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  • Cinco genéricos inéditos no Brasil ganham registro da Anvisa

    Cinco genéricos inéditos no Brasil ganham registro da Anvisa

    Remédios são alternativas a produtos de marca ainda sem concorrência.
    Anvisa tem priorizado registro de genéricos inéditos para reduzir preços.
     
    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou, nesta quarta-feira (21), o registro de cinco medicamentos genéricos inéditos no Brasil. Os genéricos inéditos são medicamentos que substituem produtos de referência que ainda não tinham nenhuma alternativa mais barata no país.
     
    Os genéricos serão pelo menos 35% mais baratos do que os medicamentos de referência. A agência divulgou que está priorizando o registro de genéricos inéditos para estimular a concorrência e promover a queda de preço dos medicamentos. Os novos produtos são: cloridrato de moxifloxacino, ciclesonida, baclofeno, dienogeste e pitavastatina.
     
    O cloridrato de moxifloxacino, segundo a Anvisa, é um antibiótico que pode ser usado em infecções respiratórias, pneumonia, sinusite, bronquite crônica e doença inflamatória pélvica. O medicamento de marca com esse princípio ativo é o Avalox.
     
    A ciclesonida é usada para tratar os sintomas da rinite alérgica. Com esse princípio ativo, está no mercado o medicamento Alvesco.
     
    O baclofeno é um relaxante muscular usado para aliviar rigidez e espasmos musculares decorrentes de condições como esclerose múltipla e doenças cerebrais. O medicamento de referência é o Lioresal.
     
    O dienogeste é indicado para tratar sintomas dolorosos da endometriose. Um medicamento de marca no mercado com esse princípio ativo é o Allurene.
     
    A pitavastatina é indicada como terapia adjunta à dieta para reduzir níveis de colesterol e triglicérides. O medicamento de marca com esse princípio ativo é o Livalo.
     
    Fonte: Bem Estar
  • Cigarro eletrônico pode ser de 5 a 15 vezes mais cancerígeno, diz estudo

    Cigarro eletrônico pode ser de 5 a 15 vezes mais cancerígeno, diz estudo

    Caso ocorre quando ele é aquecido ao máximo e aspirado profundamente.
    Pesquisadores de universidade dos EUA usaram máquina para inalar vapor.
     
    Aquecido ao máximo e aspirado profundamente, o vapor com nicotina dos cigarros eletrônicos pode produzir formaldeído, uma substância que o torna de cinco a quinze vezes mais cancerígeno que o cigarro comum, revela um estudo publicado nesta quarta-feira (21).
     
    “Constatamos que o formaldeído pode se formar durante o processo de vaporização dos cigarros eletrônicos”, destacam pesquisadores da Universidade de Portland (Oregon) no New England Journal of Medicine (NEJM).
     
    Os pesquisadores utilizaram uma máquina para “inalar” o vapor dos cigarros eletrônicos de baixa e alta tensão para determinar como se forma o formaldeído – uma conhecida substância cancerígena – a partir do líquido que utilizam estes dispositivos.
     
    Durante a experiência, os pesquisadores constataram que quando o cigarro eletrônico aquece o líquido a alta tensão (5 volts) se produz uma taxa de formaldeído mais elevada que a do cigarro comum.
     
    Desta maneira, o usuário de cigarro eletrônico que inala diariamente o equivalente a três mililitros deste líquido vaporizado e aquecido ao máximo absorve cerca de 14 mg de formaldeído, contra 3 mg para quem fuma um maço de cigarro comum.
     
    A longo prazo, a inalação de 14 mg desta substância nociva por dia pode aumentar de 5 a 15 vezes o risco de câncer, destaca o estudo.
     
    Para o diretor da divisão de tabagismo da Faculdade de Medicina de Londres, Peter Hajek, o estudo não reflete a realidade, já que “quando os cigarros eletrônicos aquecem muito, o líquido produz um sabor acre desagradável” para o fumante.
     
    Fonte: Bem Estar
  • Brasil registrou 24,6 mil novos casos de hanseníase em 2014

    Brasil registrou 24,6 mil novos casos de hanseníase em 2014

    O governo federal identificou no ano passado 24.612 novos casos de hanseníase no país, segundo dados preliminares divulgados nesta quarta-feira pelo Ministério da Saúde. O número representa uma queda em relação aos casos identificados em 2013, mas indica um ligeiro aumento da prevalência de casos a cada 10 mil habitantes: de 1,42 casos nesse universo para 1,56. “Tivemos capacidade de diagnosticar aquilo que estava oculto”, justificou o ministro Arthur Chioro (Saúde).
     
    “Quando a gente olha os 10 últimos anos, temos um declínio lento, gradual, mas consistente da enfermidade no nosso pais. Podemos falar que a tendência da hanseníase no Brasil é para a eliminação, para o controle”, completou.
     
    A meta acordada com a OMS (Organização Mundial da Saúde) é chegar a menos de 1 caso para o grupo de 10 mil pessoas. A partir desse patamar, entende-se que a doença está sob controle. O objetivo inicialmente foi projetado para o ano 2000. “Optamos pela sustentabilidade das ações, não por fazer o decréscimo rápido, mas com risco de retrocesso”, ponderou Rosa Castália, coordenadora de hanseníase e doenças em eliminação do ministério.
     
    Campanha nacional
     
    Na manhã desta quarta, a pasta lançou campanha nacional de luta contra a doença. Serão usados cartazes, folhetos para profissionais da saúde e informações divulgadas na internet. “Quanto antes as pessoas descobrirem, mais cedo vão se curar”, destaca a iniciativa.
     
    Rosa Castália destacou que a doença se concentra em Estados como Mato Grosso, Maranhão e Tocantins. “Ela tem grande concentração na borda externa da região amazônica e alguns estados do Nordeste também”, disse.
     
    Para ela, a adoção de iniciativas descentralizadas para o combate da doença ajudou na redução de novos casos, o que vem ocorrendo desde 2003. Entre elas, estão a estratégia da saúde da família e diagnóstico de crianças matriculadas na rede pública
     
    No dia 25 de janeiro, é celebrado o dia mundial contra a hanseníase. O ministro da Saúde reconheceu que a doença ainda enfrenta estigma e, assim como as demais doenças negligenciadas, está associada a situações de pobreza e dificuldade de acesso a serviços de saúde.
     
    A doença é transmitida pelas vias aéreas superiores e tem período de incubação muito longo, de até cinco anos. Entre os sintomas, estão manchas de diferentes colorações, perda de sensibilidade térmica e tátil. A doença tem cura e o tratamento é oferecido de forma gratuita no SUS (Sistema Único de Saúde).
     
    Fonte: Valor Econômico
  • COMUNICADO FRESENIUS MEDICAL CARE

    COMUNICADO FRESENIUS MEDICAL CARE

    A Fresenius Medical Care, por determinação da ANVISA, envia em anexo, o comunicado de recolhimento dos lotes relacionados  do produto Peritosteril, publicados no Diário Oficial da União em 15/01/2015 e 16/01/2015.
     
     
    O anexo encontra-se na aba de DOWNLOADS!
  • Campanha do CFF orienta: farmácia sem farmacêutico não é legal

    Campanha do CFF orienta: farmácia sem farmacêutico não é legal

    A recém-aprovada Lei 13.021, de 8 de agosto de 2014, determina que farmácia é unidade de saúde e tem de estar sob a responsabilidade do farmacêutico. Para divulgar essa informação à população usuária de medicamentos, o Conselho Federal e os conselhos regionais de Farmácia iniciam, nesta segunda-feira, dia 12 de janeiro, a veiculação de uma campanha nacional de conscientização dos usuários de medicamentos. Idealizada e coordenada pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF), a campanha está sendo realizada em comemoração ao Dia do Farmacêutico, 20 de janeiro.
     
    O vídeo, a principal peça da campanha, foi gravado em uma farmácia de São Paulo e conta com a participação dos atores Werner Schünemann e Maria José Pereira Gualberto, que ficou conhecida pelo bordão “Nem a pau, Juvenal”, em um comercial de presunto. Na campanha dos conselhos de Farmácia, ela interpreta uma idosa que faz uso de medicamentos para doenças crônicas e mantém o perfil de consumidora exigente, recusando as farmácias que não contam com o farmacêutico. Atrás do balcão da farmácia, Maria José encontra de tudo: bombeiro, cozinheiro… Mas não desiste de ser bem atendida.
     
    “Com um toque de humor, estamos procurando dar um recado sério à população: todos os profissionais têm um lugar certo para atuar. No atendimento ao usuário de medicamentos, para prestar a assistência farmacêutica, por lei, esse profissional é o farmacêutico”, comenta o vice-presidente do CFF, Valmir de Santi. O ator Werner Schünemann repassa a mensagem principal da campanha. “Você tem direito aos serviços do farmacêutico nas farmácias e drogarias. Exija. Os conselhos federal e regionais de Farmácia advertem: farmácia sem farmacêutico não é legal.”
     
    O presidente do CFF, Walter Jorge João, ressalta que a campanha pretende estimular os cidadãos a cobrarem a presença do farmacêutico nas farmácias e drogarias. “O farmacêutico está ali para prescrever os medicamentos isentos de prescrição médica, para orientar quanto ao uso correto de medicamentos, e para prestar serviços de saúde como aferição de pressão arterial, teste glicêmico, entre outros.” Walter Jorge João destaca que a Lei n° 13.021/14 é uma conquista para a saúde pública. “Como integrante do Fórum Nacional de Luta pela Valorização da Profissão Farmacêutica (o grande articulador pela aprovação do dispositivo legal), o CFF pretende, com esta campanha, contribuir para que ele seja efetivo.”
     
    Desenvolver uma ação nacional, tendo a publicidade como ferramenta de divulgação da profissão, é um desafio para o CFF, de acordo com o presidente da instituição. “Para que alcancemos o efeito que desejamos precisamos de paciência, pois a comunicação é um processo que se constrói com o tempo. Neste sentido, é fundamental o envolvimento de todos – entidades e farmacêuticos – na massificação das peças da campanha, por meio das redes sociais e outras mídias.” Walter Jorge João lembra que esta é a primeira ação do ano. Outras campanhas estão previstas até dezembro.
     
    Além do vídeo que será divulgado em TV aberta, canais por assinatura, cinema e internet, a campanha conta com spot de rádio, peças para os sites do CFF e CRFs, anúncios para o Facebook, anúncio para jornais e revistas, outdoor e busdoor. “Além das peças publicitárias, as equipes de comunicação do CFF e dos conselhos regionais atuarão para reforçar a mensagem sobre a importância do farmacêutico, à sociedade, aos nossos legisladores e governantes”, comenta Valmir de Santi, Vice-Presidente do CFF. 
     
    Link para o vídeo – http://youtu.be/6wMMesT_nEg
     
    Fonte: CFF
  • O uso da Ritalina e sua promessa de turbinar os estudos

    O uso da Ritalina e sua promessa de turbinar os estudos

    Já me antecipo e digo: sou contra o uso da Ritalina para turbinar os estudos e meu intuito com esse post é alertar os concurseiros aos possíveis problemas que seu uso pode acarretar e seus reais efeitos.
     
    Para quem não sabe do que se trata, a Ritalina é um medicamento de tarja preta que tem como substância ativa o cloridrato de metilfenidato, estimulante do sistema nervoso central. Na medicina, a droga é usada para reduzir impulsividade e hiperatividade de pessoas com transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), especialmente crianças.
     
    O tema é polêmico! Muitos concurseiros e estudantes estão utilizando essa droga por acreditarem que conseguirão ficar horas e horas estudando sem que o redimento e aprendizado diminuam. Como se trata de um medicamento tarja preta, sua comercialização só é possível através de receita médica especial, muitos concurseiros estão comprando o medicamento no mercado negro, o que sabemos ser totalmente arriscado e contra-indicado!
     
    Essa semana mesmo em um grupo do facebook vi alguns concurseiros perguntando como comprar e aonde comprar sem prescrição médica, e isso aumentou minha vontade em separar um espaço no blog para discutir a questão.
     
    Trago abaixo uma matéria publicada do Jornal Estado de São Paulo que apresenta um estudo da Unifesp demonstrando que a Ritalina não aumenta a memória de longo prazo ou a inteligência. Vejamos:
     
    A Ritalina não promove melhora cognitiva em pessoas saudáveis. Indicada para transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH), ela tem sido usada por estudantes que buscam melhor desempenho em provas e concursos. Apesar da fama que lhe rendeu o apelido de “pílula da inteligência” ou “droga dos concurseiros”–, uma pesquisa da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) mostra que o medicamento não beneficia a atenção, a memória e as funções executivas (capacidade de planejar e executar tarefas) em jovens sem o transtorno.
     
    A psicóloga Silmara Batistela, autora do estudo, decidiu investigar o tema ao perceber a popularização da prática de doping mental. “É muito comum ouvir o relato de pessoas que, para passar a noite estudando antes da prova, tomam Ritalina”, diz. O objetivo da pesquisadora era avaliar se o consumo do medicamento, cujo princípio ativo é o cloridrato de metilfenidato, realmente trazia vantagens cognitivas.
     
    Para a pesquisa, foram selecionados 36 jovens saudáveis de 18 a 30 anos. Eles foram divididos aleatoriamente em quatro grupos: um deles tomou placebo e os outros três receberam uma dose única de 10mg, 20mg ou 40mg da medicação. Depois de tomarem a pílula, os participantes foram submetidos a uma série de testes que avaliaram atenção, memória operacional e de longo prazo e funções executivas. O desempenho foi semelhante nos quatro grupos, o que demonstrou a ineficácia da Ritalina em “turbinar” cérebros saudáveis.
     
    “O uso não alterou a função cognitiva. A única diferença que observamos foi que os que tomaram a dose maior, de 40 mg, relataram uma sensação subjetiva de bem-estar maior em comparação aos demais”, diz Silmara.
     
    Perigos
     
    O psiquiatra Dartiu Xavier da Silveira, diretor do Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes (Proad) da Unifesp, observa que o mito de que a Ritalina teria o potencial de tornar alguém mais inteligente não faz sentido. “A pessoa fala que consegue estudar a noite inteira com o remédio. Isso é porque ela fica acordada e não porque tem uma melhora na atenção”, diz. Ele observa que o aprendizado sob o efeito da droga consumida inadequadamente é de má qualidade.
     
    Silveira destaca que existem perigos relacionados ao uso inadequado do medicamento. O consumo aumenta os riscos de problemas do coração e pode levar a um quadro de arritmia cardíaca. O especialista acrescenta que, tratando-se de uma anfetamina, a droga apresenta também um potencial de abuso, razão pela qual é controlada e só pode ser comprada com receita especial.
     
    A alternativa para os que resolvem usar a Ritalina sem ter indicação é recorrer ao mercado negro. Estudantes relatam que não é difícil encontrar fornecedores anunciando o produto em fóruns de discussão na internet.
     
    Um estudante de Economia de 22 anos, que preferiu não se identificar, conta que soube dos efeitos da Ritalina por um amigo. “Ouvi falar de uma droga que todos universitários estavam usando na Europa e nos Estados Unidos para aumentar a concentração. Li sobre seus efeitos colaterais, para o que servia e, como sempre me achei um pouco hiperativo, resolvi experimentar.” As duas primeiras caixas foram compradas de um conhecido. Depois, encontrou um fornecedor na internet que atende aos pedidos dele e de seus amigos. “A gente pede de uma vez só várias caixas.” Para o universitário, que toma o remédio para estudar aos fins de semana ou à noite, quando pretende varar a madrugada entre os livros, a principal vantagem é tirar o sono. “O ganho está nas horas a mais que estudo na madrugada.”
     
    Segundo ele, também há um aumento na concentração e na atenção. “Não fiquei mais inteligente, mas meu tempo de dedicação aos estudos aumentou”, relata. Ele, que foi um dos primeiros entre seus amigos a usar o recurso, conta que hoje conhece cerca de 15 pessoas que aderiram. Um de seus amigos, também estudante de Economia, conta que aderiu à pílula por ter dificuldade de ler textos longos. “Eu começo a me dispersar no meio deles. Como trabalho o dia inteiro, acaba me faltando tempo para conseguir ler volumes grandes.” Para ele, a Ritalina o ajuda a ler bastante sem se dispersar.
     
    Encenação
     
    Outra estratégia que tem sido adotada para obter o remédio é simular os sintomas do TDAH na esperança de ganhar uma receita. O neuropediatra Paulo Alves Junqueira, membro da Academia Brasileira de Neurologia (Abneuro), conta que tem existido essa demanda, principalmente entre os concurseiros. “O médico precisa ter a habilidade de identificar esses casos: o TDAH não vem de uma hora para outra. É um transtorno incapacitante que acompanha o paciente ao longo da vida.” Segundo levantamento feito pelo Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo (Sindusfarma) a pedido do Estado, houve um crescimento de quase 50% na venda de remédios à base de cloridrato de metilfenidato no Brasil entre 2008 e 2012. Entre setembro de 2007 e outubro de 2008 foram vendidas 1.238.064 caixas, enquanto entre setembro de 2011 e outubro de 2012 as vendas cresceram para 1.853.930 caixas. Nesse intervalo, os valores gastos com a medicação passaram de R$ 37.838.247 para R$ 90.719.793.
     
    Remédio é popular entre os que prestam concursos
     
    Um dos grupos em que o uso irregular de Ritalina é mais popular é o dos “concurseiros”: aqueles que se preparam para conseguir uma aprovação nos concorridos concursos públicos. O juiz do Trabalho Rogerio Neiva, que dá aula em curso preparatório e pesquisa sobre neurociência da educação, conta que percebe entre seus alunos “a ideia de que, tomando a Ritalina, vão ter a fórmula mágica do sucesso intelectual e cognitivo”.
     
    Para ele, a grande atração dos estudantes pela droga vem da esperança de que ela acelere o processo de aprendizado. “Os ‘concurseiros’ estão atrás da facilidade, da dica, do esquema. É fácil, portanto, cair em qualquer discurso que se aproxime da ‘pílula do sucesso’”, diz.
     
    No caso de uma “concurseira” de 30 anos, que preferiu não ser identificada, o uso inadequado da Ritalina veio por sugestão de um médico. Ela fazia um tratamento psiquiátrico para distúrbio de humor e sempre reclamava de sua falta de concentração e dificuldade de reter o conteúdo estudado. “Quando você estuda há algum tempo e os resultados positivos não vêm, você fica buscando justificativas.” Seu médico fez, então, algumas perguntas para identificar possíveis sinais de TDAH. Como ela respondeu positivamente a alguns desses sinais, o profissional sugeriu o uso de Ritalina como teste, para ver se ela teria resultado positivo. “Hoje, vejo que foi um teste irresponsável das duas partes: ele, como médico, e eu, como adulta e consciente.”
     
    A estudante diz que logo começaram a surgir os efeitos negativos. Com a droga, ela conseguia estudar por várias horas, mas se esquecia de tomar água e se alimentar. “A concentração realmente aumenta, mas é falha, porque ficar sentada nem sempre quer dizer que você está aprendendo.” Depois de alguns meses de uso, começou a sentir dores de estômago, prisão de ventre e tremedeira nas mãos.
     
    Em uma ocasião, viajou para fazer uma prova e esqueceu o remédio no hotel. Antes do início do exame, o nervosismo era tanto por saber que teria de fazer a prova sem a droga, que ela roeu todas as unhas. “Desde esse dia, comecei a avaliar se estava vidrada no medicamento, se tinha viciado.”
     
    Quando suspendeu o uso, passou meses sem estudar direito. “Acho que piorei em concentração: é como se eu tivesse ficado sozinha, sem o remédio que me garantia sucesso. Daí veio o choro e a revolta.” Hoje, ela conseguiu uma aprovação, que credita aos cinco anos de estudo, e não à droga.
     
    Neiva observa que a atração pela Ritalina também pode decorrer do fato de que a vida do “concurseiro” não é fácil. “A preparação é um processo intelectualmente desgastante. É uma fase difícil e é natural que as pessoas tentem buscar recursos para minimizar desgastes”, diz.
     
    Substância é eficaz contra déficit de atenção
     
    No caso de pessoas efetivamente diagnosticadas com TDAH, a Ritalina promove o aumento dos níveis de dopamina no cérebro. Trata-se de um neurotransmissor que aumenta o estado de alerta e melhora a cognição, por isso geralmente promove uma melhora nos estudos.
     
    O neuropediatra Paulo Alves Junqueira, membro da Academia Brasileira de Neurologia (Abneuro), afirma que a droga não aumenta a inteligência nem fornece habilidades que a pessoa não tinha anteriormente, “mas deixa o paciente pronto para trabalhar em dobro porque tira a fadiga e estabelece um esforço para que consiga se manter em determinadas tarefas”.
     
    O diagnóstico é clínico. “É necessário fazer uma entrevista artesanal, longa, com várias questões. Tem de saber das trajetórias do paciente e o quanto tem de prejuízo nos relacionamentos, no trabalho e na autoestima”, diz. Constatado o transtorno, é preciso inquirir o histórico cardiovascular do paciente. Os que já tiveram problemas no coração não devem usar a droga.
     
    “Para quem precisa, o remédio muda a história de vida do indivíduo. Ouço relatos de portadores que, depois de serem diagnosticados, mudaram de vida, entraram na faculdade e tiveram várias realizações. Isso é gratificante”, diz Junqueira.
     
    Para o psiquiatra Dartiu Xavier da Silveira, a fama da Ritalina de tornar as pessoas mais inteligentes vem do fato de que portadores de TDAH são frequentemente rotulados de preguiçosos antes do diagnóstico. “Depois de medicados, o rendimento escolar passa a ser muito bom. Por isso os pais brincam que é a ‘pílula da inteligência’. Tenho um paciente que diz que ficou ‘nerd’ depois da Ritalina.”
     
    Fonte: Portal Farmácia News
  • Reprodução assistida cada vez mais segura e confiável

    Reprodução assistida cada vez mais segura e confiável

    Os avanços em técnicas e métodos usados na reprodução assistida nos últimos 20 anos trouxeram uma constante redução nos riscos à saúde perinatal dos bebês nascidos graças a estes tratamentos, como prematuridade, baixo peso ao nascer, natimortalidade e mortalidade no primeiro ano de vida. É o que mostra estudo que analisou os resultados de cerca de 92 mil casos de crianças nascidas de gestações únicas ou de gêmeos devido ao sucesso dos processos de fertilização in vitro (FIV), os popularmente conhecidos “bebês de proveta”, na Dinamarca, Finlândia, Noruega e Suécia, entre 1988 e 2007, e os comparou com um grupo de controle de quase meio milhão de nascimentos também únicos ou de gêmeos resultantes de concepções espontâneas no mesmo período, nestes mesmos países.
     
    — Ao longo deste período de 20 anos de nosso estudo, observamos um notável declínio do risco desses bebês (de FIV) nascerem prematuramente ou muito prematuramente — diz Anna Karina Aaris Henningsen, médica da Clínica de Fertilidade do hospital da Universidade de Copenhague e uma das autoras de artigo sobre o levantamento, publicado ontem na última edição do periódico científico “Human Reproduction”. — A proporção de bebês únicos nascidos da reprodução assistida com peso baixo ou muito baixo, menos de 2.500 gramas e 1.500 gramas, respectivamente, também caiu. E as taxas de natimortos ou de mortes durante o primeiro ano também caíram tanto para os bebês únicos quanto para os gêmeos.
     
    MUDANÇA DE ABORDAGEM
     
    Segundo os pesquisadores, estas melhorias são resultado de diversos fatores, sendo o principal identificado por ele a mudança na abordagem pela busca do sucesso nestes tratamentos. Inicialmente, os médicos costumavam implantar diversos embriões no útero das futuras mães na esperança de que pelo menos um deles “vingasse”, enquanto atualmente a preferência tem sido por implantar um ou, no máximo, dois embriões a cada ciclo de tentativas. Mas também contribuíram melhorias nas técnicas de fertilização in vitro nos laboratórios e no atendimento clínico das gestantes, assim como nos meios de cultura onde os embriões são desenvolvidos nos laboratórios e nos medicamentos usados para estimular os ovários das mulheres a liberarem óvulos com “alta qualidade”.
     
    — A transferência de diversos embriões em um ciclo, mesmo que resulte em apenas um bebê, pode ter um impacto negativo na saúde neonatal em geral deste bebê — destaca Anna.
     
    Embora o estudo indique que os riscos à saúde perinatal dos bebês fruto de reprodução assistida ainda sejam um pouco superiores dos das gestações espontâneas, a tendência é que essa diferença continue a cair a ponto de se tornar praticamente insignificante, comenta Paulo Gallo, diretor-médico da Clínica Vida, centro de fertilidade da Rede D’Or de hospitais.
     
    — A reprodução assistida é um processo artificial no qual tentamos ao máximo imitar a natureza — conta. — Claro que, por mais que estes processos evoluam, eles nunca serão tão bons quanto a própria natureza. Mas, hoje, os riscos da reprodução assistida são muito pequenos, o que faz dela uma opção viável e segura para os casais que enfrentam dificuldades para engravidar.
     
    Fonte: O Globo
  • Farmacêuticos podem orientar pacientes para evitar automedicação

    Farmacêuticos podem orientar pacientes para evitar automedicação

    Comprar remédio sem prescrição médica é comum no Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, nos últimos cinco anos, quase 60 mil casos de internações por automedicação foram registrados no país. Nesta terça-feira (20) é comemorado do Dia do Farmacêutico, profissional que tem, entre outras atribuições, a de evitar a automedicação.
     
    Segundo o presidente do Conselho Federal de Farmácia, Walter da Silva Jorge, o paciente deve sempre procurar um farmacêutico para se certificar do remédio que está levando, caso não precise de receita.
     
    A automedicação pode trazer consequências graves para a saúde, como reações alérgicas e dependência. Além disso, de acordo com o Ministério da Saúde, o hábito pode aumentar a resistência de micro-organismos e inibir a eficácia dos remédios.
     
    A contadora Marcela Monte, de 33 anos, admite que compra remédios sem antes passar por consulta médica. “Para dor de cabeça, gripe, resfriados eu mesmo compro por minha conta o que acho que tem melhor efeito em meu organismo. Só vou ao médico em casos mais graves ou com as crianças.”
     
    Mãe de duas filhas, ela sabe que a prática é um erro. “Não sofri nenhum efeito colateral e melhorei o que estava sentindo, então considero que não fez mal. Mas não fico trocando de medicamento, comprando qualquer que ouço falar.”
     
    “O farmacêutico está perfeitamente amparado, respaldado, para prescrever medicamentos que não exijam receita médica. O paciente que chegar à farmácia deve consultar o farmacêutico, que se inteira do problema. Se for um transtorno menor – diarreia, dor de cabeça, quadro febril – o farmacêutico pode indicar medicamento que não exige prescrição médica. Se for mais grave, é papel dele encaminhar esse paciente para um médico”, afirma Walter Jorge.
     
    Segundo o farmacêutico, é função dele orientar o paciente sobre o uso correto do medicamento e verificar o quadro de saúde, como medir a pressão arterial, a febre ou recomendar o teste de glicose. Ele diz ainda que o profissional pode ser punido caso venda sem receita remédios que necessitem de prescrição médica.
     
    “Essa é uma situação de responsabilidade profissional. Identificado o fato, há um processo a ser seguido, com direito a defesa, tudo que um processo ético exige. O profissional pode sofrer uma advertência pública, suspensão do exercício profissional e até cassação do diploma e pagamento de multa”, informa.
     
    A Agência Brasil procurou o Conselho Federal de Medicina para a informação a declaração de Walter da Silva Jorge de que farmacêuticos podem prescrever medicamentos não tarjados, mas não obteve resposta.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Inatividade mata mais do que obesidade, indica pesquisa

    Inatividade mata mais do que obesidade, indica pesquisa

    A falta de exercício pode estar matando o dobro de pessoas se comparada à obesidade, sugere um estudo feito por 12 anos, que incluiu mais de 300 mil pessoas na Europa.
     
    Pesquisadores da Universidade de Cambridge registraram cerca de 676 mil mortes por ano por inatividade, contra 337 mil por conta de excesso de peso.
     
    Eles concluíram que pelo menos 20 minutos diários de caminhada rápida poderiam gerar benefícios substanciais.
     
    Especialistas afirmam, ainda, que exercício físico é benéfico para pessoas de qualquer peso.
     
    Obesidade e sedentarismo, muitas vezes andam de mãos dadas. No entanto, sabe-se que as pessoas mais magras têm um maior risco de problemas de saúde se forem inativas. E as pessoas obesas que se exercitam têm melhores condições de saúde do que pessoas inativas.
     
    Os pesquisadores acompanharam 334.161 europeus por 12 anos. Eles avaliaram os níveis de exercício e a circunferência das cinturas a cada morte.
    “O maior risco (de morte precoce) está associado aos classificados como inativos, sejam com peso normal, sobrepeso ou obesidade”, disse às BBC News Ulf Ekelund, um des pesquisadores envolvidos no estudo.
     
    Ekelund afirma que eliminar a inatividade na Europa cortaria as taxas de mortalidade em cerca de 7,5%, ou 676 mil mortes, mas eliminar a obesidade reduziria a mortalidade em apenas 3,6%.
     
    “Mas não acho que seja caso de um ou outro. Nós também devemos nos esforçar para reduzir a obesidade, e a atividade física deve ser reconhecida como uma estratégia muito importante de saúde pública”, acrescentou Ekelund.
     
    Ekelund, que faz pelo menos cinco horas de exercício vigoroso toda semana, afirma que uma caminahada rápida todo dia é suficiente para transformar a saúde.
     
    “Vinte minutos de atividade física, o equivalente a uma caminhada rápida, é algo possível de incluir em qualquer trajeto para o trabalho, ou em intervalos de almoço, ou à noite, em vez de assistir TV”, sugere.
     
    Os males causados por inatividade e obesidade são, em grande parte, os mesmos, como doença cardiovascular. No entanto, a diabetes tipo 2 é mais comum entre os obesos.
     
    Fonte: BBC Brasil
  • Com novo edital do Mais Médicos, governo espera alcançar 4,2 mil municípios

    Com novo edital do Mais Médicos, governo espera alcançar 4,2 mil municípios

    O governo espera que o programa Mais Médicos alcance 4.209 municípios, de um total de 5.570 no país, com a nova seleção de profissionais para o programa, feita a partir de hoje. O novo edital abrange 1.500 municípios, dos quais 424 ainda não participam do programa, que prevê a contratação de profissionais para atendimento básico à saúde, sobretudo em áreas distantes dos grandes centros.
     
    O novo edital do Mais Médicos foi apresentado pelo ministro da Saúde, Arthur Chioro, à presidente Dilma Rousseff durante reunião no Palácio do Planalto, na quarta-feira. Dilma, que monitora de perto o programa, aprovou o novo formato de seleção e participação dos profissionais e externou sua preocupação para que, mesmo com ajustes, o Mais Médicos mantenha o caráter “republicano” e a “coerência”, em aspectos como critérios para priorização de municípios beneficiados – desde o início do programa avaliados com base no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).
     
    A intenção é evitar discussões de caráter partidário na execução do programa, reconhecido pelo próprio governo como “polêmico”. Em caso de recusa à adesão ao programa, o governo federal busca respeitar a autonomia federativa de Estados e municípios e reavaliar necessidades de cada região.
     
    O edital anunciado pelo Ministério da Saúde ontem incorpora o Programa de Valorização do Profissional da Atenção Básica (Provab), de estímulo ao ingresso de profissionais (médicos, enfermeiros e dentistas) na Estratégia de Saúde da Família em localidades de difícil acesso.
     
    A intenção é incentivar a permanência nos municípios dos profissionais do Provab, de um ano de duração, pelo período de dois ou três anos por meio do Mais Médicos. “São aprimoramentos importantes, deixa de ter dois programas. Isso vai trazer ampliação de oferta e um processo de gestão mais simplificado”, disse Chioro.
     
    A estimativa de custos e de profissionais contratados com a nova etapa do programa será feita pelo ministério em fevereiro.
     
    Fonte: Valor Econômico