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  • Testes mostram que novo medicamento pode retardar Alzheimer

    Testes mostram que novo medicamento pode retardar Alzheimer

    Cientistas divulgaram os primeiros detalhes de como um novo medicamento pode retardar o avanço da doença de Alzheimer em suas primeiras fases.
     
    Dados da companhia farmacêutica Ely Lilly sugerem que o medicamento, chamado de solanezumab, pode cortar em cerca de um terço a taxa do avanço da demência.
     
    As informações foram apresentadas durante uma conferência nos Estados Unidos.
     
    Atualmente, não há como parar a morte de neurônios por causa do Alzheimer. Mas, o solanezumab poderá, segundo os cientistas, manter estas células vivas.
     
    Os medicamentos disponíveis podem gerenciar os sintomas da doença ao ajudar no funcionamento das células do cérebro que estão morrendo.
     
    Este novo medicamento ataca as proteínas deformadas, chamadas amilóides, que se acumulam no cérebro devido ao Alzheimer.
     
    Acredita-se que a formação das placas de amilóides entre os neurônios leva ao dano e, depois, à morte da célula.
     
    Fracasso
     
    O solanezumab já vinha sendo usado nas pesquisas sobre a doença mas, os testes de 18 meses da droga acabaram em fracasso em 2012.
     
    Quando o laboratório Eli Lilly analisou com mais atenção os dados, havia pistas de que o medicamento poderia funcionar para pacientes nos primeiros estágios da doença.
     
    A companhia pediu para que mais de mil pacientes que participaram daquele primeiro teste de 18 meses, e que apresentavam Alzheimer mais leve, para tomar o remédio por outros dois anos.
     
    E os resultados positivos destes dois anos foram apresentados na Conferência da Associação Internacional de Alzheimer.
     
    “É outra prova de que o solanezumab tem um efeito na patologia subjacente da doença”, afirmou à BBC Eric Siemer, do Laboratório de Pesquisas Lilly, no Estado americano de Indiana.
     
    “Acreditamos que há uma chance de que o solanezumab será a primeira medicação disponível que modifica a doença”, acrescentou.
     
    Em 2016 serão divulgados mais resultados dos testes e, então, a comunidade científica saberá se o solanezumab é realmente a evolução no tratamento de Alzheimer esperado por todos.
     
    “Os dados dão uma pista de que os anticorpos estão tendo um efeito, é promissor e é melhor do que não ter efeito nenhum, mas é inconclusivo”, disse à BBC Clare Walton, gerente de pesquisa da organização Alzheimer's Society.
     
    “Depois de uma década de nenhum tratamento e do fracasso de muitos remédios, é animador ouvir notícias promissoras, mas (estas notícias) não falam realmente se o resultado é bom ou ruim. Precisamos esperar a terceira fase do estudo, e isto é apenas em 18 meses”, acrescentou.
     
    Fonte: BBC Brasil
  • Cafeína tem efeito antidepressivo em camundongos, mostra estudo

    Cafeína tem efeito antidepressivo em camundongos, mostra estudo

    Pesquisadores encontraram efeitos positivos da cafeína contra a depressão em uma pesquisa realizada com camundongos e apresentada no Congresso Mundial do Cérebro, realizado no início do mês de julho no Rio de Janeiro (RJ). O grupo, que envolve colaboradores da Alemanha, Estados Unidos e Brasil, submeteu dois grupos de camundongos a situações de estresse crônico e imprevisível, ao longo de três semanas.
     
    Os animais ficavam em caixas que se mexiam e foram privados de comida, além de tomar leves choques em suas patas. Um dos grupos recebeu doses de cafeína misturadas na água. Para aqueles que tomaram a cafeína, os sintomas depressivos foram menores.
     
    O estado depressivo dos camundongos foi avaliado a partir de testes já padronizados como colocar o animal em uma situação de nado forçado por alguns minutos. Em condições normais, o roedor tenta escapar a todo custo. Um camundongo deprimido, porém, costuma desistir rapidamente e começa a boiar. 
     
    No exame de sangue dos animais, a concentração de cafeína encontrada foi a equivalente a duas xícaras de café. A quantidade de café que pode ser ingerida diariamente de forma saudável ainda é um desafio para os cientistas. A pesquisa é coordenada há cerca de 15 anos por Rodrigo Cunha, da Universidade de Coimbra, em Portugal.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Anvisa inicia publicação de cartas de aprovação de genéricos e similares

    Anvisa inicia publicação de cartas de aprovação de genéricos e similares

    A Anvisa iniciou a publicação das cartas de aprovação de medicamentos genéricos e similares com registro concedido a partir de julho de 2015. As bases técnicas e científicas para aprovação e reprovação do registro de medicamentos estão disponíveis no site da Agência.
     
    O documento de aprovação contém as principais informações de qualidade, segurança e eficácia do produto, além das indicações terapêuticas, modo de administração e locais de fabricação aprovados no momento do registro.
     
    Já o documento de reprovação descreve as informações sobre as diretrizes técnicas e sanitárias que não foram cumpridas no processo de registro de um medicamento.
     
    Inicialmente, o foco das publicações foram os medicamentos novos com registros concedidos a partir de 12 de janeiro de 2015 e os produtos biológicos com registro a partir de 1º de setembro de 2014.
     
    Alinhamento
     
    O documento está alinhado com as diretrizes da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e de outras autoridades reguladoras internacionais, bem como com ações de transparência da Administração Pública.
     
    Nesse sentido, a Anvisa, mais uma vez, alinha-se ao objetivo de dar maior transparência aos resultados das análises das solicitações de registro de medicamentos.
     
    Fonte: Anvisa
     
  • Pesquisa liga padrão de sono irregular a câncer de mama

    Pesquisa liga padrão de sono irregular a câncer de mama

    Trabalhar durante o dia em uma semana e à noite na semana seguinte. Esses horários irregulares podem ter um impacto em sua saúde bem mais grave do que você pensa, de acordo com um estudo recém-publicado.
     
    Segundo os cientistas holandeses que conduziram a pesquisa, publicada no site Current Biology, testes com ratos de laboratório mostraram “categoricamente” que dormir em horários e períodos irregulares pode causar diversos problemas de saúde, incluindo uma maior probabilidade de mulheres desenvolverem câncer de mama.
     
    Os pesquisadores disseram ainda que são necessários mais estudos, mas que a ligação entre esses dois fatores sugere que mulheres cuja família tem histórico de câncer de mama não deveriam trabalhar em locais em que o horário da jornada é irregular.
     
    Além da maior probabilidade de se ter câncer, o estudo também concluiu que os ratos com padrões irregulares de sono pesavam até 20% a mais que os outros com padrões regulares, mesmo comendo a mesma quantidade de comida.
     
    Estudos anteriores já haviam indicado um maior risco de doenças como o câncer de mama em profissões com horários irregulares, como comissários de bordo.
     
    Um das explicações seria que uma interferência no ritmo interno — ou no relógio biológico — poderia aumentar o risco de doenças.
     
    No entanto, essa ligação é incerta porque pessoas que trabalham em turnos diferentes, especialmente noturnos, também têm uma maior probabilidade de desenvolver câncer por fatores como classe social, nível de atividade física ou quantidade de vitamina D ingerida.
     
    Ratos e humanos
     
    Segundo o estudo, “esse é o primeiro estudo que mostra categoricamente uma ligação entre a inversão crônica do dia e da noite e o desenvolvimento de câncer de mama”.
     
    “Traduzir” as consequências do estudo com ratos para humanos é difícil, mas os pesquisadores estimam que um efeito equivalente seria o de engordar 10 kg ou antecipar em 5 anos a chance de uma mulher que já tem histórico de câncer familiar desenvolver um tumor na mama.
     
    “Se você vem de uma família com histórico de câncer de mama, eu certamente a aconselharia a não trabalhar como atendente de bordo ou trabalhar turnos à noite”, disse um dos pesquisadores, Gijsbetus van der Horst, do Centro Médico da Universidade de Erasmus, na Holanda.
     
    Michael Hastings, do centro britânico Medical Research Council, elogiou o estudo: “Eu acredito que esse estudo traz uma prova, usando ratos, que a interferência no chamado ritmo circadiano (relógio biológico) pode acelerar o desenvolvimento de câncer de mama.
     
    “A mensagem para o público é que trabalhar em turnos, especialmente os rotativos, causam um estresse e isso traz consequências”, disse.
     
    “E por isso devemos prestar mais atenção no nosso peso e fazer mais exames de rotina para se detectar câncer.”
     
    Fonte: Uol Saúde
  • OMS passa a recomendar uso de antirretrovirais a todos com HIV

    OMS passa a recomendar uso de antirretrovirais a todos com HIV

    Um novo protocolo da Organização Mundial da Saúde (OMS) vai recomendar o tratamento com antirretrovirais para todas as pessoas com o vírus HIV no mundo, assim que forem diagnosticadas, independentemente da carga viral. Antes a carga viral era levada em conta, e as pessoas que tinham infecção avançada ou grave tinham prioridade.
     
    O novo protocolo da OMS prevê, ainda, que a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) seja recomendada como uma opção de terapia adicional para todas as pessoas que integrem populações com risco substancial de serem infectadas pelo HIV.
     
    O anúncio foi neste domingo (19), em Vancouver, Canadá, durante Congresso Internacional de Aids (IAS), que acontece até 22 de julho.
     
    Brasil já adota a prática
     
    No Brasil, o protocolo que indica o uso do antirretroviral assim que é dado o diagnóstico de HIV é adotado desde dezembro de 2013, quando foi lançado o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para adultos.
     
    No anúncio, a OMS mencionou o exemplo do Brasil, ao enfatizar que a adoção do novo protocolo melhorou a saúde das pessoas vivendo com HIV no país. O acesso precoce ao tratamento não só melhora a qualidade de vida das pessoas que vivem com HIV e aids, mas também reduz a transmissão do vírus.
     
    Para o diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Fábio Mesquita, que participou do evento,  a evidência mostra “que essa é, realmente, a direção que deve ser tomada por todo o mundo”.
     
    No evento, a OMS lançou seu novo guia sobre testagem de HIV no qual estimula a capacitação de membros da comunidade para aplicarem o teste de Aids e a testagem em organizações comunitárias que tenham acesso mais amplo às populações vulneráveis ao HIV.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Artigo: Nova arma contra o câncer

    Artigo: Nova arma contra o câncer

    Um jovem foi diagnosticado com uma forma agressiva de câncer de rim há alguns anos. A doença afetava os ossos, o que provocava dores intensas, e o tratamento com quimioterapia e radioterapia não surtiam efeito. Em meados do ano passado, após experimentar todos os remédios conhecidos, a situação passou a ser angustiante.
     
    A esperança veio de um tipo revolucionário de medicação contra o câncer, os imunoterápicos, que já havia se mostrado promissor em outro tipo de tumor, o melanoma. O jovem foi aos Estados Unidos para participar de um estudo clínico em que pudesse receber, experimentalmente, uma nova droga.
     
    Esse novo tipo de medicação é uma revolução em termos conceituais no combate ao câncer. Trata-se nada menos do que treinar o sistema imune do paciente a reconhecer o tumor e atacá-lo ferozmente.
     
    É uma forma engenhosa de tratamento, já que para fugir do sistema imunológico, as células cancerosas criam inúmeros artifícios que as “escondem” das células encarregadas de vigiar o paciente. Localizar e desmontar esses artifícios permite que se use as próprias defesas do organismo contra o câncer.
     
    Uma verdadeira família de medicações com esse mecanismo de ação começa a apresentar os primeiros resultados. Assim, um medicamento retira os linfócitos de um estado de dormência, de forma que eles reconheçam novamente o tumor como um corpo estranho e o eliminem. Outros impedem que o tumor desligue o sistema imunológico.
     
    Esses medicamentos estão começando a tornar-se comercialmente disponíveis em diversos países para melanoma e alguns tipos de cânceres de pulmão avançado. No recente encontro da Sociedade Americana de Oncologia Clínica em Chicago, nos EUA, ficou evidente que esse é apenas o começo do que se presume que será uma história vitoriosa. Essas medicações estão sendo estudadas em outros tipos de câncer e agora de forma combinada, com resultados promissores.
     
    No entanto ainda existem obstáculos para que esse tipo de terapia atinja todo seu potencial. Tumores são resilientes e muitos conseguem modular o sistema imune, dificultando a sua eliminação. O número de estudos necessários para a compreensão e o refinamento dos tratamentos é enorme. Novas estratégias precisam ser desenvolvidas para que outros tipos de tumor possam ser combatidos e para que mais pacientes possam ser beneficiados.
     
    Apesar disso, esbarramos em outro problema. O custo atual desses novos tratamentos está se mostrando um fator impeditivo para seu uso em larga escala, mesmo em países com economia desenvolvida.
     
    Isso torna ainda mais vital que o Brasil aprimore seu sistema regulatório de pesquisa, para que mais pacientes possam participar de estudos clínicos com essas medicações promissoras, e para estimular a indústria farmacêutica nacional a entrar nesta corrida contra o câncer.
     
    Quanto ao jovem mencionado no começo deste artigo, trata-se de um caso real. O paciente conseguiu participar de um estudo clínico e seu tratamento ainda está em andamento. Após alguns meses de tratamento com imunoterápico, repetiu seus exames e a boa notícia foi que todas as suas metástases desapareceram.
     
    O que nós, médicos, esperamos é que mais pacientes possam ter sucesso e que a esperança de pesquisas bem-sucedidas apresentadas em congressos sejam disponibilizadas a todos. Assim, mais pessoas poderão ter a chance de enfrentar uma doença que evolui mais rápido do que gostaríamos.
     
    Fonte: Folha de S.Paulo
  • Cerveja e vinho ajudam coração e têm poder antioxidante

    Cerveja e vinho ajudam coração e têm poder antioxidante

    São Paulo – Bebidas alcoólicas em excesso causam prejuízos ao organismo. Entretanto, o consumo das fermentadas – em doses moderadas – pode trazer benefícios para a saúde. As substâncias presentes nessas bebidas ajudam o funcionamento do sistema cardiovascular e podem retardar o envelhecimento e prevenir doenças.
     
    “O principal efeito positivo (no consumo de bebidas fermentadas) que podemos citar é a ação dos antioxidantes. Essas substâncias impedem a ação danosa dos radicais livres, que causam o envelhecimento precoce”, explica Rosana Perim, gerente de nutrição do Hospital do Coração de São Paulo (HCor). Na cerveja, são os polifenóis que garantem a ação. “Os grãos da família da cevada conferem à cerveja diferentes tipos de polifenóis, enquanto o lúpulo é responsável pelo xanthohumol, polifenol mais potente da planta”, diz Rosana. Já no caso dos vinhos, os antioxidantes respondem pelos nomes de resveratrol e flavonoides e estão presentes nas uvas.
     
    O vinho também pode ser um aliado para quem busca controlar os níveis de colesterol. “A bebida tem o potencial de reduzir o colesterol ruim (LDL), que se acumula nas artérias, e aumentar o colesterol bom (HDL), que faz a limpeza da gordura no sistema cardiovascular”, explica o cardiologista Antonio Eduardo Pereira Pesaro, do Hospital Israelita Albert Einstein.
     
    Pesquisas da Sociedade Europeia de Cardiologia indicam que o consumo de uma taça diária de vinho pode diminuir em 11% o risco de infecções por bactérias. Já no caso das cervejas, “é notável a presença de vitaminas do complexo B, que têm diversas atuações no corpo e auxiliam no equilíbrio geral do metabolismo”, afirma a nutricionista.
     
    Enquanto vinho e cerveja são produzidos com base na fermentação dos ingredientes com o auxílio de micro-organismos, as bebidas destiladas são fabricadas por meio de uma espécie de evaporação controlada, o que afeta a facilidade de absorção dos líquidos pelo organismo. “As fermentadas têm mais água que álcool, por isso são mais fáceis de serem metabolizadas”, diz Rosana.
     
    A presença de água nas bebidas está diretamente relacionada ao processo de fabricação e ao nível alcoólico. “A cerveja chega a ter 92%, em média, enquanto o vinho, 85%. As destiladas possuem muito menos, já que no seu processo de produção a água é vaporizada para que restem apenas compostos fenólicos na composição. Algumas chegam a ter 70% de teor alcoólico”, explica.
     
    As versões sem álcool das bebidas fermentadas têm as mesmas ações benéficas dos antioxidantes. “Tanto o suco de uva quanto a cerveja sem álcool podem ser consumidas pelas pessoas que possuem alguma restrição ou estão tomando algum remédio que contraindique as bebidas alcoólicas”, afirma Rosana.
     
    Em contrapartida, as bebidas destiladas não apresentam as mesmas características benéficas ao organismo. “Elas têm álcool em uma concentração maior, o que pode sobrecarregar o fígado, entre outros efeitos prejudiciais”, alerta Rosana. Além disso, os destilados são muito mais calóricos que as bebidas fermentadas. Segundo a nutricionista, “é um mito afirmarmos que a cerveja é a bebida que mais engorda. Para cada 100 ml de cerveja, temos 40 kcal em média, e 95kcal para o vinho. Já um copo de uísque pode chegar a 500 kcal e não oferece nutrientes em quantidades interessantes como o vinho e a cerveja. Há estudos que comprovam que a cerveja não causa a temida barriguinha, mas sim alimentos calóricos e pouco nutritivos que acompanham a bebida.”
     
    Rosana, porém, faz um alerta: o consumo das bebidas fermentadas deve estar associado a um estilo de vida saudável. “É importante lembrar que é uma combinação de fatores. Não adianta consumir a dose diária se a pessoa não pratica atividades físicas ou é fumante, por exemplo.”
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Falsos médicos atestaram 60 óbitos na região de Sorocaba

    Falsos médicos atestaram 60 óbitos na região de Sorocaba

    Sorocaba, SP – Os falsos médicos que atuavam na região de Sorocaba, interior de São Paulo, assinaram pelo menos 60 declarações de óbito durante o período em que trabalharam na rede pública de saúde. Os atestados, apreendidos pela Polícia Civil durante a Operação Falsos Médicos, desencadeada na sexta-feira, 17, contêm as assinaturas de quatro médicos que trabalharam usando registros falsos no Conselho Regional de Medicina (CRM). A maioria das certidões foi emitida nos últimos meses em hospitais e unidades de pronto atendimento de São Roque, Mairinque e Alumínio.
     
    De acordo com o delegado seccional de Sorocaba, Marcelo Carriel, como as declarações foram dadas por pessoas que, em tese, não tinham habilitação para atestar a causa das mortes, os procedimentos terão de ser revistos. “A investigação vai dizer se esses óbitos são decorrentes de mau atendimento ou de causas diferentes daquelas que foram relatadas”, disse.
     
    Quatro profissionais não aptos a exercer a medicina já foram identificados – dois, Pablo do Nascimento Mussolin e Natani Thaisse Oliveira, estão presos. Também já foi identificada a médica que utilizava o nome de Cibele L., e outro profissional que não teve o nome divulgado. Um quinto caso está em investigação no âmbito da operação, que deve se estender a cidades da Grande São Paulo, onde os falsos médicos também teriam atuado.
     
    A polícia investiga se os titulares dos registros no Conselho Regional de Medicina (CRM) sabiam do uso indevido. Os falsos médicos recebiam de R$ 40 a R$ 60 mil por mês por sua atuação em unidades conveniadas com o Sistema Único de Saúde (SUS). A Innova, empresa responsável pela contratação, informou em nota que as admissões foram feitas com base nos documentos pessoais e nos registros no CRM apresentados pelos supostos médicos.
     
    Segundo a empresa, não foi possível detectar as falsificações porque os documentos eram compatíveis com o prontuário inserido no site do CRM.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Medicina busca implante capilar mais real

    Medicina busca implante capilar mais real

    Na opinião de homens que fazem tratamento contra a calvície, não é dos carecas que elas gostam mais. Para felicidade deles, a medicina tem criado novas maneiras de combater a falta de cabelo.
     
    “Eu achava feia a calvície, mas eu via aqueles resultados sofríveis e ridículos de quem tinha tentando fazer implante e pensava que era melhor deixa como estava”, conta o empresário Carlos (nome fictício), de 47 anos –ele pediu para não ter o nome divulgado na reportagem.
     
    Ele mudou de ideia quando encontrou um amigo que não via fazia anos: “Ele era careca como eu”. Ao olhar a cabeleira, não resistiu e perguntou: “É implante?”.
     
    Carlos acabou fazendo duas sessões de cirurgia. Em cada procedimento, foi retirada uma tira de mais de 30 cm de comprimento por 1,5 cm de espessura da parte de trás da cabeça, onde os cabelos crescem mais vastamente.
     
    É a chamada área doadora. Os fios de cabelo que crescem ali não são susceptíveis aos fatores hormonais que fazem os cabelos do topo da cabeça enfraquecerem e caírem.
     
    A alternativa cirúrgica à qual Carlos foi submetido, chamada FUT (sigla para transplante de unidade folicular, em inglês) é a mais radical e, segundo os médicos, uma das mais eficientes maneiras de tratar a calvície.
     
    Há uma nova técnica, mais moderna e com recuperação mais rápida, porém.
     
    Na FUE (extração da unidade folicular), o cirurgião extrai os folículos um a um, deixando uma pequena cicatriz em forma de ponto no local –menos agressiva, portanto, que a técnica FUT.
     
    A desvantagem é que a FUE, além de ser mais cara, rende menos folículos e cobre uma área menor da careca, mas isso tem mudado para melhor rapidamente.
     
    ROBÔ
     
    Um desses aprimoramentos se deve à utilização de um robô para a extração dos cabelos, que custa R$ 1,85 milhão. Mais preciso do que as mãos humanas, o robô permite um aproveitamento melhor dos fios extraídos –a máquina consegue preservar a integridade dos folículos (de onde saem de um a quatro fios).
     
    Após a extração, centenas de folículos são inseridos pelo médico na área a ser coberta do couro cabeludo. Segundo o João Faria, da Advance Medical, que representa a fabricante americana no Brasil, as novas gerações do robô serão capazes de realizar também a implantação.
     
    Atualmente, a qualidade dos implantes varia muito, diz o dermatologista Arthur Tykocinski. “Depende muito da experiência do médico. Leva anos para o cirurgião ficar bom. O melhor resultado acontece quando não dá para saber que houve transplante.”
     
    O desenvolvimento das técnicas é recente, diz o médico José Rogério Reis, da Sociedade Brasileira de Dermatologia. “O marketing negativo é a pior coisa para a área. Cerca de 20% dos procedimentos acabam tendo que ser refeitos.”
     
    Fazer uma cirurgia ainda é caro. Os valores dependem da área calva e da quantidade de cabelo a ser implantada. Uma única cirurgia pode passar dos R$ 30 mil, e muitas vezes elas podem ser repetidas (como no caso de Carlos) ou com um procedimento híbrido, composto da combinação das duas técnicas (FUE e FUT), aumentando o custo. No caso de Carlos, foram gastos R$ 70 mil.
     
    Quem não quer saber de cirurgia, porém, tem alternativas menos dramáticas (e que, às vezes, podem não trazer os resultados imaginados) como comprimidos, loções e até tratamento a base de laser. É possível engrossar o fio, segundo Reis, mas nada de milagres.
     
    Na linha preventiva, para “salvar o que se tem”, existem medicamentos em loções, como o minoxidil, e e comprimidos, como a finasterida. Como eles agem de maneira diferente, podem até mesmo ser usados em conjunto.
     
    A loção com minoxidil e drogas análogas estimula a dilatação dos vasos e traz vigor ao folículo capilar. O comprimido à base de finasterida impede a formação de di-hidrotestosterona, responsável, entre outras coisas, pela queda capilar em quem tem susceptibilidade.
     
    O problema da finasterida é que ele pode trazer prejuízos como impotência, perda da libido e redução do volume ejaculatório em uma pequena parte dos que tomam o comprimido.
     
    No entanto, os efeitos são reversíveis e o medicamento é, em geral, bastante seguro.
     
    Mulheres, que também podem ter calvície, têm que ter cuidado porque os medicamento podem ser contraindicados, especialmente em casos de gravidez.
     
    Fonte: Folha de S.Paulo
  • Planta da maconha pode ajudar a tratar fraturas, diz estudo

    Planta da maconha pode ajudar a tratar fraturas, diz estudo

    A Cannabis sativa, planta de onde se produz a maconha, era utilizada para fins medicinais por pessoas de todo o mundo durante séculos. Mas o uso terapêutico da planta foi proibido na maioria dos países nas décadas de 1930 e 1940, devido a uma crescente conscientização dos perigos do vício. Os benefícios médicos significativos para aliviar os sintomas de doenças como Parkinson, câncer e esclerose múltipla, só recentemente voltaram a serem alvos de pesquisa.
     
    Um novo estudo publicado pelo Journal of Bone and Mineral Research, da Universidade de Tel Aviv e de pesquisadores da Universidade Hebraica, explora outra nova aplicação médica promissora para a planta. De acordo com a pesquisa, a administração do componente não-psicotrópico, que não atua no cérebro, canabidiol (CBD) ajuda significativamente a curar fraturas ósseas. O estudo, realizado em ratos com fraturas no fêmur, descobriu que o CBD melhorou significativamente o processo de cura do osso em apenas oito semanas.
     
    “Descobrimos que o CBD por si só torna os ossos mais fortes durante a cicatrização, aumentando a maturação da matriz do colágeno, que fornece a base para a nova mineralização do tecido ósseo”, disse Yankel Gabet, do Laboratório de Pesquisa Óssea no Departamento de Anatomia e Antropologia da Sackler Faculty of Medicine, de Tel Aviv (Israel), que liderou o estudo. “Depois de ser tratado com a CBD, quebrar o osso curado será mais difícil no futuro”.
     
    A mesma equipe, em pesquisa anterior, descobriu que os receptores de canabinoides dentro de nossos corpos estimularam a formação e inibiram a perda óssea. Isso abre o caminho para o futuro uso de drogas feitas com Cannabis para combater a osteoporose e outras doenças relacionadas aos ossos.
     
    De acordo com Gabet, “nós só respondemos a Cannabis, porque nós possuímos compostos e receptores que podem ser ativados por substâncias da planta”. Os pesquisadores descobriram que o próprio esqueleto é regulado por canabinoides. Mesmo a adição de um composto não-psicogênico atuando fora do cérebro pode afetar o esqueleto. (Com o Science Daily)
     
    Fonte: Uol Saúde