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  • Câmara aprova projeto que garante mamografia a mulheres com mais de 40

    Câmara aprova projeto que garante mamografia a mulheres com mais de 40

    Brasília – O plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira um projeto de decreto legislativo que suspende parcialmente uma portaria do Ministério da Saúde e assegura o direito à realização do exame de mamografia no Sistema Único de Saúde (SUS) para as mulheres com idade a partir dos 40 anos. O projeto ainda será discutido no Senado.
     
    A proposta muda a portaria 1.253 do Ministério da Saúde, publicada em 12 de novembro de 2013, que alterava a tabela de procedimentos, medicamentos, órteses, próteses e materiais especiais do SUS. A medida condicionava o pagamento de mamografia bilateral de rastreamento à pessoa com idade entre 50 e 69 anos.
     
    No projeto, a deputada Carmen Zanotto (PPS-SC) argumenta que a regra imposta pelo Ministério da Saúde contraria a lei 11.664, de 2008, que trata de ações de saúde para assegurar a prevenção e detecção de câncer do colo uterino e mama no âmbito da rede pública. A deputada ressalta que um dos artigos da lei estabelece a realização do exame mamográfico a todas as mulheres com mais de 40 anos de idade e que a criação de uma condicionante para a realização do procedimento é ilegal e equivale a restringir o acesso de pacientes a um exame que se mostrou efetivo no diagnóstico precoce do câncer de mama. “Não pode uma norma administrativa do Ministério da Saúde contrariar um direito já expresso em lei, restringindo o financiamento desse tipo de exame à mulheres com idade superior às já protegidas pela lei”, destacou a parlamentar.
     
    Na justificativa do projeto, a deputada lembra que no ano passado o Instituto Nacional de Câncer José Alencar da Silva Gomes (Inca) apontou que o País terá 57.120 novos casos de câncer de mama, ou seja, 20,8% dos casos em relação aos outros cânceres. O Câncer de Mama Avançado (CMA), ainda segundo a entidade, está presente em mais da metade dos casos de câncer de mama. A fase de metástase, onde se constata a propagação do tumor para outras partes do corpo, é responsável por 90% das mortes relacionadas ao câncer de mama.
     
    “Não podemos admitir tamanho retrocesso nas políticas públicas relacionadas à saúde da mulher, notadamente ao câncer de mama. O câncer de mama não pode ser preterido, principalmente na limitação ao acesso ao diagnóstico precoce, o que pode salvar milhares de vidas”, defende a deputada no projeto.
     
    Fonte: Uol Saúde 
  • Maioria dos casos de epilepsia pode ser controlada com medicação

    Maioria dos casos de epilepsia pode ser controlada com medicação

    Condição neurológica que atinge de 1% a 2% da população brasileira, a epilepsia pode se manifestar em qualquer idade, mas costuma apresentar a primeira crise, com maior frequência, em crianças com menos de dois anos. Hoje (26), a campanha mundial Purple Day vem usar a cor lilás para chamar a atenção da população sobre essa condição.
     
    A neurologista infantil e do adolescente Alessandra Freitas, mestre em medicina pela Universidade de São Paulo, explica que as crises de epilepsia são ocasionadas por descargas elétricas anormais no cérebro, “uma atividade cerebral errada”. Em alguns casos, a pessoa nasce com essa condição, em outros, ela pode ser ocasionada por lesões e por síndromes, entre outros fatores.
     
    A duração da epilepsia também varia. Em algumas pessoas, desaparece na adolescência, em outras tem que ser controlada por medicamentos por toda a vida. Em 80% dos casos, o paciente pode ter uma vida normal, usando a medicação.
     
    De acordo com a especialista, o sintoma da crise depende da área cerebral envolvida, tem início súbito e cessa espontaneamente ou, quando muito prolongada, com o uso de remédios. Essas crises podem durar segundos ou poucos minutos e se manifestar de formas diferentes.
     
    Em alguns casos, a pessoa fica ausente, parada com o olhar fixo, em outros é como se ela levasse um pequeno susto. No tipo mais conhecido, a pessoa tem movimentos involuntários com os músculos, pode se contorcer, babar e, algumas vezes, urinar e vomitar. Depois que passa, ela não tem consciência do que aconteceu.
     
    Nas crises mais violentas, é importante que quem esteja próximo saiba como agir. Nesse caso, devem ser afastados objetos que ofereçam risco, deve-se dar espaço para a pessoa respirar e proteger a cabeça dela, posicionando-a de lado.
     
    Segundo a Assistência à Saúde de Pacientes com Epilepsia, é importante não dar água para a pessoa que está tendo uma crise, não esfregar álcool ou outras substâncias, não colocar objetos na boca, não puxar a língua e também saber que a saliva não passa epilepsia.
     
    O controle das crises é importante não só para a segurança e o conforto do paciente, mas também porque elas podem ocasionar sequelas, como perda de memória, perdas cognitivas e falta de atenção.
     
    Segundo a presidenta da Federação Brasileira de Epilepsia, Carolina Doretto, o diagnóstico é primariamente clínico, mas posteriormente são necessários exames. “É importante o paciente ou o familiar fornecer para o médico todas as informações de como é a crise, se tem horário especifico, quanto dura, quantas vezes ao dia e ao mês”, explica.
     
    Carolina conta que a rede pública de saúde oferece uma boa gama de medicamentos para a doença. Porém, em cerca de 20% dos casos o paciente não consegue evitar as crises com remédios e, algumas vezes, é preciso uma intervenção cirúrgica.
     
    Para Carolina, embora a tecnologia avance, com medicamentos mais adequados e mais capazes de controlar as crises, o preconceito permanece. “Avança tudo, mas não avança na quebra do preconceito. As crianças são discriminada na escola, a família superprotege ou renega a criança, o adulto não consegue acesso ou permanência no mercado de trabalho. Nisso ainda temos que avançar muito”.
     
    Campanha mundial
     
    Com o objetivo de divulgar informações e combater o preconceito contra as pessoas que convivem com a epilepsia, associações de pacientes trouxeram para o Brasil a campanha mundial Purple Day, o Dia Lilás. O dia D da causa é hoje (26), mas a semana toda está sendo marcada por ações que chamam a atenção para a epilepsia.
     
    A campanha, de origem canadense, está colorindo de roxo a iluminação de prédios importantes, como o Congresso Nacional, a Universidade de Campinas, a sede da Federação da Indústrias do Estado de São Paulo, entre outros. Segundo o embaixador da campanha no Brasil, Eduardo Caminada, a mobilização é uma forma de chamar a atenção para a causa e informar a população sobre a epilepsia.
     
    “É um trabalho de formiguinha contra o preconceito. Com informação, as pessoas vão entender o que é a epilepsia, o preconceito só existe por falta de informação”, disse Caminada.
     
    Fonte: Uol Saúde
     
     
  • OMS afirma que consumo de tabaco caiu no mundo

    OMS afirma que consumo de tabaco caiu no mundo

    A Organização Mundial da Saúde, OMS, afirmou que o consumo de produtos derivados do tabaco caiu em todo o mundo e consequentemente houve um aumento do número de não fumantes.
     
    A declaração consta do relatório Global da OMS sobre Tendências no uso de Tabaco, lançado esta quarta-feira na 16ª Conferência Mundial sobre Tabaco e Saúde, que está sendo realizada em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos.
     
    Tabaco e Doenças Crônicas
     
    O encontro tem como foco o controle do tabaco e as doenças crônicas, como câncer, diabetes e doenças no coração e nos pulmões.
     
    Apesar da redução, a agência da ONU disse que os governos devem intensificar os esforços para combater a indústria do tabaco e reduzir drasticamente o consumo para proteger a saúde pública.
     
    Segundo o relatório, em 2010 o número de não fumantes com 15 anos ou mais, era de 3,9 bilhões, aproximadamente 78% da população mundial nesta faixa etária.
     
    A OMS calcula que esse número deve subir para 5 bilhões, ou 81% da população projetada para 2025, se a atual tendência permanecer a mesma até lá.
     
    Movimento Global
     
    A chefe do Secretariado da Convenção Quadro para o Controle do Tabaco, Vera Luíza da Costa e Silva, disse que “o movimento global contra a epidemia do tabaco é forte e os índices de queda no consumo comprovam esse fato”.
     
    A médica da OMS disse que os países estão avançando, mas muito ainda precisa ser feito para se alcançar a meta de cortar em 30% o consumo dos produtos derivados do tabaco nos próximos 10 anos.
     
    O estudo revela que o índice de homens fumantes caiu em 125 países entre 2000 e 2012, no caso das mulheres, a queda foi registrada em 156 nações. A agência explica que seguindo o padrão atual, somente 37 países vão atingir a meta de redução de 30%.
     
    Chave
     
    O relatório mostra ainda que o controle sobre os produtos derivados do tabaco é uma das chaves para combater as doenças crônicas.
     
    O último relatório da agência sobre o problema mostrou que 38 milhões de pessoas morreram de doenças crônicas no mundo em 2012, quase 75% delas em países de baixa e média rendas.
     
    O tabaco é responsável por 10% desse total e os especialistas afirmam que metade dos fumantes atuais vai morrer dos efeitos do consumo do tabaco, isso representa cerca de 6 milhões de pessoas por ano.
     
    Além disso, o relatório citou um aumento no número de mortes prematuras, quer dizer, pessoas que morrem antes dos 70 anos, que passou de 14,6 milhões em 2000 para 16 milhões em 2012.
     
    A OMS diz que essas fatalidades poderiam ter sido evitadas combatendo quatro fatores de risco, que são: alimentação inadequada, sedentarismo e o consumo nocivo e exagerado de bebidas alcoólicas e de tabaco.
     
    Fonte: Rádio ONU
  • Anticorpo artificial pode eliminar vírus HIV de macacos contaminados

    Anticorpo artificial pode eliminar vírus HIV de macacos contaminados

    Os cientistas do Instituto de Pesquisas Scripps relataram a criação de um anticorpo artificial, o qual, uma vez no sangue, agarra o vírus e o desativa. A molécula pode eliminar o HIV de macacos contaminados e os proteger de infecções futuras.
     
    Não se trata de uma vacina. Ao instalar genes sintéticos nos músculos de macacos, cientistas estão reformulando os animais para resistirem à doença. Os pesquisadores também estão testando essa abordagem contra o ebola, a malária, a gripe influenza e a hepatite.
     
    Para o principal autor do estudo, Michael Farzan, a técnica pode fornecer proteção contra doenças para as quais não há vacina eficaz.
     
    Já está em andamento o primeiro teste em humanos dessa estratégia, chamada imunoprofilaxia por transferência de genes (IGT, na sigla em inglês).
     
    “Isso poderia revolucionar a forma de imunização contra ameaças à saúde pública no futuro”, disse o médico Gary Nabel, diretor científico do laboratório Sanofi, que produz uma vasta gama de vacinas.
     
    Os pesquisadores ainda precisam avaliar a segurança e a eficácia da IGT em seres humanos. Além disso, a perspectiva de manipular geneticamente os indivíduos para que eles resistam a doenças infecciosas pode gerar preocupações entre os pacientes.
     
    “Vai exigir explicação”, disse David Baltimore, virologista do Instituto de Tecnologia da Califórnia e ganhador do Prêmio Nobel.
     
    Nas vacinas, agentes patogênicos enfraquecidos ou mortos são apresentados ao sistema imunológico, “ensinando-o” a produzir anticorpos. Muitas vezes, porém, elas não resultam em anticorpos eficazes. O HIV, por exemplo, tem muitas cepas, de modo que uma vacina que sirva para um tipo pode não funcionar contra outro.
     
    Com a IGT, os cientistas isolam os genes que produzem anticorpos poderosos contra certas doenças e então sintetizam versões artificiais.
     
    Os genes são colocados em um vírus e injetados no tecido humano. Esses vírus invadem as células humanas com as suas cargas de DNA, e o gene sintético é incorporado ao DNA do destinatário. Se tudo correr bem, os novos genes instruem as células a iniciarem a produção de anticorpos poderosos.
     
    A ideia da IGT surgiu na luta contra o vírus da Aids. Algumas pessoas desenvolvem anticorpos extremamente potentes contra o HIV.
     
    Os chamados anticorpos amplamente neutralizantes são capazes de se agarrar a muitas cepas virais, impedindo-as de contaminarem novas células. O médico Philip Johnson, do Hospital Infantil de Filadélfia e virologista da Universidade da Pensilvânia, teve uma ideia: por que não oferecer anticorpos amplamente neutralizantes a todos?
     
    Os pesquisadores já haviam descoberto como carregar genes em vírus e como estimulá-los a invadir as células. Johnson imaginou que seria possível usar essa estratégia para introduzir um gene associado a um anticorpo potente nas células de um paciente.
     
    Em 2009, ele e colegas anunciaram que a técnica havia funcionado numa experiência destinada a proteger macacos da contaminação pelo SIV, versão símia do HIV.
     
    Eles usaram os vírus para inserir genes poderosos nos músculos dos macacos. As células musculares então produziram os anticorpos contra o SIV. Em seguida, os cientistas contaminaram os macacos com o vírus da imunodeficiência símia, e os animais produziram anticorpos suficientes nos músculos para protegê-los de infecções. Já os macacos contaminados sem serem submetidos à terapia genética morreram.
     
    Inspirado no sucesso de Johnson, Farzan e outros foram modificando os anticorpos do HIV para desenvolver defesas mais poderosas.
     
    Enquanto isso, em 2011, Baltimore e seus colegas mostraram que os anticorpos inseridos em células com vírus eram capazes de proteger camundongos contra o HIV. “Contornamos o sistema imunológico em vez de tentar estimulá-lo”, disse Baltimore.
     
    Outros experimentos vêm tendo sucesso contra a malária, o ebola e várias cepas de gripe. Johnson já iniciou o primeiro teste clínico da IGT em seres humanos, para avaliar se o tratamento é seguro.
     
    Mas não há garantia alguma de que o sucesso nos testes em animais será repetido em humanos. Os sistemas imunológicos humanos podem atacar os anticorpos artificiais ou os vírus que os carregam, destruindo a proteção esperada. Ou então as células musculares podem produzir anticorpos demais, porque eles não possuem a mesma regulação própria das células imunológicas.
     
    Farzan também investiga interruptores moleculares que sejam capazes de desligar a produção de anticorpos ou de ajustar sua dose. “Se quisermos ver isso florescer, precisamos desses interruptores.”
     
    Fonte: Folha de S.Paulo
  • Taxa de mortalidade por tuberculose cai 20,7% em 10 anos

    Taxa de mortalidade por tuberculose cai 20,7% em 10 anos

    O Brasil reduziu em 22,8% a incidência de casos novos de tuberculose e em 20,7% a taxa de mortalidade da doença, nos últimos dez anos, segundo o Ministério da Saúde. Em 2014, a incidência da doença no Brasil foi de 33,5 casos por 100 mil habitantes, contra 43,4, na mesma proporção, em 2004. A taxa de mortalidade de 2013 foi de 2,3 óbitos por 100 mil habitantes, abaixo dos 2,9 óbitos por 100 mil habitantes registrados em 2003.
     
    O Ministério da Saúde assumiu, nesta segunda-feira (23) o compromisso de reduzir em 95% os óbitos e em 90% o coeficiente de incidência da tuberculose até 2035. O Dia Mundial de Combate à Tuberculose é celebrado em 24 de março. Segundo o governo, a redução da mortalidade e de novos casos é relacionada à descentralização do tratamento e também à disponibilidade do tratamento gratuito no  Sistema Único de Saúde (SUS).
     
    O teste rápido da tuberculose já está disponível em 94 municípios, espalhados em todos os estados e no Distrito Federal. Um diagnóstico pode ser obtido em até duas horas.  
     
    Fonte: Uol Saúde
     
  • Vírus ou bactéria? Novo exame detecta origem de infecções

    Vírus ou bactéria? Novo exame detecta origem de infecções

    Um novo exame de sangue, realizado em apenas duas horas, pode ajudar os médicos a detectarem se uma infecção é causada por uma bactéria ou por um vírus. O resultado, publicado na revista científica “Plos One”, pode fazer com que pacientes tratados com antibióticos parem de tomá- los caso não sejam necessários, explicam os cientistas.
     
    Apesar de o teste ainda estar em estágio de laboratório, a equipe que o idealizou — cientistas de centros médicos em Israel, em colaboração com a empresa farmacêutica Memed — já está trabalhando num dispositivo portátil para comportá- lo, e novos estudos estão sendo realizados.
     
    Ao contrário da maior ia dos diagnósticos de doenças infecciosas, que se baseiam na detecção de agentes patogênicos diretos, essa abordagem decodifica a resposta imune do corpo para caracterizar com precisão a causa da infecção.
     
    Analisando amostras de sangue de mais de mil pacientes que estavam com suspeita de infecções, os pesquisadores descobriram que podiam detectar cor retamente um vírus ou uma infecção bacteriana em cerca de 90% dos casos. A nova tecnologia se aproveita do fato de que a bactéria e o vírus desencadeiam diferentes vias no sistema imunológico humano. Ao realizar o rastreio extenso de proteínas nesse sistema em pacientes com infecções agudas, o grupo identificou três proteínas solúveis que são ativadas exclusivamente por bactérias ou por vírus.
     
    Os pesquisadores, então, desenvolveram algoritmos patenteados que integram essas proteínas, para produzir uma “assinatura imunológica” que identifica com precisão a causa da infecção. O experimento foi validado num grupo diversificado de crianças e adultos em diferentes períodos após o início dos sintomas ( a partir do primeiro dia até 12 dias) e em 56 espécies de agentes patogênicos diferentes. O resultado permaneceu coeso em todos os subgrupos estudados.
     
    600 PROTEÍNAS RASTREADAS
     
    Segundo a empresa, o estudo foi conduzido com uma gigantesca filtragem de dados, seguido por um extenso rastreio de 600 proteínas relacionadas ao sistema imunológico, apontando que algumas tiveram padrões bem divergentes em pacientes infectados por bactér ias ou por vírus. Em particular, a proteína mais informativa que encontraram, chamada “Trail”, aumentava dramaticamente no sangue de pacientes infectados com uma vasta var iedade de vír us, mas, surpreendentemente, diminuía nas infecções bacterianas.
     
    — Nossa equipe desenvolveu um algoritmo que integra pelo computador a “Trail” com outras proteínas. O teste é preciso. Para a maioria dos pacientes, conseguimos dizer se a infecção foi causada por uma bactéria ou por um vírus dentro de duas horas — afirmou o pesquisador Eran Eden, da Memed. — O procedimento não é perfeito e não substitui o julgamento de um médico, mas é melhor do que muitos dos testes de rotina utilizados hoje.
     
    Segundo especialistas, os médicos enfrentam uma série de desafios para decifrar o que é responsável por uma infecção e qual seria o melhor tratamento para enfrentá- la. Os exames de rotina feitos para verificar a identidade definitiva do causador pode levar dias. Em muitos casos, o processo envolve pegar um amostra e tentar cultivar o organismo em um laboratório.
     
    O REMÉDIO CERTO
     
    A pesquisa demonstrou, ainda, que testes de partículas no sangue também podem ajudar a dar pistas, mas o problema é que alguns organismos são criados tanto em infecções bacterianas quanto virais. Assim, muitas vezes, os antibióticos — que só funcionam em bactérias — são usados em excesso. Por outro lado, alguns pacientes que precisam tomar esse tipo de remédio não o fazem cedo o suficiente.
     
    — O trabalho aborda um problema realmente sério. Ser capaz de identificar uma possível infecção logo no início e, em seguida, poder diferenciar entre uma possível causa viral ou bacteriana, é importante — disse o professor Jonathan Ball, um especialista em vírus da Universidade de Nottingham. — Isso vai permitir a intervenção clínica informada e minimizar a necessidade de uso inadequado de antibióticos em alguém infectado por um vírus.
     
    Fonte: O Globo
  • Anvisa amplia medidas para aumentar a segurança do receptor e do doador de sangue

    Anvisa amplia medidas para aumentar a segurança do receptor e do doador de sangue

    O Diário Oficial da União publicou, nesta quarta-feira (18/3), os procedimentos, normas e diretrizes essenciais para as Boas Práticas no Ciclo do Sangue. As regras estão descritas na Instrução Normativa (IN) nº 1, que explicita as reformulações pelas quais está passando o sistema de hemovigilância brasileiro. A norma prevê, ainda, que o detalhamento conceitual e operacional sobre o tema estará descritos no Guia para a Hemovigilância. Este documento já está disponível no site da Anvisa.
     
    Com a IN, os eventos adversos ocorridos desde a doação até o receptor do sangue deverão ser notificados ao Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS) por meio do sistema Notivisa. Esta medida tem o objetivo de subsidiar gestores e demais profissionais de saúde com informações úteis para o planejamento de medidas para reduzir riscos, além de inovar ao estabelecer prazos para a comunicação e a notificação dos eventos adversos.
     
    Até a publicação da Instrução, a vigilância sobre os eventos adversos ao uso do sangue no Brasil estava restrita às reações ocorridas no decorrer ou após as transfusões sanguíneas. Esta ampliação do escopo da hemovigilância brasileira vem sendo discutida, por cerca de três anos, no âmbito da Comissão Permanente de Hemovigilância, que é a instância formalmente constituída para assessorar tecnicamente a Agência nas questões relacionadas ao tema.
     
    A IN estabeleceu, por exemplo, que, em casos de óbito decorrentes de reações transfusionais, o fato deve ser comunicado e notificado ao SNVS em um prazo máximo de 72 horas. Situações como estas eram de notificação obrigatória mesmo antes da norma. No entanto, não havia prazo máximo estabelecido. Uma das inovações da norma é a obrigatoriedade de notificação de reações graves à doação, que devem ser feitas ao SNVS pelo serviço de saúde onde o fato ocorreu até o 15º dia útil do mês subsequente à identificação do evento.
     
    O documento proposto por essa comissão – formada por representantes do Ministério da Saúde, vigilâncias sanitárias dos Estados, serviços de saúde, além de associações de especialistas e pacientes com doenças hematológicas – foi objeto de consulta ampliada a diversos órgãos e entidades relacionadas ao tema.
     
    Os diferentes serviços envolvidos com os processos abordados na IN terão 12 meses a partir da publicação desta norma para se adequarem às suas exigências.
     
    Fonte: Anvisa
     
     
  • OMS quer forçar indústria do tabaco a fechar as portas

    OMS quer forçar indústria do tabaco a fechar as portas

    A diretora da Organização Mundial de Saúde (OMS) pediu, nesta quarta-feira (18), uma reação internacional para forçar a indústria do tabaco a “fechar as portas”, comemorando o progresso na luta contra o tabagismo em vários países.
     
    Falando na conferência mundial sobre “o tabaco ou a saúde” em Abu Dhabi, Margaret Chan, diretora da OMS, saudou medidas tomadas por diversos países – como a Austrália, pioneira na adoção de embalagens neutras para os cigarros – e convidou outros países a seguirem estes exemplos.
     
    Os fabricantes de tabaco “usam todo tipo de tática, como o financiamento de partidos e políticos para que eles trabalhem em seu favor”, disse Chan a jornalistas.
     
    “Este vai ser um combate difícil […], mas nós não devemos desistir até que a indústria do tabaco feche as portas”, ressaltou Margaret Chan, já que quase metade dos fumantes atuais morrerão em decorrência de doenças ligadas ao tabagismo, segundo os organizadores da conferência.
     
    De acordo com a OMS, o tabagismo mata uma pessoa a cada seis segundos – quase seis milhões de pessoas mortas em todo o planeta todos os anos. Ao todo, o tabaco poderia matar um bilhão de pessoas ao longo do século XXI, estima a organização.
     
    Apesar da diminuição no número de fumantes em diversos países, ainda há muito a ser feito na luta anti-tabaco para atingir ao objetivo de reduzir em 30% o consumo até 2025, informaram os participantes da reunião.
     
    “Graças especialmente a medidas legislativas, o tabagismo caiu em diversos países”, disse Chan, citando o último relatório da OMS, segundo o qual a proporção de homens fumantes diminuiu em 125 países.
     
    Os não fumantes “passaram a ser a regra”, comentou a diretora, dizendo-se “muito contente de ver este progresso em muitos países”.
     
    Ela convidou os países produtores de folhas de tabaco a “agirem mais rapidamente” para combater o tabagismo, em cooperação com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) e a OMS.
     
    A conferência de Abu Dhabi, iniciada na noite desta terça-feira, deve discutir durante cinco dias as relações entre tabagismo e doenças não-transmissíveis (câncer, doenças cardiovasculares, diabetes e doenças respiratórias crônicas).
     
    “O tabaco é um dos maiores fatores de risco [para estas doenças], em particular para o câncer”, insistiu Chan.
     
    Em matéria de prevenção, ela afirmou que as “embalagens neutras funcionam”, parabenizando as medidas adotadas por Austrália, Irlanda e Reino Unido, apesar “das ameaças [da indústria] de travar longas e caras batalhas judiciais”.
     
    “Mais de dez países estudam” tomar medidas similares, ressaltou Chan, citando Burkina Fasso, Nova Zelândia, Chile, França, Panamá, Noruega e Turquia.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Novo tratamento contra hepatite C começa a ser testado no Brasil

    Novo tratamento contra hepatite C começa a ser testado no Brasil

    Está para começar no Brasil o primeiro estudo clínico com medicamentos da chamada nova geração de antivirais contra a Hepatite C. Eles trazem uma série de vantagens em relação às terapias atuais, como o fato de serem tomados somente por via oral, sem necessidade de injeções.
     
    O novo tratamento dispensa o uso do interferon, substância que provoca uma série de efeitos colaterais indesejáveis. Além disso, dura apenas 12 semanas, um quarto do tempo necessário, atualmente, para combater o vírus.
     
    Mas o principal benefício dos novos antivirais é aumentar a taxa de cura dos atuais 35% para até 100%. Hoje, não é incomum os pacientes enfrentarem um ciclo completo de tratamento e, no fim, descobrir que não conseguiram baixar a carga viral. Isso tem feito muitos infectologistas se referirem à nova geração de remédios como uma verdadeira revolução.
     
    Neste novo estudo, será utilizada uma combinação de três antivirais (“Viekira Pak”), já aprovada pela FDA (agência que aprova medicamentos nos EUA) e pelas agências reguladoras na Europa. A combinação evita a replicação do vírus.
     
    Ao todo, quatro novos medicamentos, de diferentes laboratórios, devem desembarcar este ano no Brasil. Dois já foram aprovados (daclastavir e simeprevir) e outros dois estão sob análise prioritária da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (os agentes virais de “Viekira Pak” e o sofosbuvir, considerados de primeira escolha pela Associação Americana de Estudos de Doenças dos Fígados).
     
    Antes de chegarem aos pacientes, todos ainda devem passar por aprovação do Comitê  Nacional de Incorporação de Novas Tecnologias, que analisa diversos aspectos, como o custo-efetividade dos produtos.
     
    O estudo clinico deve começar agora, em maio, e inclui 16 centros brasileiros, distribuídos em cinco Estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Bahia e Pernambuco.
     
    Segundo o Ministério da Saúde, 1,5% da população brasileira pode estar infectada pelo vírus da hepatite C, ou seja, 3 milhões de pessoas. O número é quase três vezes o total de infectados pelo HIV.
     
    Em muitos casos, o vírus da hepatite C é eliminado sozinho, mas a maioria dos infectados torna-se portador crônico e fica sem apresentar sintomas por 20 ou até 30 anos. Por ser silenciosa, a doença pode ser descoberta somente depois de ter causado muitos danos – tanto que essa hepatite é responsável por 25% de todos os casos de câncer de fígado. Por isso, fazer o exame de forma preventiva é importante.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Aspirina diminui risco de câncer colorretal, mas não para todos

    Aspirina diminui risco de câncer colorretal, mas não para todos

    Tomar aspirina ou ibuprofeno tende a reduzir o risco de desenvolver câncer de cólon para a maioria das pessoas, mas não funciona em uma minoria com algumas variações genéticas, afirmaram pesquisadores nesta terça-feira (17).
     
    As descobertas publicadas na revista Journal of the American Medical Association (JAMA) se baseiam na análise de 10 amplos estudos na Austrália, Canadá, Alemanha e Estados Unidos. Mais de 16 mil pessoas – todas de origem europeia – participaram da pesquisa.
     
    Os dados confirmaram que o uso regular de aspirina ou anti-inflamatórios não esteroidais (NSAIDs) está relacionado a um risco 30% menor de desenvolver câncer colorretal para a maior parte das pessoas acompanhadas.
     
    Mas o benefício preventivo não foi observado em pessoas com variantes relativamente incomuns em genes nos cromossomos 12 e 15, apontou o estudo.
     
    Já que o uso de aspirina e outros anti-inflamatórios apresentam riscos, como hemorragia interna, os médicos devem avaliar junto aos pacientes os potenciais perigos e benefícios, afirmou o professor da escola de medicina de Harvard Andrew Chan, co-autor da pesquisa.
     
    “O estudo sugere que adicionar informação sobre o perfil genético de alguém pode ajudar na tomada desta decisão”, disse Chan, que é membro do setor de gastroenterologia do Hospital Geral de Massachusetts.
     
    “Contudo, ainda é cedo para recomendar o mapeamento genético para guiar os cuidados clínicos, já que nossas descobertas precisam ser validadas em outras populações”, prosseguiu.
     
    Nos Estados Unidos, pessoas negras são confrontadas com taxas muito mais elevadas de câncer colorretal e morte por este tipo de tumor do que pessoas brancas – e esta população ficou de fora do estudo.
     
    Os pesquisadores também esperam que mais estudos ajudem a encontrar se os genes desempenham algum papel na probabilidade de se desenvolver efeitos colaterais perigosos com o uso de aspirina e NSAIDs.
     
    Avanços na medicina de precisão, que tem como objetivo tratamentos geneticamente personalizados, significam que estudos como este podem ter um impacto tangível em pouco tempo, avaliaram os especialistas.
     
    “Em um futuro não muito distante, será possível conduzir testes genéticos eficientes e mais baratos em indivíduos saudáveis para definir precisamente os benefícios e riscos de intervenções que podem diminuir os riscos de doenças”, apontou o editorial da JAMA, escrito por Richard Wender, da Associação Norte-americana de Câncer em Atlanta.
     
    “A habilidade de traduzir mapeamento genético em tratamentos preventivos personalizados para cada indivíduo ainda está um pouco longe, mas com estudos como este, o caminho – por mais árduo que seja – fica mais iluminado”, concluiu.
     
    Fonte: Uol Saúde