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  • Campanha de vacinação contra a gripe só atinge 30% do público-alvo no país

    Campanha de vacinação contra a gripe só atinge 30% do público-alvo no país

    A cinco dias do fim da campanha, apenas 29,24% do público-alvo foi vacinado contra a gripe no país, segundo balanço divulgado nesta segunda-feira (18) pelo Ministério da Saúde.
     
    Ao todo, já foram vacinadas 14,5 milhões de pessoas. A meta, no entanto, é vacinar até 80% do público-alvo, estimado em 49,7 milhões de brasileiros.
     
    Iniciada no dia 5 de maio, a campanha de vacinação contra a gripe termina na próxima sexta-feira (22).
     
    Até agora, a maior cobertura ocorre para mulheres até 45 dias após o parto, com 40% deste grupo já imunizado, segundo o Ministério da Saúde.
     
    Em seguida, estão idosos, onde os índices de vacinação alcançam 32% do total, e crianças de seis meses a menores de cinco anos, com 29,8%.
     
    O público-alvo é composto ainda por gestantes, trabalhadores de saúde indígenas. Nestes grupos, a cobertura vacinal atinge 15% a 27%. A vacina também é recomendada para pessoas com doenças crônicas não transmissíveis, além de presos e funcionários do sistema carcerário.
     
    ESTADOS
     
    Nos Estados, o índice de vacinação varia entre 13% do público-alvo (cobertura alcançada em Roraima) a 48% (caso do Rio Grande do Sul, que iniciou a campanha antecipadamente).
     
    Segundo o Ministério da Saúde, a vacina é recomendada antes do inverno para que haja proteção contra o vírus –o período de maior circulação da doença vai do final de maio a agosto. O corpo também leva, em média, de duas a três semanas para gerar os anticorpos necessários contra a gripe.
     
    Neste ano, a vacina protege contra três subtipos do vírus, que apresentam mais chance de complicações: A/H1N1, A/H3N2 e influenza B. Ao todo, foram investidos R$ 487,6 milhões na aquisição de 54 milhões de doses.
     
    A imunização, porém, é contraindicada para pessoas que já tiveram reações em doses anteriores ou para aqueles que tem alergia a ovo de galinha e derivados.
     
    Fonte: Folha de S.Paulo 
     
  • Cientistas testam diagnóstico rápido para doença de Chagas em 5 países

    Cientistas testam diagnóstico rápido para doença de Chagas em 5 países

    Seis testes altamente eficazes e confiáveis foram descritos em estudo.
    Doença de Chagas mata 12 mil pessoas por ano; inseto transmite a doença.
     
    Pesquisadores expressaram otimismo com a perspectiva de aprovação de um teste rápido para a Doença de Chagas no começo de 2016, o que revolucionaria o diagnóstico e garantiria um tratamento mais veloz para a moléstia que afeta sete milhões de pessoas, a maioria na América Latina, informou a entidade Médicos Sem Fronteiras (MSF).
     
    Desde 2010, pesquisadores avaliaram 11 testes rápidos para Chagas e descobriram seis altamente eficazes e confiáveis, cujos resultados foram publicados no periódico “Journal of Clinical Microbiology” no início deste mês.
     
    Agora os seis testes estão sendo avaliados em quase duas mil pessoas em cinco países latino-americanos, parte da segunda fase da pesquisa que deve ser finalizada até o final deste ano.
     
    A Doença de Chagas, que mata 12 mil pessoas por ano, é transmitida por um inseto conhecido como barbeiro, que é endêmico na América Latina e que se oculta nas casas de barro nas quais vivem muitos dos pobres das áreas rurais da região.
     
    Difícil de detectar
     
    Os profissionais da organização afirmam que a doença parasitária é difícil de detectar, que só 5% dos infectados foram diagnosticados ou tratados, e que novos remédios não são desenvolvidos há 40 anos.
     
    “Hoje um grande obstáculo para o tratamento de pessoas em áreas rurais é que muitas vezes elas precisam viajar a um hospital de uma grande cidade para fazer um exame de sangue. O diagnóstico exige um certo grau de conhecimento e tempo”, explicou o doutor Martin Cazenave, chefe da missão do MSF na Bolívia, que tem a maior incidência de Chagas nas Américas.
     
    Os médicos têm esperança de que o tempo para se diagnosticar a doença possa ser reduzido das semanas ou meses atuais para alguns minutos, e com precisão, em resultado de uma pesquisa realizada pela MSF e pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
     
    “Isso poderia revolucionar a abordagem do diagnóstico, porque você consegue uma confirmação em 15 minutos e não precisa de um laboratório e de técnicos especializados. Qualquer um em uma clínica de saúde rural pode confirmar Chagas usando testes rápidos”, afirmou Cazenave.
     
    Fonte: G1 Saúde
     
  • Uso de remédio que previne HIV ganha adeptos no Brasil e pode chegar ao SUS

    Uso de remédio que previne HIV ganha adeptos no Brasil e pode chegar ao SUS

    Há seis meses o bancário Roberto*, 22, toma um comprimido do medicamento Truvada todos os dias para evitar se contaminar com o HIV. Ele mora na capital paulista com o seu namorado, o designer Cláudio*, 32, portador do vírus.
     
    “Eu vi que era uma maneira de a gente se proteger mais porque não gostamos de usar camisinha, já que a carga viral dele é indetectável. Pesquisei sobre o assunto e vi que na Europa já tinha muita gente que tomava”, diz Roberto.
     
    A precaução tem base científica. Segundo os estudos mais recentes, o medicamento que combina dois antirretrovirais (tenofovir e emtricitabina), conhecido como PrEP (profilaxia pré-exposição), protege em quase 100% contra o vírus, se tomado diariamente.
     
    O Truvada ainda não está disponível no Brasil, mas o Ministério da Saúde estuda a possibilidade de incluir a sua distribuição no SUS (Sistema Único de Saúde) para pessoas que apresentam riscos elevados de infecção.
     
    Para isso, o governo financia desde o ano passado dois estudos que tem como objetivo verificar a viabilidade e a melhor forma de oferecer o remédio na rede pública. Um deles é coordenado pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), no Rio de Janeiro, e o outro pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, na capital paulista.
     
    Juntos eles formam o projeto “PrEP Brasil”, que acompanhará, por um ano, 500 homens que fazem sexo com parceiros sem camisinha, em um comportamento de risco de exposição ao vírus. Os voluntários recebem medicamentos, fazem exames clínicos e se consultam com psicólogos. Os primeiros resultados devem ser apresentados em 2016.
     
    Remédio traz segurança no sexo
     
    Roberto é voluntário do projeto e começou a tomar o Truvada em novembro de 2014. Para não se esquecer de tomar o comprimido, ele usa um despertador e carrega sempre algumas unidades na mochila.
     
    “Passei a me sentir bem mais seguro quando comecei a tomar e fiquei sem peso na consciência. Se eu me contaminasse, seria muito ruim para mim, assim como seria para ele, porque eu poderia contaminá-lo de novo”, diz.
     
    Segundo a infectologista Beatriz Grinsztejn, que coordena o projeto no Rio de Janeiro, o Truvada tem tido alta adesão entre os voluntários. No entanto, a chefe do laboratório de pesquisa clínica em DST/Aids do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas afirma que o medicamento não deve ser considerado um substituto da camisinha. “O uso do Truvada é uma estratégia de prevenção adicional contra o HIV, mas não deve substituir o preservativo”, afirma a médica.
     
    A Organização Mundial da Saúde (OMS), o Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC), dos Estados Unidos, e a Associação Britânica de Saúde Sexual e HIV publicaram orientações sugerindo que a PrEP pode ser considerada como uma das várias opções de prevenção para aquisição do HIV entre as populações de alto risco, recomendando seu uso como parte de um programa abrangente de prevenção ao HIV, como uso da camisinha, a circuncisão e não amamentação pelas mulheres soropositivas, entre outras formas.
     
    SP tem lista de espera
     
    O uso de um medicamento para quem não está doente ainda é considerado controverso pela possibilidade de ter efeitos colaterais. Mas, segundo a infectologista, uma das vantagens do Truvada é que seus efeitos colaterais só permanecem nas primeiras semanas.
     
    “Os efeitos colaterais são muito leves e são caracterizados por náuseas, dores de cabeça e diarreias. Eles tendem a desaparecer em até três semanas”, afirma.
     
    A ausência de fortes efeitos colaterais e o aumento das evidências positivas sobre o Truvada têm aumentado o interesse de pessoas pela droga. Em São Paulo, há uma lista de espera com 200 nomes de pessoas que querem participar do projeto, de acordo com o infectologista Ricardo Vasconcelos, coordenador médico do projeto “PrEP Brasil” em São Paulo.
     
    “O que eu sinto ao conversar com os pacientes é que eles se sentem seguros com o Truvada. Há uma demanda reprimida pelo medicamento porque quem quiser fora do programa tem que importar. Uma caixa com 30 comprimidos pode custar R$ 2.000”, diz.
     
    Entretanto o infectologista adverte sobre o uso recreativo do medicamento.
     
    “Um grande medo que existe em relação à PrEP é o seu uso irregular. Se a pessoa não tomar direito, pode causar a falsa impressão de estar protegido e começar a transar sem camisinha. As pessoas têm que ter consciência que tem que tomar direito, senão o risco aumenta”, afirma.
     
    Casal sorodiscordante prefere camisinha
     
    Casados há um ano, o analista técnico João Geraldo Netto, 32, é portador do HIV, mas André Moreira, 31, não tem o vírus. Apesar disso eles não cogitam usar o Truvada para evitarem uma possível transmissão.
     
    “Sempre ouvi falar dos avanços do Truvada, porém eu não gostaria de colocar isso na nossa vida porque o André é muito sensível a medicamentos e eu tenho medo que ele traga efeitos colaterais de longo prazo. Eu prefiro manter meu tratamento e adotar outros métodos como a camisinha”, afirma Netto.
     
    Para evitar contaminar o marido, Netto toma o coquetel antirretroviral diariamente e usa camisinha em todas as relações sexuais. 
     
    “O que mais aflige o soropositivo é infectar alguém, principalmente um companheiro de vida. Mas, se a gente se trata, já é meio caminho andado, porque diminui em mais de 90% a chance de isso acontecer”, diz. 
     
    * Os nomes são fictícios.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • USP Ribeirão testa objeto menor que grão de arroz para combate a cegueira

    USP Ribeirão testa objeto menor que grão de arroz para combate a cegueira

    Dispositivo colocado no globo ocular libera medicamento regularmente.
    Tecnologia reduz em 4 vezes o custo de tratamento de doenças na retina.
     
    Pesquisadores da Universidade de São Paulo em Ribeirão Preto (SP) evidenciaram a eficácia de um dispositivo mais fino do que um grão de arroz no tratamento de doenças como a retinopatia diabética, que pode levar à cegueira, por um custo quatro vezes menor do que implantes importados.
     
    Desenvolvida pelo professor da Faculdade de Farmácia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Armando da Silva Cunha Junior, a tecnologia é testada desde 2014 pela Faculdade de Medicina no campus da USP no interior de São Paulo.
     
    Na primeira fase de testes, classificada como de segurança, a inovação foi aplicada em dez pacientes com oclusão da veia da retina, com hemorragias que afetam o fundo dos olhos e um inchaço na região central da retina, explica o médico e pesquisador Rodrigo Jorge. Os resultados mostraram vantagens em relação a outros métodos de combate a doenças vasculares da retina.
     
    “Esse inchaço é o principal responsável pela piora da visão nesses casos. Uma das drogas que funcionam para diminuir o inchaço da retina é o corticoide, justamente a droga que é colocada nesse pequeno comprimido que implantamos na parte de trás do olho. Esse comprimido libera essa droga de forma lenta e contínua, em doses apropriadas para o problema”, afirma.
     
    No decorrer da pesquisa, Jorge constatou que, além de reduzir a inflamação da retina, a tecnologia melhorou a acuidade visual dos pacientes e os poupou de receber injeções mensais de outros medicamentos tradicionais. Também demonstrou ter menos efeitos colaterais.
     
    “Esse estudo teve como objetivo principal mostrar que o implante não ia machucar o olho do paciente. Não teve nenhum efeito ruim para o olho desses dez pacientes que foram tratados.”
     
    O tratamento também se mostrou mais barato e duradouro em relação ao implante já existente e desenvolvido por um laboratório na Califórnia, nos EUA. “O custo do implante desenvolvido pela Universidade Federal de Minas Gerais é em torno de R$ 600 e o importado é de R$ 2,4 mil. O efeito do implante pode durar de quatro a seis meses. Ele libera lentamente a droga. Isso é muito melhor do que o que é feito atualmente, que é a injeção de outros fármacos, cujos efeitos duram em média de um a dois meses”, diz.
     
    A próxima etapa, segundo o médico responsável pela pesquisa, é ampliar o número de pacientes testados para até 60 e focar na redução do inchaço e na melhora da qualidade da visão. O andamento depende de uma autorização da Comissão Nacional de Ética e Pesquisa (Conep), em Brasília (DF).
     
    Também são necessários investimentos, que podem partir da iniciativa pública e privada, explica Jorge. “Vamos tentar o recurso público, federal ou estadual, ou às vezes, por já ter sido testado em humanos, alguma empresa tenha interesse.”
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Sem sintomas, cresce ameaça de gordura no fígado

    Sem sintomas, cresce ameaça de gordura no fígado

    Rio – Foi durante os exames de rotina que a dona de casa Marilene Valese Pantarotte, hoje com 69 anos, descobriu que algo não ia bem com seu fígado. Acima do peso, diabética, ela fazia acompanhamentos semestrais. 
     
    Depois de muitos especialistas e exames veio o diagnóstico de cirrose e tumor. O fígado estava perdido. Marilene está há dois anos à espera de transplante. Ao contrário do senso comum, que associa cirrose a consumo de álcool, Marilene nunca bebeu. A doença foi causada pelo acúmulo de gordura no fígado, a esteatose hepática. A longo prazo, a gordura acumulada pode levar a processo inflamatório crônico até, por fim, desencadear cirrose ou câncer. 
     
    “A esteatose há até dez anos não representava causa importante no transplante de fígado. Hoje, a curva é ascendente”, afirma o hepatologista Carlos Terra, presidente do Grupo de Fígado do Rio e médico do Hospital Federal da Lagoa. “Não é difícil entender a razão. Metade da população tem sobrepeso, o principal fator de risco. Se considerarmos que 20% dos pacientes com esteatose podem desenvolver cirrose, a gente entende que o impacto no transplante do fígado vá aumentar progressivamente nas próximas décadas.”
     
    Dados do Ministério da Saúde mostram que 52,2% da população adulta tem excesso de peso. Nove anos atrás, a taxa era de 43% – o aumento da população acima do peso foi de 23%. “É preciso conscientizar as pessoas de que o sobrepeso não é problema de ordem estética. É questão de saúde, que pode impactar muito seriamente a qualidade de vida”, diz Terra. 
     
    A gordura no fígado não tem sintoma nenhum. O paciente não sente dor, enjoo, nenhum incômodo. Costuma ser descoberta por acaso. Entre as mulheres, quando fazem o exame periódico e o ginecologista pede ultrassom abdominal. Nos homens, quando as enzimas do fígado aparecem alteradas em exames de sangue feitos em check-ups. Não há remédio para acabar com a gordura acumulada no fígado, mas o quadro é reversível com alimentação adequada e exercícios. 
     
    “Dos pacientes com gordura no fígado, entre 10% e 15% desenvolverão a inflamação crônica em 10 anos. Desses, nos 10 anos seguintes, 20% terão cirrose; o tipo de cirrose que predispõe ao câncer de fígado”, diz o hepatologista Carlos Eduardo Sandoli Baía, da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo. 
     
    Sem aviso 
     
    Como o paciente não sente dor ou desconforto, muitas vezes não entende a gravidade do problema. Nem acredita que está com cirrose. “Surpreendeu muito quando o médico disse que Marilene tinha cirrose. É uma pessoa que não bebe, nunca bebeu”, diz o militar reformado João Eduardo Pantarotte, de 72 anos. “Há uma ignorância muito grande da população. Quando digo que ela tem cirrose, a gente nota que a pessoa tem uma reação, vê como coisa pejorativa. Minha mulher adoeceu por causa da alimentação mal feita durante a vida. Ela foi criada passando gordura de porco em tudo, até no pão. Mas o costume adquirido desde o início da vida é difícil mudar. Nesse ponto é que nem o álcool. A pessoa não consegue mudar.”
     
    Hoje, as principais causas de transplante de fígado são a cirrose provocada pelas hepatites B e C, com 30% dos casos, e cirrose alcoólica, 20%. “As novas drogas que estão para ser aprovadas para o tratamento da hepatite C resolverão a questão da fila de transplantes. Os pacientes com cirrose por esteatose se tornarão a maioria”, disse Baía. Em 2011, os transplantes por cirrose em decorrência da esteatose respondiam por 0,6% dos transplantes de fígado. Em 2014, essa proporção passou para 2,3% – crescimento de 283%. 
     
    Fonte: Jornal O Estado de S. Paulo.
  • ” da dengue

    ” da dengue

    O Instituto Evandro Chagas confirmou, na manhã desta quinta-feira (14), 16 casos de zika vírus no país – oito no Rio Grande Norte e oito casos na Bahia. O resultado dos exames foi divulgado pelo ministro da Saúde, Arthur Chioro.
     
    O ministro afirmou que a pasta já esperava a confirmação e que outros casos devem ocorrer no país. “É preciso deixar claro que essa não é nossa preocupação. Estamos preocupados com a dengue”, afirmou.
     
    Chioro acrescentou que, embora possa provocar muito incômodo, a zika não traz risco de morte. A doença provoca febre baixa, vermelhidão nos olhos, dores nas articulações, no corpo e de cabeça.
     
    O ministro contou que a chegada no Brasil da doença já era esperada desde a Copa do Mundo. A zika é transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti contaminado com o vírus. Depois da contaminação, o paciente leva em média quatro dias para apresentar os primeiros sintomas.
     
    O tratamento é feito com medicamentos para reduzir a dor, como paracetamol. Não é indicado o uso de anti-inflamatórios ou de medicamentos com ácido acetilsalicílico. A recuperação ocorre em até sete dias depois do aparecimento dos primeiros sinais da doença.
     
    Chioro classificou como explosiva a epidemia de dengue registrada nos Estados do Acre, Goiás e São Paulo. O ministro avaliou que o número de casos de novos casos da doença entrará em declínio somente com a redução das chuvas e do calor.
     
    “Essa é nossa maior preocupação. Precisamos ficar atentos a sinais de agravamento da doença, que são dor abdominal e vômito, associado a sintomas clássicos”, disse o ministro.
     
    Fontye: Uol Saúde
  • Estudo indica nova estratégia para combate ao câncer de pulmão

    São Paulo – Um grupo de cientistas da Espanha descobriu uma inédita estratégia para o combate ao câncer com foco nos telômeros, as estruturas que protegem as extremidades dos cromossomos. Com a nova estratégia, os pesquisadores conseguiram bloquear uma proteína essencial para a reconstrução dos telômeros – mecanismo que as células tumorais utilizam para se dividir indefinidamente, tornando-se “imortais”. Com o uso da técnica, camundongos com câncer de pulmão apresentaram melhoras. O estudo foi publicado nesta quarta-feira, 13, na revista científica Embo Molecular Medicine.
     
    “O desgaste de telômeros está ganhando espaço como um potencial mecanismo para desenvolver novos alvos terapêuticos para o câncer de pulmão”, diz o artigo escrito por cientistas do Centro Nacional de Pesquisa Oncológica (CNIO), da Espanha, sob a liderança de Maria Blasco.
     
    Cada vez que uma célula se divide, ela deve duplicar seu material genético, o DNA, que fica condensado em cromossomos. No entanto, graças ao funcionamento do mecanismo de replicação do DNA, a extremidade de cada cromossomo não pode ser replicada completamente. O resultado é que os telômeros ficam mais curtos cada vez que a célula se divide. Quando os telômeros estão desgastados demais, a célula para de se dividir e pode ser eliminada. Essa morte celular, no entanto, não acontece em células tumorais, que se proliferam indefinidamente. Embora elas se dividam, seus telômeros não se desgastam e uma das razões para isso é que uma enzima, conhecida como telomerase, permanece ativa nas células de câncer – o que não acontece nas células saudáveis.
     
    Uma estratégia óbvia para evitar o reparo constante dos telômeros pela telomerase – e impedir a “imortalidade” da célula tumoral – seria inibir a enzima. Mas testes feitos com essa abordagem não tiveram bons resultados. No novo estudo, os cientistas tiveram foco nos telômeros, mas com uma abordagem diferente.
     
    Padrões repetidos
     
    Os telômeros são feitos de padrões repetidos centenas de vezes de sequências de DNA. O DNA do telômero é envolvido por um complexo de seis proteínas que formam uma cobertura protetora. A nova estratégia consiste em bloquear uma dessas proteínas, chamada TRF1, de forma que a proteção do telômero seja destruída. 
     
    A ideia de usar uma dessas proteínas como alvo ainda não havia sido tentada pelos cientistas, pois havia receio de que a ação sobre elas provocasse efeitos tóxicos. “Ninguém havia explorado ainda a ideia de utilizar uma dessas proteínas como alvo anticâncer. 
     
    É difícil encontrar drogas capazes de interferir com a ligação de proteínas ao DNA e há possibilidade de que drogas com foco nos telômeros sejam muito tóxicas. Por isso ninguém explorou essa opção antes, embora fizesse todo sentido”, disse Blasco.
     
    O novo estudo, no entanto, mostrou que bloquear a proteína TRF1 causou apenas efeitos tóxicos menores, que foram bem tolerados pelos camundongos. “No entanto, isso impediu o crescimento de carcinomas pulmonares já desenvolvidos nos camundongos”, diz o artigo. 
     
    “A remoção da TRF1 induz a um desgaste agudo de telômeros, cujo resultado é a morte celular. Nós observamos que essa estratégia mata células de câncer com eficiência, impede o crescimento do tumor e tem efeitos tóxicos suportáveis”, declarou Blasco.
     
    A proteína TRF1 foi inibida geneticamente – com a remoção do gene que a produz em camundongos – e também quimicamente, utilizando compostos desenvolvidos pelo Programa de Terapias Experimentais do CNIO. Segundo os cientistas, esses compostos poderão fornecer um ponto de partida para novas drogas anticâncer. “Mostramos que podemos encontrar potenciais drogas capazes de inibir a TRF1, que poderão ter efeitos terapêuticos quando administradas oralmente em camundongos”, afirmou Blasco. 
     
    Taxa alta
     
    Os cientistas trabalharam com modelos de camundongos para câncer de pulmão, o tipo de tumor com as mais altas taxas de mortalidade em todo o mundo. “Agora nós vamos buscar parceiros na indústria farmacêutica para levar essa pesquisa a estágios mais avançados de desenvolvimento de drogas”, e: Uol Saúde
     
    Fonte: Uol Saúde
  • HPV reduz a fertilidade masculina, aponta estudo

    HPV reduz a fertilidade masculina, aponta estudo

    O HPV, vírus transmitido por contato sexual que às vezes desencadeia cânceres genitais, também pode afetar seriamente a fertilidade masculina. A presença dele no sêmen atrapalha o nado dos espermatozoides e a viabilidade dos embriões quando essas células conseguem fecundar o óvulo.
     
    Tais conclusões integram uma série de estudos feitos por pesquisadores italianos, que deverão apresentar os resultados nesta semana em São Paulo, durante o 1º Congresso Internacional Huntington de Medicina Reprodutiva.
     
    Para os cientistas, liderados por Carlo Foresta, da Universidade de Pádua, é possível que muitos dos casos de infertilidade masculina que hoje não têm explicação estejam ligados ao HPV –estima-se que a maior parte da população terá HPV ao longo da vida.
     
    Hoje, a recomendação usual é vacinar contra o vírus as meninas que estão prestes a iniciar sua vida sexual.
     
    “Vacinar também os homens traria uma proteção extra para as mulheres não vacinadas e reduziria custos com o diagnóstico e o tratamento da infertilidade”, afirma Andrea Garolla, da Unidade de Andrologia e Medicina Reprodutiva da Universidade de Pádua, que é coautor dos estudos.
     
    “A vacinação seria a única intervenção viável hoje para prevenir o problema, porque não há medicamentos que eliminem totalmente o HPV do organismo depois que a infecção aconteceu”, explica Rodrigo Sousa Madeira Campos, urologista do A.C. Camargo Cancer Center, que avaliou a pesquisa italiana a pedido da Folha.
     
    Para o médico brasileiro, a associação entre o HPV e os problemas de fertilidade proposta pela equipe de Pádua é bastante plausível. Os italianos estimaram que embriões gerados por homens com HPV são perdidos em 66% dos casos, contra apenas 15% entre aqueles sem o vírus.
     
    ENFIADO NO DNA
     
    O principal trabalho de Foresta, Garolla e companhia, publicado na revista especializada “Andrology”, é uma meta-análise, ou seja, uma avaliação crítica de boa parte da literatura científica já publicada sobre o tema.
     
    Após avaliar dezenas de outros estudos, os pesquisadores concluíram que há boas razões para acreditar que homens que possuem o HPV em seu sêmen têm probabilidade maior de desenvolver astenozoospermia – grosso modo, uma “síndrome do espermatozoide preguiçoso”, na qual as células masculinas têm dificuldade de nadar rumo aos óvulos e, consequentemente, de fecundá-los e gerar um embrião.
     
    As razões para isso ainda não estão totalmente claras, mas uma possibilidade é que, ao integrar seu DNA ao genoma das células humanas, como costuma fazer quando causa câncer, o HPV esteja bagunçando o funcionamento dos espermatozoides.
     
    Também há indícios de que, mesmo nos casos de fecundação bem sucedida, o DNA viral acabe atrapalhando uma série de processos cruciais para o começo da gestação, como a fixação do embrião e o desenvolvimento dos tecidos invasivos que ele usa para obter recursos do organismo da mãe.
     
    O que não se sabe ainda é se, mesmo com essas dificuldades, uma criança poderia nascer com o genoma do HPV integrado ao seu DNA desde o momento da fecundação. “É possível, mas pouco provável, porque em fases tão precoces a interferência do DNA viral dificilmente permitiria o desenvolvimento normal do embrião”, argumenta Garolla.
     
    Para homens que estão tentando ser pais há bastante tempo sem sucesso e possuem o vírus em seu esperma, os italianos propõem que uma forma de mitigar o problema seria a lavagem do sêmen com produtos que podem remover ao menos parte da carga viral.
     
    Depois disso, os médicos responsáveis pelo tratamento de infertilidade adotariam a chamada injeção intracitoplasmática de espermatozoide, técnica na qual uma única célula masculina é injetada num óvulo, para aumentar as chances de uma gestação. 
     
    Fonte: Folha de São Paulo
  • Plantão Médico: O importante controle do sal

    Plantão Médico: O importante controle do sal

    É conhecida a relação do alto consumo de sal com doenças cardiovasculares. Com frequência, ele é ingerido na comida preparada em casa ou em alimentos industrializados, com o adicional perigo do saleiro na mesa de refeições.
     
    Em 1996 foi demonstrada a associação positiva entre o alto consumo de sal e o aumento da pressão arterial. Inúmeras análises confirmaram que seu baixo consumo poderia ajudar no controle da hipertensão.
     
    Estudo recentemente publicado na revista “Arquivos Brasileiros de Cardiologia” relata que substituir o sal comum por sal “light” diminui significativamente a pressão arterial de hipertensos. No sal “light”, parte do cloreto de sódio é substituído por cloreto de potássio.
     
    A pesquisa foi realizada por Carolina Lôbo de Almeida Barros e colaboradores da Liga de Hipertensão Arterial da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Goiás.
     
    Para o grupo, um fator limitante para o emprego de um sal especial no preparo de uma refeição é a possível alteração no sabor do alimento.
     
    Os autores sugerem aos fabricantes de sal “light” solucionar este problema, para assim ampliar o seu uso.
     
    Fonte: Folha de S.Paulo
  • Sobreviventes do ebola devem evitar sexo inseguro indefinidamente

    Sobreviventes do ebola devem evitar sexo inseguro indefinidamente

    O Centro de Controle de Doenças americano (CDC, na sigla em inglês) alertou os sobreviventes do vírus ebola para que usem camisinha obrigatoriamente ou evitem sexo no futuro próximo.
     
    A orientação anterior era esperar 90 dias após ser declarado curado da doença para ter relações sexuais sem proteção. Isso garantiria que o vírus não seria transmitido a seus parceiros.
     
    A mudança de orientação veio após a descoberta, por médicos da Organização Mundial de Saúde (OMS), do caso de uma mulher liberiana de 44 anos que teria contraído o vírus após manter relações com um sobrevivente, seis meses depois de ele ter sido curado.
     
    Amostras foram enviadas para o CDC para exames e, se a hipótese for confirmada, pode significar que o vírus sobrevive no sêmen masculino mais que o dobro do período considerado originalmente.
     
    “Mesmo que a amostra tenha sido positiva para fragmentos do vírus, isso não prova que ele foi contraído sexualmente. É preciso ter muito cuidado e muita clareza sobre isso”, disse à BBC, em abril a médica Nathalie Broutet, da OMS.
     
    Alguns sobreviventes, no entanto, demonstraram irritação ao saber sobre a mudança na orientação sobre as relações sexuais.
     
    A BBC falou com um motorista de ambulância liberiano, que afirmou que o CDC deveria ser responsabilizado pelo fato de as instruções iniciais não estarem corretas.
     
    Um correspondente da BBC em Monróvia, capital da Libéria, afirmou que a mensagem está sendo passada adiante e, de um modo geral, os sobreviventes a estão levando a sério.
     
    O ebola se espalha pelo contato com fluidos corporais de uma pessoa que tenha o vírus ativo e apresente sintomas da doença, como febre alta.
     
    Mas os especialistas ressaltam que pessoas recuperadas da doença não oferecem risco ao público em geral e não devem ser isoladas.
     
    Fonte: BBC Brasil