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  • Cientistas descobrem primeiros genes ligados à depressão

    Cientistas descobrem primeiros genes ligados à depressão

    A busca por marcas genéticas que expliquem a depressão é realidade em diversos laboratórios pelo mundo, mas até o momento nada havia sido provado. Porém, um estudo realizado na Universidade de Oxford, e divulgado na publicação científica Nature, pode mudar a forma como os médicos encaram a doença.
     
    O geneticista Jonathan Flint analisou dados de 5.303 pessoas com depressão, e mais 5.337 como grupo controle, e conseguiu descobrir as primeiras duas marcas genéticas ligadas à depressão severa. A descoberta deve auxiliar no desenvolvimento de novos medicamentos e pode ajudar no diagnóstico futuro da doença.
     
    A análise indicou duas sequências genéticas que estariam ligadas à depressão: um pedaço de DNA que codifica uma enzima que ainda não está completamente compreendida e outra sequência próximo ao gene SIRT1, que é importante para estruturas celulares que produzem energia (mitocôndrias).  A conexão com as mitocôndrias já havia sido observada em outras pesquisas, inclusive algumas do laboratório de Flint, que ligavam as anormalidades das mitocôdrias à depressão.
     
    Mais de 350 milhões de pessoas têm depressão e os sintomas variam drasticamente entre os pacientes. Por isso, qualquer pesquisa genética precisaria de uma grande variedade de pessoas para se provar correta. Por isso, a pesquisa foi realizada na China, por causa da enorme população e também pelo baixo número de diagnósticos de depressão. Segundo os pesquisadores, os chineses que sabem que têm depressão, em geral, já estão em um nível severo da doença. Para diminuir a variação das amostras, eles resolveram fazer o teste em mulheres chinesas diagnosticadas com depressão da etnia Han. 
     
    Fonte: Uol Saúde
     
  • Crescem casos de tumores de cabeça e pescoço causados pelo HPV

    Crescem casos de tumores de cabeça e pescoço causados pelo HPV

    Antes mais comuns em homens com mais de 50 anos, fumantes e consumidores contumazes de bebidas alcoólicas, os tumores de língua, céu da boca, faringe, laringe e amígdala, genericamente chamados de tumores de cabeça e pescoço, estão aparecendo em pessoas mais jovens, entre 30 e 45 anos, que não fumam e não bebem ou bebem pouco. Médicos e pesquisadores concluíram que o papilomavírus humano, o HPV, microrganismo geralmente encontrado em qualquer pessoa em algum momento da vida, deve ser o causador de infecções que facilitam a formação desses tumores. Se há 10 anos o HPV respondia por 25% dos casos de câncer de amígdala, um dos mais frequentes nessa região, hoje está associado a 80% desses tumores, de acordo com estudos recentes realizados por especialistas do A.C. Camargo Cancer Center, em São Paulo, e reiterados por outros grupos de pesquisa.
     
    Antes desses trabalhos, o HPV era mais conhecido como o principal agente causador de verrugas genitais e de câncer de colo do útero – o terceiro tipo de tumor mais comum em mulheres, depois do de mama e cólon e reto – e, raramente, de tumores de pênis e ânus, este último mais frequente em homossexuais e bissexuais. O fato de agora estar sendo associado a tumores na região da cabeça e do pescoço se deve possivelmente ao mesmo motivo: práticas sexuais, nesses casos principalmente sexo oral, sem proteção e com muitos parceiros. Mesmo o uso de preservativo pode não ser suficiente para evitar a contaminação, alertam os especialistas. O HPV é transmitido pelo contato direto com a pele infectada e, muitas vezes, pode se esconder em áreas não cobertas pela camisinha, como na bolsa escrotal. “A falta de higiene íntima e bucal aumenta o risco de transmissão do vírus e de desenvolvimento de tumores, sobretudo os de amígdala, orofaringe (parte da garganta logo atrás da boca) e língua”, diz o cirurgião Luiz Paulo Kowalski, diretor do Núcleo de Cabeça e Pescoço do A.C. Camargo.
     
    Os tumores de cabeça e pescoço são o sexto grupo de câncer mais comum no mundo, originando cerca de 650 mil novos casos todos os anos. No Brasil, 32.130 pessoas foram diagnosticadas com algum desses tipos de câncer em 2014, segundo o Instituto Nacional do Câncer, no Rio de Janeiro. O câncer nessas regiões do corpo costuma ser devastador porque implica transformações em uma área muito visível, o rosto, diretamente associado à identidade de cada pessoa. Muitas vezes, como parte do tratamento, é preciso remover a língua e outras partes da boca e da garganta tomadas pelos tumores. Como consequência da cirurgia, as pessoas costumam ter dificuldade para comer, falar e respirar.
     
    Os primeiros sintomas que indicam a formação de tumores são pequenas feridas que sangram facilmente e crescem até chegar à musculatura e aos nervos, então causando dor. “Cerca de 80% das pessoas diagnosticadas com câncer de cabeça e pescoço em São Paulo têm tumores em estágio avançado porque não deram atenção aos primeiros sintomas, que são indolores”, diz Kowalski. Segundo ele, a dificuldade para mastigar e engolir, movimentar a língua ou a mandíbula são sintomas tardios. Nesses casos, as consequências são mais dramáticas: “Às vezes é preciso remover metade ou até mesmo toda a língua ou as cordas vocais”.
     
    Muitos pacientes em tratamento entram em depressão. “Alguns não veem mais sentido na vida e precisam de acompanhamento psicológico”, diz a psicóloga Mariana Meloni, que há quatro anos coordena reuniões com pessoas com tumores de cabeça e pescoço prestes a serem operadas no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp). “O fato de terem de abrir mão de antigos hábitos, frequentemente associados à bebida e ao cigarro, e de não poderem voltar a trabalhar ou até mesmo se alimentar sozinhas faz com que se sintam como se tivessem perdido o controle de suas vidas.”
     
    Além da necessidade de redesenhar a vida, emerge o sentimento de culpa, como descreveu a escritora norte-americana Susan Sontag no ensaio Doença como metáfora (1978), antes de ela própria morrer de câncer, em 2004, aos 71 anos: “O mito que ronda o câncer sugere que a pessoa é responsável por sua própria doença, sendo o câncer, então, visto como sinônimo de fracasso”. E mais adiante: “Tratar o câncer como um inimigo demoníaco faz dele não só uma doença letal, mas uma doença vergonhosa”.
     
    Não há estimativas concretas sobre o número de casos de tumores de cabeça e pescoço causados pelo HPV no país. Nos Estados Unidos, estima-se que 42.440 casos de tumores desse tipo tenham sido registrados em 2014, sendo 14.410 apenas de orofaringe, dos quais, calcula-se, 9 mil foram causados pelo vírus em homens e 2 mil em mulheres jovens, de acordo com a American Cancer Society. “Esses dados reforçam a hipótese de que o número de casos de tumores causados pelo HPV nessa parte do corpo deve superar os provocados pelo álcool e pelo cigarro até 2020 nos Estados Unidos”, diz Kowalski. “O Brasil provavelmente seguirá a mesma tendência.”
     
    Os primeiros sinais de que pessoas mais jovens, não fumantes e de boa saúde – alguns atletas, inclusive – estavam tendo mais tumores de cabeça e pescoço foram percebidos nos Estados Unidos a partir da década de 2000, mudando o perfil epidemiológico da década anterior, associado a pessoas com mais de 50 anos que bebiam e fumavam assiduamente. Kowalski detectou essas mudanças no Brasil em 2011, quando, com sua equipe, comparou as análises moleculares de 114 amostras de tumores de boca de dois grupos de pessoas tratadas no A.C. Camargo: um formado por indivíduos com idade entre 30 e 45 anos, que não fumavam nem bebiam, e outro com pessoas com mais de 50 anos que fumavam e bebiam antes de terem a doença. Kowalski encontrou trechos do DNA do HPV em 68,2% das 47 amostras do grupo mais jovem e em 19,2% das 67 amostras do grupo que fumava e bebia, conforme descreveu em um artigo publicado em 2012 no International Journal of Cancer.
     
    Álcool, cigarro e HPV
     
    Os médicos do A.C. Camargo observaram que as pessoas mais jovens, cujo câncer estava associado ao HPV, respondiam melhor ao tratamento e apresentavam melhores taxas de sobrevida do que as com mais idade, cujos tumores eram em geral mais agressivos e resistentes. Segundo Kowalski, essas diferenças poderiam resultar do fato de os pacientes mais jovens serem mais saudáveis por não beberem nem fumarem. “Pessoas com tumores causados pelo álcool e pelo tabaco, além de terem mais idade, costumam sofrer de problemas pulmonares e cardiovasculares, e o diagnóstico geralmente é feito quando os tumores estão em um estágio mais avançado, o que dificulta o tratamento”, diz Kowalski. Em julho, ele presidirá a quinta edição do Congresso Mundial da Academia Internacional de Câncer Oral, realizado pela primeira vez no Brasil, que reunirá profissionais de diversas áreas para discutir estratégias que estimulem a prevenção e o diagnóstico precoce desses tumores.
     
    Mesmo que existam sinais de que os tumores de cabeça e pescoço causados pelo HPV se comportem de modo diferente, eles são combatidos do mesmo modo, com químio e radioterapia e cirurgia, muitas vezes com sucesso, como no caso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acometido por um câncer na laringe, sem vinculação ao HPV, em 2011. Em outros casos, o tratamento pode não ser suficiente para conter a doença. Um dos criadores da psicanálise, Sigmund Freud morreu em 1939 em decorrência de um câncer de boca, contra o qual lutou por 16 anos, tendo substituído quase toda a mandíbula por próteses. Freud fumou até morrer, aos 83 anos.
     
    Rossana López, pesquisadora do Icesp, encontrou outro indício de que o HPV pode ser a causa de tumores nessa região. Em 2011, ela avaliou a prevalência de infecções pelo vírus em 1.475 pessoas com câncer de cabeça e pescoço usando dados de dois estudos. O primeiro foi feito de 1998 a 2003 pela Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (Iarc) em cinco cidades brasileiras, embora ela tenha usado dados apenas de Goiânia, Rio de Janeiro e São Paulo, para restringir a amostra e poder compará-la com dados do segundo estudo, realizado entre 2003 e 2010 por uma rede internacional de pesquisa, o projeto Genoma do Câncer de Cabeça e Pescoço (Gencapo), de São Paulo. Por meio de análises de amostras dos tecidos com tumores, Rossana verificou que a prevalência do HPV do tipo 16, uma das 200 variedades conhecidas, aumentou de 1% entre os casos do estudo mais antigo, do final da década de 1990, para 6,7% no mais recente, dos anos 2000. Ela também identificou anticorpos contra o HPV-16 em 55% das amostras do estudo da Iarc e em 72% das do Gencapo.
     
    Batalha interna
     
    As pessoas infectadas, porém, nem sempre produzem anticorpos contra o vírus, verificou Luisa Villa, coordenadora do Instituto de Ciência e Tecnologia para o Estudo das Doenças Associadas ao HPV e pesquisadora do Centro de Medicina Nuclear do Departamento de Radiologia e Oncologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP), que colabora com a equipe do A.C. Camargo. Um dos estudos de seu grupo indicou que apenas 50% das mulheres e 10% dos homens infectados produziram anticorpos específicos contra o vírus. “Sete em cada 10 mulheres pode contrair o HPV em algum momento da vida”, diz José Eduardo Levi, do Instituto de Medicina Tropical (IMT) da USP. “O organismo da maioria delas consegue eliminar o vírus, enquanto o dos homens, não”, explica. Por esse motivo é que as mulheres podem readquirir o vírus, mesmo depois de já tê-lo eliminado várias vezes, ao serem reinfectadas por seus parceiros. Uma estratégia adotada no Brasil para evitar o contágio e reinfecções pelo HPV-16 tem sido a vacinação de meninas a partir dos 9 anos de idade. No entanto, para o controle mais eficiente da disseminação do HPV, ressalta Villa, seria preciso levar em consideração também os homens. “Se não os incluirmos nesse processo, é possível que a mesma mulher, depois de ter eliminado o vírus, volte a se infectar.”
     
    Em estudos realizados no Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP em 2013, uma substância candidata a vacina experimental de DNA fez as células de defesa de camundongos identificar e eliminar células de tumores causados pelo HPV-16. A vacina experimental age após a infecção causada pelo vírus – diferentemente das vacinas tradicionais, exclusivamente preventivas –, ativando células (linfócitos T CD8) que identificam esses sinais e lançam proteínas tóxicas que matam as células infectadas.
     
    A ideia de que microrganismos podem causar câncer é antiga. Em 1901, o médico francês Eugène-Louis Doyen anunciou à Academia de Medicina de Paris, França, que havia isolado o microrganismo responsável pela doença: o Micrococcus neoformans. Não demorou para se verificar que ele estava equivocado. Quase 10 anos depois, no Instituto Rockefeller, em Nova York, o virologista Francis Peyton Rous, ao transplantar o tumor de uma galinha para outra, saudável, concluiu que tumores seriam causados por um minúsculo parasita. Nesse caso, ele estava certo. Sabe-se hoje que vírus como o Epstein-Barr e bactérias como a Helicobacter pylori são responsáveis por 15% do total dos casos de câncer. No caso do HPV, calcula-se que pelo menos metade das pessoas sexualmente ativas abrigue no mínimo uma das 200 variedades conhecidas do vírus, mas isso não quer dizer que o contágio evoluirá para um câncer. Algumas variedades de HPV são inofensivas e causam apenas saliências facilmente confundidas com verrugas.
     
    Os estudos da equipe de Levi sugerem que o HPV se aloja preferencialmente na base da língua e nas amígdalas. O vírus pode favorecer a formação de tumores ao interagir com genes das células humanas e inativar o processo de produção da proteína p53, a principal responsável pelo reparo do DNA. “Se o HPV inativa a p53, as células começam a se multiplicar descontroladamente”, diz ele. Uma estratégia para deter o vírus e a formação de células anormais seria, portanto, restaurar e fortalecer a ação da p53. Uma molécula conhecida como P-Mapa, desenvolvida pela rede de pesquisa Farmabrasilis, que conta com pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), da USP e de universidades dos Estados Unidos – com apoio da FAPESP –, conseguiu restaurar a atividade da proteína p53 em ratos com câncer de bexiga urinária induzido, de acordo com um estudo publicado em 2012 na Infectious Agents and Cancer. Em testes em laboratório, a molécula mostrou-se capaz de reduzir em 95% os tumores desses animais, por meio da ativação de receptores celulares do sistema imune inato (receptores toll-like), favorecendo também a produção de um tipo de proteína que bloqueia o processo que leva à formação de vasos sanguíneos que nutrem os tumores e os ajudam a se espalhar por outros tecidos.
     
    Um teste molecular não invasivo desenvolvido por pesquisadores e médicos da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), do A.C. Camargo e do Hospital do Câncer de Barretos talvez possa ajudar na detecção precoce do risco de reaparecimento de tumores de cabeça e pescoço, em pessoas que já os tiveram, antes dos primeiros sinais clínicos, ampliando a eficácia do tratamento. O teste consiste no exame molecular de células epiteliais encontradas na saliva. O DNA dessas células é extraído e se avalia se genes supressores de tumores apresentam um tipo específico de alteração, a hipermetilação. Pessoas cujos genes supressores sofreram essa alteração apresentaram um risco cinco vezes maior de reaparecimento dos tumores de cabeça e pescoço do que as pessoas cujos genes estavam inalterados. Os pesquisadores acreditam que o teste poderia ser usado também para identificar alterações genéticas prejudiciais em quem não teve a doença para saber se há risco de desenvolvê-la.
     
    Fonte: Uol Notícias
  • Substâncias de embalagens plásticas elevam risco de diabetes e pressão alta

    Substâncias de embalagens plásticas elevam risco de diabetes e pressão alta

    Pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Nova York identificaram duas substâncias presentes em cosméticos, sabonete, filme plástico e embalagens de alimentos processados que aumentam os riscos de pressão alta e desenvolver diabetes em crianças e adolescentes.
     
    Os plastificantes usados para tornar os produtos mais flexíveis DINP (Diisononilftalato) e DIDP (Diisodecilftalato) passaram a ser usados em substituição ao DEHP (Bis(2-etilhexil)ftalato), devido a estudos anteriores mostrarem o mesmo problema apontado na nova pesquisa.
     
    O DEHP foi banido em 2004 da fabricação de materiais plásticos na Europa, e nos Estados Unidos a substituição foi feita de forma voluntária pelos fabricantes.
     
    Para diminuir a contaminação por essas substâncias plastificas, os autores do estudo sugerem medidas simples como não esquentar comida no micro-ondas em potes plásticos e lavá-los na mão ao invés de colocar na máquina de lavar-louça, que segundo eles facilita a liberação das substâncias tóxicas na comida.
     
    Como alternativa ao uso das embalagens plásticas, o estudo aponta o papel manteiga e o papel alumínio, que geralmente não são usados para embalar alimentos industrializados. No comunicado à imprensa o pesquisador também menciona a necessidade de que os testes das substâncias químicas sejam realizados antes que elas passem a ser utilizadas pela indústria.
     
    O estudo foi realizado com análise de amostras de sangue e urina de 356 adolescentes entre 12 e 19 anos, realizado durante a pesquisa nacional de saúde e nutrição. A coleta foi feita entre 2008 e 2012, quando também foram medidas pressão arterial dos voluntários. Dieta, atividade física, sexo, etnia, renda e outros fatores também foram avaliados.
     
    Fonte: Uol Notícias
  • Anvisa amplia modelo de trabalho de medicamentos novos para a fila de inovadores

    Anvisa amplia modelo de trabalho de medicamentos novos para a fila de inovadores

    Em 2014, a Gerência Geral de Medicamentos da Anvisa alterou processos de trabalho no intuito de aprimorar a análise técnica e, consequentemente, reduzir o tempo de análise a longo prazo. Uma das estratégias adotadas pela Agência foi a criação de uma área responsável pela avaliação de tecnologia de registro de medicamentos sintéticos e de outro setor responsável pela avaliação de eficácia e segurança de medicamentos sintéticos.
     
    Essa estrutura permitiu o compartilhamento da responsabilidade da análise de um processo por duas equipes distintas, nos mesmos moldes do que ocorre em outras agências reguladoras internacionalmente reconhecidas. Além disso, as alterações possibilitaram a realização da análise das petições em “paralelo” pelas duas equipes.
     
    O modelo foi adotado, inicialmente, pela área de registro de medicamentos novos. Após a obtenção de resultados exitosos, esse procedimento foi estendido para a análise de medicamentos inovadores.
     
    Essas alterações possibilitaram a publicação de uma solicitação de “Inclusão de nova forma farmacêutica no país”, que é o primeiro resultado da estratégia de análise concomitante das áreas relacionadas a medicamentos inovadores. O resultado da análise, iniciada em 19 de setembro do ano passado, foi publicado no Diário Oficial da União em 13 de julho de 2015, perfazendo um tempo de avaliação de 10 meses. A estratégia utilizada resultará, em um primeiro momento, na redução do tempo de análise das solicitações e, em médio prazo, reduzirá o tempo de fila dessas petições a exemplo do ocorrido para a fila de medicamentos novos.
     
    Fonte: Anvisa
  • Estudo brasileiro sugere manteiga enriquecida para tratar Alzheimer

    Estudo brasileiro sugere manteiga enriquecida para tratar Alzheimer

    Alimento modificado aumenta atividade de enzima vinculada à memória.
    Pesquisa foi feita por equipe da USP e publicada em revista científica.
     
    O consumo de manteiga enriquecida com um tipo especial de ácido graxo extraído do leite ajuda no tratamento de pacientes na fase inicial do Alzheimer, indicaram pesquisadores brasileiros em um experimento realizado com ratos de laboratório.
     
    As provas demonstraram que uma dieta rica nessa manteiga modificada aumenta a atividade de uma enzima vinculada à memória e reduz os danos provocados pela doença nesta função, segundo um comunicado da Universidade de São Paulo (USP), responsável pela pesquisa.
     
    Os resultados do projeto, conduzido pelos pesquisadores do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP, foram destacados na última edição da revista científica internacional “Journal of Neural Transmission”.
     
    Segundo os pesquisadores, o chamado ácido linoleíco conjugado, um ácido graxo que pode ser extraído das gorduras dos lácteos, ajuda o organismo a elevar a atividade no cérebro da fosfolipase A2, uma enzima com ação sobre a memória.
     
    Metabolismo alterado
     
    De acordo com os responsáveis pelo projeto, a enzima atua diretamente sobre as gorduras que constituem as membranas celulares, que, entre outras funções, ajudam na formação da memória.
     
    Em pacientes saudáveis estas membranas são flexíveis e se renovam periodicamente, mas nos portadores de Alzheimer são rígidas, o que dificulta a liberação dos ácidos graxos, além de não serem substituídas na mesma velocidade.
     
    “Vimos que a ação desta enzima é alterada nos pacientes com Alzheimer, por isso começamos a analisar como poderíamos alterar o metabolismo da fosfolipase A2 nestes pacientes”, explicou a chefe do Laboratório de Neurociências da USP, Leda Talib, que coordenou o projeto.
     
    Os experimentos com ratos, que começaram a ser realizados há cinco anos, mostraram que o tratamento é eficaz em pacientes no estágio inicial da doença, mas os pesquisadores tentam estabelecer se também pode prevenir o Alzheimer.
     
    “Quando os sintomas começam a aparecer é porque a doença já está estabelecida. Não sabemos em que momento ela começa, mas vamos investigar para estabelecer se o tratamento também pode ser preventivo”, disse.
     
    Talib acrescentou que ainda serão realizados outros experimentos com ratos para descobrir os efeitos colaterais da dieta rica em manteiga modificada antes de iniciar a fase de testes clínicos com humanos. “Precisamos saber se essa dieta pode provocar danos na saúde”, esclareceu.
     
    Estima-se que existam 44 milhões de pessoas vivendo com a doença em todo o mundo, número que deve triplicar até 2050. A enfermidade ataca o cérebro “silenciosamente” por mais de uma década antes que os sintomas surjam.
     
    Geralmente, o Alzheimer pode apresentar sintomas a partir dos 65 anos. Idosos com idade a partir de 75 anos fazem parte do grupo de pessoas que mais podem ser afetadas pela doença. Pessoas que tiveram depressão ao longo da vida correm um risco maior de desenvolver Alzheimer quando mais velhos. Diabéticos também têm mais chance de serem afetados, principalmente pacientes com diabetes tipo 2.
     
    Exercícios contra o Alzheimer
     
    O diagnóstico precoce da doença é essencial, explica a neurocientista Carla Tieppo. Segundo ela, quanto antes descobrir e começar o tratamento, melhor.
     
    Não existe prevenção, mas dá para retardar o aparecimento dos sintomas. Exercícios físicos e cerebrais, alimentação e sono podem ajudar., explica a especialista.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Vacina em aerossol contra ebola tem resultado promissor em macacos

    Vacina em aerossol contra ebola tem resultado promissor em macacos

    A primeira vacina em spray contra o ebola teve resultados promissores em macacos, e em breve será testada em seres humanos – informaram pesquisadores norte-americanos nesta segunda-feira (13).
     
    O estudo, publicado no Journal of Clinical Investigation, foi conduzido por cientistas do Centro Médico da Universidade do Texas e os Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos.
     
    Caso possa ser aplicada em seres humanos, os cientistas garantem que a vacina seria útil em situações de crise ou em zonas remotas, onde há dificuldade em encontrar equipe médica para administrar as doses.
     
    Para produzi-la, foi elaborada uma versão enfraquecida do vírus parainfluenza tipo chamado 3 (HPIV3) para expressar uma glicoproteína do vírus ebola, a fim de estimular uma resposta imunitária contra a doença.
     
    O HPIV3 é uma causa comum de infecções do trato respiratório em crianças pequenas.
     
    Os pesquisadores, com a ajuda de máscaras, deram a vacina em spray a macacos Rhesus em seus narizes e bocas.
     
    Depois, quando os animais vacinados receberam o que normalmente seria uma dose letal de vírus ebola, sobreviveram.
     
    “Este estudo demonstra pela primeira vez que uma vacina em spray foi bem sucedida contra uma febre hemorrágica viral”, afirmou Alex Bukreyev, professor de virologia do Centro Médico da Universidade do Texas, na cidade de Galveston.
     
    Mais de 11 mil pessoas morreram em decorrência do altamente infeccioso vírus ebola nos últimos 18 meses, principalmente em países da África Ocidental, como Serra Leoa, Libéria e Guiné.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Brasil foi importante para mundo frear avanço da Aids, diz ONU

    Brasil foi importante para mundo frear avanço da Aids, diz ONU

    A ONU destaca que parte do sucesso do mundo em combater a Aids foi resultado de ter adotado a estratégia que o Brasil havia estabelecido de distribuir o tratamento a todas as pessoas. Hoje, porém, a taxa de avanço nos números brasileiros não seguem o ritmo mundial.
     
    “O Brasil foi o primeiro país a dar de forma gratuita uma combinação de tratamento de Aids. Ao fazer isso, o Brasil desafiou as previsões do Banco Mundial”, indicou o informe.
     
    O informe também destaca como as ameaças de quebra de patentes e as negociações com empresas garantiram preços mais baixos. Por pessoa, o tratamento custaria US$ 274 no Brasil, ante mais de US$ 2,5 mil se comprado das farmacêuticas.
     
    Coordenador de projetos sociais do Instituto Vida Nova, Américo Nunes, de 53 anos, foi diagnosticado em 1988 e acompanhou a evolução do tratamento. “Com o resultado, falaram que eu ia viver seis meses. Hoje, temos medicamentos avançados, menos efeitos colaterais.”
     
    A consultora de prevenção ao HIV Silvia Almeida, de 51 anos, convive com o vírus desde 1994, quando contraiu do marido, e aposta na educação do filho para que ele não se contamine. “Providencio bastante camisinha para ele e converso sobre isso. Acho que a juventude tem muita liberdade sexual, existe informação, mas os jovens não procuram saber o que é o HIV.” Balanço do Ministério da Saúde deste ano apontou que 45% dos brasileiros não usam camisinha com parceiros casuais.
     
    Os atuais números brasileiros sobre a aids não seguem a mesma tendência mundial. No ano 2000, entre 360 mil a 500 mil brasileiros eram portadores do vírus. Hoje, ele seriam entre 610 mil e 1 milhão de pessoas.
     
    O número de novos casos também aumentou. Em 2000, entre 29 mil e 51 mil pessoas foram contaminadas no país. Em 2014, esse número variou entre 31 mil e 57 mil. O ministério afirma que investe em ações para reduzir os casos.
     
    “Fizemos uma campanha no ano inteiro. Há novas estratégias de prevenção, como o teste. Estamos trabalhando para que as pessoas comecem o tratamento”, diz Fábio Mesquita, diretor do Departamento de DST/Aids do Ministério da Saúde.
     
    As informações são do jornal “O Estado de S. Paulo”.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Canabidiol e outros medicamentos importados ficam mais acessíveis

    Canabidiol e outros medicamentos importados ficam mais acessíveis

    Nesta segunda (13), a importação de medicamentos destinadas a pessoas físicas deixou de ter tributação federal. A nova regra foi publicada no Diário Oficial da União.
     
    Entre os medicamentos que poderão ser importados sem impostos, está o canabidiol (CBD), derivado da maconha sem efeito psicotrópico, que é uma alternativa para tratar casos graves de epilepsia, por exemplo.
     
    Segundo a Receita Federal, “na prática, a medida permitirá que o medicamento seja entregue no domicilio do importador pela empresa de courier, isenta do recolhimento dos tributos federais”.
     
    No dia 7 deste mês entraram em vigor as normas da Anvisa para a importação dos derivados do CBD. Um site foi criado para que as solicitações sejam feitas, de acordo com a norma RDC 17/2015. 
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Depressão pós-AVC é tratada com eletricidade em pesquisa da USP

    Depressão pós-AVC é tratada com eletricidade em pesquisa da USP

    Pesquisadores da USP mostraram que é possível tratar casos de depressão pós-AVC (acidente vascular cerebral) com uma técnica indolor e de baixo custo, que envolve passagem de corrente elétrica pelo cérebro do paciente. É a estimulação craniana com corrente elétrica contínua.
     
    Durante a estimulação, ainda em fase experimental, a corrente elétrica entra no cérebro do paciente por meio de um eletrodo colocado em um dos lados da cabeça, atravessa o cérebro, e sai por um outro eletrodo, do outro lado. Uma bateria simples, de 9 volts, alimenta o circuito.
     
    Os pesquisadores da USP recrutaram 48 pacientes que estavam com depressão depois de terem sofrido um AVC e dividiram esses pacientes em dois grupos: 24 pessoas receberam a estimulação ativa por 30 minutos ao dia, durante 10 dias; os outros 24 (grupo placebo) tinham a mesma rotina dos outros pacientes mas neles o aparelho funcionava apenas pelo período de 30 segundos.
     
    A aplicação aconteceu no Hospital Universitário da USP, na zona oeste de São Paulo, entre os 2012 e 2014.
     
    Além da aplicação na depressão pós-AVC, a estimulação com corrente elétrica contínua (ECEC) está sendo testada contra dor crônica, enxaqueca, epilepsia e fibromialgia com resultados preliminares positivos. Em testes contra a esquizofrenia, os resultados foram ainda mais animadores.
     
    No caso do estudo da depressão pós-AVC, 38% dos pacientes tratados tiveram melhora clínica e apresentaram bons resultados em mais de metade dos sintomas da depressão. No grupo placebo, apenas 4% dos pacientes melhorou. Eles realizaram o mesmo tratamento do grupo ativo após o término da pesquisa.
     
    O tratamento não inclui antidepressivos, que apresentam efeitos colaterais como tontura, náuseas, e boca seca.
     
    “No caso dos pacientes que têm AVC, que já estão fragilizados, esses efeitos colaterais são muito pouco tolerados”, disse Andre Brunoni, coordenador do Serviço Interdisciplinar de Neuromodulação do Instituto de Psiquiatria da USP e um dos autores do estudo.
     
    O trabalho foi apresentado do Congresso da Sociedade de Psiquiatria Biológica, em Toronto, em maio deste ano.
     
    Cerca de um terço das pessoas que sofreram AVC apresentam depressão como uma complicação do episódio. Apesar disso, a relação entre os eventos não é totalmente clara. Uma hipótese é a de que as sequelas e a debilidade do paciente contribuem para o desenvolvimento da depressão.
     
    Metade dos pacientes com depressão pós-AVC tratados com a estimulação não tiveram recaída de nenhum dos sintomas. É o caso de Angelina dos Santos, 43, que sofreu um AVC há quatro anos e teve depressão como uma complicação. “Não tinha forças para nada. Quando tinha que ir ao médico me sentia como se tivesse que atravessar o oceano”, disse ela.
     
    Quando a equipe de Brunoni e Leandro Valiengo (outro autor do estudo) entrou em contato com ela sobre o tratamento, ela aceitou participar e agora não sente mais os sintomas da depressão.
     
    A corrente contínua é aplicada no paciente acordado, sem anestesia e não apresenta nenhum efeito colateral sério. “Nos primeiros minutos da aplicação, os pacientes sentem um leve formigamento na cabeça, parecido com alguns aparelhos de fisioterapia”, diz Valiengo.
     
    O aparelho utilizado é simples de ser fabricado, pode ser portátil e custa cerca de R$ 1.000.
     
    TÉCNICAS
     
    Existem outros tratamentos para a depressão que dispensam medicação. A eletroconvulsoterapia, conhecida como eletrochoque, e a estimulação magnética são outras possibilidades já aprovadas para uso no país.
     
    Na eletroconvulsoterapia os eletrodos induzem uma corrente elétrica no cérebro com o paciente anestesiado. É indicada para depressão profunda e para pacientes que não respondem ao tratamento convencional.
     
    “É eficaz, mas ainda sofre um pouco de estigma negativo, porque antigamente o paciente não era anestesiado, e causa alguns efeitos colaterais na memória”, diz Valiengo.
     
    Já a estimulação magnética é indolor e, como a ECC, não requer anestesia.
     
    Uma bobina, que é apoiada na cabeça do paciente, gera um campo magnético que afeta os neurônios, ativando-os ou inibindo-os. O aparelho de estimulação magnética, porém, pode custar até 20 vezes mais que o de corrente contínua, conta Valiengo.
     
    Estudo recruta pacientes para novos testes
     
    Os pesquisadores que testaram o uso de corrente elétrica contínua para tratar depressão pós-AVC estão agora recrutando pessoas para novas pesquisa para tratar depressão e esquizofrenia.
     
    Para a primeira, os voluntários devem estar em um episódio depressivo (mesmo sem ter sofrido AVC) para poder participar dos testes, que vão comparar diretamente a estimulação elétrica com antidepressivos.
     
    A ideia é comparar a eficácia das duas abordagens terapêuticas e saber, entre outras coisas, quando uma é melhor que a outra.
     
    Na outra pesquisa, pessoas que tenham esquizofrenia podem participar de um protocolo que vai comparar a estimulação elétrica com placebo para o alívio de sintomas que não apresentam melhora.
     
    Para participar ou pedir mais informações, os candidatos devem entrar em contato com os pesquisadores pelos emails: [email protected] ou [email protected].
     
    Fonte: Folha de S.Paulo
  • Pode o AVC acontecer em qualquer idade?

    Pode o AVC acontecer em qualquer idade?

    Recentemente, a American Heart Association e a American Stroke Association, em parceria com a International Alliance for Pediatric Stroke, divulgaram no mundo a mensagem: Stroke Can Happen at Any Age (AVC Pode Acontecer em Qualquer Idade), alertando para eventos cerebrovasculares no feto, no período perinatal (nascidos entre 28 semanas de gestação e 28 dias de vida pós-natal), na criança (com predomínio nos três primeiros anos de vida) e adolescência.
     
    No feto, o AVC raramente é identificado na mãe gestante através do ultrassom trans-abdominal; somente após o nascimento, no terceiro ou quarto mês de vida, pode ser detectado eventual alteração motora, sendo confirmado, então, o AVC por Tomografia ou Ressonância Magnética de crâneo. Os fatores de risco para icto fetal dependem: das condições maternas (trombofilias, alteração de coagulação sanguínea, gestante usuária de drogas ilícitas); fatores placentários e causas não identificadas.
     
    Em Neonatos, o quadro clínico agudo se manifesta no período de 24-72 horas após o nascimento, e se caracteriza por: hiperexcitabilidade, ou alterações da vigilância, sucção diminuída, hipotonia, apnéia com ou sem convulsões. O diagnóstico é confirmado utilizando exames de imagem. Existe, no entanto, possibilidade do AVCI ou AVCH ter ocorrido no último trimestre da gestação, sendo esta condição, identificada como AVC Presumível Intragestacional.
     
    Convém lembrar que têm sido possível detectar fatores associados, complicadores, como hipertensão arterial materna, pré-eclampsia, oligohidrâmnio, corioamnionite, ruptura de membranas, alterações placentárias e frequência cardíaca fetal anormal.
     
    Na Infância, o quadro clínico inaugural se caracteriza por: manifestações convulsivas, modificações da vigilância, particularmente em crianças com idade inferior a dois anos; alterações motoras (hemiparesia, modificações posturais); em lactentes, após o icto, pode haver comprometimento da emissão de sílabas, de palavras, permanecendo o choro, irritabilidade ou apatia. Com os achados acima expostos, a criança acometida, deve ser internada imediatamente em unidade de terapia intensiva, visando comprovar o diagnóstico, utilizando recursos de laboratório e exames de imagem, identificando o tipo, o local e a extensão do território vascular comprometido.
     
    Os avanços no conhecimento da fisiopatologia de várias doenças pediátricas, como as neoplasias, doenças imunológicas e, de modo geral, anormalidades sistêmicas, têm prolongado a sobrevivência de crianças e adolescentes, possibilitando dessa forma, a ocorrência mais tardia de insultos vasculares, isquêmicos, hemorrágicos e tromboses.
     
    Qual o impacto do insulto vascular no desempenho evolutivo de crianças e adolescentes em relação as funções intelectuais, neurocomportamentais e rendimento acadêmico ?
    Interessantes constatações evolutivas têm sido publicadas na literatura nacional e internacional, relatando que os pacientes que apresentaram piores resultados no desempenho neuropsicológico foram aqueles com AVC constatado em idade precoce; em lesões cerebrais córtico subcorticais extensa, quando desenvolveram manifestações epilépticas, ou recorrência do AVC.
     
    Profª Drª Maria Valeriana Leme de Moura Ribeiro, Profª Sylvia Maria Ciasca & Equipe CNPq Anormalidades Neurovasculares na Infância e Adolescência
     
    Fonte: www.maxpressnet.com.br