Author: admin

  • Nova droga redutora de colesterol entusiasma cardiologistas de todo o mundo

    Nova droga redutora de colesterol entusiasma cardiologistas de todo o mundo

    O evolucomabe é um novo agente redutor de colesterol que inibe a proteína PCSK9, responsável pela degradação do receptor de LDL-colesterol (conhecido como “colesterol ruim”). A sua ação permite que mais receptores de LDL-c fiquem disponíveis na superfície celular, reduzindo a concentração de LDL-c circulante no sangue.
     
    O estudo OSLER, apresentado no Congresso do American College of Cardiology, avaliou os efeitos do evolucomabe sobre complicações cardiovasculares. Um total de 4.465 foram selecionados para serem incluídos nesse estudo. Os pacientes foram randomizados na proporção 2:1 para receber o evolucomabe em combinação com tratamento padrão (2.976) ou, simplesmente, tratamento padrão (1.489). O tratamento padrão consistia no uso das estatinas, como a sinvastatina e atorvastatina (30% dos pacientes não usava nenhuma estatina).
     
    O seguimento médio dos pacientes foi de 11,1 meses. O evolucomabe foi administrado de forma subcutânea nas doses de 140mg a cada 2 semanas ou 420mg ao mês, uma vez que reduziram os níveis de LDL-c de forma similar.
     
    O estudo avaliou os níveis de colesterol, a tolerabilidade à droga e as complicações cardiovasculares (morte, infarto do miocárdio, angina instável, revascularização miocárdica, acidente vascular cerebral, isquemia cerebral transitória e insuficiência cardíaca). A administração de evolucomabe em associação ao tratamento padrão reduziu os níveis de LDL-c em 61% (nível médio de 73mg/dL) ao final de 48 semanas. Ao se considerar as metas recomendadas para o LDL-c, mais de 90% alcançaram concentrações abaixo de 100 mg/dL de LDL-c no grupo evolucomabe versus 26% no grupo controle.
     
    Em relação aos desfechos clínicos, a incidência de complicações cardiovasculares foi de 2,18% no grupo controle e 0,95% no grupo evolucomabe ao final de 1 ano. No quesito segurança,  os achados clínico-laboratoriais foram similares entre os grupos e a interrupção de evolucomabe aconteceu em apenas 2,4% dos pacientes.
     
    O Dr. Marc Sabatine, professor da Harvard Medical School, concluiu a apresentação do estudo dizendo: “os dados desses estudos dão suporte à inibição do PCSK9 como um meio seguro e efetivo para a redução de complicações cardiovasculares maiores através de uma redução intensa do LDL-c”.
     
    Devemos lembrar que muitas pessoas não toleram as estatinas por seus efeitos colaterais (dores musculares) ou não atingem os níveis ideais de LDL-c em doses máximas ou associadas com outras drogas, como a ezetimiba. Um estudo que já está em andamento, chamado de Fourier, deverá avaliar os efeitos do evolucomabe em mais de 27 mil pacientes com doença cardiovascular.
     
    Fonte: Congresso do American College of Cardiology,
  • Obesidade eleva em até 40% risco de sete tipos de câncer em mulheres

    Obesidade eleva em até 40% risco de sete tipos de câncer em mulheres

    Uma pesquisa da organização britânica Cancer Research UK sugere que a obesidade aumenta em até 40% as chances de mulheres desenvolverem sete tipos de câncer.
     
    O problema pode aumentar o risco de câncer de intestino, de mama depois da menopausa, de vesícula biliar, de rins, de pâncreas, de útero e de esôfago.
     
    Segundo os pesquisadores, a obesidade pode aumentar o risco de desenvolver câncer de muitas formas. Uma possibilidade é que a doença esteja ligada à produção de hormônios em células de gordura, especialmente o estrogênio.
     
    Acredita-se que o estrogênio seja o combustível para o desenvolvimento de câncer.
     
    A pesquisa analisou um grupo de mil mulheres obesas e descobriu que, neste grupo, 274 tinham maior tendência a desenvolver câncer ao longo de sua vida.
     
    Os pesquisadores também analisaram um grupo de mil mulheres com o peso considerado normal e descobriram que 194 mulheres tinham chances de ser diagnosticadas com câncer durante suas vidas.
     
    'Pequenas mudanças'
     
    Para Julie Sharp, chefe do setor de informações para saúde da Cancer Research UK, “pequenas mudanças” no estilo de vida já podem ajudar a evitar a doença em mulheres obesas.
     
    “Perder peso não é fácil, mas você não tem que entrar para uma academia e correr quilômetros todo dia, ou desistir de sua comida favorita para sempre.”
     
    “Fazer pequenas mudanças que você consegue manter no longo prazo pode ter um impacto real. Para começar, tente sair do ônibus uma parada antes da sua e cortar alimentos gordurosos ou com muito açúcar”, afirmou.
     
    “Perder peso demora, então, gradualmente, aumente (exercícios e alimentação saudável) para chegar a um estilo de vida mais saudável que você consegue manter”, acrescentou.
     
    “Sabemos que nosso risco de desenvolver câncer depende de uma combinação de nossos genes, nosso ambiente e outros aspectos de nossas vidas, muitos dos quais podemos controlar. Ajudar as pessoas a entender como elas podem reduzir o risco de desenvolver câncer ainda é crucial para enfrentar a doença”, afirmou.
     
    Para a médica, mudanças no estilo de vida como “parar de fumar, manter um peso saudável, ter uma dieta saudável e diminuir o consumo de álcool” são grandes oportunidades para reduzir o risco de desenvolver a doença.
     
    “Fazer estas mudanças não é uma garantia contra o câncer, mas aumenta as possibilidades a nosso favor”, disse.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO 2013/2014

    CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO 2013/2014

    Link para a CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO 2013/2014  
     
    http://www3.mte.gov.br/sistemas/mediador/Resumo/ResumoVisualizar?NrSolicitacao=MR040625%2F2013
  • Imunoterapia abre novo caminho no tratamento de câncer, diz pesquisador

    Imunoterapia abre novo caminho no tratamento de câncer, diz pesquisador

    James P. Allison, 66, é o presidente do Departamento de Imunologia no Centro de Câncer M.D. Anderson da Universidade do Texas em Houston.
     
    Sua pesquisa, sobre as formas de estimular o sistema imune a destruir um câncer, abriu um novo campo no tratamento da doença, a imunoterapia.
     
    Ele ganhou o Prêmio Louisa Gross Horwitz, que muitas vezes é precursor de um Nobel.
     
    Leia abaixo trechos de sua entrevista:
     
     
    O tipo de droga que o senhor ajudou a inventar foi elogiado como sendo uma das únicas inovações no tratamento de câncer em décadas. O que o torna tão diferente?
     
    James P. Allison – Nos anos 1980, meu laboratório fez trabalhos sobre como as células T do sistema imunológico, que são as células de ataque, se prendem às células infectadas com ví­rus e bactérias para matá-las.
     
    Essa pesquisa me levou a pensar que o sistema imune poderia ser utilizado para matar cânceres.
     
    Basicamente, eu propus que deveríamos parar de nos preocupar em matar diretamente as células de câncer e desenvolver drogas para liberar as células T.
     
    Procurar uma terapia para o câncer no sistema imune não é uma ideia nova, é?
     
    Houve um cirurgião no século 19, chamado William Coley, que percebeu que os pacientes de câncer que tinham infecções depois de cirurgias tendiam a ter menos recorrências do que os que não tinham infecções.
     
    Ele pensou que havia algo nas bactérias que incitava o corpo a fazer algo terapêutico, e ele tentou desenvolver tratamentos com base nisso.
     
    Coley teve um certo sucesso. Porém, suas ideias desapareceram com o advento da radioterapia, que se tornou o tratamento aceito.
     
    O que o senhor descobriu?
     
    Na década de 1990, minha equipe e outro grupo mostraram que havia uma molécula nas células T que, na verdade, agia como um interruptor, ou um pedal de freio, quando as células T encontram uma célula infectada.
     
    Em vez de atacar a célula, essa molécula aplica uma espécie de freio na reação imunológica. Chamamos isso de ponto de checagem.
     
    Eu me perguntava se poderí­amos bloquear esse interruptor para manter as células T ligadas. E foi o que fizemos. Desenvolvemos um anticorpo para acionar esse interruptor.
     
    Ele funcionou muito bem em muitos tipos de câncer em modelos com ratos.
     
    Mais importante, funcionou em algumas pessoas com câncer de pele.
     
    A primeira droga desenvolvida a partir disso foi a Yervoy, aprovada nos EUA em 2011 contra melanomas metastáticos avançados e não operáveis.
     
    O acompanhamento a longo prazo de 5.000 pacientes de melanoma que a receberam revelou que 22% sobreviveram por pelo menos dez anos.
     
    É um bom número?
     
    Eram pacientes que geralmente teriam de sete meses a um ano de vida. Uma mulher em Santa Monica foi uma das primeiras pessoas a receber a droga.
     
    Ela tinha dois filhos no colégio. Nada havia funcionado. Então Antoni Ribas, da Universidade da Califórnia em Los Angeles, disse: “Temos uma coisa experimental. Não sabemos se vai funcionar. Pode ser tóxico”. Ela disse: “Farei qualquer coisa para viver mais alguns meses e ver meu filho se formar no colégio”.
     
    Então eles a trataram e seus tumores desapareceram em cerca de quatro meses.
     
    Eu a encontrei dez anos depois e ela me disse: “Sabe, meus filhos terminaram os estudos, se casaram e estão formando famí­lia”.
     
    Há muitos casos de câncer na sua famí­lia, não é?
     
    Minha mãe morreu de linfoma quando eu tinha 12 anos. Um tio morreu de melanoma, outro de câncer no pulmão. Meus dois irmãos tiveram câncer de próstata –um morreu disso.
     
    Eu também fui diagnosticado com a doença. Foi detectada cedo. Fiz uma prostatectomia. Depois de ver como ela progrediu rápido no meu irmão e como era terrível, eu disse: “Não vou correr riscos. Vou me expor aos efeitos colaterais. Podem tirá-lo agora”?
     
    Como se sente por ter dado um golpe em algo que causou tal devastação em sua famí­lia?
     
    Acho que minha mãe e meu irmão ficariam orgulhosos.
     
    Desde o Yervoy, foram aprovadas duas outras drogas desse tipo nos EUA. E houve testes com outros cânceres usando Yervoy que indicam reações com benefícios clínicos para cânceres de próstata, de rim e de bexiga.
     
    Neste momento, praticamente todas as companhias farmacêuticas que trabalham com câncer estão elaborando drogas imunoterápicas.
     
    Fonte: Folha de São Paulo
  • OMS lança recomendações sobre hepatite B, que mata 650 mil por ano

    OMS lança recomendações sobre hepatite B, que mata 650 mil por ano

    A Organização Mundial da Saúde, OMS, lançou esta quinta-feira seu primeiro guia de recomendações para o tratamento da hepatite B crônica, uma doença viral que ataca o fígado e mata 650 mil pessoas por ano.
     
    Segundo a OMS, a maioria das vítimas está nos países de baixa e média rendas e no mundo, 240 milhões de pessoas convivem com a hepatite B crônica. Os índices mais altos de pacientes estão na África e na Ásia e a agência da ONU lembra que a doença aumenta os riscos de morte por cirrose ou por câncer de fígado.
     
    Testes
     
    Existem medicamentos eficazes para ajudar os pacientes a não desenvolver essas condições, mas muitas pessoas não têm acesso, ou os países não têm uma orientação clara sobre o tratamento.
     
    A OMS quer mudar o quadro e recomenda às nações uma série de medidas. A primeira orientação é o uso de testes não invasivos para avaliar o estágio da doença do fígado e assim, identificar quem precisa de tratamento.
     
    Genéricos
     
    Outra recomendação é priorizar o tratamento dos pacientes com cirrose. A OMS também indica o uso do tenofovir ou do entecavir, remédios eficazes para o tratamento da hepatite B crônica.
     
    A agência explica que são medicamentos com poucos efeitos colaterais e apenas um comprimido por dia já é suficiente, sendo que há versões genéricas que chegam a custar apenas US$ 5 por mês. O tenofovir é também utilizado para o tratamento do HIV.
     
    Vacinação
     
    A OMS destaca que vários países estão desenvolvendo programas de tratamento da hepatite B, por isso a agência pede que se melhore o acesso aos medicamentos e seja garantido o tratamento de qualidade.
     
    Segundo a agência da ONU, o tratamento pode prolongar a vida das pessoas com hepatite B e também prevenir novas infecções. Outra recomendação é para que todas as crianças sejam vacinadas e a primeira dose seja dada no nascimento.
     
    Alguns países na Ásia conseguiram reduzir a infecção de hepatite B em menores por meio da vacinação universal. O desafio agora é aumentar esforços para que todas as crianças do mundo sejam protegidas do vírus.
     
    Outra rota de infecção é pela reutilização de seringas e agulhas. Recentemente, a OMS lançou uma nova política para injeções seguras, defendendo “seringas inteligentes”, que não podem ser reutilizadas.
     
    Fonte: Leda Letra
     
  • Não há evidência científica para uso da homeopatia, conclui extensa revisão

    Não há evidência científica para uso da homeopatia, conclui extensa revisão

    Revisão sistemática de estudos foi feita por conselho de saúde australiano.
    Para médicos homeopatas, falta verba para fazer pesquisas maiores.
     
    Não há evidência científica de que a homeopatia seja eficaz contra qualquer problema de saúde. De acordo com uma extensa revisão de estudos promovida pelo Conselho Nacional de Saúde e Pesquisa Médica da Austrália, a homeopatia não deve ser usada para tratar problemas de saúde crônicos ou graves.
     
    “Pessoas que escolhem a homeopatia podem colocar sua saúde em risco se rejeitarem ou postergarem tratamentos para os quais há evidências de segurança e eficácia”, diz o documento, divulgado pelo governo australiano este mês.
     
    A homeopatia é um tratamento alternativo e complementar baseado na premissa de que as substâncias que provocam doenças também podem, quando usadas em doses muito pequenas, tratar sintomas dessas mesmas doenças.
     
    Para chegar à conclusão sobre a ineficácia dos tratamentos homeopáticos, o órgão levou em conta 57 revisões sistemáticas que testaram a homeopatia em comparação a placebo ou a outros tratamentos. Ao todo, as revisões incluíram 176 estudos individuais.
     
    Esses estudos avaliaram a eficácia da homeopatia para tratar 55 problemas de saúde diferentes, entre os quais asma, dor de cabeça, fibromialgia e sinusite. Entre os estudos de boa qualidade e com um número suficiente de pacientes para ter um resultado significativo, nenhum reportou que a homeopatia tenha resultado em uma melhora maior do que a obtida com placebo.
     
    Outro lado
     
    O médico Rubens Dolce Filho, um dos diretores da Associação Médica Homeopática Brasileira (AMHB) observa que é difícil reunir evidência científica sobre a eficácia da homeopatia por causa da falta de financiamento de pesquisas na área. “Os órgãos fomentadores criam uma série de obstáculos. Não vamos criar evidência nunca porque tem a questão econômica”, diz o homeopata.
     
    Outro fator que torna difícil a elaboração de estudos sobre a homeopatia, segundo Dolce Filho, é o fato de o tema não ser abordado nas faculdades de medicina. “Para se fazer ciência, tem que ter cientista. Como vamos criar cientistas com pensamento homeopático se a homeopatia não é ensinada na universidade?”, diz Dolce Filho.
     
    Fonte: Bem Estar
  • Técnica experimental melhora a memória de roedores com Alzheimer

    Técnica experimental melhora a memória de roedores com Alzheimer

    Cientistas usaram método que perfurou proteção natural do cérebro.
    75% dos roedores tiveram melhora em testes de memória e orientação
     
    Cientistas conseguiram corroer a placa que se forma no cérebro dos pacientes de Alzheimer com uma técnica experimental aplicada em roedores, alguns dos quais recuperaram sua memória.
     
    Os dados foram publicados nesta quarta (11) na revista “Science Translational Medicine”.
     
    O dano cerebral causado pela doença é originado por causa de depósitos anômalos de fragmentos da proteína beta-amiloide.
     
    Esses depósitos formam placas que se concentram e formam cúmulos e novelos impenetráveis que afetam as sinapses entre as células nervosas do cérebro.
     
    O tratamento desta doença continua sendo difícil, em parte, porque o cérebro tem uma barreira protetora, formada por uma densa camada de células que impede a penetração de qualquer substância potencialmente danosa que circula pelo sangue. Porém, ela também impede a circulação de medicamentos.
     
    Combinação de métodos
     
    Os neurocirurgiões Jürgen Göt e Gerhard Leinenga, do Instituto do Cérebro da Universidade de Queensland, na Austrália, exploraram as possibilidades para tentar penetrar no cérebro do roedor e erodir a placa beta-amiloide.
     
    Para consegui-lo, os especialistas utilizaram um exame de ultrassom, combinado com microbolhas injetadas no sangue da cobaia que vibram em reação às ondas emitidas pelo aparelho, para abrir temporariamente a barreira protetora do cérebro.
     
    Os pesquisadores aplicaram essa técnica ao cérebro de dos animais afetados pelo Alzheimer em várias ocasiões durante o período de algumas semanas. Após o experimento, descobriram que as placas desapareceram quase totalmente em 75% dos roedores, sem causar danos ao tecido cerebral.
     
    Os roedores, por sua vez, tiveram melhores resultados nos testes de memória, orientação e reconhecimento de objetos após a aplicação do ultrassom.
     
    A análise dos tecidos cerebrais revelou que o exame de ultrassom também estimulou as células do sistema imunológico do sistema nervoso central (micróglias), que contribuíram para erodir as placas de beta-amiloides.
     
    Os cientistas assinalaram que se trata de uma técnica não invasiva que se encontra nos estágios iniciais de pesquisa, mas acreditam que, no futuro, poderá oferecer uma possível estratégia para tratar o Alzheimer e outras doenças degenerativas.
     
    Os autores esperam testar agora esta técnica em ovelhas com a doença de Alzheimer.
     
    Fonte: Bem Estar
  • Brasil tem 340 cidades com risco de surto de dengue, informa ministério

    Brasil tem 340 cidades com risco de surto de dengue, informa ministério

    Até 7 de março, foram registrados 224,1 mil casos da doença no país.
    Outras 877 prefeituras estão em situação de alerta.
     
    O ministro da Saúde, Arthur Chioro, informou nesta quarta-feira (12) que há 340 municípios brasileiros em situação de risco de surto dengue e outros 877 estão em situação de alerta para novas infecções.
     
    Segundo o governo, até 7 de março foram registrados 224,1 mil casos da doença no país, aumento de 162% em relação ao
     
    mesmo período do ano passado, quando houve 85.401 ocorrências.
     
    O ministério informou ainda a queda de 31,5% no número de mortes entre 2014 e 2015. Entre 1 de janeiro e 7 de março do ano passado morreram 76 pessoas. No mesmo período de 2015, foram 52 óbitos.
     
    As informações integram o Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) e foram divulgadas em coletiva em Brasília. A pesquisa foi feita com base em 1.844 cidades que se voluntariaram a participar da coleta.
     
    Municípios que detectaram focos de dengue em 1 a cada grupo de 100 prédios são incluídos na categoria “satisfatório”. Acima de 1 até 3,9 foram enquadrados na categoria “alerta”. As cidades com índice acima de 4, entram no nível de “risco de surto de dengue”.
     
    Cuiabá (MT) é a única capital na última categoria.
     
    Outras 18 capitais foram incluídas na categoria de alerta: Aracaju (SE), Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Campo Grande (MS), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), Macapá (AP), Maceió (AL), Manaus (AM), Palmas (TO), Porto Alegre (RS), Porto Velho (RO), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), São Luís (MA), São Paulo (SP) e Vitória (ES).
     
    Brasília foi considerada satisfatória, assim como João Pessoa (PB) e Teresina (PI). Boa Vista (RR), Curitiba (PR), Florianópolis (SC) Natal (RN) e Rio Branco (AC) não apresentaram dados.
     
    Chioro destacou ainda a redução de 9,7% no número de casos graves da doença em relação a 2014. “Houve [também] uma diminuição de internações nesse período por dengue de 44%. E, apesar de haver 31,5% a menos de óbitos, eles estão ocorrendo, e é fundamental reforçar o conjunto de ações que já constam no plano de contingência.”
     
    Recorde foi em 2013
     
    O coordenador-geral do Programa Nacional de Combate à Dengue, Giovanni Evelin Coelho, disse que, apesar do aumento detectado, os dados são positivos se comparados a 2013, ano considerado o mais epidêmico em relação à história de dengue no país.
     
    “Em relação a 2013, tivemos redução de 47%. Tudo leva a crer, embora tenhamos ainda abril e maio, é que a perspectiva de um cenário parecido com o de 2013 seja remota”, declarou.
     
    Já sobre chikungunya, foram 1.049 casos confirmados até 7 de março, contra 2.773 casos em 2014. A tendência, para o ministério, é de menos transmissão da doença. “É uma transmissão ainda muito localizada, no estado do Amapá no município de Oiapoque, e no estado da Bahia”, completou Coelho.
     
    Para reforçar o combate aos focos do mosquito vetor das doenças, o Ministério da Saúde repassou R$ 150 milhões para as secretarias de Saúde de todos os estados do país. Além disso, realizou capacitação à distância, disponibilizou um telefone 0800 para que profissionais de Atenção Básica pudessem tirar dúvidas e elaborou um plano de contingência nacional.
     
    O ministro falou sobre a importância de a população se envolver e adotar 15 minutos para erradicar os focos do mosquito em casa e dos profissionais de saúde estarem habilitados a reconhecer os sintomas das doenças. “A dengue não deve e não pode matar”, afirma.
     
    Fonte: Bem Estar
  • Droga contra o colesterol aumenta risco de diabetes

    Droga contra o colesterol aumenta risco de diabetes

    As estatinas, que são as drogas mais utilizadas contra o colesterol, impedindo a ocorrência de doenças cardiovasculares como angina, infartos e derrames, trazem um risco: provocar diabetes.
     
    A conclusão é de um estudo que acompanhou 8.749 participantes ao longo de seis anos, todos homens finlandeses de 45 a 73 anos e inicialmente não diabéticos. Ele foi publicado no periódico científico “Diabetologia”, que é publicado pela Associação Europeia para o Estudo da Diabetes.
     
    Um pouco mais de 2.000 participantes começaram a usar estatinas, como a sinvastatina (como o Zocor), a atorvastatina (Lipitor) ou a rosuvastatina (Crestor).
     
    Enquanto 11,1% dos pacientes que tomavam estatinas adquiriram diabetes, 5,8% dos que não tomavam (6.607) foram diagnosticados com a doença.
     
    Ou seja, a chance de ficar com diabetes é quase o dobro em quem usa estatinas em comparação a quem não usa. No Brasil, estima-se que 8 milhões usem as drogas.
     
    Outros fatores também contribuem para adquirir o diabetes, como obesidade, histórico familiar da doença, fumo e uso de diuréticos e betabloqueadores (que combatem a taquicardia).
     
    Mesmo quando descontados os efeitos dessas variáveis, o risco de se adquirir diabetes ainda era 46% maior entre quem usava estatinas. Os pesquisadores ainda não sabem dizer por que ou como isso acontece.
     
    Quem tomava esses medicamentos apresentou uma secreção 12% menor de insulina. Também houve uma perda na sensibilidade ao hormônio ou seja, ele tem sua função prejudicada em pessoas que tomam estatinas.
     
    “As estatinas são a `pedra fundamental` da terapêutica preventiva. Talvez seja um preço a se pagar”, diz Raul Dias Filho, diretor da Unidade Clínica de Lípides do Incor (Instituto do Coração)
     
    Outros médicos também dizem que os benefícios conseguidos com a medicação podem superar os riscos.
     
    “Graças às estatinas nós obtivemos uma diminuição significativa na incidência de doenças cardiovasculares, principal causa de morte atualmente”, diz o médico e diretor da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, Airton Golbert.
     
    Antes consideradas “a nova aspirina”, as estatinas também têm outros riscos associados. Cerca de um terço das pessoas se queixam de dores ou desconfortos musculares e ainda há risco de mal funcionamento do rim e do fígado, por exemplo.
     
    Apesar da pletora de riscos, até mesmo a classe médica abusa da droga, diz a cardiologista e especialista em colesterol e hipercolesterolemia familiar Tânia Martinez. “Tem gente que come churrasco e toma estatina depois para evitar a formação de colesterol ruim, o que não é de forma alguma recomendável”.
     
    Tânia lembra ainda que, conforme as necessidades do paciente, o médico pode variar a escolha da estatina (algumas são mais potentes do que outras) e a dose, reduzindo o risco de efeitos colaterais.
     
    Uma alternativa ao tratamento convencional com estatinas que vem sendo estudada por Dias Filho é a sua associação com a droga ezetimiba, medicamento que impede a absorção de gordura pelo intestino e, assim, também evita a formação de colesterol.
     
    Quando as duas drogas são combinadas, a dosagem de estatina necessária é bem menor, diminuindo o risco de diabetes. Dias Filho está conduzindo estudos para saber se a ezetimiba também provocaria a doença.
     
    Outra alternativa, que está sendo estudada no exterior, é a injeção de anticorpos contra uma enzima chamada PCSK9, que atua na formação do colesterol ruim.
     
    Fonte: Folha de S.Paulo
     
  • Saiba porque diabéticos são pacientes de alto risco cardíaco

    Saiba porque diabéticos são pacientes de alto risco cardíaco

    Em 2010 o diabete melito (DM) atingia 6,4% da população adulta mundial, e para 2030 a estimativa é de que a cifra atingirá 7,7%. A maior parte desse aumento se dará em países em desenvolvimento como o Brasil.
     
    Dados da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (VIGITEL), em pessoas com mais de 18 anos de idade e residentes em capitais brasileiras, mostram que a prevalência de quem refere ter DM aumentou de 5,3% para 6,3% entre 2006 e 2010.
     
    O risco relativo, ou seja, risco atribuído a um determinado fator de risco, para uma doença cardiovascular (infarto do miocárdio, derrame cerebral, entre outras) aumenta de duas a quatro vezes nos pacientes com diabete melito do tipo 2 (DM2) em comparação com a população não diabética. O DM 2 é a forma mais comum da doença, afetando principalmente pessoas com mais de 40 anos de idade e com excesso de peso.
     
    Diabéticos apresentam frequentemente associação de fatores de risco cardiovascular: pressão alta, níveis baixos de HDL-C (“colestrol bom”), microalbuminúria (perda de proteínas pela urina) e doença renal, além de um aumento do índice de massa corporal (IMC) e da relação cintura-quadril, indicativos de obesidade e acúmulo central de gordura (acima da cintura).
     
    Considerando-se o conceito de risco cardiovascular global (risco calculado pelo somatório dos fatores de risco de cada indivíduo), pacientes com DM, mesmo sem doença aterosclerótica estabelecida (sem antecedentes de infarto do miocárdio, por exemplo), apresentam maior risco de desenvolver complicações cardiovasculares no futuro.
     
    A doença arterial coronariana (DAC), ou seja, obstruções das artérias do coração por placas de gordura, é mais incidente e mais grave nos pacientes com DM em relação àqueles sem DM. As mulheres com DM são particularmente afetadas pela DAC, e seu risco de morte é 50% maior do que o dos homens com DM.
     
    O DM, quando associado a fatores de risco clássicos para DAC, como colesterol elevado, fumo e pressão alta, aumenta o risco para doenças cardiovasculares atribuído a cada um destes fatores de uma forma mais importante do que é observado em indivíduos sem DM.
     
    Estima-se que 70% dos pacientes com DM2 sejam hipertensos. A pressão alta em pacientes com DM associa-se a uma significativa carga de doença nesses indivíduos, com uma fração de risco atribuível na população de cerca de 28%, ou seja, mais de um quarto do risco dos diabéticos podem ser atribuídos à pressão arterial elevada.
     
    Fonte: I Diretriz sobre Aspectos Específicos de Diabetes (tipo 2) Relacionados à Cardiologia.