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  • Retirada de medicamento envolve riscos

    Retirada de medicamento envolve riscos

    A prática de desprescrição pode ser saudável, desde que o médico tenha um controle rigoroso de como vai se comportar o paciente após a retirada da medicação, na avaliação de entidades médicas.
     
    “O risco de se retirar um medicamento sem um controle eficiente é o agravamento da condição clínica do paciente”, alerta Florisval Meinão, presidente da Associação Paulista de Medicina.
     
    Ele comenta um caso em que um medicamento para uma doença imunológica foi desprescrito, e o paciente acabou perdendo os rins.
     
    “A vantagem dos médicos de família e de comunidade é que eles estão muito próximos dos pacientes, o que permite um controle maior. Sempre que possível, a desprescrição é desejável. É saudável que os pacientes não sejam tão dependentes de medicamentos”, afirma Meinão.
     
    Para o cardiologista Bráulio Luna Filho, presidente do Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo), antes de orientar um paciente a deixar de tomar determinada medicação, o médico deve consultar o colega que prescreveu a remédio para evitar um conflito ético.
     
    “É problemático. O clínico pode ter uma visão diferente da do especialista, mudar a medicação e isso ter consequências para o paciente”, diz.
     
    Mas, segundo ele, é comum haver diálogo entre os médicos. Ele cita um exemplo corriqueiro: o paciente diabético que toma medicamentos orais, recebe do endocrinologista uma prescrição de insulina e que volta ao médico anterior (clínico ou cardiologista, por exemplo) sem saber o que fazer. “Tem que avaliar, conversar com o colega e com o paciente”, diz.
     
    Daniel Knupp, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Medicina e Comunidade, diz que a situação mais comum é do paciente que usa um remédio prescrito por um outro colega há muito tempo e que já não tem mais contato. “Mesmo assim continua tomando sem nenhum acompanhamento”, explica.
     
    Fonte: Folha de S.Paulo
  • Cuidado do câncer no Brasil é tardio e insuficiente, aponta relatório

    Cuidado do câncer no Brasil é tardio e insuficiente, aponta relatório

    Cerca de 60% dos pacientes com câncer são diagnosticados já em estágio avançado no Brasil e, no caso de câncer de pulmão, 87,9% dos casos são descobertos tardiamente. O diagnóstico depois que a doença se espalhou foi identificado como uma das principais barreiras enfrentadas pelos pacientes no acesso ao tratamento, seja pela falta de centros especializados, pelas longas esperas para consultas com médicos especialistas ou pela demora na realização de exames.
     
    Esses dados foram compilados por cerca de 50 entidades brasileiras de combate ao câncer. O movimento Todos Contra o Câncer, que organizou o relatório, tem o objetivo de colaborar com a elaboração de políticas públicas e aponta caminhos para compilar melhor os dados de atendimento ao câncer e criar novos protocolos de saúde. O relatório foi entregue ao Ministério da Saúde na sexta-feira (24) e lançado oficialmente na segunda (27). 
     
    Segundo o documento, o tempo médio de espera entre o diagnóstico e o início dos tratamentos com quimioterapia e radioterapia, é de 76,3 e 113,4 dias, respectivamente. Uma lei de 2012 assegura o início do tratamento no SUS de pessoas com câncer em um prazo de até 60 dias após o diagnóstico com laudo patológico. Segundo uma auditoria feita pelo TCU (Tribunal de Contas da União) para avaliar a Política Nacional de Atenção Oncológica, apenas 65,9% da demanda por radioterapia foi atendida no país em 2010.
     
    “A área de oncologia tem despertado grandes preocupações devido ao crescente impacto econômico sobretudo em função do diagnóstico tardio (…) que onera o SUS com despesas que poderiam ser evitadas com a prevenção ou diagnóstico precoce”, pontua o relatório.
     
    O diagnóstico tardio e o atendimento falho (falta de leitos, de medicamentos, descredenciamento de clínicas por convênios) causa, segundo as entidades, um aumento na mortalidade do câncer no Brasil além de um maior gasto com repetidas internações, necessidade de procedimentos e medicamentos de alta complexidade e atualização constante dos valores pagos por serviços médicos.
     
    Judicialização
     
    A judicialização é apontada como uma uma nova porta de acesso ao SUS. Hoje, por causa do caráter universal do SUS, quando o convênio ou o governo não fornecem um tratamento ou medicamento, os pacientes podem entrar na Justiça e muitos ganham a causa e conseguem que o procedimento seja pago.
     
    Entre 2009 e 2014, os gastos do Ministério da Saúde com as sentenças judiciais subiram 1.400%, chegando a R$ 1 bilhão gastos anualmente, segundo o relatório.
     
    “Se somarmos os gastos dos estados com sentenças judiciais fica evidente que o poder judiciário tem se tornado uma segunda porta de acesso ao SUS e ao sistema suplementar, especialmente devido à não disponibilidade no SUS de medicamentos imprescindíveis e ao excesso de burocracia no sistema público, tanto nas licitações para compra de medicamentos como no pedido administrativo do paciente para sua obtenção”, explica o documento.
     
    Novos medicamentos e pesquisas
     
    O Brasil falha ainda, segundo o documento, na agilidade para aprovar os protocolos de pesquisa e novos medicamentos, apesar de avanços recentes como no caso da criação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (CONITEC), em 2011.
     
    Há demora também na aprovação de novos medicamentos e novas terapias. “O número de análises e aprovações aumentaram consideravelmente desde 2012, mas o número de processos indeferidos ainda é bastante elevado, tendo como alegação a falta de comprovação científica e de eficácia”, pontua.
     
    O SUS e os planos de saúde
     
    Hoje há 50,6 milhões de beneficiários de planos privados de assistência médica, ou seja, 25% da população possui cobertura de planos de saúde. Mesmo assim, de acordo com dados do Datafolha de 2014, 92% dos brasileiros buscaram acesso a algum serviço do SUS nos últimos dois anos.
     
    Na área da oncologia, os convênios avançaram em muitos aspectos, como por meio da incorporação do quimioterápico oral, da inclusão de exames e procedimentos de alta complexidade, e da incorporação de novos medicamentos. No entanto, ainda com relação aos medicamentos, os beneficiários de planos de saúde ainda buscam o SUS, uma vez que, muitas vezes, não conseguem ter a demanda atendida no plano.
     
    Quando se consegue acesso ao tratamento, muitos pacientes, familiares e profissionais da saúde relatam que os médicos são orientados ou mesmo pressionados por gestores, tanto públicos quanto privados, a não prescreverem determinados procedimentos ou medicamentos por causa do valor. Há ainda relatos de que são fixadas dosagens inferiores às estipuladas nos protocolos clínicos para reduzir os custos para a instituição. O relatório aponta ainda que diversos médicos já denunciaram terem seus cadastros excluídos dos planos de saúde por prescreverem tratamentos de alto custo.
     
    A doença
     
    O câncer representa uma das principais causas de morbidade e mortalidade em todo o mundo, com cerca de 14 milhões de novos casos e 8,2 milhões de mortes em 2012. O número de novos casos ainda deverá aumentar em cerca de 50% nas próximas duas décadas e, se nada for feito, em 2030 serão 21 milhões de novos casos e 14 milhões de mortes, sendo que a maior parte ocorrerá nos países em desenvolvimento.
     
    As Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNTs), entre elas o câncer, são responsáveis por aproximadamente 68% das mortes no mundo e 74% das mortes no Brasil
     
    O câncer é atualmente a segunda principal causa de morte no Brasil, atrás apenas das doenças cardiovasculares. Em 2012, foram 191.577 óbitos por câncer, conforme dados do Ministério da Saúde. Quanto à incidência, em seu último levantamento em 2014, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estimou 576.580 novos casos de câncer, sendo 302.350 em homens e 274.230 em mulheres.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Estudo clínico confirma eficácia de vacina contra dengue

    Estudo clínico confirma eficácia de vacina contra dengue

    A vacina contra dengue do laboratório francês Sanofi é eficaz em mais de 80% dos pacientes afetados pela infecção, de acordo com uma nova análise independente publicada nesta segunda-feira.
     
    A vacina experimental permitiu que fosse evitada a hospitalização de 80,8% das crianças a partir de nove anos, que participaram de dois testes clínicos analisados pelo periódico médico americano New England Journal of Medicine (NEJM). Na faixa de dois a oito anos, a eficácia média foi de 56%.
     
    Em 93,2% dos casos, a vacina também protegeu contra a forma mais grave da doença no grupo de crianças de nove a 16 anos; e, em 44,5%, no grupo de dois a oito anos, afirmaram os autores da análise.
     
    Também se observou, porém, um aumento inexplicável de casos de internação por dengue durante o terceiro ano da vacina entre as crianças com menos de nove anos. Os pesquisadores sugerem que o fenômeno deve ser “cuidadosamente observado” no longo prazo.
     
    “O risco de contrair dengue era menor entre as crianças vacinadas do que entre as que não foram”, concluíram os responsáveis pelo estudo.
     
    Em nota, a Sanofi disse que “essa vacina experimental tem o potencial de reduzir significativamente a carga que essa doença tem nos países onde é endêmica”.
     
    Os dados publicados no NEJM correspondem a um período de três a seis anos em dois testes clínicos realizados com 10.275 e 20.869 pessoas, respectivamente. Os participantes são do Pacífico Asiático e de regiões tropicais e subtropicais da América Latina.
     
    A incidência de dengue cresceu de forma acentuada desde a década de 1950, com 50 milhões de casos anuais. Destes, cerca de 500.000 são do tipo hemorrágico, mortal em mais de 20% dos casos, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Hepatite, a epidemia silenciosa e esquecida

    Hepatite, a epidemia silenciosa e esquecida

    Por que doenças como a Aids mobilizam tanto e as hepatites, que matam muito mais, são ainda tão ignoradas? Eu e outros colegas já fizemos muitas vezes essa pergunta, mas não custa nada repeti-la nesta terça (28), Dia Mundial contra a Hepatite. Vários eventos estão previstos para alertar sobre essa epidemia silenciosa que afeta mais de 2 milhões de brasileiros, dos quais menos de 5% são tratados. Como tantas outras efemérides em saúde, é nesse dia em que a doença sai debaixo do manto da invisibilidade que a encobre e mostra a sua cara. Depois, cai no esquecimento de novo por mais um ano.
     
    Todo mundo conhece alguém que já teve ou tem algum tipo de hepatite. Eu perdi uma prima, à época com 11 anos, vítima de hepatite A fulminante, fato raro já que, na infância, a A tende a ser benigna. Na gravidez ou em uma faixa etária mais avançada, ela pode matar. Como se pega? Água suja. E não adianta achar que você está protegido só porque vive em ambientes com ótimas condições sanitárias. É só viajar, comer algum alimento mal lavado e pimba!
     
    Como costuma dizer o médico Drauzio Varella, as hepatites não têm o mesmo “charme” da Aids, por isso não conseguem ter a mesma visibilidade. Para ele, a Aids é uma epidemia que desde o início atingiu pessoas com mais acesso aos meios de comunicação, além de envolver uma discussão moral, prato cheio para os jornalistas.
     
    De uma forma ou de outra, todos corremos o risco de nos infectar com algum tipo de hepatite. Nós, mulheres, por exemplo, nos salões de beleza. A pesquisadora Andréia Schunck, do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo, visitou cem salões de beleza (dos mais simples aos mais chiques) de São Paulo. Passou pelo menos seis horas em cada salão. Encontrou procedimentos inadequados em todos eles. As manicures não lavavam as mãos, não lavavam os equipamentos e já os colocavam direto na autoclave. Também usavam nelas mesmas o material que usavam nas clientes. Andréia encontrou 10% de infectadas. O vírus B apareceu em 8% da amostra e o vírus C em 2%.
     
    As manicures têm o direito de tomar a vacina que previne a hepatite B. É de graça, no SUS. Mas só 15% sabiam disso, segundo a pesquisa de Andréia.
     
    Para a hepatite C ainda não há vacina, uma pena já que o vírus C é transmitido com muita facilidade. Enquanto na hepatites B, apenas 5% dos infectados se tornam portadores crônicos, na hepatite C são 80%. O vírus B não induz o câncer de fígado, mas ele causa cirrose, que pode aumentar a incidência de câncer de fígado.
     
    A boa notícia para os portadores de hepatite C é que uma nova terapia que aumenta as chances de cura e diminui o tempo de tratamento estará disponível no SUS até dezembro deste ano, conforme anunciou o ministro da Saúde, Artur Chioro, nesta segunda (27). O tratamento é composto pelos medicamentos daclatasvir, simeprevir e sofosbuvir. Com ele, o Brasil será um dos primeiros países em desenvolvimento a ofertar a terapia no sistema público, que só neste ano vai custar até R$ 500 milhões.
     
    O tratamento é importante, mas não dá para descuidar da prevenção e do diagnóstico precoce. Neste 28 de julho, a mensagem é simples: façam o teste. É o primeiro passo para a cura.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Qual a influência do álcool no organismo de pacientes diabéticos?

    Qual a influência do álcool no organismo de pacientes diabéticos?

    Uma das dúvidas mais comuns no consultório quando um paciente diabético está em tratamento é sobre ingerir bebidas alcóolicas ou não. E aqui, para responder, precisamos explicar um pouco…
     
    As bebidas alcóolicas, além do álcool, são compostas de carboidratos. No geral, falamos que as bebidas contêm calorias vazias, ou seja, que ingere bebidas alcoólicas ingere calorias mas, não ingere nutrientes, sendo portanto um alimento nutricionalmente pobre.
     
    Para os pacientes diabéticos tipo 2, ingerir bebidas alcoólicas pode levar inicialmente ao aumento dos níveis de glicose no sangue, se a bebida for acompanhada da alimentação. Isso porque as bebidas alcoólicas são, geralmente, muito calóricas. E calorias a mais são iguais a ganho de peso.
     
    No entanto, uma situação inversa pode acontecer. O nosso fígado tem várias tarefas essenciais ao nosso corpo. Uma delas é controlar os níveis de açúcar na corrente sanguínea. Quando um paciente diabético bebe de estômago vazio, o fígado fica muito ocupado desativando o álcool ingerido, e dessa forma não consegue regular a quantidade de açúcar no sangue de forma correta. O resultado é que as taxas de açúcar no sangue podem cair, levando ao risco de hipoglicemia.
     
    Para os pacientes diabéticos adultos, a ingestão diária de etanol deve ser limitada a uma dose ou menos para mulheres e duas doses ou menos para homens. Isso é o equivalente a 1 dose 150 ml de  Glossary Link vinho (1 taça) ou 360 ml de cerveja ou 45 ml de  Glossary Link destilados, o que equivale a 15 gramas de etanol.
     
    Aqui, nunca o paciente deve beber sem se alimentar, e recomenda-se que seja feita uma alimentação antes e também que a glicose seja controlada durante o período de ingestão do álcool. Ah, lembre-se que gestantes, crianças, adolescentes e pacientes com problemas de colesterol e fígado não devem beber!
     
    Tenha sempre cuidado. Quantidades maiores que 30g de etanol por dia podem causar sérios danos como desidratação, aumento da insulina e da pressão. Se você não é diabético, bebidas em excesso são uma das principais causas de desenvolvimento de Diabetes tipo 2, porque estão associadas ao ganho de peso. Para terminar, mais um recado: nunca dirija depois de beber! Saúde, você só tem uma!
     
    Autora: Dra. Andressa Heimbecher Soares – Endocrinologista.
     
    Fonte: Sociedade Brasileira de Diabetes.
  • Gordura no fígado

    Gordura no fígado

    Durante décadas, o acúmulo de gordura no fígado foi considerado apenas uma das complicações do alcoolismo. Os que negavam o uso abusivo de álcool eram tidos como mentirosos, preconceito só abalado quando os americanos descreveram casos semelhantes em crianças obesas.
     
    Em 1980. o patologista Jurgen Ludwig, da Clínica Mayo, criou a sigla Nash (de nonalcoholic steatohepatitis). Nash é o preço que nossos fígados pagam pelo excesso de calorias ingeridas na vida sedentária que levamos.
     
    A esteatohepatite não alcoólica tornou-se uma epidemia entre os norteamericanos, campeões mundiais de obesidade, invadiu a América Latina, Europa, Oriente Médio e Ásia. Chegou até as populações rurais da índia.
     
    Apesar de incertas, as estatísticas estimam que 20% a 30% dos americanos adultos armazenem gordura em excesso no fígado. Embora tais depósitos sejam geralmente benignos, um em cada três de seus portadores desenvolverá esteatohepatite, condição que os levará à cirrose, à insuficiência hepática e ao câncer de fígado.
     
    Nashjáé a segunda causa de transplantes hepáticos. Graças aos tratamentos de alta eficácia para a hepatite C existentes hoje, em breve chegará ao primeiro lugar.
     
    Os ácidos graxos ingeridos na dieta caem na corrente sanguínea e chegam ao fígado, de onde são encaminhados para outros órgãos, função comparável à dos guardas de trânsito.
     
    Só uma pequena parte dessa gordura ficará armazenada nas células hepáticas (hepatócitos). Dos 14 quilos de gordura existentes no corpo de um homem de 70 quilos, apenas 125 gramas estão alojados no fígado.
     
    Em algumas pessoas, entretanto, a quantidade excessiva de calorias ingeridas provoca aumento tão expressivo dos triglicérides, que o órgão fica sobrecarregado e não consegue se livrar deles. Como conseqüência, há acúmulo de gordura no interior dos hepatócitos.
     
    Além desse mecanismo ocorrem dois outros. Primeiro: as células do tecido gorduroso (adipócitos) liberam continuamente seu conteúdo aumentando a sobrecarga. Segundo: paradoxalmente, o próprio fígado aumenta a síntese de gorduras: nas esteatohepatites o órgão produz três vezes mais gordura do que o normal.
     
    Entre as diversas modificações metabólicas resultantes, a mais relevante é a de resistência à insulina, o hormônio produzido pelo pâncreas, que bloqueia a liberação de ácidos graxos dos adipócitos, entre outras funções.
     
    Essas alterações dão origem a um processo inflamatório crônico, no decorrer do qual os hepatócitos incham – chegam a dobrar de tamanho. Nos espaços existentes entre eles surge um tecido cicatricial rico cm colágeno. que ao progredir destrói gradativamente os hepatócitos e enrijece o órgão (fibrose), levandoo ao estágio de cirrose e suas complicações: câncer hepático, falência e morte.
     
    Perto de 52% dos brasileiros carregam excesso de peso ou são obesos. Não haverá fígados suficientes para transplantar os que desenvolverem falência hepática. 
     
    Fonte: Carta Capital
  • Dois remédios baratos combatem câncer de mama reincidente

    Dois remédios baratos combatem câncer de mama reincidente

    Dois medicamentos produzidos de forma genérica e barata se mostraram relativamente eficazes para limitar os riscos de reincidência do câncer de mama entre as mulheres na menopausa – apontam dois estudos britânicos publicados nesta sexta-feira na revista especializada The Lancet.
     
    Estes estudos “sugerem que duas classes diferentes de medicamentos, os inibidores de aromatase (IA) e os bifosfatos, podem cada um melhorar as perspectivas de sobrevida para as mulheres na menopausa quem têm câncer de mama em fase inicial”, informou a revista médica britânica.
     
    Os inibidores de aromatase (IA) correspondem a um novo tipo de terapia hormonal, tratamento que tem por princípio impedir a ação estimulante dos hormônios femininos nas células cancerígenas.
     
    Estes tratamentos são dirigidos aos tumores “hormonossensíveis”, ou seja, sensíveis aos hormônios – cerca de 80% do total de cânceres de mama.
     
    Pesquisadores de um grupo de pesquisa britânico sobre o câncer de mama (EBCTCG) se debruçaram sobre nove estudos sobre os IA que dizem respeito a um total de 30 mil mulheres para descobrir que estes medicamentos poderiam fornecer melhores resultados que o tratamento padrão, feito com tamoxifeno.
     
    “Em comparação com o taximofeno, o fato de tomar os IA durante cinco anos reduziu a possibilidade de reincidência do câncer por volta de um terço (30%) e limitou o risco de morte por câncer de mama em cerca de 15% sobre os dez anos que se seguiram desde o início do tratamento”, afirmou The Lancet.
     
    Para o principal autor do trabalho, Mitch Dowsett (Royal Marsden Hospital de Londres), os IA oferecem “uma proteção significativamente maior do que a dada pelo tamoxifeno”.
     
    Mas estes tratamentos têm efeitos secundários (ondas de calor, dores nas articulações, cansaço, perda óssea) e é preciso acompanhar de perto a administração do medicamento, ressaltou Dowsett.
     
    O segundo trabalho (análise de 26 testes com quase 20 mil mulheres envolvidas) mostra que os bifosfatos, medicamentos contra a osteoporose, reduzem os riscos de ocorrência de metástases ósseas entre as mulheres na menopausa que tiveram câncer de mama.
     
    Entre estas, a administração de bifosfatos permite reduzir em 28% o risco de metástase óssea e reduz em 18% o risco de morte nos 10 anos após o diagnóstico de câncer de mama – segundo o estudo.
     
    Para Richard Gray (Universidade de Oxford), que participou dos dois estudos, “estes dois medicamentos genéricos e acessíveis podem contribuir para a redução da mortalidade por câncer de mama entre as mulheres na menopausa”.
     
    Os dois tratamentos também são complementares, já que o principal efeito secundário dos IA é a perda óssea que os bifosfatos permitem corrigir, explicou.
     
    Fonte: Portal Exame
  • Genéricos e as mudanças do mercado

    Genéricos e as mudanças do mercado

    Tomada por analistas do setor como uma das maiores mudanças do mercado farmacêutico brasileiro desde a implantação dos genéricos, em 1999, a intercambialidade de medicamentos similares com produtos de referência começou a valer em 1º de janeiro deste ano.
     
    A mudança impõe testes de bioequivalência farmacêutica, biodisponibilidade e bioisenção aos medicamentos similares que já estão no mercado atualmente e para os novos, elevando a segurança aos consumidores e garantindo eficácia no tratamento para quem optar pela intercambialidade no ato da compra nas farmácias de todo o País.
     
    Com isso, os similares se equiparam aos genéricos na possibilidade de ser intercambiáveis com os medicamentos de referência. Especulou-se que isso impactaria o mercado de genéricos, com os similares “roubando” participação dos primeiros. Contudo, segundo analistas, o que se vê é um alargamento do mercado, com similares e genéricos ganhando espaço.
     
    “O que muda é a possibilidade de mais opções de tratamento ao consumidor, com preço acessível, elevando o acesso aos medicamentos. A concorrência pressiona o preço para baixo, aumentando o acesso e a adesão ao tratamento”, avalia o vice-presidente da Prati-Donaduzzi, Eder Maffissoni.
     
    O presidente executivo da Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Nacionais (Alanac), Henrique Uchio Tada, concorda que a medida aumenta a oferta de produtos para a população e, consequentemente, eleva a competição no mercado farmacêutico. “Não podemos afirmar que o similar irá ganhar maior participação de mercado com a nova diretriz. Outros fatores conjugados devem ser também considerados, como, por exemplo, o preço praticado, a oferta de produtos nas drogarias e farmácias, a propagação entre a classe de profissionais prescritores para os medicamentos tarjados”, explica.
     
    “Não há diferença técnica ou científica entre genéricos e similar. A alteração que existe é que o genérico usa na sua identificação o nome do princípio ativo, enquanto o similar ostenta marca ou nome comercial. Não há mudança para o consumidor se decidir comprar um genérico ou um similar, pois ambos passam pelos mesmos testes e estudos de comprovação de eficácia e segurança”, completa Tada.
     
    Rotina de consumo
     
    É difícil saber o que pode mudar nos hábitos do consumidor dos genéricos com a chegada dos similares intercambiáveis, observa o presidente executivo do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo (Sindusfarma), Nelson Mussolini.
     
    “Mas acredito que um dos objetivos do governo, que é estimular o aumento da oferta de produtos, não será atingido, pois o mercado já encontrou seu ponto de equilíbrio. Ele contempla as três principais categorias de produto – referência, genéricos e similares –, a variedade de opções e preços já atende às necessidades do consumidor. Justamente por isso é improvável que a intercambialidade resulte em redução de preço e oferta de novos produtos, mesmo porque o similar somente pode substituir o seu correspondente de referência ou genérico, nunca outro similar, sob pena da farmácia estar cometendo uma infração sanitária.” Em princípio, segundo Mussolini, os medicamentos de marca devem manter a sua participação, pois o mercado já está consolidado.
     
    Já as autoridades sanitárias acreditam que a implantação dos similares equivalentes ou intercambiáveis deve elevar a concorrência no País entre os fabricantes de medicamento, barateando o custo do tratamento farmacológico a todos os brasileiros.
     
    Diferenças mínimas
     
    Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), as exigências de boas práticas de fabricação e parâmetros de qualidade são iguais para todos os produtos. A diferença entre similares e genéricos está no uso ou não de um nome de marca e na regra de definição de preços, já que genéricos têm de ter preço de entrada no mercado 35% menor que o produto de referência.
     
    “A decisão sobre qual medicamento utilizar e quais as alternativas de substituição a partir da lista de medicamentos intercambiáveis é resultante da relação do profissional de saúde habilitado e do paciente”, diz a Anvisa.
     
    “A prescrição é prerrogativa do médico ou de outro profissional legalmente habilitado. Assim, para utilizar quaisquer medicamentos sujeitos à prescrição ou para decidir sobre a substituição de um medicamento de referência pelo seu similar, um profissional de saúde habilitado deverá ser consultado”, completa a Agência, destacando que, em relação à dispensação, não há nenhuma previsão legal de troca do produto de referência pelo similar, se esta não foi a indicação do médico.
     
    Medicamentos intercambiáveis, sejam eles genéricos ou similares, têm as mesmas características dos de referência e são considerados bioequivalentes. Isso significa que possuem concentração, posologia e indicação terapêutica idênticas, podendo substituir os medicamentos de referência.
     
    Os similares intercambiáveis passam por testes clínicos iguais aos genéricos, o que assegura sua segurança. A diferença é que o similar pode variar em relação à forma do produto, prazo de validade, embalagem e rotulagem. Além disso, diferentemente dos genéricos, os similares intercambiáveis são vendidos sob marcas comerciais. Os medicamentos que já estão aprovados como bioequivalentes devem trazer na bula a informação de que são intercambiáveis.
     
    Fonte: Guia da Farmácia Online
     
  • Saúde aprova novo protocolo para uso de `pílula do dia seguinte` contra Aids

    Saúde aprova novo protocolo para uso de `pílula do dia seguinte` contra Aids

    O Ministério da Saúde aprovou um novo protocolo para o uso de medicamentos que podem evitar o contágio com o HIV após uma possível exposição ao vírus.
     
    A aprovação do novo modelo de distribuição da PEP (profilaxia pós-exposição), também conhecida como “pílula dos 28 dias seguintes”, foi publicada nesta quinta-feira (23) no “Diário Oficial” da União.
     
    O protocolo, agora atualizado, uniformiza o acesso aos medicamentos contra o HIV para os diferentes grupos aos quais a terapia é recomendada. A ideia é evitar o avanço da Aids no país, sobretudo entre jovens.
     
    Hoje, trabalhadores de saúde que podem ter tido contato com o HIV em casos de acidentes de trabalho, vítimas de violência sexual e pessoas que tiveram relações sexuais desprotegidas costumam ter acesso a tratamentos diferentes após a exposição ao vírus.
     
    O objetivo do novo modelo é eliminar essas três categorias e adotar um esquema único de antirretrovirais, o que pode facilitar a prescrição e ampliar o acesso aos medicamentos, sobretudo entre pessoas que fizeram sexo sem proteção.
     
    Além de estender o acesso à “pílula”, o protocolo também prevê uma redução no tempo de acompanhamento dos pacientes, de seis para três meses. O tratamento deve ser iniciado em até 72 horas após a exposição ao vírus.
     
    A diferença é que, ao contrário do modelo anterior, que previa medicamentos diferentes para cada situação de risco, será recomendado para todos os grupos o uso dos mesmos quatro medicamentos antirretrovirais por 28 dias seguidos (tenofovir, lamivudina e atazanir com ritonavir).
     
    Os medicamentos estarão disponíveis em serviços especializados no tratamento contra a Aids e em alguns postos de saúde. O Ministério da Saúde finaliza a elaboração de um aplicativo, que deve informar sobre os pontos de distribuição.
     
    Com a mudança nas regras, o governo pretende ampliar o acesso aos medicamentos também em serviços de emergência, que ficam abertos durante a noite. Em 2014, foram ofertados 22 mil tratamentos em todo o país, segundo o Ministério da Saúde.
     
    AVANÇO DA AIDS
     
    Desde os anos 1980, foram notificados 757 mil casos de Aids no Brasil, segundo o Ministério da Saúde. Apesar de apresentar índices estáveis, com cerca de 39 mil casos novos ao ano, o avanço da epidemia entre os jovens têm preocupado o governo.
     
    Jovens têm hoje a maior taxa de detecção da doença no país, um índice que vêm crescendo nos últimos dez anos. Em 2003, a taxa de detecção da Aids entre os jovens era de 9,6 a cada 100 mil habitantes. Em 2013, ano dos últimos dados disponíveis, essa taxa passou para 12,7.
     
    Fonte: Folha de S.Paulo / Site
     
  • IDVF e Torrent promovem curso online sobre intercambialidade de medicamentos

    IDVF e Torrent promovem curso online sobre intercambialidade de medicamentos

    O IDVF – Instituto de Desenvolvimento do Varejo Farmacêutico acaba de lançar, com o apoio do laboratório Torrent do Brasil, um curso online sobre intercambialidade de medicamentos, totalmente gratuito. Destinado a balconistas, gerentes, farmacêuticos e proprietários de farmácias, o curso possui uma carga horária de quatro horas e contempla uma videoaula, material complementar de leitura e tutorial. Gratuito, o curso aborda as diferenças entre os genéricos, medicamentos de referência e similares, bem como a legislação de intercambialidade e a nova Lei de Similaridade que posiciona agora os medicamentos similares como mais uma opção aos de referência, como já acontece com os genéricos.  Para conferir o conteúdo do curso, basta acessar: www.medicamentosimilar.com.br. Os participantes receberão o certificado online conferido pelo Portal EaDPLUS, um dos maiores portais de cursos a distância do Brasil, coligado ao IDVF.