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  • Jornalista emplaca estudo falso em publicações de acesso aberto

    Jornalista emplaca estudo falso em publicações de acesso aberto

    Artigo publicado na ‘Science’ denuncia falta de rigor de revistas.

    157 veículos caíram em 'pegadinha' e aceitaram reproduzir texto com erros.

     

    O repórter americano John Bohannon fez uma “pegadinha” para mostrar a falta de seriedade de muitas publicações científicas que funcionam sob o modelo de acesso livre. Essas revistas, em vez de cobrar assinatura do leitor, cobram dos cientistas que querem ver sua pesquisa publicada.

    Bohannon conta, em reportagem publicada pela “Science”, que passou dez meses enviando diversas versões de um estudo que atribui propriedades anticâncer a um líquen, usando um nome falso de pesquisador, que seria de uma instituição de pesquisa inexistente. O texto, segundo o jornalista, tinha falhas que qualquer revisor com conhecimento de química maior do que o de um aluno de ensino médio, e capacidade para entender um gráfico básico, deveria ser capaz de notar.

    Bohannon afirma que mandou 304 versões da falsa pesquisa e 157 publicações, algumas de grandes editoras do ramo, aceitaram publicá-la. Publicações científicas em geral fazem uma avaliação de cada estudo que recebem e deveriam, em tese, garantir a qualidade e relevância do conteúdo que divulgam.

    No entanto, Bohannon mostrou que mais de metade dos veículos para os quais escreveu não notaram os erros crassos que incluiu no estudo. Com o auxílio de biólogos moleculares de Harvard ele ainda se deu o trabalho de tornar o texto mais “chato”, para que não pudesse levantar a suspeita de que em meio aos dados gritantemente falhos pudesse haver alguma descoberta muito inusitada. Para piorar ainda mais o estudo, Bohannon o traduziu do inglês para o francês e novamente para o inglês usando um tradutor automático.

    Na reportagem publicada pela “Science”, ele denuncia editoras obscuras que criam revistas com nomes que se confudem com publicações prestigiadas, e muitas vezes não estão sediadas no lugar sugerido pelo título, como a Europa ou os EUA. Um terço das publicações para as quais o repórter mandou a “isca” está na Índia e, de fato, 64 publicações baseadas no país aceitaram publicá-la.

    Fonte: G1 Saúde

     

  • Antibiótico é indicado para 60% com dor de garganta nos EUA, diz estudo

    Antibiótico é indicado para 60% com dor de garganta nos EUA, diz estudo

    Pesquisadores fazem alerta sobre prescrição excessiva desses remédios.

    Cientistas analisaram mais de 8 mil consultas entre 1997 e 2010.

     
    Médicos americanos prescrevem antibióticos para seis em cada dez pacientes com dor de garganta, embora apenas uma única infecção entre dez seja severa o suficiente para justificar essa indicação, anunciaram pesquisadores na quinta-feira (3), em San Francisco. Os resultados do estudo foram publicados no “Journal of the American Medical Association” (Jama).
     

    O excesso de antibióticos é perigoso porque contribui para o aumento de bactérias resistentes aos tratamentos, alertaram os cientistas.

    Autoridades americanas do setor de saúde advertem que quase todas as principais infecções bacterianas no mundo estão se tornando resistentes aos tratamentos mais comuns com antibióticos.

    A atual pesquisa, conduzida por Michael Barnett e Jeffrey Linder, da Universidade Harvard e do Brigham and Women's Hospital, inclui dados de mais de 8.100 visitas a consultórios e salas de emergência, entre 1997 e 2010.

    Inicialmente, os percentuais de prescrição de antibióticos ficavam em torno de 80%, e na década passada caíram para 60%, apontou o estudo.

    “Entre os adultos que solicitaram tratamento para dor de garganta, a prevalência da infecção pelo grupo Streptococcus pyogenes – única causa comum de dor de garganta que requer antibióticos – foi de cerca de 10%”, constataram os cientistas.

    Fonte: Bem Estar

     

  • Cancelamento do Curso!

    Cancelamento do Curso!

    AVISO DE CANCELAMENTO DE CURSO
     
    Informamos que o “CURSO DE GESTÃO ESTRATÉGICA E INOVAÇÃO EM DROGARIAS” , que seria ministrado no dia 05/10/2013, das 08h às 17h, por Daniel Silva Fortes e Davi Vieira  foi cancelado pelo mesmo não ter alcançado o número mínimo de inscritos necessário para a realização do curso.
     
    Colocamo-nos à disposição para mais esclarecimentos.
  • América Latina registra 1ª gravidez após transplante de tecido ovárico

    América Latina registra 1ª gravidez após transplante de tecido ovárico

    Rita, de 36 anos, e Fernando esperam para fevereiro a chegada de seu primeiro filho, depois que ela se tornou a primeira mulher na América Latina a ficar grávida graças a um transplante de tecido ovárico após superar um agressivo câncer, informaram fontes médicas nesta quarta-feira (2) à agência Efe.

    O médico Fabián Lorenzo considera este o segundo milagre na vida de Rita. “O primeiro foi se recuperar de um câncer altamente mortal”, declarou em referência ao câncer de Askin diagnosticado em 2005, quando Rita tinha 28 anos.

    Para superar esse câncer, que afeta o tórax, Rita precisou se submeter a um tratamento com quimioterapia que podia causar menopausa precoce, explicou o especialista em medicina reprodutiva.

    Ela então optou pela extração mediante laparoscopia e congelamento ultrarrápido e a criopreservação de minúsculos fragmentos do tecido de seus dois ovários no Instituto de Ginecologia e Fertilidade (IFER).

    A equipe médica descartou congelar óvulos em vez do tecido ovárico pela falta de tempo, indicou Lorenzo. “Tinha dois dias (para começar a quimioterapia). Para os óvulos necessitamos de um prazo que varia entre 10 e 12 dias”.

    Dois anos após vencer o câncer, a paciente foi autorizada a tentar um transplante ovárico que permitisse engravidar.

    A primeira tentativa, iniciado em 2009 através da técnica de fecundação in vitro, falhou. Em março o casal fez uma nova tentativa, em que foi realizada uma inseminação intrauterina bem sucedida, e que hoje está na 22ª semana.

    “Trata-se do primeiro caso na América Latina e o 25º no mundo todo”, declarou orgulhoso o diretor científico do IFER, Ramiro Quintana.

    “A técnica abre uma porta importantíssima a todas as pacientes jovens diagnosticadas com câncer”, acrescentou Lorenzo.

    A criopreservação de mostras de sêmen, embriões, tecido ovárico ou óvulos na Argentina custa ao redor de 10 mil pesos (US$ 1.720) mais uma mensalidade entre 120 e 150 pesos mensais (US$ 20 e 25) até seu uso.

    A reimplantação de tecido ovárico permite as mulheres recuperarem sua menstruação e terem a chance de engravidar em qualquer idade, possibilidade contemplada na lei argentina de reprodução assistida.

    A lei, aprovada pelo Congresso argentino em julho, enfatiza o direito que todas as pessoas tem de se reproduzir, independentemente da idade, sexo e estado civil.

    Fonte: Uol Saúde

  • Inventor teme que cigarro eletrônico seja classificado como medicamento

    Inventor teme que cigarro eletrônico seja classificado como medicamento

    O cigarro eletrônico está conquistando um número crescente de adeptos em todo o mundo, mas seu inventor chinês teve que lutar até agora para se beneficiar de seu invento, por causa de litígios relacionados a patentes. Um dos grandes medos de Hon Lik é que os Estados Unidos classifiquem o cigarro eletrônico como produto farmacêutico e imponham normas não previstas à venda do produto.

    “Fumar é a coisa mais prejudicial da vida diária e eu dei uma contribuição enorme para a sociedade”, diz com voz pausada Lik, de 57 anos, enquanto faz anéis de fumaça com aroma de tabaco com seu cachimbo eletrônico.

    “Mas não sou rico, por causa dos problemas que a minha empresa teve que enfrentar”, explica em seu escritório de Pequim o co-fundador da marca Ruyan (“como um cigarro” em chinês), que os fabrica em Pequim há mais de 10 anos.

    O modelo básico do Ruyan é vendido a 68 iuanes (11 dólares), o negócio vai de vento em popa e suas patentes devem render em breve 75 milhões de dólares para outras de suas empresas, baseada em Hong Kong.

    A quantia parece volumosa, mas é muito inferior à que esperava Hon Lik, que há anos luta por suas patentes e para contrabalançar campanhas hostis da imprensa.

    O cigarro eletrônico funciona como um vaporizador pelo qual se inala uma solução com nicotina. As vendas decolaram nos últimos anos, abrindo um mercado mundial com mais US$ 2 bilhões, segundo a Euromonitor, empresa de análise econômica.

    Os fabricantes destacam a ausência de alcatrão e outros contaminantes, que o tornariam muito menos nocivos que o cigarro comum.

    A ideia de um cigarro elétrico remonta aos anos 1960 nos Estados Unidos, mas Hon Lik é geralmente reconhecido como o primeiro a ter desenvolvido uma versão comercial confiável.

    Vapores do sonho

    A ideia lhe ocorreu em 2003. Fumante inveterado – um maço por dia – desde os 18 anos, ele trabalhava na época como pesquisador de medicina e queria deixar o vício.

    “Ao deitar, às vezes esquecia de tirar o adesivo de nicotina. Isso me provocava pesadelos toda a noite, algo pior de tudo o que a gente possa imaginar”, relata.

    Em um dos seus sonhos se viu a ponto de se afogar em um mar transformado em uma nuvem de vapor. E daí surgiu a inspiração e anotou sua visão em um livreto que estava em sua mesa de cabeceira.

    Depois de um ano de testes, chegou ao desenho atual. As vendas na China cresceram rapidamente e em 2006, as máquinas de Ruyan “produziam 24 horas diárias com uma demanda sempre superior à oferta”.

    Mas vários artigos da imprensa acusaram seu cigarro de provocar dependência e causar crises cardíacas. As vendas então se estancaram.

    Em 2006, sofreu um novo golpe, quando a poderosa administração chinesa de venda de tabaco acusou Ruyan de publicidade irresponsável e recomendou a suspensão das vendas.

    Segundo Hon Lik, a indústria chinesa do tabaco – um poderoso lobby que gera 10% da renda do Estado, segundo a Brookings Institution dos Estados Unidos – temia, antes de tudo, a concorrência.

    “Plagiadores”

    Enquanto Hon Lik defendia seus produtos dos embates da imprensa e do governo do país comunista, a concorrência florescia na China e no exterior com um produto similar.

    Obra de meros plagiadores, segundo Hon, para quem “os cigarros vendidos no mercado são falsificações de nossas patentes”, registradas pela Dragonite International, a empresa que dirige em Hong Kong.

    “Fizeram algumas pequenas adaptações, mas a base é a mesma”, afirma.

    A Ruyan apresentou uma demanda contra vários fabricantes nos Estados Unidos. Pelo menos um deles aceitou que o assunto fosse levado à justiça, segundo o empresário chinês.

    Seu grande medo é que os Estados Unidos classifiquem o cigarro eletrônico como produto farmacêutico e imponham normas não previstas à venda do produto.

    Isso o levou a se aliar ao segundo fabricante europeu de cigarros, a Imperial Tobacco, que anunciou sua intenção de comprar a patente por 75 milhões de dólares que Hon garante que investirá na Dragonite International.

    Segundo Eric Bloomquist, analista independente da indústria do tabaco, radicado em Londres, as patentes de Hon eram de tal precisão que a Imperial Tobacco considerou necessário comprá-las.

    E a gigante europeia do setor informou à AFP que com esta operação esperava “reforçar mais” sua posição no mercado.

    “Não vejo nenhuma contradição em trabalhar com a indústria do tabaco”, que deve encontrar respostas à proibição de fumar, diz Hon Lik, acrescentando: “Talvez seja famoso dentro de 20 ou 30 anos”.

    Fonte: Uol Saúde

  • Estudo demonstra que dano cerebral é comum após cuidados intensivos

    Estudo demonstra que dano cerebral é comum após cuidados intensivos

    Muitas pessoas internadas na UCI (Unidades de Cuidados Intensivos) para tratar problemas como um ataque cardíaco sofrem déficits mentais similares a danos cerebrais traumáticos, anunciaram cientistas americanos nesta quarta-feira (2), impulsionando as famílias a pressionar para que seus parentes recebam uma sedação mínima.

    O problema é “muito comum” e uma condição conhecida como delírio afeta três quartos das pessoas tratadas em UCIs. O dano cerebral subsequente dura pelo menos um ano em um a cada três pacientes, destacou um estudo no periódico New England Journal of Medicine.

    Muitos destes pacientes vivem um “pesadelo particular”, uma vez que a comunidade médica desconhece amplamente o fenômeno, afirmou o autor sênior Wes Ely, professor de Medicina da Universidade Vanderbilt em Nashville, Tennessee.

    “Que dilema nós temos na medicina, com tantas pessoas deixando os nossos cuidados com uma forma de dano cerebral que era essencialmente insuspeita para o profissional médico mediano”, disse Ely à AFP.

    “Trabalhamos tanto para ajudá-los a sobreviver e nós pensamos que quando deixavam de precisar dos aparelhos e saíam do choque nós teríamos feito nosso trabalho e poderíamos mandá-los seguir com suas vidas”, afirmou.

    “Estas pessoas podem ter sobrevivido, mas estão saindo com uma série de problemas inteiramente novos”, acrescentou.

    Sua luta se relacionou à duração em que os pacientes sofrem delírio, um estado de confusão mental que normalmente acomete pessoas com doenças sérias.

    Pesquisas anteriores já tinham mostrado que o delírio pode levar a atrofia cerebral, ao inflamar e matar neurônios, embora mais estudos sejam necessários para compreender porque e como funciona.

    Os cientistas também sabem que o delírio é mais provável de ocorrer quando doses mais altas de drogas como sedativos e analgésicos são dadas aos pacientes.

    O estudo foi feito com 821 pacientes, dos quais 6% se acredita ter algum tipo de prejuízo cognitivo quando entram no hospital.

    Os pacientes, entre os 18 e os 99 anos e idade média de 61, deram entrada aos cuidados intensivos após sofrerem ataques cardíacos severos, insuficiência respiratória ou choque séptico.

    O delírio se desenvolveu em 74% dos pacientes enquanto estavam no hospital e normalmente teve quatro dias de duração.

    Fonte: Uol Saúde

  • Colonoscopia reduz em 56% risco de morte por câncer de intestino

    Colonoscopia reduz em 56% risco de morte por câncer de intestino

    A incidência do tumor de intestino vem crescendo– já é o quarto mais frequente no Brasil–, assim como a recomendação médica para que se faça a temida colonoscopia, exame que detecta precocemente possíveis lesões.

    Dois estudos recentes feitos nos EUA e publicados no “New England Journal of Medicine” avaliaram a eficácia da colonoscopia e de um exame de fezes que busca detectar sangue no material.

    A colonoscopia, mais cara e com mais riscos de efeitos colaterais, reduziu em 56% o risco de morte pelo tumor em uma população de 89 mil pessoas seguidas por 20 anos.

    Já o exame de sangue oculto nas fezes, mais barato e simples, diminuiu o risco de morte em 32% em um grupo de 46,5 mil pacientes acompanhados por 12 anos.

    “Se o objetivo é de rastrear o câncer colorretal, o exame de fezes é perfeito. É de baixo custo, fácil de fazer. Mas tem baixa sensibilidade para diagnosticar lesões precocemente. Os pólipos geralmente não sangram até se tornarem lesões avançadas”, explica Benedito Rossi, especialista em câncer colorretal do Hospital Sírio-Libanês.

    “A vantagem da colonoscopia é poder fazer tanto a remoção de pólipos com potencial de câncer quanto o diagnóstico precoce do tumor.”

    Segundo Carlos Walter Sobrado, presidente da Sociedade Brasileira de Coloproctologia, a colonoscopia é o exame ideal para realizar o rastreamento por sua maior sensibilidade e especificidade. “Mas o alto custo e o fato de ser um método invasivo limitam sua maior utilização.”

    Por isso, explica, o protocolo de rastreamento mais usado para a população de baixo risco é a pesquisa anual de sangue oculto nas fezes.

    Atualmente, está sendo testado um novo exame (DNA fecal) que procura identificar nas fezes a presença de tecidos que contenham mutações genéticas que são frequentes no câncer colorretal.

    “O Brasil não dispõe de infraestrutura nem para realizar o exame de fezes na população, muito menos para a colonoscopia. Temos falta de aparelhos nos serviços públicos e de médicos treinados e habilitados”, diz Sobrado.

    Benedito Rossi lembra, porém, que a colonoscopia pode falhar em cerca de 20% dos casos. “As falhas estão ligadas à falta de experiência do médico, a uma limpeza inadequada do intestino para o exame ou mesmo a problemas com o aparelho.”

    O exame também está a associado a complicações, como perfuração (uma em cada mil exames), hematomas, sangramento e dor.

    Um estudo publicado no “Archives of Internal Medicine” relata que uma em cada cem pessoas sofre efeitos adversos após a colonoscopia e vai parar no hospital. O mais frequente é a dor abdominal.

    PREVENÇÃO

    Praticar exercícios físicos regularmente, evitar alimentos ricos em gordura animal, embutidos e carnes industrializadas e aumentar o consumo de fibras é a melhor forma de prevenir o câncer intestinal, segundo especialistas.

    “As fibras aumentam o bolo fecal e diminuem o tempo do trânsito intestinal, o que favorece o bom funcionamento intestinal e previne os tumores”, diz o coloprotoctologista Carlos Walter Sobrado.

    Segundo ele, também tem sido relatado o papel de micronutrientes, como selênio, cálcio e folatos, e das vitaminas A, B, C e E como inibidores do desenvolvimento do tumor, mas ainda faltam estudos sólidos para comprovar isso.

    Outra forma de prevenção é estar atento aos primeiros sintomas da doença, como sangramento nas fezes, cólicas abdominais, alteração do hábito intestinal e emagrecimento sem causa aparente. “Às vezes são confundidos com problemas intestinais como hemorroidas, síndrome do intestino irritável e colite.”

    Fonte: Folha de São Paulo

  • Butantan recruta 50 voluntários para testar vacina nacional da dengue

    Butantan recruta 50 voluntários para testar vacina nacional da dengue

    Esta é a primeira vacina de dengue nacional testada em humanos no país.

    Previsão é que, até 2018, vacina faça parte do programa de imunização.

     
    O Instituto Butantan iniciará a segunda fase clínica do estudo que busca atestar a eficácia da vacina contra a dengue desenvolvida em parceria entre a instituição brasileira e o Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos (NIH). Um grupo de 50 voluntários começou a ser recrutado nesta quarta-feira (2).



    Esta é a primeira vacina contra dengue de produção nacional a ser testada em humanos no país. Se os resultados forem positivos, a previsão é que a vacina seja aprovada e passe a fazer parte do programa nacional de imunizações em 2018. Existe ainda outra iniciativa nacional de produção de vacina contra a dengue, encabeçada pela Fundação Oswaldo Cruz em parceria com a indústria farmacêutica GlaxoSmithKline (GSK). Mas esta ainda não iniciou testes em humanos.



    Os critérios para participação do estudo são que o voluntário more na cidade de São Paulo, tenha de 18 a 59 anos e não apresente doenças neurológicas, cardíacas, pulmonares, do fígado ou que comprometam o sistema de defesa do organismo, como diabete ou câncer. Mulheres grávidas, em fase de amamentação ou que pretendam engravidar também não devem se inscrever. É necessário que o candidato nunca tenha sido diagnosticado com dengue.



    O voluntário será acompanhado ao longo de 5 anos por uma equipe multidisciplinar do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HC-FMUSP), formada por médicos, enfermeiros e farmacêuticos. A previsão é que, durante o estudo, os voluntários façam 28 visitas ao hospital.



    Para esta segunda fase, houve um investimento de R$ 3,5 milhões, financiados pela Fapesp, pela Fundação Butantan e pelo BNDES.



    Em uma primeira fase clínica do estudo, a vacina já foi aplicada em 750 voluntários nos Estados Unidos. Além do NIH, outros parceiros internacionais são a Universidade Johns Hopkins e a organização Global Solution for Infectious Diseases. No Brasil, além do HC, o Instituto Adolfo Lutz também participa do estudo.



    Características

    Segundo o pesquisador Alexander Precioso, diretor da Divisão de Ensaios Clínicos e Farmacovigilância do Instituo Butantan, a grande diferença entre a vacina do Butantan e outras inciativas é que esta utiliza o próprio vírus da dengue modificado por engenharia genética. Outros estudos envolvem o vírus da febre amarela modificado, o vírus da dengue inativado ou partes de proteínas específicas do vírus.



    “A esperança é que uma única dose seja capaz de proteger a pessoa do vírus. Outros estudos envolvem entre 2 a 3 doses”, diz Precioso.



    Continuação

    A continuação dessa segunda fase clínica tem início no ano que vem e envolve 250 voluntários. Eles serão recrutados por três instituições: a USP de Ribeirão Preto, o HC-FMUSP e o Instituto da Criança. Nesse momento, pessoas que já foram diagnosticadas com dengue também poderão participar do estudo.



    A terceira fase clínica deve iniciar em 2015. Durante essa fase, que envolverá um número maior de pessoas de várias regiões do país, o objetivo é constatar se a vacina é, de fato, capaz de provocar a resposta imunológica esperada nas pessoas. É nessa fase que ocorre o pedido de registro do produto na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).



    Iniciativas mais adiantadas

    Atualmente, a pesquisa que está mais próxima de atingir o resultado final é a da indústria farmacêutica Sanofi Pasteur. Em julho, a farmacêutica inaugurou uma fábrica que já começou a produzir doses experimentais da vacina. A planta será capaz de produzir 100 milhões de doses por ano, de acordo com a indústria.



    Atualmente, a farmacêutica ainda aguarda a conclusão dos resultados de dois grandes estudos clínicos, que devem sair no final de 2013 ou em 2014, para entender melhor a eficácia do produto. Cerca de 45 mil pessoas participaram dos testes na Ásia e na América Latina



    Para se inscrever

    Interessados em participar do estudo podem ligar para os telefones 2661-7214 ou 2661-3344 de segunda a sexta-feira das 9h às 18h. É possível também mandar um e-mail para [email protected] ou acessar o site 
    www.vacinadengue.com.br.
     
    Fonte: Bem Estar
  • Brasileiros querem médico mais humano e que toque no paciente, diz Dilma

    Brasileiros querem médico mais humano e que toque no paciente, diz Dilma

    A presidente Dilma Rousseff disse acreditar que a chegada de médicos estrangeiros ao Brasil vai tornar o atendimento mais humano aos pacientes.

     

    “Nós fizemos um diagnóstico e vimos que as pessoas se queixam de duas coisas: de ter um atendimento que é necessário agendar e vai demorar muito, porque não tem o médico no posto de saúde. E querem outra coisa também: que o atendimento seja humano, essa questão da humanidade no trato com a pessoa”, disse em entrevista a rádios de Natal, no Rio Grande do Norte, onde faz visita nesta quarta-feira (2).

    Dilma afirmou que o programa Mais Médicos surgiu por críticas feitas pela população à ela não só pela falta de profissionais, mas também pela falta de um atendimento mais humanizado, pelo qual o médico toque nos pacientes. Ela citou que é necessário uma mudança no comportamento dos médicos. 

    “Uma das pessoas inclusive  me disse: 'o médico não me toca'. Ela queria que o médico a tocasse. Pelo menos o meu médico sempre me apalpou, olhou coração, garganta, essa coisa toda. O médico é um elemento essencial”, afirmou a presidente.

    Dilma voltou a dizer que faltam médicos na periferia de todas as grandes cidades brasileiras, no interior e nas fronteiras. Ela prometeu dar prioridade ao Nordeste.

    “Se você olhar proporcionalmente, o Nordeste e o Sudeste se equilibram, mas como o Sudeste tem mais população, na verdade falta muito mais médico no Nordeste. Nós estamos combinando dois critérios: o primeiro de população. O outro é de pobreza, que inclui aqui o Nordeste, o Norte, a população indígena e a periferia das grandes cidades”, explicou.

    Segundo Dilma, o processo de distribuição visa contemplar “quem mais precisa, tem primeiro [acesso aos médicos]”. “É essa a filosofia de levar médico, e a gente espera que isso se traduza em um tratamento muito mais humano”, ressaltou.

    Por fim, a presidente ainda citou que tem “muito respeito” ao médico brasileiro. “Eles têm todo um histórico, mas não os temos em número suficiente. Essa é a realidade. Por isso temos que trazê-los de onde tivermos para atender a população com qualidade”, disse.

    A presidente ainda garantiu que, paralelamente a vinda de médicos, estão sendo feitos investimentos em postos de saúde.

    “Nós estamos investindo tanto na reforma, como na ampliação de postos, assim como na construção de novos. A melhoria dos existentes é fundamental”, disse.

    Fonte: Uol Saúde

     

  • Implantes malfeitos ameaçam testes com células-tronco

    Implantes malfeitos ameaçam testes com células-tronco

    Maggie Alejos chegou aqui em junho, vinda de St. Anne, no Estado do Illinois, com um cheque de US$ 13.500 (R$ 29.700) em nome do Instituto de Medicina Regenerativa. Magra, com um tubo de oxigênio preso sobre o lábio superior, Alejos, uma enfermeira do exército aposentada de 65 anos, enfrenta o enfisema há 12.

    Em um hospital aqui, os médicos extraíram cerca de 200 gramas de gordura de suas coxas, esperando coletar cerca de 130 milhões de células-tronco para implantá-las em seus pulmões.

    Em toda a internet — onde Alejos soube do instituto em Tijuana –, as células-tronco de adultos são promovidas como a cura para tudo, de pele flácida a medulas espinhais seccionadas.

    Na superfície, a alegação é plausível. Cientistas descobriram que a gordura, a medula óssea e outras partes do corpo contêm células-tronco, células imaturas que podem se rejuvenescer.
    Mas ainda não foi provado que essas células possam se regenerar em qualquer lugar onde sejam colocadas, ou sob que condições isso poderia ocorrer. E também permanecem questões de segurança.

    Mesmo assim, isso não atrapalhou a ascensão de uma indústria internacional que atende a clientes que pagam dezenas de milhares de dólares por uma chance de conseguir um milagre pessoal.

    O doutor Hesham Sadek, do Centro Médico Southwestern da Universidade do Texas em Dallas, que estuda a regeneração do músculo cardíaco, teme que o dilúvio mercadológico torne difícil para os pacientes distinguirem entre ciência e engodo. “Isto realmente tem o potencial de minar a legitimidade de todo o campo”, disse.

    A Sociedade Internacional para Pesquisa de Células-Tronco emitiu uma declaração segundo a qual o uso dessas células fora de ambientes científicos é “uma ameaça para o bem-estar e a autonomia do paciente e para o processo científico”.

    Tijuana, no norte do México, tem cerca de 200 clínicas que oferecem terapia de células-tronco adultas. O doutor Javier Lopez, fundador do Instituto de Medicina Regenerativa, nasceu e estudou em Tijuana, mas viveu e trabalhou do outro lado da fronteira, em San Diego, na Califórnia, por mais de 30 anos, principalmente como administrador de centros de saúde.
    Ele diz que dirige o instituto dentro do quadro aceito de testes clínicos: os pacientes assinam formulários de autorização, reconhecendo que o tratamento é experimental. Os estudos são registrados na Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos.

    Ser aceito para o tratamento exige mais que dinheiro. Os protocolos e procedimentos são aprovados pelo Conselho de Revisão Institucional (IRB, sigla em inglês), no Hospital Angeles Tijuana, e são administrados por médicos do hospital. “O foco de nosso teste, desde o primeiro dia, é para a segurança”, diz o doutor Lopez.

    Mas Leigh Turner, um bioético da Universidade de Minnesota, diz que o instituto ultrapassa os limites entre teste e tratamento. O formulário de consentimento do paciente “não seria aprovado por um IRB americano competente”, disse o doutor Turner, e os depoimentos em seu site na web dão ênfase apenas aos resultados.

    Além disso, estudar pacientes que pagam mina a validade dos testes científicos, segundo o doutor Turner. A amostragem de pacientes é inclinada para os que têm meios, e seu investimento financeiro pode ampliar um efeito placebo já forte.

    O doutor Lopez diz que os cientistas no México não têm o apoio à pesquisa do governo disponível nos EUA, o que deixa os estabelecimentos como o dele sem alternativa além de cobrar dos pacientes.

    Há poucas evidências que indiquem se os tratamentos com células-tronco de adultos oferecidos funcionam. Paul Knoepfler, um pesquisador de células-tronco na Universidade da Califórnia em Davis, diz que a falta de dados é preocupante.

    “Temos um enorme entusiasmo sobre o potencial da terapia com células-tronco”, disse o doutor George Q. Daley, que estuda as células-tronco para doenças do sangue na Escola de Medicina de Harvard.

    “Dito isso, elas não são agentes mágicos que percorrem seu corpo e consertam as coisas. É frustrante ver pessoas que, mesmo bem intencionadas, não agem no melhor interesse de seus pacientes.”

    De volta a St. Anne alguns dias depois do procedimento, Alejos teve um breve surto de pneumonia no verão, mas em geral não se sente melhor nem pior que antes do tratamento. Ela sabe que não será curada. Seus sonhos são modestos, como ficar livre do oxigênio o suficiente para ir ao cinema.

    Fonte: Folha de São Paulo