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  • Pesquisa da UFPE identifica genes que auxiliam ação de vacinas anti-HIV

    Pesquisa da UFPE identifica genes que auxiliam ação de vacinas anti-HIV

    Redução da carga viral chegou até quase 100% em alguns pacientes.
    Graças a resultado, laboratório receberá amostras de todo o mundo.
     
    Uma pesquisa realizada pelo Departamento de Genética do Centro de Ciências Biológicas (CCB) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) identificou dois genes que, em conjunto com uma vacina imunoterapêutica, diminuem a reprodução viral de pacientes com HIV. A partir disso, pessoas soropositivas que possuem esses genes poderão, futuramente, trocar o coquetel de remédios que usam atualmente por uma vacina. Este resultado foi alcançado após o estudo do genoma de 18 pacientes submetidos ao tratamento, com 8 deles tendo a sua carga viral reduzida até quase zero.
     
    “Ainda não sabemos quantas doses ou que outros genes respondem à vacina, mas isso já é um resultado muito promissor. Quanto mais genomas nós analisarmos, mais genes vão ser descobertos e mais refinadas as vacinas poderão ser”, disse o titular do Departamento de Genética da UFPE e líder da pesquisa, professor Sergio Crovella.
     
    “As pesquisas sobre a Aids não costumam focar muito no ser humano, apenas no vírus e na composição da vacina. Mas é como uma aspirina: algumas pessoas respondem melhor que outras devido a seu código genético”, informou Crovella. Com isso em mente, ele, com uma equipe de outros dois professores, quatro alunos de pós-graduação e um clínico, começaram a avaliar o DNA dos 18 pacientes e concluíram que os portadores de pelo menos um dos dois genes, CNOT1 e PARD3B, foram os que melhor responderam ao tratamento.
     
    Os resultados foram apresentados no congresso internacional Aids Vaccine 2013, em Barcelona, na Espanha, em outubro passado. “É um encontro voltado só para o desenvolvimento de vacinas contra a Aids, com os países mais desenvolvidos do planeta. Foi nossa Copa do Mundo e saímos de lá vitoriosos, pois nomearam a UFPE como o local de referência para todos os estudos sobre o genoma do hospedeiro de todos os pacientes submetidos a vacinas terapêuticas no mundo”, revelou o professor.
     
    Isso significa que todas as amostras do mundo voltadas para esse tipo de estudo vão ser encaminhadas para o laboratório do CCB, onde serão analisadas. Os primeiros 78 espécimes devem chegar da Espanha no fim de março. “Em três meses, devemos finalizar o mapeamento completo dessas amostras e identificar outros genes”, afirmou o doutorando em genética Ronald Moura, que participa da pesquisa e, em parceria com o também doutorando Antônio Campos, desenvolveu um software que acelera o processo de identificação dos genes.
     
    Pesquisa
     
    Iniciado em 2004, o estudo começou com o interesse em criar uma vacina que “reiniciasse” o reconhecimento do sistema imunológico humano do vírus, pois a Aids o desativa. Após anos, cientistas da Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da UFPE desenvolveram a vacina terapêutica, que reduziu para quase zero a carga viral de 45% dos pacientes.
     
    Após testes, a equipe de Sergio Crovella decidiu, em 2012, fazer o mapeamento do genoma de 18 pacientes portadores do vírus HIV que não apresentavam sintomas da doença e não recebiam nenhum tipo de tratamento. O objetivo era identificar que fatores individuais de cada um influenciavam no funcionamento da vacina desenvolvida. Depois de dois anos de trabalho, a equipe identificou os genes CNOT1 e PARD3B, que reprimem a reprodução viral.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • MT, TO e MA registram as maiores incidências de hanseníase do país

    MT, TO e MA registram as maiores incidências de hanseníase do país

    Balanço divulgado nesta terça-feira (14) pelo Ministério da Saúde indica que três Estados registram as maiores incidências de hanseníase do país, com coeficiente de prevalência acima de três casos para cada 10 mil habitantes – Mato Grosso (7,69), Tocantins (5,54) e Maranhão (5,22). Já Rio Grande do Sul (0,12), Santa Catarina (0,29) e São Paulo (0,34) apresentam as menores taxas de prevalência da doença.
     
    Dados da pasta mostram que o Brasil identificou 33.303 novos casos de hanseníase em 2012. Os números referentes ao ano passado ainda não foram fechados, mas a estimativa do governo é que eles fiquem entre 30 mil e 33 mil novos casos. Ainda assim, a taxa de prevalência da doença caiu 65% nos últimos dez anos, passando de 4,33 para cada 10 mil habitantes em 2002 para 1,51 para cada 10 mil habitantes em 2012.
     
    De acordo com o balanço, em 2012, o coeficiente de detecção da hanseníase no Brasil foi 17,17 para cada 100 mil habitantes na população em geral. Entre menores de 15 anos, o índice foi 4,81/100 para cada 100 mil habitantes.
     
    Entre as ações adotadas pelo ministério está o Monitoramento para Eliminação da Hanseníase, que coletou dados em 60 municípios brasileiros. Foram pesquisadas 164 unidades de saúde de todo o país, representando 27% da população brasileira (52,8 milhões de pessoas). Os municípios selecionados foram os que apresentam maior carga da doença e concentram 60% dos casos.
     
    Ao todo, foram examinados 6.170 prontuários, além de 656 entrevistas feitas com pacientes e 279 com profissionais de saúde. Os dados mostram que 87,5% das cidades oferecem serviços de diagnóstico e tratamento para a hanseníase. Também foi observada uma redução de 18% da proporção de casos com grau 2 de incapacidade física, quando comparado os anos de 2007 e 2011, demonstrando que o diagnóstico precoce está crescendo.
     
    Fonte: Uol Saúde
     
  • Unidade móvel realiza exames de mamografia e ultrassom em Maceió

    Unidade móvel realiza exames de mamografia e ultrassom em Maceió

    Carreta percorrerá bairros da capital alagoana por três anos.
    Atendimento gratuito é agendado nas unidades de saúde dos bairros.
     
    A partir desta terça-feira (14), Maceió passa a contar com uma carreta móvel com equipamentos de mamógrafo e ultrassom para realizar exames pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
     
    A Unidade Móvel de Saúde da Mulher (UMSM), conhecida como “Carreta Saúde Cidadã, Saúde da Mulher”, tem capacidade para fazer 50 exames de cada procedimento por dia e vai percorrer bairros da capital por um período de três anos.
     
    A coordenadora de Distrito Sanitário da Secretaria Municipal de Saúde, Flávia Melro, explicou que todos os 8 distritos de saúde do município serão visitados. Para fazer os exames, as mulheres não precisarão agendar uma consulta, mas procurar a unidade de saúde mais próxima, fazer a ficha cadastral e solicitar a guia para o atendimento.
     
    “A pessoa vai fazer o exame em dia agendado para evitar longas filas. Depois, ela recebe o resultado na unidade que fez o cadastro e, caso seja apontada alguma enfermidade, será encaminhada a um especialista”, explicou.
     
    Durante a inauguração da carreta, o prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB), destacou que a iniciativa busca chamar atenção para a importância do diagnóstico precoce e o início rápido do tratamento. “A carreta e uma das ações para melhorar o atendimento na saúde pública do município. Sabemos da importância dos exames preventivos e acredito que essa será uma forma de alertar as mulheres”, disse.
     
    O secretário municipal de Saúde, Jaelson Gomes, explicou que o atendimento para os exames já começam nesta quarta-feira (15). A unidade móvel estará na Praça Pingo D’Água, no Vergel, região do 2º Distrito Sanitário, que abrange oito Unidades de Saúde e o PAM Dique Estrada. “As mulheres interessadas já podem procurar as unidades de saúde para marcar os exames”, completou.
     
    Fonte: G1 Saúde
     
  • Estudo vincula nascimento prematuro de bebês a bactérias

    Estudo vincula nascimento prematuro de bebês a bactérias

    Rompimento precoce da bolsa de fluido que envolve o bebê, causa comum de partos prematuros, pode ter origem bacteriana.
     
    Uma das causas mais comuns de partos prematuros – a ruptura precoce da bolsa de fluido que envolve o bebê dentro do útero – pode estar associada à presença de certas bactérias, segundo um estudo americano.
     
    A descoberta pode resultar em testes para identificar a presença de bactérias e tratamentos para mulheres sob risco de entrar em trabalho de parto prematuramente, informou a equipe responsável pelo trabalho.
     
    Os pesquisadores trabalham com a hipótese de que as bactérias identificadas produziriam um afinamento das membranas que envolvem o bebê no útero, levando à sua ruptura.
     
    E essa ruptura, que na linguagem popular é chamada de 'estouro da bolsa d'água', responde por quase um terço de todos os partos prematuros.
     
    O estudo, feito por pesquisadores da Duke University School of Medicine em Durham, no Estado americano da Carolina do Norte, foi publicado na revista científica “PLoS One”.
     
    Tratamento
     
    Normalmente, as membranas que compõem a bolsa que envolve o bebê, ou bolsa amniótica, se rompem no início do parto. Se elas se partem cedo, antes do início das contrações, isso pode – embora nem sempre aconteça – levar a um parto prematuro.
     
    A equipe americana encontrou grandes quantidades de bactérias no ponto onde as membranas se rompem.
     
    Se for constatado que as bactérias são a causa – e não a consequência – da ruptura da membrana, talvez seja possível desenvolver-se novos tratamentos ou criar-se práticas de monitoramento de mulheres sob risco – os especialistas explicaram.
     
    “Por exemplo, se acharmos que certas bactérias estão associadas à ruptura prematura das membranas, podemos fazer testes para identificar sua presença já no início da gravidez”, disse Amy Murtha, autora do estudo. “Talvez então possamos ser capazes de tratar as mulheres afetadas com antibióticos”.
     
    “Nosso estudo ainda está muito longe disso, mas nos dá oportunidades de explorar intervenções terapêuticas direcionadas, algo que nos falta na obstetrícia”.
     
    Os pesquisadores examinaram amostras de membranas retiradas de 48 mulheres que tinham acabado de parir, entre elas, mulheres que tinham sofrido rupturas prematuras da bolsa amniótica, mulheres que haviam tido partos prematuros por outras razões e também mulheres que haviam completado os nove meses de gestação.
     
    Eles verificaram que havia bactérias presentes em todas as amostras, mas quanto mais bactérias presentes, mais finas as membranas, especialmente nas mulheres que tinham tido partos prematuros em decorrência da ruptura da bolsa d'água.
     
    Comentando o estudo, o médico Patrick O'Brien, do Royal College of Obstetricians and Gynaecologists, disse que já se sabia há algum tempo que infecções bacterianas eram responsáveis por rupturas prematuras da bolsa amniótica em algumas mulheres. “Agora, o que realmente precisamos é entender em detalhes o mecanismo pelo qual bactérias provocam a ruptura da bolsa”.
     
    Duncan Wilbur, porta-voz da ONG britânica de suporte para bebês prematuros Bliss, acrescentou: “Damos boas vindas a qualquer estudo que nos ajude a compreender melhor as causas de partos prematuros e a identificar as mulheres sob maior risco”.
     
    “As conclusões desse estudo são muito interessantes e mais pesquisas precisam ser feitas para encontrar tratamentos que ajudem a prevenir partos prematuros”.
     
    Fonte: BBC Brasil
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    Cientistas americanos desenvolveram uma supercola com o potencial de “remendar” problemas no coração durante uma cirurgia ou interromper hemorragias em campos de batalha.
     
    O novo adesivo poderá até substituir as suturas e grampos em cirurgias do coração, vasculares ou do sistema digestivo.
     
    A equipe já realizou testes em porcos que mostraram que supercola pode selar defeitos no coração em uma questão de segundos e ainda aguentar a pressão dentro do coração.
     
    O produto poderá ser disponibilizado para o uso em humanos dentro de dois ou três anos, depois de mais testes.
     
    Os médicos já usam um tipo de cola, um adesivo, em pacientes para fechar ferimentos, substituindo pontos e grampos.
     
    Mas, até o momento, esta cola de uso médico ainda não era forte o bastante para aguentar as forças dentro das câmaras do coração ou dos grandes vasos sanguíneos.
     
    A pesquisa foi divulgada na revista especializada Science Translational Medicine.
     
    À prova d'água
     
    A nova cola, desenvolvida pela Faculdade de Medicina de Harvard, pode garantir o fechamento de feridas ou aberturas cirúrgicas à prova d'água em poucos segundos com um raio de luz UV.
     
    “Desenvolvemos uma cola cirúrgica que pode ser usada em procedimentos mais abertos e invasivos e selar tecidos dinâmicos como vasos sanguíneos e o coração, além dos intestinos”, disse à BBC um dos autores do estudo, Jeffrey Karp, do Brigham and Women's Hospital, em Boston, no Estado de Massachusetts.
     
    Para Karp, além do potencial de substituir as suturas e grampos, a supercola “pode abrir a porta para uma maior adaptação em procedimentos minimamente invasivos”.
     
    O polímero adesivo desenvolvido pelos cientistas americanos, que é repelente de água e sangue, foi inspirado na habilidade de algumas criaturas, incluindo as lesmas, de aderir a superfícies usando secreções viscosas que funcionam mesmo com umidade.
     
    Os pesquisadores testaram a cola no coração de porcos, que são semelhantes ao coração humano, durante uma cirurgia e descobriram que ela conseguiu reparar os defeitos no coração do animal.
     
    Segundo Karp ainda são necessários mais estudos para garantir a segurança do uso da supercola em humanos, mas os resultados até o momento sugerem que a cola cirúrgica também poderá ser usada para fechar rapidamente feridas abertas.
     
    Sanjay Thakrar, da organização de caridade britânica voltada para problemas cardíacos, a British Heart Foundation, afirmou que o sistema cardiovascular é um “ambiente dinâmico, onde há um fluxo de sangue contínuo e contrações do tecido, e as colas existentes com frequência não funcionam bem nestas condições”.
     
    “Estes pesquisadores parecem ter descoberto uma forma inovadora de superar estas questões, o que pode ser muito útil durante os procedimentos minimamente invasivos”, afirmou.
     
    Mas, para Thakrar, os cientistas americanos apenas avaliaram a eficácia da cola em um período curto e “é importante ver como a cola age em períodos maiores”.
     
    Fonte: BBC Brasil
  • Estudo sugere que café pode melhorar memória

    Estudo sugere que café pode melhorar memória

    Cientistas americanos notaram que desempenho na habilidade de diferenciar imagens sutilmente diferentes era melhor em voluntários que tinham ingerido cafeína.
     
    Um estudo americano sugere que o café, além de servir como estimulante, ajuda a melhorar a memória. O estudo, publicado na revista especializada “Nature Neuroscience”, testou a memória de 160 pessoas durante 24 horas.
     
    Os pesquisadores observaram que pessoas que tomaram comprimidos de cafeína tiveram um desempenho melhor em testes de memória do que as que ingeriram placebos.
     
    O estudo, da Universidade Johns Hopkins, envolveu pessoas que não bebiam ou consumiam produtos com cafeína regularmente.
     
    Os pesquisadores recolheram amostras de saliva dos voluntários para verificar os níveis de cafeína e os submeteram a um teste em que tiveram que olhar para uma série de imagens.
     
    Cinco minutos depois, parte deles recebeu um comprimido de 200 miligramas de cafeína, o equivalente à cafeína presente em uma xícara grande de café segundo os pesquisadores, ou então um placebo. Os cientistas então recolheram outra amostra de saliva 24 horas depois.
     
    No dia seguinte, os dois grupos foram avaliados para ver a capacidade de reconhecer as imagens vistas no dia anterior. Os voluntários foram expostos a uma mistura de algumas das imagens vistas no primeiro dia com algumas imagens novas e também algumas imagens sutilmente diferentes.
     
    Ser capaz de diferenciar entre os itens semelhantes, mas não idênticos, é chamado de padrão de separação e indica um nível mais profundo de retenção na memória.
     
    Entre os voluntários que consumiram cafeína, o número de pessoas capazes de identificar corretamente imagens 'semelhantes' era maior que o que repondia – de forma errada – que eram as mesmas imagens.
     
    “Se tivéssemos usado uma tarefa padrão de reconhecimento pela memória, sem estes itens semelhantes e enganadores, não teríamos descoberto o efeito da cafeína”, disse Michael Yassa, que liderou o estudo.
     
    “Mas, estes itens exigem que o cérebro faça uma discriminação mais difícil, o que chamamos de padrão de separação, que parece ser o processo que é melhorado pela cafeína em nosso caso”, acrescentou.
     
    O período de apenas 24 horas pode parecer curto, mas não é este o caso para os estudos sobre a memória. A maior parte do esquecimento ocorre nas primeiras horas depois que a pessoa aprende algo.
     
    Poucos efeitos
     
    A equipe agora quer analisar o que acontece no hipocampo, o 'centro de memória' do cérebro, para compreender o efeito da cafeína. Apesar dos resultados promissores, Michael Yassa afirmou que as pessoas não devem beber muito café ou tomar comprimidos de cafeína. “Tudo com moderação. Nosso estudo sugere que 200 miligramas de café beneficiam aqueles não ingerem cafeína regularmente”, disse Yassa.
     
    O cientista afirmou que pode haver um outro tipo de resposta o que “sugere que doses mais altas (de cafeína) podem não ser tão benéficas”. “Tenha em mente que, se você é um consumidor regular de cafeína, esta quantidade pode mudar”, acrescentou.
     
    “E, claro, é preciso lembrar dos riscos para a saúde. Cafeína pode ter efeitos colaterais como nervosismo e ansiedade em algumas pessoas. Os benefícios precisam ser medidos em comparação com os riscos.”
     
    Para Anders Sandberg, do Instituto Futuro da Humanidade da Universidade de Oxford, o estudo demonstrou que tomar cafeína logo depois de ver as imagens “melhora o reconhecimento delas 24 horas depois, dando apoio à ideia de que ajuda o cérebro a consolidar o aprendizado”.
     
    “Mas, não houve melhora direta na memória de reconhecimento graças à cafeína. Ao invés disso, o efeito foi uma pequena melhora na habilidade de distinguir entre as novas imagens que pareciam com as antigas das que eram realmente as antigas.”
     
    Para Sandberg, a cafeína pode ajudar uma pessoa a prestar mais atenção, mas a melhor forma de consolidar o aprendizado é dormir, o que pode ser um problema com o consumo de café.
     
    Fonte: Bem Estar
  • Pesquisa identifica DNA que regula atividade no pâncreas humano

    Pesquisa identifica DNA que regula atividade no pâncreas humano

    Mutações associadas a doenças do pâncreas estão em regiões do DNA.
    Investigação foi publicada no periódico científico 'Nature Genetics'.
     
    Uma equipe internacional de pesquisadores identificou a informação do genoma humano que regula a atividade dos genes do pâncreas e conseguiu demonstrar que seu mau funcionamento está associado ao desenvolvimento de diabetes e outras doenças do metabolismo.
     
    O estudo foi publicado no último número da revista “Nature Genetics”. Segundo explicou um dos autores do trabalho, Lorenzo Pasquali, do Instituto de Pesquisas Biomédicas August Pi i Sunyer, em Barcelona, o trabalho “ajudará a compreender, em nível molecular, por que algumas pessoas tendem a desenvolver diabetes”.
     
    Na investigação, Pasquali e Jorge Ferrer, do Imperial College, em Londres, conseguiram identificar o conjunto de regiões reguladoras do genoma que opera no pâncreas humano ativando todos os genes necessários para formar o órgão.
     
    “Algo assim como o mapa genômico global de todos os 'interruptores de luz' que acendem os genes necessários para construir um pâncreas”, explicou José Luis Gómez-Skarmeta, pesquisador do Centro Andaluz de Biologia do Desenvolvimento (Espanha).
     
    Todas as células do organismo têm a mesma informação genética, os mesmos genes, mas o que diferencia uma célula do pâncreas de uma do coração, por exemplo, é quais genes estão “acesos” em cada tecido, e essa informação procede das regiões reguladoras, disse Gómez Skarmeta. 
     
    A segunda parte da pesquisa consistiu em “associar essas regiões com seus genes alvo”, com os quais “respondem suas instruções”, acrescentou.
     
    Relação com doenças humanas
     
    Por último, Ferrer e Pasquali relacionaram estas instruções com doenças humanas e observaram que muitas mutações associadas a doenças do pâncreas ou do metabolismo estão localizadas nas regiões do DNA que contêm a informação reguladora.
     
    “Essas mutações alteram o mecanismo do 'interruptor de luz', que não funciona bem e como consequência o gene também não funciona bem no pâncreas e provoca diabetes ou outros problemas”, conclui Gómez-Skármeta.
     
    Para entender a importância do estudo é preciso se partir da premissa que só 5% do DNA humano contém genes que servem para produzir proteínas. É nos 95% restantes do genoma onde é produzida a imensa maioria das mutações conhecidas que causam doenças.
     
    Este DNA, chamado DNA não codificante, contém sequências que permitem que uns e não outros genes se ativem em determinados órgãos. Tais sequência são chamadas 'regiões reguladoras'. No entanto, este DNA não codificante, até pouco tempo denominado 'DNA lixo', foi um grande desconhecido durante muitos anos.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • ” opõe pediatras e fonoaudiólogos

    ” opõe pediatras e fonoaudiólogos

    A obrigatoriedade de um teste em recém-nascidos para detectar uma alteração na membrana que conecta a língua ao assoalho da boca está colocando em lados opostos pediatras e fonoaudiólogos.
     
    Um projeto de lei que exige a realização do “teste da linguinha” por profissionais de saúde em todas as maternidades no país já passou na Câmara e está no Senado.
     
    Irene Marchesan, presidente da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia, afirma que a entidade tomou essa iniciativa porque é comum o atendimento de crianças mais velhas com problemas de fala por falta de diagnóstico quando eram bebês.
     
    “Problemas que começam pequenos como esse acabam passando despercebidos pelos médicos.”
     
    Outra vantagem de realizar o teste no recém-nascido, segundo ela, é evitar dificuldades de amamentação que podem ser causadas pela falta de movimentos da língua.
     
    Quando o problema da língua presa é detectado, um corte simples da membrana resolve o problema, afirma Marchesan. O projeto de lei para tornar o teste da linguinha obrigatório não prevê a exigência de realização desse corte, mas o procedimento já é feito no SUS.
     
    “Se o corte é feito depois que a criança já não fala bem, a fala nunca vai ficar perfeita”, diz Marchesan.
     
    Mas a Sociedade de Pediatria de São Paulo é contra a aprovação da lei. Um parecer da entidade afirma que o exame da cavidade oral já é realizado rotineiramente pelos pediatras e que a lei criaria uma despesa desnecessária –o que os fonoaudiólogos negam, já que o projeto não prevê que um especialista realize o teste.
     
    Ainda segundo a entidade, raramente a alteração no frênulo (membrana que conecta a língua ao assoalho da boca) causa problemas para a amamentação, e a correção pode ser feita mais tarde, não na maternidade.
     
    Eduardo Vaz, presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria –que endossou o parecer da entidade paulista–, diz que tornar o teste obrigatório pode levar a cirurgias desnecessárias de corte da membrana.
     
    Mário Roberto Hirschheimer, presidente da Sociedade de Pediatria de São Paulo, cita estudos americanos que dizem que só 12% dos casos diagnosticados realmente precisam do corte.
     
    Segundo ele, outros testes que já são rotina em recém-nascidos, como o do pezinho, são exigidos porque, sem o diagnóstico e o tratamento precoces, há consequências imediatas para a criança.
     
    Para Marchesan, da sociedade de fonoaudiologia, os médicos só pensam assim porque não precisam lidar, anos depois, com problemas de fala irreversíveis apresentados por crianças e adultos.
     
    OUTROS TESTES
     
    Eduardo Vaz afirma que outros testes importantes realizados nos recém-nascidos, como o do coraçãozinho e o do olhinho, precisam mais de uma lei federal do que o da linguinha.
     
    O chamado teste do coraçãozinho mede a oxigenação do sangue do bebê. Uma baixa saturação de oxigênio indica possíveis problemas cardíacos congênitos.
     
    “Cerca de 3% das crianças nascem com uma cardiopatia congênita, sendo que 10% delas, cerca de 9.000 bebês por ano no Brasil, têm um problema grave. Uma lei federal garantiria a presença do aparelho necessário para o teste em todos os lugares.”
     
    Por enquanto, esse exame é previsto em leis estaduais e municipais no país.
     
    O teste do olhinho, que também não tem lei federal, detecta problemas na visão que podem ser causados por renitoblastoma (câncer nas células da retina) e catarata, entre outras doenças.
     
    Já são obrigatórios os testes do pezinho (um rastreamento de doenças congênitas assintomáticas) e o da orelhinha, que detecta surdez.
     
    Fonte: Folha de São Paulo
  • Nova terapia genética ajuda a reduzir tremor de doentes de Parkinson

    Nova terapia genética ajuda a reduzir tremor de doentes de Parkinson

    Resultado de teste clínico sobre tratamento foi divulgado em revista médica.
    Estudo foi feito com 15 pacientes com estágio avançado da doença.
     
    O primeiro estudo clínico de uma nova terapia genética para o tratamento do Mal de Parkinson mostra que a injeção de genes que produzem dopamina diretamente na região do cérebro que controla o movimento do corpo foi capaz de reduzir os tremores de pacientes que sofrem da doença. De acordo com um artigo publicado na noite desta quinta-feira (9) na revista médica The Lancet, o tratamento foi feito em 15 pacientes com idades entre 48 e 65 anos que já tinham sido diagnosticados com Parkinson há pelo menos cinco anos.
     
    Os médicos responsáveis pela terapia genética afirmam que todos os pacientes apresentaram melhoras nos sintomas e, apesar de todos também terem apresentado efeitos colaterais, eles foram considerados “de leves a moderados”.
     
    Os tremores, os membros rígidos e a perda de equilíbrio, alguns dos sintomas que caracterizam a doença resultam da falta de dopamina, um neurotransmissor produzido por um grupo de células nervosas. O Mal de Parkinson provoca a morte progressiva destas células, e por isso, o quadro dos pacientes é degenerativo.
     
    De acordo com a revista The Lancet, atualmente o tratamento mais usado para a doença é a droga levodopa, substância que o cérebro converte em dopamina. Porém, a morte das células com o passar do tempo acaba reduzindo a eficácia do tratamento. Entre outros efeitos disso está o desenvolvimento de espasmos musculares involuntários nos pacientes.
     
    O tratamento ProSavin, objeto do estudo clínico, usa um vírus inerte para transmitir três genes capazes de fabricar dopamina à região do estriado, que controla o movimento. Segundo o professor Stéphane Palfi, do grupo Henri-Mondor Albert-Chenevier, da França, afirmou à revista, a intenção é “converter neurônios do estriado que não produzem dopamina em fábricas de dopamina para substituir a fonte constante de dopamina que se perdeu por causa do Mal de Parkinson”.
     
    Para testar a segurança, a tolerabilidade e a eficácia de três doses diferentes do tratamento, o estudo categorizou os 15 pacientes em uma escala de funções motoras. Entre os itens desta divisão estão a fala, os tremores, a rigidez, o movimento dos dedos, a postura, o andar e a bradicinesia (a dificuldade ou lentidão em inicar movimentos voluntários).
     
    Após a cirurgia de injeção da substância, os pacientes foram monitorados durante 12 meses. Segundo os resultados do estudo, 11 pacientes apresentaram espasmos musculares enquanto estavam sob a influência do medicamento, e nove apresentaram outros efeitos colaterais, de leves a moderados.
     
    O estudo afirma ter registrado uma “melhora no comportamento motor foi observado em todos os pacientes”. De acordo com o professor Palfi, porém, embora a eficácia registrada seja promissora, “a magnitude dos efeitos está dentro do intervalo de placebo apresentado em outros estudos clínicos do Mal de Parkinson que usam técnicas cirúrgicas, e deve ser interpretada com cuidado”. Segundo ele, a conclusão do estudo é que essa abordagem terapêutica proporciona uma substituição contínua e estável de dopamina, restrita a uma região do cérebro que não tem a substância, e pode se tornar um tratamento efetivo de longo prazo sem provocar complicações comportamentais.
     
    Atualmente, a doença afeta cinco milhões de pessoas em todo o mundo e é o segundo mal neurodegenerativo mais comum, depois do Alzheimer.
     
    Fonte: Bem Estar
  • Estudo de Harvard prova que placebo tem efeito de remédio para enxaqueca

    Estudo de Harvard prova que placebo tem efeito de remédio para enxaqueca

    Quando o assunto é dor, a expectativa de melhora criada pelas palavras do médico na hora de prescrever um medicamento pode ser tão importante para a eficácia da terapia quanto os efeitos farmacológicos do remédio propriamente dito, segundo um estudo da Faculdade de Medicina de Harvard.
     
    A pesquisa avaliou a influência do efeito placebo no tratamento de pessoas com enxaqueca e concluiu que uma pílula inócua pode ser tão eficiente quanto um medicamento de verdade no alívio da dor de cabeça durante um ataque, dependendo da mensagem que é dada ao paciente no início. Pacientes que receberam mensagens positivas se beneficiaram mais da terapia do que aqueles que receberam mensagens neutras ou negativas, independentemente de estarem tomando placebo ou medicação de verdade.
     
    “Fica claro que cada palavra na clínica conta”, disse à reportagem Ted Kaptchuk, um dos pesquisadores que liderou o estudo no Beth Israel Deaconess Medical Center, em Boston. Publicado nesta quinta-feira (9), na revista Science Translational Medicine, o estudo apresenta “a medição mais precisa do efeito placebo feita até hoje”, segundo ele.
     
    Vários estudos já demonstraram que o efeito placebo pode trazer benefícios clínicos reais para os pacientes. Mas nenhum até agora, segundo Kaptchuk, havia conseguido medir o tamanho desse efeito, separando-o dos efeitos farmacológicos diretos da medicação.
     
    Ao sofrer um ataque de enxaqueca, os pacientes tinham de tomar uma pílula que podia estar identificada de três formas: placebo (mensagem negativa); placebo ou remédio (mensagem neutra); ou remédio (mensagem positiva). Os cientistas calculam que 50% da melhora observada nos pacientes, em qualquer uma das condições, foi por causa do efeito placebo.
     
    Fonte: Estadão