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  • ” sobre violência contra a mulher

    ” sobre violência contra a mulher

    Rio – Foi lançado nesta segunda-feira, 9, no Rio de Janeiro o Dicionário Feminino da Infâmia, obra que apresenta, por meio de 187 verbetes, um panorama sobre a violência contra a mulher. Nas 422 páginas figuram tópicos como aborto, estupro, impunidade, machismo, mito do amor romântico, mutilação genital feminina e repressão sexual. Os verbetes foram escritos por médicos, enfermeiros, juristas, psicólogos, sociólogos e profissionais de áreas variadas.
     
    Publicado pela Editora Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o livro é resultado de uma pesquisa de cinco anos e foi organizado por Elizabeth Fleury-Teixeira, coordenadora do Comitê Nacional Pró-Equidade de Gênero e Raça da Fiocruz, e pela médica e professora Stela Meneghel. 
     
    Cinco mil exemplares custeados pelo Ministério da Saúde serão distribuídos a profissionais de saúde que atendem mulheres vítimas de violência. A seleção dos verbetes foi concluída em julho de 2013, quando começou um processo de análise por profissionais das áreas envolvidas, que se estendeu por dois anos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Cientistas criam impressão em 3D de tecidos do corpo humano

    Cientistas criam impressão em 3D de tecidos do corpo humano

    Impressão em 3D recria tecidos do corpo humano. Promessa para o futuro da medicina regenerativa por sua capacidade de se transformarem em qualquer tipo de tecido do corpo — o que teoricamente permitiria que sejam usadas, por exemplo, para produzir novos órgãos para uma pessoa que necessite de um transplante de rim ou coração —, as células-tronco ainda precisam superar muitos obstáculos rumo a efetivas aplicações clínicas neste sentido. Um deles é conseguir que formem grupos homogêneos, mas separados, que possam ser submetidos a um processo de diferenciação controlado, em que cada um destes “blocos”, tal qual peças de um brinquedo de montar, se torne um pedaço do músculo cardíaco, de um vaso sanguíneo, uma cartilagem ou qualquer outra estrutura biológica cujo conjunto forma um coração de fato.
    Esta possibilidade, no entanto, agora está mais próxima graças a trabalho de pesquisadores das universidades Tsinghua, na China, e Drexel, nos EUA. Eles desenvolveram um método de impressão em 3D destes blocos básicos de construção biológica em que as células-tronco embrionárias continuaram a proliferar de maneira uniforme, denominados por eles de “corpos embrioides”.
    — Foi realmente muito excitante ver que podíamos cultivar estes corpos embrioides de uma maneira tão controlada — conta Wei Sun, primeiro autor de artigo que relata o método, publicado na edição de hoje do periódico científico “Biofabrication”. — Os corpos embrioides produzidos são uniformes e homogêneos, servindo como um ponto de partida muito melhor para o posterior cultivo de tecidos.
    HOMOGENEIDADE
    Segundo os pesquisadores, seu método se diferencia de outras técnicas mais comuns nas tentativas de produzir estes blocos de construção biológicos — o cultivo bidimensional em placas de Petri ou por “suspensão”, em que as células se acumulam via gravidade, como as estalagmites em uma caverna — justamente por esta homogeneidade e proliferação. — Creio que produzimos um microambiente em 3D que é muito mais parecido com o encontrado o que explica o nível maior de proliferação celular — destaca Sun.
    Ainda de acordo com os cientistas, antes mesmo de chegar a ser fonte de matéria-prima para uma hipotética linha de produção de órgãos e tecidos, o método já é produtivo e confiável o suficiente para ser usado no fornecimento de material para outros pesquisadores realizarem experimentos com regeneração de tecidos ou testes de novos medicamentos.
    — O próximo passo é descobrir como podemos variar o tamanho dos corpos embrioides com alterações nos parâmetros estruturais e de impressão, e como esta variação pode levar à “manufatura” de diferentes tipos de células — acrescenta Rui Yao, coautor do artigo.
    Já no longo prazo os cientistas esperam desenvolver um método para produzir corpos embrioides que sejam heterogêneos de uma maneira controlada, ou seja, que cada uma de suas partes possa se diferenciar em variados tipos de células, replicando de forma ainda mais aproximada as condições de trabalho de uma eventual futura “fábrica de órgãos”. — Isso vai permitir que diferentes tipos de células se desenvolvam umas ao lado das outras, o que abrirá caminho para o início do cultivo de micro-órgãos em laboratório do zero — conclui Sun.
    Fonte: O Globo
  • Exame da próstata não faz o homem viver mais

    Exame da próstata não faz o homem viver mais

    Novembro mal começou e o bombardeio de informações sobre o câncer de próstata e a importância do PSA (antígeno prostático específico) está a todo vapor. De shoppings center a planos de saúde, todos estão mobilizados em torno da campanha Novembro Azul.
     
    Há uma sucessão de equívocos nessa iniciativa. Primeiro porque parece que a saúde do homem se resume a essa glândula localizada na parte baixa do abdômen. Perde-se aí uma ótima oportunidade para discutir outras coisas que realmente terão impacto na saúde masculina, como prática de atividade física, os maus hábitos (uso de álcool e outras drogas, tabaco etc), os acidentes de trânsito e a checagem dos níveis da pressão arterial e da glicemia.
     
    O outro equívoco é ainda mais sério. Cada vez mais as evidências científicas contraindicam a realização do PSA de rotina, em qualquer idade. Mas parece que, por desconhecimento ou interesses outros, as campanhas têm ignorado esse fato. Por aqui, há poucas vozes discordantes, uma delas é da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC), que distribuiu nota à imprensa sobre o assunto.
     
    Para começar, a SBMFC explica o conceito do rastreamento e porquê ele não se aplica ao exame da próstata. Rastreamento significa uma ação feita para identificar uma doença (ou fator de risco) antes que ela se manifeste ou piore, com o objetivo de diminuir o adoecimento e a mortalidade. Ou seja, fazer as pessoas viverem mais e melhor.
     
    É o que acontece, por exemplo, quando a pessoa faz uma sorologia de HIV ou uma coleta de papanicolau. Mas não é o que ocorre com o câncer da próstata e com o foco da campanha Novembro Azul.
     
    A campanha diz que “a única forma de garantir a cura do câncer de próstata é o diagnóstico precoce”, e recomenda que todos os homens com mais de 50 anos (ou 45, no caso de negros e parentes de primeiro grau de indivíduos que tiveram a doença) procurem anualmente um urologista para fazer o exame de toque retal e a dosagem de PSA no sangue.
     
    A SBMFC lembra que essa não é a recomendação de respeitadas instituições nacionais e estrangeiras. Em 2012, o United States Preventive Services Task Force (USPSTF) passou a contraindicar o rastreamento de câncer de próstata baseado em PSA para homens americanos de qualquer idade.
     
    Em 2013, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) passou a recomendar que não se organizassem programas de rastreamento para o câncer da próstata, e que homens que demandassem espontaneamente a realização de exames de rastreamento fossem informados por seus médicos sobre os riscos e benefícios associados a essa prática, “por existirem evidências científicas de boa qualidade de que o rastreamento do câncer de próstata produz mais dano do que benefício”.
     
    Outras entidades reconhecidas internacionalmente, como o Canadian Task Force on Preventive Health Care, o American Academy of Family Physicians e o United Kingdom National Screening Comittee, fazem recomendações semelhantes.
     
    Os estudos que levaram a essas recomendações acompanharam milhares de homens por mais de dez anos, e mostraram que fazer PSA com ou sem toque retal não diminui a mortalidade geral dos homens, e muda muito pouco a mortalidade específica por câncer de próstata. Em outras palavras, lembra a SBMFC, homens que fazem o exame não morrem mais velhos, e morrem muito pouco menos de câncer de próstata.
     
    Esse pequeno benefício não compensa os potenciais malefícios, quase sempre relacionados à realização desnecessária de biópsia prostática (um procedimento que pode provocar sangramentos, febre, infecção prostática e retenção urinária), o impacto psicológico causado por um resultado falso positivo, e as sequelas do tratamento (é muito comum que os homens tenham incontinência urinária ou impotência sexual após a retirada da próstata).
     
    Isso acontece porque o exame não consegue diferenciar cânceres graves e mortais de cânceres que cresceriam lentamente e não viriam a matar o homem, ou seja, muitos acabam tendo os malefícios desnecessariamente, explica a nota.
     
    “A Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade considera que os homens, de fato, precisam dar e receber mais atenção à sua saúde, mas as evidências científicas mais recentes deixam claro que isso não deve ser feito através da dosagem do PSA ou realização de toque retal em pessoas que não apresentam qualquer sintoma. Médicos e médicas devem, por uma questão ética, fornecer todas as informações relevantes para que seus pacientes possam decidir de forma esclarecida sobre questões relacionadas à própria saúde.”
     
    A manifestação da SBMFC é uma ótima oportunidade para que as entidades melhorem o nível de campanhas que visem a educação em saúde. Omitir esses dados na campanha Novembro Azul é um desserviço aos homens, às suas famílias, e aos sistemas de saúde, que desperdiçam recursos que poderiam estar sendo mais bem usados em ações efetivas de prevenção e promoção à saúde.
     
    Fonte: Folha de S.Paulo / Site
     
  • Governo do RS tem interesse em testar e produzir

    Governo do RS tem interesse em testar e produzir

    O governo do Rio Grande do Sul manifestou interesse formal em realizar os testes e produzir a fosfoetalonamina sintética, desenvolvida por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e usada para tratamento alternativo do câncer. Uma reunião realizada na noite desta quarta-feira, 4, na Assembleia Legislativa do Estado, definiu os termos de um contrato entre a equipe detentora da patente da substância e o Laboratório Farmacêutico do Rio Grande do Sul (Lafergs).
     
    O deputado Marlon Santos (PDT), organizador do evento, disse que o governador José Ivo Sartori (PMDB) deu aval para os testes com a substância. Os ensaios clínicos serão realizados em um hospital estadual. Uma equipe médica ligada à Secretaria da Saúde do Estado deve trabalhar em conjunto com os pesquisadores paulistas. “Vamos conseguir o registro da Anvisa e fazer o medicamento em nosso Estado para atender o Brasil todo”, disse o parlamentar. Segundo ele, alguns detalhes do contrato ou convênio com os pesquisadores ainda serão definidos.
     
    Ainda segundo o deputado, o presidente do Lafergs, Paulo Mayorga, informou aos presentes que a instituição tem condições de produzir as cápsulas. Os insumos devem ser fornecidos pela Fundação de Ciência e Tecnologia (Cientec), vinculada ao governo estadual. Representantes dos ministérios públicos estadual e federal e do Tribunal de Justiça do Estado participaram do encontro.
     
    Dois pesquisadores envolvidos no projeto estiveram presentes. O ex-professor da USP, Gilberto Orivaldo Chierice, primeiro a sintetizar a substância, e o cancerologista Renato Meneguelo, um dos detentores da patente, participaram da reunião em videoconferência.
     
    Conforme noticiou o jornal O Estado de S. Paulo, o grupo detentor da patente contratou uma empresa para assessorar na obtenção do registro na Anvisa. As cápsulas da substância, que não tem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) como medicamento, estão sendo entregues a pacientes com base em liminares dada pela Justiça. A produção é feita no Instituto de Química da USP em São Carlos.
     
    Riscos
     
    O laboratório já foi autuado pelo Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo por não ter farmacêutico responsável e falta de condições adequadas para produzir medicamento. Em documento divulgado na terça-feira, 3, a Academia Brasileira de Ciências (ABC) alertou para os riscos do consumo da fosfoetalonamina sintética como um método para o tratamento do câncer e recomendou que o produto não seja usado em seres humanos.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Fosfoetanolamina: Jarbas Barbosa assegura que estudos clínicos sobre a substância terão prioridade na análise

    Fosfoetanolamina: Jarbas Barbosa assegura que estudos clínicos sobre a substância terão prioridade na análise

    O Diretor-Presidente da Anvisa, Dr. Jarbas Barbosa, participou na manhã desta quinta (29), no Senado  Federal, de uma Audiência Pública destinada a debater a substância fosfoetanolamina, que, segundo seus pesquisadores, seria eficaz na cura do câncer. Realizada conjuntamente por deputados e senadores, a sessão recebeu pesquisadores, cientistas e pessoas interessadas no tema. Questionado sobre o papel da Anvisa em torno de toda a polêmica envolvendo a substância, Jarbas Barbosa foi enfático: “a Anvisa está no lado de proteger a saúde da população. Essa é a nossa missão legal e a de qualquer agência regulatória do mundo. Se nos forem apresentados todos os estudos necessários, eles serão priorizados em nossa análise. Mas não podemos liberar medicamentos que não passaram por esse crivo. Isso seria colocar em risco a saúde da população”.
     
    O Diretor-Presidente explicou que, para a liberação de um medicamento, se faz necessária uma série de ensaios clínicos. Esses estudos são exigidos por agências regulatórias do mundo inteiro e essenciais para comprovar se uma substância é segura e eficaz.
     
    Os detentores da patente da fosfoetanolamina ainda não apresentaram qualquer tipo de estudo à Anvisa. Porém, Dr. Jarbas explicou a todos que, uma vez iniciados os ensaios clínicos, a agência poderá apoiar e esclarecer qualquer dúvida que os pesquisadores venham a ter em relação ao protocolo necessário para o registro da substância.
     
    “A Anvisa está de portas abertas para apoiá-los”, ressaltou o Diretor-Presidente. “Mas é impossível nós termos, não só no Brasil, mas em qualquer país civilizado do mundo, um medicamento utilizado na população sem que todos os ensaios clínicos comprovem que ele é absolutamente seguro e eficaz”.
     
    Dr. Jarbas destacou, ainda, que a análise da substância pela agência será prioritária. Ele esclareceu que, dentro dos critérios da Anvisa, os medicamentos desenvolvidos no Brasil ou destinados a uma doença que não disponha de outra alternativa terapêutica são encaminhados diretamente para o começo da fila de pedidos de registros.
     
    “Nós temos hoje, na fila de análise de pesquisas clínicas da Anvisa, apenas 26 estudos. O mais antigo ingressou em julho passado. Ou seja, a Anvisa faz essa análise com muita rapidez”, assegurou. No entanto, alertou: “Sem a comprovação de que uma substância é segura, não podemos liberá-la. Já houve, no mundo, medicamentos que foram retirados do mercado exatamente porque, ao serem usados em larga escala, foram verificados efeitos adversos graves e que podem, inclusive, levar à morte”.
     
    Fonte: Anvisa
  • Além de combater infecções, alho pode ajudar a proteger o coração

    Além de combater infecções, alho pode ajudar a proteger o coração

    A lista dos benefícios para quem consome ao menos um dente de alho cru por dia é extensa. Pesquisas comprovam o potencial contra doenças e o ingrediente tem ganhado cada vez mais espaço. Além de antibiótico natural, que atua no combate a várias infecções, também auxilia no controle da pressão, da glicemia, reduz o colesterol, previne problemas cardiovasculares, aumenta a imunidade e tem ação anticancerosa.
     
    Seu poder terapêutico é conhecido há milênios e acredita-se que o uso venha desde a época dos faraós no Egito, inclusive, como moeda de troca. Alho e cebola eram acrescentados à dieta dos escravos que participavam da construção das pirâmides, justamente porque os alimentos aumentavam a força e o vigor dos trabalhadores.
     
    A verdade é que a lista de benefícios está diretamente ligada à quantidade de bons “ingredientes” que compõem o famoso tempero. Até agora, foram identificados cerca de 30 componentes com efeitos positivos para a saúde. A maioria deles está concentrado no bulbo, aquela parte branca que popularmente é conhecido como a “cabeça”, composta pelos “dentes” do alho.
     
    Entre os principais, estão os compostos sulfurados, como a aliina, a alicina e o ajoeno, responsáveis pelo odor e sabor forte e característico do alimento. A presença dos sulfurados é cerca de três vezes maior do que em outros vegetais também ricos nestes compostos, como a cebola e o brócolis.
    É por causa deles que o alho tem propriedades anti-inflamatórias, anticoagulantes e antifúngicas. No entanto, a maioria dos componentes sulfurados não está presente nas células intactas. São liberadas apenas quando ele cortado ou mastigado. É por isso que é preciso partir antes de ser consumido.
     
    Um estudo realizado pela Universidade de Brasília (UnB), em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), revelou que a alicina, por exemplo, auxilia no controle das taxas do colesterol e diminui o risco de infarto agudo no miocárdio. O selênio, outro componente presente, é um poderoso antioxidante que fortalece o sistema imunológico e ajuda a afastar o risco de tumores. O alho também é rico em vitamina C, que combate infecções, e vitaminas do complexo B, que combatem o desânimo.
     
    Quanto consumir por dia?
     
    Embora as propriedades terapêuticas sejam reconhecidas pelo Ministério da Saúde e pelo FDA (órgão governamental dos EUA ligado ao controle de alimentos), não há um consenso sobre a quantidade diária ideal para sentir os efeitos benéficos. “Um dente de alho cru por dia já é o suficiente. No entanto, se ele for refogado, devemos garantir o consumo de dois”, sugere a nutricionista Vanderli Marchioli, vice-presidente da Associação Brasileira de Fitoterapia. Alguns órgãos internacionais, como o Ministério da Saúde do Canadá e a Agência Federal de Saúde Alemã, sugerem a ingestão de quatro gramas de alho cru por dia ou 8 mg de óleos derivados.
     
    Por que o cheiro é tão forte?
     
    O odor forte e característico desse alimento só é liberado quando ele é picado, amassado ou cortado. Ao picar um dente de alho, por exemplo, uma enzima chamada alinase entra em contato com uma substância chamada de aliina. Essa reação produzirá a alicina, responsável pelo cheiro e pelo sabor do alho.
     
    Cru, assado ou frito?
     
    Embora o gosto seja mais acentuado, consumir o ingrediente cru é a melhor forma de garantir a absorção de todos os nutrientes. Para disfarçar o sabor, é possível misturá-lo a pastas ou maionese, por exemplo. Se a opção for comê-lo cozido, o ideal é que o tempo no fogo não ultrapasse 20 minutos e a temperatura não passe de 100 ºC. “Após 40 minutos de cocção já se observa uma redução na capacidade antioxidante. O mesmo acontece quando ele é frito”, explica a pesquisadora da USP e especialista no tema, Jocelem Salgado.
     
    Vale substituir o consumo in natura por cápsulas?
     
    De acordo com Vanderli, é possível fazer a substituição, desde que as cápsulas sejam adquiridas em locais seguros. A pesquisadora Jocelem alerta que antes de começar a ingestão das cápsulas, é preciso buscar orientação de um profissional da saúde. “O uso crônico e em excesso pode causar mau hálito, suor e perturbações gastrintestinais, como ardência, diarreia, flatulência e mudanças da flora intestinal”.
     
    Tem contraindicação?
     
    Algumas pesquisas apontam que o consumo não é indicado para indivíduos medicados com anticoagulantes (como a varfarina) por conta do risco de hemorragias. Quem é alérgico ao enxofre —que está presente nos compostos sulfurados do alho— pode apresentar dermatites, asma, rinite, conjuntivite e urticária. Além destes efeitos colaterais, o consumo excessivo do alho pode interferir na eficácia terapêutica de alguns medicamentos.
     
    10 benefícios do alho
     
    Antibiótico natural
    Baixa o colesterol
    Protege o coração
    Favorece a circulação
    Contém uma dose elevada de vitamina C
    Auxilia no controle da pressão
    Auxilia no controle da glicemia
    Melhora a imunidade
    Tem ação anticancerosa
     
    Fonte: Uol Saúde
     
  • Conselho Regional autua USP por fazer cápsula contra câncer

    Conselho Regional autua USP por fazer cápsula contra câncer

    Sorocaba – O Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo (CRF-SP) autuou o laboratório que produz a substância fosfoetanolamina sintética, instalado no Instituto de Química de São Carlos (IQSC), da Universidade de São Paulo (USP).
     
    De acordo com nota do conselho publicada na última quinta-feira, 29, no local está sendo sintetizada essa substância, utilizada com a indicação terapêutica para tratamento de câncer, estudada pelo professor Gilberto Chierice há 20 anos. “Porém, a indústria desse insumo farmacêutico não conta com farmacêutico responsável perante o CRF-SP”, informa a nota.
     
    Ainda segundo o CRF-SP, o local foi autuado por não ter farmacêutico em nenhuma das fases de produção e síntese de insumo farmacêutico, bem como na manipulação e na dispensação das cápsulas que contêm fosfoetanolamina.
     
    “Para ser considerada medicamento possível de utilização de forma segura no País, a fosfoetanolamina teria de ser registrada segundo as normas sanitárias do governo federal”, informa. O Instituto de Química ainda não se manifestou sobre a autuação.
     
    A produção das cápsulas atende exclusivamente a portadores de câncer que obtiveram liminares na Justiça para o fornecimento da fosfoetanolamina.
     
    Fonte: Uol Saúde
     
  • Tuberculose rivaliza com Aids em número de mortes, alerta OMS

    Tuberculose rivaliza com Aids em número de mortes, alerta OMS

    Segundo órgão, 1,1 milhão de pessoas morreram de tuberculose em 2014.
    Documento reflete disparidades no financiamento do combate às doenças.
     
    Pela primeira vez, as infecções de tuberculose rivalizam com as de HIV/Aids como a principal causa de mortes por doenças infecciosas, anunciou a Organização Mundial da Saúde (OMS) em um relatório divulgado nesta quarta-feira.
     
    A organização apontou que 1,1 milhão de pessoas morreram de tuberculose em 2014, enquanto que no mesmo período, o HIV/Aids matou 1,2 milhão em todo mundo, incluindo 400 mil pessoas que foram infectadas com as duas doenças.
     
    O diretor do programa de tuberculose da OMS, Mario Raviglione, afirmou que o relatório reflete os grandes ganhos em acesso ao tratamento contra o HIV na década passada, o que ajudou muitas pessoas infectadas a sobreviver. No entanto, o documento também reflete disparidades no financiamento relacionado às duas doenças globais.
     
    “A boa notícia é que a intervenção contra a tuberculose salvou cerca de 43 milhões de vidas desde 2000”, mas uma vez que a maioria dos casos pode ser tratado com êxito, o índice de mortes continua “inaceitavelmente alto”, disse Raviglione em entrevista por telefone.
     
    O relatório traz informações de 205 países e territórios sobre todos os aspectos da tuberculose, incluindo formas resistentes a medicamentos, pesquisa e financiamento.
     
    Entre os estimados 480 mil casos de tuberculose resistente a medicamentos em 2014 –uma superbactéria da doença que resiste às duas mais potentes drogas contra a tuberculose– somente um em quatro foi diagnosticado.
     
    A diretora interina do Médicos sem Fronteiras, Grania Brigden, declarou que o relatório “deve servir como um chamado de alerta de que muito trabalho ainda é necessário ser feito para reduzir os danos dessa doença antiga, mas curável”.
     
    Fonte: G1 Saúde
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    O Ministério da Saúde vai criar um grupo de trabalho para estudar a fosfoetanolamina, a chamada “pílula do câncer”, substância com suposta ação contra o câncer produzida no Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP) de São Carlos. “Temos de colocar um fim nessa celeuma. Precisamos dar uma resposta para sociedade. Nas redes sociais, não se fala em outra coisa”, afirmou o ministro da Saúde, Marcelo Castro.
     
    A portaria deve ser publicada nesta sexta-feira, 30, no Diário Oficial. O texto, ao qual o jornal O Estado de S. Paulo teve acesso, estabelece o prazo de 60 dias para que a comissão apresente uma linha básica de atuação. Para que as pesquisas sejam feitas, no entanto, é preciso o aval do grupo que desenvolveu a substância, da USP.
     
    O formato proposto pelo governo prevê a análise da molécula, a realização de estudos não clínicos até um eventual realização de pesquisa clínica. “Nunca foi feito nada disso. Se criou uma tensão nacional. A grande preocupação é que pessoas deixem de fazer o tratamento adequado para usar um produto que não tem eficácia comprovada”, disse o ministro.
     
    A ideia é que Instituto do Câncer e Fiocruz participem dos trabalhos. Castro afirmou que o Ministério vai arcar com os custos do financiamento. “Não serão necessários muitos recursos”, disse. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vai acompanhar os trabalhos. “Todas as etapas serão respeitadas, incluindo, por exemplo, o aval das comissões de ética em pesquisa.”
     
    O ministro fez um apelo para que pessoas não usem a substância. “É temerário. Não sabemos os efeitos que ela pode causar. Não quero entrar no mérito porque testes não foram feitos até agora. O importante é esclarecer.”
     
    Castro observou que, ao longo dos últimos meses, criou-se no imaginário da população a falsa ideia de que a droga somente não é comercializada por pressões de grandes grupos econômicos. “Não é isso”, disse. Ele observa que o produto não passou por estudos que demonstrem sua eficácia, sua segurança. Não há prazo para que estudos sejam concluídos.
     
    “Vamos fazer de forma ágil. Se ela for boa, aí sim, médicos poderão prescrevê-la, liminares poderão ser concedidas. E se ela não tiver efeitos esperados, se não for segura, que se descarte e não fique essa celeuma.”
     
    Desenvolvida por um grupo de pesquisadores liderados pelo químico Gilberto Chierice, hoje professor aposentado, a substância foi durante anos fornecida gratuitamente para pessoas interessadas, mesmo sem ter passado por testes necessários.
     
    Em setembro, o Tribunal de Justiça de São Paulo vetou a distribuição. Dias depois, no entanto, o Supremo Tribunal Federal decidiu em favor de um pedido feito por pacientes. O descompasso acabou gerando uma onda de liminares solicitando a liberação do produto.
     
    Fonte: UOL Saúde
  • Novos remédios prometem efeitos mais duradouros contra a psoríase

    Novos remédios prometem efeitos mais duradouros contra a psoríase

    Quem sofre de psoríase –uma doença crônica autoimune que causa placas avermelhadas na pele – tem à disposição algumas opções de tratamento, como pomada, fototerapia e também drogas orais e injetáveis.
     
    O problema é que, não raro, tais opções acabam parando de funcionar. E não se sabe muito bem o porquê.
     
    Um dos desafios da indústria farmacêutica é, portanto, descobrir novas drogas que tenham ação mais prolongada. E, de preferência, com menos efeitos adversos.
     
    Os imunobiológicos têm cumprido bem esses requisitos, principalmente para casos moderados e graves. Batizados com o sufixo “mabe”, eles são usados para tratar câncer e doenças autoimunes e agem como os nossos anticorpos. Com ação mais específica, atacam o que importa e poupam as células sadias.
     
    A bola da vez contra a psoríase são novos remédios imunobiológicos que inibem a interleucina 17 –proteína que envia um sinal para células da pele e faz com que elas cresçam exageradamente, causando a pele grossa e as placas típicas da doença.
     
    Três farmacêuticas estão conduzindo estudos com drogas anti-IL 17.
     
    A droga da Novartis, o secuquinumabe, já foi aprovada na União Europeia, nos EUA, Austrália, Chile, Japão, Canadá, Argentina e México, mas não no Brasil. As outras, da Eli Lilly e da AstraZeneca, ainda estão em estudo.
     
    Um estudo com o secuquinumabe, apresentado no congresso anual da Academia Europeia de Dermatologia, em Copenhague, mostrou que, após três anos, 64% dos 320 pacientes mantiveram índice de 90% de melhora. Índice similar, de 85% de melhora, foi obtido por 83% dos pacientes no período.
     
    Em estudo de fase 3 (última antes da aprovação) com 679 pacientes de 24 países, 79% deles tiveram melhora de 90% na 16ª semana, em comparação com 57,6% dos pacientes que usaram o Stellara, biológico da Janssen que tem outra proteína como alvo e já foi aprovado no Brasil.
     
    “As novas drogas parecem mais efetivas e estamos esperançosos com resultados duradouros, mas ainda não são a cura”, diz Marcelo Arnone, médico da SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia).UM DE CADA VEZ
     
    Arnone lembra que, pelo Consenso Brasileiro de Psoríase, o paciente deve iniciar o tratamento da doença moderada a grave pela fototerapia. Em caso de falha, passa para remédios sistêmicos (metotrexato, acitretina, ciclosporina), antes de usar drogas biológicas.
     
    “Tem pacientes que ficam anos com o mesmo remédio, mas muitos perdem a resposta, talvez porque o organismo produza anticorpos contra a medicação”, diz Ricardo Romiti, médico responsável pelo ambulatório de psoríase do HC da USP. “Se os outros remédios não funcionarem ou produzirem muitos efeitos colaterais, há a opção dos biológicos, que funcionam mais como um tiro ao alvo.”
     
    Romiti, porém, chama atenção para o fato de que os biológicos também têm efeitos colaterais, ainda que mais leves que as drogas tradicionais, como infecções respiratórias e candidíase.
     
    Cerca de 2% da população mundial tem psoríase, mas há variações regionais. No Brasil, a SBD começou uma pesquisa por telefone para estimar a prevalência no país.
     
    Há evidências de que o prejuízo físico e mental dos pacientes com psoríase é comparável ou maior do que o experimentado por pacientes com câncer, artrite, cardiopatias, diabetes e depressão.
     
    ATÉ R$ 40 MIL
     
    Os novos biológicos contra a psoríase podem ser promissores, mas, como outras drogas modernas lançadas para tratar câncer, colesterol e hepatite C, esbarram no custo.
     
    O preço de referência do secuquinumabe (nova droga contra psoríase) no exterior é de cerca R$ 4.820. Ele é usado a cada dois ou três meses.
     
    Há quatro biológicos já aprovados pela Anvisa, mas nenhum deles é oferecido pelo SUS. De acordo com o dermatologista Marcelo Arnone, o custo anual delas pode ser de R$ 40 mil ao ano.
     
    Segundo avaliação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS de 2012, a duração média dos estudos clínicos que avaliaram a eficácia desses remédios para psoríase é curta e há incerteza quanto à melhor terapêutica de longo prazo.
     
    “A maioria dos pacientes brasileiros ainda vai receber o tratamento convencional, Biológicos são caros. Vamos encarar os fatos: tomamos decisões de acordo com a ciência, mas também com relação ao custo”, diz Kristian Reich, professor de dermatologia da Universidade Georg-August de Göttingen, na Alemanha.
     
    Segundo Marcos Bosi Ferraz, professor-adjunto de economia e gestão em saúde da Unifesp, grandes investimentos em inovação de drogas voltadas para grupos específicos explicam os preços. “O lançamento de novas tecnologias cresce mais rápido do que o enriquecimento da nação. Não há sistema de saúde que aguente.”
     
    Fonte: Folha de S.Paulo