equipe científica internacional analisou amostras do DNA e exames cerebrais de mais de 1.500 adolescentes saudáveis de 14 anos, os quais foram submetidos a testes para determinar sua inteligência verbal e não verbal.
     
    Os pesquisadores examinaram o córtex cerebral – a camada mais externa do cérebro, também conhecida como “massa cinzenta”, com papel fundamental para a memória, a atenção, a percepção, a consciência, o raciocínio e a linguagem.
     
    Eles então analisaram mais de 54 mil variáveis genéticas possivelmente envolvidas no desenvolvimento cerebral, e descobriram que, em média, os adolescentes com uma variante genética específica tinham um córtex mais fino no hemisfério cerebral esquerdo – e se saíam pior nos testes de capacidade intelectual.
     
    Comunicação dos neurônios
     
    “A variação genética que identificamos está associada à plasticidade sináptica – como os neurônios se comunicam”, disse Sylvane Desrivieres, que comandou o estudo no Instituto de Psiquiatria do King's College, de Londres.
     
    “Isso pode nos ajudar a entender o que acontece em um nível neuronal em certas formas de deficiências intelectuais, nas quais a capacidade de comunicação efetiva dos neurônios está de alguma forma comprometida.”
     
    Ela salientou, no entanto, que suas conclusões não equivalem à descoberta de um “gene da inteligência”. “É importante frisar que nossa inteligência está influenciada por muitos fatores genéticos e ambientais. O gene que identificamos explica apenas uma pequena proporção das diferenças na capacidade intelectual.”
     
    As conclusões, publicadas na edição de terça-feira da revista “Molecular Psychiatry”, podem ajudar os cientistas a entenderem melhor os mecanismos biológicos subjacentes a vários transtornos psiquiátricos, como a esquizofrenia e o autismo, já que pessoas com essas condições têm capacidade cognitiva afetada.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Governo põe em consulta protocolo para tratamento de HIV

    Governo põe em consulta protocolo para tratamento de HIV

    Brasília – O Ministério da Saúde colocou em consulta pública um novo protocolo para o tratamento de crianças e adolescentes com HIV. A proposta da pasta é reduzir de seis para quatro semanas o uso de AZT para filhos de gestantes soropositivas que receberam tratamento durante o pré-natal. Além do AZT, crianças deverão fazer uso de três doses de Nevirapina. O protocolo também sugere que crianças de um a cinco anos, com carga viral superior a 100 mil (quantidade considerada alta de HIV circulante no sangue) iniciem o tratamento. O protocolo ficará em consulta pública até 9 de março. Pelo cronograma divulgado pelo ministério, ele deverá ser concluído até julho.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Pesquisadores da USP usam corrente elétrica para tratar depressão

    Pesquisadores da USP usam corrente elétrica para tratar depressão

    Cientistas da USP (Universidade de São Paulo) desenvolveram uma nova técnica para o tratamento da depressão. Uma estimulação elétrica indolor feita com a ajuda de dois eletrodos, colocados na cabeça do paciente, poderá servir como alternativa para quem sofre da doença, mas não toma os medicamentos antidepressivos devido aos fortes efeitos colaterais.
     
    De acordo com o coordenador da pesquisa, o médico psiquiatra Andre Russowsky Brunoni, pessoas jovens, as mais acometidas pela depressão, evitam remédios para a doença porque muitas vezes eles vêm acompanhados de ganho de peso e disfunção sexual. Mulheres grávidas ou que estão amamentando também são impedidas de ingerir essa medicação.
     
    Segundo o cientista, os eletrodos transmitem uma corrente elétrica contínua de baixa intensidade para a área do cérebro que envolve a depressão, o córtex dorso lateral pré-frontal. A corrente corrige o baixo funcionamento dessa região cerebral, característica de quem sofre de depressão. “A estimulação elétrica aumenta a atividade dessa área do cérebro. Com isso, a gente tenta melhorar os sintomas depressivos”, explicou.
     
    O procedimento dura 30 minutos e é repetido por 15 dias consecutivos. “Algumas pessoas sentem um leve formigamento na cabeça, mas outras não sentem absolutamente nada”, conta.
     
    Outra vantagem da nova técnica em relação aos antidepressivos é a forma de atuação no organismo. Enquanto o remédio age em neurotransmissores que atuam no cérebro inteiro, ocasionando reflexos negativos em outras partes do corpo, a estimulação elétrica atua diretamente no córtex pré-frontal.
     
    Além disso, embora o resultado de ambos os tipos de tratamentos (remédio e estimulação elétrica) seja o mesmo, o medicamento acaba passando por outras áreas subcorticais para só depois chegar ao córtex pré-frontal.
     
    Esta não é a primeira vez que a eletricidade é usada no tratamento de transtornos mentais. Russowsky cita a tradicional técnica do eletrochoque, usada há 75 anos por psiquiatras. De acordo com ele, esse é um tratamento bem mais radical do que a estimulação que está sendo desenvolvida pela USP, destinado a pacientes com quadros muito graves. “É uma carga elétrica mil vezes maior do que a gente usa”, disse.
     
    O tratamento por eletrochoque tem como objetivo provocar uma crise convulsiva em pacientes que apresentam casos graves de transtornos mentais, o que estimula a regulação de hormônios e de alguns neurotransmissores. “A única semelhança entre as duas técnicas é que elas usam a eletricidade, mas de forma bem diferente. O eletrochoque é um pulso elétrico para fazer uma crise convulsiva, a gente usa uma corrente elétrica de baixa intensidade para aumentar a atividade no cérebro”, define.
     
    A estimulação criada pelo grupo de Russowsky já foi testada, há três anos, em 120 pacientes. “O resultado principal foi que a combinação da estimulação com o antidepressivo dava efeitos mais potentes que cada tratamento separado”, disse o médico.
     
    O próximo passo da pesquisa será testar a estimulação sozinha. Serão recrutados 240 voluntários, entre 18 e 75 anos, com diagnóstico de depressão, no mínimo, moderada e que apresentem sintomas da doença.
     
    Em um teste cego, metade dos pacientes vai receber o antidepressivo Escitalopram, e a outra metade recebe a estimulação elétrica. “Nem o paciente, nem o pesquisador saberão o que estão recebendo, senão favorece inconscientemente um dos grupos”, esclarece.
     
    Ao final da pesquisa, aqueles voluntários que foram testados com o antidepressivo, e que não tiveram melhora do seu quadro, poderão receber o tratamento com a estimulação elétrica.
     
    Nos próximos três anos, as equipes de Russowsky vão aceitar voluntários interessados em participar da pesquisa. Basta enviar e-mail para [email protected]
     
    Fonte: Uol Saúde
     
  • Teste rápido de tuberculose começa este mês em seis cidades do país

    Teste rápido de tuberculose começa este mês em seis cidades do país

    O PNCT (Programa Nacional de Controle da Tuberculose), do Ministério da Saúde, começa a fazer, ainda este mês, nas cidades do Rio de Janeiro, de Manaus, do Recife, de São Paulo, Porto Alegre e Brasília o novo exame rápido que identifica a doença em menos de duas horas.
     
    Um teste piloto para avaliar a implantação do novo exame foi feito no ano passado nas capitais dos Estados do Rio e do Amazonas e chegou ao fim  em dezembro. O piloto fez parte do projeto Inovação no controle da tuberculose no Brasil, desenvolvido pelo PNCT em parceria com a Fundação Ataulpho de Paiva e o patrocínio da Fundação Bill e Melinda Gates.
     
    O coordenador do PNCT, Draurio Barreira, explicou à Agência Brasil que se trata de um teste novo no mundo. Dois países tiveram uma postura pioneira em relação a esse exame, embora diferenciada. Enquanto a África do Sul decidiu implantar imediatamente  o teste rápido, em substituição à baciloscopia, que é o exame tradicional de detecção da tuberculose, o Brasil optou por fazer um estudo piloto em duas cidades consideradas de alta carga “para avaliar a performance do teste e depois implantar”.
     
    Agora, o PNCT decidiu implantar o teste rápido em todo o país. As máquinas para o exame já estão no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro/Galeão – Antonio Carlos Jobim, aguardando liberação pela alfândega. A encomenda total soma 160 máquinas. Na primeira leva, foram entregues 50 máquinas e as 110 restantes deverão chegar ainda em fevereiro.
     
    “Nosso compromisso é que seis Estados, este mês, iniciem o teste como rotina. Agora não mais como estudo, mas como rotina”, reiterou Draurio Barreira. Ele lembrou que após a liberação pela alfândega, as máquinas serão doadas pelo Ministério da Saúde às secretarias municipais de Saúde das seis capitais brasileiras que iniciarão o processo.
     
    A expectativa do coordenador do PNCT é que em 24 de março, quando se comemora o Dia Mundial de Luta contra a Tuberculose, todas as capitais mais 92 municípios já estejam realizando o teste rápido. Ele acredita que antes que se faça uma campanha de divulgação do início da nova rede de testes rápidos, muitas unidades de Saúde já estarão utilizando o método, considerado revolucionário.
     
    O novo exame mais rápido e eficaz para o diagnóstico da tuberculose, o Xpert, é o primeiro método de biologia molecular usado com essa finalidade. Draurio Barreira explicou que o bacilo da tuberculose, conhecido como bacilo de Koch, foi descoberto em 1882. “E desde então, o método de diagnóstico, basicamente,  é o mesmo. É visualizar o bacilo no escarro das pessoas. Agora, não. A gente começa a trabalhar com biologia molecular, o que já é uma tecnologia utilizada para várias doenças, mas a tuberculose foi, infelizmente, durante muitas décadas, uma doença negligenciada”. A partir de agora, com investimentos da indústria e dos governos, esse cenário foi alterado, disse.
     
    Como a tuberculose é, atualmente, a doença que mais mata as pessoas que vivem com HIV, o investimento que sempre foi feito no campo da Aids, a partir da década de 80, também se voltou para a doença. “Com isso, começam a aparecer os primeiros resultados”.  Entre eles, estão o teste rápido de biologia molecular e novas drogas desenvolvidas especificamente para a tuberculose. A doença foi declarada prioridade global pela OMS (Organização Mundial da Saúde) em 1993.
     
    Draurio Barreira informou que até a sua vinculação com a Aids, a tuberculose era uma doença que não interessava à indústria farmacêutica em geral, por não se tratar de uma doença rentável, uma vez que afeta mais a população pobre. Em termos de investimento público, disse que o Brasil aumentou em 14 vezes o orçamento para a tuberculose nos últimos dez anos.
     
    O teste rápido para detecção da tuberculose será usado apenas na rede pública de saúde. O coordenador do PNCT informou que alguns laboratórios privados do Rio de Janeiro e de São Paulo já realizam esse exame. “Só que o valor para a iniciativa privada é muito mais alto. É praticamente proibitivo para a população mais pobre”. Por meio de convênio com a Fundação Bill e Melinda Gates, o Brasil foi incluído entre os países em desenvolvimento e de alta carga para conseguir as máquinas que fazem os novos testes. “O Brasil entrou duplamente no critério de país emergente e também de alta carga de tuberculose”.
     
    Segundo Barreira, o custo desse teste hoje para o setor privado é entre quatro e cinco vezes maior do que no serviço público, que tem o subsídio da Fundação Gates. Ele lembrou que a tuberculose, no Brasil, “é de absoluta responsabilidade pública”. Mesmo uma pessoa diagnosticada na rede privada com tuberculose é referenciada para o SUS (Sistema Único de Saúde), onde recebe o tratamento gratuito. Os medicamentos para tuberculose não estão disponíveis nas farmácias.
     
    Barreira disse que a situação da tuberculose no Brasil não é tão dramática como em países africanos ou asiáticos. Enquanto a  mortalidade por tuberculose no mundo é 25 mortes por 100 mil habitantes, o índice no Brasil é 2,4 mortes na mesma proporção. “Menos que dez vezes a mortalidade média global”. A incidência, ou seja, o número de casos pela população, está em 36 casos por 100 mil pessoas no Brasil, contra 250 casos por 100 mil no mundo.
     
    “Então, temos uma situação relativamente confortável”. O coordenador do PNCT acrescentou que mesmo assim, considerando que se trata de uma doença antiga, com métodos diagnósticos e terapêuticos desenvolvidos há mais de 100 anos, é inadmissível que se tenha ainda tantos casos e tantas mortes. A prioridade dada à tuberculose pelo governo brasileiro decorre também do fato de a doença estar associada à classe social mais pobre, além de fatores como a concentração demográfica, o tabagismo, os hábitos alimentares, a Aids.
     
    Por essa razão, o enfrentamento da tuberculose pelo governo brasileiro é feito do ponto de vista biológico e social. Daí  a existência de  propostas de benefício social para adesão ao tratamento por parte de populações mais pobres, incluindo moradores de rua e de favelas e a população prisional. “Porque um dos grandes desafios é o abandono do tratamento”, disse Barreira.
     
    No dia 24 de março, o Ministério da Saúde, por meio do PNCT, vai lançar campanha na mídia. Draurio Barreira acredita que uma das principais formas de controle da doença se dá pela divulgação correta de informações. Pesquisa feita pelo programa em 2012 verificou que metade da população desconhece a tuberculose e acredita que se trata de uma doença do século passado, que afetava somente os poetas e boêmios. “Há sempre a surpresa, ao mesmo tempo carregada de estigma e preconceito contra as pessoas que têm a doença”. Esses aspectos serão abordados na campanha governamental.
     
    Fonte: G1 Saúde
     
  • Vitamina C injetável pode ajudar no tratamento contra câncer, diz estudo

    Vitamina C injetável pode ajudar no tratamento contra câncer, diz estudo

    Altas doses intravenosas reduziram crescimento de tumor em camundongos e reduziram efeitos de quimioterapia em pacientes com câncer nos ovários.
     
    Altas doses de vitamina C podem aumentar a eficácia dos tratamentos de quimioterapia em pacientes com câncer, sugerem pesquisadores da Universidade do Kansas, nos Estados Unidos.
     
    O estudo, divulgado na publicação científica 'Science Translational Medicine', afirma que doses injetáveis de vitamina C podem ser um coadjuvante eficiente, seguro e barato no tratamento de mulheres com tumor nos ovários.
     
    Na década de 1970, o químico Linus Pauling defendeu que a administração intravenosa de vitamina C poderia ser eficiente contra o câncer.
     
    No entanto, testes clínicos em que a vitamina era ingerida pela boca falharam em replicar o mesmo efeito, e as pesquisas foram abandonadas.
     
    Hoje se sabe que o corpo humano expele rapidamente a vitamina C quando ingerida pela boca.
     
    Na pesquisa, os especialistas injetaram vitamina C em células cancerígenas do ovário em laboratório. Eles também repetiram o experimento em camundongos e em 22 pacientes com câncer de ovário.
     
    Eles observaram que as células cancerígenas que receberam vitamina C em laboratório reagiram à substância, enquanto as células normais não foram afetadas.
     
    Em camundongos, a vitamina C reduziu o crescimento do tumor e os pacientes com câncer que receberam injeções com a substância disseram ter sofrido menos dos efeitos colaterais da quimioterapia.
     
    Sem patente
     
    A pesquisadora Jeanne Drisko disse que há um interesse crescente entre oncologistas de testar o poder da vitamina C no tratamento contra o câncer.
     
    'Pacientes estão buscando opções eficientes e mais baratas de melhorar os efeitos do tratamento', disse ela à BBC News.
     
    'E a vitamina C intravenosa tem esse potencial, como indica nossa pesquisa científica e resultados dos primeiros testes'.
     
    Um possível obstáculo ao avanço das pesquisas é falta de disposição das empresas farmacêuticas em financiar testes, porque não há como patentear a vitamina C – um produto natural.
     
    'Como a vitamina C não tem potencial para patente, seu desenvolvimento não deverá ser apoiado pelas farmacêuticas', disse o pesquisador Qi Chen.
     
    'Mas acho que chegou a hora de as agências de pesquisa apoiarem de forma vigorosa os testes clínicos com essa vitamina'.
     
    A médica Kat Arney, da instituição Cancer Research UK, disse que há uma longa história de pesquisas sobre os efeitos da vitamina C sobre o tratamento contra o câncer.
     
    'É difícil dizer com uma pesquisa tão pequena (com apenas 22 pacientes) se altas doses da vitamina podem aumentar os índices de sobreviência ao câncer. Mas já é interessante o fato de que diminuíram os efeitos colaterais da quimioterapia.'
     
    Fonte: G1 Saúde
     
     
  • Mulheres correm maior risco de sofrer AVC do que os homens

    Mulheres correm maior risco de sofrer AVC do que os homens

    As mulheres correm um risco maior de sofrer um AVC (Acidente vascular cerebral) do que os homens, particularmente devido a distúrbios relacionados com a pressão alta na gravidez e outros fatores hormonais, afirmaram médicos americanos nesta quinta-feira (6).
     
    O alerta integra as novas diretrizes para prevenir derrames, divulgadas pela Associação Americana do Coração e pela primeira vez se dirigiu especificamente às mulheres, que são mais propensas a morrer de acidentes vasculares cerebrais do que os homens.
     
    Segundo as diretrizes, as vulnerabilidades únicas vinculadas ao sexo feminino abrangem complicações durante a gravidez, uso de pílulas anticoncepcionais, enxaquecas e problemas cardíacos.
     
    “Se você é uma mulher, você compartilha muitos dos mesmos fatores de riscos com os homens”, disse Cheryl Bushnell, autora de um novo comunicado científico publicado no periódico “Stroke”, da Associação Americana do Coração.
     
    Estes riscos compartilhados incluem pressão alta, tabagismo e diabetes.
     
    “Mas o seu risco também é influenciado pelos hormônios, a saúde reprodutiva, a gravidez, o parto e outros fatores relacionados com o sexo”, afirmou Bushnell, neurologista e diretora do Centro de Derrame do Centro Médico Batista Wake Forest na Carolina do Norte.
     
    As diretrizes dão recomendações de cuidados básicos a médicos, ginecologistas e obstetras sobre a melhor forma de rastrear e tratar as mulheres com risco de derrame.
     
    Elas incluem uma avaliação rigorosa de todas as mulheres que sofreram pré-eclâmpsia, uma condição perigosa relacionada com a pressão alta que pode dobrar os riscos de uma mulher vir a sofrer um AVC.
     
    Os médicos deveriam considerar prescrever aspirina em doses baixas ou outros remédios necessários às mulheres que tiveram pressão alta durante a gravidez.
     
    As mulheres em idade reprodutiva deveriam ser examinadas para verificar se têm pressão alta antes de receber pílulas anticoncepcionais e deveriam ser lembradas de que não devem fumar.
     
    Mulheres mais velhas deveriam ser examinadas para identificar irregularidades nos batimentos cardíacos, uma condição conhecida como fibrilação atrial, pois pode quintuplicar os riscos de uma mulher sofrer derrame após os 75 anos.
     
    Nos Estados Unidos são registrados 800.000 derrames todos os anos. Mais da metade ocorrem em mulheres e 60% das mortes relacionadas com derrames acontecem em mulheres.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • HC lança cirurgia inédita no SUS para tratar hérnia de disco

    HC lança cirurgia inédita no SUS para tratar hérnia de disco

    O Hospital das Clínicas de São Paulo está oferecendo um procedimento inédito no Sistema Único de Saúde (SUS): o tratamento de hérnia de disco lombar por meio de cirurgia endoscópica. A técnica é utilizada com anestesia local e sedação, para permitir monitorar os movimentos do paciente. Após a anestesia, é feita uma pequena incisão e inserida uma cânula por onde passarão o endoscópio e os instrumentais para a retirada do disco lesado.
     
    De acordo com o HC, a cirurgia menos invasiva reduz o risco de complicações no procedimento e o paciente recebe alta no mesmo dia. “Estamos realizando um estudo comparativo entre as técnicas aberta e endoscópica e passamos a oferecer de forma regular esta cirurgia”, explicou o ortopedista Alexandre Fogaça, do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do HC.
     
    Cerca de 300 mil pessoas são submetidas por ano, no Brasil, a procedimentos cirúrgicos abertos para tratar a hérnia de disco. “Apesar do índice alto de sucesso neste tipo de procedimento, as complicações que podem acontecer, como infecções, além do tempo de reabilitação prolongada, estimulam o desenvolvimento de técnicas minimamente invasivas, como a endoscópica”, disse Fogaça. A técnica pode ser usada em quase todos os tipos de hérnias de disco, mas cabe ao médico avaliar, caso a caso, se o procedimento é indicado para o paciente.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Nova droga aprovada pela Anvisa trata câncer de mama sem queda de cabelo

    Nova droga aprovada pela Anvisa trata câncer de mama sem queda de cabelo

    A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou um medicamento para o tratamento do câncer de mama que não causa queda de cabelo e provoca menos efeitos colaterais do que a quimioterapia tradicional. A ação é possível porque o remédio atua diretamente no tumor, em vez de afetar todas as células do corpo. De acordo com os organizadores do estudo, trata-se da primeira droga com esse mecanismo aprovada no país.
     
    O medicamento trastuzumabe entansina (também chamado de T-DM1) é indicado para um tipo de câncer de mama avançado, identificado como HER2 positivo, que corresponde a 20% de todos os casos da doença. Seu uso deve ocorrer quando o tratamento convencional não apresentar mais resultados. Além de evitar os efeitos colaterais da quimioterapia, ele aumenta em 50% o tempo de sobrevida.
     
    “A droga tem um efeito casado. Ela possui um anticorpo e um quimioterápico. Por ser extremamente potente, esse quimioterápico não poderia ser aplicado sozinho porque seria muito tóxico ao organismo. O que acontece é que o anticorpo conduz o quimioterápico até o interior da célula tumoral e libera o medicamento lá dentro”, explica José Luiz Pedrini, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia e um dos coordenadores do estudo do medicamento no Brasil. O mecanismo do remédio é conhecido como “cavalo de troia”.
     
    Segundo o médico, a pesquisa, realizada em vários países, incluiu cerca de 100 brasileiras. “Há pacientes que começaram a participar do estudo em 2011 e seguem vivas. “Sem essa opção, elas sobreviveriam por cerca de seis meses porque não teriam outra alternativa de tratamento””, explica.
     
    Uma das razões para o melhor prognóstico é que o novo medicamento pode ser usado por mais tempo do que a quimioterapia tradicional. “Os medicamentos já existentes podem ser aplicados por, no máximo, oito sessões, por causa da toxicidade. Por ser menos agressiva, a trastuzumabe entansina pode ser utilizada por tempo indeterminado”, afirma o médico. A aplicação da droga é feita a cada 21 dias.Embora o remédio possa aumentar a sobrevida das pacientes, o tumor de mama do tipo HER2 positivo continua sendo incurável.
     
    Nova opção
     
    Coordenadora da oncologia clínica do Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo), Maria del Pilar Estevez Diz classificou a droga como uma opção “interessante” de tratamento e afirmou que o Icesp passará a utilizá-la. “”A gente ganha uma linha de tratamento com menos efeitos colaterais, que propicia maior qualidade de vida às pacientes””, diz.
     
    A aprovação da trastuzumabe entansina foi publicada pela Anvisa no mês passado. O medicamento deverá estar disponível no mercado em três meses. Novos estudos vão verificar se o medicamento também é eficaz e seguro se utilizado em fases iniciais da doença.
     
    Fonte: Jornal O Estado de São Paulo
  • Amputado implanta prótese de mão que restitui o tato

    Amputado implanta prótese de mão que restitui o tato

    Um dinamarquês que teve uma mão amputada há nove anos recuperou a sensibilidade graças a uma prótese que restitui o tato, uma inovação que pode mudar a vida de portadores de deficiência, anunciaram em comunicado conjunto um instituto italiano e outro suíço.
     
    “Senti sensações que não sentia há nove anos”, contou Dennis Aabo Sorensen, de 36 anos, segundo comunicado da Escola Politécnica Federal de Lausanne (EPFL) e da italiana Scuola Superiore Sant'Anna de Pisa.
     
    O protótipo da prótese foi desenvolvido pelo professor Silvestro Micera, que indicou que esta é a “primeira vez que conseguiu restabelecer uma percepção sensorial em tempo real com um membro artificial”.
     
    Os cientistas equiparam a prótese com captores que reagem à tensão de tendões artificiais. O sistema transforma em corrente elétrica as informações emitidas quando o paciente manipula um objeto.
     
    Segundo a EPFL, o protótipo é o primeiro passo para a elaboração de uma mão biônica completa, capaz de restituir não apenas as funções de base, mas também as sensações.
     
    No entanto, será preciso esperar vários anos antes da técnica estar pronta para ser usada de forma generalizada.
     
    Dennis Aabo Sorensen perdeu a mão esquerda quando um fogo de artifício que manipulava explodiu.
     
    Com a prótese habitual, Sorensen não sente os objetos que agarra e, portanto, precisa estar sempre atento para não quebrá-los, indicou o comunicado, destacando que o informe sobre esta pesquisa é publicado na revista Science Translationnal Medicine.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Em fase de testes, vacina da UFMG contra a dengue tem resposta positiva

    Em fase de testes, vacina da UFMG contra a dengue tem resposta positiva

    Testes em camundongos apresentaram 100% de proteção, diz pesquisador.
    Estudo com investimento público pretende criar produto tetravalente.
     
    Uma vacina contra o vírus tipo 3 da dengue está sendo testada pelo Departamento de Microbiologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), no campus em Belo Horizonte. Os primeiros testes, concluídos em dezembro passado, apontam resultados promissores, de acordo com o pesquisador Flávio Guimarães da Fonseca, que coordena o desenvolvimento da vacina. O estudo começou em meados de 2006, e a vacina utiliza o mesmo componente viral que resultou na erradicação da varíola.
     
    A imunização foi testada inicialmente em camundongos. O vírus usado como vacina contra a varíola, que já é um “velho conhecido” da ciência, foi modicado e recebeu um pedaço de DNA do vírus da dengue. Depois disso, foi injetado num organismo vivo, provocando uma resposta imune, que foi memorizada pelas células. Após este procedimento, o vírus da dengue foi inoculado em camundongos, cujo sistema imunológico estava apto a produzir células de defesa, impedindo a infecção.
     
    “Ao final dos primeiros sete anos de pesquisa, é a primeira vez que tenho confiança para prosseguir. Os resultados me indicam que esta linha foi uma escolha acertada”, afirma. O pesquisador explica que, em camundongos, o vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti causa encefalite quando aplicado no cérebro, o que não ocorreu nos testes realizados, porque os animais estavam imunizados. “Houve 100% de proteção”, afirmou.
     
    “A ideia é que, ao ser inoculado em uma pessoa imunizada, ela não vai ter doença nenhuma, porque o vírus é atenuado. Mas, o vírus vai entrar na célula dessa pessoa e vai produzir as proteínas da dengue. O sistema imunológico vai reconhecer as proteínas da dengue e gerar anticorpos e células de defesa contra as proteínas da dengue”, explica.
     
    No país, outras vacinas são testadas, mas, o pesquisador destaca que a produzida pela UFMG tem a vantagem de ser um produto totalmente nacional e com investimento público. “O objetivo é oferecer um produto melhor, tanto em proteção, quanto em custo. Uma vacina gerada aqui não passa por parceiros internacionais, portanto seria mais barata, mas adequada às necessidades da saúde pública brasileira”, ressaltou.
     
    O resultado conseguido em laboratório é comemorado, ainda que de forma contida, pois novas etapas da pesquisa precisam ser cumpridas. O próximo passo será repetir os testes, o que está previsto para ocorrer no final de fevereiro. As experimentações são feitas no Laboratório de Virologia da UFMG, que tem mão de obra e espaço modestos.
     
    Apesar dessas limitações, o pesquisador afirma que o estudo envolve tecnologia de ponta e foge às estratégias clássicas, ao utilizar um vírus transgênico, isto é, que teve uma parte alterada e misturas componentes de dois vírus. “Isso nos coloca numa posição junto com outros institutos do mundo que estão desenvolvendo esta tecnologia”, afirma.
     
    A prevenção à dengue é algo estratégico quando o assunto é saúde pública e motiva constantes campanhas do Ministério da Saúde. É uma doença que ocorre principalmente nos países tropicais, como o Brasil, onde as condições do meio ambiente e as características urbanas favorecem a proliferação do mosquito transmissor. Os casos graves podem levar a óbito.
     
    Dados mais recentes do governo federal apontam que Minas Gerais foi o estado com o maior número de mortes por dengue em 2013, atingindo o número de 116 óbitos. O número de casos notificados da doença no estado chegou a 435.828. De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde, foi o maior número de casos e mortes já registrado. Ainda segundo o Ministério da Saúde, no ano passado, o país notificou mais de 1,4 milhão de casos suspeitos.
     
    Para que a imunização funcione será necessário que a pesquisa da UFMG combine os quatros tipos de vírus da doença identificados até o momento. No Brasil, os sorotipos 3 e 4 são os mais circulantes, de acordo com o ministério, mas os demais podem voltar a ser transmitidos.
     
    “Escolhi o tipo 3 para testar, que era o principal quando o projeto começou. Se funcionar, e é o que parece que vai acontecer, a gente vai usar a mesma estratégia para fazer para os sorotipos 1, 2 e 4. Com uma vantagem, eu não preciso provar tudo que eu já provei, consigo pular etapas iniciais de testes”, disse o pesquisador. Dessa forma, a perspectiva dele é que os estudos feitos até agora sirvam de base para a criação da vacina tetravalente.
     
    Fonseca ressalta que é difícil fazer previsões em experimentos científicos, mas ele acredita que os estudos da vacina contra o tipo 3 da dengue ainda levem cerca de cinco anos. Paralelamente a isso, a vacina contra os demais sorotipos vai ser criada e testada em laboratório. Se todas as etapas derem certo, o produto pode estar disponível no mercado em sete anos, isto é, em 2020. “É um previsão extremamente possível, mais muito otimista”. Até o momento, segundo o pesquisador, o estudo recebeu investimentos públicos de cerca de R$ 500 mil.
     
    Outras vacinas em testes
     
    Outra vacina, em estágio mais avançado, é a tetravalente produzida pelo Instituto Butatan, em São Paulo, em parceria com os Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos (NIH). Ela usa o próprio vírus da dengue modificado por engenharia genética e foi aprovada para testes em humanos. Os voluntários estão em fase de triagem. Segundo o Butantan, a partir dos resultados, será possível solicitar o registro da vacina na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o que deve ocorrer a partir de 2018.
     
    De acordo com o Ministério da Saúde, estima-se que sete vacinas estão em pesquisa no mundo. Além do Butantan, o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos Bio-Manguinhos, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), também está pesquisando uma nova vacina contra a dengue. Ainda segundo a pasta, os estudos são realizados desde 2009, em parceria com o laboratório privado GSK. A previsão é que a vacina seja concluída no prazo de cinco anos.
     
    Fonte: G1 Saúde