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  • Farmacêutico, saiba quais são os seus direitos nos feriados e pontos facultativos

    Em 2020 nós temos nove feriados nacionais, sem contar os feriados estaduais e municipais e pontos facultativos. O vice-presidente do Sindicato dos Farmacêuticos de Alagoas, Deives Galvão, explica que nos feriados instituídos por lei é obrigatório a dispensa dos serviços nestes dias.

    “Neste caso, a empresa pode remunerar o dia do feriado conforme acordo ou convenção coletiva na próxima folha salarial, oferecer uma folga a mais na semana subsequente, ou levar estas horas para um banco de horas que poderá ser usado em até seis meses”, pontuou.

    No caso da folga não ter sido gozada dentro do prazo, a empresa é obrigada a remunerar o profissional na folha salarial subsequente. Ainda que a folga seja dada ao profissional farmacêutico, a Lei 13021/2014 determina que os estabelecimentos de saúde tenham um farmacêutico durante todo o horário de funcionamento, inclusive trabalhando em dias feriados.

    Quanto aos pontos facultativos decretados pelos governos federal, estadual e municipal tanto as empresas privadas como os órgãos públicos podem escolher se darão folga aos seus funcionários. Existe uma legislação federal que sugere a decretação dos feriados ainda no mês de dezembro para o ano subsequente.

    “Se as empresas descumprem as normas relativas aos feriados, a convenção coletiva determina que seja aplicada uma multa de 10% do piso salarial do profissional atingindo no mês da ocorrência. O pagamento deve ser feito ao empregado”, garantiu.

    Fonte: Ascom CRF/AL

  • Recorde de medicamentos aprovados para doenças raras

    No dia 29 de fevereiro, Dia Mundial das Doenças Raras, a Anvisa contabilizou um recorde no número de medicamentos aprovados para doenças raras: foram 21 no ano de 2019, entre sintéticos, biológicos e específicos. Paralelamente, foi anuída a realização de 30 ensaios clínicos.

    De acordo com dados do Ministério da Saúde, cerca de 13 milhões de brasileiros têm alguma doença rara, que não tem cura e cujas opções terapêuticas são restritas. Os medicamentos para doença rara são aqueles que tratam, diagnosticam ou atuam na prevenção de condição séria debilitante e que se propõem a alterar, de modo clinicamente significativo, a evolução da doença ou que possibilitem a sua remissão.

    O combate às doenças raras, no entanto, não é realizado somente por meio de medicamentos. Outros produtos para a saúde também são importantes, como os chamados produtos de terapias avançadas, que têm potencial para trazer grandes benefícios a pacientes que sofrem com enfermidades complexas e sem alternativas médicas disponíveis. Essa categoria inclui, por exemplo, células geneticamente modificadas para eliminar tumores ou vetores virais que carreiam sequências específicas para tratamento de doenças genéticas.

    Com a recente aprovação da Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 338/2020, que trata do registro de produtos de terapia avançada e que se soma à RDC 260/2018, sobre as regras para a realização de ensaios clínicos com produtos de terapia avançada investigacional, o Brasil definiu as bases regulatórias necessárias para desenvolver e registrar produtos de alta tecnologia baseados em células e genes humanos, tornando-se referência na América Latina. A RDC 338/2020 entra em vigor no dia 1º de junho.

    Medicamentos aprovados para o tratamento de doenças raras em 2019

    TRANSLARNA (atalureno)

    Indicado para o tratamento da distrofinopatia resultante de uma mutação sem sentido (nonsense), no gene da distrofina. A presença de uma mutação sem sentido no gene da distrofina deve ser determinada por testes genéticos.

    CRESEMBA (sulfato de isavuconazônio)

    Indicado para adultos para o tratamento de:

    – aspergilose invasiva

    – mucormicose

    *Foram registradas as formas farmacêuticas pó liofilizado e cápsula dura. Assim sendo, são considerados dois produtos.

    NITIKABS (nitisinona)

    Indicado para o tratamento de pacientes adultos e pediátricos (em qualquer grupo etário) com diagnóstico confirmado de tirosinemia hereditária do tipo1 (HT-1) em associação à restrição alimentar de tirosina e fenilalanina.

    VITRAKVI (larotrectinibe)

    Indicado para o tratamento de pacientes adultos e pediátricos com tumores sólidos localmente avançados ou metastáticos que apresentam fusão do gene NTRK.

    *Foram registradas as formas farmacêuticas cápsula dura e solução oral. Assim sendo, são considerados dois produtos.

    CARBAGLU (ácido carglúmico)

    Indicado para o tratamento da hiperamonemia devido a:

    – deficiência da enzima N-acetil-glutamato sintase (NAGS);

    – acidemias orgânicas (AO): acidemia isovalérica (IVA), acidemia metilmalônica (MMA) e acidemia propiônica (PA).

    ICLUSIG (cloridrato de ponatinibe)

    Indicado para o tratamento da leucemia mieloide crônica resistente ao dasatinibe ou nilotinibe, leucemia mieloide crônica com mutação T3151, leucemia linfoblástica aguda de cromossomo Filadélfia positivo (LLA Ph+) resistente ao dasatinibe ou nilotinibe, ou leucemia linfoblástica aguda de cromossomo Filadélfia positivo (LLA Ph+) com mutação T3151.

    EVOBRIG (brigatinibe) Indicado para o tratamento de pacientes com câncer de pulmão não pequenas células (CPNPC) localmente avançado ou metastático que seja positivo para quinase de linfoma anaplásico (ALK), previamente tratados com crizotinibe.
    TEGSEDI (inotersena) Indicado para o tratamento da polineuropatia de estágio 1 ou 2 em pacientes adultos com amiloidose hereditária associada à transtirretina (PAF-TTR), para retardar a progressão da doença e melhorar a qualidade de vida.
    ERFANDEL (erdafitinibe)

    Indicado para o tratamento de pacientes adultos com carcinoma urotelial (UC) localmente avançado ou metastático, cujos tumores apresentam determinadas alterações genéticas de receptores de fator de crescimento de fibroblastos (FGFR), que apresentam progressão da doença durante ou após pelo menos uma linha de quimioterapia anterior, ou até 12 meses após quimioterapia neoadjuvante ou adjuvante.

    PIQRAY (alpelisibe)

    Indicado para o tratamento de mulheres na pós-menopausa e homens com câncer de mama avançado ou metastático com mutação PIK3CA, receptor para o fator de crescimento epidérmico humano tipo 2 (HER2) negativo, em combinação com fulvestranto após progressão da doença que tenha ocorrido durante ou após o uso de terapia inicial de base endócrina.

    GALAFOLD (cloridrato de migalastate) Indicado para o tratamento de longa duração de adultos e adolescentes a partir de 16 anos, com diagnóstico confirmado de doenca de Fabry (deficiência de a-galactosidase A) e que possuam uma mutação suscetível.
    NUBEQA (darolutamida) Indicado para o tratamento de pacientes com câncer de próstata não metastático resistente à castração (CPRCnm).
    DEFITELIO (defibrotida) Tratamento da doença veno-oclusiva hepática (DVOH) em pacientes adultos e pediátricos a partir de um mês de idade.
    CRYSVITA (burosumabe) Tratamento de hipofosfatemia ligada ao cromossomo X (X-linked hypophosphatemia, XLH) em indivíduos adultos e pediátricos a partir de 1 ano de idade.
    BESPONSA (inotuzumabe ozogamicina) Monoterapia para o tratamento de adultos com leucemia linfoblástica aguda (LLA) de células B precursoras, recidivada ou refratária, CD22 positivo. O tratamento de pacientes adultos com LLA de células B precursoras, recidivada ou refratária, positivo para cromossomo Filadélfia (Ph+), só é indicado após falha do tratamento com pelo menos um inibidor de tirosina quinase.
    LIBTAYO (cimiplimabe) Tratamento de pacientes com carcinoma cutâneo de células escamosas (CSCC) metastático ou pacientes com carcinoma cutâneo de células escamosas localmente avançado que não são candidatos à cirurgia ou radioterapia curativas.
    TAKHZYRO (lanadelumabe) Prevenção de rotina de crises recorrentes de angioedema hereditário em pacientes com 12 anos de idade ou mais.
    ROPOLIVY (polatuzumabe vedotina) Tratamento de pacientes adultos com linfoma difuso de grandes células B (LDGCB) CD20 positivo, recidivado ou refratário, que não são candidatos a transplante de células-tronco hematopoiéticas, em combinação com bendamustina e rituximabe (BR).
    CYSTADANE (betai´na anidra 1 g/g)

    Indicado no tratamento adjuvante da homocistinu´ria, envolvendo deficiências ou defeitos nas enzimas cistationina beta-sintetase (CBS); 5,10-metileno-tetrahidrofolato redutase (MTHFR); e cofator do metabolismo de cobalamina. Pode ser utilizado como complemento de outras terapias, tais como vitamina B6 (piridoxina), vitamina B12 (cobalamina), folatos e uma dieta específica. O medicamento e´ de uso adulto e pediátrico, e vendido sob prescrição médica.

    Fclínicos para doenças raras autorizados em 2019

    MEDICAMENTO EXPERIMENTAL INDICAÇÕES TERAPÊUTICAS ESTUDADAS
    Durvalumabe Câncer de bexiga músculo-invasivo.
    Iduronato-2-sulfatase (hIDS) recombinante humana Síndrome de Hunter.
    Selexipague Hipertensão pulmonar tromboembólica crônica (HPTEC).
    Ponatinibe

    Leucemia linfoblástica aguda cromossomo Philadelphia positivo (LLA Ph+) recém-diagnosticada.

    *Foram apresentados dois estudos.

    APL-2

    Anemia hemolítica autoimune de anticorpo quente (WAIHA) e doença da aglutinina fria (CAD).

    AMG 510 Tumores sólidos avançados com mutação do KRAS p G12c.
    Oxibato de sódio Sonolência excessiva diurna e cataplexia em participantes com narcolepsia.
    Ravulizumabe; APL-2 Hemoglobinúria paroxística noturna (HPN)

     

    *Foram apresentados dois estudos.

    Nevanimibe Hiperplasia adrenal congênita clássica.
    Daratumumabe Mieloma múltiplo refratário recidivado.

     

    *Foram apresentados dois estudos.

    Crizanlizumabe Anemia falciforme com crise vaso-oclusiva.
    Tetratiomolibdato de bis-colina Doença de Wilson.
    Arilsulfatase A humana recombinante Leucodistrofia metacromática infantil tardia.
    Vutrisiran Amiloidose hereditária por transtirretina (amiloidose hATTR).

     

    *Foram apresentados dois estudos.

    AGEN2034 Câncer do colo uterino de segunda linha.
    Selexipague Hipertensão pulmonar associada à sarcoidose.
    Patisirana Cardiomiopatia por amiloidose por transtirretina (amiloidose ATTR com cardiomiopatia).
    CRN00808.HCl Acromegalia.

     

    *Foram apresentados dois estudos.

    Macitentana Pacientes com cardiopatia congênita com fisiologia univentricular submetidos ao procedimento de Fontan.
    Esparsentana Glomeruloesclerose segmentar e focal (GESF) primária.

     

    *Foram apresentados dois estudos.

    APVO101 Hemofilia B.
    Crizanlizumabe Doença falciforme e doença renal crônica devido à nefropatia falciforme.
    BMN 270 Hemofilia A.
    RGX-121 Síndrome de Hunter.
  • Farmacêutica arapiraquense utiliza técnica do furinho humanizado

    É muito comum, as mamães de menina optarem por deixar o hospital com a suas bebês de orelhinha perfurada, no entanto, as regras mudaram e agora, uma opção disponível no mercado é o furinho humanizado. A farmacêutica Vanessa Santos já utiliza a técnica na cidade de Arapiraca.

    De acordo com ela, esta é uma técnica em que o profissional de saúde utiliza o conhecimento da acupuntura para realizar o furo, evitando assim que a criança tenha traumas ou desenvolva problemas por conta do furinho. “Não é apenas um furo, a gente faz assepsia no local, utiliza material silencioso (que não é a pistola), esterilizado e descartável com aplicação de anestésico para que a criança não chore”, pontuou.

    A farmacêutica revelou que a Anvisa proibiu o primeiro furo com pistola e em hospitais por conta das bactérias e tétano que as pistolas podem transmitir à criança. Na prática, o primeiro furinho acontece na casa do bebê, e durante o processo a farmacêutica utiliza música, pede para a mãe amamentar a criança, tudo é feito com responsabilidade. “Nós respeitamos o ponto da acupuntura, é importante que os pais fiquem atento ao que determina a legislação, exatamente para resguardar a saúde da criança”, alertou.

    Um ponto importante que a farmacêutica destaca é que os pais procurem os profissionais capacitados – que passaram por curso – para fazer o furinho humanizado. Ela ressalta ainda que as crianças precisam estar imunizadas contra hepatite e tuberculose (BCG) antes do primeiro furo.

    E como é feito o furinho? O método dispõe de duas técnicas: realizar o orifício por meio de um cateter ou de um dispositivo silencioso. A farmacêutica faz um mapeamento no lóbulo e realiza o furo em um ponto neutro que não está associado a nenhum órgão do corpo, mantendo o equilíbrio energético. “É uma técnica de detalhes que faz uma diferença imensa. Para mim como profissional de saúde é um privilégio trabalhar dessa forma porque humanizar é um ato de amor”, disse Vanessa.

    Por fim, ela diz que é recomendável fazer o furo nas orelhas em torno dos 15 dias de vida. “O recém-nascido sente menos dor porque tem a cartilagem muito fina. Por isso, recomendamos esperar 15 dias e já fazer o furo”, orientou.

    Fonte: Ascom CRF/AL

  • O impacto social dos biossimilares no setor de saúde

    Os medicamentos biológicos mudaram a forma de tratar doenças endócrinas, reumatológicas, autoimunes e o câncer. Apesar de parecer uma inovação recente, eles surgiram no início dos anos 1980 com o desenvolvimento industrial da insulina humana para o controle do diabetes.

    Se valem de uma tecnologia que permite a modificação de células vivas presentes na natureza para produzirem remédios capazes de atuar de forma específica diante de certas doenças. Desde então, trilhamos um caminho promissor para o tratamento de inúmeras enfermidades complexas.

    Embora o salto da biotecnologia e a eficiência dos medicamentos biológicos na vida dos pacientes sejam evidentes, o acesso é o principal desafio para um sistema de saúde como o brasileiro — que atende mais de 200 milhões de habitantes no quinto território mais extenso do mundo.

    E é o desafio do acesso que nos leva aos biossimilares, medicamentos biológicos que são desenvolvidos a partir de uma molécula (medicação) já existente, com benefícios reconhecidos e cuja patente expirou. A produção dos biossimilares também conta com níveis complexos de pesquisa e desenvolvimento, englobando desde engenharia genética reversa para identificação de células capazes de gerar o fármaco até processos industriais por vezes mais modernos que os dos produtos de referência.

    Fonte: Saúde Abril

  • Nota de Repúdio

    A diretoria do CRF-AL vem publicamente repudiar o edital Nº 01/2020 para provimento de cargos efetivos para a prefeitura de Delmiro Gouveia, onde as atribuições privativas do Farmacêutico estão sendo designadas para o cargo de Enfermeiro. Afirmamos que a nossa assessoria jurídica já está tomando as medidas cabíveis para solicitar impugnação do referido edital. Asseguramos a todos os farmacêuticos que nenhum esforço será medido para garantir os direitos conquistados pela nossa classe e o cumprimento da legislação vigente.

  • CRF/AL orienta foliões sobre uso de medicamentos durante o carnaval

    Faltando poucos dias para o carnaval, os preparativos já estão sendo organizados: fantasia, bebidas, comidas e o conhecido “kit antiressaca”, que normalmente contém medicamentos isentos de prescrição médica. A automedicação é uma realidade presente em 77% dos brasileiros, por isso, o Conselho Regional de Farmácia de Alagoas alerta os foliões para os perigos causados pela ingestão destes medicamentos.

    Entre os itens mais procurados estão analgésicos, antiácidos e hepatoprotetores. A farmacêutica Mariana Oliveira, explica que o ideal é um trabalho de prevenção. “Não é o medicamento que vai curar a ressaca, existem outras medidas que devem ser tomadas pelo folião para evitar os efeitos indesejáveis do uso excessivo de bebida alcoólica”, falou.

    Uma das orientações é que entre um gole de bebida e outro, haja o consumo de água para que o corpo se mantenha hidratado. “Não adianta beber um litro de água antes de dormir, se você não se hidratou durante a festa, a ressaca vai aparecer. O consumo de água antes, durante e depois de beber auxilia na redução da toxicidade do álcool”, informou.

    Mariana ressalta que se alimentar bem faz toda diferença já que o álcool é corrosivo para a mucosa do estômago, sendo assim esse órgão precisa de uma atenção extra. Comida rica em amido, vegetais, alimentos com glicose ajudam a proteger o organismo. “O ideal é se alimentar também enquanto ingere álcool e se possível revezar a bebida alcóolica com outros líquidos como água ou refrigerante”, recomendou.

    Caso, o folião queria levar seus medicamentos, Mariana orienta que eles sejam utilizados com cautela. “Recomenda-se o AAS para dor de cabeça, e algum medicamento pra enjoo. Deve-se evitar dipirona e paracetamol, pois são tóxicos para o fígado, podendo aumentar a toxicidade produzida pelo álcool”, alerta.

    A farmacêutica alerta que os medicamentos para enjoo após a bebedeira, podem ocasionar mais sono e deve-se ter cuidado principalmente se for dirigir. “A minha sugestão é que para curar o mal estar o folião tome um delicioso caldo de cana e uma xícara de café”, pontuou.

    Fonte: Ascom CRF/AL

  • Ministério da Saúde lança projeto para teste rápido de leptospirose

    O Ministério da Saúde e a Fiocruz Bahia lançam, na quinta-feira (13), projeto para avaliar a implantação de teste rápido para diagnóstico de leptospirose. O projeto tem como objetivo verificar a efetividade do TR DPP® Leptospirose para auxílio na conduta diagnóstica e manejo clínico da doença pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Os resultados do teste serão comparados com os demais métodos já existentes na rede.

    O teste identifica, em sangue total, soro ou plasma, anticorpos para a leptospirose, apresentando resultado em até 20 minutos. É uma ferramenta de fácil uso para diagnóstico em campo ou laboratório, com a vantagem de ser uma opção portátil, simples e rápida. O teste foi desenvolvido por pesquisadores da Fiocruz Bahia a partir da parceria com Bio-Manguinhos, unidade produtora de imunobiológicos da Fiocruz nacional. Os primeiros testes com o kit já foram realizados em Salvador (BA).

    O projeto deverá contar com participantes de todas as regiões do país. A região Sudeste foi sugerida para iniciar o projeto devido às chuvas acentuadas que vem atingindo Espírito Santo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, pois as inundações favorecem a ocorrência de casos de leptospirose. Uma das formas de transmissão da doença é o contato com a água contaminada por urina de animais infectados. Posteriormente, as demais regiões serão contempladas pelo projeto.

    O kit de diagnóstico será usado em ambiente hospitalar, para auxiliar e dar oportunidade ao tratamento específico da doença. A partir de sua disponibilização, os médicos terão em mãos mais um subsídio para iniciarem o tratamento, mesmo sem confirmação diagnóstica laboratorial em padrão ouro, que pode demorar cerca de um mês, fortalecendo a conduta clínica e reduzindo as chances do paciente evoluir com gravidade e possivelmente ao óbito.

    O lançamento será realizado na Bahia, em evento que prossegue até sexta-feira (14), e contará com dois representantes da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde: o diretor do Departamento de Imunizações e Doenças Transmissíveis, Julio Croda; e o coordenador-geral de Laboratórios de Saúde Pública (CGLAB), André Luiz de Abreu.

    Também participam das atividades o coordenador de Vigilância em Saúde e Laboratórios de Referência da Fiocruz, Rivaldo Venâncio; o diretor de Bio-Manguinhos, Maurício Zuma; a diretora do Laboratório Central de Saúde Pública da Bahia (LACEN/BA), Arabela Leal; e a presidente do Conselho Estadual dos Secretários Municipais de Saúde da Bahia (COSEMS/BA), Stella Souza.

    Como parte da programação do evento, a sessão científica intitulada “Rede Nacional de Laboratórios de Saúde Pública: desafios e perspectivas” será ministrada por André Luiz de Abreu. A palestra é aberta ao público e será realizada no dia 14 de fevereiro, às 9h.

    Os representantes da SVS visitarão, ainda, o Laboratório de Nível de Biossegurança 3 (NB3) da instituição e realizarão reuniões com os pesquisadores da Fiocruz Bahia, com a diretoria do LACEN/BA e do COSEMS/BA.

    Fonte: Ascom Ministério da Saúde

  • Anvisa reavalia segurança do medicamento lorcasserina

    O produto Belviq (lorcasserina) está registrado no Brasil desde 19 de dezembro de 2016. No momento da concessão do registro, foram avaliados os dados de segurança e eficácia disponíveis à época e que demonstraram um perfil positivo de benefício-risco para o medicamento.

    O atual detentor do registro é a empresa Eurofarma Laboratórios S.A. A empresa, de forma ativa, emitiu uma nota nesta sexta-feira (14/2) informando que a comercialização e a distribuição do referido medicamento estão suspensas até que se reavalie a segurança do produto.

    O comunicado é resultado da decisão recente da agência reguladora norte-americana, FDA, que, após avaliar os resultados do estudo de pós-comercialização conduzido com mais de 12 mil pacientes, determinou que a empresa Eisai retirasse o produto do mercado norte-americano.

    Com isso, e considerando a missão central da Anvisa de promover e resguardar a saúde da população, bem como alicerçada no princípio da precaução, a Agência decidiu reavaliar os dados de segurança do medicamento, para subsidiar a decisão sobre a permanência ou não do produto no mercado brasileiro.

    Fonte: Ascom Anvisa

  • Farmacêutico desenvolve app para simplificar diagnóstico de anemia ferropriva e talassemia menor

    O farmacêutico alagoano, Fernando Minervo, desenvolveu um aplicativo chamado calculadora para simplificação diagnóstica entre anemia ferropriva e talassemia menor em pacientes com microcitose. Ele revela que em setembro de 2019 submeteu um manuscrito para uma revista médica e logo após surgiu a ideia de criar uma calculadora no formato de um App para facilitar os profissionais de saúde no diagnóstico.

    “Em parceria com o analista de sistema Adailton Pimentel Reis, submetemos o App para registro de patente na Universidade Federal de Alagoas – UFAL e recebemos nossa certificação de Registro em janeiro de 2020”, comemorou.

    E por que criar um app? Fernando explica que as anemias microcíticas são muito comuns na prática clínica e laboratorial e que a anemia ferropriva e talassemias menores são as mais prevalentes. Por conta do alto custo que os testes geram para confirmar o diagnóstico, ele desenvolveu essa ferramenta que permite um resultado mais rápido e de menor custo.

    “Os testes demandam muito tempo e são caros, o aplicativo faz o uso de índices discriminantes que utilizam parâmetros do eritrograma, que fornecem simplificação diagnóstica entre Anemia Ferropriva e Talassemias Menores”, pontuou Fernando. Ele ressalta que a calculadora não faz diagnóstico confirmatório, ela apenas simplifica.

    O app já está disponível na playstore para android, no valor de R$ 14,99. “Estamos trabalhando na versão IOS para que todos os profissionais de saúde possam ter acesso a esta ferramenta”, afirmou.

    Fonte: Ascom CRF/AL

  • Convênio com administradora de plano de saúde dá desconto para farmacêuticos

    O Conselho Regional de Farmácia de Alagoas tem um convênio firmado com a Cacss-  administradora de benefícios de planos de saúde e odontológicos coletivos – desde julho de 2016, oferecendo aos farmacêuticos alagoanos um benefício especial para quem for adquirir os planos de saúde Unimed e Uniodonto.

    Robert Nicácio, presidente do CRF/AL, ressalta que este convênio foi firmado para facilitar o acesso aos profissionais farmacêuticos ao plano de saúde. “A assinatura do convênio com a Cacss foi feita para permitir que os farmacêuticos possam pagar um plano de saúde com valor acessível”, falou.

    Antônio R Soares Neto, gerente de projeto e processos da Cacss, explica que neste tipo de modalidade o beneficiário tem o mesmo direito de coberturas de um plano individual, contudo, ele acaba por sair mais barato porque as regras são diferentes. “No contrato assinado entre a operadora e o Conselho de Farmácia toda responsabilidade financeira é da administradora, a fatura é em nome da Cacss, nós que pagamos o contrato com a operadora, nós assumimos o risco”, pontuou.

    E o que é um plano de saúde coletivo? É aquele contratado por uma empresa, conselho, sindicato ou associação junto à operadora de planos de saúde para oferecer assistência médica e/ou odontológica às pessoas vinculadas a essa empresa e aos dependentes dessas pessoas por um preço diferenciado. No caso do CRF/AL, o Plano de Saúde Coletivo por Adesão foi firmado junto com a Unimed Metropolitana do Agreste – Arapiraca em favor de sua categoria classista, conseguindo um PREÇO 64% ABAIXO do Plano Individual.

    Segundo Antônio para aderir a modalidade de plano de saúde coletivo o farmacêutico precisa da carteira de trabalho, comprovante de pagamento da anuidade do Conselho e o pagamento de uma taxa de adesão de R$ 25,00. “Ao assinar o contrato, ele terá isenção de carência para consultas e exames simples. Hoje a Cacss consegue fazer a adesão de novos planos somente para moradores da área de cobertura da Unimed Arapiraca”, informou.

    O plano de saúde contempla o titular (Beneficiário Inscrito no CRF), dependente conjugue, dependente filho até 35 anos de idade, dependente genro e nora até 35 anos de idade e dependentes netos até 18 anos, podendo ser até de cobertura nacional. “Em parceria com o CRF estamos em negociação com outras operadoras de Maceió para que os farmacêuticos da capital também possam ser beneficiados com todas as vantagens do plano de saúde coletivo”, revelou Antonio Neto.

    Uniodonto Maceió

    Para o plano odontológicos, o produto é de cobertura nacional e o valor é de R$55,00, a mensalidade. Os serviços contemplados são: diagnóstico – exame clínico /urgências e emergências/ perícias, cirurgias; dentística (RESTAURAÇÕES); Endodontia (CANAL); Periodontia (GENGIVA); Prevenção em saúde bucal, odontopediatria, radiologia e prótese.

    Os farmacêuticos de Maceió, Maragogi, Jacuípe, Japaratinga, Porto Calvo, Porto de Pedras, Jundiá, Campestre, Novo Lino, Colônia Leopoldina, Matriz de Camaragibe, São Miguel dos Milagres, Passo de Camaragibe, Ibateguara, Joaquim Gomes, Flexeiras, São Luiz do Quitunde, Barra de Santo Antônio, Paripueira, São José da Lage, União dos Palmares, Murici, Messias, Branquinha, Santana do Mundaú, Capela, Rio Largo, Satuba, Santa Luzia do Norte, Coqueiro Seco, Chã Preta, Viçosa, Cajueiro, Atalaia, Pilar, Marechal Deodoro, Pindoba, Barra de São Miguel, Roteiro, Quebrangulo, Paulo Jacinto, Mar Vermelho, Maribondo, Boca da Mata, São Miguel dos Campos, Jequiá da Praia, Anadia, Palmeira dos Índios, Minador do Negrão, Estrela de Alagoas, Igaci, Coruripe, Teotônio Vilela e Tanque D’Árca podem fazer o plano.

    Informações pelos telefones: 82 3522 3309 / 82 3221 8482 Cel: 82 99696 4041

     

    Fonte: Ascom CRF/AL