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  • Cai número de casos de dengue no país em 2014

    Cai número de casos de dengue no país em 2014

    O número de casos de dengue no país teve queda de 59,5% em 2014 em comparação ao ano anterior, segundo o Ministério da Saúde.
     
    Ao todo, foram registrados 588 mil casos da doença entre janeiro e dezembro de 2014, contra 1,4 milhão no mesmo período de 2013.
     
    Todas as regiões tiveram queda, menos a Norte, onde a infecção se manteve estável.
     
    Apesar da redução, a população deve manter os cuidados, uma vez que a chegada das chuvas facilita a proliferação dos mosquitos, afirma o ministério.
     
    Enquanto o número de casos de dengue diminuiu, o país enfrentou em 2014 o aumento nos registros da febre chikungunya, transmitida pelos mesmos mosquitos e com sintomas semelhantes.
     
    Até 27 de dezembro, haviam sido confirmados 2.258 casos da doença, conhecida como “prima da dengue”. No fim de novembro, boletim do ministério apontava 1.364 alta de 65% em cerca de um mês.
     
    Amapá e Bahia têm a maior parte dos registros. O foco é maior em duas cidades: Oiapoque (AP), que já registra 1.146 casos, e Feira de Santana (BA), com 816.
     
    Fonte: Folha de São Paulo
  • `Novo tributo é o caminho para garantir a sustentabilidade do sistema de saúde`

    `Novo tributo é o caminho para garantir a sustentabilidade do sistema de saúde`

    Diante da perspectiva de um ano difícil, em que o reajuste do orçamento de sua pasta será ínfimo, e sem promessa de dinheiro novo, o ministro da Saúde, Arthur Chioro, defende a discussão sobre a criação de uma contribuição para financiar o setor. “É o caminho para garantir a sustentabilidade do sistema integral e universal, que cada vez custa mais caro.”
     
    A medida poderia ajudar a reparar o baque sofrido no setor em 2008, com o fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Em entrevista ao Estado, o ministro afirma ser contrário a planos de saúde com mensalidades baixas e defende uma mudança nas agências reguladoras, que devem seguir as políticas norteadas pela pasta. “Elas são executoras.”
     
    O reajuste do orçamento da Saúde é calculado de acordo com a variação do PIB, que foi ínfima. Como o senhor vai fazer?
     
    Há um piso constitucional, que é pequeno. Este ano será de muita dificuldade para o governo e para a sociedade brasileira. Não há perspectiva de novos recursos. E mesmo que eles surgissem, isso valeria apenas para o próximo ano. Além disso, há o compromisso que recurso extra será encaminhado para o Mais Especialidades. Temos de fazer escolhas.
     
    O senhor defende uma contribuição para a Saúde?
     
    Esse é um debate que a sociedade brasileira e o Congresso Nacional têm de fazer. Todos os países do mundo estão se deparando com esse desafio. Até para garantir sustentabilidade econômica e financeira do sistema, a médio e longo prazo. Hoje o grande desafio que a gente tem não é apenas dizer para a sociedade que ela tem de pagar mais ou contribuir mais. Temos de dar garantia para a sociedade que estamos gastando da melhor forma possível, mais eficiente, mais transparente. O debate é sobre a sustentabilidade do sistema de saúde. Cada vez custa mais um serviço universal e integral. Fora disso é barbárie. É jogar as pessoas, o acesso à saúde, à lógica de mercado.
     
    É o que acontece com planos de saúde?
     
    Existe uma lógica de mercado. Existe um custo. O que não dá é as pessoas quererem ter o plano de saúde e não pagar o valor real. É o famoso “finjo que estou te cobrando” e você “finge que está pagando”. No final das contas, fica um jogo entre um que não quer que use e outro que quer usar.
     
    O senhor é contrário ao plano de saúde popular, com mensalidades baixas? Qual o tamanho do sistema de saúde suplementar? 
     
    O que importa é que ele tenha um tamanho que seja suficiente para ter um equilíbrio econômico e financeiro. Paga quem pode pagar, e se entrega aquilo que se comprou. E o restante da população usa um serviço público de qualidade. Esse é o desenho que busco. O plano de saúde tem de atender às necessidades da população. Vamos fazer uma saúde suplementar de mentirinha? Com planos pop? Ou vamos fazer um produto que tenha um custo real e que o consumidor receba o atendimento devido. Uma parte significativa da nova classe média imaginava que os planos de saúde resolveriam todos seus problemas.
     
    Quais foram as encomendas da presidente Dilma?
     
    São cinco prioridades. Ajuste do Mais Médicos, o Mais Especialidades, modernização da máquina administrativa. Vamos também lidar com Sistema Nacional de Saúde. Cuidar da área pública, saúde suplementar, do que ocorre no sistema privado. É o caso, por exemplo, das medidas para frear o número de cesáreas. E investir pesadamente na prevenção, sobretudo diante do envelhecimento da população, do maior risco de doenças crônicas, o aumento da violência. Eu preciso deixar de ser o ministro da doença para ser de fato o ministro da saúde. Prevenção deve ser prioritária.
     
    Quando o Mais Especialidades será lançado?
     
    A ideia é apresentar para a presidente Dilma a proposta neste primeiro trimestre. O programa terá uma lógica incremental, com lançamento gradual. A prioridade não será construção de prédios. Vamos usar o que está aí, na rede pública, filantrópica e privada. Há capacidade ociosa. Estamos fazendo um diagnóstico de todas as regiões. Já sabemos que o Mais Especialidades não terá a mesma cara em todas as regiões do País.
     
    O ministério vai começar com qual especialidade?
     
    Há dois fortes candidatos: traumato-ortopedia e oftalmologia. Fizemos uma pesquisa com usuários, para saber quais são as maiores queixas, as maiores deficiências. E estamos ouvindo gestores. Vamos oferecer também o especialidades para atendimento continuado, para pacientes que certamente vão precisar de atendimento com médico de especialidade ao longo da vida, como pessoas com insuficiência renal, por exemplo. Há um terceiro grupo, o de tratamento para pacientes com câncer. Parece haver muito a definir… Vamos gastar o tempo que for necessário para o planejamento adequado.
     
    De onde virão os recursos?
     
    Não será do orçamento atual. Fundamentalmente, virão de recursos oriundos do pré-sal. Eles ainda não existem. 
     
    Será uma espécie de empréstimo?
     
    Vamos ver qual será a orientação da presidente Dilma. Para isso, precisamos saber quanto o programa vai custar, e estamos nos apropriando. 
     
    Médicos estrangeiros serão contratados?
     
    Não trabalhamos com a possibilidade de recrutar médicos do exterior. Cruzamentos de cadastros mostram que temos profissionais disponíveis na maior parte das regiões.
     
    Mas com interesse em trabalhar? Se não aconteceu com o Mais Médicos, por que aconteceria com o Especialidades?
     
    Mas aconteceu com a alta complexidade. A formação médica brasileira é essencialmente voltada para especialidades. Temos um contingente de especialistas na rede privada, na rede pública, que nunca rodou porque não tinha política. 
     
    Haverá novo recrutamento de estrangeiros para Mais Médicos?
     
    Vamos apresentar na próxima semana uma proposta de ajuste. A expansão para municípios que não participaram da primeira fase, a incorporação de profissionais que participam do Provab, a residência médica no SUS. A oferta terá de ser reajustada, com expansão, reposição de profissionais. E será feito da mesma forma. Primeiro com oferta para brasileiros, depois para estrangeiros.
     
    Fonte: O Estado de S.Paulo
     
  • Pesquisa cria pílula que engana o corpo para que queime gorduras

    Pesquisa cria pílula que engana o corpo para que queime gorduras

    Pastilha funciona como 'comida imaginária' e age no intestino.
    Testes com humanos devem começar em breve, segundo cientistas.
     
    Um grupo de cientistas americanos desenvolveu uma pílula, testada até agora em ratos, que “engana o corpo” ao fazer acreditar que consumiu calorias, o que faz com que queime gorduras, freie o aumento de peso e ajude a reduzir o colesterol e controle o açúcar no sangue.
     
    A pastilha, um tipo de “comida imaginária”, foi desenvolvida no Laboratório de Expressão Genética de Salk, nos Estados Unidos. O estudo sobre seu funcionamento foi publicado nesta segunda-feira (5) na revista científica “Nature Medicine.
     
    A pílula “envia o mesmo tipo de sinais que normalmente são produzidos quando ingerimos muita comida, de modo que o corpo começa a deixar espaço livre para armazená-las, mas não há calorias e nem mudanças no apetite', disse Ronald Evans, autor do estudo.
     
    A equipe de pesquisa já está trabalhando para iniciar os testes clínicos com humanos para provar a eficácia do produto em tratamentos contra a obesidade e doenças metabólicas. O composto de fexaramina não se dissolve no sangue como os inibidores de apetite ou remédios para dieta com base de cafeína, mas fica no intestino, o que provoca menos efeitos secundários, segundo o estudo.
     
    Foco na proteína
     
    O laboratório de Evans dedicou quase duas décadas a estudar o receptor X farnesoid (FXR), uma proteína implicada na liberação de ácidos biliares do fígado, na digestão do alimento e no armazenamento de gorduras e açúcares.
     
    O corpo humano ativa o FXR no começo da comida para se preparar perante a chegada de alimento, de modo que não só dispara a liberação de ácidos biliares para a digestão, mas modifica os níveis de açúcar no sangue e faz com que o corpo queime algumas gorduras.
     
    As companhias farmacêuticas já desenvolveram remédios que ativam o FXR para tratar a obesidade, o diabetes, doenças de fígado e outras metabólicas, mas esse tipo de remédio afeta diversos órgãos e produz efeitos secundários, segundo o artigo.
     
    Evans propôs ativar o FXR só no intestino, ao invés do intestino, fígado, rins e glândulas suprarrenais ao mesmo tempo, para poder ter um resultado diferente. Assim, foi desenvolvido um composto de fexaramina que, ao ser administrado oralmente, só atua no intestino, sem chegar a passar pela corrente sangüínea, de modo que diminui os efeitos secundários e é mais eficaz para conter o aumento do peso.
     
    Quando os cientistas administraram em ratos obesos uma pastilha diária durante cinco semanas, estes deixaram de ganhar peso, perderam gordura e diminuíram seus níveis de açúcar no sangue e de colesterol, em comparação com os animais não tratados.
     
    Dado que o composto de fexaramina não chega à corrente sanguínea, é possível que seja mais seguro nos humanos do que outros remédios que tem como objetivo ativar o FXR, acrescenta o estudo.
     
    Fonte: Bem Estar
     
  • Anvisa vai liberar uso de novo medicamento que trata a Hepatite C

    Anvisa vai liberar uso de novo medicamento que trata a Hepatite C

    Daklinza (daclatasvir) será liberado após publicação no Diário Oficial.
    Outros dois princípios ativos que tratam o vírus estão em análise.
     
    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, concluiu o processo de registro do medicamento Daklinza (daclatasvir), voltado para o tratamento de Hepatite C, e deve liberar seu uso em breve, de acordo com o órgão ligado ao Ministério da Saúde. Desta forma, médicos e pacientes passarão a ter mais uma opção terapêutica para a doença.
     
    A nova droga, aplicada via oral, é mais eficaz em relação a outras terapias existentes e reduz o tempo de tratamento contra o vírus, que atinge cerca de 3% da população mundial. Ainda segundo a Anvisa, outros dois princípios ativos que combatem a doença estão em análise: o sofosbuvir e o simeprevir.
     
    A autorização para uso do Daklinza será publicada no Diário Oficial da União. No Brasil, a hepatite C acomete entre 1,4% e 1,7% da população, principalmente pessoas com idade a partir de 45 anos. Atualmente 15,8 mil pessoas estão em tratamento para a Hepatite C no Sistema Único de Saúde, o SUS.
     
    Entenda a doença
     
    Segundo os médicos, as hepatites se caracterizam por uma inflamação no fígado e podem ser causadas por álcool, medicamentos e vírus, por exemplo. Porém, são doenças silenciosas e 90% dos casos não dão sintomas – apenas 10% dão sinais, como urina escura e pele amarela, por exemplo e, em algumas situações, inclusive, sinais semelhantes aos de uma gripe.
     
    Quem é infectado pelo vírus C pode desenvolver a forma crônica da doença ou não, tendo apenas que conviver com ele. Além dos danos ao fígado, como cirrose, câncer e insuficiência hepática, a hepatite C também pode levar à diabetes, comprometer os rins e nervos e causar artrites em diferentes articulações.
     
    Para evitar o vírus C, é importante tomar cuidado ainda com o compartilhamento de objetos, como alicates, por exemplo, que devem ser sempre esterilizados.
     
    Existe um teste disponível no SUS que pode ajudar a diagnosticar a doença. Porém, não é necessário que todas as pessoas façam, apenas os mais vulneráveis, ou seja, que fizeram transfusões antes de 1993 (quando não havia conhecimento do vírus), usuários de drogas, tatuados ou com piercing ou que fizeram sexo desprotegido.
     
    Fonte: Bem Estar
     
  • Vacina contra HPV não aumenta risco de ter esclerose múltipla, diz estudo

    Vacina contra HPV não aumenta risco de ter esclerose múltipla, diz estudo

    Um novo estudo feito em garotas e mulheres na Dinamarca e na Suécia desmistificaram rumores que associavam a vacinação contra o HPV (Vírus do Papiloma Humano, sigla em inglês) ao desenvolvimento de esclerose múltipla ou outras doenças desmielinizantes (grupo de desordens no sistema nervoso central). Segundo pesquisa publicada nesta terça-feira (6) na Jama (The Journal of the American Medical Association), os riscos de ter uma dessas desordens não aumentam em quem tomou a vacina.
     
    Desde o licenciamento da vacina quadrivalente do HPV (qHPV), em 2006, e, posterirormente da bivalente, mais de 175 milhões de doses foram distribuídas em todo o mundo. A introdução da imunização em larga escala em um novo público-alvo – garotas e jovens mulheres – tem sido alvo de preocupações em relação a sua segurança, algumas com o potencial de minar a confiança do público nessas novas vacinas.
     
    Para verificar que há motivos reais para preocupação, Nikolai Madrid Scheller, do Statens Serum Institut, de Copenhague, na Dinamarca, e seus colegas realizaram um estudo que incluiu meninas e mulheres suecas e dinamarquesas, entre 10 e 44 anos, acompanhadas entre 2006 e 2013. Foram usados registros de saúde dos dois países, com dados sobre imunização contra o HPV e diagnósticos incidentes de esclerose múltipla e outras doenças desmielinizantes, para identificar o grupo de estudo.
     
    Um total de 3.983.824 meninas e mulheres foram identificadas e, delas, 789.082 foram vacinadas contra o HPV no recorte de tempo feito no estudo. De 2006 a 2013, houve 4.322 casos de esclerose múltipla e 3.300 casos de outras doenças desmielinizantes, dos quais apenas 73 e 90, respectivamente, ocorreram dentro do período de risco, que é de dois anos após a vacinação.
     
    Após a análise dos dados, os pesquisadores não encontraram um risco aumentado de incidência de esclerose múltipla ou outras doenças desmielinizantes associado à vacinação. “Nosso estudo se soma ao corpo de dados que comprovam o nível favorável de segurança global da vacina qHPV. O tamanho do estudo e o uso de dados de registro dos países permitiram uma análise com potência adequada para generalizações”, escrevem os autores no estudo.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Acupuntura cresce em rede pública e planos

    Populares em clínicas particulares, a acupuntura e práticas de medicina alternativa têm sido cada vez mais procuradas por pacientes da rede pública e dos planos de saúde.
     
    Só nas unidades estaduais do Sistema Único de Saúde (SUS) no Estado de São Paulo, o número de sessões triplicou em cinco anos, passando de 81 mil, em 2008, para 247 mil em 2013, segundo a Secretaria Estadual da Saúde.
     
    O aumento também foi observado nos postos do SUS em todo o Brasil, na rede pública municipal de São Paulo e em operadoras de planos de saúde.
     
    Para especialistas e pacientes, a procura por um cuidado integral, que não apenas trate uma doença específica,mas trabalhe o corpo como um todo e promova a saúde eo bem-estar, é a principal razão para o crescimento dessas práticas.
     
    “Esses conhecimentos milenares vêm tendo seus resultados comprovados cientificamente”, afirma Emilio Telesi Jr.,coordenador da área técnica de Medicinas Tradicionais,Homeopatia e Práticas Integrativas de Saúde da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo.
     
    “Com o aumento das doenças crônicas e a necessidade de utilização constante de remédios, as pessoas veem o quanto é importante cuidar do todo, mantendo um espaço para a saúde em suas vidas. E é um procedimento que proporciona bem estar para os profissionais que executam também”, completa.
    Melhora. Foi a acupuntura associada à massagem terapêutica e à meditação que permitiu que a nutricionista aposentada Akiko Hachiya Pinto, de 75 anos,superasse os diversos problemas físicos que foram surgindo após ela desenvolver uma depressão, há cinco anos.
     
    “Quando me aposentei, eu tinha vários planos, mas percebi que meu corpo, minha mente e minha condição financeira não permitiam que eu fizesse tudo o que sonhava e comecei a ficar deprimida. Só que isso teve reflexos no meu corpo.
     
    Tive pneumonia, gastrite e um problema no nervo da perna. Não conseguia mais andar”, conta ela.
     
    Há cerca de seis meses, Akiko foi aconselhada por uma médica com quem tinha trabalhado a procurar o Centro de Referência em Homeopatia, Medicinas Tradicionais e Práticas Integrativas de Saúde da Prefeitura de São Paulo, na zona sul da capital.
     
    “Comecei a fazer acupuntura e a passar com o homeopata também. A medicina oriental mexe com o sistema todo, faz com que você entenda o porquê de determinada dor.No meu caso, não adiantava tratar só as doenças, os sintomas, se eu não me cuidasse integralmente”, afirma a nutricionista, que voltou a andar graças ao tratamento com as agulhas.“ A acupuntura me ajudou muito. Eme sinto melhor. Até fiz o almoço de Natal para a família. Respeitando meu ritmo, mas fiz.”
     
    Fonte: O Estado de S.Paulo
  • Centenária, aspirina também poderá ser usada contra câncer

    Centenária, aspirina também poderá ser usada contra câncer

    Um medicamento barato, criado há 117 anos, continua sendo alvo de novas pesquisas para a cura e a prevenção de doenças tão distintas como infarto, câncer, esquizofrenia e mal de Alzheimer.
     
    Há registros de mais de 55 mil referências de estudos sobre a aspirina, a maioria sobre suas propriedades analgésicas e uso para prevenção de doenças cardiovasculares.
     
    Os últimos trabalhados, porém, têm se debruçado mais sobre aspirina e câncer. O medicamento, à base de ácido acetilsalicílico, já foi ligado em pesquisas à prevenção de tumores de mama, próstata, pulmão, ovário, endométrio, bexiga, pâncreas, fígado e, principalmente, de esôfago e colorretal.
     
    A proteção pode estar relacionada à ação anti-inflamatória da aspirina.
     
    “Chama a atenção o fato de vários estudos mostrarem um benefício para tumores diferentes, principalmente aqueles ligados a uma inflamação crônica”, afirma Felipe Fernández Coimbra, cirurgião oncologista e diretor de cirurgia abdominal do A.C.Camargo Cancer Center.
     
    Esse efeito explica ainda por que a aspirina é testada para diversas doenças, inclusive as neurodegenerativas e as mentais, como depressão, que já foram ligadas a um processo inflamatório.
     
    Deve ser lançada neste ano, nos EUA, uma diretriz que informará se a aspirina deve ser usada para profilaxia de câncer colorretal.
     
    A Bayer, fabricante da aspirina, está conduzindo um estudo com cerca de 10 mil pacientes para investigar se a aspirina pode, de fato, ser indicada para a prevenção desse tipo de câncer.
     
    “A maioria dos estudos anteriores foi feita sem patrocínio. Com os resultados indicando uma tendência favorável, a empresa decidiu investir”, afirma Gustavo Giannattasio, gerente de grupo médico da Bayer.
     
    Ele afirma, porém, que o medicamento não tem indicação formal para a prevenção de câncer e não deve ser usado para esse fim.
     
    “Discute-se se a aspirina poderia ser indicada para famílias com alto risco de câncer ou pessoas com muitos pólipos no intestino, por exemplo. Seria interessante ter um remédio que prevenisse tumores que geralmente são diagnosticados em fase avançada, mas ainda não é algo que usamos na prática clínica”, diz Coimbra.
     
    Um dos poréns para indicar o uso da aspirina de maneira generalizada para a população é seu risco de sangramentos gastrointestinais. Giannattasio lembra que pacientes com câncer têm, muitas vezes, risco maior de sofrer esse efeito adverso.
     
    O remédio continua instigando pesquisadores a relacionar os benefícios centenários às diversas enfermidades. Na prática, porém, a pílula permanece com as mesmas boas e velhas indicações.
     
    Fonte: Folha de S.Paulo
     
  • Anvisa aprova primeiro remédio via oral para tratar hepatite C

    Anvisa aprova primeiro remédio via oral para tratar hepatite C

    A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) vai anunciar nesta semana a aprovação do primeiro medicamento para hepatite C administrado via oral. Após a aprovação da agência, necessária para que o remédio possa ser comercializado no País, o Ministério da Saúde deverá incorporá-lo ao SUS (Sistema Único de Saúde).
     
    Já utilizado em outros países, o medicamento tem maiores porcentuais de cura e menos efeitos colaterais do que os atuais, que são injetáveis. O tempo de tratamento também é menor – três meses com o medicamento via oral contra nove meses dos injetáveis.
     
    Em outubro de 2014, o Ministério da Saúde já havia informado que pediu prioridade à Anvisa para a análise de três medicamentos via oral para a doença – sofosbuvir, daclatasvir e simeprevir. Apenas um deles deverá ter a aprovação anunciada nesta semana. Os demais terão a autorização emitida posteriormente.
     
    A estimativa do Ministério da Saúde é de que, após aprovados pela Anvisa e incorporados ao SUS, os novos medicamentos beneficiem 60 mil pacientes da rede pública nos próximos dois anos.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • UFA! CONSEGUIMOS, COLEGAS. A MP 653/14 CADUCOU

    UFA! CONSEGUIMOS, COLEGAS. A MP 653/14 CADUCOU

    “Parabenizamos a vocês, colegas farmacêuticos de todo o Brasil, pela forma positiva como responderam ao chamamento do Fórum Nacional de Luta Pela Valorização da Profissão Farmacêutica de engajamento na luta contra a MP 635/14”.
     
    O ano de 2014 foi marcado por duas notícias antagônicas e definidoras para a profissão farmacêutica. A primeira foi a aprovação pelo Senado da Lei nº 13.021, sancionada, em agosto. A segunda, a edição da Medida Provisória (MP) nº 653. Considerada avançada pelo seu grande alcance sanitário e social, a Lei muda o conceito de farmácia no Brasil, transformando-a em unidade de prestação de assistência farmacêutica, assistência à saúde e orientação sanitária individual e coletiva, e assegura a atuação do farmacêutico nos estabelecimentos. Já a MP praticamente inviabilizaria a aplicabilidade da Lei, não fosse, entre outros fatores, a ação coordenada e decisiva empreendida pelo Fórum Nacional de Luta Pela Valorização da Profissão Farmacêutica, o que resultou no desfecho da MP: a sua não votação por decurso de prazo. Ou seja, a Medida Provisória caducou.
     
    Constituído pelo Conselho Federal de Farmácia/Comissão Parlamentar (CFF), Federação Nacional de Farmacêuticos (Fenafar), Federação Interestadual de Farmacêuticos (Feifar), Associação Brasileira de Educação Farmacêutica (Abef) e Executiva Nacional de Estudantes de Farmácia (Enefar), o Fórum, criado em 2014, é a instância mais representativa de nossa profissão e foi criada, com vistas a fortalecê-la e a reiterar a autoridade técnica do farmacêutico. O Fórum é, por assim dizer, a tradução da alma farmacêutica e o bastião da profissão em suas lutas. 
     
    A sua criação, pautada na união das representações farmacêuticas, foi fundamental para o destino que teve a MP nº 653/14: a perda de sua validade por decurso de prazo. É que a Comissão Mista que apreciaria e votaria o Parecer da PM teve, até hoje (03.12.14), o prazo para votar o texto do Relator, o que não aconteceu. Sendo assim, a matéria deixa de tramitar, ou seja, deixa de ir aos Plenários das duas Casas Legislativas por decurso de prazo. 
     
    O mérito do Fórum foi trazer para o centro dos debates a grandeza da Lei nº 13.021 e a possível derrocada da saúde pública, caso a MP fosse aprovada na forma como se encontrava. Ou seja, mantendo o famigerado artigo 3º da Medida Provisória, que desobrigava as pequenas farmácias e drogarias a manterem o farmacêutico como seu responsável técnico.
     
    E mais: o Fórum não baixou as suas bandeiras, durante todo esse período. Usou de estratégias bem-sucedidas para sensibilizar (e pressionar) os Deputados e Senadores e para atingir a sociedade. Foi uma luta árdua, ininterrupta. Dias de reuniões que vararam o dia e entraram pela noite, mobilizações junto aos profissionais e acadêmicos de Farmácia, passeatas pelas ruas das cidades, discussões acaloradas, discursos nas mais diferentes tribunas, lutas renhidas. 
     
    Tudo foi feito, de forma coordenada e sob a égide da união, com vistas à derrota do Parecer da MP ou ao adiamento de sua votação. CONSEGUIMOS! Ainda que outras vozes divergentes do Fórum tentassem construir uma luta divergente, paralela à nossa e pautada na radicalização, a MP caducou.
     
    Ressaltamos que esta vitória não deve significar a interrupção da luta. Todos os nossos esforços, agora, serão no sentido de viabilizar um amplo debate político à luz da proposta histórica de farmácia como unidade de saúde e de levar à aplicabilidade da Lei nº 13.021/14.
     
    O Brasil conta, já neste mês dezembro de 2014, com 200 mil farmacêuticos. Este exército do bem quer transformar para melhor a saúde deste País, por meio dos seus cuidados profissionais. Todo este processo de mudança passa pela verdade inquestionável de que a farmácia é uma unidade de saúde e deve estar sob a responsabilidade exclusiva do farmacêutico. E esta verdade está sacramentada na Lei nº 13.021, que queremos ver implementada.
     
    De tudo o que arrebanhamos para nos nutrirmos nesta luta tão dura, salientamos a fé e o sonho. A fé nos manteve de pé, e o sonho fez-nos concentrar no que é verdadeiramente nosso – de nossa profissão farmacêutica.
     
    E, aqui, lembramos o poeta Fernando Pessoa, que disse: “Matar o sonho é matarmo-nos. É mutilar a nossa alma. O sonho é o que temos de realmente nosso, de impenetravelmente e inexpugnavelmente nosso”.
     
    Então, colegas farmacêuticos, sigamos unidos e sonhando este mesmo sonho: o da profissão farmacêutica forte cujos serviços possam ser acessados universal e irrestritamente pela população brasileira.
     
    FÓRUM NACIONAL DE LUTA PELA VALORIZAÇÃO DA PROFISSÃO FARMACÊUTICA
     
    Fonte: CFF
  • AVISO DE RECESSO

    AVISO DE RECESSO

    Tendo em vista as férias coletivas, o CRF/AL encerrará suas atividades em 12 de dezembro de 2014 às 18hs, retornando em 05 de janeiro de 2014 às 09hs. Desde já, desejamos um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo a todos. 
     
    Alexandre Correia
    Presidente do Crf-AL