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  • ” poderão estar matando mais que câncer

    ” poderão estar matando mais que câncer

    Organismos resistentes a antibióticos poderão estar matando 10 milhões de pessoas por ano a partir de 2050, diz estudo liderado por economista Jim O'Neill.
     
    Bactérias resistentes a antibióticos matarão pelo menos 10 milhões de pessoas por ano a partir de 2050, mais do que o número atual de mortes provocadas por cânceres, se providências não forem tomadas por autoridades médicas ao redor do mundo. É o que afirma um estudo encomendado pelo governo britânico.
     
    Coordenado pelo economista Jim O'Neill, mais conhecido por ter criado o termo Bric – para juntar as economias emergentes Brasil, Rússia, Índia e China -, o estudo levou em conta projeções do instituto de pesquisas Rand Europe e da empresa de consultoria KPMG para calcular não apenas taxas de mortalidade provocadas pelas chamadas “superbactérias”, como também seu impacto econômico nos sistemas de saúde.
     
    Segundo O'Neill, os custos de tratamento de infeções causadas por essas superbactérias chegarão a US$ 100 trilhões nas próximas décadas.
     
    “Para se ter uma ideia (do impacto econômico), o PIB da Grã-Bretanha é de cerca de US$ 3 trilhões, então esse custo equivaleria a 35 anos de contribuição britânica para a economia mundial”, disse O'Neill à BBC.
     
    Mas são justamente os países emergentes que poderão ser os mais atingidos pelos aumentos no número de casos.
     
    Vulnerabilidade emergente
     
    Atualmente, as infeçcões de superbactérias, associadas a doenças como a e. coli e a tuberculose, matam cerca de 700 mil pessoas por ano ao redor do mundo, ao passo que cânceres matam 8,2 milhões. De acordo com as projeções do estudo de O'Neill, as mortes anuais relacionadas a casos de doenças resistentes a antibióticos poderão chegar em 2050 a 4,7 milhões na Ásia, 4,1 na África e 392 mil na América Latina.
     
    “Na Nigéria, por exemplo, uma em cada quatro mortes a partir de 2050 poderá ser atribuída a infeçcões resistentes a antibióticos, ao passo que a Índia teria dois milhões de mortes adicionais por ano”, acrescentou o economista.
     
    A escalada prevista pelo estudo poderia provocar um redução de entre 2% a 3% no crescimento econômico global.
     
    Os pesquisadores envolvidos no estudo alertam para o que chamam de subestimação do impacto potencial das falhas no combate às superbactérias por parte de autoridades de saúde ao redor do mundo, já que infecções mais resistentes causarão problemas generalizados na área de saúde.
     
    Procedimentos como cesárias, trocas de articulações, quimioterapia e transplantes estão entre muitos tratamentos médicos que dependem do uso de antibióticos para prevenir infecções.
     
    O estudo coordenado por O'Neill, por exemplo, estima que atualmente as cesarianas contribuem para 2% do PIB mundial. Sem antibióticos eficazes, os procedimentos não apenas ficariam mais arriscados como teriam mais possibilidades de insucesso.
     
    O economista e sua equipe agora se debruçarão sobre possíveis soluções para a crise, como foco em sugestões para políticas de desenvolvimento de novos medicamentos, na ação mundial coordenada relacionada a testes em animais e humanos, e em mudanças no uso de drogas que poderiam contribuir para reduzir a resistência bacteriana. O'Neill disse que o apoio dos países emergentes será fundamental e ressaltou a importância do fato de que Turquia e China ocuparão a presidência do G20 em 2015 e 2016.
     
    Especialistas concordam com a necessidade de desenvolvimento de novos medicamentos. Laura Piddock, microbióloga da Universidade de Birmingham e que pesquisa o fortalecimento de bactérias como e. coli e a salmonela, afirma que não há investimento suficiente para a descoberta de novos remédios.
     
    “Bactérias como o e.coli são muito resistentes e é difícil encontrar drogas contra elas. Precisamos de mais investimento e novos modelos de negócios para que as drogas estejam disponíveis quando os pacientes precisarem”, disse Piddock à BBC.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Saúde libera recursos para prevenção e controle da dengue e da chikungunya

    Saúde libera recursos para prevenção e controle da dengue e da chikungunya

    Portaria do Ministério da Saúde publicada nesta sexta-feira (12) no Diário Oficial da União autoriza o repasse de R$ 150 milhões para ações de vigilância, prevenção e controle da dengue e da febre chikungunya.
     
    De acordo com o texto, a pasta levou em consideração fatores como a circulação simultânea de quatro sorotipos de dengue no país e a existência de um grande número de pessoas expostas previamente a infecções pelo vírus, aumentando o risco de epidemias com formas graves da doença e elevado número de mortes. O
     
    ministério destacou a recente introdução da febre chikungunya no Brasil, com transmissão autóctone comprovada em alguns municípios e “risco iminente de expansão do vírus”, transmitido pelo Aedes aegypti e pelo Aedes albopictus, mesmos transmissores da dengue.
     
    A assessoria do ministério esclareceu que toda a população brasileira está suscetível à doença. A portaria entra em vigor nesta sexta.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Brasileiros descobrem composto que reduz em até 80% a dor inflamatória

    Brasileiros descobrem composto que reduz em até 80% a dor inflamatória

    Uma nova molécula descoberta por cientistas brasileiros pode reduzir em até 80% a dor causada por inflamações agudas e crônicas provenientes de diabetes, artrite ou artrose, informou a Agência Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo).
     
    Em testes feitos com animais, a molécula mostrou capacidade para agir em dores neuropáticas, associadas ao sistema nervoso central, como lesão no nervo ciático ou pelo efeito de drogas quimioterápicas, com índice de redução da dor de até 60%.
     
    A descoberta abre caminhos para a produção de remédios com menos efeitos colaterais contra dor causada por processos inflamatórios, segundo pesquisadores do Centro de Pesquisa em Doenças Inflamatórias vinculado à Fapesp, que faz o estudo em parceria com o laboratório farmacêutico italiano Dompé.
     
    Parte dos resultados dos testes pré-clínicos foi divulgada em artigo publicado em novembro na revista “PNAS” (Proceedings of the National Academy of Sciences).
     
    “Estamos, no momento, realizando os testes toxicológicos e, caso sejam bem-sucedidos, poderemos planejar ensaios clínicos. Nosso objetivo é desenvolver um novo medicamento para dor com menos efeitos adversos que os anti-inflamatórios hoje disponíveis”, afirmou Thiago Mattar Cunha, professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP) e autor do artigo, à agência Fapesp.
     
    A nova droga tem como alvo um peptídeo conhecido como C5a, que desempenha papel mediador na dor inflamatória.
     
    Para desempenhar seus efeitos biológicos, o peptídeo precisa se ligar a um receptor acoplados a proteínas — importantes para a sinalização celular — e que expresso em diversos tipos de células.
     
    “Tivemos então a ideia de desenvolver uma molécula que, ao bloquear esse receptor, tivesse ação analgésica”, disse Cunha.
     
    A molécula conhecida como DF2593A foi aplicada por via oral em animais com inflamação crônica e aguda.
     
    “O mais interessante é que o composto foi capaz de bloquear a dor inflamatória sem afetar a dor fisiológica, que é importante para a sobrevivência. Ou seja, a capacidade de resposta a um estímulo doloroso se manteve nos animais não inflamados, quando tratados com DF2593A, o que não acontece quando se administra derivados de morfina, por exemplo”, afirmou Cunha.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Mercado Aberto: Cresce volume de remédios incluídos no SUS

    Mercado Aberto: Cresce volume de remédios incluídos no SUS

    O número de novos medicamentos incorporados ao SUS mais que dobrou neste ano em comparação com 2013, segundo a Interfarma (que representa a indústria farmacêutica de pesquisa). As solicitações de inclusões, entretanto, se mantiveram estáveis no período.
     
    De janeiro a dezembro de 2014, foram feitos 65 pedidos, dos quais 54 foram aceitos. Em 2013, esse volume era de 64 e 23, respectivamente.
     
    A categoria de medicamentos contra o câncer, que segundo a entidade lidera as solicitações de inclusão, não acompanhou o mesmo ritmo.
     
    Dos 37 processos protocolados desde 2012, início das atividades da Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias ao SUS), órgão ligado ao Ministério da Saúde, somente oito foram aprovados.
     
    “É natural que sejam aprovados medicamentos mais simples e de menor custo”, afirma Antônio Britto, presidente-executivo da entidade.
     
    “Precisaríamos discutir se a incorporação de medicamentos comprovados e necessários não resolveria boa parte da judicialização a um preço mais baixo para o sistema público.”
     
    Uma substância incorporada pode ter custo 60% inferior ao praticado no mercado, segundo Britto.
     
    Procurada, a Conitec informou que os tratamentos oncológicos são decididos individualmente pelas unidades de saúde e não requerem pedidos de incorporações.
     
    “Qualquer medicamento registrado na Anvisa pode ser usado em pacientes com câncer, mas alguns são negados por não terem sua eficácia e segurança comprovadas”, diz Clarice Alegre Petramale, presidente da Conitec.
     
    Entidades, empresas e pessoas físicas podem pedir inclusões de tratamentos no sistema público de saúde.
     
    Fonte: Folha de S.Paulo
  • Pacientes tratam ansiedade usando remédio de hipertensão; veja riscos

    Pacientes tratam ansiedade usando remédio de hipertensão; veja riscos

    Há quatro meses, a vendedora Fernanda Moretti, 33, trocou um antidepressivo por um remédio usado contra hipertensão. O objetivo: dar fim às crises de ansiedade que a acompanhavam desde os 18 anos.
     
    “Já tomei de tudo, de ansiolíticos a antidepressivos. Nada tinha funcionado.”
     
    A solução para ela foi o metoprolol, droga da classe dos betabloqueadores indicada para uma série de doenças cardíacas, como arritmia e angina. Fernanda, porém, não tem problemas no coração.
     
    “Eu tinha crises de pânico que vinham do nada. O coração acelerava, eu ficava pálida e sentia muita ansiedade, pensava que ia infartar.”
     
    Ao sentir os sintomas, ela ficava ainda mais nervosa. Com o betabloqueador, que controla sinais como palpitação e tremores, comuns tanto nas doenças cardíacas quanto nos transtornos de ansiedade, a sua percepção é que o problema está resolvido.
     
    Ela não é a primeira nem a única que tem recorrido à droga do coração para se acalmar. “Agora com a internet e as redes sociais parece que esse uso tem aumentado. Muitas pessoas tomam porque ouvem dizer que é bom para não ficar nervoso em uma apresentação ou entrevista de emprego”, afirma Sergio Tamai, psiquiatra membro da Associação Brasileira de Psiquiatria.
     
    A constatação preocupa o médico, já que os betabloqueadores são mais baratos que os antidepressivos e, apesar de serem de tarja vermelha, que exige prescrição médica, são vendidos sem receita nas farmácias.
     
    “As pessoas pensam que não há riscos, o que é errado”, diz Tamai.
     
    O primeiro dos riscos vem do principal objetivo do remédio, que é controlar a pressão arterial. Se a pessoa não tem hipertensão nem doenças do coração, o uso contínuo, mesmo em pequenas doses, pode baixar a frequência cardíaca e interferir na pressão.
     
    “É necessário que o uso seja acompanhado. Com o tempo a pessoa pode sentir tontura, náuseas e queda de pressão”, diz o cardiologista Ricardo Pavanello, diretor da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo.
     
    Outro risco, segundo Tamai, é desencadear episódios depressivos se a pessoa já tiver alguma tendência. Além disso, quem tem asma, bronquite ou doença pulmonar crônica não deve usar esse medicamento, porque o quadro pode se agravar.
     
    Pavanello questiona não só a segurança como a eficácia do uso episódico, feito sem orientação médica antes de um evento específico.
     
    Segundo o cardiologista, uma dose isolada de betabloqueador não terá muito efeito no controle de sintomas como tremores e palpitação.
     
    “O efeito completo da droga você obtém ao longo do tempo. O uso eventual é só um placebo”, diz.
     
    De acordo com o psiquiatra Tito Paes de Barros Neto, pesquisador do Ambulatório de Ansiedade do Hospital das Clínicas de São Paulo, estudos comparando a eficácia dos betabloqueadores e de antidepressivos mostraram que o efeito do remédio para o coração é, de fato, similar ao de um placebo.
     
    “Por ajudar no controle dos sintomas físicos, talvez a droga dê um 'empurrão psicológico', mas não há muito respaldo científico. Ainda é um uso experimental.”
     
    Foi esse empurrão que surpreendeu a estudante Camila Alves, 19. Ela sofre de crises de ansiedade e, desde os 13, toma antidepressivo. Há três semanas começou a tomar propanolol. “Eu tinha picos de pressão, falta de ar e dor no peito. O antidepressivo não resolvia muito e o propanolol tem ajudado bastante.”
     
    Em casos assim, em que o betabloqueador é usado como coadjuvante no tratamento, há menos controvérsia.
     
    “Pode ajudar no alívio de sintomas físicos, sim, e isso ajuda a controlar a ansiedade. Mas é preciso também tratar a doença, não só o sintoma. O betabloqueador não age na causa, só na consequência”, diz o psiquiatra Fernando Fernandes.
     
    O tratamento padrão para transtornos de ansiedade como síndrome do pânico ou fobia social inclui antidepressivos, ansiolíticos e psicoterapia. Para Fernandes, assim, usar apenas o betabloqueador seria como “tratar uma pneumonia só com um antitérmico”.
     
    Fonte: Folha de São Paulo
  • Ebola já matou 6.388 pessoas, de 17.942 infectados, diz balanço da OMS

    Ebola já matou 6.388 pessoas, de 17.942 infectados, diz balanço da OMS

    Incidência vem diminuindo na Libéria, mas aumentando em Serra Leoa.
    OMS admitiu demora na resposta à epidemia de ebola.
     
    A epidemia de ebola já matou 6.388 pessoas, de um total de 17.942 infectadas, de acordo com o balanço divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta quarta-feira (10). Os números referem-se aos  casos registrados até o dia 7 de dezembro.
     
    Até agora, houve casos na Guiné, Libéria, Serra Leoa, Espanha, Estados Unidos, Mali, Senegal e Nigéria. Estes dois últimos países foram declarados livres da doença em 17 e 19 de outubro, respectivamente.
     
     
    Na última semana, foi observado um declínio de novos casos na Libéria (houve 29 novos casos entre 1º e 3 de dezembro), mas a incidência continua aumentando sutilmente na Guiné (houve 103 novos casos entre 1º e 7 de dezembro) e vem crescendo em Serra Leoa (houve 397 novos casos entre 1º e 7 de dezembro).
     
    Segundo a OMS, atualmente há leitos suficientes nos três países de transmissão intensa da doença para tratar e isolar novos casos da doença, mas a má distribuição ainda faz com que faltem leitos em determinadas regiões.
     
    OMS admite lentidão
     
    A diretora da OMS, Margaret Chan, reconheceu nesta quarta-feira que a organização da ONU demorou em responder à epidemia de ebola. “É justo dizer que todo o mundo, incluindo a OMS, não se deu conta do que estava acontecendo, o que ia acontecer diante de nossos olhos”, afirmou Margaret Chan em entrevista à BBC.
     
    “Fomos lentos diante de uma doença antiga como o ebola, em um novo contexto. Todos nós fomos lentos em ver o impacto social, cultural e econômico das situações no terreno”, acrescentou. “Retrospectivamente, posso dizer que poderíamos ter organizado uma resposta muito, muito mais forte”, disse ainda.
     
    Veja detalhes dos locais com casos de ebola:
     
    Guiné: Foram 2.292 casos de ebola, entre confirmados, suspeitos e prováveis, que levaram a 1.428 mortes.
     
    Libéria: Foram 7.719 casos da doença, entre confirmados, suspeitos e prováveis, que levaram a 3.177 mortes.
     
    Serra Leoa: Foram 7.897 casos da doença, entre confirmados, suspeitos e prováveis, que levaram a 1.768 mortes.
     
    Mali: Foram 7 casos da doença, entre confirmados e prováveis, que levaram a 6 mortes.
     
    Estados Unidos: Houve quatro casos da doença. Um dos pacientes morreu.
     
    Espanha: Houve apenas um caso confirmado. O país já foi declarado livre da doença.
     
    Nigéria: Foram 20 casos de ebola, entre confirmados e prováveis, que levaram a 8 mortes. O país já foi declarado livre da doença.
     
    Senegal: Houve apenas um caso da doença e o paciente se recuperou. O país já foi declarado livre da doença.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Os riscos de comprar Viagra pela internet

    Os riscos de comprar Viagra pela internet

    Os medicamentos para disfunção erétil são os campeões de vendas de produtos farmacêuticos pela internet. A maioria dos compradores prefere a compra online para evitar constrangimento no balcão da farmácia. O problema é que um remédio falsificado pode trazer constrangimentos maiores, ou até problemas graves para a saúde.
     
    A venda pela internet do citrato de sildenafila (princípio ativo de alguns desses medicamentos, como o Viagra) só pode ser efetivada mediante a apresentação da prescrição médica ao farmacêutico.
     
    Para não ser vítima de medicamentos falsificados, na compra online o consumidor precisa tomar algumas precauções. Somente farmácias e drogarias abertas ao público, com farmacêutico responsável presente durante todo o horário de funcionamento, podem fazer o atendimento com base na receita do medicamentos por telefone ou internet.
     
    O endereço eletrônico da farmácia deve possuir “.com.br” e deve conter, na página principal, todas as informações do estabelecimento, entre elas a razão social, endereço, CNPJ, horário de funcionamento, telefone, nome e nº de inscrição no CRF do responsável técnico e licença ou alvará sanitário.
     
    Deve ser informado o telefone para contato com o farmacêutico, ou com o responsável técnico, ou ainda com o seu substituto, para orientações sobre o uso do medicamento. Seja cauteloso com os anúncios de produtos que prometem “milagres” relacionados ao emagrecimento ou à cura de doenças.
     
    As propagandas de medicamentos devem apresentar informações completas e equilibradas, e não podem destacar apenas aspectos positivos do produto, quando se sabe que todo medicamento apresenta riscos.
     
    Verifique se o produto anunciado possui registro na Anvisa, pois pode se tratar de um produto irregular ou mesmo de uma falsificação. O número de registro de medicamentos é iniciado pelo algarismo 1.
     
    As normas sanitárias que regulam a propaganda de medicamentos também se aplicam aos anúncios de propaganda de medicamentos, também se aplicam aos anúncios na internet.
     
    Fonte: Portal Estadão
     
  • Aborto oferece pouco risco à mulher se feito corretamente, diz estudo

    Aborto oferece pouco risco à mulher se feito corretamente, diz estudo

    Um novo estudo, feito nos EUA, pegou dados de mais de 50 mil mulheres e mostrou que, se realizadas com a devida probidade e assistência, abortos causam raríssimas complicações às mulheres.
     
    De 54.911 abortos estudados, apenas 0,2% tiveram complicações sérias, como perfuração uterina, infecções ou hemorragia –que precisaram de atendimento hospitalar.
     
    Outros 1.030 casos tiveram complicações menores como pequenos sangramentos e aborto incompleto.
     
    A pesquisadora da Unifesp, Rebeca Souza e Silva, que não participou do estudo, conta que, em abortos feitos em clínicas clandestinas ou sob condições precárias de higiene, chega a haver mais de 90% de complicações.
     
    No estudo, todas as pacientes utilizaram um serviço de atendimento localizado na Califórnia direcionado a pessoas de baixa renda e foram acompanhadas por seis semanas após o procedimento.
     
    Com o trabalho, os pesquisadores esperam contribuir para a debata que tem ocorrido naquele país acerca da segurança do procedimento.
     
    Apenas 17 dos 50 estados americanos permitem o aborto e fazem o acompanhamento das mulheres.
     
    Muitos estados estão mais exigentes com relação à realização do procedimento, que é realizado em clínicas, na maioria dos casos.
     
    “O aborto já é seguro da maneira que é realizado, o que leva a questionar a necessidade de novas regras com a ideia de melhorar a segurança”, diz Ushma Upadhyay, pesquisadora envolvida no trabalho em uma nota à imprensa.
     
    Mesmo como baixo índice de complicações observado, os pesquisadores afirmam que ele pode estar superestimado: como o programa atende a mulheres de baixa renda, há maior chance de ter pessoas com saúde debilitada.
     
    O trabalho foi publicado nesta segunda (8) na revista científica especializada “Obstetrics & Ginecology”.
     
    LATINOS
     
    Mesmo com a legalização, no Uruguai, segundo Silva, as mulheres ainda tem que passar por diversas consultas com diferentes profissionais antes de ser atendida. “Após todo o processo, já acabou o prazo”, diz Silva.
     
    No país vizinho qualquer mulher pode abortar até a 12ª semana de gestação.
     
    No Brasil, o aborto só é legal quando há risco de vida para a mãe ou em casos de estupro.
     
    Ainda assim, Silva diz que já houve algum avanço. “Há vinte anos, era muito difícil até falar de aborto.”
     
    Fonte: Portal Folha.com
     
  • Maus hábitos colocam o país entre os líderes em obesidade

    Maus hábitos colocam o país entre os líderes em obesidade

    Vice-campeão mundial em cirurgia bariátrica, quinto lugar no ranking mundial de obesidade. Sim, esses títulos nada honrosos são nossos. E deveriam preocupar a todos, não apenas os 60 milhões de brasileiros que estão acima do peso.
     
    Antes considerados problemas de países ricos, o sobrepeso e a obesidade estão em alta nos países de baixa e média rendas, em especial nos grandes centros urbanos. No mundo todo, já são responsáveis por mais mortes do que a desnutrição.
     
    A genética contribui com menos de 10% dos casos de obesidade. E as doenças endócrinas, como hipotireoidismo e problemas no hipotálamo, representam menos de 1% dos casos de excesso de peso. Ou seja, a vasta maioria dos casos está associada ao consumo de alimentos altamente calóricos, ricos em gordura, sal e açúcar, e ao sedentarismo.
     
    O consumo de frutas e hortaliças está sendo deixado de lado por uma boa parte dos brasileiros, segundo dados do Ministério da Saúde. Apenas 22,7% da população ingerem a porção diária recomendada pela OMS (Organização Mundial da Saúde), de cinco ou mais porções ao dia.
     
    Ao mesmo tempo, é excessivo o consumo de gordura saturada: 31,5% da população não dispensam a carne gordurosa e mais da metade (53,8%) consome leite integral regularmente.
     
    Os refrigerantes também têm consumidores fieis. Um quarto (26%) dos brasileiros toma esse tipo de bebida ao menos cinco vezes por semana. E isso, acreditem, já começa no berço.
     
    O documentário sobre obesidade infantil “Muito Além do Peso” mostra que já existe no Brasil uma geração de crianças condenadas a morrer cedo ou a ter problemas de saúde por causa dos maus hábitos alimentares.
     
    Segundo o filme, 56% dos bebês brasileiros com menos de um ano de idade tomam refrigerantes. Com essa informação, não é de se admirar que um terço das nossas crianças esteja acima do peso ou obesa.
     
    O Ministério da Saúde tem algumas ações importantes para reverter esse quadro, como o lançamento recente do novo guia alimentar brasileiro, que prioriza o consumo de alimentos frescos em detrimento dos processados. Também tem feito um pacto com a indústria alimentícia para a redução do sódio dos alimentos industrializados.
     
    Mas a verdade é que a obesidade ainda não entrou pra valer na agenda política do país. Receio do enfrentamento de interesses da indústria alimentícia ou apenas desinteresse total pela saúde da população e pelas finanças públicas?
     
    Só para vocês terem uma ideia, o tratamento da obesidade e de doenças relacionadas a ela gera um custo de R$ 488 milhões por ano ao governo brasileiro.
     
    O fato é que, independentemente de políticas públicas, temos razões de sobra para buscar mudanças pessoais que nos levem a uma vida mais saudável. Isso se o nosso objetivo for viver e envelhecer com qualidade.
     
    Pesquisa publicada na última quinta-feira (4) na revista médica “The Lancet” mostrou que a obesidade está roubando oito anos da expectativa de vida. Se levarmos conta os anos de vida sem doença, o rombo é ainda maior: 19 anos! Nunca é tarde para começar a comer melhor, vencer a preguiça e praticar atividades físicas.
     
    Fonte: Folha de São Paulo
  • CFF quer conhecer melhor o farmacêutico que atua no Brasil

    CFF quer conhecer melhor o farmacêutico que atua no Brasil

    Com o objetivo de obter dados para traçar estratégias de atuação em favor dos interesses da categoria, o Conselho Federal de Farmácia (CFF) está realizando uma pesquisa nacional sobre o perfil do farmacêutico que atua no Brasil. A partir das informações coletadas será possível planejar ações em prol de melhores salários, carga horária justa e melhores condições de trabalho. 
     
    A participação é aberta a todos os farmacêuticos, mesmo àqueles que não estão inscritos nos conselhos regionais, a intenção é conhecer todos os graduados em Farmácia. O questionário estará disponível nos principais meios de comunicação do CFF.
     
    FARMACÊUTICO:
    – Responda às perguntas com atenção e preencha o questionário apenas uma vez. 
    – Não é exigida a identificação do entrevistado e as respostas serão mantidas sob sigilo sendo utilizadas apenas para fins estatísticos. 
     
    Link para acessar a pesquisa
     
    https://pt.surveymonkey.com/s/7SS3GKL
     
    Fonte: CFF