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  • Estudo associa consumo de suplementos e câncer de testículo

    Estudo associa consumo de suplementos e câncer de testículo

    Um estudo associou o consumo de suplementos para fortalecimento muscular ao risco de câncer de testículo. E a propensão foi maior para homens que tinham iniciado o uso antes dos 25 anos.
     
    O trabalho, publicado no British Journal of Cancer, avaliou suplementos em pílulas e em pó com creatina ou adrostenediona, um hormônio esteroide.
     
    Segundo o autor sênior do estudo, Tongzhang Zheng, a relação entre câncer e o uso de suplementos foi forte, especialmente para quem utilizava os produtos por muito tempo.
     
    A incidência de câncer testicular aumentou de 3,7 casos por 100.000 homens, em 1975, para 5,9 casos por 100.000 homens, em 2011. Os cientistas não sabem explicar esse crescimento.
     
    Este é o primeiro estudo epidemiológico a analisar a possível ligação entre suplementos e câncer testicular, segundo os autores. O trabalho foi inspirado pela suspeita de que certos componentes desses suplementos pudessem interferir nas células testiculares.
     
    Para comprovar a hipótese, os pesquisadores entrevistaram 900 homens de dois Estados americanos – 356 diagnosticados com câncer de testículo e 513 sem a doença. Além do uso dos suplementos, foi avaliado outros possíveis fatores de risco, como tabagismo, consumo de bebida, sedentarismo e histórico familiar.
     
    Isolados esses fatores, os usuários de suplementos apresentaram um risco 65% maior de câncer testicular em comparação com homens que não usam. A taxa aumentou para 2,77 entre homens que usaram mais de um tipo de suplemento, e para 2,56 entre quem usou os produtos por três anos ou mais.
     
    Os autores ressaltam que estudos mais amplos e análises laboratoriais são necessários para estabelecer uma relação entre os suplementos e o câncer. Mas os resultados servem de alerta para quem usa esses produtos, especialmente para quem consome sem acompanhamento médico ou nutricional.
     
    Fonte: Bem Estar
  • Ilegalidade dificulta pesquisas sobre maconha medicinal, diz pesquisador

    Ilegalidade dificulta pesquisas sobre maconha medicinal, diz pesquisador

    Vinte e três Estados americanos e o distrito de Columbia legalizaram a maconha medicinal, mas a pesquisa científica sobre seus usos mais apropriados ainda está defasada. O doutor Mark Ware gostaria de mudar isso. Ware, de 50 anos, é diretor do Consórcio Canadense de Investigação dos Canabinóides e diretor de pesquisas clínicas da Unidade de Gestão da Dor Alan Edwards, do Centro de Saúde da Universidade McGill. A maconha medicinal é legal no Canadá há 16 anos, e Ware, médico praticante, estuda como seus pacientes usam a droga e em que condições ela funciona.
     
    Conversamos por duas horas no recente encontro da Associação Americana para o Avanço da Ciência e depois por telefone. Nossas entrevistas foram condensadas e editadas por causa do espaço.
     
    Como surgiu seu interesse pelas possibilidades médicas da cannabis?
     
    No final dos anos 1990, estava trabalhando em Kingston, na Jamaica, em uma clínica tratando pessoas com anemia falciforme. Meu pai inglês e minha mãe da Guiana me criaram na Jamaica e fui para a faculdade de medicina lá.
     
    Um dia, um rastafári idoso veio para seu check-up anual. Eu perguntei: “Que remédios você usa?”. Ele se apoiou na mesa e disse: “Você precisa estudar a erva”.
     
    Naquela noite, voltei ao meu escritório e procurei “cannabis e dor”. O que encontrei foram inúmeras anedotas de pacientes que usaram maconha, legalmente ou não, e afirmavam ter conseguido bons resultados em uma grande variedade de condições relacionadas à dor.
     
    Havia também estudos reveladores mostrando que o sistema nervoso tem receptores específicos para os canabinóides e que esses receptores estavam em áreas relacionadas à dor. Tudo terminava com “são necessários mais estudos”.
     
    Então pensei: “É isso que eu deveria estar fazendo. Vamos lá!”.
     
    O começo foi fácil?
     
    Na verdade, não.
     
    Naquele verão, fui para a Inglaterra e pensei em trabalhar com uma empresa farmacêutica britânica que estava pesquisando canabinóides. Então, no mesmo momento, uma Corte canadense julgou o caso de um epilético que havia sido preso quando usava cannabis para suas convulsões. Essencialmente, o que aconteceu foi que a Corte legalizou a maconha medicinal em todo o Canadá.
     
    Quando ouvi aquilo, percebi que devia ir para o Canadá. Reuni minha família e nos mudamos para Montréal. Propus para a McGill uma clínica onde pudéssemos avaliar as alegações dos pacientes sobre a maconha medicinal.
     
    A maioria do que sabíamos sobre a droga não tinha fundamento. Muita coisa era folclórica. Minha ideia foi ouvir as histórias dos pacientes e depois fazer com que passassem por uma avaliação clínica.
     
    Quando você se mudou para o Canadá, em 1999, o que já se sabia sobre a maconha medicinal?
     
    Já sabíamos que os canabinóides funcionavam como analgésicos em modelos animais. Havia descrições de casos de pessoas com esclerose múltipla que haviam se beneficiado.
     
    Na Califórnia, pessoas com HIV estavam usando a maconha para estimular o apetite, diminuir o enjoo e a dor. Pacientes com câncer usavam às vezes para diminuir a náusea causada pela quimioterapia.
     
    Desde então, houve pelo menos 15 testes de boa qualidade por todo o mundo. Já foi descrito que os canabinóides ajudam com neuropatias associadas ao HIV, neuropatias traumáticas, esclerose múltipla e dores por causa de diabetes. Também foram conduzidos alguns estudos menores sobre fibromialgia e transtorno de estresse pós-traumático.
     
    Quando falamos de medicina translacional, um remédio geralmente vai do “teste para a clínica”. Mas a cannabis seguiu uma trajetória única: os pacientes já estavam usando por conta própria, e então fizeram essas pesquisas, geralmente baseadas em alguns estudos de caso. E, em alguns casos, testes posteriores levaram a remédios – como o Marinol, que veio da constatação de que os pacientes de HIV estavam usando cannabis.
     
    Conte-nos sobre a sua pesquisa.
     
    Uma investigação que publicamos no “Canadian Medical Association Journal” em 2010 avaliou 23 pacientes que usaram três níveis diferentes de preparações de cannabis e um placebo por dois meses. Eles podiam dar uma tragada três vezes ao dia. Descobrimos que 9,4% de nível de THC já ultrapassava o placebo em seus efeitos contra a dor.
     
    Descobrimos também que ajudou com a ansiedade e o sono. O interessante é que nossos pacientes pareciam, na verdade, usar quantidades muito pequenas da droga para controlar seus sintomas, muito menores do que as dos usuários recreacionais.
     
    Esperamos avançar com essa pesquisa lançando o que acreditamos ser o primeiro estudo longitudinal de pacientes de maconha medicinal. Vamos acompanhar os efeitos de longo prazo em nossos pacientes regulares que a usam para condições crônicas. Vamos pesquisar a segurança ao longo dos anos.
     
    Por que o uso da cannabis é geralmente tão pouco estudado?
     
    A resposta fundamental é que o fato de a droga ser ilegal estigmatizou a maioria das pesquisas. No Canadá, as pessoas muitas vezes têm medo por causa da percepção de que estão trabalhando com substâncias ilegais, mesmo quando isso não é mais o caso.
     
    Nos Estados Unidos é diferente porque, no nível federal, a cannabis está listada como uma droga Tipo I, como a heroína. Isso significa que a comunidade médica tem muitas restrições para conseguir material de pesquisa.
     
    Ao mesmo tempo, existem mais de 20 Estados em que a maconha medicinal, em diferentes níveis, é legal. No entanto, as plantas que crescem no Colorado podem ser bem diferentes daquelas que crescem em outros lugares. Além disso, as condições médicas para o uso variam de Estado para Estado.
     
    Essa falta de padronização é outro fator que torna a pesquisa difícil, porque quando estamos falando sobre cannabis em um Estado e em outro, podemos não estar falando da mesma coisa.
     
     Você disse que é muito procurado por médicos que querem conselhos práticos sobre a droga. O que eles perguntam?
     
    A pergunta mais comum é: “Como posso distinguir pacientes que querem por razões médicas daqueles que querem fazer uso recreacional?”. Também sou procurado por clínicos que esperam que eu atenda seus pacientes e explique o que puder a eles.
     
    Na verdade, gostaria que esses médicos se informassem melhor; existe uma grande quantidade de informação, apesar de precisarmos de mais. Acredito que, ao não se informar, os médicos não estão realmente servindo seus pacientes.
     
    No Canadá, por exemplo, percebemos que os oncologistas geralmente não falam a seus pacientes sobre a maconha medicinal. São as enfermeiras que dizem: “Meu caro, por que você não vai lá fora e dá uma tragada?”.
     
    A própria Associação Médica do Canadá lembra aos membros que eles não são obrigados a prescrever maconha porque há “evidência insuficiente sobre os riscos clínicos e os benefícios”. O que você acha disso?
     
    Bom, concordo com eles, pelo menos sobre isto: “Precisamos de mais pesquisas”.
     
    Acho que chegou a hora de nós, como uma comunidade global, combinarmos o que queremos saber e irmos atrás. Nossos pacientes precisam deixar de experimentar por conta própria substâncias e derivados que não conhecemos e partir para uma situação em que sabemos o que eles estão usando e como podemos ajudá-los. Isso não é algo que vai sumir.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Preço dos remédios sobe de 5% a 7,7% a partir de hoje

    Preço dos remédios sobe de 5% a 7,7% a partir de hoje

    Brasília – O governo federal autorizou reajustes de 7,70%, 6,35% e 5% nos preços de medicamentos, dependendo da categoria do produto, a partir desta terça-feira, 31 Os valores, calculados pela indústria e antecipados pelo jornal O Estado de S. Paulo na semana passada, constam de resolução da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) publicada no Diário Oficial da União (DOU). 
     
    Segundo a autorização, o ajuste tem como referência o mais recente Preço Fabricante (PF) publicado na lista de preços na página da CMED na internet. O ajuste é baseado em um modelo de teto de preços calculado com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), em um fator de produtividade, em uma parcela de fator de ajuste de preços relativos intrassetor e em uma parcela de fator de ajuste de preços relativos entre setores, em três níveis.
     
    As regras valem para cerca de 20 mil itens do mercado farmacêutico, como antibióticos. Produtos com alta concorrência no mercado, fitoterápicos e homeopáticos não estão sujeitos aos valores estabelecidos pela CMED. Para esse grupo, o preço pode variar de acordo com a determinação do fabricante.
     
    A CMED determina três faixas de ajuste, de acordo com a concorrência enfrentada pelo produto no mercado. Quanto maior a concorrência, maior o porcentual permitido para reajuste (7,70%). Para o nível intermediário, de remédios de classes terapêuticas consideradas de concorrência mediana, o aumento será de 6,35%. Para aqueles mais concentrados – formados por remédios que estão ainda protegidos por patentes, como os usados em tratamento de câncer – o porcentual máximo de aumento será de 5%. 
     
    O aumento deste ano está bem acima do autorizado ano passado. Em 2014, o reajuste máximo foi de 5,68%. Na classe intermediária, o reajuste concedido foi de 3,35% e o menor, de 1,02%.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Infectologista fala sobre mitos e verdades a respeito dos antibióticos

    Infectologista fala sobre mitos e verdades a respeito dos antibióticos

    Um medicamento eficaz e precioso, o antibiótico é indicado para muitas doenças, mas não deve ser usado sem indicação médica; em geral as pessoas o tomam por conta própria e de maneira errada.
     
    “Se curou aquilo, deve curar isto também”: essa é a lógica que faz com que muita gente se automedique com antibióticos. Fazer isso é quase certamente inútil, aumenta o risco para o paciente e ainda contribui para que esses medicamentos tenham, cada vez mais, sua eficácia comprometida.
     
    Por isso, nunca se deve tomar antibióticos sem prescrição médica, mesmo porque são medicamentos de uso controlado, que só se pode comprar com receita. Entrevistamos a médica infectologista Marta Fragoso, Gerente de Segurança Assistencial nos Hospitais VITA Curitiba e VITA Batel, para explicar os mitos e verdades sobre os antibióticos.
     
    Antibiótico cura gripe? Não, porque a gripe é causada por um vírus. Entretanto, podem surgir outros quadros bacterianos (p. ex. pneumonia, otite e sinusite) juntamente com a gripe que, esses sim, podem ser tratados com antibióticos.
     
    Posso parar de tomar o antibiótico quando os sintomas desaparecem? De forma alguma, porque existe um tempo certo de tratamento. Se for interrompido, a doença pode retornar e ainda mais forte. Siga a indicação do médico e continue tomando o medicamento durante o tempo prescrito. Existem tratamentos com antibiótico que demoram meses.
     
    Os antibióticos estragam os dentes? As tetraciclinas, um tipo de antibiótico, podem causar manchas nos dentes de crianças e adolescente, mas não os estragam. Se usadas por gestantes, podem manchar os dentes da criança. Só o médico pode avaliar a necessidade desse tipo de medicamento.
     
    Quem está tomando antibióticos pode consumir bebida alcoólica? Não deve. O álcool é um diurético, ou seja, ele estimula a pessoa a urinar mais, o que faz com que o medicamento seja eliminado. Além disso, misturado com álcool, o antibiótico pode se tornar mais tóxico para o fígado.
     
    Posso guardar o antibiótico para o caso de ficar doente de novo? Antibióticos têm tempo de validade, então não devem ser guardados. Além disso, dificilmente você terá uma enfermidade igual à que já teve. O ideal é, caso sobrem comprimidos depois do tratamento completo, devolver na farmácia – algumas recebem medicamentos vencidos ou sem uso.
     
    Fonte: Revista Vital.
  • Hospital Albert Einstein alerta portadores de insuficiência cardíaca sobre vacinação

    Hospital Albert Einstein alerta portadores de insuficiência cardíaca sobre vacinação

    Pacientes do Hospital Albert Einstein com insuficiência cardíaca serão orientados sobre a necessidade de vacinação contra gripe e pneumonia. A medida visa prevenção contra infecções pulmonares e outras complicações de saúde. A insuficiência cardíaca, também chamada de insuficiência cardíaca congestiva, é uma doença na qual o coração não consegue mais bombear sangue suficiente para o resto do corpo, não conseguindo suprir as suas necessidades.
     
    Pacientes com insuficiência cardíaca serão orientados pela equipe do Hospital Albert Einstein sobre a importância da vacinação contra a influenza (gripe) e pneumococo (pneumonia). As doses serão aplicadas para indivíduos sob recomendação médica.
     
    O grupo em que a vacinação será indicada é mais suscetível às infecções pulmonares. “Não há avaliação de custo-efetividade da vacinação em pacientes com insuficiência cardíaca no Brasil. Porém é plausível inferir que a estratégia seja muito favorável, até porque outras medidas com maior custo financeiro, como o fornecimento de medicação gratuita, já foram estudadas com conclusão favorável”, afirma o cardiologista do Einstein dr. Flávio de Souza Brito.
     
    Além de prevenir a descompensação da insuficiência cardíaca por infecções respiratórias, a vacinação também ajuda na diminuição de eventos coronarianos, no decréscimo no número de internações e custos por outras doenças (principalmente entre os idosos). “A vacinação proporciona aumento da sobrevida para pacientes de todas as idades com perfil de alto risco cardiovascular.”
     
    Clima também oferece risco
     
    A vacinação também previne mortalidade em cardiopatas crônicos nos meses do inverno. Há relação entre internações, mortalidade por insuficiência cardíaca, epidemias de influenza e baixas temperaturas atmosféricas. Assim, pacientes em locais suscetíveis às maiores amplitudes térmicas e outras condições atmosféricas estão expostos a um maior risco de infecções respiratórias.
     
    “Diante da necessidade preventiva, os pacientes devem receber vacina contra influenza (anualmente) e pneumococo (a cada cinco anos e a cada três anos em pacientes com insuficiência cardíaca avançada), sobretudo nas localidades de grandes modificações climáticas entre as estações do ano (inverno mais rigoroso)”, ressalta o dr. Brito.
     
    Fonte: Hospital Albert Einstein.
     
    Comentário do autor desse portal:
     
    Segundo a Diretriz de Insuficiência Cardíaca Crônica da Sociedade Brasileira de Cardiologia,  a taxa de vacinação para influenza e pneumococo é reduzida no Brasil. A vacina pneumocócica, polivalente, deve ser administrada em dose única com reforço após os 65 anos e em pacientes com alto risco (não realizar este reforço com intervalo menor que cinco anos) e a vacina anti-influenza deve ser administrada anualmente.
     
    Autor: Dr. Tufi Dippe Jr. CRM 13700 – Cardiologista em Curitiba.
     
    Fonte: Portal do Coração
     
  • Transplante cruzado de rins ocorre pela 1ª vez na América Latina

    Transplante cruzado de rins ocorre pela 1ª vez na América Latina

    Quatro pacientes se recuperavam bem neste domingo (29) de transplantes cruzados de rim, resultado de duas operações simultâneas feitas na noite de sábado, 28, em Buenos Aires. O caso é inédito na América Latina.
     
    Na Argentina, ainda chamou a atenção porque um dos dois receptores de um órgão saudável é o jornalista Jorge Lanata, autor de algumas das principais investigações contra a presidente Cristina Kirchner. A mulher de Lanata se dispôs a doar o rim a um jovem chamado Ignacio (cuja identidade foi preservada), que a exemplo do jornalista tinha insuficiência renal.
     
    Em troca, a mãe do jovem doou um rim saudável a Lanata. Marido e mulher eram incompatíveis, assim como mãe e filho. “De seis itens que medem a compatibilidade, eu tinha com Ignacio uma associação perfeita em cinco, o que é raro”, afirmou a mulher do jornalista, a artista plástica Sara Stewart Brown.
     
    Antes da operação, o jornalista gravou um vídeo em que diz que não houve privilégio por ser figura pública. “Estava em uma lista de receptores, que incluía a busca entre doadores mortos. Apareceu essa família com compatibilidade, que aceitou o transplante cruzado. Todos ganham”, salientou o jornalista, que tem outros fatores de risco. É fumante, tem excesso de peso e problemas nas coronárias, razão pela qual recebeu cinco stents. Paciente diabético considerado de alto risco, Lanata passava três vezes por semana por hemodiálise. Para concretizar as operações, além de um contrato, houve aval de Ministério Público, Justiça e Instituto de Transplantes.
     
    Brasil
     
    O procedimento ocorreu pela primeira vez em 1986 nos Estados Unidos e há registros na Espanha, no Canadá, na Grã-Bretanha, na Austrália e na Turquia. Segundo Elias David Neto, do Conselho da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO), nunca foi realizado no País. “Pelo que tenho informação é mesmo o primeiro caso da América Latina.” (Colaborou Paula Felix)
     
    Fonte: Uol Saúde
     
  • Pesquisadores criam dispositivo que detecta predisposição para diabetes 2

    Pesquisadores criam dispositivo que detecta predisposição para diabetes 2

    Ferramenta foi criada pela Universidade de São Paulo (USP) São Carlos.
    Sensor que detecta diabetes do tipo 2 tornará exame mais rápido e barato.
     
    Um dispositivo criado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) em São Carlos (SP) detecta pacientes que têm predisposição para desenvolver diabetes tipo 2. O sensor deve fazer com que o exame fique mais rápido e barato. Os pacientes que apresentarem resultado positivo podem procurar um médico e mudar hábitos simples para não desenvolver a doença no futuro.
     
    A genética, bem como o sedentarismo, o tabagismo e a má alimentação podem desencadear o diabetes tipo 2. De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, no Brasil, mais de 12 milhões de pessoas, o equivalente a 6,2% da população, têm a doença. O tipo 2 é o mais comum e representa cerca de 90% dos casos. Se um dos pais tiver diabetes desse tipo, a chance de o filho também ter é de 15%. No caso de o casal possuir a doença, a probabilidade para o filho é de 75%.
     
    Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, em 2012, só no Estado de São Paulo foram registradas mais de 21 mil internações e 9.562 mortes por causa do problema. A rapidez no diagnóstico pode ajudar a prevenir a doença, bastando tomar alguns cuidados. “Tendo uma dieta mais saudável, uma prática de exercícios físicos, cessação de tabagismo, controle de colesterol e outros”, explicou a dermatologista Thais Cotrim Martins.
     
    Pensando nisso, um grupo do Instituto de Física da USP São Carlos criou um novo sistema que permite saber se o paciente tem predisposição para desenvolver o diabetes tipo 2, doença crônica que afeta o nível de glicose, principal fonte de energia do corpo.
     
    Por meio de um sensor, é possível detectar a baixa concentração do hormônio adiponectina, relacionado com a doença. Durante a pesquisa, que durou dois anos, amostras de sangue de pessoas desconhecidas foram colhidas e colocadas dentro de um tubo. O sensor ficou em contato com o sangue por cerca de 1h30 e depois foi lavado e colocado dentro de um recipiente com uma solução para ser analisado.
     
    “Para aplicar um potencial no eletrodo e medir a corrente resposta, o que me dá as taxas do hormônio. Se as taxas estiverem baixas, há predisposição para desenvolver o diabetes, se estiver alta, não há problemas”, explicou a pesquisadora Laís Canniatti Brazaca.
     
    O teste convencional custa cerca de R$ 1 mil por amostra de sangue e leva cerca de 15 dias para ficar pronto. Com o sensor, ainda sem previsão para entrar no mercado, o mesmo exame custaria entre R$ 10 e R$ 100 e o resultado sai em minutos.
     
    Diagnóstico
     
    Sem desconfiar que tinha diabetes, a aposentada Isair Grosso da Costa passou quase 30 anos com problemas de saúde. “Passava mal. Depois que descobri comecei a tomar remédio. Agora tomo insulina três vezes por dia”, contou.
     
    A rotina da aposentada e da família mudou. O tratamento exige disciplina e atenção. Além de tomar insulina, é preciso medir o nível de glicose, a quantidade de açúcar no sangue, pelo menos duas vezes por dia.
     
    A novidade deixou a filha de Isair, a aposentada Sueli da Costa Dores, otimista. “Vou procurar um médico especializado nessa área para não vir a ter diabetes.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Nova vacina experimental contra Ebola é eficaz em macacos

    Nova vacina experimental contra Ebola é eficaz em macacos

    Uma vacina experimental contra o Ebola mostrou ser eficaz para proteger macacos contra o vírus mortal, revelou um estudo publicado nesta quinta-feira.
     
    O novo medicamento, apresentado na revista Science, é o que é conhecido como uma vacina de “vírus inteiro”.
     
    Isto significa que a vacina é baseada numa forma não ativa do vírus inteiro, em vez de apenas fragmentos, e é mais suscetível de desencadear uma resposta imune ampla.
     
    “A nova vacina difere de outras vacinas contra o Ebola”, afirma, em comunicado, a Universidade de Wisconsin-Madison. “Tal como uma vacina de vírus completo inativo, ela deixa o sistema imune do hospedeiro com o complemento total de proteínas e genes virais do Ebola, conferindo maior potencial de proteção”.
     
    O vírus Ebola tem apenas oito genes e, como a maioria dos agentes virais, depende da máquina molecular de outros organismos para se reproduzir e tornar-se infeccioso.
     
    A vacina foi desenvolvida em uma plataforma experimental que permite que os pesquisadores trabalhem com segurança com o vírus, excluindo um gene essencial para que o vírus do Ebola se reproduza. O vírus da febre hemorrágica tem apenas oito genes.
     
    Modificando células de rim de macaco para imitar a proteína VP30, os cientistas podem estudar o vírus em laboratório com segurança.
     
    “Em termos de eficácia, esta vacina proporciona excelente proteção”, explicou o autor do estudo, Yoshihiro Kawaoka, especialista em vírus da Universidade de Wisconsin-Madison. “É também uma vacina muito segura”.
     
    Os testes bem-sucedidos foram realizados em macacos nos laboratórios Rocky Mountain, do Instituto Nacional de Saúde (NIH, na sigla em inglês), uma academia de ponta em biossegurança em Montana.
     
    Os macacos são muito sensíveis ao Ebola e são, portanto, o melhor modelo para o estudo, disse o professor Kawaoka.
     
    “Se conseguimos proteger estes primatas, significa que a vacina funciona”, acrescenta.
     
    O uso de vírus inteiros é uma prática que tem se mostrado eficaz para vacinas contra doenças infecciosas humanas graves, como a poliomielite, hepatite e vírus do papiloma humano responsáveis pela maioria dos cânceres do colo do útero.
     
    A atual epidemia de Ebola, a maior desde o surgimento do vírus em 1976 no Sudão e no Zaire, deixou mais de 10.000 mortos desde janeiro de 2014 na África Ocidental, segundo o último relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS), especialmente em Serra Leoa, Guiné e Libéria.
     
    Até agora, não há nenhum tratamento ou vacina aprovada contra o Ebola. No entanto, duas vacinas promissoras estão atualmente em fase de testes na África.
     
    Trata-se das vacinas VSV-EBOV, desenvolvida pela Agência de Saúde Pública do Canadá, e outra desenvolvida pela farmacêutica GlaxoSmithKline com o Instituto Americano de Alergias e Doenças Infecciosas (NIAID).
     
    Fonte: Uol Saúde
     
  • CFF inaugura nova sede em Brasília

    CFF inaugura nova sede em Brasília

    O Conselho Federal de Farmácia (CFF) está de casa nova. A sede da instituição foi inaugurada hoje, dia 19 de março, em uma das áreas com maior qualidade de vida da capital federal, o Lago Sul. A chuva que caiu no início da noite e deixou o bairro sem luz, não atrapalhou a realização da solenidade. O prédio conta com gerador próprio. Com mais de dois mil metros quadrados, é moderno, funcional e sustentável, ampliando as condições (físicas e técnicas) para que o CFF possa atuar em favor da valorização e da qualidade dos serviços farmacêuticos.
     
    Durante a solenidade de inauguração, o presidente Walter da Silva Jorge João, lembrou das dificuldades que a Farmácia tem enfrentado e da intensa mobilização vivenciada nos últimos tempos pela categoria, em favor de suas bandeiras pela valorização profissional. “Mas a profissão é assim! E com nossa união, vamos avançando.” Walter Silva Jorge João dedicou a conquista da nova sede a Deus. “Não é uma vitória apenas minha ou sua, mas Dele, que caminhou à nossa frente”, disse o presidente, com a voz tomada pela emoção. 
     
    A nova sede foi abençoada pelo padre Carlos, da Paróquia da Asa Sul, e o conselheiro federal pelo estado do Espírito Santo, Gedayas Medeiros Pedro, proferiu uma mensagem de fé pela “edificação” de uma boa administração, na nova casa, em favor dos farmacêuticos e da sociedade. A solenidade foi rápida, mas prestigiada por representantes dos conselhos regionais de todos os Estados, conselheiros federais e farmacêuticos convidados, além de dirigentes de entidades de outras categorias profissionais.
     
    Após o descerramento da placa de inauguração, o presidente do CFF, o vice-presidente, Valmir de Santi, e o secretário-geral, José Vìlmore Silva Lopes Júnior, brindaram à conquista. Neste momento, homenagearam o tesoureiro do Conselho, João Samuel de Morais Meira, que não pode estar presente em razão da realização de uma cirurgia.
     
    Prédio inteligente – A estrutura original, projetada pelo arquiteto Sérgio Fittipaldi, já era moderna, mas as modificações executadas pelo CFF permitem alterações de layout, com baixo custo e sem que as atividades diárias sejam interrompidas. O piso elevado facilita a manutenção e alterações na rede elétrica, e as salas, com isolamento acústico proporcionam melhor rendimento no trabalho.
     
    O novo plenário tem paredes de divisórias retráteis que permitem diferentes configurações do espaço e conta com recursos multimídia, com os quais será possível fazer transmissões ao vivo das sessões e solenidades. O prédio conta, ainda, com áreas de convivência, pátio, jardim de inverno e um sistema de captação de água da chuva que permite o aproveitamento secundário (banheiros e irrigação do jardim).
     
    Fonte: CFF
     
  • OMS quer acabar com epidemia de tuberculose até 2035

    OMS quer acabar com epidemia de tuberculose até 2035

    A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que é possível acabar com o que define como “epidemia” de tuberculose até 2035. A meta foi divulgada por ocasião do Dia Mundial de Luta contra a Tuberculose, nesta terça-feira (24). A estratégia de erradicação, chamada de End-TB-Strategy, prevê que, até 2035, o número de mortes causadas pela doença caia 95%, e o de infectados diminua 90%.
     
    As metas são ambiciosas. O especialista alemão August Stich se declara cético quanto ao sucesso. “Não é possível erradicar a doença nesse tempo. Duvido que a tuberculose possa um dia desaparecer da Terra. A doença existe desde o tempo do Homo sapiens. Temos alguns poucos novos medicamentos, e, com a introdução do teste molecular rápido, temos um grande avanço no diagnóstico da doença. Esses dois aspectos, juntos, dão um pouco de esperança de que algo seja alcançado. Ainda assim, a tuberculose continua sendo um grande problema.”
     
    A OMS sabe dessas dificuldades. O diretor do programa global de tuberculose, Mario Raviglione, diz considerar as estratégias e metas realistas. “Nós temos alguns métodos novos, como o teste molecular rápido para o diagnóstico. Ele não existia há quatro ou cinco anos. E, pela primeira vez, há dois medicamentos contra a variante multirresistente da tuberculose. Nos últimos dez ou quinze anos, houve muito investimento em pesquisa. Nós temos, portanto, a esperança de poder acelerar a redução nos índices de tuberculose.”
     
    Diferentes tipos da doença
     
    Stich observa que há três grandes problemas no combate à tuberculose. “O primeiro são os tipos de tuberculoses resistente, multirresistente ou extensivamente resistente. Esses tipos são extremamente difíceis de serem tratados. A segunda dificuldade está no fato de que muitos pacientes também têm aids. Isso dificulta o tratamento e eleva a taxa de mortalidade. E o último aspecto é o acesso a um tratamento efetivo.”
     
    O tratamento da tuberculose é complexo e demorado. Ao longo de seis meses, os pacientes precisam tomar quatro tipos de antibióticos. Caso eles desenvolvam resistência aos medicamentos, os médicos não podem mais usá-los, e o tratamento se torna ainda mais longo e caro.
     
    Stich acrescenta que a terapia só está disponível para uma pequena parte dos pacientes que necessitam dela com urgência. “No mundo, mais de 500 mil pessoas sofrem de algum tipo de tuberculose multirresistente”, comenta.
     
    Plano de 20 anos
     
    Para reduzir a propagação da tuberculose é importante atacar logo o bacilo que causa a doença. Para isso, os médicos precisam ter condições de diagnosticar a doença o mais cedo possível. Assim, a OMS exige aumentar a disponibilidade dos medicamentos e dar apoio financeiro aos pacientes.
     
    “Por trás disso está a ideia de que os governos precisam fortalecer seus programas nacionais de maneira que os medicamentos estejam disponíveis tão logo se diagnostique a doença”, afirma Raviglione. “Precisamos assegurar que haja um sistema que garanta diagnóstico e tratamento para todos.”
     
    De acordo com a OMS, é preciso investir com urgência em mais pesquisas e em novos métodos de terapia, como vacinas e opções de profilaxia. “Nós precisamos desenvolver terapias que não durem tanto tempo e sejam mais eficientes ou que haja uma nova vacina. Esses são os métodos que, no longo prazo, podem derrubar os casos de tuberculose”, afirma Raviglione.
     
    A cooperação entre os países e governos é um ponto central no plano de 20 anos da OMS. Os custos devem se manter estáveis, para que pacientes de famílias pobres também possam ser tratados. “Eu acho que vencer a luta contra a tuberculose depende menos de pesquisas farmacêuticas e mais da melhora dos sistemas de saúde. Se as pessoas no mundo inteiro tiverem acesso ao tratamento necessário, isso já será um enorme avanço”, comenta Stich.
     
    O plano de 20 anos da OMS quer atingir exatamente esse objetivo. E, até 2025, uma nova vacina deve ser desenvolvida.
     
    Fonte: Uol Saúde