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  • Superbactéria provoca duas mortes em hospital de Sergipe

    Superbactéria provoca duas mortes em hospital de Sergipe

    A Secretaria de Estado da Saúde de Sergipe confirmou a morte de duas pessoas que estavam infectadas pela bactéria resistente KPC. Os nomes das vítimas não foram divulgados. O bacilo foi detectado entre pacientes da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), o maior hospital da rede pública de Sergipe. Outros 12 pacientes estão contaminados. Os infectados foram isolados e duas Unidades de Terapias Intensivas (UTI's) foram interditadas. Uma nova área para a instalação provisória de uma Unidade de Terapia Intensiva foi criada.
     
    “Tudo está sendo monitorado e a medida que forem surgindo novas informações, estaremos tomando as providências necessárias para que o quadro desses pacientes não se agrave”, diz o diretor Clínico do Huse, Marcos Kruger. “É uma bactéria perigosa, pode matar e a superlotação é um dos fatores que podem agravar a situação e nós queremos evitar”, completou ele, sugerindo que novos pacientes evitem a internação no HUSE. Os pacientes que estão internados na ala pós-cirúrgica devem ser remanejados para outros hospitais públicos. Nas três UTI´s do HUSE existem 64 pacientes.
     
    O relatório divulgado pela direção do Hospital informa que 12 pacientes estão contaminados  sendo que 9 estão colonizados (têm a bactéria no organismo, mas não apresentam sintomas) e outros três pacientes já estão com a infecção e o estado deles é considerado grave. “Em um paciente contaminado provoca febre alta e baixa a pressão arterial. Outro sintoma é o suor frio e em poucos dias, se não for tratado, o paciente entra em coma e morre”, disse Kruger.
     
    A bactéria Klebsiella Pneumoniae Carbapenemase [bactéria KPC] é resistente a antibióticos usados em tratamentos habituais. No caso dos pacientes está sendo utilizado a Amicacina. De acordo com Kruger, a bactéria não está no ambiente, não passa de um paciente para outro pelo ar ou respiração. A previsão da Secretaria de Saúde é que a situação de emergência deverá durar cerca de 90 dias.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Falta de verba paralisa produção de remédio contra o câncer

    Falta de verba paralisa produção de remédio contra o câncer

    Cerca de mil pacientes tiveram o tratamento de câncer de tireoide e exames de diagnóstico suspensos no Brasil entre esta segunda-feira (8) e terça (9), em razão da falta de radiofármacos produzidos pelo Instituto de Pesquisas Energéticas Nucleares (Ipen). Por causa de uma dívida acumulada ao longo do ano, o instituto teve o fornecimento de material radioativo interrompido por uma das empresas. “O pagamento da parcela foi feito na semana passada, mas não houve tempo suficiente para atender à demanda desta semana”, afirmou o superintendente do Ipen, José Carlos Bressiani.
     
    Somente no Hospital de Câncer de Barretos, 11 pacientes ficaram sem o tratamento e 16 sem fazer exames de cintilografia, indicado, por exemplo, para identificar problemas cardíacos. “Números não refletem o drama enfrentado pelos pacientes. Muitos chegam após seis meses de fila e já perderam o momento ideal da terapia”, disse o coordenador do serviço de medicina nuclear do Hospital de Câncer de Barretos, Marcelo José dos Santos.
     
    Pacientes reagiram com choro e, em alguns casos, com agressividade diante da notícia de que o tratamento havia sido suspenso, relatou Santos. No caso da terapia para tireoide, pacientes têm de suspender por um mês o uso de hormônios, devem se submeter a uma dieta restrita e precisam chegar ao hospital acompanhados.
     
    “Não é difícil entender a reação. Eles gastam tempo, dinheiro, já estão emocionalmente abalados. Chegar aqui e receber a informação de que o tratamento terá de ser adiado acaba sendo desesperador.”
     
    O superintendente do Ipen afirma que a dívida do instituto teve como ponto de partida a redução nos repasses feitos pelo Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação. Em nota, o ministério negou e disse que o repasse está regular.
     
    Dívidas
     
    Diante da falta de definição sobre os recursos destinados ao instituto em 2015, a pasta repassou, segundo Bressiani, 1/18 do orçamento de 2014. “Com isso, as dívidas se acumularam.”
     
    Pelos cálculos de Bressiani, a dívida chega a R$ 20 milhões. Além da redução de recursos, o Ipen enfrenta o aumento no valor de material radioativo. “Usamos produtos importados.” Pelos cálculos de Bressiani, os recursos são suficientes até setembro. (As informações são do jornal “O Estado de S. Paulo”)
     
    Fonte: Uol Saúde
     
     
  • Nova droga para tratar falta de libido feminina gera polêmica

    Nova droga para tratar falta de libido feminina gera polêmica

    A mídia veiculou com destaque a aprovação do conselho consultivo da FDA (food and Drug Admistration), a agência americana que regulamenta e fiscaliza alimentos e remédios, de uma nova droga para tratar da falta de desejo sexual feminino. A droga que vem sendo chamada de novo Viagra feminino pode vir a ser um verdadeiro sucesso comercial. Mas o mecanismo da droga, que interfere na liberação de neurotransmissores e circuitos do prazer cerebral, nada tem a ver com o mecanismo das drogas usadas na disfunção erétil masculina. A aprovação da Flibanserina, no entanto, foi acompanhada de uma série de precauções e advertências, em função da presença de diversos efeitos colaterais observados nos estudos clínicos. A lista de efeitos indesejáveis inclui tontura, náusea, fadiga, sonolência e risco de queda de pressão e desmaio. Entre as medidas de gerenciamento de risco do uso da medicação foram mencionadas certificação dos médicos que prescrevem a droga, que ainda serão checados pelas farmácias e registro das usuárias.
     
    Um dos estudos sobre eficácia da nova droga foi feito com mais de 1000 mulheres, com desejo sexual hipoativo, que foram randomizadas para receber Flibanserina, 100 mg/dia, por até 24 semanas, ou placebo. A média de idade das participantes era de 36 anos. Questionários sobre a sexualidade foram aplicados antes e ao final do estudo. No geral, as mulheres que usaram a medicação experimentaram melhora significativa de alguns parâmetros sexuais. Em particular elas relataram maior número de eventos sexuais qualificados como satisfatórios e menos estresse relacionado à disfunção sexual. Mas como nem tudo é perfeito, o número de efeitos colaterais não foi desprezível e quase 10% das mulheres pararam de tomar a droga por não tolerá-los. E aí é que entra parte da polêmica sobre a droga. Embora feministas tenham batalhado pela aprovação da droga, inclusive por meio do site www.eventhescore.org, alegando igualdade de direitos, não está bem claro para o meio acadêmico se os benefícios compensam os riscos. Outros estudos já haviam sugerido que o benefício é pequeno, pouco superior ao observado com placebo, e que, portanto, o risco não se justifica.
     
    A esta altura do campeonato, nem interessa se a droga, originalmente indicada para tratar depressão, já havia sido recusada, desde 2010, pela própria FDA. A expectativa de melhora da libido feminina é um tratamento que interessa a muitas mulheres. E convenhamos, a muitos homens, parceiros destas mulheres, também. A questão a ser esclarecida, em pesquisas futuras é se a medicação é ao mesmo tempo eficaz e sem efeitos colaterais. Porque, como todo mundo deve concordar, é difícil pensar em sexo quanto se está passando mal.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Novos exames de sangue podem revelar infecções virais do passado

    Novos exames de sangue podem revelar infecções virais do passado

    Um novo e econômico exame que exige apenas uma gota de sangue torna possível identificar todos os vírus infecciosos que uma pessoa teve no passado e os que tem no presente.
     
    Este novo exame, desenvolvido por cientistas do instituto médico Howard Hugues (HHMI), ajuda os profissionais da saúde a identificar múltiplos fatores que podem afetar a saúde de uma pessoa, em vez de analisar apenas um vírus.
     
    Também ajuda os pesquisadores a verificar os vírus em grandes populações e custa apenas 25 dólares por amostra de sangue.
     
    “Desenvolvemos uma metodologia de varredura que basicamente viaja no tempo no sangue de uma pessoa e observa os vírus que experimentou”, declarou Stephen Elledge, um pesquisador do HHMI do hospital de mulheres Brigham em Boston.
     
    Os investigadores já usaram o VirScan para analisar o sangue de 569 pessoas nos Estados Unidos, na África do Sul, na Tailândia e no Peru.
     
    A análise funciona identificando os anticorpos de uma pessoa para as 206 espécies de vírus que até agora se sabe que infectam os humanos.
     
    Os pesquisadores colocaram à prova o método com pacientes que se sabia de antemão que tinham vírus específicos, como HIV ou Hepatite C.
     
    “Mostrou que funciona muito bem”, disse Elledge.
     
    As 569 pessoas examinadas tinham uma média 10 tipos diferentes de vírus cada uma.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Estudo testará remédios de câncer em quem já não responde ao tratamento

    Estudo testará remédios de câncer em quem já não responde ao tratamento

    Estudo testará remédios de câncer em quem já não responde ao tratamento
     
    Um estudo clínico inédito envolvendo pacientes com câncer, que já não respondem aos tratamentos existentes, vai ser realizado nos Estados Unidos. A ideia é testar drogas de última geração que já estão no mercado, mas que não são propriamente indicadas para os casos dos pacientes. A tentativa é de ampliar o protocolo de uso de medicamentos aprovado pelo FDA (órgão norte-americano que aprova novos remédios e alimentos, na sigla em inglês).
     
    O estudo foi lançado no último congresso da ASCO (sociedade norte-americana de oncologia clínica, na sigla em inglês), em Chicago, nos Estados Unidos, na última semana, e conta com o patrocínio de cinco grandes farmacêuticas.
     
    A ideia é desburocratizar as pesquisas clínicas atraindo um maior número de pacientes para o teste de medicamentos. O foco são as pessoas diagnosticadas com tumores sólidos, mieloma múltiplo ou linfomas não-Hodgkin.
     
    O estudo, batizado de TAPUR, vai coletar informações sobre a toxicidade e atuação contra tumores dos medicamentos que já estão disponíveis no mercado norte-americano. “Os oncologistas geralmente usam terapias aprovadas para alguns tipos de câncer em pacientes com outros tipos de câncer, mas raramente esse conhecimento é organizado e disseminado. Esse estudo vai documentar a experiência do mundo real e vai descrever a eficácia desses novos testes”, afirmou o presidente da ASCO, Peter Paul Yu.
     
    Nos próximos meses devem ser criados comitês que vão organizar os dados clínicos e avaliar os casos junto aos representantes dos pacientes e seus oncologistas. Não há informações até o momento sobre o número de pacientes envolvidos no estudo. Ao menos 13 medicamentos, que combatem 15 tipos diferentes de genomas variantes serão fornecidos pelo estudo a custo zero.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • HC imprime placa 3D de titânio e refaz crânio

    HC imprime placa 3D de titânio e refaz crânio

    O Hospital de Clínicas (HC) da Unicamp, em Campinas, anunciou ontem que fez a primeira cirurgia no País para reconstrução craniofacial com placa de titânio impressa em 3D. O procedimento foi feito na estudante Jéssica Cussiolli, de 23 anos, que sofreu um acidente de moto em setembro de 2014, em Araçatuba, interior de São Paulo. A cirurgia durou oito horas. Os médicos criaram um o modelo virtual do crânio fraturado. A partir daí, a impressora 3D fez três placas cobrindo o afundamento de 12 centímetros no crânio da estudante.
     
    Fonte: O Estado de S.Paulo
  • Droga vai usar defesa do corpo contra câncer

    Droga vai usar defesa do corpo contra câncer

    Estudos apresentados na reunião da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO), maior congresso de câncer do mundo, encerrado ontem em Chicago, apontam avanços no uso de uma nova classe de remédios que estimulam o sistema imunológico a combater tumores, tratamento chamado de imunoterapia. Os resultados mais promissores foram os de medicamentos indicados para câncer de pulmão e de pele do tipo melanoma, o mais grave.
     
    Enquanto a químio e a radioterapia atuam matando diretamente as células tumorais (e outras células saudáveis por consequência), os imunoterápicos agem na estimulação do sistema imunológico para que ele próprio combata o câncer.
     
    “Quando há a ocorrência de um câncer, proteínas que ficam na superfície do tumor interagem com as proteínas das células de defesa, os linfócitos, impedindo que ele combata o câncer.
     
    Os imunoterápicos tiram esse freio dos linfócitos e permitem que eles passem a atuar a favor do paciente”, diz Daniel Herchenhorn, diretor científico do grupo de Oncologia D’Or.
     
    No caso do câncer de pulmão do tipo mais comum, o estudo feito com o imunoterápico Nivolumabe, após quimioterapia sem resposta, diminuiuem27% o risco de morte do paciente.
     
    Comparado com o tratamento padrão, apenas com químio, o porcentual de pacientes que continuaram vivos após um ano subiu de 39% para 50%.
     
    “É uma esperança para quem não respondeu à químio e em uma fase que não tínhamos muito o que fazer como alternativa”, diz Roger Miyake, diretor médico da Bristol-Myers Squibb no Brasil, laboratório que fez o estudo.
     
    O medicamento já é aprovado nos Estados Unidos e teve seu pedido de registro submetido à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no mês de maio.
     
    De acordo com estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca), cerca de 27 mil novos casos de câncer de pulmão foram registrados no País em 2014. Altamente letal, esse tipo de tumores tá associado ao tabagismo em 90% dos casos. Apenas um em cada dez pacientes com câncer de pulmão estão vivos após cinco anos da descoberta da doença.
     
    Pele
     
    No caso do melanoma, tipo agressivo de câncer de pele,a novidade apresentada no congresso americano foi um tratamento que associa dois imunoterápicos: o Nivolumabe, o mesmo testado contra o câncer de pulmão, com o Ipilimumabe, já aprovado no Brasil e também produzido pela Bristol.
     
    O uso conjunto das duas drogas diminuiu em 30% o tumor em quase 60% dos pacientes que participaram do estudo, mantendo a doença estável por um tempo médio de um ano.
     
    Efeitos
     
    Por não atacar células saudáveis do corpo como a quimioterapia e a radioterapia, a imunoterapia provoca efeitos colaterais diferentes. Não há queda de cabelos, por exemplo, mas o paciente pode manifestar problemas como diarreia e doenças de pele.
     
    Fonte: O Estado de S.Paulo
     
  • UBS é primeira referência em saúde do brasileiro, diz pesquisa do IBGE

    UBS é primeira referência em saúde do brasileiro, diz pesquisa do IBGE

    Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) visitou 81.767 casas de todo o país.
    Segundo estudo, quase um terço da população tem algum plano de saúde.
     
    A Unidade Básica de Saúde (UBS) é a primeira referência para quase metade da população brasileira: 47,9% das pessoas costumam recorrer a esse serviço quando têm algum problema de saúde, ante 21,4% que escolhem ir a emergências de hospitais públicos, pronto-atendimentos públicos e ambulatórios. A UBS é definida pelo Ministério da Saúde como o local prioritário de atenção básica à saúde na estrutura do SUS.
     
    Uma parcela de 20,6% procura consultório particular ou clínica privada e outros 4,9% buscam estabelecimentos de pronto-atendimento privados. O restante da população se divide entre farmácias, centros de especialidades e outras unidades do SUS.
     
    Os dados são da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Durante a divulgação dos resultados, nesta terça-feira (2), o ministro da Saúde, Arthur Chioro, disse que a “imagem negativa” do atendimento no SUS não é verdadeira. “Quem usa o SUS avalia de maneira positiva. Quem não usa fica com a percepção que não tem qualidade e nega atendimento.” Embora o panorama não avalie a qualidade do atendimento, ele afirmou que “todas pesquisas dos usuários mostram alto grau de satisfação”.
     
    Trata-se da primeira edição da pesquisa e também o primeiro levantamento de saúde em âmbito nacional a coletar amostras de sangue e de urina da população entrevistada, o que confere mais precisão aos resultados. Pesquisas nacionais feitas anteriormente dependiam exclusivamente do relato do entrevistado sobre seus problemas de saúde (leia mais abaixo).
     
    Nesta terça-feira, o instituto divulgou o segundo volume dos resultados obtidos a partir da coleta feita no segundo semestre de 2013. O primeiro volume de dados foi divulgado em dezembro de 2014.
     
    Foram visitadas 81.767 casas em todos os estados brasileiros, entre as quais 62.986 aceitaram responder ao questionário do IBGE. Enquanto todos os entrevistados tiveram peso, altura, circunferência da cintura e pressão arterial medidas, 25% desse conjunto realizaram também os exames de sangue e urina.
     
    A pesquisa também divulgou dados sobre a quantidade de cães e gatos de estimação nos lares brasileiros.
     
    Serviços
     
    Entre os domicílios visitados, 93,7% têm água canalizada em ao menos um cômodo, 60,9% têm esgoto, 89,3% são atendidos por serviço de coleta de lixo e 99,6% têm energia elétrica.
     
    Plano de saúde
     
    A pesquisa constatou também que 27,9% da população tem algum tipo de plano de saúde, seja médico ou odontológico. Em 32,4% dos casos, quem paga o plano é o empregador do titular. Entre os que bancam diretamente o próprio plano, 57,6% pagam menos de R$ 200 mensais. Já uma parcela de 4,7% paga mais do que R$ 1.000 de mensalidade.
     
    Consultas
     
    Entre as pessoas entrevistadas, 72,1% relataram ter consultado ao menos um médico nos últimos 12 meses antes da pesquisa. Já a parcela dos que haviam consultado um dentista no mesmo período foi de 44,4%.
     
    Gripe e resfriado
     
    Segundo o levantamento, 7% das pessoas deixaram de realizar atividades habituais por motivo de saúde nas duas semanas anteriores à pesquisa. Essa parcela passou a 11,5% entre pessoas com 60 anos ou mais. Entre os que tiveram problemas de saúde nas duas semanas anterires à pesquisa, 17,8% tiveram resfriado ou gripe e 10,5% dores nas costas, pescoço ou nuca.
     
    Entre os que receberam atendimento em algum serviço de saúde, a parcela dos que conseguiram obte pelo menos um dos medicamentos receitados no serviço público de saúde foi de 33,2%.
     
    Internações: parto normal e cesárea
     
    O estudo revelou ainda que 6% dos entrevistados ficaram internados em hospitais por pelo menos um dia nos últimos 12 meses antes da pesquisa. Enquanto o principal motivo de internação nos hospitais públicos foi o parto normal (7,2%), seguido pela cesárea (5,9%), nos hospitais privados, ocorreu o inverso: a cesárea corresponde a 9,7% das internações, enuqnato o parto normal corresponde a 2,1%.
     
    O ministro Chioro citou a prevalência de cesáreas nos hospitais particulares como “preocupante”. Ele também mostrou preocupação com a “epidemia de assidentes de trânsito”.
     
    Acidentes e cinto de segurança
     
    A proporção dos que se envolveram de acidente de trânsito com lesões corporais, segundo a pesquisa foi de 3,1%, dentre os quais 15,2% tiveram sequelas ou incapacidades.
     
    “Tenho quase a convicção de que muitos de nós nunca ouvimos falar sobre como o uso do cinto no banco de trás diminui em 75% a taxa de morte. E não chegamos a 50% de uso – em algumas regiões, o número é bem pequeno”, disse Chioro, durante a apresentação dos dados
     
    A parcela de pessoas que sofreram violência física de pessoa desconhecida nos 12 meses anteriores à coleta de dados foi de 3,1%. Os que sofreram violência de pessoa conhecida foi de 2,5%.
     
    Discriminação
     
    Segundo a PNS, 10,6% da população já se sentiu discriminada em serviços de saúde, entre públicos e privados, seja por motivo de falta de dinheiro, classe social, cor, tipo de ocupação, tipo de doença, religião e preferência sexual.
     
    Outras pesquisas nacionais de saúde
     
    Pesquisas nacionais sobre a saúde da população feitas anteriormente não coletavam amostras para exames. É o caso da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), que abordou o tema da saúde em 1998, 2003 e 2008 e também do Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), feito anualmente desde 2006.
     
    A PNS ainda terá uma terceira etapa de divulgação de dados no final do ano, que deve incluir informações sobre a pressão arterial dos entrevistados. Os dados levantados a partir dos exames de sangue e urina, por sua vez, só serão divulgados em uma etapa posterior.
     
    Fonte: Bem estar
  • Acesso à

    Acesso à

    A prescrição da “pílula do dia seguinte” para aids vai mudar no Brasil. Para ampliar o acesso à terapia e com isso tentar reduzir o número de novas infecções no País, o Ministério da Saúde colocou em consulta pública um protocolo que torna único o tratamento com drogas antiaids indicado para pessoas expostas ao HIV, a chamada profilaxia pós-exposição.
     
    Atualmente,a estratégia terapêutica muda de acordo com o grupo exposto ao vírus. Profissionais de saúde que tiveram contato com sangue ou secreções que possam ter HIV recebem um tratamento distinto de, por exemplo, mulheres vítimas de violência sexual ou de pessoas que tiveram uma relação sexual desprotegida. “Isso não é necessário. O tratamento único é igualmente eficaz,independentemente da forma de exposição”, disse o diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Fábio Mesquita.
     
    Os protocolos distintos levam a uma redução na oferta dos antirretrovirais. “Centros especializados em acolhimento de mulheres vítimas de violência não se sentem autorizados a dispensar os remédios para uma pessoa, por exemplo, que tenha tido uma relação sexual desprotegida”, relata Mesquita.
    “Com a uniformização, todos os centros vão poder atender todos pacientes. É uma forma de aumentar a rede de dispensação”, completou.
     
    Em 2014, 21.512 pessoas fizeram a profilaxia pós-exposição, um número considerado baixo por Mesquita. Do total, a maioria (40,8%) se expôs ao risco de contato com HIV em acidentes de trabalho. O segundo maior grupo foi o de pessoas que tiveram relações sexuais desprotegidas (33,2%), seguido por vítimas de violência (21,8%).
     
    Comportamento de risco. Pesquisas mostram que o comportamento de risco para aids aumentou entre brasileiros. Embora o nível de informação sobre a forma de transmissão do HIV seja alto, é baixo o uso de preservativo com parceiros casuais.
     
    “A terapia pós-exposição se transformou em uma opção que deve se juntar a outras formas de prevenção do HIV.O raciocínio é que é preferível tomar o medicamento por 28 dias do que durante toda a vida”,afirmou o diretor.
     
    Além de unificar a terapia, o governo quer ampliar os serviços que ofertam o tratamento. A ideia é acabar com o atendimento voltado a segmentos específicos e, na próxima etapa, prevista para 2016, estender a distribuição dos medicamentos aos serviços de emergência.
     
    Exemplo. Somente o Rio Grande do Sul oferta atualmente a terapia pós-exposição nos serviços de emergência, que não fecham nos fins de semana ou à noite. A iniciativa, que faz parte de um projeto-piloto, deve ter os dados analisados até o fim deste ano. O plano é que, feita a avaliação, se estenda a iniciativa para todo o País. Para ter eficácia, o tratamento tem de começar 72 horas depois da relação de risco.“Não faz sentidoas pessoas ficaremindo de serviço em serviço”, disse o diretor.
     
    O tratamento sugerido em consulta pública é feito com a combinação de quatro drogas antiaids: tenofovir,lamivudina, atazanavir com ritonavir.A terapia tem de ser dada durante 28 dias. Uma outra mudança proposta pela consulta, que ficará 30 dias aberta para contribuições,é reduzir o tempo de acompanhamento dessas pessoas que fizeram a profilaxia pós-exposição de 6 meses para 3 meses.
     
    “Quando o protocolo havia sido feito, os exames não eram tão precisos e o risco de um falso negativo era maior”, justificou o diretor. Depois da consulta pública, a proposta de mudança deverá ser avaliada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias do SUS (Conitec).
     
    Fonte: O Estado de S.Paulo
  • Risco de morte cai 50% com uso rápido de antirretroviral, diz estudo

    Risco de morte cai 50% com uso rápido de antirretroviral, diz estudo

    Tomar antirretrovirais desde a infecção pelo HIV pode reduzir o risco de morte em mais de 50%. É o que revela o mais amplo estudo sobre medicamentos e aids já feito no mundo, cujos resultados iniciais foram divulgados anteontem.
     
    Chamada de Start (Strategic Timing of Antiretroviral Treatment), a investigação foi suspensa um ano antes do previsto justamente porque os dados preliminares já mostraram que os pacientes tratados desde o início apresentaram 53% menos probabilidade de morrer ou desenvolver enfermidades ligadas à infecção, em relação a um grupo que iniciou o estudo com o corpo já debilitado. Esses dados, combinados com pesquisas anteriores, aconselham a oferecer tratamento a todas as pessoas quando infectadas,assinalam os autores do trabalho.
     
    Financiado principalmente pelos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos, o Start teve início em março de 2011 com 4.685 homens e mulheres de 35 países, com idade média de 36 anos. É apontado como o primeiro trabalho de grande magnitude focado em antirretrovirais – quando iniciado, seus autores tinham dúvidas se o tratamento não traria mais riscos do que benefícios. Entre os países colaboradores estão França, Alemanha e Inglaterra.
     
    “Dispomos agora de uma prova irrefutável de que a saúde de uma pessoa infectada pelo HIV é muito melhor quando se começa uma terapia antirretroviral o mais cedo possível”, declarou o diretor do Instituto de Alergia e Enfermidades Infecciosas dos Estados Unidos (NIAID),Anthony Fauci. “Uma terapia mai precoce não só melhora a saúde das pessoas infectadas como, ao mesmo tempo, reduz a carga viral e o risco de transmissão da aids.” De acordo com especialistas, há ao menos 35 milhões de pessoas infectadas por HIV no mundo, mas só 13 milhões usam o coquetel.
     
    Fonte: O Estado de S.Paulo