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  • Revisão de Farmacologia para o concurso da UNCISAL

    Revisão de Farmacologia para o concurso da UNCISAL

    Revisão de farmacologia para o concurso da Uncisal
     
    Profa. Dra. Eliane Aparecida Campesatto 
     
    Conteúdo Programático:
    * Assuntos de Farmacologia que estão no Edital do Concurso.
     
    Dias 01, 02, 03 e 04 de Dezembro de 2014
     
    Local: Auditório do CRF-AL Maceió
    Horário: 19:30 às 22:00 hs
    Inscrições no CRF-AL em Maceió
    Fone: 3338-5018/3338-5474
    Valor: 1 pacote de fralda geriátrica (pelos 4 dias) ou 1 lata de leite de 400 gr. (por dia de aula) 
     
     
    Alexandre Correia
    Presidente do CRF-AL
     
     
    A ficha de inscrição se encontra na aba de DOWNLOADS deste site, deve ser preenchida e enviada para o email [email protected] (Maceió).
     
    Valor da Inscrição: 1 pacote de fralda geriátrica (pelos 4 dias) ou 1 lata de leite de 400 gr. (por dia de aula) 
  • Cientistas desenvolvem droga que pode consertar danos à medula

    Cientistas desenvolvem droga que pode consertar danos à medula

    Testes em ratos apontaram recuperação parcial de movimentos e de controle da bexiga.
     
    Cientistas americanos dizem ter desenvolvido uma droga que pode incentivar os nervos na medula espinhal a crescer e reparar lesões.
     
    O estudo com ratos, divulgado na publicação científica Nature, permitiu a recuperação parcial de movimentos e controle da bexiga. A droga funciona ao perturbar a “cola pegajosa” que impede que as células nervosas cresçam durante uma lesão.
     
    Mais testes precisam ser feitos em animais maiores antes de testes serem realizados em humanos, mas o grupo Spinal Research (Pesquisa Espinhal, em tradução literal) disse haver um “progresso real”.
     
    Danos na medula espinhal interrompem o fluxo constante de sinais elétricos do cérebro para o corpo e podem levar à paralisia abaixo de uma lesão.
     
    A equipe da Escola Universitária de Medicina Case Western Reserve, de Ohio, disse que o tecido de cicatriz formado após uma lesão impede a reparação da medula espinhal, já que proteínas de açúcar liberadas pelo tecido agem como cola.
     
    'Incrível'
     
    A equipe injetou um produto químico sob a pele que chegou até a medula espinhal e perturbou a atividade da cola. “Foi incrível”, disse o pesquisador Jerry Prata.
     
    “O que pudemos ver foi realmente notável. Alguns (ratos) se recuperaram fantasticamente e tão bem que você dificilmente diria que havia uma lesão”.
     
    Nos testes, 21 dos 26 ratos mostraram algum grau de recuperação na capacidade de movimentos ou das funções da bexiga.
     
    Mark Bacon, do grupo Spinal Research, disse: “Acreditamos que a plasticidade é o principal mecanismo responsável pela recuperação espontânea que vimos em pacientes com lesão da medula espinhal, mas é muito limitada”.
     
    “Reforçar a plasticidade é, portanto, um dos principais objetivos… Estes dados preliminares sugerem progresso real nesse sentido”.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Osteoporose: remédios inviabilizam cirurgias de implantes

    Osteoporose: remédios inviabilizam cirurgias de implantes

    Mais comum em mulheres acima dos 45 anos, a osteoporose se caracteriza pela diminuição progressiva da densidade óssea (por questões hormonais), o que aumenta o risco de fraturas. E, dependendo do grau da doença, essa redução pode afetar diversas partes do corpo, inclusive os ossos maxilares. A questão é que alguns remédios utilizados para combater a osteoporose podem causar problemas à saúde bucal.
     
    Para começar, segundo Maria Luiza Frigerio, coordenadora do Projeto Envelhecer Sorrindo do Departamento de Prótese da FOUSP, é preciso ter muito cuidado ao associar a osteoporose à saúde bucal. “A osteoporose sozinha não seria capaz de causar grandes estragos na boca, ou seja, até que a boca seja atingida por essa doença, muitas outras regiões do corpo já terão entrado em colapso”, diz a especialista.
     
    Alerta
     
    No entanto, a especialista concorda que existem alguns tipos de medicamentos próprios para tratar a osteoporose que podem causar danos na boca. O Alendronato de Sódio, ou qualquer outro medicamento da família dos bifosfonatos, muito recomendados para mulheres na menopausa que sofrem com esta doença, podem prejudicar a saúde bucal, pois deixa os tecidos fibrosos do interior dos ossos com pouca ou nenhuma irrigação sanguínea.
     
    Essa irrigação é fundamental para que as células possam chegar à superfície do osso ligando-o ao material do implante e para que haja uma boa cicatrização óssea. Por isso, o uso desse medicamento associado a uma cirurgia de implante pode aumentar o risco de necrose óssea.
     
    lém disso, os remédios bifosfonatos podem ser tóxicos para os tecidos moles, ou seja, eles podem causar feridas ou aftas na cavidade oral e no esôfago e irritação e ardência no estômago, podendo acarretar refluxos. “A questão do refluxo pode criar condições para que o esmalte dos dentes fique bem danificado”, diz Maria Luiza.
     
    “Quando o médico indica o uso do Alendronato para osteoporose, ele deve comunicar ao paciente que tal medicamento inviabiliza a realização de implantes dentais por, pelo menos, um ano após a suspensão de seu uso”, diz Maria Luiza.
     
    A especialista afirma, ainda, que o mesmo deve acontecer com o dentista que vai realizar alguma intervenção óssea, como é o caso de uma cirurgia de implante. “Antes de considerar fazer o procedimento, o profissional deve questionar se o paciente está fazendo uso desse tipo de medicamento e, caso a resposta seja positiva, a cirurgia não deve ser realizada”, diz a coordenadora.
     
    Envelhecimento e o tratamento multidisciplinar
     
    Segundo Maria Luiza o processo de envelhecimento é altamente complexo e por isso, nenhum problema de saúde do idoso deve ser tratado de forma individual, nem mesmo a osteoporose, uma doença tão específica. “Nada deveria ser feito em relação a pessoa idosa sem que se levasse em consideração a síndrome metabólica (diabetes, hipertensão e etc). Além disso, os transtornos de comportamento e os processos depressivos também devem ser cuidadosamente observados”, diz a especialista.
     
    Por isso, dentistas, geriatras, ortopedistas, psicólogos entre outros profissionais devem, sempre que possível, trabalhar em conjunto para melhorar o atendimento dessas pessoas que estão entrando na “melhor idade”. E claro, os cuidados com a saúde bucal nessa fase devem ser redobrados, tornando a higienização mais rigorosa e as visitas ao dentista ainda mais frequentes.
     
    “O uso do fio dental passa a ter uma importância ainda maior nessa fase da vida, no entanto, a presbiopia (comprometimento visual) associada a problemas nas articulações (artroses) podem tornar esse habito um desafio a mais.”, diz Maria Luiza.
     
    Fonte: Terra
     
     
  • Homens fumantes tendem a perder mais cromossomos Y

    Homens fumantes tendem a perder mais cromossomos Y

    Homens que fumam são três vezes mais propensos a perder seus cromossomos Y que os não fumantes. A conclusão é de pesquisa da Universidade de Uppsala, na Suécia, e foi publicada pela revista americana “Science” ontem. Uma vez que a perda desses cromossomos está associada a um maior risco de câncer em idosos do sexo masculino, a descoberta pode ajudar a explicar o motivo de homens desenvolverem tumores e morrerem da doença em maiores proporções que mulheres. E também o porquê de o fumo parecer ser um fator de risco maior para eles que para elas.
     
    Os cientistas analisaram dados de mais de seis mil homens, levando em conta idade, hábitos de exercício, níveis de colesterol, nível educacional e outros fatores de saúde e de comportamento. Eles descobriram que é mais comum que o cromossomo Y, importante para a determinação do sexo e produção do esperma, desapareça das células sanguíneas de fumantes em comparação com homens que nunca fumaram ou que deixaram o hábito. Esse efeito parece depender do nível de dependência do usuário.
     
    POSSIBILIDADE DE REVERSÃO
     
    A pesquisa mostra que a mutação parece ser transitória, uma vez que alguns homens que pararam de fumar chegaram a recuperar cromossomos Y. Uma das explicações para isso é a hipótese de que a perda seja um processo dinâmico e reversível, dizem os cientistas. Eles lembram ainda que estudos epidemiológicos anteriores mostraram que o abandono do tabaco em qualquer idade está associado à drástica queda de taxas de mortalidade.
     
    Ainda não está claro se a perda desses cromossomos nas células sanguíneas é a causa do desenvolvimento do câncer ou se os resultados fazem parte de uma série de danos gerais causados nos cromossomos por causa do tabagismo. Os mecanismos moleculares subjacentes às observações feitas no estudo não são bem compreendidos, mas a perda dos cromossomos Y pode resgatar um elo perdido e ajudar a explicar as diferenças entre os sexos, dizem os cientistas.
     
    O estudo lembra ainda que o tabagismo fez foi responsável pela morte de cerca de cem milhões de pessoas ao longo do século XX e deve matar aproximadamente um bilhão no século XXI. Apesar de o câncer de pulmão ser o principal tipo de tumor associado ao tabagismo, fumar é um fator de risco para outros tipos da doença, fora do aparelho respiratório, que são mais comuns em homens que em mulheres.
     
    Fonte: O Globo
     
  • Saúde assina portaria sobre locais fechados de exceção à lei antifumo

    Saúde assina portaria sobre locais fechados de exceção à lei antifumo

    Norma cita cinco ambientes, incluindo tabacarias e espaços de pesquisa.
    Estabelecimentos fechados em exceção terão 180 dias para se adaptar.
     
    O ministro da Saúde, Arthur Chioro, assinou uma portaria nesta quinta-feira (4) que exclui tabacarias, rituais de cultos religiosos, estúdios de filmagem, locais de pesquisa e instituições de tratamento de saúde – com pacientes autorizados pelos médicos que os assistam – de punição por meio da lei antifumo. A norma entrou em vigor nesta quarta (3) e proíbe a prática em locais fechados, extinguindo fumódromos em ambientes coletivos.
     
    Ainda segundo a lei, devem ser ampliadas as mensagens de alerta em maços vendidos no país e canceladas as propagandas de cigarros. A portaria assinada nesta quinta, em conjunto com o Ministério do Trabalho, visa garantir proteção aos trabalhadores expostos ao fumo.
     
    “Acima de tudo é uma forma de respeitar o direito do trabalhador de não ser um fumante passivo, esse é um debate que a sociedade brasileira já vem fazendo há muito tempo, nós temos 200 mil mortes por ano relacionadas ao cigarro, ao tabaco e ao fumo”, afirmou o ministro.
     
    Com a norma, o sistema de ventilação dos locais deve ser mantido em operação após a desocupação do ambiente; os revestimentos, pisos, tetos e bancadas devem ser resistentes ao uso de desinfetantes; os móveis devem ser não combustíveis e de fácil limpeza e os cinzeiros devem conter areia para combater incêndios.
     
    Além disso, as tabacarias não vão poder comercializar alimentos e bebidas e devem informar na porta de entrada sobre a utilização do local. Os fumantes, no entanto, poderão levar o que forem consumir.
     
    Os locais que estão dentro da exceção terão seis meses para se adaptar à portaria após a publicação do texto no Diário Oficial da União. A lei antifumo não traz exceção ao fumo em presídios, informou o Ministério da Saúde.
     
    Fiscalização
     
    A fiscalização dos efeitos da portaria será feita por órgãos municipais e estaduais. A multa para quem descumprir as normas varia de R$ 5 mil a R$ 1,5 milhão, e uma infração trabalhista também poderá ser aplicada.
     
    “Hoje o presidente da Anvisa vai divulgar uma ordem de serviço, uma norma técnica, disciplinando e orientando os estados e os municípios na aplicação das multas no ponto de vista sanitário. E o Ministério do Trabalho fará também uma norma técnica […] Ninguém chega fazendo a multa no teto, nós sabemos que temos um período de orientação, de fiscalização, mas efetivamente a lei é pra valer”, disse Chioro.
     
    A Anvisa informou que vai intensificar as fiscalizações que, segundo a agência, já são rotineiras sob outros aspectos sanitários, disse o diretor-presidente substituto, Jaime Oliveira.
     
    “As vigilâncias sanitárias têm um plano anual de atuação. A gente vem conversando com as vigilâncias sanitárias desde outubro para que incluam o plano de ação do tabaco […] Certamente tem uma intensificação nesse período”, declarou Oliveira.
     
    Campanha
     
    O Ministério da Saúde também lançou nesta quinta-feira (4) uma campanha publicitária em vídeo, de 30 segundos, para promover a lei antifumo. A frase de impacto do vídeo é “pode respirar fundo – ambientes coletivos 100% livres de fumaça”.
     
    A norma foi sancionada pela presidente Dilma Rousseff em dezembro de 2011, após ter sido aprovada pelo Congresso Nacional, e foi regulamentada em maio deste ano. Os fumantes não devem ser fiscalizados.
     
    De acordo com a lei, poderá ser punido somente o estabelecimento que desobedecer as normas. Locais de comércio e restaurantes, por exemplo, deverão orientar os clientes sobre a lei e pedir para que não fumem, podendo chamar a polícia quando alguém se recusar a apagar o cigarro.
     
    Ainda conforme a lei, fica proibido o fumo em locais coletivos fechados em todo o país. As regras preveem que as pessoas não poderão fumar em lugares públicos ou privados (acessíveis ao público) que possuam cobertura, teto, parede, divisórias ou toldos. Em varandas de restaurante com toldo, por exemplo, não será permitido o fumo, bem como na área coberta de pontos de ônibus. As normas também valem para narguilés ou qualquer tipo de fumígeno.
     
    Propaganda e embalagens
     
    Ainda de acordo com as regras, qualquer propaganda de cigarro será proibida, inclusive nos chamados “displays” (painéis para anúncios nos estabelecimentos comerciais). A única forma de exibição dos maços deverá ser em locais de venda, mas, ainda assim, com 20% do espaço ocupado pela mensagem de alerta.
     
    A partir de agora, 100% da face de trás da embalagem e uma das faces laterais terão que ter imagem e mensagem sobre os problemas relacionados ao fumo. A partir de janeiro de 2016, na parte frontal da embalagem, 30% do espaço será destinado a mensagens de alerta. Até então, esse tipo de mensagem só era estampada na parte de trás dos maços de cigarro.
     
    Fiscalização e punição
     
    Os estabelecimentos que desrespeitarem as regras poderão receber advertência, multa, ser interditados e ter a autorização de funcionamento cancelada. Quem  estiver em um restaurante e se incomodar com o fato de alguém fumar deverá, primeiro, pedir ao estabelecimento que tome providências. Caso o responsável pelo restaurante se negue, a orientação é que a pessoa, então, denuncie o caso à Vigilância Sanitária.
     
    Consumo e riscos
     
    Pesquisa divulgada em junho pelo Ministério da Saúde afirma que 11,3% dos adultos que vivem nas capitais do Brasil fumam. Em 2006, o índice era de 15,7%. Os homens são os que mais fumam, com índice de 14,4%. O percentual entre as mulheres é de 8,6%. Os fumantes passivos têm 30% a mais de chance de ter complicações respiratórias.
     
    No ano passado, o Sistema Único de Saúde (SUS) registrou 1,4 milhão de diárias por internação relacionadas ao tabagismo, ao custo de R$ 1,4 bilhão aos cofres públicos. A estimativa do governo é que, neste ano, sejam registrados 16,4 mil novos casos de câncer de pulmão.
     
    Segundo o Ministério da Saúde, o tabagismo é responsável por 200 mil mortes no Brasil por ano. Além disso, está relacionado a 90% dos casos de câncer de pulmão; 85% das mortes por bronquite; 45% das mortes por infarto agudo do miocárdio; 25% das doenças vasculares e 30% das mortes decorrentes de outros tipos de câncer.
     
    Entenda os males do cigarro
     
    Segundo especialistas, o cigarro está associado a 26% das mortes por todos os tipos de câncer. No caso de tumores no pulmão, esse índice aumenta para 84%. Além desta doença, o cigarro pode causar alterações na voz, principalmente das mulheres, que podem adquirir uma voz grossa e totalmente diferente por infecção nas cordas vocais.
     
    Em apenas um dia sem fumar, já é possível ter benefícios para a saúde, segundo a cardiologista Jaqueline Issa. É preciso ainda prestar atenção em outros sintomas de problemas na garganta, como dor, dificuldade para engolir ou respirar e sensação de caroço na região.
     
    Segundo os médicos, o cigarro pode também afetar a tireoide, causando hipotireoidismo e levar ao ganho de peso, especialmente na região abdominal. Mulheres fumantes com mais de 50 anos, por exemplo, têm entre três a quatro vezes mais chances de ter hipotireoidismo que a população em geral.
     
    Fora a alteração na voz e a rouquidão, o cigarro pode ainda causar também perda óssea nos dentes. Isso acontece porque a nicotina e outros componentes agridem a gengiva e a raiz dos dentes.
     
    Fonte: Bem Estar
  • OMS altera recomendação de vacina contra HPV para duas doses

    OMS altera recomendação de vacina contra HPV para duas doses

    Segundo organização, duas doses da vacina são tão eficazes quanto três.
    Imunização ajuda na luta contra o câncer de colo de útero.
     
    A Organização Mundial de Saúde (OMS) publicou novas recomendações para a luta contra o câncer de colo do útero, que permitiria uma melhor prevenção desta doença nos países pobres.
     
    A OMS aconselha que duas vacinas sejam inoculadas, quando anteriormente eram três, contra o papilomavírus humano (HPV) entre as jovens de 9 a 13 anos.
     
    Na França, por exemplo, onde o câncer de colo do útero provoca pouco mais de mil mortes por ano, a vacina é aplicada atualmente em adolescentes de 11 a 14 anos.
     
    Agora a OMS, que apresentou as novas recomendações a respeito no Congresso mundial de luta contra o câncer, em Melbourne, Austrália, estima que duas aplicações desta vacina são tão eficazes quanto três.
     
    “A combinação de ferramentas mais eficazes e acessíveis para prevenir e tratar o câncer de colo do útero contribuirá para aliviar o custo da saúde, em particular nos países com baixa renda”, indicou Nathalie Broutet, epidemiologista da OMS.
     
    Por sua vez, o estudo a partir dos 18 anos de infecções por papilomavírus – responsáveis por 99% dos casos de câncer de colo de útero – pode ser realizado a cada cinco anos em caso de resultados negativos, e não a cada dois anos, como ocorre atualmente em muitos países.
     
    A primeira vacina contra o HPV foi lançada no mercado em 2006.
     
    Fonte: Bem Estar
  • Estudo mostra que medicamentos contra o HIV debilitaram a Aids

    Estudo mostra que medicamentos contra o HIV debilitaram a Aids

    A virulência do HIV, causador da imunodeficiência humana adquirida (Aids), parece ter diminuído ao longo do tempo, graças ao acesso cada vez maior dos infectados aos medicamentos antirretrovirais, revela uma pesquisa feita na África e publicada nesta segunda-feira.
     
    Os pesquisadores, entre eles Rebecca Payne, da Universidade britânica de Oxford, estudaram dois grupos de soropositivos na África do Sul e em Botsuana, dois países muito afetados pela Aids.Em Botsuana, onde a prevalência da Aids entre adultos soropositivos é maior que na África do Sul (e onde a epidemia surgiu antes), os autores do estudo constataram que o vírus sofreu uma mutação genética, como resposta imunológica provocada pelos antirretrovirais.
     
    Mas ainda que o HIV tenha sofrido a mutação para sobreviver aos antirretrovirais, isto o tornou mais dócil: agora, sua capacidade de se replicar e sua virulência diminuíram, em comparação com o que se observou em um grupo de pessoas infectadas na África do Sul, onde os tratamentos começaram mais tarde.
     
    “O uso intensivo (e precoce) dos antirretrovirais poderia contribuir para uma diminuição da virulência do vírus”, concluíram os autores do estudo publicado nos Anais da Academia Americana de Ciências (PNAS).
     
    “Se o processo observado neste estudo se confirmar, os programas atuais de prevenção e tratamento da infecção por HIV deveriam ser acelerados”, acrescentaram.
     
    Desde 2012, autoridades sanitárias no mundo, entre eles o secretário americano da Saúde, recomendam tomar antirretrovirais a título preventivo para as pessoas de alto risco.
     
    A Organização Mundial da Saúde (OMS) adotou estas recomendações em julho de 2014.
     
    Segundo a ONUAids, 35 milhões de pessoas no mundo tinham HIV no final de 2013, ano em que se infectaram 2,1 milhões de pessoas e morreram 1,5 milhão.
     
    Fonte: INFO Exame
  • Brasil tem 1.364 casos de chikungunya, diz Ministério da Saúde

    Brasil tem 1.364 casos de chikungunya, diz Ministério da Saúde

    Até o dia 15 de novembro, 1.364 casos de infecção pelo vírus chikungunya foram diagnosticados no Brasil. Do total, 1.293 foram transmitidos dentro do próprio país (casos autóctones). Outros 71 casos foram importados, ou seja, os pacientes foram infectados durante viagens a outros países. A informação foi divulgada pelo Ministério da Saúde nesta terça-feira (2).
     
    Houve 759 casos de transmissão interna na Bahia, 531 no Amapá, 2 em Minas Gerais e 1 no Mato Grosso do Sul.
     
    Do total de casos, 125 foram confirmados por exame laboratorial e 1.239 por critério clínico-epidemiológico. De acordo com o Ministério, quando há transmissão intensa em determinada região, o diagnóstico pode ser feito pela observação dos sintomas, caso o paciente tenha tido contato com outras pessoas infectadas.
     
    Entenda o vírus
     
    A infecção pelo vírus chikungunya provoca sintomas parecidos com os da dengue, porém mais dolorosos. No idioma africano makonde, o nome chikungunya significa “aqueles que se dobram”, em referência à postura que os pacientes adotam diante das penosas dores articulares que a doença causa.
     
    Em compensação, comparado com a dengue, o novo vírus mata com menos frequência. Em idosos, quando a infecção é associada a outros problemas de saúde, ela pode até contribuir como causa de morte, porém complicações sérias são raras, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).
     
    Como as pessoas pegam o vírus?
     
    Por ser transmitido pelo mesmo vetor da dengue, o mosquito Aedes aegypti, e também pelo mosquito Aedes albopictus, a infecção pelo chikungunya segue os mesmos padrões sazonais da dengue, de acordo com o infectologista Pedro Tauil, do Comitê de Doenças Emergentes da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI).
     
    O risco aumenta, portanto, em épocas de calor e chuva, mais propícias à reprodução dos insetos. Eles também picam principalmente durante o dia. A principal diferença de transmissão em relação à dengue é que o Aedes albopictus também pode ser encontrado em áreas rurais, não apenas em cidades.
     
    O chikungunya tem subtipos diferentes, como a dengue?
     
    Diferentemente da dengue, que tem quatro subtipos, o chikungunya é único. Uma vez que a pessoa é infectada e se recupera, ela se torna imune à doença. Quem já pegou dengue não está nem menos nem mais vulnerável ao chikungunya: apesar dos sintomas parecidos e da forma de transmissão similar, tratam-se de vírus diferentes.
     
    Quais são os sintomas?
     
    Entre quatro e oito dias após a picada do mosquito infectado, o paciente apresenta febre repentina acompanhada de dores nas articulações. Outros sintomas, como dor de cabeça, dor muscular, náusea e manchas avermelhadas na pele, fazem com que o quadro seja parecido com o da dengue. A principal diferença são as intensas dores articulares.
     
    Em média, os sintomas duram entre 10 e 15 dias, desaparecendo em seguida. Em alguns casos, porém, as dores articulares podem permanecer por meses e até anos. De acordo com a OMS, complicações graves são incomuns. Em casos mais raros, há relatos de complicações cardíacas e neurológicas, principalmente em pacientes idosos. Com frequência, os sintomas são tão brandos que a infecção não chega a ser identificada, ou é erroneamente diagnosticada como dengue.
     
    Segundo Barbosa, é importante observar que o chikungunya é “muito menos severo que a dengue, em termos de produzir casos graves e hospitalização”.
     
    Tem tratamento?
     
    Não há um tratamento capaz de curar a infecção, nem vacinas voltadas para preveni-la. O tratamento é paliativo, com uso de antipiréticos e analgésicos para aliviar os sintomas. Se as dores articulares permanecerem por muito tempo e forem dolorosas demais, uma opção terapêutica é o uso de corticoides.
    De acordo com Tauil, da SBI, os serviços de saúde brasileiros já estão preparados para identificar a doença. “Provavelmente quem vai receber esses casos são reumatologistas. Já escrevemos artigos voltados para esses profissionais, orientando-os a ficar atentos a pessoas provenientes de áreas em que há transmissão”, diz o infectologista. Pessoas que apresentarem os sintomas citados e estiverem voltando de áreas onde existe a transmissão do vírus, como o Caribe, devem comunicar o médico.
     
    Apesar de haver poucos riscos de formas hemorrágicas da infecção por chikungunya, recomenda-se evitar medicamentos à base de ácido acetilsalicílico (aspirina) nos primeiros dias de sintomas, antes da obtenção do diagnóstico definitivo.
     
    Como se prevenir?
     
    Sobre a prevenção, valem as mesmas regras aplicadas à dengue: ela é feita por meio do controle dos mosquitos que transmitem o vírus.
     
    Portanto, evitar água parada, que os insetos usam para se reproduzir, é a principal medida. Em casos específicos de surtos, o uso de inseticidas e telas protetoras nas janelas das casas também pode ser aconselhado.
     
    Que medidas preventivas o governo brasileiro adotou?
     
    Desde o ano passado, quando foram confirmados os primeiros casos de chikungunya no Caribe, o Ministério da Saúde começou a elaborar um plano de contingência do vírus para o Brasil. “Existe a possibilidade de transmissão em todo local que há mosquitos vetores”, explica o secretário Barbosa.
     
    O plano consiste em promover uma redução drástica da população de mosquitos nos arredores de onde os casos são identificados e orientar médicos, assistentes e profissionais de laboratórios de referência sobre como reconhecer um caso suspeito. Atualmente, seis laboratórios do país são capazes de fazer o teste para detectar o novo vírus.
     
    Em 2010, o Brasil já tinha recebido três casos da doença do exterior: dois surfistas que foram infectados na Indonésia e uma missionária, na Índia.
     
    Fonte: G1 – Bem Estar
  • DF registra mais dois casos de febre chikungunya

    DF registra mais dois casos de febre chikungunya

    Secretaria da Saúde diz que casal contraiu doença em outro país.
    Há um suspeito de infecção que está passando por análise clínica.
     
    O Distrito Federal registrou mais dois casos da febre chikungunya, totalizando quatro registros neste ano. Segundo a Secretaria de Saúde, todos os casos foram de pessoas que contraíram o vírus em outro país.
     
    Os dois novos casos são de um casal brasiliense que contraiu a doença em setembro em uma viajem para Barbados. A secretaria informou que o casal foi atendido na rede particular e estão bem.
     
    A secretaria informaou também que há um caso suspeito em análise. A pasta não passou mais informações sobre o assunto.
     
    Doença e sintomas
     
    A febre chikungunya é uma doença viral com sintomas parecidos com a dengue e transmitida pelos mesmos mosquitos, o Aedes Aegypti e o Albopictus. Os sintomas são similares aos da dengue, mas com dores mais fortes, principalmente nas articulações.
     
    Dores de cabeça e musculares, manchas vermelhas na pele e febre repentina e intensa, acima de 39 °C. são outros sintomas comuns.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • HIV está se tornando menos mortal e infeccioso, diz estudo

    HIV está se tornando menos mortal e infeccioso, diz estudo

    Pesquisa coordenada pela Universidade de Oxford demonstra que vírus está perdendo força e tardando mais a causar Aids.
     
    O vírus HIV está se tornando menos mortal e menos infeccioso, de acordo com uma pesquisa coordenada pela Universidade de Oxford.
     
    Os pesquisadores mostraram que o vírus está perdendo força ao se adaptar ao nosso sistema imunológico e demorando mais para causar a Aids (a síndrome da imunodeficiência adquirida, que ocorre à medida que as barreiras imunológicas do corpo começam a ser corroídas).
     
    Alguns virologistas sugerem que a evolução do vírus pode torná-lo, algum dia, “quase inofensivo”. Para os pesquisadores de Oxford, as mudanças no vírus podem ajudar nos esforços para conter a pandemia.
     
    Hoje, o HIV infecta mais de 37 milhões de pessoas no mundo – em seus corpos, ocorre uma batalha entre o sistema imunológico e o vírus. Tal qual um mestre do disfarce, o vírus sabe rapidamente e com pouco esforço passar por mutações para se adaptar ao sistema imunológico.
     
    No entanto, às vezes o HIV infecta uma pessoa com um sistema imunológico particularmente eficaz.
     
    “[Nestes casos] o vírus fica entre a cruz e a espada”, explica o professor Philip Goulder, da Universidade de Oxford. “Ele pode perder a eficácia ou se transformar para sobreviver e, se tiver que mudar, isso terá um custo.”
     
    O “custo” é uma diminuição na capacidade de se replicar, o que faz com que o vírus se torne menos infeccioso e leve mais tempo para causar Aids.
     
    Lentidão
     
    À medida que este vírus enfraquecido é passado para outras pessoas, tem início um lento ciclo de enfraquecimento.
     
    A equipe mostrou esse processo acontecendo na África, comparando Botswana, onde os problemas com o HIV existem há um longo tempo, e África do Sul, onde o vírus chegou uma década depois.
     
    “É bastante surpreendente. É possível ver que a capacidade de se replicar é 10% menor em Botswana do que na África do Sul e isso é muito emocionante”, disse Goulder à BBC.
     
    “Estamos observando a evolução acontecer na nossa frente e é surpreendente a rapidez com que o processo está acontecendo. O vírus está perdendo sua capacidade de causar doença e isso vai contribuir para sua eliminação.”
     
    As descobertas foram publicadas na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences.
     
    Ataque dos antirretrovirais
     
    O estudo também sugere que as drogas antirretrovirais estão forçando o HIV a evoluir para formas mais leves. Os medicamentos teriam como alvo principalmente as versões mais agressivas do HIV, permitindo a reprodução das formas menos violentas.
     
    “Vinte anos atrás, a Aids se manifestava em dez anos. Mas, nos últimos dez anos, em Botswana, isso pode ter aumentado para 12,5 anos – um aumento pequeno, mas que no contexto geral é uma mudança rápida”, disse Goulder.
     
    “É possível imaginar que isso se estenda cada vez mais e que, no futuro, as pessoas possam permanecer assintomáticas durante décadas.”
     
    “Se a tendência continuar, em seguida, podemos ver uma mudança de cenário global: uma doença longa sendo menos transmissível”, disse à BBC Jonathan Ball, virologista da Universidade de Nottingham.
     
    “Em teoria, se deixássemos o HIV seguir o seu curso, veríamos o surgimento de uma população humana mais resistente ao vírus do que somos hoje coletivamente. A infecção por HIV acabaria se tornando quase inofensiva. Isso provavelmente já aconteceu ao longo da história, mas estamos falando de escalas de tempo muito grandes.”
     
    Porém, o grupo alertou que mesmo uma versão enfraquecida do HIV ainda é perigosa e pode causar Aids.
     
    Andrew Freedman, especialista em doenças infecciosas da Universidade de Cardiff, qualificou o estudo de “intrigante”.
     
    “Os pesquisadores foram capazes de demonstrar como o vírus se enfraqueceu ao longo do tempo. O uso generalizado de terapia antirretroviral pode ter um efeito semelhante e, em conjunto, estes efeitos podem contribuir para o controle final da epidemia de HIV”, disse.
     
    Mas ele advertiu que o HIV ainda tem “um caminho muito longo” até se tornar inofensivo e que “outros acontecimentos podem substituir isso, incluindo um acesso mais amplo ao tratamento e, eventualmente, o desenvolvimento de uma cura”.
     
    Fonte: G1 Saúde