Author: admin

  • Anvisa aprova regras para importação de medicamentos com canabidiol

    Anvisa aprova regras para importação de medicamentos com canabidiol

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou nesta quarta-feira (22) regras que facilitam a importação de medicamentos que tenham como princípio ativo o canabidiol, um dos derivados da maconha. A principal alteração é a que deixa de exigir um pedido de autorização novo para cada importação, mas o cadastro na Anvisa deverá ser renovado a cada ano.
     
    As mudanças que constam da nova resolução vieram depois de um ano da aprovação de importação de produtos com canabidiol no país. Nesse período, a Anvisa analisou o processo e teve reuniões periódicas com famílias de pacientes que usam os medicamentos. Em janeiro, foi liberado oficialmente o uso desse tipo de produto para uso medicinal.
     
    O cadastro permitirá que as famílias façam a importação do produto sem precisar apresentar o pedido à Anvisa todas as vezes. Ele só precisará ser renovado anualmente, com a apresentação de um laudo médico mostrando a manutenção do quadro médico que exige o uso do medicamento e uma nova receita. Outra mudança é que a compra no exterior não precisará ser feita de uma vez só. Se por questões financeiras a família, mesmo tendo uma receita de vários lotes, preferir fazer várias compras, poderá fazê-lo.
     
    A resolução também permitirá que a importação passe a ser feita por associações de parentes de usuários, em vez de exigir, como hoje, que cada família faça o seu pedido. A associação não poderá vender o produto, o que é proibido no Brasil, mas poderá reunir famílias que precisam do mesmo medicamento e fazer apenas um mesmo pedido, diminuindo custos e a burocracia envolvida na importação. A autorização, no entanto, continua a ser individual por paciente.
     
    A Anvisa também deixou claro que entidades hospitalares, governamentais ligadas à saúde e planos de saúde poderão fazer também a importação, para atender seus pacientes. Essa possibilidade não estava clara na resolução anterior.
     
    A agência preparou uma lista de produtos que se enquadram nas regras para uso médico no Brasil – entre elas, ter teor de THC, que tem efeito psicoativo, menor do que o de canabidiol e ter registro em seu país de origem – e que poderão ser importados dentro dessas novas regras. De acordo com a assessoria da Anvisa, eles representam 95% dos medicamentos desse tipo importados hoje.
     
    Apesar das mudanças, um dos principais entraves para as famílias que necessitam dos produtos, as taxas de importação, não devem mudar – podem diminuir no caso das compras feitas via associações. Também não está em estudo a autorização de venda por meio de serviços postais. Uma das reclamações das famílias é a exigência de retirada do produto pessoalmente nos aeroportos. A avaliação da Anvisa é que as entregas por serviços postais fariam com que o governo perdesse o controle do que está entrando no país.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • EUA emitem alerta para turista sobre risco de contrair dengue no Brasil

    EUA emitem alerta para turista sobre risco de contrair dengue no Brasil

    O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) dos Estados Unidos emitiu alerta aos americanos para o risco de contrair dengue e malária em viagens ao Brasil. Em escala de 1 a 3, o País foi classificado como risco nível 1, de atenção.
     
    Isso quer dizer que o viajante deve adotar precauções. Libéria e Serra Leoa, por exemplo, são nível 3, por causa do Ebola – e devem ser evitados. O Ministério da Saúde considerou a medida “adequada”.
     
    “O Brasil de fato está enfrentando epidemia de dengue em algumas regiões e cabe o aviso aos viajantes”, afirmou o diretor de Vigilância de Doenças Transmissíveis, Cláudio Maierovitch.
     
    O alerta sobre dengue foi publicado no site do CDC na segunda-feira. O texto informa que, segundo a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), houve o registro de 224.101 casos e 52 mortes só neste ano. São Paulo, Goiás e Acre são os Estados mais afetados.
     
    O CDC ressalta que não há vacina nem remédio eficaz para prevenir a dengue e os viajantes devem usar repelentes. O centro sugere ainda que os turistas se vistam com calças e camisas de mangas compridas. Se usarem filtro solar, o repelente deve ser aplicado em seguida.
     
    “A pessoa só se torna imune à dengue se foi infectada pelos quatro sorotipos da doença. E, se já teve infecção anterior, a chance de ter a forma grave da dengue é maior. Nesse sentido, é indiferente que o turista nunca tenha tido contato com a doença”, explicou Maierovitch.
     
    Malária 
     
    O CDC também emitiu alertas a respeito de malária. Em 27 de março,o País foi classificado como risco nível 1, por causa do registro de 23 casos de transmissão da doença no Rio e 5 em Goiás. A transmissão local significa que mosquitos foram infectados pela malária e estão espalhando a doença para a população, alerta o órgão. O centro recomenda que pessoas que estejam viajando para Goiás ou para a Região Serrana e áreas de Mata Atlântica do Rio também se protejam.
     
    De acordo com Denise Valle, pesquisadora do Laboratório de Biologia Molecular de Flavivírus do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), esse tipo de alerta é “mais ou menos recorrente” e se justifica no caso da dengue. “Estamos no meio de um surto e precauções devem ser tomadas”, afirma.
     
    Exagero. As medidas mais eficazes para o combate à dengue são as preventivas, como controle de criadouros e saneamento básico, ressalta Denise. Já no caso da malária, a especialista considera que houve“certo exagero” do órgão internacional.
     
    “É um pequeno surto,muito localizado, no interior do Rio. De vez em quando acontecem esses casos, mas 99% dos registros de malária são na Região Amazônica. Isso ocorre porque os mosquitos encontrados na Região Sudeste, por exemplo, são maus transmissores.” O superintendente de Vigilância Epidemiológica e Ambiental da Secretaria de Saúde do Estado do Rio, Alexandre Chieppe, diz que a própria secretaria emitiu um alerta para malária em março, para chamar a atenção de pessoas que visitaram áreas de Mata Atlântica em Nova Friburgo, Petrópolis, Teresópolis e Miguel Pereira.
     
    “Esse tipo de alerta, se for direcionado e emitido de forma a não causar pânico, deve ser feito de forma rotineira. No ano passado, fizemos o mesmo com quem estava indo para a Europa, por causa dos casos de sarampo”, afirmou Chieppe.
     
    Fonte: O Estado de S.Paulo
     
  • Novo estudo reforça a inexistência de vínculos entre vacinas e autismo

    Novo estudo reforça a inexistência de vínculos entre vacinas e autismo

    Um novo estudo científico descartou a existência de vínculos entre o autismo e a vacina contra sarampo, caxumba e rubéola (MMR), mesmo entre crianças de alto risco,  de acordo com uma pesquisa norte-americana publicada nesta terça-feira (21).
     
    Os resultados publicados no Journal of the American Medical Association (JAMA) baseiam-se em um estudo feito com cerca de 95 mil jovens.
     
    Todos aqueles no estudo tinham irmãos mais velhos. Algumas das crianças mais velhas tinham autismo e outras, não.
     
    Já que o autismo pode ocorrer em famílias, os pesquisadores decidiram examinar se as vacinas poderiam tornar autismo ainda mais provável em crianças que tinham irmãos com autismo.
     
    Eles descobriram que as vacinas não tinham influência no risco de se desenvolver autismo, com ou sem um irmão na família diagnosticado com o problema.
     
    “De acordo com estudos em outras populações, não observamos relação entre a vacina MMR e o aumento do risco entre as crianças”, explicou o estudo, feito por Anjali Jain, médico em Falls Church, Virgínia.
     
    “Nós também não encontramos nenhuma evidência de que o recebimento de uma ou duas doses da vacina MMR está associado a um risco aumentado de autismo entre as crianças que tinham irmãos mais velhos com o distúrbio”, prosseguiu.
     
    O autismo está em ascensão, e afeta uma em cada 68 crianças nos Estados Unidos, mas suas causas ainda são pouco compreendidas.
     
    Rumores sobre a relação entre vacinas e autismo começaram a se espalhar após a publicação, em 1998, de um artigo de Andrew Wakefield que pretendia encontrar uma ligação entre a vacina MMR e o autismo em 12 crianças.
     
    Mais tarde, o artigo foi considerado fraudulento e foi recolhido pela revista que o publicou. A Grã-Bretanha também retirou a licença médica de Andrew Wakefield.
     
    Mas as preocupações sobre a segurança da vacina, principalmente na era da Internet, têm se mostrado difícil de dominar.
     
    “Apesar de um volume substancial de pesquisas ao longo dos últimos 15 anos não ter encontrado nenhuma relação entre a vacina MMR e o autismo, pais e outras pessoas continuam a fazer essa associação”, argumentou o estudo.
     
    “Pesquisas de pais que têm filhos com autismo sugerem que muitos acreditam que a vacina MMR foi um fator contribuinte”, concluiu.
     
    As crianças que têm um irmão mais velho com autismo são menos propensas a se vacinar, segundo o estudo.
     
    A taxa de vacinação contra sarampo para as crianças com irmãos não afetados foi de 92 por cento até os cinco anos de idade.
     
    Em contraste, as taxas de vacinação MMR para crianças com irmãos mais velhos com autismo foi de 86 por cento aos cinco anos de idade.
     
    Um editorial acompanhando o artigo escrito por Bryan King, médico da Universidade de Washington e do Hospital Infantil de Seattle, afirma que os dados são claros.
     
    “A única conclusão que se pode tirar do estudo é que não há nenhum sinal que sugira uma relação entre a vacina MMR e o desenvolvimento de autismo em crianças com ou sem um irmão que tem autismo”, escreveu King.
     
    “No seu conjunto, algumas dezenas de estudos demonstraram que a idade de manifestação do autismo não difere entre as crianças vacinadas e não vacinadas, assim como a gravidade ou o desenvolvimento do autismo não diferem entre as crianças vacinadas e as não vacinadas e, agora, o risco de recorrência de autismo nas famílias não difere entre as crianças vacinadas e as não vacinadas”, prosseguiu.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Anticoncepcional masculino deve chegar ao mercado em 2017

    Anticoncepcional masculino deve chegar ao mercado em 2017

    A Fundação Parsemus, dos Estados Unidos, deve lançar um método contraceptivo para ser utilizado por homens até 2017. O produto está em fase de testes. Segundo os cientistas, o remédio não tem contraindicações e não modifica a produção de hormônios masculinos.
     
    O mecanismo desenvolvido pela empresa consiste na aplicação de um gel, chamado Vasalgel, nos vasos deferentes, que ficam nos testículos. O gel bloqueia a passagem dos espermatozoides, da mesma forma como aconteceria se o homem fizesse uma vasectomia. A diferença é que a situação pode ser revertida com a aplicação de uma injeção de bicarbonato de sódio no local. O medicamento, que pode funcionar por até por dez anos, tem custo estimado para a comercialização inferior a US$ 400 (cerca de R$ 1.500).
     
    Até o momento, os testes mostraram que o produto é eficaz em animais, mas as experiências em seres humanos ainda não foram realizadas. A Fundação Parsemus é uma organização norte-americana sem fins lucrativos voltada ao desenvolvimento de medicamentos com baixo custo.
     
    “O Vasalgel é uma ação prolongada, contraceptivo não hormonal semelhante à vasectomia, mas com uma vantagem significativa: é provável que seja mais reversível”, afirma a Parsemus, em nota.
     
    Segundo Elaine Lissner, diretora da ONG, a expectativa do produto é reduzir substancialmente o número de gestações não programadas. “Homens possuem, hoje, basicamente as mesmas opções anticoncepcionais que tinham há cem anos. Ou usam camisinha, ou fazem vasectomia, que é permanente. O Vasalgel trata-se de uma nova opção, reversível e acessível”, afirmou.
     
    Pesquisa
     
    A pesquisa começou em 2010, depois que a Fundação Parsemus adquiriu os direitos sobre um medicamento chamado RISUG, desenvolvido e comercializado na Índia, há cerca de três décadas. Após pequenas modificações no contraceptivo, a empresa realizou teste bem-sucedidos em coelhos por 12 meses.
     
    No ano passado, a Parsemus aplicou o produto em babuínos, que tiveram acesso irrestrito a 15 fêmeas para copular. Seis meses depois, nenhuma ficou grávida. Os experimentos em macacos continuam a ocorrer e, depois de finalizados, a intenção é testar o produto em humanos.
     
    A Parsemus ressalta, no entanto, que, como a produção do contraceptivo não interessa às grandes indústrias farmacêuticas, as pesquisas dependem da doação de apoiadores. Perto de mil pessoas já doaram e mais de 23 mil assinaram uma lista de apoio à pesquisa, segundo a instituição.
     
    Mudança
     
    Segundo a socióloga Denusa Alcades da Unesp (Universidade Estadual Paulista), a chegada de um contraceptivo masculino ao mercado é importante para que haja uma divisão maior da responsabilidade entre homens e mulheres para evitar a concepção indesejada. “Ainda é comum dizerem que a mulher foi a responsável pela gravidez, que o homem não sabia. A responsabilidade cai toda sobre a mulher. Um método masculino ajuda a equilibrar essa situação, tira o peso que está só nas costas femininas”, conta.
     
    Já o psicólogo e sexólogo Daniel Denardi, a medida é importante também para os homens, já que, com isso, eles passam a depender apenas de si para evitar a concepção. “Muitos homens já crescem com a preocupação e a responsabilidade em só conceber um filho quando preparados e gostariam de também ter o poder de controlar esta situação. Com essa tecnologia, isso se torna possível, sem depender da mulher”, disse.
     
    Para Denardi, o medicamento poderá ajudar, também, homens que não se adaptam ao sexo com preservativo. “Além disso, há casos onde a mulher não pode utilizar contraceptivos hormonais. Em todos os casos, é uma excelente notícia”, conclui.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Anvisa aprova novo medicamento para tratamento da hepatite C

    Anvisa aprova novo medicamento para tratamento da hepatite C

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou hoje (22) no Diário Oficial da União o registro do Viekira Pak (ombitasvir, veruprevir, ritonavir, dasabuvir). Este é o quarto medicamento para o tratamento da hepatite C registrado este ano no país.
     
    Segundo a Anvisa, o remédio passa a integrar uma lista de medicamentos inovadores, também composta pelo Daklinza® (daclatasvir), Olysio® (simeprevir) e Sovaldi® (sofosbuvir), que tiveram processos de análise de registros priorizados pela agência a pedido do Ministério da Saúde.
     
    “Durante a avaliação, todas as etapas para o registro de um medicamento no país, como análise da tecnologia farmacêutica, de eficácia e de segurança, foram cuidadosamente mantidas”, informou o órgão.
     
    O medicamento Viekira Pak foi aprovado na forma farmacêutica, constituído por comprimidos revestidos de ombitasvir (12,5 mg), veruprevir (75 mg) e ritonavir (50 mg) associados e comprimidos revestidos de dasabuvir, na concentração de 250 mg.
     
    A hepatite C é causada pelo vírus C (HCV), presente no sangue. Entre as causas de transmissão mais comuns estão a transfusão de sangue e o compartilhamento de material para uso de drogas (seringas, agulhas, cachimbos, entre outros), de higiene pessoal (lâminas de barbear e depilar, escovas de dente, alicates de unha ou outros objetos que furam ou cortam) ou para a confecção de tatuagem e colocação de piercings.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Aprovado nos EUA medicamento genérico para esclerose múltipla

    Aprovado nos EUA medicamento genérico para esclerose múltipla

    A gigante farmacêutica suíça Novartis anunciou nesta quinta-feira que a Sandoz, subsidiária dedicada a medicamentos genéricos, obteve o sinal verde das autoridades de saúde dos Estados Unidos para uma versão genérica de um tratamento para a esclerose múltipla.
     
    A agência norte-americana que regula os medicamentos (Food and Drug Administration, a FDA) aprovou um medicamento da Sandoz chamado Glatopa, uma versão genérica do Copaxone 20 mg, um tratamento desenvolvido pelo grupo israelense Teva, afirmou a Novartis em comunicado.
     
    O Glatopa, desenvolvido com a empresa de biotecnologia norte-americana Momenta, é a primeira versão genérica deste tratamento aprovada para formas reincidentes de esclerose múltipla.
     
    “A Sandoz, com Momenta, se orgulha de ser a primeira empresa a receber aprovação da FDA para uma versão genérica substituível deste tratamento importante”, disse Peter Goldschmidt, presidente da Sandoz EUA, em comunicado.
     
    A esclerose múltipla é uma doença debilitante que afeta cerca de meio milhão de pessoas nos Estados Unidos, segundo a Novartis.
     
    O Copaxone é o carro-chefe grupo israelense Teva, responsável sozinho por cerca de um quinto de sua receita.
     
    O grupo israelense, conhecido como líder mundial em medicamentos genéricos, não poupou esforços para proteger a droga, centro de uma disputa legal com a Sandoz sobre a qual o Supremo Tribunal Federal dos Estados Unidos se pronunciou em janeiro.
     
    Na Bolsa de Nova York, onde o grupo israelense é cotado, o título caiu 3,76%, a 63,49 dólares.
     
    “A Teva reconheceu há algum tempo que uma versão genérica do nosso Copaxone 20 mg/mL poderia entrar no mercado e nós já trabalhávamos com isso”, informou um porta-voz, procurado pela AFP.
     
    O grupo lançou uma versão em 40mg, dizendo-se satisfeito com a aplicação e adoção pelos médicos.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Tratamento antileucemia pode ser chave para câncer de pâncreas

    Tratamento antileucemia pode ser chave para câncer de pâncreas

    Um tratamento utilizado para tratar leucemia e linfomas pode tornar mais eficaz a quimioterapia para combater o câncer de pâncreas, um dos mais letais – segundo um estudo científico cujos resultados foram apresentados nesta quarta-feira (15) em Barcelona, na Espanha.
     
    O estudo vem de um experimento realizado em ratos por um grupo de pesquisadores do Instituto de Oncologia do hospital Vall d'Hebron, em Barcelona, e os testes serão realizados este ano em pacientes com este câncer, cuja taxa de mortalidade é de 95% no prazo de cinco anos após o diagnóstico.
     
    “As células cancerosas ficam em uma espécie de escudo à base de fibras. Este escudo as protege contra a quimioterapia e, por isso, não é muito eficaz em atingir seu alvo”, explicou à AFP Laura Soucek, diretora da equipe de cientistas.
     
    Durante os testes em ratos com tumores malignos (adenocarcinomas), os investigadores administraram a esses animais um tratamento normalmente utilizados para a leucemia e os linfomas, o Ibrutinib.
     
    “A surpresa foi excepcional (…), o Ibrutinib atacou o escudo, tornando-o muito mais fino. De repente, as células cancerosas ficaram muito mais acessíveis à quimioterapia”, disse a pesquisadora.
     
    Os resultados destas experiências foram publicados este mês na revista Cancer Research. Eles concluem que esta substância ajuda a retardar o crescimento do tumor e aumentam as chances de sobrevivência de ratos, informou o hospital em comunicado.
     
    Como se trata de um tratamento já existente, “os testes clínicos em pacientes com câncer podem começar já este ano, talvez dentro de seis meses”, afirmou a cientista.
     
    Fonte: Uol Saúde
     
  • Uso indevido de medicamentos causa morte de 20 mil por ano no Brasil

    Uso indevido de medicamentos causa morte de 20 mil por ano no Brasil

    Alerte os consumidores sobre os riscos da automedicação
     
    Vista por muitos como uma solução imediata, a automedicação pode trazer consequências mais graves do que se imagina, como intoxicação, reações alérgicas, dependência e, em alguns casos o óbito. Segundo a Associação Brasileira das Indústrias Farmacêuticas (Abifarma), todo ano, cerca de 20 mil pessoas morrem, no País, vítimas da automedicação. O uso indevido de medicamentos é considerado atualmente um problema de saúde pública no Brasil e no mundo.
     
    A automedicação é definida como uso de medicamentos sem prescrição médica, onde o próprio paciente decide qual fármaco utilizar – muitas vezes influenciado por familiares, amigos ou o próprio balconista da farmácia. “Ao avaliar a gravidade do seu caso e escolher a terapêutica mais adequada sem a indicação médica, o indivíduo pode levar ao agravamento de uma patologia, internação ou até mesmo ao óbito”, afirma o diretor técnico da Central de Medicamentos de Alto Custo Juarez Barbosa, Roney Pereira Pinto.
     
    Ele informa que, de acordo com relatórios da Organização Mundial de Saúde (OMS), a prática pode aumentar o erro nos diagnósticos das doenças e da utilização de dosagem correta, além de favorecer o aparecimento de efeitos indesejáveis, como a intoxicação. Segundo dados do Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (Sintox), os medicamentos são responsáveis por 28% de todas as notificações de intoxicação.
     
    Roney ainda ressalta que a automedicação pode mascarar diagnósticos. “O que pode estar sendo paliativo pode também mascarar uma patologia grave, portanto é necessário buscar o serviço de um profissional especializado de saúde para ter maior segurança”, pontua.
     
    Fonte: Diário da Manhã
     
     
  • Remédio preventivo para grupo com mais risco de pegar Aids chega ao SUS

    Remédio preventivo para grupo com mais risco de pegar Aids chega ao SUS

    O Sistema Único de Saúde (SUS) está se adaptando à grande mudança que o campo do HIV sofreu nos últimos quatro anos. O grande desafio é reorganizar o atendimento e incluir os soronegativos sob risco. A prevenção, que antes se limitava a métodos comportamentais como o preservativo, agora contará cada vez mais com remédios. A nova estratégia é chamada de prevenção combinada.
     
    Dos três métodos preventivos medicamentosos que emergem, um é antigo, mas nunca emplacou no Brasil, sendo pouco usado por aqui. É a profilaxia pós-exposição (PEP, do inglês post-exposure prophylaxis), o coquetel que deve ser tomado de emergência logo após uma situação de risco.
     
    O segundo método é, digamos, uma releitura: o Tratamento como Prevenção (TcP). Em 2011, provou-se que tratar o soropositivo impede que ele transmita o vírus.
     
    Se antes o objetivo do tratamento era melhorar a saúde do portador, agora é também proteger seus parceiros. A consequência prática do TcP foi que em muitos países o coquetel passou a ser recomendado assim que a pessoa descobre ter o vírus, mesmo que esteja saudável. No Brasil, o Ministério da Saúde aderiu à medida em 2013.
     
    O terceiro método é inovador. A profilaxia pré-exposição (PrEP, do inglês pre-exposure prophylaxis) consiste no uso contínuo de um coquetel com menos remédios por pessoas soronegativas que estejam sob alto risco de se infectar.
     
    A PrEP já está em uso nos Estados Unidos desde 2012 e foi endossada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em 2014.
     
    No Brasil, está em avaliação por meio de uma pesquisa conduzida em conjunto pela Fundação Oswaldo Cruz, USP (Universidade de São Paulo) e o Centro de Referência e Treinamento em aids do Estado de São Paulo (CRT).
     
    Nova frente de atendimento
     
    Um dos desafios, portanto, é ampliar o uso da PEP – um método que qualquer brasileiro sexualmente ativo pode um dia precisar. A PEP demorou a ser liberada no país e ainda hoje seu uso no SUS é restrito e elitizado.
     
    Com o advento da prevenção combinada, porém, o método ganha destaque. E não só no Brasil – a OMS, que restringia a PEP a estupros, mudou de posição em dezembro último.
     
    Depois de anos de oferta restrita e má divulgação, gestores do SUS passam a valorizar a PEP. Os protocolos de atendimento estão passando por revisão em Brasília e a tendência é que se aumente sua disponibilidade nas emergências. O Ministério da Saúde também já está investindo em pesquisas sobre o método.
     
    Mas o que vai exigir mais criatividade e ousadia dos gestores é mesmo a PrEP.
     
    A chegada da PrEP no SUS significa a abertura de uma nova frente de atendimento – o acompanhamento regular de soronegativos com maior risco de se infectar. Homens bissexuais, gays, mulheres trans e profissionais do sexo são considerados grupos preferenciais para o método por conta do maior risco de aquisição no caso de uma exposição.
     
    Denize Lotufo, médica infectologista do CRT, disse: “Por enquanto, só temos PrEP para gays, pela pesquisa. Mas queremos também oferecer para héteros que têm exposições repetidas”.
     
    Pesquisa no CRT mostrou que 11% usaram a PEP mais de uma vez. “No uso repetido, seria mais lógico fazer PrEP”.
     
    Para Alexandre Grangeiro, pesquisador da USP, “os serviços de saúde estão muito pouco preparados para programas de suporte contínuo a essas populações mais expostas”.
     
    De fato, a relação da pessoa vulnerável com o SUS sempre foi pontual – um exame aqui, um aconselhamento ali, às vezes uma PEP. Até que se infecta e ganha uma matrícula num posto de HIV. Mas poderia ser diferente – o serviço poderia acompanhar essas pessoas, discutindo a minimização de seu risco e intervindo sobre fatores sociais e psicológicos envolvidos.
     
    Agora, com a PrEP, que exige consultas médicas trimestrais e exames, terá que se criar um serviço para soronegativos sob risco, o que pode ser a oportunidade para um trabalho mais amplo. Críticos do entusiasmo com a PrEP temem que a intervenção se reduza ao remédio.
     
    Segundo Denize, ainda não há consenso sobre como será este novo serviço: “não vamos colocar o soronegativo para ser atendido no ambulatório de HIV, que é o lugar dos soropositivos. Estamos avaliando qual seria o local. Tradicionalmente, o lugar do soronegativo é o Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA), que teria de se reinventar”.
     
    Denize prevê dificuldades. “O nosso serviço atende 6.000 pessoas com HIV. É uma doença crônica, as pessoas estão vivendo e entram novas. Tem serviço na cidade de São Paulo em que há falta de profissional. Está difícil atender os positivos, imagina os negativos”.
     
    Casais de positivo com negativo
     
    O Tratamento como Prevenção (TcP) também traz o soronegativo para o SUS – aquele que tem um parceiro soropositivo. Grangeiro discute as implicações do TcP para o atendimento a esses casais, chamados sorodiscordantes.
     
    “Antes, o parceiro negativo aparecia na hora que precisava de PEP. Isso deve diminuir. Temos que começar a acompanhar esse negativo, fazer exames periódicos, discutir as formas de exposição, a adesão do parceiro positivo ao medicamento. Se o positivo optou por se tratar e tem a carga viral indetectável, se o casal tem um melhor gerenciamento das práticas sexuais, não tem sentido o negativo ficar usando PEP ou PrEP.”
     
    Para Denize, um dos aspectos positivos do TcP será o estímulo a uma adesão correta à medicação. “Tomar o remédio com disciplina será também uma forma de proteger o parceiro”.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Droga usada contra leucemia pode tratar outros tipos de câncer

    Droga usada contra leucemia pode tratar outros tipos de câncer

    Estudo da Universidade de Harvard identificou uma substância, já usada em outras terapias, que se mostrou mais eficaz no combate ao câncer por atacar células-tronco da doença. As terapias-alvo vêm se popularizando no mundo no combate ao câncer. Elas atacam diretamente as células cancerosas e causam menos danos às células saudáveis. Mas uma das dificuldades do tratamento é combater as células-tronco desses tumores, que os levam a crescer novamente. Publicada ontem na revista científica “Nature Medicine”, uma pesquisa identificou um inibidor que seria a solução para este problema.
     
    A pesquisa analisou mais de 8.200 substâncias, algumas já aprovadas nos EUA, na busca de um inibidor da enzima Pin 1, que regula as proteínas responsáveis pela proliferação celular de vários tipos de tumor. Os cientistas ficaram surpresos ao ver que o ácido all-trans-retinoico (Atra) — um composto já aprovado para o tratamento de leucemia promielocítica aguda (LPA) — é capaz de eliminar essas células-tronco, além de bloquear os caminhos de fuga das células tumorais pelo corpo (o que também faz com que o câncer volte a se manifestar).
     
    O Atra foi descoberto na década de 1980 e é uma importante droga para tratar a LPA. Antes dele, a mortalidade era maior devido a intensos sangramentos ocasionados pela doença. Agora, os pesquisadores mostraram que seu mecanismo de ação é diferente do que se pensava.
     
    — O uso do Atra para inibir e destruir a enzima Pin 1 representa uma nova abordagem para as terapias-alvo — explica um dos autores do estudo, Kun Ping Lu, do Centro Médico Beth Israel Deaconess (BIDMC) e da Escola Médica da Universidade de Harvard, e um dos descobridores da enzima Pin 1, em 1996. — Isto é extremamente necessário para tratar cânceres agressivos ou resistentes aos medicamentos.
     
    Os cientistas também testaram o Atra no câncer de mama triplo negativo, um dos mais agressivos dos tipos de mama. Os resultados positivos mostram que a substância poderia ser usada em diferentes tumores.
     
    — Os pesquisadores americanos descobriram um novo e interessante mecanismo para o Atra — comenta o oncologista Daniel Tabak, membro titular da Academia Nacional de Medicina. — Este é o avanço da medicina molecular, que implica em identificar alvos em comum para diferentes tipos tumorais, por isso seria eficiente tanto para o câncer de mama quanto a leucemia.
     
    No entanto, a maneira como o Atra é usado atualmente teria que ser revista para atender às novas necessidades.
     
    — Estamos desenvolvendo novas formulações da droga — diz Xiao Zhen Zhou, também pesquisador de BIDMC e de Harvard e autora do estudo. — O Atra aprovado hoje pelo FDA (agência reguladora de remédios dos EUA) tem uma meia-vida de 45 minutos em humanos, o que é pouco para tratar tumores sólidos. E as novas gerações mais potentes do Atra tiveram baixa eficácia em testes em humanos e não inibem o Pin 1. Esta fórmula mais potente atingirá vários “alvos de sonhos”, que hoje não respondem a drogas.
     
    TUMOR DE CÓLON NA MIRA
     
    Ontem também foi publicado na revista “Lancet Oncology” um estudo com mais de mil pacientes de 24 países com câncer de cólon, mostrando que o uso da substância ramucirumab combinado à quimioterapia aumenta em 16% a sobrevida de pacientes. Eles sobreviveram 13,3 meses, enquanto que os tratados com placebo, 11,7 meses. O fármaco atua no processo de angiogênese, que é a criação de vasos sanguíneos através dos quais os tumores se alimentam e crescem. Os resultados foram comemorados pelos autores, mas questionados por Tabak: — O ganho de sobrevida é muito limitado. Essa abordagem da angiogênese deixou muito a desejar em relação ao que se propunha inicialmente — afirma o especialista.
     
    Fonte: O Globo