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  • Governo envia ao Congresso adendo à lei do Ato Médico

    Governo envia ao Congresso adendo à lei do Ato Médico

    O ministro Alexandre Padilha (Saúde) afirmou, nesta terça-feira (20), que o governo enviou ao Congresso um novo projeto de lei para fazer um adendo à polêmica lei do Ato Médico, sancionada com vetos no mês passado.

    O texto, porém, vai na linha dos vetos feitos e não deve agradar aos médicos.

    A lei regulamenta a profissão do médico, estabelecendo atos que são privativos desse profissional. Durante uma década de tramitação no Congresso, o projeto colocou os médicos de um lado (apoiando o texto) e as demais profissões da saúde de outro.

    Ao sancionar a lei, no mês passado, a presidente Dilma Rousseff vetou trechos fundamentais do projeto defendido pelos médicos. Retirou da lei, por exemplo, trecho que afirmava que o diagnóstico de doenças e a prescrição de medicamentos eram atos privativos do médico. O governo usou como justificativa o eventual impacto da lei no SUS.

    No novo texto, segundo o ministro, o governo que restabelecer na lei que o diagnóstico de doenças e a prescrição são atos privativos do médico. Há um detalhe, porém, que deve continuar desagradando a categoria médica: o governo coloca que são privativos esses atos, desde que não afetem protocolos do SUS, usados tanto na rede pública quanto na privada.

    “Quando o governo encaminha um projeto para o Congresso é para debater exatamente o que o governo já falava: o diagnóstico é privativo do médico, ressalvando o conjunto das demais profissões”, afirmou Padilha.

    Segundo ele, outros trechos do novo projeto pretendem deixar claro que a acupuntura não é ato privativo do médico e que outras profissões não dependem de um parecer do médico para agirem.

    “O texto protege, por exemplo, que o psicólogo faça o diagnóstico de uma depressão leve, sem uso de medicamentos, sem a precrição do médico”, explicou o ministro.

    O texto do projeto de lei, encaminhado ao Congresso nesta terça, ainda não foi divulgado. Está marcado para hoje, também no Congresso, a análise dos vetos feitos por Dilma ao Ato Médico.

    Fonte: Folha de São Paulo

  • App para bebê não tem valor didático e pode ser prejudicial, diz grupo dos EUA

    App para bebê não tem valor didático e pode ser prejudicial, diz grupo dos EUA

    Os vídeos da série “Baby Einstein”, da Walt Disney Company, não transformam bebês em prodígios. E, apesar do que diz a propaganda da Fisher-Price, sua popular linha de aplicativos Laugh & Learn talvez não ajude os bebês a desenvolverem habilidades linguísticas ou matemáticas, segundo uma queixa apresentada à Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos.

    A queixa, feita pela Campanha para uma Infância Livre de Comércio, mesma organização sem fins lucrativos que obrigou o “Baby Einstein” a recuar das afirmações sobre seu caráter didático, contesta a ideia de que aplicativos educacionais ofereçam algo a mais do que entretenimento.

    Além da queixa contra os aplicativos Laugh & Learn, da Fisher-Price, já baixados mais de 2,8 milhões de vezes, a ONG apresentou uma queixa semelhante contra aplicativos para bebês comercializados pela Open Solutions.

    Segundo essas queixas, as empresas propagandeiam que seus aplicativos ensinam habilidades espaciais, números, linguagem ou habilidades motoras aos bebês. Mas, afirmam os críticos, não há provas científicas de que os produtos garantam tais benefícios.

    “A indústria é notória por comercializar produtos como sendo educativos, quando, na verdade, não há provas de que o sejam”, disse Susan Linn, diretora da Campanha para uma Infância Livre de Comércio, em Boston.

    O grupo argumenta que o uso desses aplicativos “pode até ser prejudicial para bebês”. Linn afirmou que os programas podem roubar tempo de outras atividades, como brincadeiras manuais criativas ou momentos frente a frente com adultos afetuosos. Segundo ela, a Associação Americana de Pediatria recomenda que os pais evitem mídias com telas para crianças menores de dois anos.

    Kathleen Alfano, diretora-sênior de pesquisas com crianças da Fisher-Price, disse que a empresa realiza amplas pesquisas “para criar brinquedos apropriados”.

    Stefan Babinec, executivo da Open Solutions, com sede em Bratislava, na Eslováquia, diz que o marketing da sua empresa não faz afirmações como “pegue o jogo e deixe que ele ensine tudo ao seu filho”. Em vez disso, afirmou, a empresa acha que seus aplicativos “ajudam pais com bebês”.

    A Campanha para uma Infância Livre de Comércio apontou sete aplicativos comercializados pela Fisher-Price, junto com oito da Open Solutions, que estão disponíveis nas lojas App Store e iTunes, ambas da Apple. Os aplicativos apresentam ilustrações animadas ou em alta definição de personagens animais que convidam crianças pequenas a escutar frases ou barulhos de bichos e a apontar as partes do corpo do animal. Os aplicativos são comercializados como tendo valor educativo para crianças muito pequenas.

    A página de informação de um aplicativo para iPad da Fisher-Price chamado Laugh & Learn Let's Count Animals for Baby, por exemplo, diz que o aplicativo “ensina números, a contagem de um a dez e primeiras palavras”.

    Russ Chupnik, vice-presidente-sênior de análise setorial da empresa de pesquisa de mercado NPD Group, disse que os pais sentem que a tecnologia tornou o aprendizado mais fácil e divertido para os seus filhos.

    Em 2011, o grupo de defesa do consumidor protocolou uma queixa contra um vídeo chamado “Your Baby Can Read” (seu bebê consegue ler). Propagandas sugeriam que o produto poderia ensinar bebês com idade a partir de nove meses a ler.

    No ano passado, a empresa, chamada Your Baby Can, aceitou um acordo que levou a Comissão de Comércio a arquivar as acusações de propaganda enganosa.

    Agora, desenvolvedores de aplicativos estão comercializando esse mesmo tipo de programa para o aprendizado de bebês em formatos para dispositivos portáteis.

    Para Linn, isso tem o potencial de aumentar o tempo que os bebês passam diante de telas, afetando seu desenvolvimento cerebral.

    Fonte: Folha de São Paulo

  • ANS anuncia nova suspensão de 212 planos de saúde de 21 operadoras

    ANS anuncia nova suspensão de 212 planos de saúde de 21 operadoras

    Punição é por descumprimento de prazos e negar atendimento a usuário.

    Suspensão vale a partir da próxima sexta-feira (23).

    A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) anunciou nesta terça-feira (20) a suspensão da venda, por três meses, de 212 planos de saúde, administrados por 21 operadoras. A medida foi tomada por descumprimento de prazos estabelecidos para atendimento médico, realização de exames e internações, além de negativas indevidas de cobertura. A medida vale a partir desta sexta (23).

    Além disso, outros 34 planos de 5 operadoras, que já haviam sido punidos em monitoramento anterior da ANS, permanecem suspensos por mais três meses por não conseguirem recuperar seus índices de qualidade.

    Novo critério

    Esse é o primeiro ciclo de avaliação feito pela ANS com a incorporação do 
    novo critério para suspensão dos planos: a negativa de cobertura indevida. Antes, as operadoras eram punidas somente com base no descumprimento de prazo para consultas e realização de exames.

    De acordo com a agência, no último trimestre foram registradas 17.417 reclamações contra 553 operadoras – o maior número desde o início do monitoramento.



    “Isso demonstra um maior conhecimento das normas [pela população] e que os usuários de plano de saúde estão buscando garantir os seus direitos”, disse o diretor-presidente da ANS, André Longo.



    A suspensão das vendas não afeta o atendimento aos atuais usuários desses planos de saúde, mas impede a inclusão de novos clientes. Este é o sexto ciclo de monitoramento divulgado pelo governo e a quarta vez que é anunciada a suspensão de planos.



    Ainda de acordo com a ANS, 125 planos de saúde de 6 operadoras, que haviam sofrido suspensão anteriormente, foram reativados agora porque apresentaram melhora em seus resultados. Desses, 52 planos são da Unimed Paulistana – Sociedade Cooperativa de Trabalho Médico.



    Como funciona

    Uma resolução normativa publicada em dezembro de 2011 estabeleceu tempo máximo para marcação de exames, consultas e cirurgias. O prazo para uma consulta com um clínico-geral, pediatra ou obstetra, por exemplo, não pode passar de sete dias.

    Para verificar o cumprimento da resolução, a ANS vem monitorando os planos de saúde por meio de reclamações feitas em seus canais de relacionamento. E, a cada três meses, publica um relatório.



    Depois, em janeiro de 2013, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou a inclusão de novos critérios para suspensão, entre eles os casos em que os planos se negam a liberar o atendimento ao cliente, irregularidade na exigência de carência e não pagamento de reembolsos.



    São punidas com a suspensão da venda todas as operadoras que atingiram, por dois trimestres consecutivos, um índice de reclamação superior a 75% da mediana do setor apurada pela ANS. A punição dura três meses, até que um novo relatório seja divulgado.



    Além da proibição, é aplicada multa de R$ 80 mil por descumprimento da norma para cada reclamação comprovada. Se for um caso de urgência ou emergência, a multa sobe para R$ 100 mil. Existem hoje no país 1.503 operadoras ativas com beneficiários de planos médicos e hospitalares.



    De acordo com o ministro Alexandre Padilha, até agora 618 planos de saúde, de 73 operadoras, já foram punidos com suspensão de venda. A medida, disse ele, levou à proteção de 7,9 milhões de consumidores (16,3% do total).



    Ainda segundo o ministro, no primeiro semestre de 2013 a ANS recebeu 33.567 notificações de negativas de cobertura por planos de saúde, sendo que 27.491 foram resolvidas por mediação de conflito.

    PLANOS DE SAÚDE SUSPENSOS PELA ANS

    AMICO Saúde LTDA (Total: 31 produtos / 665.685 beneficiários)

    AMPHLA COLETIVO  402496996

    BÁSICA GR MUNICÍPIOS EMP QC  444148036

    CLINIC GR MUNICÍPIOS EMP QC  444152034

    CLINIC GR MUNICÍPIOS EMP QP  444150038 

    CONVENCIONAL REDE PLENA GR MUNICÍPIOS EMP QC  402859987 

    Dix 10 RJ SP GR. MUN. QC  462993101 

    Dix 10 RJ SP GR. MUN. QP  463363106 

    Dix 100 DF QC PJCA  464361115 

    Dix 100 DF QP PJCA  464362113 

    Dix 100 DF QP PJCE  464385112 

    Dix 100 GR.EST. QC PJCE  465321111 

    Dix 100 GR.EST. QP PJCE  465327111 

    Dix 100 RM RJ QC PJCA  464382118

    Dix 100 RM RJ QP PJCA  464381110

    Dix 100 RM SP QC PJCA  464378110 

    Dix 20 RJ SP PR QC  463368107 

    Dix 20 RJ SP PR QP  463369105 

    Dix 200 GR.EST. QC PJCE  465326112 

    Dix 200 GR.EST. QP PJCE  465325114

    Dix 200 RM RJ QC PJCA  464380111 

    Dix 200 RM RJ QC PJCE  464374117 

    Dix 200 RM RJ QP PJCE  464373119 

    Dix 200 RM SP QP PJCE  464367114 

    DIX CLASSIC GR MUNICÍPIOS EMP QP  432745004 

    Dix Classic RJ SP GR. MUN. QC  463374101

    DIX DENTAL I GR MUNICÍPIOS EMP  435809011 

    DIX R50 REDE BÁSICA GR MUNICÍPIOS EMP QC  429523004

    QUALIS SEM CO-PARTICIPAÇÃO  409122991 

    STANDARD GR MUNICÍPIOS EMP QC  444154031

    VITA PREMIUM SEM CO-PARTICIPAÇÃO  409120995 

    VITA sem Co-participação  409118993 

    AMIL Assitência internacional S.A. (Total: 91 produtos / 2.196.665 beneficiários)

    AMESP PROTEÇÃO ESSENCIAL 220/E  439245021 

    AMESP PROTEÇÃO ESSENCIAL 240/E  439384028 

    Amil 110 Nacional QP PJCA  466756125 

    Amil 120 Nacional Emp QP  415608991 

    Amil 120 Nacional PJ QC  462783101 

    Amil 130 Nacional Emp QP  415610992 

    Amil 140 Nacional PJ QP  463048103 

    Amil 140 Nacional PJ QP Copart  462785107 

    Amil 140 Plus Gr Estados PJ QP  462870105 

    Amil 150 Nacional Emp QP  415613997 

    Amil 160 Nacional Emp QP  415611991 

    Amil Blue Clássico Estadual CA QC  458181084 

    Amil Blue Gold Nacional PJ QP  462787103 

    Amil Blue I Estadual Emp Sem Obst QC Co-Part  458129086 

    Amil Blue I Estadual CA QP  458127080 

    Amil Blue I Nacional PJ QC  462788101 

    Amil Blue I Nacional PJ QC Copart  462798109 

    Amil Blue II Nacional PJ QC  462791101 

    Amil Blue II Nacional PJ QP  462799107 

    Amil Blue III Nacional PJ QP  462794106 

    Amil Blue IV Nacional PJ QP  462796102 

    Amil Dental I Nacional CA  463262101 

    AMIL DENTAL I Nacional Emp  401899991 

    Amil Dental II Plus Nacional Emp  463281108 

    Amil Linha Dental Nac PJCE  465705115 

    AMIL MEDICUS 122 PJ (COM E SEM FRANQUIAS – APTO.OU ENFERM.)  401883994 

    AMIL MEDICUS ESP. 122 ENF PJ (COM E SEM FRANQUIAS)  401885991 

    Amil ONE Nacional PJ QP  462851109 

    AMIL PJ MEDICUS MA 122  452602043 

    AMIL PJ RC 20.101  448951049 

    AMIL PJ RC 30.101  448952047 

    AMIL PJ RC 40.101  448953045 

    AMIL PJ RE 50 SERIE 100  448954043 

    Blue 200 MG QC PJCA  466865121 

    Blue 200 MG QP PJCE  464096119 

    Blue 200 NAC QC PJCE  465290118 

    Blue 200 RMC QC PJCA  464202113 

    Blue 300 DF QC PJCA  464297110 

    Blue 300 DF QP PJCA  464295113 

    Blue 300 NAC QC PJCE  465282117 

    Blue 300 NAC QP PJCE  465281119 

    Blue 300 RM PR QP PJCE  464240116 

    Blue 300 RM RJ QC PJCA  464120115 

    Blue 300 RM RJ QC PJCE  464111116 

    Blue 300 RM RJ QP PJCE  464097117 

    Blue 300 SP QC PJCE  464134115 

    Blue 400 NAC QC PJCE  464154110 

    BLUE 400 NAC QC PJCE GEQ  467957121 

    Blue 400 NAC QP PJCA  464160114 

    Blue 400 NAC QP PJCE  464152113 

    Blue 500 NAC QP PJCA  464161112 

    Blue 500 NAC QP PJCE  464150117 

    Blue 600 NAC QP PJCA  464167111 

    Blue 600 NAC QP PJCE  464159111 

    Blue 700 NAC QP PJCE  464175112 

    Blue 800 NAC QP PJCE  464173116 

    Blue Life Executivo Gr Estados Emp QP  440302029 

    Consult Executivo Gr Estados CA QP  439723021 

    Dental 200 Nac PF  466953123 

    Dental 200 Nac PJCA  466507124 

    Dental 200 Nac PJCE  466516123 

    ESSENCIAL 350 A  465429113 

    ESSENCIAL 350 E  464084115 

    H0+L  456221076 

    H3+L  456223072 

    H4+L  456224071 

    Medial 100 RM SP QC PJCA S/COPART   464937111 

    Medial 200 RM PR QC PJCA COPRC4 S/Obst  464421112 

    Medial 200 RM RJ QC PJCE COPRC4  464114111 

    Medial 200 RMC QC PJCE COPRC4  464186118 

    Medial 200 RMC QP PJCE COPRC4  464185110 

    Medial 300 DF QC PJCE COPRC5  464301111 

    Medial 300 RM PR QC PJCA COPRC5  464234111 

    Medial 300 RM PR QC PJCE COPRC5 S/Obst  464431110 

    Medial 300 RM PR QP PJCA COPRC5 S/Obst  464424117 

    Medial 300 SP QC PJCE COPRC5  464136111 

    Medial 400 NAC QC PJCA S/ Copart  464943115 

    Medial 500 NAC QP PJCA S/Copart  464933118 

    MEDIAL CONFORTO CLASS 620/E  433744001 

    MEDIAL CONFORTO CLASS 620A  451011049 

    MEDIAL CONFORTO PREMIUM 840A  437559029 

    Medial INTER I NAC QC PJCE  465305110 

    Medial Odonto Empresarial  456228073 

    Medial Odonto P  456229071 

    MEDIAL PROTEÇÃO IDEAL 420/A  440102026 

    MEDIAL PROTEÇÃO IDEAL 420/E  440101028 

    Medial STANDARD I GR.EST. QC PJCE  465312112 

    Medial STANDARD I GR.EST. QP PJCE  465308114 

    Medial STANDARD II NAC QC PJCE  465311114 

    Medial STANDARD II NAC QP PJCE  465307116 

    REFERENCIAL PME Gr Municipios Emp QC Co-Part  451027045 

    Associação de Beneficência e Filantropia São Cristovão (Total: 5 produtos / 36.533 beneficiários)

    SÃO CRISTÓVÃO 20 A  463169102 

    SÃO CRISTÓVÃO 20 E  463170106 

    SÃO CRISTÓVÃO EMPRESARIAL 10 A  465674111 

    SC EMPRESARIAL 1A  454912061 

    SC EMPRESARIAL 1E  454913069 

    BENEPLAN Plano de Saúde LTDA. (Total: 6 produtos / 22.552 beneficiários)

    PLENO ESPECIAL GRUPAL I  439564026 

    PLENO GRUPAL PRÉ PAGAMENTO  411488994 

    PLUS GRUPAL – EMPRESARIAL  705528995 

    TEC SEG ECONÔMICO INDIVIDUAL FAMILIAR  415705992 

    TEC SEG PLENO INDIVIDUAL/FAMILIAR  411486998 

    TEC SEG PLUS INDIVIDUAL/FAMILIAR  705527997 

    Centro Trasmontano de São Paulo (Total: 2 produtos / 10.569 beneficiários)

    GOLD 712 Enfermaria  467145127 

    GOLD I 712 Apartamento  467144129 

    ECOLE Serviços Médicos LTDA (Total: 2 produtos / 51.237 beneficiários)

    Ecole Básico  439023027 

    Ecole Empresarial Básico  400748994 

    Fundação Assistêncial dos Servidores do Ministério da Fazenda (Total: 7 produtos / 67.079 beneficiários)

    ASSEFAZ DIAMANTE APARTAMENTO  466493121 

    ASSEFAZ DIAMANTE APARTAMENTO EMPRESARIAL  466498121 

    ASSEFAZ RUBI APARTAMENTO  466496125 

    ASSEFAZ RUBI APARTAMENTO EMPRESARIAL  466490126 

    ASSEFAZ SAFIRA APARTAMENTO  466497123 

    ASSEFAZ SAFIRA ENFERMARIA  466492122 

    ASSEFAZ SAFIRA ENFERMARIA EMPRESARIAL  466491124 



    Fundação Saúde ITAÚ (Total: 8 produtos / 169.274 beneficiários)

    BASICO  462162100 

    ESPECIAL  462166102 

    ESPECIAL I  462163108 

    EXECUTIVO I  462164106 

    PLANO DE SAÚDE ITAU  450510047 

    UBBAP Especial V  468530130 

    UBBAP Executivo V  468529136 

    UBBAT Especial V  468519139 

    G & M Assessoria Médica Empresarial LTDA – EPP (Total: 1 produto / 661 beneficiários)

    Plano Ambulatorial Coletivo por Adesão  432785003 

    GEAP Fundação de Seguridade Social (Total: 5 produtos / 538.091 beneficiários)

    GEAPClássico  456093071 

    GEAPEssencial  455835079 

    GEAP-Referência  455830078 

    GEAPSaúde II  458004084 

    PLANO GEAPFAMÍLIA  434233000 

    PREVENT Senior Private Operadora de Saúde LTDA (Total: 2 produtos / 155.938 beneficiários)

    PREVENT SENIOR ESMERALDA APARTAMENTO  444214038 

    PREVENT SENIOR ESMERALDA ENFERMARIA  444213030 

    PROMÉDICA – Proteção Médica à Empresas S.A. (Total: 6 produtos / 32.031 beneficiários)

    Co-Participado Especial  433792001 

    Co-Participado Essencial  433793000 

    Co-Participado Referencia Promedica  433786007 

    Plano Ambulatorial  459136084 

    Plano Especial  402792982 

    Standard Plus  700252991 

    PRONTOMED Assistência Médica LTDA. (Total: 2 produtos / 2.432 beneficiários)

    ProntoMed Saúde  414822993 

    PRONTOPLAN – BRONZE  435296013 

    Sindicato dos Assalariados Ativos, Aposentados e Pensionistas nas Empresas Geradoras, ou Transmissoras, ou Distribuidoras, ou afins de Energ (Total: 4 produtos / 12.118 beneficiários)

    Plano Global  432218005 

    Plano Odontológico  432221005 

    Plano Odontológico “A”  432217007 

    Sener Alternativo  436375012 

    SMS – ASSISTÊNCIA MÉDICA LTDA (Total: 2 produtos / 25.351 beneficiários)

    EMPRESARIAL PREMIUM APARTAMENTO REDE CREDENCIADA  401569980 

    SMS-SPECIAL EMPRESARIAL  437026021 

    Sociedade Portuguesa de Beneficência (Total: 3 produtos / 15.150 beneficiários)

    BENESAÚDE – REFERÊNCIA  426780990 

    BENESAÚDE – REFERÊNCIA  432166009 

    BENESAÚDE – REFERÊNCIA  432175008 

    SOMEL – Sociedade para Medicina Leste LTDA. (Total: 4 produtos / 57.011 beneficiários)

    UNISIS CE APARTAMENTO  467067121 

    UNISIS CE ENFERMARIA  467068120 

    UNISIS I/F APARTAMENTO  466366127 

    UNISIS I/F ENFERMARIA  466365129 

    SOSAUDE Assistência Médico Hospitalar LTDA (Total: 6 produtos / 33.085 beneficiários)

    Só Saúde Enfermaria Individual/Familiar sem Obstetrícia  467561124 

    SoSaude Flex Standart  455751074 

    SOSAUDE FLEX STANDART EMPRESARIAL  455750076 

    STANDARD ENFERMARIA SEM OBSTETRICIA  453350040 

    STANDART SEM OBSTETRICIA EMPRESARIAL  447049034 

    VIP APARTAMENTO SEM OBSTETRICIA  453351048 

    SUL AMERICA Companhia De Seguro Saúde (Total: 13 produtos / 501.456 beneficiários)

    505 – Especial 100 QP  466058117 

    505 – Exato QC  466065110 

    505 – Exato QP  466064111 

    Básico 10 Empresarial/PME Trad.10 AHO QC  463401102 

    Básico 10 Empresarial/PME Trad.10 AHO QP  463400104 

    Básico Adesão Tradicional AHO QC  700473997 

    Básico Adesão Tradicional AHO QP COP  432411001 

    Básico PME Tradicional AHO QC  431427001 

    Beta Adesão AHO QP  445324037 

    Beta Empresarial AHO QP COP  445497039 

    Especial Adesão Tradicional AHO QP  700474995 

    Especial PME Tradicional AHO QP  431428000 

    Executivo/Máximo Adesão Tradicional AHO QP  700476991 

    UNIMED Sergipe – Cooperativa De Trabalho Médico (Total: 5 produtos / 55.672 beneficiários)

    UNIMED CIDADE BASICO  704574993 

    UNIVIDA BÁSICO EMPRESARIAL  409030996 

    UNIVIDA BASICO PLUS 1  703790992 

    UNIVIDA ESPECIAL ADESÃO PARTICIPATIVO  703792999 

    UNIVIDA ESPECIAL PLUS 1  703788991 

    VIVA Planos De Saúde LTDA (Total: 7 produtos / 31.278 beneficiários)

    GLOBAL II  468024123 

    PREFERENCIAL I  468021129 

    SAÚDE GLOBAL 20  460041090 

    SAÚDE GLOBAL 30  457591081 

    SAUDE PE120 QP  460050099 

    SAUDE PE21 QC  460044094 

    SAÚDE QC – 11  460039098 

     

    Fonte: G1 Economia

  • Estudo prova que ronco pode ser eliminado com exercícios de canto

    Estudo prova que ronco pode ser eliminado com exercícios de canto

    Um estudo realizado na Grã-Bretanha provou que o ronco pode ser reduzido ou mesmo eliminado com exercícios de canto. 



    Durante três meses, 60 pacientes participantes dos testes clínicos no hospital Royal Devon and Exeter, na cidade de Exeter (sudoeste da Inglaterra) fizeram os exercícios para melhorar a tonificação dos músculos da garganta desenvolvidos por uma professora de canto local, Alise Ojay, especificamente para pessoas que roncam. 



    “Foi um teste consideravelmente grande, tivemos 60 pessoas com roncos simples e outros 60 com apneia do sono. A metade deles estava nos grupos de controle onde não fizeram nada, enquanto os outros fizeram os exercícios”, explicou Ojay à BBC. 



    Segundo ela, pacientes que fazem estes exercícios de voz, pronunciando os sons “ung” e “gar” juntos e em tons diferentes conseguiram diminuir e até acabar com o ronco. 



    A diretora de coral afirmou à BBC que os exercícios precisam ser feitos diariamente, durante três meses, para o paciente conseguir alguma melhora. Estes exercícios diários são realizados durante 12 minutos no primeiro mês e 18 minutos nos meses seguintes. 



    Academia 



    Depois de anos de estudo e testes com voluntários que roncavam, os estudiosos descobriram que os exercícios vocais funcionam para as pessoas que sofrem de uma forma simples do problema e aquelas com apneia do sono suave ou moderada. 



    Existem diferentes causas para o ronco. Mas, de acordo com Ojay, a maioria dos que começam a roncar com o passar do tempo, como parte do processo de envelhecimento, o fazem devido à falta de tônus muscular na garganta. 



    “Quando se deitam para dormir, os tecidos obstruem a garganta, a respiração é mais turbulenta e forçada. É quando qualquer tecido solto começa a vibrar”, disse a especialista. 



    “E estes exercícios foram elaborados especificamente para as pessoas que roncam porque os músculos da garganta ficaram flácidos”, acrescentou. 



    A diretora de coral gravou um CD com os exercícios para tonificar a garganta que, segundo ela, são diferentes do que simplesmente o ato de cantar. 



    “Trabalho com sons que soam vigorosamente e movimentos fortes e repetitivos no músculo importante para a pessoa que ronca”, afirmou. 



    Ojay acrescenta que estes exercícios são como ir à academia para trabalhar uma área específica de músculos, de uma forma repetitiva. 



    Um estudo realizado na Grã-Bretanha provou que o ronco pode ser reduzido com exercícios de canto. 



    Durante três meses, 60 pacientes participantes dos testes clínicos no hospital Royal Devon and Exeter, na cidade de Exeter (sudoeste da Inglaterra) fizeram os exercícios para melhorar a tonificação dos músculos da garganta desenvolvidos por uma professora de canto local, Alise Ojay, especificamente para pessoas que roncam. 



    “Foi um teste consideravelmente grande, tivemos 60 pessoas com roncos simples e outros 60 com apneia do sono. A metade deles estava nos grupos de controle onde não fizeram nada, enquanto os outros fizeram os exercícios”, explicou Ojay à BBC. 



    Segundo ela, pacientes que fazem estes exercícios de voz, pronunciando os sons “ung” e “gar” juntos e em tons diferentes conseguiram diminuir e até acabar com o ronco. 



    A diretora de coral afirmou à BBC que os exercícios precisam ser feitos diariamente, durante três meses, para o paciente conseguir alguma melhora. Estes exercícios diários são realizados durante 12 minutos no primeiro mês e 18 minutos nos meses seguintes. 



    Academia 



    Depois de anos de estudo e testes com voluntários que roncavam, os estudiosos descobriram que os exercícios vocais funcionam para as pessoas que sofrem de uma forma simples do problema e aquelas com apneia do sono suave ou moderada. 



    Existem diferentes causas para o ronco. Mas, de acordo com Ojay, a maioria dos que começam a roncar com o passar do tempo, como parte do processo de envelhecimento, o fazem devido à falta de tônus muscular na garganta. 



    “Quando se deitam para dormir, os tecidos obstruem a garganta, a respiração é mais turbulenta e forçada. É quando qualquer tecido solto começa a vibrar”, disse a especialista. 



    “E estes exercícios foram elaborados especificamente para as pessoas que roncam porque os músculos da garganta ficaram flácidos”, acrescentou. 



    A diretora de coral gravou um CD com os exercícios para tonificar a garganta que, segundo ela, são diferentes do que simplesmente o ato de cantar. 



    “Trabalho com sons que soam vigorosamente e movimentos fortes e repetitivos no músculo importante para a pessoa que ronca”, afirmou. 



    Ojay acrescenta que estes exercícios são como ir à academia para trabalhar uma área específica de músculos, de uma forma repetitiva. 

     
    Fonte: Uol Sáude
  • Hospital da Alemanha realiza cirurgia de fígado com auxílio de tablet

    Hospital da Alemanha realiza cirurgia de fígado com auxílio de tablet

    Realidade aumentada permite localizar com precisão estruturas de órgão.
    Durante o procedimento, o fígado foi filmado por um iPad.

    Uma equipe médica da Alemanha liderada pelo professor Karl Oldhafer realizou uma das primeiras cirurgias com o auxílio de tablet em Hamburgo. O recurso de “realidade aumentada” possibilitou que os cirurgiões visualizassem informações sobre o planejamento da cirurgia.

    Durante o procedimento, o fígado é filmado por um iPad, que sobrepõe às imagens do órgão modelos virtuais em terceira dimensão construídos com base no próprio órgão. Esse recurso ajuda a localizar estruturas críticas como tumores e vasos.

    O processo funciona da seguinte maneira: exames de imagem feitos antes da operação, como tomografia ou ressonância magnética, permitem a reconstrução de uma imagem completa do órgão em terceira dimensão no computador.

    Com a técnica de realidade aumentada, é possível projetar essas imagens na tela do tablet, sobre as imagens que estão sendo filmadas naquele momento, o que possibilita a localização das estruturas essenciais para a cirurgia.
    Fonte: Bem Estar
  • Ministério da Saúde abre inscrições para segunda etapa do Mais Médicos

    Ministério da Saúde abre inscrições para segunda etapa do Mais Médicos

    A segunda chamada para o programa Mais Médicos foi aberta nesta segunda-feira (19). Prefeituras e profissionais que não aderiram ou que não completaram sua inscrição na primeira fase do programa têm até o dia 30 de agosto para se inscrever pelo site (http://maismedicos.saude.gov.br/). Para médicos, o edital será reaberto mensalmente durante três anos ou até que a demanda apresentada pelos municípios seja atendida. Já para municípios, após essa chamada, a previsão é que seja aberto novo edital somente no final do ano.

     

    O programa é aberto à participação de todos os municípios do país, mas a prioridade de atendimento será dada às regiões de maior vulnerabilidade social, ou seja, áreas com os maiores percentuais de população em extrema pobreza e Distritos Sanitários Especiais Indígenas. As cidades que já aderiram não precisam aderir novamente, mas podem atualizar suas informações solicitando, inclusive, mais profissionais.

    No caso dos médicos, é aceita a participação de formados no Brasil e também dos que têm registro profissional em outros países. Como ocorreu na primeira etapa do programa, os profissionais com registro profissional de fora do Brasil só serão chamados a ocupar os postos não preenchidos pelos brasileiros. Médicos que participam do Programa de Valorização do Profissional da Atenção Básica (Provab) ou que fazem residência médica em instituição de educação superior precisam se desligar desses programas caso decidam participar do Mais Médicos.

    Em relação aos estrangeiros, podem participar egressos de faculdades de medicina com tempo de formação equivalente ao brasileiro, que tenham conhecimentos em língua portuguesa, autorização para livre exercício da medicina em seu país de origem e vindos de países onde a proporção de médicos para cada grupo de mil habitantes é superior à brasileira (1,8 médicos/1.000 habitantes). Todos os profissionais vindos de outros países cursarão especialização em Atenção Básica e serão supervisionados por instituições de ensino que participam do programa.

    Os médicos participantes cumprirão jornada de 40 horas semanais. Para isso, receberão bolsa federal de R$ 10 mil, paga pelo Ministério da Saúde, e ajuda de custo para moradia e alimentação – sob responsabilidade dos municípios. O programa é válido por três anos, com possibilidade de prorrogação por mais três.

    Só onde falta

    Os profissionais que participarão do programa só poderão ser inseridos em novas equipes de atenção básica ou naquelas em que há falta de médicos. O Ministério da Saúde, com base nos dados de 12 de agosto do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (Cnes), bloqueará o CPF do profissional do Programa Mais Médicos, impedindo a inserção dele em equipes que já possuem médicos. O gestor municipal deve registrar as novas equipes até 60 dias após a chegada do profissional.

    O andamento do programa poderá ser acompanhado no site do Cnes, no qual estará registrado o número de profissionais existentes na atenção básica de cada município antes da data de início  do Mais Médicos e quantos a mais ele recebeu pelo programa.

    Primeira seleção

    O primeiro mês de seleção do Mais Médicos contabilizou a adesão de 3.511 municípios, que indicaram a existência de 15.460 vagas. Ao final dessa etapa, 1.618 profissionais confirmaram participação, e vão atuar em 579 municípios e 18 Distritos Sanitários Especiais Indígenas. Os brasileiros selecionados na primeira fase devem começar a atuar no dia 2 de setembro, e os estrangeiros a partir da segunda quinzena do mesmo mês.

    Lançado pela Presidenta da República, Dilma Rousseff, no dia 8 de julho, o Mais Médicos tem objetivo de acelerar os investimentos em infraestrutura nos hospitais e unidades de saúde do SUS e ampliar o número de médicos nas regiões carentes do país, como os municípios do interior e as periferias das grandes cidades.

    Fonte: Uol Saúde

     

  • Hanseníase diminuiu por aumento de resistência dos humanos, mostra estudo

    Hanseníase diminuiu por aumento de resistência dos humanos, mostra estudo

    A drástica diminuição de casos de hanseníase – doença que atinge hoje mais de 200 mil pessoas todos os anos – no final da Idade Média se deveu ao fortalecimento dos humanos frente à doença, e não a uma mutação genética da bactéria, descobriram cientistas na Suíça.

    Na Europa medieval, a hanseníase, também conhecida como lepra, era uma doença comum e em algumas regiões chegava a infectar uma em cada 30 pessoas. Só no final do século XV a incidência da doença diminuiu no continente por motivos que os cientistas ainda não tinham sido capazes de explicar.

    Embora a hanseníase seja vista como uma doença do passado, em algumas regiões do mundo ainda é considerada endêmica, como Brasil, Filipinas, Índia, Indonésia, Madagascar, Moçambique, Nepal, Congo e Tanzânia.

    Um grupo de cientistas da Escola Politécnica Federal de Lausanne (EPFL), na Suíça, decidiu comparar o genoma de cinco cepas de Mycobacterium leprae extraídas de restos humanos medievais em Reino Unido, Suécia e Dinamarca com cepas da bactéria contemporânea para determinar se houve algum tipo de evolução que a tenha tornado menos virulenta.

    O grupo de pesquisadores, formado por biólogos e arqueólogos de diferentes países e codirigido pelo britânico Steward Cole, desenvolveu um método extremamente sensível que permitiu separar o DNA bacteriano – 0,1% do total dos restos analisados – do DNA do material humano.

    Graças a este procedimento foi possível reconstruir de forma muito precisa o genoma da lepra medieval. “O genoma das cepas medievais é quase exatamente igual ao das atuais e a forma de atuação não mudou. Se a explicação para a diminuição da hanseníase não está no agente patogênico, é necessário buscar em nós mesmos”, detalhou Cole.

    A pesquisa concluiu que foi o homem que se tornou mais resistente à doença. “Todas as condições para iniciar um processo de seleção natural foram reunidas: uma prevalência extremamente forte do vírus e o isolamento social dos infectados”.

    Cole assinalou que os doentes de hanseníase ao serem afastados da sociedade foram obrigados a procriar menos e, portanto, as pessoas mais resistentes à doença tiveram mais condições de se reproduzir.

    “Há outros estudos que mostraram que os europeus são mais resistentes à doença que o resto da população mundial por motivos genéticos. Este raciocínio está no mesmo sentido da nossa hipótese”, acrescentou.

    Independentemente do interesse histórico do achado, o EPFL considera que a pesquisa pode ser muito importante para compreender melhor o processo de dispersão em epidemias e o funcionamento do agente patogênico da hanseníase.

    “Os métodos para sequenciar o DNA estão entre os mais precisos já realizados”, segundo a instituição. E a grande resistência do material genético da Mycobacterium leprae – provavelmente devido a sua grossa envoltura celular – abre a possibilidade de estudar cepas mais antigas, o que permitiria compreender melhor a hanseníase e suas condições de surgimento.

    A hanseníase – cujas lesões aparecem na pele, nervos, extremidades e olhos – se multiplica muito devagar e o período de incubação da doença é de cerca de cinco anos, enquanto os sintomas podem demorar até 20 anos para aparecer.

    Ao contrário da crença popular, a doença é pouco contagiosa e exige contato muito próximo e frequente com doentes sem tratamento.

    Fonte: Uol Saúde

  • Doenças do século 19 ainda são desafios para a saúde pública

    Doenças do século 19 ainda são desafios para a saúde pública

    O mesmo Sistema Único de Saúde (SUS) que fez mais de 22 mil cirurgias de transplantes de órgão e lida diariamente com doenças relacionadas a um novo estilo de vida imposto pela modernidade do século 21 – corrido e ao mesmo tempo sedentário -, ainda precisa prestar atendimento a pessoas com enfermidades que se expandiram desde o século 19.

    De acordo com a pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Tânia Araújo Jorge, as chamadas “doenças negligenciadas” têm um determinante social muito forte e suas sequelas alimentam o círculo da pobreza.

    “Renda, condições de educação, de saneamento e água influenciam bastante na permanência dessas doenças, por isso são consideradas doenças relacionadas à pobreza”, explica Tânia. As doenças negligenciadas consideradas prioritárias pelo governo federal são dengue, doença de Chagas, leishmaniose, malária, esquistossomose, hanseníase e tuberculose. A pesquisadora destaca que outra característica desses males é que, de forma geral, são negligenciados pela indústria farmacêutica global.

    “Não tem interesse em investimento de pesquisa para geração de vacina, de medicamentos, porque é um mercado pobre, a atividade econômica não dá sustentação para um mercado global” avaliou.

    Tânia Araújo acrescenta ainda que outro componente que contribui para a permanência dessas doenças na agenda do governo é a omissão da rede pública de saúde na atenção a essas populações. “Muitas vezes você tem o medicamento, mas o serviço de saúde não propicia o acesso às soluções já conhecidas”, diz.

    A pesquisadora ressaltou que não adianta ter apenas um planejamento do governo federal, “tem que haver ação na ponta. A articulação entre os entes federal, estaduais e municipais é muito importante”. Para ela, as políticas voltadas para a as doenças negligenciadas são tratadas como política de governo e não de Estado, e por isso é muito comum que sejam suspensas a cada troca de governo.

    “Esse tema não deve sair da agenda política, ele está muito presente na agenda dos cientistas, mas isso por si só não é o suficiente. Os resultados das pesquisas têm que ser colocado na agenda política do país” frisou Tânia, acrescentando que o investimento em educação é fundamental.

    De acordo com dados do Ministério da Saúde, em 2012 foram registrados mais de 33 mil novos casos de hanseníase, considerada uma das doenças mais antigas que acometem o homem e que tem cura. Os estados de Mato Grosso, Maranhão e do Tocantins apresentaram em 2012 alta incidência da doença, enquanto todos os estados da Região Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo, na Região Sudeste, somados ao Rio Grande do Norte, no Nordeste, alcançaram a meta de eliminação da hanseníase como problema de saúde pública.

    A pesquisadora explicou que com o avanço das pesquisas na saúde a letalidade das doenças negligenciadas diminuiu em relação à do século 19, porém, a convivência prolongada com elas traz mais morbidades. “A mortalidade hoje no Brasil é muito mais causada por doenças cardiovasculares, câncer, doenças crônicas. Essas doenças infecciosas da pobreza conseguem ser controladas, menos de 5% da população morrem em consequência delas. No entanto, elas são muito frequentes, em crianças atrapalham o rendimento escolar, atrapalham o crescimento, em adultos atrapalham a inserção no mercado de trabalho, de forma que sustenta um círculo que mantém a pobreza” diz a especialista.

    Ao mesmo tempo em que o SUS precisa lidar com essas doenças, aumenta o número de pessoas acometidas por males intimamente relacionados ao ritmo de vida mais acelerado, às cobranças e ao sedentarismo, cada vez mais comuns na vida de quem vive nas metrópoles. “Obesidade, hipertensão arterial, diabetes mellitus, depressão, problemas de tireoide, dor nas costas, doenças ocupacionais, são as doenças que mais atormentam a sociedade moderna”, avalia Samira Layaun, médica especialista em medicina preventiva e consultora de saúde e qualidade de vida.

    Na avaliação da especialista, falta estrutura e investimento em saúde pública para atender à demanda ocasionada por essas doenças. Mesmo figurando em agendas de saúde tão distintas, tanto as doenças negligenciadas como as ditas “da vida moderna” precisam de investimento maciço em educação.

    “O governo deveria investir mais em campanhas educativas e ações que estimulem as pessoas a adotar bons hábitos alimentares, de sono, exercícios, entre outros. De outro lado, as pessoas deveriam aderir a esses bons hábitos. Procurar alimentar-se e hidratar-se corretamente, dormir, no mínimo, oito horas por noite, praticar exercícios com regularidade, manter o peso e o estresse sob controle, ficar longe do cigarro, do álcool, das drogas, praticar boas ações e nutrir bons sentimentos. São práticas que colaboram tanto na prevenção como no tratamento das doenças da vida moderna”, reforçou Samira à Agência Brasil.

    Fonte: Uol Saúde

  • Droga reduz risco de câncer de próstata, mas é alvo de críticas

    Droga reduz risco de câncer de próstata, mas é alvo de críticas

    Novos dados de um estudo sobre o uso da finasterida (remédio contra calvície) para prevenir o câncer de próstata reacendem o debate sobre a chamada quimioprevenção.

    A pesquisa com 19 mil americanos e canadenses mostrou que o remédio, usado por homens saudáveis, reduz em 30% o risco desse câncer.

    No entanto, o número de tumores agressivos foi maior no grupo que tomou a finasterida versus o placebo, e a mortalidade foi igual entre os dois conjuntos de pacientes.

    Entre os efeitos colaterais do remédio estão a perda da libido e a disfunção erétil.

    Esse é, na verdade, o segundo capítulo de uma pesquisa de 2003, a PCPT (Prostate Cancer Prevention Trial), que mostrava que a droga reduzia o risco de câncer, mas já apontava para a maior incidência de tumores agressivos entre os que usavam o remédio em vez do placebo.

    Só que o acompanhamento dos pacientes por um período de sete anos não permitia concluir se a droga era a responsável pelo aparecimento desses tumores e se, a longo prazo, os pacientes que tomaram a finasterida teriam taxas menores de morte.

    Uma versão atualizada desse estudo, publicada anteontem no “New England Journal of Medicine”, com dados de 18 anos de seguimento desses pacientes, traz mais luz ao debate, mas ainda não é conclusiva sobre a indicação desse remédio, de acordo com especialistas.

    O estudo mostrou que a droga reduziu ainda mais o risco de câncer de próstata (30% de redução, contra 25% em 2003), em especial os menos agressivos.

    Mas os resultados mostram que o remédio reduz a mortalidade por câncer, principal objetivo de uma estratégia de quimioprevenção.

    Outro problema ainda é o maior número de tumores agressivos encontrados entre os usuários do remédio.

    Uma das explicações para isso é que a finasterida reduz a próstata, facilitando o encontro de tumores na biópsia, segundo Aguinaldo Nardi, presidente da SBU (Sociedade Brasileira de Urologia).

    Por isso, diz ele, não é preocupante que mais tumores agressivos tenham sido encontrados no grupo do medicamento. “O remédio reduz o risco de tumores de baixo grau e acha os de alto grau mais precocemente. É um resultado relevante.”

    DIRETRIZES

    Segundo Nardi, a SBU está debatendo se vai passar a recomendar o uso da finasterida para prevenção do câncer de próstata nos pacientes de alto risco. As novas diretrizes da entidade serão publicadas em outubro.

    Em 2009, a Sociedade Americana de Oncologia Clínica recomendou o uso do remédio para homens obesos ou com histórico familiar de câncer de próstata.

    Mas, em 2011, a FDA (agência que regulamenta medicamentos nos EUA) negou a inclusão da quimioprevenção entre as indicações da droga por causa do maior número de tumores de alto grau.

    Para Sami Arap, urologista do Hospital Sírio-Libanês, o estudo só gera controvérsias. “Você faz mais diagnósticos, mas não evita mortes.”

    Gustavo Guimarães, diretor do núcleo de urologia do A.C. Camargo Cancer Center, diz que não é possível concluir se a droga deve ser indicada para evitar câncer mas, como ela não aumenta a mortalidade, seu uso é seguro para tratar casos de crescimento benigno da próstata.

    A quimioprevenção tem mais evidências de eficácia contra o câncer de mama –remédios como o tamoxifeno podem ser indicados se a mulher tiver histórico de doença na família ou certas mutações genéticas. Para prevenir o câncer de próstata, continua valendo a combinação de esportes e boa alimentação.

    Fonte: Folha de São Paulo

  • Roche desiste de patente na Índia para remédio contra câncer de mama

    Roche desiste de patente na Índia para remédio contra câncer de mama

    Escritório de Patentes em Calcutá diz que empresa não fez pedido correto.

    Mercado no país é atrativo, mas empresa teme por propriedade intelectual.

     

    A farmacêutica suíça Roche decidiu não continuar com um pedido de registro de patente na Índia para seu remédio de câncer de mama Herceptin, informou a companhia nesta sexta-feira (16), em um momento em que farmacêuticas ocidentais enfrentam pressão por preços elevados nesse mercado de rápido crescimento.

    O Escritório de Patentes de Calcutá afirmou no início do mês que havia dispensado alguns pedidos de patentes submetidos pela Roche porque a empresa não teria apresentado o pedido para o Herceptin (cujo princípio ativo é o anticorpo trastuzumab) de forma correta.

    Farmacêuticas ocidentais estão ansiosas para entrar no mercado de remédios indiano de US$ 13 bilhões (R$ 30,2 bilhões), mas há preocupações sobre o nível de proteção à propriedade intelectual no país, onde os medicamentos genéricos representam mais de 90% das vendas.

    O Herceptin, usado para tratar um tipo agressivo de câncer de mama, é o terceiro produto mais vendido da Roche, contabilizando uma receita global de 3,08 bilhões de francos suíços (R$ 7,6 bilhões) no primeiro semestre do ano.

    O governo da Índia havia considerado a emissão de uma licença compulsória para o Herceptin, o que permitiria que as farmacêuticas locais vendessem cópias genéricas muito mais baratas da droga. Nenhuma decisão foi tomada até agora.

    A medida da Roche de não prosseguir com a patente do Herceptin pode pavimentar o caminho para fabricantes de genéricos produzirem versões mais baratas do remédio. Os medicamentos são conhecidos como biossimilares, por não serem uma réplica idêntica.

    No entanto, a Roche afirmou que não há biossimilares aprovados na Índia para o Herceptin. A empresa, porém, disse que vai continuar pedindo o registro de outras patentes para seus remédios na Índia.

    Fonte: G1 Saúde