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  • Médicos vão contestar na Justiça prescrição de remédios por farmacêuticos

    Médicos vão contestar na Justiça prescrição de remédios por farmacêuticos

    O CFM (Conselho Federal de Medicina) informou, nesta quarta-feira (25), que vai à Justiça contra a resolução do Conselho Federal de Farmácia que permite à categoria fazer a prescrição de medicamentos isentos de prescrição médica, como analgésicos e antitérmicos.

    Como publicado pela Folha no último domingo (22), a resolução libera os farmacêuticos a tratarem “transtornos menores”, como diarreia e dor de cabeça, no próprio balcão da farmácia.

    Hoje, remédios isentos de prescrição médica são comprados livremente. Com a resolução, o cliente poderá passar por uma “consulta” no balcão da farmácia e receber um receituário com a assinatura e o carimbo do farmacêutico.

    Segundo o CFM, os farmacêuticos não têm autorização legal para fazer essas prescrições. Em nota, o conselho defende que, em nenhum momento, a legislação que regulamenta a profissão de farmacêutico “coloca como atribuição desse profissional a prescrição de medicamentos”.

    “O CFM entende que apesar de aparentemente simples uma dor de cabeça pode ser o sintoma de um problema mais grave, como um acidente vascular cerebral. Portanto, é mais seguro, então, que esse paciente seja atendido por um médico, e não por um profissional que pode conhecer tudo da composição química dos remédios, mas não foi preparado para diagnosticar doenças”, continua a entidade.

    Outro ponto questionado na resolução é a autorização dada ao farmacêutico para renovar receitas prescritas anteriormente por um médico.

    A nota cita ainda uma pesquisa recente do ICTQ (instituto de pós-graduação para farmacêuticos) mostrando que, de 2.650 pessoas entrevistadas em 16 capitais, 61% disseram ser contra a medida do conselho de farmácia.

    Fonte: Folha de São Paulo

  • Resolução que prevê prescrição de remédio por farmacêutico é publicada

    Resolução que prevê prescrição de remédio por farmacêutico é publicada

    Texto determina que farmacêutico possa prescrever certos medicamentos.

    Conselho Federal de Medicina vai questionar a resolução na justiça.

     

    Foi publicada nesta quarta-feira (25) a resolução do Conselho Federal de Farmácia (CFF) que prevê que farmacêuticos possam prescrever medicamentos que não necessitem de receita médica. A resolução nº 585 afirma que faz parte das atribuições clínicas do farmacêutico “prescrever, conforme legislação específica, no âmbito de sua competência profissional”.

    Além de poder prescrever medicamentos que dispensem receita médica, o farmacêutico também poderá indicar plantas medicinais, drogas vegetais e fitoterápicos.



    A resolução também reforça o papel do farmacêutico nos cuidados à saúde do paciente e determina que é função desse profissional participar de discussões de casos clínicos “de forma integrada com os demais membros da equipe de saúde”.

    De acordo com a decisão, o farmacêutico também deve fazer a anamnese farmacêutica e verificar sinais e sintomas do paciente, além de analisar a prescrição de medicamentos nos aspectos legais e técnicos.  

    Para Pedro Eduardo Menegasso, presidente do Conselho Regional de Farmácia de São Paulo, a resolução é uma tentativa de tornar mais segura a relação do consumidor com a farmácia. “O que se fazia de forma informal – o consumidor pedia uma indicação de produto para o balconista e ninguém se responsabilizava por isso – pode ser feito agora de maneira formal: uma indicação por escrito feita por um farmacêutico com instrução de uso”.



    Ele acrescenta que os farmacêuticos lidarão apenas com transtornos menores e, quando necessário, orientarão o paciente a procurar um médico. “Não fazemos diagnóstico e, portanto, não estamos invadindo o âmbito dos médicos”, diz Menegasso.



    O Conselho Federal de Medicina (CFM) afirmou, em nota divulgada nesta quarta-feira, que vai questionar na justiça a resolução do CFF. “O questionamento do CFM está baseado na legislação que regulamenta a profissão do farmacêutico, que em nenhum momento coloca como atribuição desse profissional a prescrição de medicamentos”, afirmou o órgão.



    O CFM defende que cabe apenas ao médico o direito de prescrever remédios. “Nenhuma outra categoria profissional brasileira tem essa previsão legal, cabendo apenas ao médico fazer o diagnóstico nosológico (de doenças) e indicar o tratamento, se necessário”, disse o conselho, em nota.

    Fonte: Bem Estar

     

  • Anvisa quer criar alertas em buscas por produtos na internet

    Anvisa quer criar alertas em buscas por produtos na internet

    Quem fizer buscas na internet por remédios ou produtos de saúde e beleza irregulares no país pode passar a se deparar com mensagens de alerta sobre riscos potenciais daquele produto.

    É o que propõe a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que está em negociação com sites populares de vendas e buscas na rede. Segundo Jaime Oliveira, um dos diretores da agência, os primeiros acordos podem ser assinados ainda neste ano.

    A ideia é atuar em duas frentes. A primeira é traduzir os alertas oficiais da Anvisa sobre produtos irregulares ou banidos (caso dos remédios para emagrecer e daqueles usados para aborto) em mensagens rápidas e em destaque para os usuários que fizerem buscas na rede.

    A agência parte do pressuposto de que informações sobre produtos milagrosos ou irregulares circulam pela internet com rapidez bem maior que os dados que a Anvisa produz e tenta difundir.

    O formato para as mensagens não está definido. Poderia ser em janelas de pop-up ou avisos em barras laterais dos sites (usados frequentemente em anúncios).

    “Às vezes a pessoa não sabe que aquele produto não está aprovado. Assim, compartilhamos a responsabilidade por garantir a saúde.”

    Paralelamente, a agência pretende assinar acordos com os sites para acelerar a retirada do ar de vendas de produtos proibidos ou anúncios irregulares na internet. Isso seria feito também por ferramentas de busca ativa desse conteúdo irregular.

    FORMIGUINHA

    A Anvisa define como “trabalho de formiguinha” o que hoje é feito em relação às denúncias de conteúdo irregular –a burocracia envolve até publicação no “Diário Oficial da União”. “Quando temos uma ação contra um site, sai publicação no diário, aí vão atrás do site. Mas é ineficaz. É muito desproporcional o quanto gastamos de energia e o que temos de resultado”, avalia Oliveira.

    A agência diz que as informações sobre sanções às páginas irregulares estão dispersas e não tem uma estimativa dessas medidas.

    Segundo a área técnica da agência, chegam a 8.000 as denúncias, a cada ano, de produtos e anúncios irregulares ou empresas clandestinas –número considerado pequeno perto da realidade.

    Os campeões de reclamações são produtos hospitalares (queixas feitas pelos serviços médicos) e os produtos milagrosos para a beleza (queixas de usuários).

    Fonte: Folha de São Paulo

  • Novos casos de Aids caem 33% desde 2001, diz relatório da ONU

    Novos casos de Aids caem 33% desde 2001, diz relatório da ONU

    Relatório divulgado nesta segunda-feira pela ONU (Organização das Nações Unidas) mostra uma redução de 33% de novos infectados pela Aids em todo o mundo entre 2001 e 2012, incluindo crianças e adultos.

    O resultado mantém a tendência de queda que vem ocorrendo desde 1997, conforme relatórios divulgados pela ONU neste período.

    Em 2011, por exemplo, o órgão estimava em 2,5 milhões de novos infectados. O relatório liberado hoje diz que esse número caiu para 2,3 milhões pessoas infectadas em 2012. A ONU ressalta que em pelo menos 26 países o percentual caiu mais de 50%.

    A Unaids, órgão da ONU que cuida do combate à Aids, celebra a redução de novos infectados entre crianças. Ao todo, 260 mil crianças contraíram Aids no ano passado, uma queda de 52% desde 2001.

    De acordo com o relatório, hoje cerca de 35 milhões de pessoas vivem com Aids no mundo.

    O documento ressalta que o aumento do acesso ao tratamento têm dado mais sobrevida aos infectados, o que faz crescer o número de pessoas registradas com Aids. Segundo a ONU, a expectativa é que em 2015 ao menos 15 milhões estejam recebendo tratamento. Até o fim de 2012, o número era de 9,7 milhões.

    A ONU comemora também a redução no número de mortes, em torno de 30% em relação a 2005. Em 2012, 1,6 milhão de pessoas morreram por causa da Aids, ante 2,1 milhões sete anos antes.

    Fonte: Folha de São Paulo

     

  • Métodos alternativos prometem reduzir custo de fertilização in vitro

    Métodos alternativos prometem reduzir custo de fertilização in vitro

    Duas técnicas alternativas prometem diminuir o preço das fertilizações in vitro em até 90% e simplificar o procedimento usado há 35 anos em casos de infertilidade.

    Um dos métodos, desenvolvido na França e já utilizado no Brasil, dispensa o uso da incubadora onde o embrião se forma, cortando o custo pela metade.

    O encontro do óvulo com o espermatozoide ocorre dentro de cápsula colocada na vagina. Após três dias, o embrião é retirado da cápsula e transferido para o útero.

    A outra técnica, de origem belga, substitui materiais caros usados na FIV por outros mais simples. O principal é a incubadora de gás carbônico, que controla os níveis de acidez do ambiente.

    Os pesquisadores obtiveram o gás de forma mais barata, misturando ácido cítrico e bicarbonato de sódio.

    Doze crianças já nasceram por meio da técnica, segundo estudo apresentado em conferência de fertilidade em Londres. Segundo os autores, do Genk Institute for Fertility Technology, a eficácia é de 30%, semelhante à da FIV tradicional, e os custos caíram de 85% a 90% em relação aos preços de mercado.

    No Brasil, cada ciclo de FIV custa entre R$ 6.000 e R$ 15 mil, sem contar a medicação. O acesso ao tratamento pelo SUS é restrito a poucos centros de referência.

    O ginecologista Eduardo Motta, professor da Unifesp, pondera que a pesquisa não cita os custos dos remédios que estimulam a ovulação e nem do material usado para aspirar os óvulos.

    “Hoje, só de material, gastamos R$ 1.500, sem contar o custo do médico, do técnico, do biólogo e das instalações.”

    Além do gás carbônico, os belgas também usaram agulhas e cateteres de transferência mais econômicos.

    BARATEAMENTO
    Para Artur Dzik, presidente da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana, embora a técnica belga tenha potencial de baratear a FIV, ela é limitada por ter sido usada apenas em casais mais jovens (menos de 35 anos) e sem infertilidade masculina grave.

    “Para validar esse barateamento, precisamos de um estudo multicêntrico, incluindo vários grupos de casais em diferentes países”, diz ele.

    O método francês (Invo) usa uma cápsula permeável pouco difundida no Brasil. Em Campos dos Goytacazes (RJ) a técnica já foi incluída num programa público de fertilidade. Por ano, são feitos de 35 ciclos, com taxas de gravidez de 29%.

    Segundo o ginecologista Francisco Colucci, do Hospital Escola Alvaro Alvim, que oferece a técnica, a taxas de gravidez são semelhantes às da FIV tradicional (o que é contestado por outros especialistas em reprodução, que apontam eficácia de até 60% da técnica convencional), e o preço é de R$ 8.000, incluindo a medicação.

    Na Invo, a vagina desempenha o papel da incubadora, mantendo a temperatura ideal e fornecendo o ambiente necessário para o desenvolvimento do embrião.

    Após três dias, a cápsula é removida da vagina e os embriões são levados ao laboratório. Os de melhor qualidade são transferidos para o útero. “É mais natural. Na vagina a taxa de oxigenação é de 3% a 5%. Na incubadora, de 18% 20%”, diz Colucci.

    A técnica não serve para casos de infertilidade masculina, quando é indicado o procedimento chamado ICSI, em que um único espermatozoide é injetado no óvulo.

    Para o médico, a principal vantagem do método é o menor custo do tratamento, o que facilita a adoção pelo serviço público de saúde.

    Na literatura médica sobre a Invo, é apontado o risco de contaminação dos embriões por germes da vagina, como a Candida albicans. Colucci contesta. “A cápsula filtra a entrada de bactérias.”

    Fonte: Folha de São Paulo

  • CFM orienta conselhos regionais a autorizar registros do Mais Médicos

    CFM orienta conselhos regionais a autorizar registros do Mais Médicos

    Decisão foi tomada após AGU garantir repasse de dados sobre os médicos.

    CRMs vão pedir 15 dias para governo enviar as informações.

     
    O Conselho Federal de Medicina (CFM) informou nesta sexta-feira (20) que orientou os conselhos regionais a autorizarem os registros provisórios dos médicos estrangeiros do programa Mais Médicos. De acordo com o CFM, o registro será feito desde que os médicos apresentem a documentação “completa” e “sem inconsistências”.
     

    A decisão foi tomada após a Advocacia-Geral da União (AGU), em processo na Justiça do Rio Grande do Sul, ter manifestado o entendimento de que o governo deve enviar aos CRMs informações sobre o endereço de trabalho e os nomes dos tutores e supervisores de cada um dos médicos estrangeiros inscritos, dados que vinham sendo exigidos pelos conselhos regionais.

    De acordo com o CFM, a disposição do governo em repassar esses dados “demonstra a compreensão da Advocacia-Geral da União de que os pedidos de informações para viabilizar as ações de fiscalização relativas ao Programa Mais Médicos estão pautados pelo princípio da razoabilidade”.

    Na última segunda-feira (16), foi publicado no “Diário Oficial da União” um parecer assinado pela presidente Dilma Rousseff e pelo advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, regulamentando o registro profissional dos participantes do programa Mais Médicos.

    De acordo com o parecer, que tem força de lei, os conselhos regionais de Medicina  não podem exigir qualquer documentação para conceder o registro dos profissionais além do que foi definido pela Medida Provisória 621/2013 e pelo Decreto 8040/2013, que regulamentam o programa.

    Um dos questionamentos  feitos pelos CRMs ao programa do governo federal é o fato de o Mais Médicos não exigir a revalidação do diploma de medicina para os aqueles que concluíram o curso no exterior. No parecer do governo, a revalidação do diploma não pode ser exigida na hora de conceder registro aos profissionais estrangeiros do programa.

    Inconsistências

    O CFM informou também que os CRMs vêm recebendo pedidos de registro de médicos estrangeiros com “inconsistências”. “Um levantamento preliminar realizado junto aos CRMs mostra um número significativo de dossiês incompletos. Apenas as inconsistências que desobedecem à MP estão sendo apontadas. Entre os problemas mais comuns estão falta de legalização consular dos diplomas e dados de identificação pessoal com inconsistência”, disse o CFM.

    Pedidos que apresentarem problemas, segundo o conselho, “não receberão o CRM provisório”. Nesses casos, os profissionais serão avisados para reparar os problemas.

    O CFM disse ainda que diplomas e declarações sem tradução juramentada, escritos à mão e sem estarem acompanhadas dos respectivos originais estão sendo aceitos, “com base na orientação do governo”. Segundo o conselho, a “responsabilidade pela originalidade, autenticidade e legitimidade desses documentos está sendo assumida pelo governo federal”.

    Fonte: Bem Estar

     

  • Proteínas que controlam visão têm papel no alzheimer

    Proteínas que controlam visão têm papel no alzheimer

    As proteínas que controlam o desenvolvimento da visão depois do nascimento desempenham um papel importante no alzheimer, uma doença cerebral incurável, segundo uma pesquisa realizada em ratos divulgada nesta quinta-feira (19) nos Estados Unidos.

    “A medicina está começando a estudar a ação destas proteínas no cérebro”, afirmou Carla Shatz, professora de Biologia e Neurobiologia da Universidade de Stanford, na Califórnia, Oeste dos EUA, principal autor do estudo.

    “É claro que devemos fazer mais pesquisas, mas essas proteínas também podem ser nossos objetivos para os tratamentos do alzheimer”, acrescentou.

    Em seu trabalho, os cientistas descobriram que estas proteínas, chamadas LilrB2, presentes nos humanos e também nos roedores, podem se amalgamar a fragmentos de proteínas beta-amiloides, cujo acúmulo no cérebro é uma das principais características do mal de Alzheimer. As beta-amiloides sufocam as sinapses que permitem aos neurônios se comunicar.

    No estudo com ratos, suprimir a produção das proteínas LilrB2 no cérebro, ao agir sobre um gene, impede este fenômeno e reduz a perda de memória. Sem as proteínas LilrB2, as sinapses no cérebro dos ratos resistem aos efeitos adversos das beta-amiloides.

    Outros experimentos mostraram que a amálgama entre as proteínas LilrB2 e as beta-amiloides poderia desencadear uma reação em cadeia que poderia levar à ruptura das sinapses.

    “Esta descoberta é uma contribuição muito útil para entendermos o mecanismo do alzheimer, um transtorno complexo que se manifesta pelo acúmulo anormal de proteínas no cérebro, inflamação e variedade de mudanças celulares”, disse Neil Buckholtz, do Instituto Nacional sobre o Envelhecimento (NIA, na sigla em inglês).

    “Nossa compreensão da função destas proteínas envolvidas nesta doença e de como interagem entre si poderia algum dia levar a tratamentos efetivos para atrasar, tratar ou prevenir esta doença”, acrescentou.

    A maioria dos tratamentos testados clinicamente buscam eliminar as placas de beta-amiloides. E até agora, sem muito sucesso. 

    Muitos pesquisadores acreditam que o processo da doença começa muito antes do aparecimento das placas. A pesquisa demonstrou que, inclusive diante da ausência de placas, as beta-amiloides danificam as células cerebrais e as delicadas conexões entre elas.

    O alzheimer, que afeta 36 milhões de pessoas em todo o mundo, a maioria (90%) acima de 65 anos, é a forma mais comum de demência em idosos.

  • Exercícios previnem problemas de saúde após a menopausa, diz Unesp

    Exercícios previnem problemas de saúde após a menopausa, diz Unesp

    Atividade física diariamente pode reverter consequências da hipertensão.

    Estudo avaliou pressão arterial de 123 voluntárias entre 50 e 65 anos.

     
    Uma pesquisa da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Rio Claro mostrou que exercícios físicos podem prevenir e até reverter problemas causados pela hipertensão após a menopausa. Segundo especialistas, 80% das mulheres podem ter pressão alta com o fim do cliclo menstrual. O estudo feito por alunos de pós-graduação do curso de educação física recomenda 40 minutos diários de atividade aeróbica, como caminhada, hidroginástica ou natação.



    Segundo o ginecologista João Gilberto Bortolotti Filho, durante a vida fértil, o estrógeno produzido nos ovários relaxa os vasos arteriais mantendo a pressão menor, mas com a menopausa, acontecem mudanças importantes. “Esse hormônio desaparece, então a pressão se eleva, além disso, o acúmulo de gordura também fica maior, principalmente no abdome”, explicou.
     
    A pesquisa, iniciada em 2001, avaliou os níveis de pressão arterial e funcionamento do organismo de 123 mulheres, entre 50 e 65 anos. Foi identificado que um sistema chamado renina-angiotensina, que trabalha para regular a pressão arterial, era a resposta dos problemas.



    “Se não controlado, ele vai elevando a pressão das mulheres e chega a desencadear problemas sérios, como infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral”, afirmou a pesquisadora Angelina Zanesco.



    O estudo ainda não foi concluído, mas já apresenta resultados positivos, principalmente pela descoberta que a atividade física é uma grande aliada da mulher mesmo antes da menopausa. “O exercício é uma das abordagens para prevenir o aparecimento da doença, porque depois que ela apareceu o tratamento é crônico, ou seja, para a vida toda”, disse a pesquisadora.



    A dona de casa Denise dos Santos é hipertensa e foi uma das voluntárias na pesquisa. Ela sentiu melhoras na saúde depois que incluiu a atividade física na rotina diária. “Perdi um pouco de peso e o calor da menopausa diminuiu”, contou.



    A manicure Sueli Secco também sentiu diferença com os medicamentos e os exercícios. “Estou ótima, me sinto super bem, não tenho canseira e estou sempre agitada. Com pressão de menina”, declarou.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Estudo mostra forma para melhorar produção de células-tronco

    Estudo mostra forma para melhorar produção de células-tronco

    Bloqueio de proteína permite aumento considerável de eficiência.

    Técnica é mais um passo no desenvolvimento da medicina regenerativa.

     

    Uma equipe de cientistas internacionais identificou uma proteína que impede a obtenção eficiente de células-tronco dentro de um organismo vivo a partir de suas próprias células adultas, informou nesta quarta-feira (18) a revista britânica “Nature”.

    Seguindo a mesma linha que as recentes pesquisas sobre células-tronco, esta descoberta do Instituto de Ciência de Weizmann de Israel, realizada através de um estudo em cobaias, representa mais um passo para a medicina regenerativa ao facilitar a obtenção de células-tronco pluripotentes (iPS).

    Tratam-se das únicas células-tronco capazes de serem criadas a partir das células do mesmo paciente – com o que se evitaria a rejeição imunológica – e capazes de se transformar depois em qualquer outra classe de células do organismo humano.

    Embora a obtenção deste tipo de células seja cada vez mais factível, assim como explicou à Agência Efe o chefe do estudo, Jacob Hanna, “os processos atuais continuam sendo ineficientes porque só conseguem transformar uma pequena porção das células”, fato que motivou essa tentativa de aprimorar o processo.

    Os cientistas israelenses começaram detectando aqueles fatores implicados na conversão de células maduras em células-tronco pluripotentes dentro de cobaias e descobriram que existia uma proteína que, ao tempo que estava implicada no processo, inibia sua conversão eficiente.

    Esta proteína, chamada Mbd3, participa do processo pelo qual as células-tronco transformam a informação necessária para seu posterior desenvolvimento e funcionamento.

    Após vários testes em cobaias, no entanto, a equipe israelense concluiu que, ao abolir a proteína do processo e potencializar o resto de fatores que contribuem para obtenção de células-tronco, o resultado melhorava em 90%.

    “Este é um grande avanço para conseguir mais quantidades de células-tronco pluripotentes de forma segura e sem modificações genéticas”, assegurou Hanna à EFE.

    Embora esta pesquisa tenha sido testada somente com células da pele, o sangue e o cérebro de cobaias, a equipe de cientistas assegurou que os resultados poderiam ser equivalentes se aplicados em pessoas.

    “Agora podemos controlar muito melhor o destino das células de acordo com nossa vontade”, apontou o chefe da pesquisa. Depois de mais de dois anos de estudos para chegar nestes resultados, o seguinte passo para estes cientistas é encontrar a forma de separar a proteína do processo.

    “Queremos desenvolver pequenas moléculas químicas que inibam a Mbd3 e também compreender sua atividade bioquímica”, concluiu Hanna. As células-tronco, por serem capazes de se transformar em qualquer tipo de célula no organismo, supõem uma esperança para cura de doenças como o alzheimer, parkinson e diabetes.

    Fonte: G1 Saúde

     

  • Brasil tem 370 mil usuários regulares de crack nas capitais, aponta Fiocruz

    Brasil tem 370 mil usuários regulares de crack nas capitais, aponta Fiocruz

    Estudo indireto com 25 mil pessoas mediu consumo por 6 meses em 2012.

    Nordeste lidera lista em números absolutos, e 14% do total são menores.

     
    Um levantamento feito pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), ligada ao Ministério da Saúde em parceria com a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad), do Ministério da Justiça, revela que cerca de 370 mil brasileiros de todas as idades usaram regularmente crack e similares (pasta base, merla e óxi) nas capitais ao longo de pelo menos seis meses em 2012.
     

    Por “uso regular”, foi considerado um consumo de pelo menos 25 dias nos seis meses anteriores ao estudo, de acordo com definição da Organização Panamericana de Saúde (Opas).

    Esse número de 370 mil pessoas corresponde a 0,8% da população das capitais do país e a 35% dos consumidores de drogas ilícitas nessas cidades. Além disso, 14% do total são crianças e adolescentes, o que equivale a mais de 50 mil usuários.

    O estudo foi realizado com 25 mil pessoas de forma domiciliar e indireta, ou seja, cada indivíduo respondeu a questões sobre suas redes sociais (familiares, amigos e colegas de trabalho residentes no mesmo município) de forma geral e também especificamente sobre o uso de crack e outras drogas.

    O resultado, portanto, é uma estimativa do que ocorre nas 26 capitais e no Distrito Federal – em outra pesquisa da Fiocruz, por exemplo, feita de forma direta com 7 mil entrevistados em 112 municípios (incluindo capitais e regiões metropolitanas) entre o fim de 2011 e junho de 2013, o total não passou de 48 mil usuários de crack e similares.

    Segundo os autores, a metodologia indireta, chamada Network Scale-up Method (NSUM), permite que populações de difícil acesso (como presos, hospitalizados, estudantes, militares, religiosos, fugitivos e vítimas de catástrofes) também entrem nessa conta.

    De acordo com o secretário da Senad, Vitore Maximiano, essas duas pesquisas são as maiores já feitas sobre crack no mundo, pelo número de entrevistados e pelo volume de dados gerados.

    “Somando-se os dois estudos, são 32 mil questionários produzidos. Estamos investigando uma população oculta, que tem dificuldade de revelar seu uso, suas prevalências, porque há a questão criminal, a discriminação”, destaca.

    Maximiano diz que o usuário de crack, conforme os resultados, é alguém que vive uma forte exclusão social, tem baixa escolaridade e dificuldade de inserção no mercado de trabalho, com predominância de indivíduos não brancos (80%) e em situação de rua.

    Nordeste lidera ranking

    Entre as regiões do Brasil, o Nordeste lidera o uso regular de crack e similares, com 40% do total, seguido do Sudeste, do Centro-Oeste, do Sul e do Norte (veja o gráfico acima). Além disso, cerca de 80% dos usuários dessas substâncias fazem isso em lugares públicos e de grande circulação, como as ruas.

    Nas capitais do Sudeste e do Centro-Oeste, o crack e similares correspondem a 52% e 47%, respectivamente, de todas as drogas ilícitas (com exceção de maconha) consumidas nessas cidades. Já no Norte, o crack tem uma participação menor no total: cerca de 20%.

    Além disso, as capitais do Nordeste são as que concentram mais crianças e adolescentes usuários de crack e similares, com 28 mil pessoas. No Sul e no Norte, esse número é de cerca de 3 mil indivíduos em cada região.

    Segundo Maximiano, o alto uso de crack no Nordeste está ligado ao Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) local, onde há uma população mais carente. Essa droga acaba sendo, portanto, uma alternativa barata. Já no Sul, a relação é de ordem sociológica, pois lá as pessoas tradicionalmente consomem mais drogas (sobretudo injetáveis) que a média nacional.

    Nas mesmas cidades analisadas, estima-se que 1 milhão de pessoas usem drogas ilícitas em geral (cocaína, heroína, ecstasy, LSD, etc), com exceção de maconha. De acordo com os autores, ainda não é possível fazer um estudo em todo o país porque não há bancos de dados nacionais com informações suficientes sobre grupos específicos da população.

    Usuário difícil de encontrar

    Na opinião do pesquisador da Fiocruz Francisco Inácio Bastos, um dos coordenadores dos levantamentos, em estudos tradicionais com perguntas diretas não é possível identificar os usuários de crack e similares em casa, pois eles estão nas ruas. Para ter acesso a essas pessoas, então, é preciso ir em busca de suas redes de contatos.

    Além de estarem fora de casa, os indivíduos que consomem drogas como o crack são mais estigmatizados que aqueles que usam maconha ou álcool, na opinião de Bastos. Por isso, a maioria dos usuários não assume o vício.

    Entre as perguntas feitas pelo método indireto, incluídas em uma lista com cerca de 100 questões, estavam: “Você conhece alguém que usa crack? Quantas pessoas?” Além disso, o levantamento reuniu perguntas sobre o programa Bolsa Família e outros assuntos que, depois, foram confirmados em cadastros oficiais das capitais.

    Sobre as “cracolândias”, Bastos diz que esse não é um fenômeno comum e está mais restrito a São Paulo e ao Rio de Janeiro, pois para esses locais existirem é preciso de alguns pré-requisitos, como grande densidade urbana, ausência do poder público naquele determinado lugar e uma cadeia de distribuição de drogas de grande porte.

    O relatório da Fiocruz conclui que o estudo indireto pode servir de base para futuras pesquisas sobre crack com essa mesma metodologia, a fim de gerar uma série histórica confiável. A partir dele, na visão dos autores, também é possível pensar em políticas públicas e estratégias voltadas principalmente para crianças e adolescentes.

    Homem jovem, solteiro e de rua

    O outro levantamento da Fiocruz, feito de forma direta com 7 mil pessoas de 18 anos ou mais em 112 municípios, entre 2011 e 2013, envolveu cerca de 400 perguntas e teve como base o método Time-Location Sampling (TLS), para analisar o perfil dos usuários e o cenário de consumo.

    As cidades pesquisadas foram as 26 capitais, o Distrito Federal, nove regiões metropolitanas e municípios de médio e pequeno porte. Os locais de estudo foram as próprias cenas de uso de crack e serviços de saúde próximos.

    A média de idade dos entrevistados era de 30 anos. Por sexo, os usuários se mostraram predominantemente homens, representando quase 80% do total. Em levantamentos anteriores sobre crack e cocaína, essa proporção era menor: cerca de 60%, contra 40% de mulheres. Esse índice encontrado agora, segundo a Fiocruz, tem relação com uma maior presença masculina no tráfico e em cenários abertos de uso de drogas.

    Entre as mulheres usuárias de crack ouvidas, 10% estavam grávidas naquele momento e mais da metade já havia engravidado pelo menos uma vez desde o começo do vício.

    Além disso, a maioria (60%) dos usuários de crack declarou ser solteira, 40% vivem nas ruas, 65% fazem trabalhos esporádicos ou autônomos e muitos não chegaram a concluir o ensino médio ou entrar no ensino superior. Atividades ilícitas, como tráfico de drogas e furtos/roubos, foram admitidas por apenas 6,4% e 9% dos entrevistados, respectivamente.

    A principal motivação para usar crack e similares foi curiosidade/vontade, apontada por mais da metade dos entrevistados. Em seguida, vieram pressão dos amigos (26,7%) e problemas familiares ou perdas afetivas (29,2%). O baixo preço da droga também seria um fator contribuinte para a manutenção do vício ao longo do tempo, mas não determinante para o início da experimentação.

    O tempo médio de uso foi de 8 anos nas capitais, contra 5 anos nos demais municípios. O número médio de pedras utilizadas por pessoa nas capitais foi de 16 ao dia, contra 11 nas outras cidades. O consumo dos homens foi mais prolongado, mas as mulheres usaram mais pedras por dia – até 21, contra 13 dos homens.

    Além desses dados, quase 30% das usuárias de crack ouvidas admitiram trocar dinheiro ou drogas por sexo, contra 1,3% dos homens. Elas também foram maioria nos casos de violência sexual prévia: 44,5%, contra 7% no sexo masculino.

    Mais de um terço de todos os usuários entrevistados admitiu, ainda, não ter utilizado preservativo em nenhuma das relações sexuais ocorridas naquele mês. E mais da metade (53,9%) nunca havia feito um teste de HIV, o que é algo preocupante, pois os usuários analisados apresentaram prevalência do vírus da Aids oito vezes maior que a da população geral.

    A maioria (quase 75%) fumava crack em cachimbos, seguidos de latas (51,8%) e copos plásticos com tampa de alumínio (28,3%). Além disso, mais de 70% compartilhavam esses apetrechos, o que a Fiocruz chama atenção pelo risco de transmissões virais como hepatites.

    Dos entrevistados que já tiveram alguma situação de overdose nos 30 dias anteriores à pesquisa, 44,7% passaram por isso pelo uso de crack e 22,4% sofreram intoxicação aguda em decorrência do abuso de álcool. E, ao todo, 41,6% relataram terem sido detidos no último ano, por motivos como posse de drogas (quase 14%), assalto/roubo (9,2%), furto/fraude/invasão de domicílio (8,5%) e tráfico ou produção de drogas (5,5%).



    Resposta do governo

    O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, anunciou nesta quinta-feira (19), durante entrevista coletiva em Brasília, que será feito um plano de três eixos para enfrentar o crack no país: um de prevenção, um de cuidados e outro de autoridade.

    “(O primeiro) exige um conjunto de medidas de orientação social, que possa esclarecer os malefícios do uso do crack”, explicou. Já o eixo de cuidados inclui tratar os usuários, contratar bons profissionais e manter um número suficiente de unidades de tratamento.

    “O eixo autoridade tem a ver com medidas de segurança pública e o enfrentamento rigoroso das organizações de narcotraficantes”, destacou.

    O ministro afirmou também que os usuários de crack devem ser considerados dependentes químicos e, portanto, passíveis de tratamento, e não tratados com sanções penais.

    “A maior parte dos usuários são pessoas de extrema vulnerabilidade social. Quando você vai ouvi-las, ao contrário do que muitos pensam, 80% querem tratamento e 92% querem apoio para conseguir emprego ou ensino para se reinserir socialmente”, disse Cardozo.

    Fonte: G1 Saúde