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  • Morte de Dr. Jaldo encerra ciclo farmacêutico

    Morte de Dr. Jaldo encerra ciclo farmacêutico

    A morte do Ex-Presidente do Conselho Federal de Farmácia (CFF), Jaldo de Souza Santos, na tarde de hoje (03.02.14), em Goiânia, encerra um ciclo da história da Farmácia, no Brasil, e deixa de luto toda uma categoria profissional. Farmacêuticos e amigos de todo o País estão deslocando-se para Goiânia, para participar dos funerais. Souza Santos exerceu a profissão desde 1955, quando, ainda recém-formado, adquiriu a modesta Farmácia do Povo, numa rua central da capital goiana.
     
    Ser um farmacêutico proprietário de farmácia era o grande sonho de sua vida, enfatizava. Pioneiro no bairro, o estabelecimento transformou-se numa referência em saúde, num tempo em que havia poucos médicos, na cidade. “Eu atendia por dever, por prazer, por sacerdócio”, costumava dizer.
     
    Mas, ali na farmácia, o jovem Souza Santos, também, começava a articular sua incursão na política farmacêutica. Disse que sofreu na pele a ação do interesse financeiro, que buscou rebaixar o medicamento à condição de mercadoria e transformar muitas farmácias em mercearias. “Foi, aí, que eu parti para liderar o movimento de recuperação da profissão, de projeção do farmacêutico como profissional imprescindível aos sistemas público e privado de saúde”, explicou, numa entrevista.
     
    Ajudou a implantar o Conselho Regional de Farmácia de Goiás, do qual foi Presidente. Depois, se elegeu, por sete vezes seguidas (de 1998 a 2011), Presidente do CFF. Souza Santos teve papel importante na elaboração e consolidação da política de medicamentos genéricos, e sua principal bandeira à frente do Conselho Federal foi a defesa da assistência farmacêutica plena.
     
    INTERNACIONAL – Em suas gestões, ele aproximou o CFF dos principais organismos farmacêuticos internacionais, política que culminou com a filiação do órgão à FIP (Federação Internacional de Farmacêuticos), em 2001. Cinco anos mais tarde (de 25 a 31 de agosto de 2006), o Brasil já sediava um Congresso FIP, em Salvador (BA), atraindo 2.500 farmacêuticos do exterior e mais 500 brasileiros. Com isso, o Brasil entrava na rota da sede dos principais eventos farmacêuticos científicos do mundo, antes, restrita aos Estados Unidos e Europa. Dr. Jaldo de Souza Santos argumentava que a inclusão do País no roteiro de grandes congressos internacionais reforçaria o processo de atualização científica dos farmacêuticos brasileiros.
     
    Em janeiro de 2008, Souza Santos reuniu-se com o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto. Levava uma homenagem (a Comenda do Mérito Farmacêutico Internacional) ao Presidente, mas acabou quebrando o protocolo e, diante de todos, reivindicou a participação dos farmacêuticos no SUS (Sistema Único de Saúde). A resposta ao seu apelo veio, três dias depois, quando Lula mandou publicar a Portaria 154, do Ministério da Saúde, criando os Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASFs), um dos espaços de atuação dos profissionais dentro do Programa Saúde da Família.
     
    O corpo de Dr. Jaldo de Souza Santos será velado, na Igreja Presbiteriana do Bairro Vila Nova, das 22 horas de hoje às 15 horas de amanhã (04.02). Em seguida, será sepultado, no jazigo da família, no Cemitério Santana (Avenida Independência, Quadra P-89, Setor dos Funcionários), em Goiânia.
     
    Fonte: CFF
     
  • LUTO OFICIAL pelo falecimento do Dr. Jaldo de Souza Santos

    LUTO OFICIAL pelo falecimento do Dr. Jaldo de Souza Santos

    DELIBERAÇÃO N.º 008/2014
     
    Ementa: Dispõe Ad Referendum, determinando LUTO OFICIAL pelo falecimento do Conselheiro Federal e ex Presidente do Conselho Federal de Farmácia, Dr. Jaldo de Souza Santos, na data de hoje e dá outras providências.
     
    A Diretoria do Conselho Regional de Farmácia do Estado de Alagoas – CRF/AL, no uso de suas atribuições legais e regimentais;
    Considerando que a Lei Federal nº 3.820/60 sem seus artigos 10 e 11 define as atribuições dos Conselhos Regionais de Farmácia e do seu Presidente c/c os artigos 2º, inciso XI e 23, inciso IX do Regimento Interno do CRF/AL;
    Considerando que o Conselho Regional de Farmácia do Estado de Alagoas é uma Autarquia regional Federal Especial Corporativa, não possuindo qualquer vínculo com a União Federal e seu orçamento, não sendo sujeito à supervisão ministerial nos termos do Decreto-Lei nº 968/69, não tendo orçamento vinculado a União, não integrando a Administração Pública Federal;
    Considerando os princípios da moralidade, legalidade, impessoalidade, publicidade, e eficiência que obrigam os entes administrativos e definem procedimentos de gestão àqueles que detêm a guarda de dinheiros públicos;
     
    RESOLVE:
     
    Art. 1º – Determinar a LUTO OFICIAL por 03 (três dias) a partir desta data, face o falecimento do Conselheiro Federal e ex presidente do Conselho Federal de Farmácia o Dr. JALDO DE SOUZA SANTOS NESTA DATA.
     
    Art. 2º – Face a lamentável perda, este CRF/AL não funcionará na próxima 4º – Feira (quarta-feira) dia 05 de fevereiro, voltando a funcionar no dia seguinte 5ª-feira (quinta-feira).
     
    Art. 3º – Esta Deliberação entrará em vigor ad referendum do Plenário na data de sua  publicação, até deliberação em Plenário,
    revogando-se  as disposições em contrário, caso existam e, sobre o mesmo fim.
     
    Sala das Sessões, 03 de fevereiro de 2014. 
     
     
    Alexandre Correia dos Santos
    Presidente do CRF/AL
     
     
  • Risco de contrair hepatite C por via sexual é maior do que se pensava

    Risco de contrair hepatite C por via sexual é maior do que se pensava

    Cientistas suíços descobriram que o risco de contrair hepatite C por via sexual é maior do que se pensava até agora, além de métodos como transfusão de sangue e troca de seringas com pessoas infectadas.
     
    O estudo, realizado a partir de uma base de dados de portadores do vírus da Aids (HIV), foi realizado pelos cientistas Roger Kouyos e Huldrych Günthard do Hospital Universitário de Zurique com o apoio do Fundo Nacional Suíço (FNS), segundo informou a organização através de um comunicado.
     
    Os pacientes com HIV que têm um parceiro portador tanto do vírus do HIV e da hepatite C têm entre duas e três vezes mais possibilidades de se contagiar com esse tipo de hepatite do que outras pessoas soropositivas, segundo o estudo.
     
    Há alguns anos, se achava que a hepatite C era transmitida sobretudo por contato sanguíneo, mas os cientistas descobriram que cada vez mais pacientes homossexuais portadores de HIV contraem a doença.
     
    Por isso, este estudo revela que o risco de contágio de hepatite C é alto não só entre toxicômanos que compartilham seringas, mas também entre pessoas portadoras da doença que mantêm relações sexuais.
     
    Este dado indica que “existem contágios de hepatite C sexualmente transmissíveis”, comentou Kouyos.
     
    Os cientistas compararam a estrutura molecular do vírus HIV em mais de 10 mil pacientes e 1.500 casais e acharam casos nos quais as sequências genéticas do vírus entre dois pacientes concordavam, o que levou à conclusão de que um tinha sido contagiado pelo outro.
     
    Os homossexuais parecem particularmente propensos a contrair esta doença por via sexual, embora os pesquisadores não sabem ainda qual é a razão.
     
    “Uma explicação possível é que as relações sexuais por via anal aumentam a possibilidade de contato sanguíneo entre os casais”, indicou Günthard.
     
    “As pessoas portadoras de HIV e hepatite C não deveriam ter relações sexuais sem proteção”, acrescentou.
     
    Por enquanto, os pesquisadores não sabem se os casos de hepatite C transmitida por via sexual aumentaram em pessoas não portadoras de HIV.
     
    Isto acontece porque os pacientes com HIV se submetem a testes médicos regularmente devido a sua doença, por isso que é mais fácil detectar a hepatite C nestas pessoas, coisa que não ocorre com as pessoas que não são soropositivas.
     
    Nestes casos, a maioria desenvolve os sintomas da doença semanas ou inclusive meses após contrair a infecção.
     
    Fonte: EFE 
  • Casos de câncer vão aumentar 50% até 2030, alerta agência

    Casos de câncer vão aumentar 50% até 2030, alerta agência

    Um estudo publicado nesta segunda-feira (3) alerta que os casos de câncer aumentarão 50% até 2030, quando serão diagnosticados em todo o mundo quase 22 milhões de casos de câncer em comparação com os 14 milhões em 2012, devido a um forte aumento da doença nos países em desenvolvimento.
     
    Ao mesmo tempo, as mortes por câncer passarão de 8,2 milhões a 13 milhões por ano.
     
    Essas tendências são acompanhadas pelo aumento e o envelhecimento da população e pela adoção de hábitos de risco, como fumar, indica o informe da Agência Internacional para a Pesquisa do Câncer (Iarc) da Organização Mundial da Saúde (OMS).
     
    “O maior impacto será registrado nos países com menores recursos, muitos dos quais mal equipados para enfrentar este aumento dos casos de câncer”, declarou a diretora da OMS, Margaret Chan.
     
    Países em desenvolvimento em risco
     
    Os países em desenvolvimento não só padecem dos casos de câncer associados com a pobreza, mas também dos resultados de hábitos adquiridos após conquistar melhores condições de vida, como um maior consumo de álcool e tabaco, o consumo de alimentos processados e falta de exercícios físicos.
     
    “O peso especialmente pesa que recairá sobre os países de renda média e baixa faz com que dificilmente consiga se livrar do câncer, mesmo em países com rendimentos mais elevados, que terão dificuldades para enfrentar os crescentes custos dos tratamentos”, indicou o diretor da IARC, Christopher Wild.
     
    “É necessário um maior compromisso com a prevenção e detecção precoce para lidar com o aumento alarmante na incidência de câncer a nível mundial”, acrescentou.
     
    O câncer substituiu as doenças cardíacas como a principal causa de morte a partir de 2011 e o número anual de diagnósticos aumentou de 12,7 milhões em 2008 para 14,1 milhões em 2012.
     
    O relatório destaca a diferença entre os sexos: cerca de 53% dos casos diagnosticados e 57% das mortes ocorrem em homens.
     
    Os tipos de câncer também diferem em função do sexo.
     
    Entre os homens, o câncer mais comum foi os nos pulmões (16,7% do total de casos entre o sexo masculino); seguido pelo câncer de próstata (15%), de colorretal (10%), estômago (8,5%) e fígado (7,5%).
     
    Entre as mulheres, o mais frequente é o câncer de mama (25,2%), seguido pelo colorretal (9,2%), de pulmões (8,7%), útero (7,9%) e estômago (4,8%).
     
    Há também diferenças regionais: mais de 60% dos casos de câncer e 70% das mortes ocorreram na África, Ásia, América Central e América do Sul, segundo o relatório global.
     
    Na América Latina e no Caribe, o câncer de mama e o de próstata são os que têm maior incidência em mulheres e homens, respectivamente. Os tipos mais mortais nestas regiões são o câncer de mama e o câncer de colo do útero entre as mulheres, e o de próstata e de pulmão nos homens.
     
    Quase a metade dos 14 milhões de novos casos de 2012 foram diagnosticados na Ásia, principalmente na China. A Europa totalizou um quarto dos casos, enquanto América Latina e Caribe 7,8% (e 7,4% de todas as mortes).
     
    No geral, o câncer é diagnosticado em uma idade mais avançada em países menos desenvolvidos. E a nível global, o câncer de pulmão é o mais letal, com 19,4% do total, seguido pelo câncer de fígado (9,1%) e estômago (8,8%).
     
    Olhando para o futuro, o relatório nota que a população mundial vai aumentar de 7 bilhões de pessoas em 2012 para cerca de 8,3 bilhões em 2025.
     
    Os países com média e baixa renda terão um maior crescimento de suas populações e, portanto, uma maior incidência de câncer.
     
    Tabaco, epidemia nos países mais pobres
     
    O relatório expressa especial preocupação com o câncer de pulmão, em grande parte resultante do hábito de fumar e “intrinsecamente ligado a estratégias globais das companhias de tabaco para aumentar as suas vendas”.
     
    Uma “epidemia” de tabaco afeta especialmente os países mais pobres, de acordo com o estudo, “impedindo o desenvolvimento humano por tirar recursos e aumentar a pressão sobre os seus fracos sistemas de saúde e afetando a produtividade a nível nacional.
     
    O custo total anual do câncer é estimado em 1,16 bilhão de dólares em 2010, segundo o relatório. “Quase metade dos casos de câncer poderiam ter sido evitados”, ressalta.
     
    O estudo pede novos esforços na prevenção, incluindo a vacinação contra a hepatite B e o vírus do papiloma humano, que podem ajudar a reduzir a incidência de câncer de fígado e útero, e a promoção do exercício físico para combater a obesidade, além de campanhas anti-tabagismo.
     
    Fonte: AFP
     
  • Saúde cria serviço de referência para tratar câncer de colo de útero e mama

    Saúde cria serviço de referência para tratar câncer de colo de útero e mama

    Portaria do Ministério da Saúde publicada nesta segunda-feira (3) no Diário Oficial da União institui o Serviço de Referência para Diagnóstico e Tratamento de Lesões Precursoras do Câncer do Colo do Útero e também o Serviço de Referência para Diagnóstico de Câncer de Mama.
     
    De acordo com a publicação, os programas têm como objetivo fortalecer ações voltadas ao diagnóstico precoce e à confirmação do câncer de colo de útero e do câncer de mama.
     
    O texto trata também dos respectivos incentivos financeiros de custeio e de investimentos para a implantação dos serviços. A portaria entra em vigor hoje.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • COMUNICADO SOBRE ANUIDADE

    COMUNICADO SOBRE ANUIDADE

    C O M U N I C A D O
     
    O Conselho Regional de Farmácia do Estado de Alagoas, Informa que há a possibilidade das anuidades chegarem com atraso. Assim solicitamos que os colegas dirijam-se ou solicitem por telefone ao CRF-AL em Maceió e/ou Arapiraca para retirarem os boletos em prazo hábil para terem direito ao desconto de 8% até 31/01/2014. 
     
     
     
                                                                                                                                                                                                                     A DIRETORIA
  • Estudo aponta que antioxidantes não contribuem no combate ao câncer

    Estudo aponta que antioxidantes não contribuem no combate ao câncer

    Cientistas fizeram testes em roedores e publicaram resultados em revista.
    Antioxidantes aceleraram a progressão do câncer de pulmão nas cobaias.
     
    Os antioxidantes, muito populares nas últimas décadas entre as pessoas preocupadas com a saúde, aceleram a progressão do câncer de pulmão em roedores e não trazem benefícios para as pessoas saudáveis, aponta artigo publicado nesta quarta-feira pela revista “Science Translational”.
     
    “Os antioxidantes são utilizados amplamente para proteger as células dos danos induzidos pelas espécies reativas de oxigênio”, explicaram os pesquisadores liderados por Volkan Sayin, da Universidade de Gotemburgo, na Suécia.
     
    “O conceito de que os antioxidantes podem ajudar a combater o câncer está profundamente enraizado na população em geral, promovido pela indústria dos suplementos alimentícios e sustentado por alguns estudos científicos”, acrescentou o artigo. Mas as provas clínicas “deram resultados incoerentes”, disse.
     
    As substâncias químicas conhecidas como antioxidantes retardam alguns tipos de danos celulares impedindo a acumulação de moléculas das espécies reativas de oxigênio (ERO) que podem danificar as células.
     
    Entre esses antioxidantes estão a vitamina A, que pode ser obtida através do consumo de cenoura, abóbora, brócolis, batata doce, tomate, couve, melão, pêssego, entre outros alimentos; e vitamina C, presente em laranjas, limas, limões, pimentões, vegetais com folhas verdes e morangos.
     
    Já a vitamina E está presente nas frutas secas e sementes, grãos integrais, óleos vegetais e óleo de fígado. Outro antioxidante conhecido, o selênio, pode ser obtido da carne de peixe e frutos do mar, carne vermelha, ovos, frango e alho.
     
    Vendas de suplementos em alta
     
    Nas últimas décadas, a venda de suplementos alimentares com antioxidantes se transformou em um grande negócio e uma análise feita em 2009 pela Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição determinou que nos Estados Unidos, estes produtos fornecem 54% da vitamina C, 64% da vitamina E, 14% de caroteno alfa e beta, e 11% de selênio, entre os adultos.
     
    Segundo os Institutos Nacionais de Saúde, as altas doses de suplementos de antioxidantes podem ser danosas em alguns casos. Por exemplo, certos estudos relacionaram o uso de suplementos com altas doses de betacaroteno com um maior risco de câncer de pulmão nos fumantes, e os suplementos com altas doses de vitamina E com o risco de acidente vascular cerebral (AVC) e câncer de próstata.
     
    O estudo sueco apontou que os antioxidantes aceleram a progressão do câncer de pulmão em ratos de laboratório e em linhagens de células humanas. Os autores usaram doses de vitamina E e acetilcisteína normais na dieta diária. Os humanos normalmente recebem estes suplementos de forma inalável, mas aos ratos os mesmos foram administrados por via oral.
     
    Quando os ratos com câncer de pulmão em seus períodos iniciais receberam antioxidante o crescimento de seus tumores se acelerou e estes se tornaram mais invasivos. O câncer matou os ratos de forma duas vezes mais rápida que nas cobaias que não receberam antioxidantes.
     
    As conclusões do estudo indicam que as pessoas que têm pequenos tumores não diagnosticados no pulmão (isso é possível em qualquer pessoa, mas mais provável nos fumantes) deveriam evitar os suplementos de antioxidantes.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Governo lança sistema para relato de acidentes relacionados a produtos

    Governo lança sistema para relato de acidentes relacionados a produtos

    O governo federal inaugura nesta quinta-feira (30), um sistema pelo qual os profissionais de saúde vão relatar casos de acidentes graves ou fatais relacionados a produtos ou serviços defeituosos. No Siac (Sistema de Informações de Acidentes de Consumo), esses profissionais registrarão ocorrências como medicamentos com efeitos inesperados a falhas em brinquedos, cosméticos e alimentos que colocaram em risco a saúde e a segurança do consumidor.
     
    A ideia é que a notificação desses casos pelos profissionais da rede pública de saúde (médicos, enfermeiros, psicólogos, dentistas, entre outros) seja obrigatória. No primeiro momento, porém, a adesão ao Siac será espontânea. O Hospital Municipal de Cuiabá foi escolhido para testar o sistema, embora qualquer profissional de saúde já possa fazer a ocorrência por meio do site. Para preencher o formulário, é preciso informar o número de registro nos conselhos profissionais. O Ministério da Saúde informou que estão previstos cursos para incentivar a adesão dos profissionais ao cadastro e que o processo será semelhante ao que foi feito para a identificação nos hospitais de ocorrências de violência a mulheres.
     
    “Não queremos criar mais uma obrigação. Esperamos encontrar novos parceiros para ampliar a fiscalização de produtos inseguros no Brasil, responsáveis por muitos gastos da saúde pública e privada no país”, disse Juliana Pereira, titular da Senacon (Secretaria Nacional de Defesa do Consumidor), órgão ligado ao Ministério da Justiça.
     
    Os agentes de saúde informarão dados pessoais dos pacientes, qual o produto ou o serviço que gerou o problema e os procedimentos adotados. Há campos específicos para colocar a marca, o modelo e o fornecedor do produto, mas o preenchimento não é obrigatório, porque muitas vezes os próprios consumidores não lembram essas informações. O Ministério da Justiça não pretende tornar pública essas denúncias, a não ser que alguma irregularidade motive uma reação governamental.
     
    A análise dos dados será feita pelos ministérios da Justiça e da Saúde e pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). A expectativa é que esse monitoramento dos acidentes de consumo amplie a fiscalização por parte do governo. Será possível, por exemplo, determinar medidas corretivas como recall ou identificar categorias de consumidores e regiões mais afetadas por produtos e serviços defeituosos. O governo espera, inclusive, reduzir o impacto desses acidentes nos cofres públicos, principalmente no SUS (Sistema Único de Saúde).
     
    O modelo, de acordo com a secretária, é semelhante ao de outros países, como os Estados Unidos, com a diferença de que lá os dados repassados pelos profissionais da área de saúde são comprados por diferentes órgãos, incluindo os governamentais. Juliana afirma que o projeto representa um “grande salto” porque permite o mapeamento de problemas por um profissional com faro investigativo.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Estudo alerta: vitaminas podem aumentar risco de câncer de pulmão

    Estudo alerta: vitaminas podem aumentar risco de câncer de pulmão

    As pessoas que fumam ou que têm câncer de pulmão devem pensar duas vezes antes de tomar suplementos vitamínicos, segundo um estudo divulgado nesta quarta-feira (29) que mostrou que certos antioxidantes podem impulsionar o crescimento de tumores malignos.
     
    Os suplementos de vitaminas antioxidantes aceleram o desenvolvimento de lesões pré-cancerosas e o câncer de pulmão em fase precoce, destacou o estudo sueco publicado na revista médica americana Science Translational Medicine, que pela primeira vez esclareceu esse mecanismo.
     
    Os antioxidantes, como as vitaminas A, C e E, permitem neutralizar os radicais livres produzidos pelo organismo que são prejudiciais, porque seu alto poder oxidante pode causar danos às células, acelerar o envelhecimento e provocar câncer.
     
    Paradoxo
     
    Durante muito tempo, os cientistas acreditaram que os antioxidantes poderiam ajudar a evitar tumores cancerígenos, mas vários estudos clínicos recentes sugerem que não têm efeito algum para evitar o câncer de pulmão em particular. Pior ainda, podem inclusive aumentar o risco em grupos vulneráveis, como o dos fumantes.
     
    A razão desse paradoxo era desconhecida até agora, afirmou o professor Martin Bergö, da Universidade de Gotemburgo, Suécia, principal autor deste trabalho.
     
    Para a pesquisa, ratos geneticamente modificados para desenvolver pequenos tumores receberam suplementos de vitamina E e um remédio antioxidante.
     
    “Constatamos que esses antioxidantes triplicaram o número de tumores e também aceleraram em grande medida a sua agressividade”, afirmou Bergö durante coletiva por telefone.
     
    “E os antioxidantes causaram a morte desses ratos duas vezes mais rápido”, acrescentou, ressaltando que os efeitos destas substâncias dependem da dose. Assim, quanto maiores as doses, maiores os efeitos.
     
    Estas descobertas foram replicadas em dois modelos de pesquisa diferentes, em ratos e em células cancerosas de pulmão in vitro, destacou o pesquisador.
     
    “Um efeito prejudicial”
     
    Os antioxidantes impulsionam o avanço do câncer, ao diminuir a quantidade de uma proteína-chave, denominada “p53”, cuja função principal é destruir as células tumorais para que não causem danos ao DNA.
     
    “Quando eliminamos esta proteína em ratos e nas linhas celulares de câncer de pulmão humano, os antioxidantes não tiveram nenhum efeito”, disse.
     
    Os antioxidantes têm um efeito prejudicial na redução dos níveis de radicais livres nos tumores, o que diminui a quantidade de proteína p53 no sangue e abre a via para a multiplicação das células cancerosas, explicou.
     
    Este mecanismo sugere que as pessoas com lesões pequenas ou tumores não diagnosticados nos pulmões, o que é mais provável nos fumantes, devem evitar os suplementos de antioxidantes, disse o professor Bergö.
     
    Falta determinar se este efeito adverso dos antioxidantes também ocorre em outros tipos de câncer, e se estas substâncias são benéficas em pessoas com baixo risco para evitar tumores cancerosos.
     
    “Ainda não está claro, se os antioxidantes podem reduzir o risco de câncer em pessoas saudáveis”, disse.
     
    Um estudo feito por cientistas do Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos (NCI, na sigla em inglês), publicado em 2011 e feito com 28 mil homens de 55 a 74 anos, já tinha mostrado uma relação entre o betacaroteno, um poderoso antioxidante encontrado em muitas plantas e também usado como suplemento alimentar, e uma forma agressiva de câncer de próstata.
     
    Os pesquisadores também lembraram que os tratamentos contra o câncer buscam oxidar as células cancerosas para destruí-las. Portanto, os antioxidantes podem debilitar sua ação terapêutica, esclareceram.
     
    Fonte: Uol Saúde
     
     
     
  • Vaca louca: homem morre em Belo Horizonte com suspeita da doença

    Vaca louca: homem morre em Belo Horizonte com suspeita da doença

    Um homem de 70 anos morreu na madrugada desta terça-feira, 28, no Hospital Risoleta Tolentino Neves (HRTN), em Belo Horizonte (MG), com suspeita de Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), uma variação da Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), como é conhecida a doença da vaca louca.
     
    Em nota, o hospital diz que a enfermidade pode ser contraída pela ingestão de carne bovina contaminada ou ser resultado de fatores genéticos e hereditários ou acontecer esporadicamente.
     
    A Secretaria de Saúde de Belo Horizonte, também por meio de nota, informou que uma amostra para a pesquisa sobre a proteína que causa a doença foi enviada para laboratórios especializados no Rio de Janeiro e em São Paulo para depois ser levada para exames mais completos em laboratórios no exterior. Não há um prazo para os resultados dos exames ficarem prontos.
     
    A Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne) divulgou comunicado no qual afirma que não existe diagnóstico confirmando a causa mortis do paciente. “A DCJ não é transmitida pelo consumo de carne bovina contaminada; ela pode ser de origem genética ou transmitida por contaminação cirúrgica e não existe qualquer possibilidade da DCJ ter sido causada por um problema de saúde animal no rebanho brasileiro”, afirmou a Abiec.
     
    A associação reforçou que no Brasil o risco para a Encefalopatia Espongiforme Bovina é “insignificante”, como atestou a Organização Internacional de Saúde Animal (OIE). Procurado, o Ministério da Agricultura ainda não se pronunciou.
     
    “Em casos suspeitos utiliza-se para confirmação da doença a pesquisa da Proteína 14.3.3 em liquor e/ou a biópsia de tecido cerebral, que é um procedimento invasivo e realizado após o óbito”, explicou o hospital em nota. O caso foi notificado à Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte, às demais secretarias do Estado e ao Ministério da Saúde.
     
    A Secretaria de Saúde, por sua vez, esclareceu que a DCJ é causada por “príons”, que são alterações de proteínas normais presentes no corpo. O acúmulo de proteínas alteradas leva à degeneração das células nervosas, tornando o tecido cerebral de aspecto esponjoso. Há ainda a variante da DCJ, a v-DCJ ou evento priônico, que, em bovinos, é denominada “doença da vaca louca” e que se transmite com o consumo de carne de bovinos contaminados.
     
    Fonte: Uol Saúde