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  • Memória funciona melhor com olhos fechados, diz estudo

    Memória funciona melhor com olhos fechados, diz estudo

    Pesquisadores da Universidade de Surrey dizem que empatia com entrevistador também ajuda a lembrar fatos com mais precisão.
     
    Fechar os olhos na hora de pensar aumenta as chances de lembrar fatos com precisão, de acordo com pesquisadores da Universidade de Surrey.
     
    Os cientistas testaram a capacidade das pessoas de lembrar de detalhes de filmes que mostram cenas de crimes falsos.
     
    Eles esperam que os estudos ajudem testemunhas a relatar detalhes com mais precisão quando interrogadas pela polícia.
     
    Os pesquisadores dizem que estabelecer algum tipo de relação com a pessoa que faz as perguntas também podem ajudar a melhorar a memória.
     
    Sem distração
     
    Em artigo na revista “Legal and Criminological Psychology”, os cientistas testaram 178 participantes em dois experimentos separados.
     
    Na primeira, eles pediram aos voluntários para assistir a um filme que mostra um eletricista entrando numa propriedade, fazendo seu trabalho e, em seguida, roubando uma série de itens.
     
    Os voluntários foram então divididos em quatro grupos e questionados. Uma parte foi entrevistada de olhos abertos e a outra de olhos fechados.
     
    Também houve duas abordagens diferentes por parte da pessoa que fazia as perguntas: em um grupo, o entrevistador não tentou criar nenhum tipo de empatia com o entrevistado; em outro grupo, o pesquisador se apresentou e tentou criar uma relação amigável antes de começar a fazer as perguntas.
     
    As pessoas que tinham alguma relação com o entrevistador e mantiveram os olhos fechados durante todo o interrogatório responderam a três quartos (75%) das 17 perguntas corretamente.
     
    Mas aqueles que não foram apresentados ao entrevistador e tinham os olhos abertos responderam a apenas 41% corretamente.
     
    A análise mostrou que fechar os olhos teve um impacto maior na tentativa de lembrar detalhes corretamente, mas que se sentir confortável durante a entrevista também ajudou.
     
    No segundo experimento, os pesquisadores questionaram os voluntários sobre uma cena de crime simulada.
     
    Lembrança pelo som
     
    “Nossos dados e outros dados que temos indicam que fechar os olhos ajuda porque diminui a distração”, disse o pesquisador chefe, Robert Nash.
     
    “Fechar os olhos também pode ajudar as pessoas a visualizar detalhes do evento que estão tentando lembrar, mas nossa segunda experiência sugere que manter os olhos fechados pode ajudar a focar em informações de áudio também.
     
    “Os mecanismos que identificamos se aplicam a outros contextos, como por exemplo tentar lembrar detalhes de uma aula.”
     
    “Isso contribui para o crescente número de pesquisas que indicam que o fechamento dos olhos pode ser uma técnica útil se usada pela polícia”, disse Tim Hollins, da Universidade de Plymouth, que não teve participação no estudo.
     
    “A outra coisa boa deste trabalho é que eles observaram também a construção de uma relação com o entrevistador também. Estes dados mostram o benefício de fechar os olhos e construir uma relação se somam em vez de se anular, como algumas pessoas pensavam.”
     
    Fonte: Valor Econômico
  • ” pelo SUS

    ” pelo SUS

    Combinação de Tenofovir, Lamivudina e Efavirenz é mais fácil de ingerir.
    Uso de dose unica promove melhor adesão ao tratamento.
     
    Os pacientes com HIV passarão a ter acesso a um medicamento “3 em 1” pelo SUS, segundo o Ministério da Saúde. A nova droga combina três medicamentos: Tenofovir, Lamivudina e Efavirenz. Dessa forma, o paciente só precisará tomar um comprimido, em vez de três. A adoção do remédio deve facilitar a ingestão das drogas e aumentar a adesão ao tratamento. A previsão é que a novidade comece a chegar aos estados na semana que vem.
     
    Segundo o ministério, 100 mil pacientes devem passar a receber o medicamento. A droga já é distribuída desde novembro nos dois estados com os maiores índices de detecção do vírus: Rio Grade do Sul e Amazonas. Nos demais estados, os pacientes recebem atualmente os três medicamentos em comprimidos separados.
     
    Em nota do Ministério da Saúde, o ministro Arthur Chioro comentou sobre a expectativa de haver uma melhor adesão ao tratamento. “Além de ser de fácil ingestão, o novo medicamento tem como grande vantagem a boa tolerância pelo paciente, já que significa a redução dos 3 medicamentos para apenas 1 comprimido.”
     
    Desde dezembro, o tratamento contra HIV está disponível a todos os adulos com testes positivos de HIV, mesmo quando ainda não apresentaram sintomas. Antes, as drogas só eram distribuídas a pacientes que tivessem um grau mínimo de comprometimento do sistema imunológico.
     
    Fonte: Bem Estar
     
  • Anvisa libera uso medicinal de derivado da maconha

    Anvisa libera uso medicinal de derivado da maconha

    Em uma decisão inédita, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou nesta quarta-feira (14) a liberação do uso medicinal do canabidiol, um dos 80 princípios ativos da maconha.
     
    Com isso, o canabidiol sai de uma lista de substâncias proibidas no país e passa para uma lista de substâncias controladas.
     
    É a primeira vez que o órgão reconhece, oficialmente, o efeito terapêutico de uma substância derivada da cannabis. A mudança também abre espaço para laboratórios pesquisarem o canabidiol e solicitarem o registro de produtos e até remédios à base da substância no país.
     
    A mudança foi aprovada por unanimidade. “É um momento histórico”, disse um dos diretores do órgão, Ivo Bucaresky. Em seu parecer, os diretores citaram estudos que indicam que a substância, administrada principalmente por via oral, não apresenta risco de dependência e tem poucos efeitos adversos.
     
    “A pergunta não é por que reclassificar, mas por que manter em uma lista de substâncias entorpecentes e psicotrópicas um produto que não tem essa propriedade”, afirmou o diretor-presidente substituto da Anvisa, Jaime Oliveira.
     
    A mudança faz com que o canabidiol passe das listas E e F2, que incluem substâncias como entorpecentes, para a lista C1, de substâncias controladas, como medicamentos cujo desenvolvimento e registro precisam de aprovação.
     
    “É uma sinalização para a sociedade, pacientes e médicos de que esta substância não pode ser considerada tão nociva e sem efeitos terapêuticos como se imaginava”, completa Oliveira.
     
    Associações que reúnem famílias de pacientes com epilepsias graves e outras doenças comemoraram a mudança. “A Anvisa está dando uma contribuição histórica para aliviar o sofrimento de pacientes”, disse Júlio Américo, presidente da Ama-me, associação de usuários de maconha medicinal.
     
    “Estar na lista de proibidos passa para a sociedade a imagem de que é algo ruim. Reclassificar mostra que há outras opções de tratamento”, disse Norberto Fischer, pai da menina Anny, 6, cuja história despertou o debate sobre o uso da maconha para fins medicinais no país, em 2014.
     
    Apesar da mudança, famílias de pacientes ainda terão que solicitar à Anvisa autorização para importar produtos à base de canabidiol. Isso ocorre porque não há registro de medicamentos ou produtos semelhantes no Brasil.
     
    Além disso, segundo a Anvisa, o pedido é necessário porque produtos conhecidos no mercado contêm outros canabinoides que continuam proibidos, entre eles o THC.
     
    O órgão, no entanto, já planeja novas medidas para facilitar o processo de importação. A ideia é criar uma lista dos produtos mais utilizados e que terão liberação previamente autorizada.
     
    A expectativa é que uma nova resolução sobre o tema fique pronta em até 30 dias.
     
    ACESSO LEGAL
     
    Para o psiquiatra José Alexandre Crippa, da USP de Ribeirão Preto e que estuda o uso do CBD, a decisão vai favorecer pesquisas e o acesso à substância. “Vamos passar a trabalhar com uma substância que não é ilegal”, afirma.
     
    A discussão sobre a retirada do canabidiol da lista de substâncias proibidas começou em maio do ano passado, depois que famílias como a da menina Anny entraram na Justiça para obter produtos à base de canabidiol e tratar casos graves de epilepsia.
     
    A Anvisa passou a liberar a importação em caráter excepcional o órgão já liberou 336 pedidos. Em dezembro, o Conselho Federal de Medicina autorizou médicos a receitar produtos a base de CBD para tratamento de epilepsia em crianças e adolescentes.
     
    Alguns médicos, porém, ainda tinham receio de fazer a prescrição, já que ainda não havia definição da Anvisa. “Agora, fica mais fácil para os médicos poderem prescrever”, diz Ivo Bucaresky.
     
    Fonte: Folha de S.Paulo
  • CRF-AL retorna atividades

    CRF-AL retorna atividades

    O Conselho Regional de Farmácia de Alagoas (CRF-AL) retornou nesta segunda, 5, com suas atividades normais, depois do recesso de fim de ano. A diretoria do CRF-AL informa que a sede, localizada no bairro do Farol, está abrindo normalmente de 09 às 12h e 13h às 18h.
     
     
     
  • Pílula que queima gordura sem esforço deve ter poucos efeitos colaterais e ajudar no tratamento do diabetes

    Pílula que queima gordura sem esforço deve ter poucos efeitos colaterais e ajudar no tratamento do diabetes

    Você já imaginou um dia poder acordar, tomar um remédio e perder uns quilinhos sem esforço? A novidade é que tal situação pode sair da imaginação e virar realidade quando uma molécula chamada fexaramina chegar ao mercado. Por enquanto, ela está sendo estudada por um grupo de pesquisadores americanos em camundongos obesos, mas os resultados são promissores.
     
    Diferente das atuais classes de medicamento para tratar a obesidade disponíveis no Brasil, o remédio não é absorvido na corrente sanguínea e atua diretamente no aparelho digestivo, explica o endocrinologista Marcio Mancini, chefe do Grupo de Obesidade e Síndrome Metabólica do Hospital das Clínicas.
     
    — O remédio estimula o gasto de energia e a queima de gordura sem esforço. Atualmente, a única forma de gastar calorias é praticando atividade física. Não temos nenhum remédio para tratar obesidade com essa ação.
     
    Após tomar remédio para emagrecer, chef diz que “ficava irritada com tudo” e não tinha vontade de comer
     
    Na prática, a fexaramina estimula a produção de substâncias no intestino, alterando a composição dos ácidos biliares e, por conta desse mecanismo, desencadeia consequências metabólicas favoráveis ao organismo, como a redução de peso, esclarece Mancini.
     
    Remédio para emagrecer pode causar insônia, dores de cabeça e até infarto
     
    O endocrinologista Walmir Coutinho, da Sbem (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia), acrescenta que a droga simula a queima de gordura do organismo, independentemente da ingestão de alimentos.
     
    — Esse é um mecanismo totalmente novo. A única semelhança é com o orlistate, comercializado no Brasil há mais de dez anos, pois ambos não são absorvidos pelo sangue. Já no mecanismo de ação, o orlistate atua no intestino e bloqueia a absorção de apenas 30% da gordura da dieta.
     
    Pílula que queima gordura pode substituir esteira, afirmam cientistas
     
    Outro benefício levantado por Mancini é que “a fexaramina também atua na redução da produção hepática de glicose, se tornando um grande potencial para tratar diabetes”.
     
    — O tratamento do diabetes e da hipertensão conta com várias classes de medicamentos que podem ser administradas simultaneamente e essa também é a tendência de combater a obesidade. Desde que não aumente os efeitos colaterais, a ideia é usar vários remédios que atuem em frentes diferentes do organismo. Isso só traria benefícios ao paciente.
     
    Apesar dos resultados promissores, Coutinho avisa que o novo medicamento não será indicado para todos os obesos.
     
    — Ainda não sabemos qual será a indicação para os humanos. Nesta fase de estudos, os camundongos comiam a vontade e perdiam peso. No entanto, como acontece com os outros remédios para emagrecer, a recomendação é que a pílula atue como auxiliar de um programa de mudança de hábitos.
     
    Sobre os efeitos colaterais, o endocrinologista da SBEM afirma que “espera-se que tenham poucos, já que a droga não atua no sistema nervoso central nem no sistema cardiovascular”.
     
    A notícia ruim é que o medicamento pode demorar de cinco a dez anos para chegar ao mercado brasileiro. A próxima etapa da pesquisa é testar a droga em humanos saudáveis. Se tudo der certo, segue para a fase de avaliar as diferentes doses do medicamento para se estabelecer a melhor relação entre risco e beneficio. Depois disso, começa a fase 3 que consiste em estudar o remédio em milhares pacientes do mundo para estabelecer a eficácia e segurança.
     
    Os resultados do estudo até agora sugerem que a substância é a nova aposta para tratar a obesidade e a síndrome metabólica conjunto de doenças, como obesidade, hipertensão, diabetes, dislipidemia.
     
    Fonte: R7
     
  • Confira o relatório de avaliação do Ministério da Saúde sobre os 10 anos da PNAF

    Confira o relatório de avaliação do Ministério da Saúde sobre os 10 anos da PNAF

    O Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos (SCTIE) e do Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos (DAF), divulgou um trabalho com as avaliações do órgão sobre quais demandas foram atendidas e quais ainda precisam ser cumpridas em relação à Política Nacional de Assistência Farmacêutica (PNAF), concebida em 2003, durante a 1ª Conferência Nacional de Medicamentos e Assistência Farmacêutica.
     
    Dentre as propostas apresentadas no Relatório Final da 1ª Conferência, o Ministério da Saúde categorizou 528 como sendo de sua competência para serem executadas, divididas de acordo com três eixos: Eixo I: “Acesso à assistência farmacêutica: a relação dos setores público e privado de atenção à saúde”; Eixo II: “Pesquisa e desenvolvimento tecnológico para a produção nacional de medicamentos”; Eixo III: “Qualidade na assistência farmacêutica, formação e capacitação de recursos humanos”.
     
    No Eixo I, destacam-se nas demandas atendidas com êxito o aumento do acesso a medicamentos para usuários com doenças de perfil endêmico e o amplo alcance do Programa Farmácia Popular do Brasil.
     
    No Eixo II, o trabalho trata sobre as Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs), que visam proporcionar economicidade ao sistema e ampliar o acesso às tecnologias em saúde.
     
    No Eixo III, o relatório destaca os resultados do Programa Qualifar-SUS, que visa aprimorar a implementação e integração sistêmica das atividades da Assistência Farmacêutica nas ações e serviços de saúde.
     
    Fonte: CRF/SC
  • Cientistas desenvolvem estrutura de titânio para cobrir implantes ósseos

    Cientistas desenvolvem estrutura de titânio para cobrir implantes ósseos

    Avanço poderá reduzir risco de infecção e rejeição de cirurgias.
    Estudo foi publicado na revista 'Acta Biomaterialia'.
     
    Uma equipe internacional de pesquisadores desenvolveu uma estrutura de titânio para cobrir os implantes ósseos, um avanço que permitirá reduzir o risco de infecção e rejeição que estas intervenções provocam.
     
    O estudo, realizado por membros das instituições espanholas Conselho Superior de Pesquisas Científicas (CSIC) e da Universidade Complutense de Madri, aparece publicado na revista “Acta Biomaterialia”.
     
    A descoberta alcançada por esta equipe de pesquisa é a base do projeto Nanoimplant, um dos ganhadores do prêmio de inovação biomédica IDEIA2 Madri em sua edição de 2014, uma iniciativa da comunidade Autônoma de Madri e do Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT).
     
    As propriedades antibacterianas deste achado, patenteado pelo CSIC e pela Universidade Complutense de Madri, se devem à formação de uma superfície nanoestruturada similar à qual se observa nas asas de cigarras e nas folhas da flor de lotus. O CSIC explicou que os cientistas alcançaram esta propriedade sem a necessidade de empregar elementos antibióticos.
     
    A maioria das infecções em implantologia óssea, que a cada ano afeta milhares de pacientes, têm sua origem na intervenção cirúrgica. Por isso, explica José Miguel García-Martín, pesquisador do CSIC no Instituto de Microeletrônica de Madri, “se a superfície do implante estiver recoberta de um material que impede a adesão e proliferação de bactérias sem afetar seu biocompatibilidade, terá sido dado um grande passo”.
     
    A nanoestrutura das prótese é fabricada com um processo denominado pulverização catódica ou “sputtering” já empregado a escala industrial na produção, por exemplo, de discos rígidos, painéis fotovoltaicos ou espelhos.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Testes finais de vacinas contra ebola terão início até fevereiro, diz OMS

    Testes finais de vacinas contra ebola terão início até fevereiro, diz OMS

    Organização Mundial da Saúde trabalha para evitar expansão da doença.
    Caso se provem eficazes, injeções estarão disponíveis para envio.
     
    O estágio final de testes de vacinas experimentais contra o ebola terão início em janeiro ou fevereiro nos países da África Ocidental mais afetados pelo vírus, enquanto cientistas e fabricantes de medicamentos correm para segurar o contágio da doença, informou nesta quinta-feira (8) a Organização Mundial da Saúde (OMS).
     
    Caso se provem eficazes, as injeções estarão disponíveis para envio poucos meses depois.
     
    Quase 90 especialistas de fabricantes de vacinas, agências reguladoras e ministérios da Saúde se reuniram na sede da OMS para revisar dados dos testes de segurança iniciais e finalizar os planos para os essenciais testes clínicos da fase três na Libéria, Serra Leoa e Guiné.
     
    “É do meu entendimento que não há grandes sinais de segurança reportados até o momento”, declarou a diretora-geral da OMS, Margaret Chan, em seu discurso de abertura, obtido pela Reuters.
     
    “Todos nós queremos que o impulso e senso de urgência continuem”, disse ela. “Muitos profissionais de saúde ainda estão sendo infectados, incluindo os locais e médicos e enfermeiros de equipes médicas estrangeiras.”
     
    A reunião discute três projetos de ensaios clínicos em larga escala diferentes que usam as mais avançadas vacinas para combater a doença que matou mais de 8 mil pessoas no ano passado.
     
    Duas vacinas da GlaxoSmithKline e outra resultante de uma colaboração entre a NewLink Genetics e a Merck entraram na fase inicial de testes clínicos no final do ano passado. Uma terceira vacina, da Johnson & Johnson e da Bavarian Nordic acabou de atingir o estágio de testes em humanos.
     
    Fonte: Bem Estar
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    Em testes feitos em ratos de laboratório, medicamento foi eficaz no combate a bactérias resistentes a antibióticos atuais.
     
    Há décadas não foram registradas grandes descobertas no que diz respeitos a antibióticos. Mas essa “seca” pode ter chegado ao fim com uma descoberta feita por cientistas americanos, que vem sendo considerada revolucionária.
     
    Uma equipe de especialistas da Universidade Northeastern, em Boston, desenvolveram um medicamento capaz de combater diversas infecções bacterianas que são resistentes aos antibióticos atuais.
     
    Chamado de teixobactin, o remédio foi testado em ratos de laboratório e pode levar de cinco a seis anos para que seja testado em humanos.
     
    Tuberculose
     
    Em um artigo publicado na revista científica Nature, os cientistas explicam que o teixobactin se provou efetivo contra bactérias que causam a tuberculose e outras ‘superbactérias’ resistentes à meticilina, mais conhecidas pela sigla em inglês MRSA.
     
    Os cientistas também desenvolveram outros 24 antibióticos, que também foram considerados “promissores”. Nada de relevante foi descoberto no campo dos antibióticos desde 1987.
     
    Segundo a equipe de Northeastern, liderada pelo cientista Kim Lewis, o método foi desenvolvido após uma análise de compostos de bactérias provenientes do solo. Eles foram, depois, cultivados em laboratório, em uma espécie de câmara colocada dentro da terra durante algumas semanas.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Pela 1ª vez desde 87, grupo descobre nova classe de antibióticos

    Pela 1ª vez desde 87, grupo descobre nova classe de antibióticos

    Um grupo de cientistas anunciou nesta quarta-feira (7) a descoberta de uma molécula que representa a primeira nova classe de antibióticos introduzida desde 1987.
     
    Em testes com camundongos, a droga conseguiu debelar as formas mais resistentes de tuberculose, sem que o micróbio causador da doença adquirisse resistência. Batizada de teixobactina, a nova substância é produzida por uma bactéria encontrada no solo.
     
    A start-up de biotecnologia NovoBiotic, de Cambridge (EUA), que descobriu a molécula, estima que deve conseguir levá-la a um teste em humanos dentro de dois anos. Se tudo correr bem, a droga estaria disponível no mercado por volta do fim da década.
     
    O fármaco foi encontrado após cientistas analisarem mais de 10 mil amostras de micróbios usando um novo método, que permite o cultivo desses organismos em seu hábitat natural. Antes, para isolar essas bactérias, era preciso cultivá-las em pires de laboratório, mas 99% das espécies não sobreviviam em condições artificiais.
     
    A tecnologia que permitiu aos pesquisadores trabalhar com bactérias em condições mais naturais foi um chip desenvolvido pela Universidade Northeastern, de Boston, que permite separar amostras minúsculas de bactérias sem tirá-las de suas amostras de solo originais.
     
    Uma bactéria que os pesquisadores batizaram de Elephteria terrae era aquela que produzia a substância descoberta. A molécula foi capaz de aniquilar a terrível linhagem MRSA da Staphylococcus aureus. Na natureza, essa é uma forma que o primeiro micro-organismo usa para eliminar competidores.
     
    O que é fundamentalmente novo na teixobactina é que ela ataca a fabricação de lipídios, moléculas que servem de “tijolo” para construir a parede celular das bactérias.
     
    Segundo Gerard Wright, da Universidade McMaster, do Canadá, que não participou do estudo, normalmente bactérias são capazes de evoluir por meio de mutações que alteram o “alvo” do fármaco, tornando-se imunes à substância.
     
    Mas é improvável, diz, que bactérias adquiram mutações que alterem componentes tão fundamentais como os lipídios sem inviabilizar seu próprio funcionamento.
     
    A vancomicina, outro antibiótico que ataca a produção de lipídios, foi um daqueles contra os quais as bactérias mais demoraram para criar resistência. Foram cerca de três décadas até que os patógenos imunes aparecessem.
     
    A nova descoberta surge como um alento em um momento difícil para a infectologia.
     
    No ano passado, a OMS deu às bactérias resistentes a antibióticos o status de crise global. Algumas linhagens da bactéria da tuberculose, por exemplo, já são resistentes a todos os antibióticos disponíveis –o surgimento de novas drogas é, assim, crucial.
     
    Segundo Kim Lewis, da Universidade Northeastern, um líderes do trabalho, a teixobactina só não deve seguir para testes clínicos logo de cara porque ainda requer algumas alterações químicas.
     
    A substância não se dissolve bem em água, mas pode ser modificada para isso. Esse aprimoramento, que exige certo trabalho, torna a administração da molécula mais fácil quando a intenção é produzir uma pílula ou uma injeção. 
     
    Fonte: Folha de São Paulo