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  • Cientistas tailandeses descobrem possível anticorpo para combater o ebola

    Cientistas tailandeses descobrem possível anticorpo para combater o ebola

    Cientistas tailandeses anunciaram nesta quinta-feira (2) a descoberta de um novo tipo de anticorpo contra o vírus do ebola considerado “mais efetivo” do que os existentes, mas que ainda precisa passar por testes em animais e humanos.
     
    “Estamos muito orgulhosos de ter criado um novo tratamento de anticorpo contra o ebola”, afirmou em entrevista coletiva Udom Kahinton, membro da equipe de pesquisadores da Faculdade de Medicina do Hospital Siriraj, em Bancoc.
     
    “É uma nova estrutura do anticorpo, um novo mecanismo, para matar a febre do ebola de forma mais efetiva”, explicou Udom, que espera bons resultados quando forem realizados testes com animais em laboratório e com humanos.
     
    Segundo a pesquisa, este novo anticorpo é suficientemente pequeno para entrar na célula e destruir as proteínas do ebola, inócuo para as pessoas porque se desenvolveu a partir de genes humanos e poderá ser produzido em grandes quantidades.
     
    Os pesquisadores ressaltaram que os testes podem requerer um ano, embora este tempo possa diminuir com mais financiamento.
     
    Siyam Bioscience, uma empresa farmacêutica criada com participação da Tailândia e Cuba, mostrou-se interessada nos testes deste novo anticorpo.
     
    Atualmente, existem vários remédios experimentais contra o ebola, incluído o ZMapp – um coquetel de três tipos de anticorpos – e se espera que as companhias GlaxoSmithKline (GSK) e NewLink Genetic anunciem uma vacina antes do fim do ano.
     
    Em seis meses, o ebola infectou 6.553 pessoas e causou a morte de 3.100 na Libéria, Serra Leoa e Guiné, os três países mais afetados pela epidemia na África Ocidental.
     
    Esta é a maior epidemia da doença desde que o vírus foi descoberto em 1976, na República Democrática do Congo (antigo Zaire).
     
    A Médicos Sem Fronteiras afirma que as limitações logísticas impedem a organização de aumentar sua ajuda nos três países. Segundo o Banco Mundial, o impacto econômico do ebola pode ser “catastrófico” na Libéria, Serra Leoa e Guiné e o prejuízo pode alcançar mais de US$ 800 milhões até 2015.
     
    “Se não determos o ebola, a doença se estenderá para outros países”, afirmou ontem o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.
     
    O diplomata lembrou que nesta terça-feira foi confirmado o primeiro caso de ebola diagnosticado nos Estados Unidos e afirmou que no cenário mais negativo cerca de 1,4 milhão de pessoas podem ser infectadas.
     
    O ebola, transmitido por contato direto com o sangue e fluidos corporais de pessoas ou animais infectados, causa hemorragias graves e tem uma taxa de mortalidade de 90%.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • NOTA DE AGRADECIMENTO

    NOTA DE AGRADECIMENTO

    O CRF-AL, através da sua Diretoria, tem o enorme prazer de agradecer a presença e a participação dos farmacêuticos José Alfredo de Carvalho Bezerra, Gabriela de Araújo Costa, Kátia Simone dos Santos, Clarissa Oliveira Pires da Silva, Diogo Tenório Cavalcante da Costa, Camila Mariana Rocha, Eline Cristina S. M. Baracho, Leonice Pereira da Silva, Daniele Jorge Costa, Fernanda Tavares, Aline Madge Guilherme, que contribuíram diretamente para a realização e o sucesso do evento “O Farmacêutico no shopping” realizado no dia 26/09/2014, em comemoração a 1ª SEMANA NACIONAL DO FARMACÊUTICO!

  • Médicos explicam como funcionam os transplantes entre pessoas vivas

    Médicos explicam como funcionam os transplantes entre pessoas vivas

    Rim e fígado são órgãos que podem ser doados sem prejudicar a vida.
    Bem Estar desta quarta-feira (1) explicou os requisitos para ser doador.
     
    O número de doadores efetivos de órgãos cresceu 90% em seis anos no Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde. No primeiro semestre deste ano, foram transplantados 3.856 órgãos no país – destes, uma boa parte veio de doadores vivos, cerca de 1 em cada 5 casos. Mas como funciona o transplante entre pacientes vivos? Quais os requisitos para ser um doador? E quais órgãos podem ser doados?
     
    No Bem Estar desta quarta-feira (1), o cirurgião Luis Gustavo Diaz e o nefrologista Elias David Neto explicaram que os órgãos que podem ser transplantados entre pessoas vivas são o fígado, que tem capacidade de se regenerar caso tenha alguma parte removida, e o rim, já que não há dificuldade para o doador sobreviver com apenas um.
     
    O cirurgião explica que para fazer o transplante de fígado, é removido cerca de 40% do órgão do doador pelo lado esquerdo, que fica mais próximo do estômago. Essa parte é colocada no receptor e, tanto o fígado de um quanto o de outro crescem e se recuperam, ficando mais ou menos com o mesmo volume de antes, mas com um formato um pouco diferente. Já no caso dos rins, o corte da laparoscopia pode se comparar a um corte de uma cesariana, por exemplo – no Brasil, inclusive, a maioria dos transplantes entre vivos é de rins, como explicou o nefrologista Elias David Neto.
     
    Para se tornar um doador vivo, no entanto, existem alguns requisitos – para doar o rim, é preciso ter boa saúde, não ser obeso, ter função renal normal, ter mais de 18 anos e ter compatibilidade sanguínea e imunológica; já para doar o fígado, também é importante ter boa saúde, não ter sobrepeso, ter altura e peso iguais ou maiores que o receptor, ser acima de 18 anos e ter ainda o mesmo tipo sanguíneo.
     
    Fonte: Bem Estar
  • Médicos colombianos acham vínculo entre terapia hormonal e lúpus

    Médicos colombianos acham vínculo entre terapia hormonal e lúpus

    Mulher que fizer reposição hormonal tem 1,96 vez mais risco de ter lúpus.
    O lúpus eritematoso é uma das doenças autoimunes mais comuns.
     
    Médicos colombianos encontraram um vínculo entre a terapia de reposição hormonal e o desenvolvimento do lúpus eritematoso, uma das doenças autoimunes mais comuns, informaram nesta terça-feira os cientistas, que tiveram seu trabalho publicado na revista americana “PLOS One”.
     
    O estudo, conduzido pelo Grupo de Pesquisa Clínica e pelo Centro de Estudos de Doenças Autoimunes (CREA), da Universidade do Rosário, na Colômbia, demonstrou que “uma mulher que fizer terapia de reposição hormonal tem 1,96 vez mais o risco de desenvolver lúpus do que uma mulher que não o fizer”, explicou a cientista Adriana Rojas em um comunicado.
     
    O lúpus eritematoso é uma das doenças autoimunes mais comuns, nas quais as defesas do corpo atacam o organismo, e entre suas manifestações estão a inflamação nas articulações, a vermelhidão na face, problemas cognitivos ou de memória, bem como dificuldades cardiopulmonares.
     
    A pesquisa revisou mais de 7 mil estudos feitos em todo o mundo, tanto de mulheres saudáveis quanto de afetadas por lúpus, submetidas a tratamento de reposição hormonal ou que usaram anticoncepcionais hormonais, e deixou evidente a relação entre as duas situações.
     
    No entanto, os autores do estudo destacaram que o fato de uma mulher ser tratada com hormônios não quer dizer que ela vá ter lúpus, pois se requer a confluência de outros fatores genéticos, ambientais e imunológicos para desenvolver a doença.
     
    “O tema ainda não está resolvido e faz falta realizar mais estudos que consigam responder à pergunta de se os hormônios têm relação com o desenvolvimento do lúpus ou sua exacerbação”, disse a pesquisadora Ángela María Ruiz.
     
    “Este estudo vai servir de base para que mais adiante se possa estudar o tema de forma definitiva”, destacou.
     
    Fonte: Bem Estar
  • Sofrimento na gravidez altera a genética do bebê, diz estudo

    Sofrimento na gravidez altera a genética do bebê, diz estudo

    Pesquisa analisou 36 pessoas que nasceram após desastre em Québec.
    Mudanças nos genes podem produzir asma, diabetes e obesidade.
     
    Um estudo realizado por pesquisadores canadenses aponta que o sofrimento e a angústia que afetam mulheres durante a gravidez se traduz em mudanças genéticas em seus filhos.
     
    Os pesquisadores chegaram a esta conclusão após estudar 36 indivíduos que nasceram após a tempestade de gelo que afetou Québec no inverno de 1998 e que provocou a destruição do sistema de transmissão elétrica de grande parte da província canadense.
     
    Cinco meses depois da tempestade, os pesquisadores do Instituto Universitário Douglas de Saúde Mental e da Universidade McGill de Montreal selecionaram mulheres que estavam em período de gestação durante a crise e avaliaram seu nível de sofrimento e angústia.
     
    Passados 13 anos, o DNA nas células T, que fazem parte do sistema imunológico, de 36 indivíduos nascidos dessas mães mostraram 'patrões distintivos' na metilação (o principal mecanismo de modificação da atividade do DNA), disseram os pesquisadores em comunicado.
     
    Os pesquisadores chegaram a determinar que “o número de dias que uma mulher grávida esteve sem eletricidade durante a tempestade de gelo do Québec prediz o perfil epigenético de seu filho”.
     
    Embora o estudo não tenha determinado as consequências da modificação genética produzida pelo sofrimento maternal, os pesquisadores assinalaram que as mudanças detectadas nos genes relacionados à imunidade e ao metabolismo do açúcar dos 36 indivíduos podem produzir asma, diabetes e obesidade.
     
    Fonte: G1 Saúde
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    Método de americanos utiliza lentes que fazem objetos desaparecerem.
    Experimento ajudaria a evitar pontos cegos que atrapalham motoristas.
     
    Atenção, Harry Potter, você pode não ser o único a ter uma capa da invisibilidade. Cientistas da Universidade de Rochester, nos Estados Unidos, descobriram uma maneira de esconder grandes objetos com a ajuda de lentes, uma tecnologia que parece ter surgido das páginas da série de fantasia Harry Potter, da autora britânica J. K. Rowling.
     
    Os pesquisadores americanos utilizaram lentes baratas e prontamente disponíveis para fazer um objeto desaparecer da visão de quem enxerga por elas, enquanto tudo que está ao seu redor continua normal. O método foi chamado de “Capa de Rochester”, apesar de não ser bem uma capa.
     
    O dispositivo se parece com um equipamento utilizado por um optometrista. Quando um objeto é colocado por trás das quatro lentes, ele pode desaparecer.
     
    “Pelo que nós sabemos, esse é primeiro dispositivo de camuflagem tridimensional e multidirecional”, explica Joseph Choi, estudante de graduação que ajudou a desenvolver o método.
     
    Durante o experimento, o grupo usou uma mão, um rosto e uma régua. Cada um desses “itens” se tornou invisível através das lentes. De acordo com o Choi, a técnica pode ser aplicada em várias áreas, incluindo na medicina, nas Forças Armadas e na execução de obras de arte.
     
    Uma das aplicações práticas, por exemplo, seria evitar os pontos cegos que atrapalham os motoristas. O dispositivo custou pouco mais de US$ 1.000 e, segundo seus desenvolvedores, pode custar ainda mais barato.
     
     
    Fonte: Bem Estar
     
  • Na puberdade, meninos precisam ir ao médico para dúvidas e orientação

    Na puberdade, meninos precisam ir ao médico para dúvidas e orientação

    Bem Estar desta terça-feira (30) deu dicas para cuidar da saúde do homem.
    Os mais velhos, após os 50, podem ter queda na produção de testosterona.
     
    Quando as meninas crescem, todo mundo diz que é hora de procurar um ginecologista. Mas e os meninos, também precisam ir ao médico? Como explicaram o urologista Sidney Glina e o hebiatra Benito Lourenço no Bem Estar desta terça-feira (30), é importante que os jovens visitem um urologista em diversos momentos da vida, como no início da puberdade, por exemplo, quando podem ser detectadas duas doenças, como tumor no testículo e varicocele, e também quando eles podem tirar dúvidas sobre as transformações no corpo nesse período.
     
    Até mesmo os bebês precisam de uma consulta, para verificar se a genitália está normal e se existe um excesso de pele cobrindo a glande, que é a fimose – nesse caso, pode ser que eles precisem de uma cirurgia para evitar problemas futuros.
     
    Já na infância e adolescência, a dica é procurar o médico para tirar dúvidas sobre a vida sexual e o uso da camisinha – é importante ainda que os pais também conversem com os filhos sobre esse assunto a partir dos 10 ou 12 anos, como alertou a reportagem do Ronan Tardin, de Pernambuco.
     
    Com o passar dos anos, os homens devem procurar um urologista principalmente em casos de problemas sexuais ou para avaliar a próstata – quem tem casos de câncer na família, deve fazer exames a partir dos 45 anos e quem não tem, a partir dos 50. Em relação ao câncer de pênis, os médicos alertam que a principal maneira de prevenção é a higiene correta, que deve ser incentivada desde a infância.
     
    Após os 50, pode ocorrer ainda outro problema que atinge até 25% dos homens – a queda na produção de testosterona. Nesse caso, o paciente pode precisar de reposição hormonal, mas ela deve ser bem indicada, como alertou a reportagem da Daiana Garbin. É importante ressaltar, no entanto, que o uso indiscriminado desses hormônios pode levar à insuficiência cardíaca e até atrofiar o testículo, como explicaram o cardiologista Roberto Kalil e o urologista Sidney Glina.
     
    Fonte: Bem Estar
  • Pacientes com Alzheimer podem sentir emoções mesmo com doença

    Pacientes com Alzheimer podem sentir emoções mesmo com doença

    Estudo diz que pacientes lembram do impacto de sentimentos registrados.
    Análise foi feita com 34 pessoas, 17 com a doença e 17 saudáveis.
     
    Os pacientes com Alzheimer podem sentir emoções mesmo quando se esquecem do motivo que as causou, de acordo com um estudo publicado na última semana na revista científica “Cognitive and Behavioral Neurology”.
     
    A investigação, assinada por Edmarie Guzmán-Vélez, afirma que, apesar de os pacientes não conseguirem se lembrar de uma visita recente de um familiar próximo ou que não receberam os cuidados devidos, essas ações podem ter um impacto em seus sentimentos.
     
    Edmarie destaca a importância de familiares e cuidadores aprenderem a se comunicar com o paciente com Alzheimer para fazer com que sintam emoções positivas. “Talvez o paciente não se lembre do motivo que o levou a comer seu prato favorito, mas esse momento de felicidade, esse sentimento positivo vai continuar em sua mente”, garantiu a cientista, doutoranda em psicologia clínica na Universidade de Iowa.
     
    “Por outro lado, se acontece alguma coisa que o faça se sentir triste, esse sentimento vai a permanecer durante um tempo, o que significa que é extremamente importante que nos dediquemos a tentar induzir emoções positivas e minimizar o máximo possível as emoções negativas”, acrescentou.
     
    Testes
     
    A equipe de pesquisadores da Universidade de Iowa mostrou para 17 pessoas sem a doença e a 17 com Alzheimer fragmentos de filmes tristes e alegres, que resultaram em emoções como risos e lágrimas. Cerca de cinco minutos depois, os pesquisadores entregaram aos participantes um teste de memória para ver se conseguiam se lembrar do que tinham visto.
     
    Como era de se esperar, os pacientes com Alzheimer guardaram significativamente menos informação sobre os filmes. De fato, quatro deles foram incapazes de se lembrar de qualquer informação sobre as películas e um sequer se recordou que tinha visto um filme.
     
    No entanto, os pacientes mantiveram o sentimento de alegria ou tristeza por um período de até 30 minutos depois da exibição. “Isso confirma que a vida emocional de um paciente com Alzheimer está viva”, afirmou a investigadora, que destacou as implicações diretas de sua descoberta no ensino dos cuidadores a melhorar o tratamento.
     
    Para Edmarie, as visitas frequentes, as interações sociais, o exercício físico, a música, a dança e as brincadeiras “são coisas simples que podem ter um impacto emocional durável na qualidade de vida de um paciente e no seu bem-estar subjetivo”.
     
    Estima-se que o Alzheimer afetará 16 milhões de pessoas em 2050 nos Estados Unidos, sem que tenha sido descoberto, até o momento, um medicamento para prevenir ou influenciar o desenvolvimento progressivo dessa doença neurodegenerativa.
     
    Fonte: Bem Estar
     
  • Tomar antibiótico antes dos 2 anos de idade aumenta risco de obesidade

    Tomar antibiótico antes dos 2 anos de idade aumenta risco de obesidade

    Aumento do risco da obesidade variou entre 2% a 20%, segundo estudo. 
    Foram analisados dados de quase 65 mil crianças tratadas em clínicas.
     
    As crianças que são tratadas com antibióticos de amplo espectro antes dos dois anos de idade enfrentam um risco maior de desenvolver obesidade infantil, alertou um estudo americano publicado nesta segunda-feira (29).
     
    A pesquisa, publicada na revista científica “JAMA Pediatrics”, é a mais recente a encontrar um vínculo entre problemas de peso e antibióticos, que combatem as infecções bacterianas, mas também afetam a benéfica microflora intestinal, que coloniza os intestinos.
     
    Especialistas do Hospital Infantil da Filadélfia analisaram dados de saúde de quase 65 mil crianças, tratadas em clínicas de cuidados primários, entre 2001 e 2013. As incluídas no estudo foram acompanhadas por cinco anos.
     
    Mais de dois terços das crianças estudadas foram expostas a antibióticos antes dos dois anos. O aumento do risco da obesidade variou entre 2% a 20% e foi observado, particularmente, em crianças que tinham sido tratadas com antibióticos quatro ou mais vezes aos 2 anos de idade.
     
    Estes antibióticos de amplo espectro, usados para combater uma série de bactérias, também estão relacionados com o risco de problemas de peso na infância.
     
    “Nenhuma associação foi vista entre obesidade e antibióticos de espectro reduzido” destacou o estudo, que descreveu o uso de antibióticos de amplo espectro em crianças abaixo dos dois anos como um dos fatores relacionados à obesidade na infância.
     
    O estudo recomendou que diretrizes de tratamento para doenças pediátricas comuns exijam limites no uso de antibióticos e a preferência por medicações de espectro reduzido.
     
    Mais um motivo para evitar antibióticos
     
    A prescrição inadequada e o uso excessivo destes antibióticos de amplo espectro também foram relacionados com a emergência de cepas de bactérias resistentes a medicamentos.
     
    Nos últimos anos, as autoridades sanitárias americanas têm exigido dos médicos que reduzam a prescrição de antibióticos e também têm tentado educar os pais de que os vírus comuns não podem ser curados com antibióticos.
     
    “Este estudo dá uma outra razão sólida para considerar com mais cuidado as razões para os usos de antibióticos e evitá-los sempre que possível”, afirmou Patricia Vuguin, endocrinologista pediátrica do Centro Médico Cohen en New Hyde Park, Nova York.
     
    “Embora seja robusto, o estudo não foi capaz de considerar outras variáveis que contribuem para o risco de obesidade, inclusive dieta, prática de exercícios e histórico familiar de obesidade”, acrescentou Vuguin, que não participou do estudo.
     
    As descobertas garantiram que estudos futuros que poderiam levar em conta outros fatores que influenciam a flora intestinal, inclusive o uso de probióticos e amamentação, disse Molly Regelmann, professora assistente de pediatria da Escola de Medicina Icahn do hospital Monte Sinai, em Nova York.
     
    Fonte: Bem Estar
     
  • Cientistas enfrentam dilema ético na busca por vacinas contra o ebola

    Cientistas enfrentam dilema ético na busca por vacinas contra o ebola

    Normalmente são necessários anos para provar que nova vacina é segura.
    Para o ebola, cientistas estão dispensando parte dos testes corriqueiros.
     
    Normalmente são necessários anos para provar que uma nova vacina é segura e eficaz antes que ela possa ser usada em pacientes – mas com dezenas de pessoas morrendo diariamente no pior surto de ebola da história, não há tempo para esperar.
     
    No esforço para salvar vidas, as autoridades de saúde estão determinadas a produzir vacinas dentro de meses, dispensando parte dos testes corriqueiros e levantando dúvidas éticas e questões práticas.
     
    “Ninguém sabe ainda como vamos fazer isso. Há muitas questões difíceis e pragmáticas sobre a distribuição, e ninguém ainda tem respostas definitivas”, disse Adrian Hill, que está realizando testes de segurança em voluntários saudáveis de uma vacina experimental para o Ebola desenvolvida pela GlaxoSmithKline.
     
    Hill, professor e diretor do Instituto Jenner na Universidade Oxford, na Grã-Bretanha, disse que, se seus resultados não mostrarem efeitos colaterais adversos, a nova droga da GSK pode ser usada nas populações afetadas do oeste da África até o final deste ano.
     
    Mesmo se uma droga se mostrar segura, leva mais tempo para se provar que é eficaz – tempo que simplesmente não se tem, já que os casos de infecção do ebola duplicam a cada poucas semanas e devem chegar a 20 mil até novembro, segundo uma projeção da Organização Mundial da Saúde (OMS).
     
    Entre os dilemas que os cientistas estão enfrentanto estão: deveria se dar uma vacina não comprovada a todos ou só a alguns? Ela deveria ser oferecida primeiro aos profissionais de saúde? Aos mais jovens antes dos mais velhos? Ela deveria ser usada primeiro na Libéria, onde o Ebola está se disseminando mais rápido, ou na Guiné, onde o vírus está mais perto de ser controlado? Deveríamos dizer às pessoas que podem acreditar que a vacina irá protegê-las do Ebola? Ou deveriam continuar tomando todas as medidas preventivas, como se não tivessem sido vacinadas? E nesse caso, como se saberá se a vacina funciona?
     
    A GSK é uma de várias indústrias farmacêuticas que iniciaram ou anunciaram planos de testes com humanos de possíveis vacinas contra o ebola. Entre elas estão Johnson & Johnson, NewLink, Inovio Pharmaceuticals e Profectus Biosciences.
     
    A OMS declarou esperar que se possa usar, em pequena escala, as primeiras vacinas experimentais para o ebola no oeste africano até janeiro do ano que vem, e convocou especialistas em vacinas, epidemiologistas, farmacêuticas e especialistas em ética para uma reunião nesta segunda e terça-feiras para discutir os ângulos morais e práticos do assunto.
     
    A maioria dos especialistas entrevistados pela Reuters é a favor da ideia de se oferecer as primeiras doses para os assistentes de saúde nos locais atingidos, já sua exposição é alta. Depois, os pesquisadores poderiam comparar as taxas de infecção entre estes e aqueles nas regiões que ainda aguardam a vacina.
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    Fonte: G1 Saúde