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  • Anvisa aprova o 12º genérico inédito de 2015

    Anvisa aprova o 12º genérico inédito de 2015

    A Anvisa aprovou o registro de mais um genérico inédito, cuja substância ainda não tem concorrente no mercado. Somente no ano de 2015, a Anvisa já aprovou 12 novos medicamentos genéricos. Em 2014 foram registrados outros 23. Isso significa que os pacientes e médicos poderão ter novas opções de tratamento e a um custo mais acessível, pois os genéricos chegam ao mercado com um preço 35% menor que o preço de tabela dos medicamentos de referência.
     
    Trata-se do genérico da substância cloridrato de trazodona, na forma farmacêutica comprimido, indicado no tratamento da depressão mental com ou sem episódios de ansiedade, na dor neurogênica (neuropatia diabética) e outros tipos de dores crônicas e no tratamento da Depressão Maior. O medicamento é um genérico inédito classificado como agente antidepressivo que age no sistema serotoninérgico cerebral, isto é, ele aumenta a concentração da substância serotonina cerebral levando a melhora do humor e dos sintomas relacionados a depressão.
     
    A concessão dos registros significa que esse produto é cópia fiel de seu medicamento de referência e que possui eficácia e segurança comprovadas.
     
    Fonte: Anvisa
     
  • Anvisa aprova novo medicamento oral para tratamento de hepatite C

    Anvisa aprova novo medicamento oral para tratamento de hepatite C

    Previsão é que medicamento esteja disponível pelo SUS ainda este ano.
    Esta é a segunda droga contra hepatite C aprovada pela Anvisa em 2015.
     
    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou mais um medicamento para tratar hepatite C. O simeprevir sódico (nome comercial Olysio) tem a vantagem de ser usado apenas uma vez por dia e ter um percentual maior de eficácia, além de um tempo menor de tratamento.
     
    De acordo com o Ministério da Saúde, a previsão é que a droga esteja disponível pelo SUS ainda este ano.
     
    Esta é a segunda droga contra hepatite C a ser aprovada pela Anvisa em 2015. Em, janeiro, foi aprovada a droga daclatasvir (nome comercial Daklinza). Há ainda uma terceira droga em análise pela agência: o sofosbuvir.
     
    Entenda a doença
     
    Segundo os médicos, as hepatites se caracterizam por uma inflamação no fígado e podem ser causadas por álcool, medicamentos e vírus, por exemplo. Porém, são doenças silenciosas e 90% dos casos não dão sintomas – apenas 10% dão sinais, como urina escura e pele amarela, por exemplo e, em algumas situações, inclusive, sinais semelhantes aos de uma gripe.
     
    Quem é infectado pelo vírus C pode desenvolver a forma crônica da doença ou não, tendo apenas que conviver com ele. Além dos danos ao fígado, como cirrose, câncer e insuficiência hepática, a hepatite C também pode levar à diabetes, comprometer os rins e nervos e causar artrites em diferentes articulações.
     
    Para evitar o vírus C, é importante tomar cuidado ainda com o compartilhamento de objetos, como alicates, por exemplo, que devem ser sempre esterilizados.
     
    Existe um teste disponível no SUS que pode ajudar a diagnosticar a doença. Porém, não é necessário que todas as pessoas façam, apenas os mais vulneráveis, ou seja, que fizeram transfusões antes de 1993 (quando não havia conhecimento do vírus), usuários de drogas, tatuados ou com piercing ou que fizeram sexo desprotegido.
     
    Fonte: Bem Estar
  • Pesquisadores da UFAl desenvolvem pomada para combate ao HPV

    Pesquisadores da UFAl desenvolvem pomada para combate ao HPV

    Sem dor e sem procedimentos invasivos! É o fim de um dos sintomas mais terríveis do HPV: as verrugas genitais! A constatação não é mais utopia, é comprovada cientificamente com o resultado de uma pesquisa realizada por quatro professores da Universidade Federal de Alagoas. Após 12 anos de estudos, os pesquisadores tiveram indicação favorável à patente de uma pomada que curou 100% dos pacientes submetidos ao tratamento do papiloma vírus humano, no Hospital Universitário.
     
    Tendo como princípio ativo os taninos, a pomada foi desenvolvida utilizando o extrato de um vegetal comum na flora do litoral brasileiro, o barbatimão. Mas segundo o professor Luiz Carlos Caetano, do Instituto de Química e Biotecnologia da Ufal, foi na Zona da Mata de Alagoas onde os pesquisadores encontraram a solução para o tratamento do HPV. “A pomada feita com o extrato das cascas do caule da espécie Abarema cochliocarpos, o barbatimão mais comum na nossa região, deu o resultado mais eficaz no tratamento dos pacientes. A suas cascas tem coloração mais avermelhada do que as cascas da planta encontrada na região do Sudeste do país, por exemplo, e foi por ela que seguimos nossos estudos”, explicou Caetano. “Vale lembrar que as cascas do barbatimão são uma das mais comercializadas em feiras do mercado fitoterápico de Maceió, sendo utilizada pela população mais simples como agente cicatrizante e anti-inflamatório”, acrescentou.
     
    Tratamento com pomada
     
    Durante cinco anos, 46 pacientes diagnosticados com alguns dos mais de 200 tipos do papiloma vírus foram acompanhados no Hospital Universitário. Todos eles passaram por um tratamento de dois meses, utilizando a pomada duas vezes por dia. O produto foi cedido aos voluntários pela equipe da pesquisa, financiada pelo Núcleo de Inovação Tecnológica da Pró-reitoria de Pesquisa e Pós-graduação (NIT/Propep) da Ufal.
     
    Os efeitos positivos do tratamento foram percebidos logo nas primeiras aplicações com a diminuição das lesões. Já os resultados que demoraram mais a aparecer foram observados nos pacientes que tinham algum tipo de limitação na imunidade. “Indicamos a pomada em crianças, jovens, idosos, gestantes e até para as pessoas com imunodeficiência, como é o caso dos portadores de HIV. Todos constataram a cura do papiloma vírus e, o melhor, sem recorrência da doença”, comentou o professor Manoel Álvaro.
     
    Há cerca de 15 anos desenvolvendo pesquisas químicas e biotecnológicas relacionadas ao barbatimão, o professor Luiz Carlos Caetano trabalhou em conjunto com o agrônomo Pedro Accioly, professor do Centro de Ciências Agrárias, e o biólogo Zenaldo Porfírio, docente do Instituto de Ciências Biológicas e da Saúde. Ele revela que não imaginava alcançar o desenvolvimento de um produto de aplicação direta na área da saúde.
     
    Mas a parceria com um médico, o professor Manoel Álvaro, foi a medida certa para a descoberta da pomada que utiliza os taninos do barbatimão, para curar uma doença que causa efeitos físicos e psicológicos. A substância de origem vegetal age na desidratação das células infectadas, que secam, descamam e desaparecem. “O grande mérito disso é mesmo o ganho social de um estudo que era meramente científico, e, aí, muda o caminho das nossas vidas”, enfatizou Caetano.
     
    Patente
     
    A Pró-reitoria de Pesquisa e Pós-graduação está apoiando todo o processo do registro do estudo no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), que já se posicionou favorável à patenteabilidade da pomada desenvolvida na Ufal. A Propep também fez o depósito do trabalho nos Estados Unidos, através do apoio de um projeto financiado pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), o que indica que pode ser a primeira patente internacional da universidade.
     
    “Nós investimos em pesquisa e queremos o retorno para reinvestir em outros estudos científicos que beneficiam a população. Agora, estamos buscando parcerias com grandes laboratórios para comercializar o produto”, disse a coordenadora do Núcleo de Inovação Tecnológica da Ufal, Sílvia Uchôa, ressaltando a satisfação do NIT em acreditar no potencial dos professores da instituição.
     
    “Quando o produto chegar ao mercado será um divisor de águas, porque vamos oferecer um tratamento sem efeito colateral e que já nos abre os caminhos para as pesquisas em pacientes de risco, no combate ao câncer de colo do útero. Esse é o próximo passo”, adiantou o professor Álvaro.
     
    O que é o HPV
     
    O HPV, o papiloma vírus humano, é uma doença sexualmente transmissível que atinge milhões de pessoas em todo o mundo e é um dos responsáveis pelo câncer de colo do útero nas mulheres. De acordo com o professor Manoel Álvaro, da Faculdade de Medicina da Ufal, estudos comprovam que uma a cada quatro mulheres serão infectadas pelo vírus em algum momento da vida. A infecção por HPV é a principal enfermidade viral transmitida pelo sexo. Atualmente, os tratamentos para as verrugas genitais que se manifestam de forma mais ou menos graves em determinados pacientes são invasivos e dolorosos, além de contraindicados em situações específicas.
     
    “Os tratamentos mais comuns são feitos por meio de intervenção clínica com ácido tricloroacético, podofilina, podofilotoxina, laser, crioterapia e cirurgia com cauterização, usando bisturi elétrico. O que desenvolvemos aqui na Ufal foi uma pomada, de uso tópico, sem efeito colateral e sem contraindicação. Estamos muito felizes e orgulhosos dessa pesquisa que vai beneficiar a sociedade. O impacto disso é muito grande e valioso”, ressaltou o médico Manoel Álvaro.
     
    Segundo a Organização Mundial da Saúde, as Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) estão entre as dez principais causas de procura por serviços de saúde no mundo, e o HPV é a mais comum de todas, atingindo entre 75% e 80% da população, em algum momento da vida. Estima-se que há em torno de 600 milhões de pessoas infectadas.
     
    O papiloma vírus humano é classificado em baixo ou alto risco de câncer. Somente os de alto risco estão relacionados a tumores malignos e com maior probabilidade de provocar lesões persistentes. A transmissão do HPV é por contato direto com a pele infectada. Os HPV genitais são transmitidos por meio das relações sexuais, podendo causar lesões na vagina, colo do útero, pênis e ânus. As infecções clínicas mais comuns na região genital são as verrugas genitais ou condilomas acuminados, popularmente conhecidas como “crista de galo”.
     
    A doença, predominantemente feminina, também acomete os homens. As pessoas sexualmente ativas devem usar preservativo para evitar a infecção por HPV. Existem no mercado dois tipos de vacina que previnem dois tipos do papiloma vírus (a bivalente) e a que previne os vírus dos tipos 6, 11, 16 e 18 (a quadrivalente). O tratamento de prevenção com vacina ainda é caro, encontrado em clínicas particulares de saúde, mas o Ministério da Saúde já custeia a vacinação de meninas de 9 a 13 anos de idade, que nunca tiveram contato sexual. Recentemente, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), aprovou indicação da vacina do HPV para prevenção também do câncer anal.
     
    Fonte: PFARMA
  • Anvisa amplia indicação de vacina contra HPV para mulheres até 45 anos

    Anvisa amplia indicação de vacina contra HPV para mulheres até 45 anos

    A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou a indicação da vacina quadrivalente contra HPV para mulheres até 45 anos. Até então, a vacina era indicada para mulheres de até 26 anos.
     
    A medida foi publicada nesta segunda-feira (9) no Diário Oficial da União. A mudança foi feita a pedido da fabricante, a MSD, e vale para a vacina conhecida como Gardasil, que protege contra quatro subtipos do vírus.
     
    Além das mulheres de 9 a 45 anos, a vacina também é indicada para meninos de 9 a 26 anos na prevenção de lesões pré-cancerosas e câncer de ânus, por exemplo.
     
    A ampliação da faixa etária, no entanto, vale apenas para as vacinas aplicadas na rede privada –na rede pública, a vacina é ofertada para meninas de 9 a 13 anos, além de mulheres com HIV de 9 a 26 anos. O objetivo é diminuir os casos de câncer de colo de útero, uma das principais causas de morte por câncer em mulheres no país.
     
    Para o governo, a escolha em vacinar pré-adolescentes ocorre para que a imunização ocorra antes da exposição ao vírus –ou seja, antes do início da atividade sexual, o que torna a vacina mais eficaz.
     
    Segundo a MSD, a mudança ocorre após estudos que mostram que grupos de mulheres de 24 a 45 anos também podem estar suscetíveis a contraírem o vírus.
     
    PRODUÇÃO NACIONAL
     
    Além da ampliação da faixa etária, a Anvisa também aprovou nesta segunda o registro para que a vacina contra o HPV possa ser fabricada no Brasil pelo Instituto Butantan.
     
    Com isso, o instituto passa a ser o primeiro laboratório nacional com registro para produzir a vacina. A medida é uma das etapas da PDP (parceria de desenvolvimento produtivo) firmada entre a MSD e o Butantan, que hoje distribui o produto para a rede pública.
     
    “Isso qualifica o Butantan como tendo condições de começar o processo de aquisição dessa tecnologia”, afirma o diretor-substituto do instituto, Marcelo de Franco. Segundo o diretor, a previsão é que a vacina seja completamente produzida no país em até cinco anos.
     
    A vacina passou a ser ofertada na rede pública no ano passado. Ao todo, segundo o Ministério da Saúde, serão investidos R$ 1,1 bilhão na compra de 36 milhões de doses da vacina até 2019 –período necessário para a total transferência de tecnologia ao laboratório brasileiro.
     
    Para este ano, a previsão do Ministério da Saúde é de adquirir 11 milhões de doses.
     
    Fonte: Folha de São Paulo
  • Cinco medicamentos para transtorno bipolar são incorporados ao SUS

    Cinco medicamentos para transtorno bipolar são incorporados ao SUS

    O Ministério da Saúde incorporou os medicamentos clozapina, lamotrigina, olanzapina, quetiapina e risperidona para o tratamento do transtorno bipolar no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). A portaria com a decisão foi publicada na edição desta terça-feira (10) do Diário Oficial da União e entra em vigor hoje.
     
    Clozapina, lamotrigina, olanzapina, quetiapina e risperidona são remédios usados para outros fins na rede pública, mas devem estar disponíveis também para esse transtorno afetivo.
     
    A expectativa é que em 2015 cerca de 270 mil pessoas sejam beneficiadas com o tratamento. O investimento este ano será cerca de R$ 90 milhões com os medicamentos.
     
    O Ministério da Saúde deve publicar esta semana as diretrizes terapêuticas para o diagnóstico, tratamento e acompanhamento do transtorno bipolar. A forma mais grave da doença afeta cerca de 2 milhões de brasileiros.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Água poluída mata mais mulheres que Aids e câncer de mama, diz estudo

    Água poluída mata mais mulheres que Aids e câncer de mama, diz estudo

    Doenças transmitidas pela água poluída e pelo saneamento ruim representam a quinta maior causa de mortes de mulheres em todo mundo, matando mais que a Aids, o diabetes ou a câncer de mama, revelam pesquisadores.
     
    Quase 800 mil mulheres morrem todos os anos por falta de acesso a banheiros seguros e água limpa, de acordo com a organização desenvolvimentista WaterAid, que analisou dados do Instituto de Métricas da Saúde, centro de estudos sediado na cidade norte-americana de Seattle.
     
    “Esta situação completamente inaceitável afeta a educação, a saúde, a dignidade de mulheres e meninas e, em última instância, resulta em mortes precoces e desnecessárias”, disse a diretora-executiva da WaterAid, Barbara Frost, em comunicado.
     
    As únicas doenças que matam mais mulheres do que a falta de saneamento de qualidade são doenças cardíacas, derrames, infecções das vias respiratórias inferiores e doenças pulmonares obstrutivas crônicas, de acordo com o relatório.
     
    Mais de um bilhão de mulheres, ou uma em cada três em todo o mundo, não têm acesso a um toalete seguro e particular, e 370 milhões –uma em dez– não contam com água limpa, segundo a WaterAid.
     
    Mais de dois bilhões de pessoas passaram a ter acesso à água limpa entre 1990 e 2012, mas quase 750 milhões continuam sem recurso ao que a Organização das Nações Unidas (ONU) reconheceu ser um direito humano.
     
    A água poluída e o saneamento ruim também estão na raiz de problemas como a mortalidade materna e infantil e a violência sexual. Muitas mulheres em países em desenvolvimento dão à luz em casa, sem acesso à água limpa, expondo-se e aos seus bebês a infecções.
     
    Sem banheiros seguros, mulheres e garotas têm que se aventurar ao ar livre para fazer suas necessidades, muitas vezes à noite, arriscando sofrerem assédio e abuso sexual.
     
    Além disso, em muitos países pobres é considerado responsabilidade de mulheres e meninas encontrar água, o que as força a passar várias horas do dia indo e voltando de poços e as impede de frequentar escolas e cuidar de suas famílias.
     
    Fonte: Folha de S.Paulo
  • Pode faltar vacina BCG em diversos estados brasileiros

    Pode faltar vacina BCG em diversos estados brasileiros

    A vacina Bacillus Calmette-Guérin (BCG), responsável por imunizar recém-nascidos contra a tuberculose, pode faltar em diversos estados brasileiros, segundo o coordenador do Observatório Tuberculose Brasil, Carlos Basília. O órgão, ligado à Fundação Oswaldo Cruz, é responsável por monitorar políticas públicas de controle da tuberculose no país.
     
    O coordenador explicou que o fornecimento da vacina está sendo feito de forma intermitente pelo Ministério da Saúde desde o ano passado e que a situação se agravou no início deste ano. No estado do Rio de Janeiro, segundo ele, a Secretaria de Saúde recebeu 30% do quantitativo de uso mensal e o estoque de doses para março está quase zerado.
     
    “Vai faltar vacina nas unidades de saúde. Até recebermos a nova cota, haverá 30 dias, no mínimo, de desabastecimento nas unidades da vacina para recém-nascidos. É um retrocesso, já que a forma mais grave da tuberculose atinge justamente a criança e o adolescente”, disse, ao se referir à tuberculose meningocócica.
     
    Por meio de nota, a Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro confirmou que o envio de imunobiológicos – incluindo vacinas e soros – vem ocorrendo de forma intermitente desde 2014, sempre com quantitativo abaixo do solicitado, particularmente BCG, (vacina contra difteria e tétano (dT), tetravalente (imuniza contra difteria, tétano, coqueluche, meningite e outras infecções causadas pela bactéria Haemophilus influenzae tipo b) e, mais recentemente, doses contra a febre amarela.
     
    “Diante do atraso na entrega de imunobiológicos e do fornecimento em quantidade inferior às solicitadas pelos municípios, não é possível garantir que não haverá falta nos municípios”, informou o órgão no comunicado.
     
    A Secretaria de Saúde do Distrito Federal informou que, na tentativa de evitar o desabastecimento da vacina BCG, a dose deixou de ser aplicada diariamente nas 98 salas de imunização – cada centro agora informa os pacientes sobre os dias em que a vacina é aplicada. Ainda de acordo com o órgão, até o momento, não foi registrado desabastecimento na região. “A mudança foi implantada seguindo orientação do Ministério da Saúde, que emitiu alerta sobre a possibilidade de desabastecimento do produto em todo Brasil”, destacou o órgão.
     
    A tuberculose é uma doença infecciosa e transmissível que afeta prioritariamente os pulmões. Anualmente, são notificados cerca de 6 milhões de novos casos em todo o mundo, levando mais de 1 milhão de pessoas à morte. No Brasil, a tuberculose é considerada um sério problema da saúde pública. A cada ano, são notificados aproximadamente 70 mil novos casos e 4,6 mil mortes. O Brasil ocupa o 17º lugar entre os 22 países responsáveis por 80% do total de casos de tuberculose no mundo.
     
    O Ministério da Saúde está fazendo uma avaliação das demandas dos estados para ver como restabelecer os estoques.
     
    * Colaborou Aline Leal
     
    Autor: Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil
     
  • Anvisa aprova frase

    Anvisa aprova frase

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta quinta-feira a frase de advertência que deverá ser estampada nos maços de cigarros a partir de janeiro de 2016. “Este produto causa Câncer – Pare de Fumar”. Abaixo deverá vir o símbolo do Disque Saúde, serviço que traz orientações para quem quer combater a dependência do cigarro. Os dizeres, escritos em branco num fundo preto, deverão ocupar 30% da face frontal da embalagem.
     
    A proposta deverá agora passar por uma consulta pública. As contribuições poderão ser feitas num prazo de dez dias, contados a partir da publicação do texto no Diário Oficial. A obrigação de fabricantes reservarem 30% do espaço frontal das embalagens para frase de advertência foi determinada pela Lei 12.564/2011 e pelo Decreto 8.262/2014. Uma das ideias iniciais era a de que a Anvisa aproveitasse a oportunidade para alterar também as imagens de advertência, usadas na face posterior da embalagem.
     
    Grupos antitabagistas consideram as imagens desatualizadas. Por estarem há muitos anos em exposição, avaliam, as advertências já não provocam o mesmo impacto. A ideia, no entanto, foi adiada, por não haver estudos técnicos sobre eventuais mudanças. Frases de advertência são consideradas cruciais por integrantes de entidades de controle do tabagismo. Estudos mostram que a estratégia de se tornar menos atrativa a embalagem do cigarro ajuda a prevenir que jovens iniciem o tabagismo.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Anvisa nega renovação de certificado de boas práticas à EMS

    Anvisa nega renovação de certificado de boas práticas à EMS

    O pedido de renovação do certificado de boas práticas de fabricação de medicamentos (BPF) da EMS foi indeferido pela Anvisa. A decisão foi publicada na última segunda-feira (2 de março) no Diário Oficial da União.
     
    Com o indeferimento a EMS fica limitada de vender medicamentos para o poder público, também não pode pedir registro de novos medicamentos ou renovar os registro antigos. Porém a venda de medicamentos para empresas privadas continua normal, destas forma a EMS podem negociar medicamentos com farmácias , distribuidoras e hospitais privados.
     
    De acordo com a Anvisa, a negativa de renovação do certificado é decorrente de problemas registrados no almoxarifado da empresa, onde as matérias-primas utilizadas na fabricação de dois antibióticos não estavam sendo conservadas na temperatura e umidade recomendadas. Além disso, segundo a agência, a empresa estava usando matéria-prima diferente da relatada no registro dos medicamentos. Se corrigir os problemas, a EMS S.A. pode fazer um novo pedido para obter a certificação.
     
    A Anvisa destacou, entretanto, que a negativa de renovação do certificado não implica a interdição dos produtos da EMS S.A.
     
    Casos recentes
     
    No dia 4 de fevereiro a Anvisa suspendeu dois medicamentos fabricados pela EMS em hortolândia.Um dos produtos era a Amoxicilina + Clavulanato de Potássio 50 Mg/ML + 12,5 Mg/ML Pó Para Suspensão Oral e o outro a Rifamicina 10 Mg/ML Solução Tópica Spray.
     
    A empresa também teve o almoxarifado da fábrica de hortolância.
     
    No dia 18 de fevereiro a Anvisa determinou a suspensão da fabricação, distribuição, comercialização e uso do medicamento Policlavumoxil 250MG/5ML + 62,5MG/5ML pó para suspensão oral fabricado pela empresa EMS S/A.
     
    Resposta da EMS
     
    Em nota, a empresa informou que todas as providências para a renovação do certificado foram tomadas e reforçou que não há restrição para que seus medicamentos sejam comercializados no país. Consumidores podem tirar dúvidas por meio do telefone 0800-191914, de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h.
     
    Fonte: Pfarma
  • Fiocruz isola vírus da febre chicungunha no Brasil

    Fiocruz isola vírus da febre chicungunha no Brasil

    Um kit de diagnóstico de febre chicungunha confiável e com preço competitivo para que qualquer pessoa com suspeita da doença possa ser testada em todo o Brasil. Este deve ser, a médio prazo, o resultado de um trabalho que já dura três anos no Instituto Carlos Chagas (ICC)/Fiocruz Paraná: em fevereiro, a equipe liderada pela virologista Cláudia Nunes Duarte dos Santos, coordenadora do laboratório de virologia molecular do ICC, isolou o vírus causador da febre em amostras humanas vindas de Feira de Santana, na Bahia.
     
    Atualmente o teste laboratorial existe, mas não em larga escala. Na maioria das vezes, a doença é apontada por um diagnóstico clínico epidemiológico, com informações sobre uma região onde o vírus está circulando, combinada com os sintomas de febre e dores articulares. A equipe da Fiocruz Paraná trabalha com dois horizontes: um teste rápido para ser feito à beira do leito em 15 minutos, e um teste Elisa (sigla para Enzyme- Linked Immunosorbent Assay), exame que permite a detecção de anticorpos no sangue, já usado no diagnóstico de várias doenças.
     
    — Hoje sabemos que temos outras cepas de vírus no Brasil. Uma foi sequenciada e tem uma mutação no genoma que permite que, além do Aedes aegypti, o vírus cresça no mosquito Aedes albopictus, que suporta temperaturas mais baixas e é muito agressivo — explica a pesquisadora. — Esses mosquitos têm poder epidêmico muito grande, por isso o diagnóstico diferencial é importante. Também porque a doença pode ser confundida com outras, como a dengue.
     
    MAL EXISTE DESDE ANOS 1950
     
    A febre chicungunha foi detectada pela primeira vez em 1952, na fronteira da Tanzânia com Moçambique, e se espalhou por África e Ásia. No fim de 2013 a doença foi registrada pela primeira vez nas Américas. Até janeiro de 2015, mais de 1,135 milhão de casos suspeitos foram registrados nas ilhas do Caribe, em países da América Latina e nos EUA, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). E 176 mortes foram atribuídas a ela no mesmo período.
     
    No Brasil, o último Boletim Epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde aponta 771 casos autóctones suspeitos no país, sendo 82 confirmados (nove por exame laboratorial e 73 por diagnóstico clínico epidemiológico), 687 em investigação e dois descartados no período de 4 de janeiro a 7 de fevereiro deste ano. Os estados de Amapá, Mato Grosso do Sul, Goiás e Bahia, além do Distrito Federal, são os afetados.
     
    Há três anos, quando o trabalho do laboratório de virologia molecular do ICC começou, o vírus da febre chicungunha sequer circulava no Brasil, mas os pesquisadores já previam, pela dispersão que acontecia nas ilhas do Oceano Índico, que a doença viria para as Américas. A equipe, então, sintetizou quimicamente o gene do vírus e, a partir dele, produziu uma proteína recombinante. Num primeiro momento, até era possível produzir insumos antígenos e anticorpos para fazer o diagnóstico, mas ainda não havia amostras de soro de pacientes para validar isso.
     
    Depois disso, uma parceria com o Instituto Pasteur da Guiana Francesa enviou amostras de pacientes, mas numa fase específica da doença — o interessante é ter pacientes em diferentes fases, e elas são três. A primeira é quando há vírus circulante no organismo; já na fase aguda são criados os anticorpos; e a terceira é a de convalescença.
     
    — Recentemente, o Instituto Gonçalo Muniz, na Bahia, reuniu pesquisadores, médicos e enfermeiros envolvidos com o vírus, e, a partir desse contato, conseguimos um painel de amostras de pacientes de Feira de Santana na fase aguda, nos primeiros cinco dias da doença — conta Cláudia. — Recebemos as amostras, inoculamos o vírus nas células de mosquito em cultura e conseguimos fazer o isolamento — comemora.
     
    Fonte: O Globo