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  • Pagamento no SUS por especialidade vai mudar

    Pagamento no SUS por especialidade vai mudar

    O ministro da Saúde, Arhur Chioro, afirmou que o Mais Especialidades trará uma reviravolta na lógica de pagamento do Sistema Único de Saúde (SUS). “É uma mudança que se arma há vários anos, outros países já fizeram e precisamos fazer”, disse. A expectativa é de que o programa, uma promessa de campanha da presidente Dilma Rousseff, seja lançado este ano com duas áreas: oftalmologia e ortopedia. A lógica de pagamento será feita por atendimento global.
     
    Em cada pacote seria incluído, por exemplo, os valores para todos procedimentos envolvidos, desde consulta e cirurgia até tratamento de reabilitação. “E a remuneração maior será feita quando todo atendimento for feito no mesmo local, para que o paciente não tenha de ficar como doido de um serviço para outro”, disse Chioro. 
     
    Nesse sistema, o pagamento por procedimento, há tempos criticado pelo ministro, deverá cair em desuso. “Estamos em um processo de desconstrução da tabela”, disse. A tabela é a forma como parte de prestadores de serviços recebe do SUS. Ela é feita de acordo com número de cirurgias, consultas ou exames de diagnósticos realizados.
     
    “Esse é um sistema injusto. Um hospital, por exemplo, tem uma estrutura que precisa ser mantida. Tenha ele feito 20 ou 100 cirurgias.” Nos últimos anos, porém, além de ganhar, por exemplo, por atendimento médico e por cirurgia, instituições credenciadas receberam por meio de incentivos, definidos por meio da contratos.
     
    Embora o pagamento para prestadores do SUS seja feito de forma mista, o governo vem sendo duramente criticado pelos valores atualmente concedidos para a tabela de procedimentos. “Essa é uma reivindicação feita principalmente pela oposição”, disse. Ele avalia, porém, que o discurso usado é obsoleto e está longe de corresponder à realidade. “O pagamento não é feito somente pela tabela. E garanto que ninguém gostaria que o sistema de gratificações, hoje existente, fosse substituído novamente pelo sistema antigo.”
     
    O ministro, que participou no Congresso de uma audiência para prestar contas sobre os primeiros meses de gestão, afirmou que vem conversando com representantes de Colégio Brasileiro de Oftalmologia e da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia para acertar detalhes do Mais Especialidades. O objetivo maior é quebrar resistências. 
     
    Sucesso
     
    Chioro informou que, em outra etapa, quando o Mais Especialidades for estendido para doenças crônicas, entrará no cálculo do pacote concedido para prestadores de serviço o pagamento de taxas de sucesso. “Quanto mais o paciente aderir ao tratamento, quanto menor for o grau de agravamento de seu quadro, mais os serviços ganharão”, informou. 
     
    O modelo é inspirado no sistema inglês. Nessa lógica, serviços receberiam um bônus, por exemplo, no caso de pacientes que deixam de fumar. “Ou seja, benefícios são concedidos em caso de sucesso.” A lógica se aplica, por exemplo, para aqueles doentes que apresentam problemas como disfunções endócrinas, sem cura, mas controle. “Esse terá sempre de ser acompanhado. Fazer exames com regularidade. Isso vai permitir uma melhora geral na qualidade de vida do paciente.”
     
    Cursos de Medicina
     
    Os critérios para a abertura de cursos de Medicina foram afrouxados pelo governo, afirma o Conselho Federal de Medicina (CFM). As mudanças estabelecidas em uma portaria em abril, na avaliação da entidade, tornam genéricas as exigências criadas em 2003 sobre o número de leitos e de equipes de saúde da família necessárias à abertura de novos cursos.
     
    “Há casos em que o hospital de ensino está distante 400 quilômetros da escola”, diz o presidente do CFM, Carlos Vital. “Isso impede a boa formação.” As conclusões estão no estudo “Radiografia de Ensino Médico”. Ele mostra que, dos 42 municípios que receberam escolas desde 2013, 5 estão em regiões que não atendem aos critérios mínimos de leitos do Sistema Único de Saúde para cada aluno matriculado – equivalente a 11%.
     
    Fonte: O Estado de S.Paulo
  • Farmacêuticas querem crescer em vacinas para adultos no País

    Farmacêuticas querem crescer em vacinas para adultos no País

    O crescimento da população idosa no Brasil é uma das maiores da indústria farmacêutica para expandir os negócios e as pesquisas em vacinas para o tratamento de adultos nos próximos anos.
     
    O desafio, de acordo com representantes do setor ouvidos pelo DCI, é a cultura do brasileiro que ainda não está habituado a esse tipo medicamento. Para eles, até mesmo uma parcela da população idosa ainda reluta em aderir à vacinação como prática de prevenção de doenças na vida adulta. Mas iniciativas do governo podem impulsionar esse mercado, que até 2050 vai representar 29,3% da população brasileira. Conforme dados da Organização Mundial das Nações Unidas (ONU), atualmente, 11,7% dos brasileiros tem 60 anos ou mais. Já o grupo com 80 anos ou mais, que hoje corresponde a 1,5% da população deve saltar para 6,7% no mesmo período.
     
    “O mercado de vacinas é extremamente ativo e a tendência é continuar crescendo com a mudança no perfil da população, que está envelhecendo e se cuidando mais. Além da constante inovação por parte das indústrias”, afirma o presidente do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo (Sindusfarma), Nelson Mussolini.
     
    Ele cita as campanhas de estímulo a vacinação contra a gripe em idosos, promovidas pelo Ministério da Saúde, como uma das ações que tem ajudado a ampliar o mercado para além da vacinação infantil.
     
    O aumento da preocupação das pessoas acima de 50 anos com a vacinação também tem sido observada pela Pfizer. A farmacêutica vê na demanda dos idosos uma oportunidade para se desenvolver.
     
    “Estamos vendo a pirâmide da população brasileira começando a inverter, o que naturalmente chama mais atenção para essa faixa etária”, conta o gerente médico da Pfizer Brasil, Eurico Correia.
     
    A empresa fez um levantamento para identificar a visão dos brasileiros sobre o envelhecimento e apurou que 77% dos entrevistados tem receio de apresentar problemas de saúde ao envelhecer.
     
    Demanda
     
    O executivo explica ainda que, com o aumento do número de idosos, os tipos e características das doenças mudam, principalmente em função da menor eficácia do sistema imunológico.
     
    Como estratégia para ganhar cada vez mais espaço nesse mercado, a Pfizer espera oferecer vacinas para prevenção de doenças as quais essa parcela da população é mais suscetível, como problemas no sistema respiratório.
     
    “A vacinação para adultos é ainda um território quase que totalmente inexplorado. Já existem algumas para gripe, hepatite e pneumonia, mas ainda é preciso que o médico explique a importância da vacinação para os pacientes”, diz.
     
    O investimento em pesquisa e desenvolvimento de produtos da farmacêutica no País, detalha o executivo, tem foco nos idosos, mas não se restringe a essa parcela da população.
     
    “Existem necessidades médicas que hoje não estão sendo atendidas, nas quais queremos investir para oferecer melhor qualidade de vida e soluções para essas demandas”, comenta.
     
    No segundo trimestre deste ano, os negócios de vacina da Pfizer ganharam destaque ao incrementar o desempenho global da companhia.
     
    A demanda pela vacina contra pneumonia, junto com as vendas de um medicamento para câncer de mama contribuiu para o aumento da receita e do lucro no período. A receita com a unidade de vacinas global registrou alta de 44% para US$ 1,58 bilhão no trimestre, respondendo por 13% da receita total no período.
     
    A MSD, subsidiária da Merck & Co., também investe no segmento de vacinas para manter o crescimento no País. A empresa, que importa as vacinas da unidade instalada nos Estados Unidos, acompanha não só a mudança no perfil da população, como o avanço da infraestrutura nos serviços de saúde.
     
    “Um fator importante quando olhamos para as perspectivas desse mercado é o acesso a vacinação. Porque na África, por exemplo, ainda temos uma taxa de nascimento alta, mas não tem infraestrutura para ofertar vacina. Nesse aspecto o Brasil está mais avançado, o que representa uma boa oportunidade de expansão”, avalia o diretor de comunicação e relações governamentais da MSD, Guilherme Leser.
     
    O portfólio de vacinas da companhia, conta ele, atende desde a demanda da população infantil até os adultos. No Brasil, a diferença é a incidência de doenças tropicais, como a dengue, cuja vacina está em desenvolvimento pela MSD.
     
    “Temos também outras vacinas para alguns tipos de pneumonia em processo de lançamento e meningite”, diz. Para ele, o principal apelo das vacinas para o sistema de saúde é o custo-benefício, já que funciona como uma ação preventiva.
     
    A perspectiva de reduzir gastos com o tratamento de doenças, revela Guilherme Leser, é um dos fatores que faz a empresa apostar no aumento da demanda de vacinas por parte dos seguros privados de saúde.
     
    “O mercado de seguros de saúde agora começa a desenvolver modelos de prevenção para os associados e a vacina entra nesse modelo”, ressalta.
     
    Saúde pública
     
    A demanda do setor público, importante cliente da indústria farmacêutica, também deve crescer com a mudança do perfil da população. “O governo é um dos nossos principais clientes, porque vê a vacinação como uma forma de melhorar a qualidade de vida da população a custo baixo, além de reduzir gastos com o tratamento de doenças”, observa Leser.
     
    A MSD vende para o Ministério da Saúde vacinas para prevenir o papilomavírus humano (HPV, na sigla em inglês) e a hepatite A em processos de transferência de tecnologia. “O governo tem hoje quase todas as vacinas disponíveis no calendário, o que ele faz é restringir o acesso por faixa etária. Mas nos próximos anos a tendência é expandir a vacinação, incluindo mais os adultos”, comenta.
     
    O executivo espera que, nos próximos anos, o investimento público em infraestrutura para a distribuição e acesso as vacinas aumente, ajudando a sustentar a expansão do segmento.
     
    Já no setor privado, a regulamentação da aplicação de vacinas em farmácias é um dos principais fatores que podem contribuir para a alta na demanda do segmento, diz Mussolini, do Sindusfarma.
     
    Fonte: CFF
  • Quando a malária dá câncer

    Quando a malária dá câncer

    Há pelo menos 50 anos, médicos e cientistas percebem que existe uma relação entre a malária e o desenvolvimento do linfoma de Burkitt. O câncer de sangue, muito comum em crianças, também é mais frequente na África equatorial, que vive a maior endemia da infecção do Plasmodium falciparum, causador da doença parasitária. Uma equipe internacional de pesquisadores, incluindo brasileiros, conseguiu, por meio de experimentos com camundongos, encontrar uma explicação biológica para a perigosa ligação entre as enfermidades. Os resultados foram divulgados na edição de hoje da revista Cell.
     
    Davide Robbiani, pesquisador da Universidade Rockefeller, nos Estados Unidos, e autor principal do trabalho, explica que os linfomas são neoplasias malignas que têm origem nas células linfáticas e mais frequentes em pacientes cronicamente infectados. Nas cobaias geneticamente modificadas para terem malária, os investigadores identificaram um problema envolvendo o gene AID (Activation-induced cytidine deaminase), ligado à produção de anticorpos. Segundo os cientistas, se há falhas nesse mecanismo, existe o risco de surgirem alterações no DNA dessas células de defesa, que podem passar a ser cancerígenas.
     
    “O estudo teve como objetivo lançar uma nova luz sobre esse fenômeno e compreender como ele acontece, como é que a infecção crônica induz danos no DNA dos linfócitos B, gerando o desenvolvimento de linfomas”, detalha Robbiani. As cobaias foram infectadas com o Plasmodium chabaudi (vírus semelhante ao da malária, mas que contamina ratos). Ao se tornar crônica, a contaminação induziu a uma expansão prolongada da ação do AID, um mecanismo que pode causar mutações no DNA. “Vimos que o parasita induz a rápida proliferação de células B, uma forma ativada de linfócitos B que expressam o AID. No entanto, (a ação do) AID não é muito precisa, provoca quebras de DNA e erros ao longo do genoma, levando ao linfoma”, diz o autor.
     
    Robbiani, porém, avalia que a possibilidade de uma intervenção genética para “acalmar” o AID é problemática. Isso porque a ação do gene no corpo humano é uma espécie de “risco necessário”. “Você precisa dele para criar o repertório de potentes anticorpos para combater a infecção da malária, mas o dano ao DNA provocado pelo AID pode ser prejudicial e levar à formação do câncer”, justifica.
     
    Segundo a equipe de cientistas, a descoberta pode ajudar a desvendar melhor como o câncer é causado, contribuindo para futuros tratamentos mais eficientes. “Trata-se de uma doença complexa, e esse artigo contribui no sentido de conhecer mais um mecanismo ligado ao desenvolvimento dela”, justifica Israel Tojal da Silva, chefe do Laboratório de Biologia Computacional e Bioinformática do Centro Internacional de Pesquisa A.C. Camargo Câncer Center, em São Paulo, e um dos coautores do estudo.
     
    Disseminado
     
    O Presidente da Federação Internacional de Medicina Tropical, Cláudio Tadeu Daniel-Ribeiro conta que, por muito tempo, autores ingleses perceberam que existia uma grande coincidência geográfica entre a ocorrência de malária e a do linfoma de Burkitt. O trabalho publicado na Cell, segundo o também professor e pesquisador titular do Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz), além de esclarecer essa questão, poderá ajudar no enfrentamento de outras doenças com mecanismos semelhantes.
     
    O especialista explica que é comum a ocorrência de falsos positivos em pacientes com malária. “Eles fazem testes para outras doenças, como o HIV, que mostram resultados indicando a enfermidade, mesmo que não a tenham. Isso seria causado justamente pela ativação das células B”, detalha o professor, que não participou do estudo.
     
    Ribeiro também frisa que o novo trabalho pode ajudar em estratégias de tratamento mais eficazes contra o câncer. “Evidentemente que, se conhecemos o mecanismo por trás da indução do tumor, isso nos faz esperar que surjam manipulações genéticas com base nesse conhecimento, podendo também desvendar a predisposição de determinadas populações a terem esse problema”, frisa o especialista.
     
    O próximo passo do grupo internacional de cientistas é justamente esse: aprofundar a investigação em busca de novas possibilidades de intervenções médicas. “Entender por que o AID causa danos ao DNA é uma área ativa de investigação explorada por vários grupos de pesquisa, incluindo o nosso. Estratégias para limitar esse efeito colateral poderiam ser úteis para diminuir o risco de pacientes cronicamente infectados desenvolverem esse linfoma. Essa é a nossa próxima etapa”, diz Robbiani.
     
    Fonte: Correio Braziliense
     
  • Cientistas dos EUA usam fermento para acelerar produção de analgésicos

    Cientistas dos EUA usam fermento para acelerar produção de analgésicos

    Cientistas da Universidade de Stanford descobriram um método para alterar geneticamente o fermento e produzir com mais rapidez os ingredientes ativos dos analgésicos opiáceos, informou nesta quinta-feira a revista “Science”.
     
    O descobrimento reduzirá o tempo de produção dos analgésicos de um ano para três ou cinco dias, o que permitirá desenvolver a menor custo uma ampla gama de ingredientes dos remédios produzidos a base de plantas, segundo destaca o estudo divulgado pela publicação científica.
     
    Após uma década de trabalho, os cientistas da universidade californiana descobriram como reprogramar a composição genética do fermento de pão para que as células de rápido crescimento desta substância transformem o açúcar em hidrocodona, um opioide derivado da codeína que é utilizado como analgésico.
     
    Segundo os pesquisadores de Stanford, a hidrocodona pode demorar mais de um ano para ser cultivada nas fazendas da Austrália, da Europa e em outros lugares que têm licença para obter o ópio, a partir do qual é produzida a substância.
     
    Uma vez colhida uma quantidade suficiente para produzir um lote, o material vegetal é enviado a fábricas farmacêuticas nos Estados Unidos, onde as moléculas são extraídas e refinadas para que possam ser utilizadas como remédios.
     
    “Quando começamos a trabalhar, há dez anos, muitos especialistas pensaram que seria impossível desenvolver fermentos que substituíssem o processo de produção que começa nessas fazendas e chega às fábricas”, declarou Christina Smolke, professora associada de Bioengenharia em Stanford e autora principal do estudo.
     
    Segundo ela, “isso é só o começo, pois as técnicas desenvolvidas para os analgésicos opioides podem ser adaptadas para a produção de muitos compostos derivados de plantas destinados a combater o câncer, doenças infecciosas ou doenças crônicas como a hipertensão arterial e a artrites”.
     
    Apesar da descoberta, os cientistas reconhecem que uma aceleração da produção dos analgésicos opioides e um maior acesso da população a esses remédios poderia aumentar os abusos.
     
    “Precisamos nos assegurar que a produção de remédios de base biológica seja feita da forma mais responsável possível”, reconheceu a cientista, que considerou essencial um desenvolvimento equilibrado dos analgésicos para evitar abusos e facilitar o acesso aos que precisam.
     
    Smolke destacou que nos EUA seria preciso tentar evitar o mal uso dos analgésicos opioides, que estão amplamente disponíveis e que podem chegar a ser fortemente viciantes se tomados de forma descontrolada.
     
    No entanto, 5,5 bilhões de pessoas (83% da população mundial) vive em países com um baixo ou inexistente acesso aos remédios destinados a aliviar a dor, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).
     
    Fonte: www.efe.com
  • FDA obriga Kim Kardashian a apagar propaganda de remédio no Instagram

    FDA obriga Kim Kardashian a apagar propaganda de remédio no Instagram

    A gravidez da socialite Kim Kardashian tem dado o que falar: ela recentemente posou nua para rebater acusações de que não estaria realmente grávida e que usava uma barriga de aluguel, depois precisou ouvir que estava muito gorda e já desmentiu que esperava gêmeos. Agora ela caiu na mira do FDA (Food and Drug Administration), a agência federal reguladora de medicamentos e alimentos nos EUA.
     
    O órgão notificou a fabricante de medicamentos Duchesnay, e Kim foi obrigada a apagar um postagem no Instagram na qual recomendava um remédio da empresa contra os enjoos matinais.
     
    Cerca de 42 milhões de pessoas seguem Kim Kardashian no Instagram e 34 milhões, no Twitter.
     
    Na foto apagada ela aparece segurando um frasco de Dieclegis.
     
    Em carta, o FDA ordenou que a farmacêutica retirasse o anúncio do ar, alegando que “o post na mídia social é falso ou leva ao engano na medida em que apresenta a eficácia de Diclegis, mas não comunica nenhuma informação sobre o risco associado ao uso e omite fatos”. “O Diclegis é indicado para o tratamento de náuseas e vômitos de gravidez em mulheres que não respondem ao tratamento tradicional”.
     
    Segundo o órgão o remédio não foi testado em mulheres com complicações na gravidez e não é recomendado para mulheres sensíveis a diversos medicamentos. Além disso, o rótulo do medicamento possui alertas para pessoas que precisem desempenhar atividades que exigem atenção mental, o que não foi citado por Kim.
     
    A postagem já foi retirada do ar no Instagram.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Campanha de vacinação contra paralisia infantil começa neste sábado

    Campanha de vacinação contra paralisia infantil começa neste sábado

    Começa neste sábado (15) a Campanha Nacional de Vacinação contra poliomielite. O ministro da Saúde, Arthur Chioro, lança nesta terça-feira, 11, a campanha que vai até 31 de agosto em todo o país. Haverá postos de vacinação fixos e móveis em todo o Brasil para aplicação das doses, porém o ministério deve revelar nesta tarde mais detalhes da ação no lançamento. A recomendação da pasta é para que sejam vacinados 95% do público-alvo.
     
    A paralisia infantil, como a poliomielite também é conhecida, é uma doença infectocontagiosa causada pelo polivírus, que afeta nervos e pode causar fraqueza muscular permanente e paralisia irreversível. Devem ser vacinadas crianças entre 6 meses e 5 anos de idade.
     
    A poliomielite é considerada erradicada no Brasil desde 1994, mas a vacinação é fundamental para manter o vírus afastado do País. Em 2013 e 2014, a Organização Mundial da Saúde (OMS) foi notificada sobre a presença do vírus em dez países nos continentes africano e asiático.
     
    Além da imunização contra a pólio, serão ofertadas as vacinas que compõem o calendário básico da criança, como as doses contra febre amarela, hepatite B, o rotavírus humano e também a vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, rubéola e caxumba. O objetivo é atualizar a caderneta de vacinas das crianças até 5 anos.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Ômega 3 reduz risco de desenvolver doenças mentais, diz pesquisa

    Ômega 3 reduz risco de desenvolver doenças mentais, diz pesquisa

    A ingestão de Ômega 3 reduziu o risco de desenvolver psicoses e esquizofrenia durante sete anos, segundo um estudo publicado nesta terça-feira (11) na revista Nature Neuroscience. A pesquisa acompanhou pessoas com risco altíssimo de desenvolvimento de esquizofrenia. Elas ingeriram Ômega 3 em cápsulas de óleo de peixe durante três meses.
     
    A maioria dos participantes que ingeriu o suplemento não teve comprometimento funcional grave e nem sinais de alerta para o desenvolvimento de psicoses nos sete anos seguintes. Segundo Paul Amminger e seus colegas da Universidade de Melbourne, na Austrália, apenas 9,8% do grupo que tomou Ômega 3 desenvolveu psicoses comparado ao grupo que tomou um remédio sem efeito (placebo). Cerca de 40% do grupo placebo, formado por pessoas com propensão alta de desenvolver esquizofrenia, apresentou um início mais rápido da doença e maior incidência de outros problemas psiquiátricos.
     
    Em 2010, os pesquisadores já haviam mostrado que o Ômega 3 havia atrasado em até um ano o primeiro episódio de desordem psicótica em participantes de 13 a 25 anos. Estudos anteriores mostravam que a falta de Ômega 3 e Ômega 6 era um fator presente no desenvolvimento de várias doenças mentais e outros testes já haviam mostrado que a suplementação com Ômega 3 é capaz de reduzir sintomas psicóticos.
     
    O Ômega é essencial para desenvolvimento e funcionamento neural. É um componente essencial do tecido cerebral e a falta desses ácidos graxos está associada a diversas desordens mentais, inclusive a esquizofrenia. O Ômega 3 é um ácido graxo poliinsaturado (PUFA, na sigla em inglês) encontrado em peixes marinhos de águas frias e algumas sementes de plantas, como a linhaça.
     
    A esquizofrenia é uma condição mental caracterizada por alucinações e problemas cognitivos que geralmente se manifestam na adolescência e no início da idade adulta. O início pode ser abrupto ou gradual, mas a maioria das pessoas têm um desenvolvimento gradual de vários sinais e sintomas. A doença não afeta apenas a saúde mental, mas também aumenta a mortalidade em mais de uma década em relação à população em geral, principalmente por causa de problemas metabólicos do coração.
     
    Nos últimos 20 anos, o interesse de pesquisadores em encontrar e intervir em casos de pessoas com sintomas potenciais de psicoses cresceu. O estudo tomou como base uma pesquisa anterior para classificar os participantes de acordo com seus sintomas, a intensidade e tempo de duração dos mesmos, além de predisposição genética. Apesar de o tratamento precoce estar associado a resultados melhores, ainda não foi encontrada uma cura para a doença.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Doença rara deixa espanhola em cadeira de rodas em pouco mais de 24 horas

    Doença rara deixa espanhola em cadeira de rodas em pouco mais de 24 horas

    Em pouco mais de 24 horas, a espanhola Lidia García Villar, de 34 anos, deixou de levar uma vida perfeitamente normal e passou a depender de alguém para tudo.
     
    “Me davam banho, me vestiam, me alimentavam…”, diz, lembrando o período logo após o diagnóstico, há apenas nove meses.
     
    “Você se sente super vulnerável”, confessa.
     
    Sua filha, de 19 meses, não entendia o que estava acontecendo com a mãe, já que do dia para a noite ela não mais podia carregá-la, brincar com ela ou levá-la para o parque.
     
    Atrofia muscular
     
    Tudo começou numa tarde de outubro, quando estava na casa de sua família, na Galícia, Espanha. Lidia conta que perdeu a força nas mãos.
     
    No começo, ela conta não ter dado muita importância ao fato, mas com o passar das horas descobriu que a sensação foi ficando cada vez mais forte.
     
    Um dos primeiros sinais, lembra Lidia, foi não conseguir abrir e fechar a presilha do cabelo da filha.
     
    “Depois senti os meus pés pesados”, afirma.
     
    Mas Lidia tinha dificuldades para explicar à sua família o que sentia.
     
    “Era difícil contar o que estava acontecendo. Ninguém me viu chorar, porque não sentia dor; é uma sensação que você mesma acha que não tem importância. Mas eu dizia a eles: 'Isso não é normal; aconteceu algo comigo'”.
     
    Na manhã seguinte, ela já não conseguia usar as mãos. “Eu não podia abrir uma porta, tomar banho ou me vestir”.
     
    Quando se deu conta de que os movimentos de seu corpo estavam prejudicados, Lidia decidiu ir ao hospital e, ao se consultar com uma neurologista, um dia e meio após os primeiros sintomas, conta que não conseguia mais se levantar sozinha. Tampouco tinha reflexos involuntários.
     
    “Em poucas horas, meus músculos estavam completamente atrofiados”.
     
    Uma em cada 100 mil pessoas
     
    Lidia recorda não conseguir abrir e fechar a presilha de cabelo da filha
     
    Lidia, que trabalha como enfermeira no setor de emergência de um hospital em Madri, reconhece ter sentido algum alívio ao ter o diagnóstico confirmado: ela sofria da rara síndrome de Guillain-Barré, doença autoimune que afeta uma a cada 100 mil pessoas no mundo.
     
    A cientista política brasileira Lucia Hipólito, comentarista da rádio CBN, também passou pela mesma situação. Em entrevista ao 'Programa do Jô', da TV Globo, ela contou que estava de férias na França quando a doença se manifestou pela primeira vez.
     
    “Fui levantar para trocar de roupa e parei de sentir minhas pernas. Fiquei três meses lá e depois mais um ano e cinco meses internada aqui”, disse ela ao apresentador Jô Soares em setembro do ano passado.
     
    “Teve alguns dias em que eu quis morrer para liquidar tudo de uma vez. Essa é uma doença infernal”, acrescentou ela na ocasião.
     
    Hipólito já recobrou parte dos movimentos. O mesmo aconteceu com Lidia.
     
    Nove meses depois do diagnóstico, a espanhola ainda não conseguiu recuperar todos os movimentos, mas já pode, por exemplo, abotoar a roupa da filha.
     
    “Pelo menos não tenho um tumor cerebral ou esclerose múltipla, uma doença deste tipo seria bem pior”, afirmou ela.
     
    Doença autoimune, a síndrome de Guillain-Barré é uma condição grave por meio da qual o sistema imunológico começa a atacar o sistema nervoso.
     
    A doença faz com que as defesas do organismo destruam a mielina que envolve os nervos, que, por sua vez, param de trabalhar. E se os nervos não funcionam, as ordens do cérebro não chegam aos músculos.
     
    Como resultado, os músculos se atrofiam em pouco tempo e pacientes ficam incapacitados em questão de horas.
     
    A síndrome de Guillain-Barré não tem causa conhecida, embora 60% dos pacientes a desenvolvam logo após ter tido uma infecção bacteriana ou viral leve, como gripe, resfriado ou gastroenterite, segundo o NHS, o sistema de saúde público britânico.
     
    'Lado positivo'
     
    Surpreendentemente, porém, apesar do efeito explosivo, a maioria dos pacientes que sofre dessa rara doença consegue se recuperar depois de um ano.
     
    No entanto, não sem antes passar por um intenso e diário tratamento de reabilitação, com inúmeras sessões de fisioterapia e terapia ocupacional.
     
    “Levei dois meses para perceber o quão lenta, dura e pesada seria a minha recuperação”, confessa.
     
    “Houve semanas que não via nenhuma melhoria”.
     
    Lidia conta ter levado um mês para se levantar sozinha. Eventualmente, contabilizava pequenos progressos: “Voltei a caminhar com ajuda”, lembra ela.
     
    “Não era capaz de tomar banho sozinha, mas conseguia me lavar aos poucos”, diz. “Conseguia colocar as calças, mas precisava de ajuda para abotoá-las”.
     
    Nove meses depois
     
    Hoje, Lidia tem poucas sequelas da síndrome que mudou sua vida, mas ainda precisa das sessões diárias para recuperar todos os movimentos.
     
    “Ainda não consegui recuperar totalmente a sensibilidade das mãos”, explica ela.
     
    Ter de volta os movimentos significaria voltar a exercer uma de suas paixões: ser enfermeira.
     
    Atividades diárias, como colocar o sutiã, escrever, abotoar roupas ou cortar alimentos para cozinhar continuam sendo um desafio.
     
    Tampouco Lidia consegue correr, ficar na ponta dos pés ou andar de salto alto.
     
    Mas Lidia diz ser otimista e acredita que sua atitude positiva vem contribuindo para sua recuperação.
     
    Ela fica emocionada quando questionada sobre como a doença mudou o modo como encara a vida.
     
    “Embora soe como um clichê, a doença mudou o modo como eu encaro minha vida. Agora dou valor a coisas pequenas, como sair para tomar um café, fazer compras ou levar a minha filha para o parque …”.
     
    “E espero que, se conseguir me recuperar 100%, não perca a capacidade de continuar a apreciar as pequenas coisas”.
     
    Fonte: Uol Saúde
     
  • Icesp usará novo equipamento para diagnosticar câncer

    Icesp usará novo equipamento para diagnosticar câncer

    Uma nova máquina que combina os exames de ressonância magnética e PET-scan para diagnosticar câncer acaba de ser comprada pela Faculdade de Medicina da USP e deverá ser usada principalmente para beneficiar os pacientes do Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira).
     
    Esse será o primeiro equipamento do tipo na América Latina. “Trata-se de tecnologia inovadora que vai nos permitir conhecer melhor a disseminação do câncer, especialmente no cérebro e no fígado, órgãos frequentemente acometidos por metástase”, afirma Giovanni Cerri, professor titular de radiologia da USP e ex-secretário de Estado da Saúde de São Paulo.
     
    Segundo ele, a máquina chegará entre outubro e novembro e será instalada até o fim do ano no centro de medicina nuclear do Hospital das Clínicas. A aquisição custou US$ 3,2 milhões (R$ 11,4 milhões), verba da Fundação da Faculdade de Medicina da USP. A instalação custará mais R$ 1 milhão.
     
    A máquina é um avanço nos métodos híbridos de diagnóstico por imagem.
     
    O primeiro deles, afirma Cerri, foi o PET-CT, combinação do PET-scan (que identifica a presença de elementos químicos que emitem radiação no organismo e é bastante usado para diagnóstico e monitoramento de câncer) com a tomografia computadorizada (método que usa raio-X e define estruturas anatômicas).
     
    PREMIAÇÃO
     
    O Icesp recebeu nesta quarta (5) a cerimônia de entrega do 6º Prêmio Octavio Frias de Oliveira. A láurea leva o nome do publisher da Folha, morto em 2007. Seus filhos Otavio Frias Filho, diretor de Redação, e Maria Cristina Frias, colunista, representaram o jornal no evento.
     
    Durante o evento, Frias de Oliveira foi homenageado. “Foi uma grande pessoa no Estado de São Paulo, como empresário e jornalista, e sempre lutou pela democracia no país”, afirmou em discurso o reitor da USP Marco Antonio Zago, laureado na categoria Personalidade em Destaque.
     
    Na categoria pesquisa em oncologia, venceu estudo liderado por pesquisadores do A.C.Camargo Cancer Center que identificou mutações ligadas ao desenvolvimento do tumor de Wilms, o câncer renal mais frequente em crianças.
     
    Dirce Maria Carraro, coordenadora do estudo, dedicou o prêmio aos jovens pesquisadores de sua equipe. “Essa é uma área estimulante, mas em alguns aspectos muito difícil. É preciso estimular os jovens cientistas também com recursos financeiros.”
     
    Uma pesquisa que construiu, por engenharia genética, um fragmento de anticorpo (Fabc4) capaz de diagnosticar o câncer de mama foi a premiada na categoria Inovação Tecnológica. O estudo foi coordenado por Thaise Gonçalves de Araújo, da Universidade Federal de Uberlândia. 
     
    Fonte: Folha de São Paulo
  • Pela primeira vez, medicamento que usa impressão 3D é aprovado pela FDA

    Pela primeira vez, medicamento que usa impressão 3D é aprovado pela FDA

    A Administração de Alimentos e Drogas dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês) aprovou pela primeira vez um medicamento que utiliza tecnologia de impressão 3D, abrindo caminho para potenciais customizações de remédios para atender às necessidades dos pacientes.
     
    O medicamento, produzido pela empresa privada Aprecia Pharmaceuticals, foi aprovado para uso oral como uma terapia alternativa prescrita para o tratamento de epilepsia, disse a companhia nesta segunda-feira.
     
    O Spritam usa a tecnologia “ZipDose” da Aprecia, um sistema de entrega que cria doses pré-mensuradas que se desintegram na boca com um pouco de líquido.
     
    A impressão em 3D pode ajudar as empresas a desenvolverem produtos com “especificações individuais para cada paciente ao invés de adotar uma abordagem padronizada para todos”, disse o analista da Wedbush Securities Tao Levy.
     
    Na indústria de cuidados médicos, essas impressoras são usadas por dentistas para criar réplicas de mandíbulas e dentes, assim como alguns implantes dentais acabados, e cirurgiões ortopédicos têm feito testes para criar próteses de quadril customizadas.
     
    Fonte: Uol Saúde