Author: admin
-

Medicamentos exercem principal impacto na inflação do semestre
Itens cujos preços são monitorados, como medicamentos, taxa de água e esgoto, tarifa de ônibus e planos de saúde, foram os principais responsáveis pela alta da inflação no primeiro semestre deste ano, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).Os medicamentos, em particular, tiveram o maior impacto. Os produtos farmacêuticos, grupo onde estão os remédios, foram reajustados em 11,23% no período e foram responsáveis por 0,36 ponto percentual (ou 8%) de uma inflação acumulada pelo IPCA de 4,42%. No mesmo período de 2015, o reajuste do período foi menor, de 6,03%.Outra taxa que, na média do país, teve alta maior que no ano passado foi a de água e esgoto, que subiu 17,56%, ante 8,72% no primeiro semestre de 2015. Esse item sozinho adicionou mais 0,25 ponto percentual ao IPCA do período.O reajuste das tarifas de ônibus urbano correspondeu a 9,32% neste ano, ante 12,69% em 2015, mas ainda assim teve o terceiro maior peso na inflação do primeiro semestre de 2016, de 0,24 ponto. É quase o mesmo impacto causado pelo reajuste dos planos de saúde (0,22 ponto), que subiram 6,53% em 2016, ante 4,71% em 2015.A inflação dos itens monitorados tem arrefecido desde a forte alta do ano passado provocada pela energia elétrica, mas ainda assim esses preços seguem acima do IPCA. Em 12 meses até junho de 2015, eles acumulavam alta ao redor de 16%, taxa que diminuiu para 9,92% em junho deste calendário, um valor ainda acima do IPCA em 12 meses, de 8,84%.O feijão carioca e o leite longa vida, grandes responsáveis pela alta da inflação de junho, tiveram altas acumuladas de 89,26% e de 26,7% no primeiro semestre deste ano, ante 20,22% e 6,65% em 2015. Foram responsáveis por adicionar, respectivamente, 0,19 e 0,24 ponto ao IPCA do primeiro semestre.Fonte: Valor Econômico / Site -

Doutor em farmacologia orienta sobre prescrição farmacêutica no CRF/AL
Você já parou pra pensar que uma dor, uma febre ou mesmo uma cefaleia pode ser sintoma de algum outro processo fisiopatológico? O farmacêutico Heder Frank Gianotto, doutor em ciências pelo programa de graduação e pós-graduação em farmacologia pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) veio ministrar uma palestra no Conselho Regional de Farmácia de Alagoas (CRF/AL) sobre Prescrição Farmacêutica: dor, febre e cefaleia.
O ponto chave do encontro, segundo ele, foi exatamente discutir a prescrição farmacêutica. “Qual é o farmacêutico que está prescrevendo atualmente, será que é aquele modesto, que apenas indica o medicamento verbalmente? Ou ele já prescreve e já tem o seu receituário para fazer a prescrição, carimbar, assinar e realmente documentar isso?”, pontuou.
A orientação de Heder é que ao decidir prescrever qualquer medicamento, o farmacêutico precisar estar ciente de que apenas vai aliviar os sintomas do paciente ou que se pode mascarar algo mais grave. “A grande questão é identificar o que é simplesmente o alívio da dor, o alívio de uma cefaleia, de uma diminuição de febre ou o que é realmente mascarar algo mais grave. A gente precisa pensar como avaliar esse paciente?”, alertou.
Alexandre Correia, presidente do CRF/AL, diz que essa é mais ação promovida dentro do programa de educação continuada em parceria com o Sindicato dos Farmacêuticos de Alagoas e o Instituto de Pós-Graduação & Graduação (Ipog). “Heder é uma referência na prescrição farmacêutica e o CRF tem trazido para o nosso Estado os melhores profissionais do Brasil, dando a oportunidade para que os farmacêuticos alagoanos estejam sempre atualizados com os assuntos do nosso universo profissional”, comentou. O evento contou com a participação de cerca de 90 participantes.
Durante a palestra foram sorteadas quatro bolsas de estudos, com 50% de desconto para a pós-graduação em atenção farmacêutica e farmácia clínica do Ipog. Também foram arrecadados mais de 90 kg de alimentos que serão doados a uma instituição de caridade.
Luciana Martins-Ascom/CRF
-

Listas de substâncias controladas são atualizadas
A Anvisa aprovou a atualização das “Listas de Substâncias Entorpecentes, Psicotrópicas, Precursoras e Outras sob Controle Especial”, constantes do Anexo I da Portaria SVS/MS 344/98.Com a nova atualização, passam a constar das listas as seguintes substâncias: fenazepam, rufinamida, acetilfentanil, MT-45, 4,4'-DMAR, alfa-PVP e PMMA.O fenazepam foi incorporado à Lista B1 (Substâncias Psicotrópicas sujeitas à Notificação de Receita B) e a rufinamida à Lista C1 (Outras substâncias sujeitas a controle especial).O fenazepam é um benzodiazepínico, utilizado para diminuir a ansiedade, convulsões e distúrbios do sono. É mais potente do que o diazepam e tem efeitos adversos mais severos e mais duradouros, com potencial de causar dependência. Casos fatais têm sido descritos pela ingestão de fenazepam, principalmente em combinação com outras drogas depressoras do SNC. Até o momento, não há nenhum medicamento registrado no Brasil à base dessa substância.A rufinamida é o princípio ativo de medicamento anticonvulsivante que se encontra em processo de registro na Anvisa. Trata-se de nova molécula, com ação psicoativa, indicada como terapêutica adjuvante no tratamento de convulsões associadas à síndrome de Lennox-Gastaut (LGS), em doentes com 4 anos de idade ou mais. Medicamentos à base dessa substância estão aprovados para uso na União Europeia e Estados Unidos.O acetilfentanil e MT-45 foram adicionados à Lista F1 (Entorpecentes de uso proscrito) e 4,4'-DMAR, alfa-PVP e PMMA à Lista F2 (Psicotrópicas de uso proscrito). Isso significa que passam a ser proibidas no Brasil, permitidas excepcionalmente em pesquisas e trabalhos científicos.O acetilfentanilé vendido pela Internet e tem sido associado a, pelo menos, 52 mortes nos Estados Unidos. Os efeitos relatados por usuários são parecidos com os observados na utilização de fentanila e heroína, podendo ser misturado a estas drogas a fim de aumentar a potência. Os efeitos incluem: euforia, depressão respiratória, náuseas, confusão, constipação, sedação, inconsciência, coma, tolerância e dependência.O MT-45 é um opióide sintético que foi investigado como um analgésico na década de 1970. Apresenta potência analgésica semelhante ou superior à morfina, com potencial de dependência em seres humanos.O estimulante 4,4'-DMAR tem sido encontrado em comprimidos e pós vendidos no mercado de rua de outros países (comumente associado a outras drogas) e o uso foi associado a 31 óbitos. Não há aplicação medicinal estabelecida ou reconhecida dessa substância, que pode apresentar os seguintes efeitos: agitação, hipertermia, convulsões, problemas respiratórios e parada cardíaca.A Alfa-PVP é uma catinona sintética com ação estimulante e potencial de causar dependência em humanos. Apresenta-se sobre a forma de pó ou tabletes, usualmente originários da China. Em 2015, mais de 280 kg foram apreendidos em países da União Europeia. 140 eventos adversos graves foram reportados, incluindo intoxicações agudas e óbitos.A PMMA (para-metoximetanfetamina) é uma droga sintética estruturalmente relacionada com a metanfetamina. Os sintomas em usuários incluem: taquicardia, hipertermia, convulsões, problemas de respiração e parada cardíaca.A inclusão dessas substâncias nas listas de controle da Portaria SVS/MS 344/98 foi realizada em atendimento aos requisitos internacionais constantes das Convenções da ONU sobre Entorpecentes (1961) e sobre Substâncias Psicotrópicas (1971), das quais o Brasil é signatário. Estes compostos foram incluídos nas Listas de Controle Internacional constantes desses tratados após a 59ª Reunião da Comissão de Drogas Narcóticas (CND) do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), da qual a Anvisa participou.Tais substâncias são conhecidas com Novas Substâncias Psicoativas (NSP), que são moléculas desenhadas, em sua maioria, para fins ilícitos e com o objetivo de evadir as medidas de controle aplicadas às substâncias já controladas, das quais derivam ou mimetizam os efeitos.A inclusão dessas substâncias na Portaria SVS/MS 344/1998 está alinhada às principais estratégias internacionais de combate ao aparecimento destas drogas.Em 2016, foram incluídas 11 substâncias nas Listas do Anexo I da Portaria 344/1998, além da classe estrutural dos canabinoides sintéticos. Destas, 8 e aquelas que se enquadrarem nas classes estruturais dos canabinoides sintéticos se classificam como NSP. Segue a relação de substâncias incluídas em 2016:As atualizações da Portaria 344/98 estão disponíveis na página: http://portal.anvisa.gov.br/lista-de-substancias-sujeitas-a-controle-especialFonte: Anvisa -

CRF/AL promove palestra sobre Prescrição Farmacêutica: dor, febre e cefaléia.
No próximo dia 07 de julho, o Conselho Regional de Farmácia de Alagoas (CRF/AL) em parceria com o Sindicato dos Farmacêuticos de Alagoas e o Instituto de Pós-Graduação & Graduação (Ipog) promove, por meio do núcleo de educação continuada, a palestra Prescrição Farmacêutica: dor, febre e cefaléia.
O evento acontece às 19hs, no auditório do CRF/AL e será ministrado pelo farmacêutico Heder Frank Gianotto, doutor em ciências pelo programa de graduação e pós-graduação em farmacologia pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Para se inscrever basta que o participante leve um 1 kg de alimento não perecível. A palestra é aberta para estudantes a partir do nono período e para profissionais.
Ascom-CRF/AL
-

Exame de sangue evita uso incorreto de antibióticos
Um novo exame de sangue distingue com precisão as infecções virais das bacterianas, oferecendo uma ferramenta potencial para guiar o uso de antibióticos e reduzir a resistência ao medicamento. Segundo pesquisadores da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, em vez de procurar por micróbios no sangue, o método sonda um conjunto de 18 genes que são ativados pela resposta imune a diferentes tipos de inflamação.Estima-se que de 30% a 50% dos antibióticos sejam prescritos inadequadamente. Diante disso, diagnósticos moleculares são uma promessa para guiar a administração dessas substâncias. No entanto, os métodos atuais que traçam o perfil genético do hospedeiro contêm de dezenas a centenas de genes, dificultando a tradução para a prática clínica. Em pesquisas anteriores, Timothy Sweeney, principal autor do estudo publicado agora na Science Translational Medicine, identificou 11 genes relacionados à sepse — resposta desesperada do organismo a uma infecção — que preveem se a inflamação é causada por uma infecção subjacente.A partir da análise de dados de expressão genética publicamente disponíveis, os pesquisadores identificaram outro conjunto de sete genes que distinguem infecções bacterianas de virais em uma ampla gama de doenças. Combinadas, as abordagens renderam um painel de 18 genes para o diagnóstico de doenças bacterianas, virais e não infecciosas em amostras de sangue de mais de 1.057 adultos, além de 96 crianças com sepse. Os resultados apontam para um maior desenvolvimento de ferramentas que ajudem a combater a resistência aos antibióticos.SepseA revista Nature desta semana também traz avanços no combate à sepse e à resistência a antibióticos. Pesquisadores do Hospital Infantil de Boston, nos EUA, conseguiram entender melhor como funciona o mecanismo de defesa humana. “O sistema imune tenta como nunca controlar a infecção, mas a bactéria ganha, e a resposta imunológica mata o paciente (…) As tentativas de silenciar o sistema imune não funcionam porque o mecanismo não é bem compreendido”, resume Judy Lieberman, principal autora.Nas invasões bacterianas, complexos de proteína chamados inflamassomos são ativados, e eles desencadeiam um processo chamado piroptose: as células infectadas explodem, liberando bactérias e sinais químicos que fazem soar o alarme imunológico. No entanto, quando esse alarme é muito “alto”, ocorre a sepse, que causa morte por falência de órgãos e vasos sanguíneos. Os inflamassomos ativam as caspases, enzimas que cortam em duas a molécula gasdermina-D e geram os fragmentos gasdermina-D-NT.Lieberman descobriu como esse processo resulta na sepse. Primeiro, a gasdermina-D-NT perfura as membranas da bactéria que infectou as células e a mata. Ao mesmo tempo, provoca lesões na membrana celular, causando a piroptose. Células não infectadas permanecem ilesas. Segundo os estudiosos, os fragmentos moleculares também matam bactérias fora da célula. O processo é rápido: em laboratório, ocorre em cinco minutos.Os resultados precisam ser replicados em modelos animais, mas Lieberman está confiante de que ajudarão a tratar infecções bacterianas graves. “Como o fragmento mata bactérias, mas não células saudáveis, podemos imaginar que é possível injetá-lo diretamente no paciente, especialmente para tratar infecções resistentes a antibióticos”, aposta. Para combater a sepse, a cientista diz buscar formas de inibir ou bloquear a gasdermina-D-NT, talvez com anticorpos ou estratégias focadas na enzima caspase.Fonte: Correio Braziliense -

Indústria nacional desenvolve genérico para prevenção do HIV
O Brasil pode ter o primeiro genérico do medicamento norte-americano Truvada, que previne contaminação pelo vírus HIV, causador da Aids, e que atualmente é importado pelos brasileiros a um custo elevado. O Ministério da Saúde também importa componentes do Truvada para distribuição pelo Sistema Único de Saúde (SUS), de acordo com a assessoria de imprensa do órgão.O genérico foi desenvolvido pela empresa brasileira Blanver, integrante do grupo de indústrias farmacêuticas que firmaram Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs) com o Ministério da Saúde. Segundo as PDPs, a indústria desenvolve a tecnologia de medicamentos e tem prazo de cinco anos para transferir essa tecnologia para a Fundação Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz). No fim desses cinco anos, a Fiocruz domina o processo e passa a fornecer diretamente para o ministério.A Blanver entrará com o pedido de registro do genérico do Truvada na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) nos próximos dias, informou hoje (5) o presidente-executivo (CEO) da empresa, Sérgio Frangioni. No momento, o dossiê sobre o genérico está sendo finalizado.O remédio é composto por dois princípios ativos (Entricitabina e Tenofovir). Quando tomado diariamente, ele reduz o risco de a pessoa contrair o vírus. Frangioni disse que já foram cumpridas todas as etapas do processo de desenvolvimento da droga, incluindo a formulação, iniciada em 2012, a estabilidade do produto e a fase de bioequivalência, quando o genérico é comparado com o produto de referência e tem sua eficácia comprovada.ReferênciaSérgio Frangioni afirmou que o medicamento referência (Truvada) foi desenvolvido por um laboratório norte-americano e usado inicialmente para compor esquemas antirretrovirais para tratamento de pessoas já infectadas. A partir de 2012, a FoodDrug Administration (FDA), órgão do governo dos Estados Unidos para controle de medicamentos, entre outros produtos, liberou a fórmula para uso na prevenção da infecção.A estratégia é indicada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e passou a ser estudada pelo Ministério da Saúde brasileiro como uma alternativa a mais para diminuir o número de novos casos.Frangioni adiantou que o Truvada não tem disponibilidade no mercado nacional e, por isso, é importado atualmente. Esclareceu que a prevenção “é para indivíduo que não foi exposto”. Já o Ministério da Saúde fornece o antirretroviral Tenofovir para pessoas com o vírus. “Hoje, o ministério fornece os medicamentos para tratamento, não para prevenção pré-exposição. Ele só fornece para prevenção pós-exposição”.Na Europa e Estados Unidos o Truvada custa 400 euros, podendo chegar a US$ 1 mil. A fabricação do genérico no Brasil, com o registro da Anvisa, pode reduzir esse valor para um custo mensal de US$ 100 ou cerca de R$ 350 mensais.Grupo de riscoConforme o Ministério da Saúde, o Brasil registra em média 40 mil novos casos da doença por ano. As principais incidências estão entre homens que fazem sexo com homens e usuários de drogas injetáveis. “Esse grupo de risco está muito mais exposto à atuação do vírus”, comentou Frangioni. Com o genérico do Truvada, a ideia da Blanver é focar nessas pessoas que compõem o grupo de risco, além de profissionais do sexo, para evitar o crescimento do número de indivíduos que precisarão de tratamento pelo resto da vida.“É melhor você prevenir pontualmente do que contrair o vírus e ter de tomar remédio pelo resto da vida. Isso se demonstrou bastante eficaz porque, infelizmente, hoje tem muita gente que não faz sexo seguro e imagina que o tratamento resolverá. A pessoa prefere o risco de pegar a doença, sabendo que tem um tratamento, mas não sabe as consequências no longo prazo. A ideia é dar essa ferramenta a mais para os desavisados se conscientizarem”, acrescentou Frangioni.Parte do medicamento genérico deverá ser distribuída pelo SUS e parte será destinada a pacientes fora do SUS. “Se você conseguir reduzir o número de casos novos, o governo contribuir para isso e a população privada ter acesso ao medicamento, seria uma ação positiva conjunta”, afirmou o executivo da indústria farmacêutica. Sua expectativa é que a Anvisa defina o registro ao genérico em menos de um ano.O novo medicamento não pretende substituir os métodos de prevenção já estabelecidos, mas se somar aos métodos existentes, como a camisinha masculina e feminina e os testes de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs).Por meio da assessoria, o Ministério da Saúde informou que ainda não há pedido de incorporação do medicamento genérico do Truvada no órgão. A Anvisa disse que aguarda a entrada do pedido de autorização da indústria farmacêutica para avaliação.Fonte: Terra -

Os remédios pela hora da morte
Como diria Mino Carta, nosso querido diretor de redação, até o mundo mineral já percebeu que o custo da saúde da população está se tornando praticamente insustentável. No Brasil e fora dele. Os medicamentos novos, cada vez mais eficazes e complexos, custam, literalmente, os olhos da cara.Acabamos de ver publicados no maior congresso médico de oncologia do mundo, ASCO, em Chicago, resultados de estudos altamente promissores no tratamento de câncer. Drogas novas com mecanismos de ação pioneiros, atividade contra os tumores espantosamente mais eficaz, e com índices de complicações e de efeitos colaterais baixos, toleráveis e até desprezíveis em alguns casos.O problema reside agora em pagar a conta. A maioria desses medicamentos de quimioterapia lançados nos últimos anos custa entre 10 mil e 50 mil reais por mês. Obviamente, muito além do que seres humanos normais poderiam arcar de seu próprio bolso.O Ministério da Saúde, convênios médicos e pacientes com seus familiares estão alarmados com a fatura dessa modernidade. Acaba de ser publicado um editorial muito interessante na prestigiosa revista científica New England Journal of Medicine, abordando exatamente esse problema, nos Estados Unidos, onde a disponibilidade de dinheiro no orçamento é muitas vezes maior do que no Brasil. A preocupação dos cientistas americanos é semelhante à nossa e as dificuldades de fechar a conta são parecidas.A primeira parte do artigo descreve a tragédia anunciada da sobrecarga dos gastos com medicamentos no Orçamento dos EUA. A discussão mais interessante do artigo foi dirigida para as ações possíveis que o governo americano e as agências reguladoras poderiam tomar para controlar essa escalada estratosférica dos custos da medicina.Recentemente, foram instaladas táticas novas para limitar o acesso dos pacientes às drogas de elevado custo. Por exemplo, o sistema de saúde chamado Medicare só libera o uso de um novo remédio (sofosbuvir) contra hepatite C a pacientes com significativo e documentado dano do fígado. Mas vários processos estão sendo movidos contra as restrições do Medicare por discriminação.Alguns estados criaram órgãos semelhantes ao NICE inglês, comissão que analisa as evidências para o melhor tratamento dos pacientes, incluindo avaliação de custo-benefício*. Porém, de acordo como o doutor Ameet Sarpatwari, da Universidade Harvard, em Boston, autor do editorial do New England Journal of Medicine, muito mais terá de ser feito para evitar um colapso. Sarpatwari recomenda avaliar se a total transparência por parte da indústria farmacêutica poderia ajudar a reduzir a curva ascendente do gasto com saúde.A justificativa dos fabricantes é que eles incluem nos preços dos medicamentos não somente o custo da pesquisa, do desenvolvimento e da produção de uma determinada droga, mas também os custos de todas as pesquisas prévias que não foram bem-sucedidas até encontrarem o remédio eficaz.O estado da Califórnia está tentando atualmente exigir da indústria farmacêutica dados e detalhes sobre esses custos “colaterais”, para avaliar quanto deveria realmente ser embutido no preço final do medicamento.Os legisladores argumentam que, hoje, somente 15% do orçamento das indústrias é destinado à pesquisa, uma fração do que gastam com propaganda e marketing.O doutor Sarpatwari ainda sugere que se criem mecanismos para se avaliar, de forma justa, quanto deveria ser o preço de venda de um produto, levando em consideração o incremento do benefício, quando comparado com outro medicamento corriqueiro igualmente eficaz.Recomenda, enfaticamente, que esse tema seja debatido intensamente em todas as esferas da saúde pública, e o quanto antes. O descontrole e o descaso podem ter um preço insuportável para a sociedade.Fonte: Carta Capital Online -

Presidente do CRF/AL participa de audiência pública e de marcha para defesa da saúde
O presidente do Conselho Regional de Farmácia de Alagoas (CRF/AL), Alexandre Correia, esteve em Brasília para participar da audiência pública que discutiu o financiamento do SUS (Sistema Único de Saúde) frente aos anúncios do governo interino.Ele que é membro da comissão parlamentar do Conselho Federal de Farmácia revelou que discussões como esta são importantes porque grande parte da população brasileira dependente exclusivamente do SUS. “Precisamos traçar estratégias para manutenção do programa e combater as ameaças feitas à saúde, seguridade e previdência social. Hoje, temos reunidos aqui na capital federal membros de diversas entidades e organizações sociais que querem o cumprimento das garantias constitucionais”, afirmou o presidente.A Seguridade Social foi um dos temas discutidos na audiência e segundo ele, os participantes cobraram do governo federal a permanência dos benefícios conquistados pelos trabalhadores uma vez que o governo interino de Michel Temer anunciou medidas que irão afetar a aposentadoria, licença maternidade, auxílios de desemprego, doença e salário-família.Já com relação à saúde, Alexandre Correia explicou que foram discutidas as Propostas de Emendas à Constituição (PEC) que tem como objetivo macular o direito universal da saúde e convertê-la em mercadoria. Um dos pontos tratados foi o gasto com a saúde pública que tem sido baixo em relação às necessidades da população e ‘uma prova disso tem sido as epidemias de dengue, zika vírus e chikungunya. Esperamos que o governo federal destine os recursos federais necessários aos municípios e Estados para que a saúde seja um serviço de qualidade para a população, o que não acontece hoje”, lamentou.Uma preocupação levantada pelos participantes foi com relação ao ajuste fiscal anunciando pelo governo Temer que vai limitar os gastos com a saúde e educação. “Isso representa um retrocesso e coloca em jogo o cumprimento dos objetivos de desenvolvimento sustentável acordados em 2015 e que o Brasil é signatário. Não podemos aceitar o subfinanciamento da saúde e dos direitos sociais”, argumentou.MARCHA EM DEFESA A SAÚDETambém foi realizado nesta quarta-feira, 06, uma marcha em defesa da saúde, seguridade social e da democracia. O evento reuniu cerca de 10 mil pessoas na capital federal que protestou contra as medidas do governo interino de Michel Temer. Alexandre Correia, presidente do CRF/AL, pontuou que o objetivo da marcha foi reafirmar os princípios do SUS, em defesa de uma saúde publica universal e de qualidade. “Essa é segunda marcha em defesa do SUS e da democracia e é somente com mobilização e organização conseguiremos enfrentar e barrar a extinção de nossos direitos”, comentou.Ascom CRF/AL -

CRF/AL promove ciclo de palestra sobre atenção farmacêutica aos idosos
No próximo sábado, dia 02 de julho, o Conselho Regional de Farmácia de Alagoas promove palestras com a temática de Atenção Farmacêutica no cuidado ao paciente idoso.
O evento começa às 8hs com a palestra da farmacêutica Ana Cristina Lo Prete que vai falar sobre as alterações fisiológicas no idoso e suas conseqüências na farmacocinética e farmacodinâmica até o laboratório de atenção farmacêutica no cuidado ao paciente idoso e encerra, às 16hs, com a mesa redonda: laboratório de atenção farmacêutica no cuidado ao paciente idoso.
O encontro acontece na sede do CRF/AL, no bairro do Farol, em Maceió e as inscrições podem ser feitas na sede do conselho em Maceió e Arapiraca. A inscrição é uma lata de leite.
-

Atenção ao idoso: CRF/AL promove modelo de palestra inédito no Brasil
Numa iniciativa pioneira no Brasil, o Conselho Regional de Farmácia de Alagoas (CRF/AL) em parceria com o Conselho Federal de Farmácia e o Sindicato dos Farmacêuticos de Alagoas realizou no último sábado, 02 de julho, um grande debate com o tema: Atenção Farmacêutica no cuidado ao paciente idoso reunindo as professoras Ana Cristina Lo Prete, Priscila Nogueira Camacho e Margarete Kishi.
O vice-presidente do CRF/AL, Robert Nicácio, explicou que essa é mais uma ação promovida pelo núcleo de educação continuada que tem promovido cursos de atualização tanto na capital quanto no interior. “Trouxemos os enfoques da fitoterapia e homeopatia, alopatia e parte de suplementação num único dia e com isso enriquecemos o nosso debate”, destacou.
A professora Margarete Kishi que trouxe o tema Terapias fitoterápicas no idoso destacou que 50% dos idosos utilizam o tratamento fitoterápico, seja por conhecimento médico, por nutricionista, por uso popular ou por automedicação. “O farmacêutico pode melhorar a vida do idoso, e é isso que nós viemos mostrar na nossa palestra. A fitoterapia ainda continua sendo um assunto muito requisitado pelos farmacêuticos”, comentou.
De acordo com ela, o profissional farmacêutico não está preparado para lidar com a fitoterapia e homeopatia porque poucos cursos de graduação ofertam essa disciplina. “O que CRF/AL está fazendo é importantíssimo porque traz para os profissionais e para os alunos esse curso de atualização apresentando a importância de se trabalhar com as plantas e descobrindo os maus usos dos chazinhos que a princípio não fazem mal a saúde”, pontuou.
Priscila Nogueira que apresentou o tema Suplementos alimentares no idoso trouxe como foco principal a prevenção a doença. De acordo com ela, normalmente o farmacêutico trata a doença e o tema foi para despertar esse olhar no profissional. “Esse é um assunto novo, hoje temos muitas lojas com suplementos alimentares e os farmacêuticos podem dar suporte aos outros profissionais da saúde”, alertou.
Segunda a farmacêutica, hoje existe uma estimativa de vida maior e o farmacêutico precisa estar atento a isso. “Apesar do tempo ser pequeno, a ideia era despertar no farmacêutico que ele pode também atuar nesta área que vem crescendo em todo o Brasil. Queria parabenizar o CRF/AL pela iniciativa de promover esse curso que trouxe uma visão multidisciplinar para os profissionais de Alagoas”, comentou.
Ana Cristina Lo Prete tratou sobre a alteração fisiológica do idoso e suas consequência na farmacocinética e farmacodinâmica apresentou como essas mudanças comprometem tanto a questão alimentar quanto de medicamentos. “O que nós fizemos foi uma avaliação como um todo, de como o farmacêutico pode avaliar o idoso não só com relação a medicamentos”, informou.
Ela destacou que Alagoas tem uma grade curricular bastante voltada para analises clínicas, o que torna mais fácil fazer uma implantação da atenção farmacêutica. “Viemos mostrar que isso é possível, que a atenção farmacêutica é importante em qualquer Estado”, argumentou.
A farmacêutica Larissa Ramos que trabalha em drogaria revelou que o curso foi muito importante porque trouxe uma visão esclarecedora sobre o paciente idoso. “Vai ser muito importante para o meu dia a dia de trabalho. Esse curso de atualização promovido pelo CRF/AL tirou muitas dúvidas que nós tínhamos com relação ao paciente idoso”, revelou.
Quem também elogiou a iniciativa do Conselho foi a farmacêutica Arisangela Amorim. Para ela, que também trabalha no atendimento ao público, a experiência foi enriquecedora. “Além da parte teórica, nós tivemos atividade prática e isso foi fundamental porque o nosso dia a dia de trabalho, muitas dúvidas aparecem e no curso a gente pode esclarecer todas elas”, argumentou.
Luciana Martins-Ascom/Semarhp