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  • Acordar várias vezes durante a noite para fazer xixi é sinal de alerta

    Acordar várias vezes durante a noite para fazer xixi é sinal de alerta

    Bem Estar desta sexta-feira (26) deu dicas para evitar problemas urinários.
    Levantar mais de uma vez durante o sono pode indicar bexiga hiperativa.
     
    Quantas vezes por dia você vai ao banheiro? Costuma fazer muito ou pouco xixi? No Bem Estar desta sexta-feira (26), o urologista Claudio Murta alertou que é importante prestar atenção a essa rotina – por exemplo, acordar só uma vez durante a noite para urinar é normal, mas mais do que isso já é um sinal de alerta para procurar um médico. Além disso, vale reparar no período sem urinar – um adulto aguenta pelo menos 2 horas sem urinar; se ele não consegue segurar por esse tempo, é bom investigar.
     
    Esse hábito pode ser sintoma de bexiga hiperativa, um problema que pode estar associado ao tamanho da bexiga – o normal é ela armazenar cerca de 400 ml, o que equivale a cerca de 4 idas ao banheiro.
     
    Mas para algumas pessoas, esse valor pode chegar a 40 ml e para outras, o tamanho pode nem ser tão pequeno, mas a bexiga pode ser extremamente sensível, o que a faz ir ao banheiro até 40 vezes em um dia só. No caso da assistente administrativa Calíope Oliveira de Freitas, mostrada na reportagem da Ana Brito, a solução foi a aplicação de toxina botulínica na bexiga, que faz os músculos contraírem menos
     
    O ginecologista José Bento falou ainda sobre a infecção urinária, um problema mais comum nas mulheres, por causa do tamanho da uretra feminina, menor que o da uretra masculina.Para diminuir o risco de infecção, a dica é fazer xixi logo após a relação sexual, para “lavar” a uretra e eliminar as bactérias que possam ter entrado.
     
    Outro sinal importante para problemas urinários é a dor ou até mesmo sangue – foi uma pequena dor na hora de fazer xixi, por exemplo, que fez o aposentado Marcos Antônio Silva procurar um médico. Ex-fumante, ele acabou descobrindo que estava com câncer na bexiga – o cigarro, inclusive, aumenta muito o risco da doença já que em cada 10 pacientes, 7 são ou foram fumantes.
     
    Fonte: Bem Estar
  • Pessoas com maior risco cardíaco subestimam chance de problema

    Pessoas com maior risco cardíaco subestimam chance de problema

    Quando o executivo Gilson Campos, 54, foi até a clínica de check-ups do Einstein, numa manhã de abril, estava só cumprindo um agendamento adiado havia mais de seis meses, por causa de reuniões e outros compromissos. Saiu da esteira do teste ergométrico direto para o hospital: estava infartando.
     
    Mesmo tendo pressão alta havia muitos anos, o executivo não imaginava que poderia ter uma coronária 97% obstruída. Só tinha marcado o check-up, aliás, porque a empresa onde ele trabalha exige exames periódicos.
     
    “Não fazia acompanhamento. Tomava remédio para pressão, mas não dava bola. Só me conscientizei depois”, diz Gilson. Ele conta que sentia cansaço havia dias, mas nunca imaginou que poderia estar infartando.
     
    A falta de consciência sobre o próprio risco de ter um problema cardíaco é comum, como mostra um estudo recente do cardiologista Marcelo Katz com 6.544 pacientes da unidade de check-up do Einstein, em São Paulo, publicado no “European Journal of Preventive Cardiology”.
     
    Na pesquisa, as pessoas preenchiam, antes de fazer os exames, um questionário respondendo se achavam que tinham risco cardiovascular alto, médio ou baixo.
     
    Depois, todos passaram por teste ergométrico e de pressão, tiraram medidas de peso, altura e circunferência da cintura e fizeram exames laboratoriais, para medir colesterol, glicemia e outros indicadores de risco.
     
    Com base nesses resultados, os pesquisadores usaram uma escala científica que calcula a probabilidade de uma pessoa sofrer eventos cardiovasculares ao longo da vida e classificaram os participantes entre os que tinham alto, baixo e médio risco.
     
    DESCOMPASSO
     
    Os médicos perceberam que havia um descompasso grande entre o que os números diziam e o que as pessoas percebiam. Entre os participantes com risco médio (entre 10% e 20%) de sofrer um problema cardíaco no futuro, 72% acreditavam ter baixa probabilidade de ter um evento do tipo. Entre os com alto risco (20% ou mais), 91% subestimavam sua condição.
     
    Segundo Katz, autor do estudo e coordenador de pesquisa cardiovascular do Einstein, esse tipo de trabalho busca entender por que grande parte das pessoas é tão resistente a seguir recomendações médicas para prevenção.
     
    “Fatores de comportamento são 80% do risco cardíaco. Para se cuidar, a pessoa tem de saber se está em risco.” Entre os pacientes do estudo, só 6,1% se viam como de alto risco cardíaco, mas a escala de risco a longo prazo colocava 49,3% nessa condição.
     
    Katz afirma que é comum um viés otimista: “A pessoa pensa: Se nunca aconteceu comigo, por que vai acontecer? Vou aproveitar a vida agora e depois me cuido`”.
     
    A maioria só desperta quando sofre um infarto ou alguém próximo e até celebridades têm um problema.
     
    O próximo passo, diz o médico, é investigar por que as pessoas não se cuidam. Um problema são as prioridades: a maioria tende a colocar tarefas imediatas de trabalho e família na frente dos cuidados que dão frutos a longo prazo, sobretudo exercícios.
     
    Depois do infarto, Campos mudou a alimentação, cortou refrigerantes e perdeu 8 kg. Mas ainda não conseguiu pôr exercícios na rotina. “Estou muito bem, mas não posso dizer que estou bem nisso”, diz.
     
    Fonte: Folha de S.Paulo
     
     
  • Conselhos de Farmácia realizam Semana do Farmacêutico

    Conselhos de Farmácia realizam Semana do Farmacêutico

    Farmacêuticos de todo o país estão realizando atendimentos gratuitos à população em espaços públicos e locais de grande circulação de pessoas, entre os serviços prestados estão: aferição de pressão arterial, dosagem de glicemia e, principalmente, atendimento clínico e orientação ao paciente. O evento é intitulado “Farmacêutico na Praça” e faz parte da Semana do Farmacêutico, de 21 a 27 de setembro. A iniciativa dos Conselhos Federal e Regionais de Farmácia tem o objetivo divulgar o trabalho do farmacêutico – que teve sua importância reconhecida e ampliada a partir da publicação da Lei nº 13.021/14 – e, também, comemorar o Dia Internacional do Farmacêutico, 25 de setembro.
     
    “Queremos que a população das capitais que aderiram à programação venha cuidar de sua saúde e se informar melhor sobre o que o farmacêutico e essa nova farmácia podem, a partir de agora, fazer por ela”, comenta o presidente do Conselho Federal de Farmácia, Walter Jorge João. A Lei estabelece um novo conceito de farmácia para o Brasil, determinando que estes estabelecimentos passem a ser, não mais meros estabelecimentos comerciais, mas unidades prestadoras de assistência farmacêutica, assistência à saúde e orientação individual e coletiva.
     
    As farmácias e drogarias devem, com seus serviços, atuar na proteção e na recuperação da saúde, além de promover o acesso ao medicamento e ao seu uso racional. Isso sem contar a introdução de novos serviços e produtos, como a oferta de vacinas e soros que atendam o perfil epidemiológico de sua região demográfica.
     
    Com todas essas mudanças, os farmacêuticos também tiveram sua atuação ampliada, passando a atuar no acompanhamento farmacoterapêutico e na orientação aos pacientes sobre benefícios e riscos inerentes ao uso dos medicamentos, bem como a maneira adequada de utilizá-los e conservá-los. Eles também se tornaram agentes notificadores de reações adversas como as intoxicações.
     
    Para o Presidente do CFF, Walter Jorge João, o importante, durante a Semana do Farmacêutico, é que cada Conselho Regional e cada farmacêutico voluntário leve ao cidadão informações sobre os serviços que, de alguma forma, possam melhorar a saúde da população. “São serviços oferecidos pelo farmacêutico que antes não eram frequentes nas farmácias e drogarias, mas que, agora, fazem parte do rol de atividades que os estabelecimentos estão autorizados a realizar”, assinala Walter Jorge João, reiterando que são serviços importantes, especialmente no combate à automedicação.
     
    AUTOMEDICAÇÃO – Os dados mais recentes do Sistema Nacional de Informações Toxico-Farmacológicas (Sinitox), da Fundação Oswaldo Cruz, apontam 30.249 casos de intoxicação medicamentosa no país em 2011. Destes, 30% tiveram como vítimas crianças com idade até 5 anos. No ano anterior foram 27.710. “Atuando na orientação ao paciente, o farmacêutico pode contribuir para evitar grande parte desses casos. A orientação quanto ao uso correto de medicamentos é apenas um dos serviços que o farmacêutico pode oferecer em favor da saúde da população”, completa Walter Jorge João.
     
    Fonte: CFF
  • H1N1 deixa em alerta o Estado do Rio

    H1N1 deixa em alerta o Estado do Rio

    O medo de disseminação de um surto de gripe provocada pelo vírus H1N1, linhagem considerada mais letal do que o normal, deixa autoridades de saúde do Estado do Rio em alerta. Pelo menos onze casos foram registrados este ano, sendo que dois deles teriam resultado em morte. A Secretaria de Saúde de Petrópolis, na Região Serrana, confirmou ontem duas novas suspeitas da gripe. Os pacientes — um adulto de 46 anos e uma criança — não tiveram a identidade revelada. O material coletado foi enviado para o Laboratório Central de Saúde Pública do Rio, e o resultado dos exames deve sair em até 12 dias. No sábado, o município confirmou que a gripe foi a causa da morte de Celeste Pacheco Vogel dos Santos, de 48 anos. Em agosto, em Araruama, na Região dos Lagos fluminense, outra mulher morreu devido à contaminação com o vírus H1N1.
     
    A taxa de letalidade do vírus preocupa especialistas. A Superintendência de Vigilância Epidemiológica e Ambiental (SVEA), órgão da Secretaria estadual de Saúde, confirma que, entre 1º de janeiro e 20 de setembro, foram registrados onze casos de gripe H1N1 no Rio de Janeiro, com os dois óbitos. Em 2013, foram 42 casos — nove fatais. O número ainda é baixo para se ter uma taxa de letalidade fechada, mas indica que ela pode ser alta. — Há muitos tipos de vírus circulando pela cidade, então, no caso do H1N1, pode haver subnotificação — explica Fernando Portela Câmara, virologista da UFRJ. — Além disso, a população tem pouca imunidade a essa gripe, porque nunca vimos uma transmissão maciça. Sem ela, não tivemos a oportunidade de criar uma barreira de defesa em nosso organismo. A combinação desses elementos explica o alto número de mortes.
     
    FORMAS DE TRANSMISSÃO
     
    Além do contato com secreções de pessoas contaminadas, o H1N1 pode ser transmitido por vias menos conhecidas. — É um vírus traiçoeiro porque alguém pode ser infectado apertando o botão do elevador ou segurando o corrimão da escada depois do toque desses objetos por uma pessoa que já é portadora do H1N1 — alerta. Para o superintendente da SVEA, Alexandre Chieppe, os casos de grupe H1N1 provocam grande alarde, mas não são mais graves do que os demais casos de vírus influenza. — A evolução da gripe H1N1está mais relacionada às características individuais dos pacientes do que ao vírus — avalia.
     
    Por isso , de acordo com Chieppe, o protocolo de atendimento aos pacientes com sintomas de gripe é o mesmo em todos os casos. Os suspeitos de contaminação passam por uma avaliação médica e podem receber re médios antitérmicos ou antivirais. A SVEA ressalta que a melhor forma de prevenir a gripe é ficar atento às regras básicas de higiene, como cobrir a boca comum lenço ou com as mãos ao espirrar ou tossir. Além disso, o órgão recomenda evitar longas permanências em ambientes fechados e sem ventilação.
     
    Fonte: O Globo
     
  • Rins: Termômetro do Corpo

    Rins: Termômetro do Corpo

    Quinze milhões de brasileiros têm algum grau de comprometimento das funções renais, mas apenas 100 mil sabem. Essa é justamente a parcela da população que está em diálise e descobriu a doença tarde demais, somente quando sintomas como anemia, fraqueza. edema ou sangue na urina começaram a surgir. Silenciosa, a doença renal crônica caminha para se tomar uma das principais epidemias do século 21, na avaliação do diretor do Núcleo de Nefrologia de Belo Horizonte, José Augusto Meneses. Essa previsão ocorre justamente pela relação com outras enfermidades que a cada dia acometem mais brasileiros. “A hipertensão arterial e a diabetes são os principais fatores de risco para o desenvolvimento de doença renal crônica”, pontua o especialista.
     
    Entre os 7 milhões a 10 milhões de diabéticos brasileiros, um terço deverá apresentar perda progressiva da função renal, segundo estimativas da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN). “Um em cada seis hipertensos também podem apresentar a evolução deste quadro. Hoje são 30 milhões no Brasil”, estima o presidente da SBN, Daniel Rinaldi dos Santos. Há que se considerar ainda a obesidade, o histórico familiar – não apenas de doença renal como também de diabetes e hipertensão tabagismo, consumo de anti-inflamatórios não hormonais, dieta rica em proteína animal e sal e até o envelhecimento como agravantes para uma possível disfunção dos rins.
     
    Conscientizar a população e preparar a saúde pública para diagnosticar precocemente um futuro quadro de problemas renais, está entre as principais armas da comunidade médica para conter o avanço da doença e onde estão concentrados os maiores esforços atuais da nefrologia. As medidas que estão sendo tomadas neste sentido estarão no centro das discussões do 277 Congresso Brasileiro de Nefrologia, que deve reunir duas mil pessoas no Expominas, em Belo Horizonte, entre hoje e sábado.
     
    O grande incentivo para reforçar a campanha pelo diagnóstico antecipado veio do Ministério da Saúde, que publicou, em março deste ano. a portaria 389. que define os critérios para a organização das novas regras de atendimento aos pacientes. Elaborada em parceria com a SBN. a linha de cuidado da pessoa com doença renal crônica pretende transformar o diagnóstico precoce, o acompanhamento na atenção básica, e o direcionamento para as unidades especializadas em doença renal crônica em uma rotina do Sistema Único de Saúde (SUS).
     
    “O profissional de atenção básica será orientado a fazer o diagnóstico através da interpretação dos exames de urina e creatinina. Nas fases iniciais, poderão adotar medidas para evitara progressão da doença por meio do controle da pressão arterial do diabetes, colesterol e proposta de mudanças de hábito”, explica Daniel Rinaldi. “Se o problema for detectado nas fases mais avançadas, ele irá encaminhar o paciente para uma equipe multidisciplinar que, além do nefrologista, ainda contará com psicólogo, nutricionista e enfermeiro”, acrescenta o presidente da SBN. Cerca de 1 mil profissionais já foram identificados e deverão passar por treinamentos ministrados pelas universidades parceiras.
     
    PREVENÇÃO
     
    Descobrir a doença antes que atinja a fase crônica e evolua para a diálise é fundamental na garantia de qualidade de vida do paciente – que passa a frequentar a diálise três vezes por semana – e desafogar o sistema de saúde pública. “Atualmente a diálise consome 3% do orçamento do Ministério da Saúde apenas para tratar essas 100 mil pessoas. São mais de RS 2 bilhões por ano” calcula Rinaldi.
     
    Pessoas que se identificaram como integrantes dos grupos de risco devem fazer a sua parte. “É importante procurar um posto de saúde familiar ou um clínico e pedir que sejam feitos os exames”, orienta José Augusto. Um deles é o exame comum de urina no qual pode ser identificada a presença de proteína, um indicativo de que algo está errado. “O outro é o de dosagem da creatinina”. lembra Daniel.
     
    Identificada precocemente, a doença pode ter sua evolução retardada e até evitada. “Para isso, o paciente deverá controlar a pressão, a glicemia e evitar excessos alimentares. Se fizer isso, pode ser que a doença nem mesmo evolua e, se isso ocorrer, será de forma mais lenta”, explica Rinaldi.
     
    AVANÇOS ESPERADOS
     
    O Congresso Brasileiro de Nefrologia irá contar com a participação de especialistas e estudiosos do mundo todo em tomo de temas importantes para a evolução do tratamento e diagnóstico. “Foi levantado recentemente que o cálculo renal, ou as pedras nos rins, é fator de risco para o infarto agudo do miocárdio, para diabetes e hipertensão. Pode ser um prenúncio para todas essas doenças”, afirma José Augusto Meneses, presidente do Congresso.
     
    Segundo o especialista, esse elo começa a ser discutido com mais intensidade e pode ser um aviso do corpo para complicações futuras. “Essa relação é importante para que se tomem medidas preventivas e não apenas se trate o cálculo. É preciso fazer um estudo metabólico para saber a causa do problema e evitar o aparecimento dessas outras doenças”, pondera. Vale lembrar que diabetes e hipertensão são os principais fatores de risco para a doença renal crônica.
     
    Outro tema que está em alta é a regeneração de células renais em células-tronco. “Com isso, teríamos condições de, ao invés de fazer um transplante, regenerar o rim. Os estudos ainda estão em fase laboratorial”, afirma José Augusto. As inscrições para participar do congresso poderão ser realizadas no local.
     
    Fonte: Estado de Minas
     
  • Novo balanço da OMS diz que mortos por ebola se aproximam de 3 mil

    Novo balanço da OMS diz que mortos por ebola se aproximam de 3 mil

    Situação na Guiné se estabilizou, apesar de continuar preocupante.
    Cinco países da África Ocidental são afetados pela doença.
     
    O alastramento exponencial do surto de ebola, que agora já matou quase 3 mil pessoas no oeste da África, parece ter se estabilizado na Guiné, informou nesta quinta-feira (25) a Organização Mundial da Saúde (OMS).
     
    Mas uma calamitosa falta de leitos e a resistência de comunidades em algumas áreas contribuem para que a doença continue se espalhe, ao passo que os esforços para coletar mais dados revelam gradualmente uma epidemia ainda mais mortal do que parecia inicialmente.
     
    A OMS disse que 2.917 pessoas morreram de ebola dentre 6.263 casos em cinco países do oeste africano afetados pela doença, até 21 de setembro.
     
    Comparado ao número atualizado anterior da OMS, os últimos dados mostraram 99 mortes a mais na Libéria desde 17 de setembro, mas apenas algumas a mais em Serra Leoa desde 19 de setembro e apenas três novas mortes em Guiné desde 20 de setembro.
     
    A proporção de casos que ocorreram nos últimos 21 dias – o período de incubação do vírus – também caiu em todos os três países, sugerindo que a difusão da doença pode estar desacelerando.
     
    “A tendência de crescimento da epidemia continua em Serra Leoa e mais provavelmente na Libéria”, disse a OMS. “No entanto, a situação na Guiné, embora ainda de grave preocupação, parece ter se estabilizado: entre 75 e 100 novos casos confirmados foram relatados em cada uma das últimas cinco semanas.”
     
    Libéria precisa de mais leitos
     
    A OMS disse que a Libéria tinha 315 leitos para pacientes de ebola e que agências humanitárias haviam prometido mais 440, mas o país precisa de outras 1.550 que ninguém ainda se comprometeu a oferecer. Em Serra Leoa, 297 novos leitos planejados quase dobrariam a capacidade existente, mas são necessárias mais 532 camas.
     
    Com pouquíssimos leitos e uma grande falta de especialistas, o esforço para lidar com o vírus tem se concentrado em estabelecer centros de tratamento em lugares com doentes e em treinar as comunidades locais, incluindo 11 mil professores na Libéria, a fim de educar as pessoas sobre como combater a doença.
     
    Em Serra Leoa, 75% das casas visadas foram contactadas por “mobilizadores sociais”. Mas em algumas áreas de Guiné, onde uma equipe contra a doença foi morta na semana passada, ainda há resistência em relação a tais esforços, disse a OMS.
     
    “Por exemplo, há relatos de que em Fassankoni, na Guiné, comunidades montaram bloqueios para se protegerem das equipes”, disse.
     
    O risco de infecção entre trabalhadores da área da saúde é também muito maior do que se pensou inicialmente. Uma recontagem mostrou que 81 morreram em Serra Leoa entre 83 que contraíram a doença – uma taxa de morte de 72%, em vez da taxa de 40% anteriormente relatada.
     
    A OMS disse que seus mais recentes dados ainda não incluíam casos de mortes descobertos durante uma operação de contenção em Serra Leoa.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Número de doadores de órgãos cresce 90% em seis anos, diz Saúde

    Número de doadores de órgãos cresce 90% em seis anos, diz Saúde

    Ministério iniciou comemoração do Dia Nacional da Doação de Órgãos.
    Viúva do cinegrafista Santiago Andrade participou de evento em Brasília.
     
    O número de doadores efetivos de órgãos cresceu 90% em seis anos no Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde. Os dados foram divulgados na manhã desta quarta-feira (24) no Memorial JK e consideram o período entre 2008 e 2013. O evento marcou o começo da semana de comemoração do Dia Nacional da Doação de Órgãos.
     
    De acordo com o coordenador geral do Sistema Nacional de Transplantes, Fausto Pereira, foram 2.562 casos no ano passado, contra 1.350 em 2008. “Nós vamos atingir a faixa de 14 doadores por milhão [meta estabelecida no início da gestão] até o fim deste ano, se mantivermos o ritmo”, declarou. No final do ano passado, o Brasil chegou a 13,4 doadores por milhão, segundo o Ministério da Saúde.
     
    Entre 2008 e 2013, o número de pessoas na lista de espera teve redução de 42%, passando de 64.774 para 37.736. Segundo Pereira, parcerias com empresas aéreas e conscientização das famílias ajudaram na redução da espera por um órgão.
     
    Além disso, o incentivo às cirurgias de córnea também influenciou na queda. Algumas unidades da federação – Acre, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Rio Grande do Sul, São Paulo e Distrito Federal – zeraram a fila de espera. No primeiro semestre deste ano, foram realizados 11,4 mil transplantes no Brasil – 6,6 mil de córnea.
     
    Dados da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos apontam o país como o segundo no número de procedimentos em todo o mundo. SUS é responsável pro 95% dos procedimentos.
     
    Entre 2010 e 2013, o número de transplantes de coração cresceu 60%, de pulmão, 123% e de fígado, 23%. A quantidade de organizações de procura por órgãos também cresceu, passando de dez (todas em São Paulo) em 2010 para 67 neste ano.
     
    “A gente ainda precisa fazer muito para atender os mais de 30 mil brasileiros que aguardam transplante de órgãos. […] Mas não basta ter médico, medicamento e hospital capaz de fazer o transplante. O transplante só acontece quando a sociedade participa também”, disse o presidente da entidade, Lúcio Filgueiras Pacheco Moreira.
     
    Para ser um doador
     
    Qaulquer pessoa pode ser doadora de órgãos, ainda que não manifeste em vida a vontade de doar ou deixe documentada a intenção. A decisão cabe à família. No Brasil, a taxa de aceitação das família para doar é de 55,7%, segundo o ministro da Saúde, Arthur Chioro. O ministério quer incentivar que as pessoas manifestem a parentes o desejo de doar, em caso de morte.
     
    Doadores vivos podem doar um dos rins, parte do fígado, parte da medula óssea ou parte do pulmão. A lei permite o procedimento sem autorização judicial quando os pacientes têm parentesco de até o quarto grau ou são cônjuges.
     
    No caso de doadores falecidos, o paciente tem que ter tido diagnóstico de morte encefálica. Coração, pulmões, fígado, pâncreas, intestino, rins, córnea, vasos, pele, ossos e tendões podem ser doados nesses casos. Em todos os casos, os órgãos passam por exame clínico, para se saber se estão aptos para transplante.
     
    Viúva do cinegrafista da Band Santiago Andrade, morto após ser atingido por um explosivo durante uma manifestação no Rio de Janeiro, Arlita Andrade disse que “não pensou duas vezes” antes de doar os órgãos do marido.
     
    “A gente combinou que quem fosse primeiro, os órgãos poderiam ser doados. Como eu sou bem mais velha, eu dizia: 'Amor, quem vai na frente sou eu.' Ele sempre falava para mim: 'Deixa de ser boba, a gente vai viver muito. E quem sabe eu vou na sua frente'. E foi o que aconteceu”, diz.
     
    Os rins, fígado e córneas de Andrade doram doados para cinco pessoas. Bastante emocionada, Arlita afirmou que todas elas continuam vivas. “Eu pensei: 'Ele tem de ir embora, mas quanta vida ele pode dar?'. Não tive dúvida. […] Acho que meu Santiago, lá de cima, pensa que ainda está vivo em uma pessoa. Eu não fiquei triste, fiquei feliz. Essas pessoas carregam dentro delas um pedaço do meu amor. Por que a gente não dá oportunidade para outras pessoas viverem e serem felizes também?”
     
    Redes sociais
     
    Ao lado do diretor do Facebook, Bruno Magrani, o vocalista da banda Biquíni Cavadão, Bruno Gouveia, mostrou como se declarar doador de órgãos na rede. O interessado deve ir à página Doação de Órgãos. “De 2012 até hoje, conseguimos a marca de quase meio milhão de pessoas se declarando doadores de órgão no Facebook”, afirmou Magrani.
     
    O músico e artista plástico Paulo Cavalcante se viu na fila de transplante depois de um acidente de carro ocorrido há uma década. Ele precisou de transfusão sanguínea e acabou contraindo hepatite C. O procedimento foi feito em Belo Horizonte (MG), porque Brasília ainda não tinha equipes para fazer a cirurgia na época.
     
    “De lá para cá sofri durante dez anos. Entrei na fila de espera da doação do órgão. Há mais ou menos uns quatro, cinco anos, eu recebi esse órgão. Modificou minha vida completamente. Hoje agradeço demais à família do meu doador. Voltei a ser o que eu era: jogo futebol, pratico jiu-jítsu e tenho um fígado novo”, declarou.
     
    Durante o evento, o ministro da Saúde, Arthur Chioro, entregou uma carta de agradecimento – com um laço verde, que simboliza a campanha – a celebridades envolvidas com a ação. Além de Arlita, Magrani e Gouveia, foram homenageados a cantora Zélia Duncan, o vocalista da banca Capital Inicial, Dinho Ouro Preto, atriz Lúcia Veríssimo.
     
    Também foram homenageados como expoentes da campanha o dramaturgo Manoel Carlos, pelos personagens em novelas, e a Associação Brasileira das Empresas Aéreas, pelo transporte dos órgãos.
     
    Fonte: G1 Saúde
     
  • Equipe dos EUA anuncia nome do remédio experimental usado para tratar ebola

    Equipe dos EUA anuncia nome do remédio experimental usado para tratar ebola

    A equipe médica de Rick Sacra, o médico com ebola internado em um hospital de Omaha em Nebraska, nos Estados Unidos, confirmou nesta segunda-feira (23) que utilizaram o remédio experimental TCM-Ebola para tratar o paciente.
     
    A Administração de Alimentos e Remédios dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês) autorizou recentemente o uso do remédio, produzido pela corporação farmacêutica Tekmira, que pode ajudar a evitar que o vírus se replique no corpo.
     
    “Apesar de a FDA ter liberado recentemente a Tekmira a fornecer TCM-Ebola para tratar pacientes com o vírus do ebola com protocolos mais amplos, ainda há poucas doses do remédio”, declarou Phil Smith, diretor médico da unidade especial do Centro Médico de Nebraska na qual o paciente recebe tratamento há mais de duas semanas.
     
    Além de TCM-Ebola, Sacra recebeu recentemente uma transfusão de sangue de Kent Brantly, o outro paciente com ebola tratado nos Estados Unidos que se recuperou da doença  mortal.
     
    O médico Kent Brantly, de 33 anos, e a enfermeira Nancy Writebol, de 59 anos, ambos missionários que se pegaram o vírus enquanto trabalhavam em um centro médico na Libéria, receberam tratamento com o soro experimental ZMapp, nunca antes usado em humanos.
     
    Apesar de os médicos terem indicado que se deve ter cautela ao declarar um remédio experimental como uma “fórmula mágica”, assinalaram que é possível que o acesso a tratamentos tenha sido, em parte, responsável da melhora de Sacra.
     
    “Não sabemos se foi o sistema imunológico do doutor Sacra, o tratamento de apoio que recebeu, a transfusão de sangue do doutor Brantly, o TCM-Ebola ou uma combinação de todos os fatores que ajudou na recuperação”, disse Angela Hewlett, subdiretora da unidade especial na qual tratam Sacra.
     
    “O que importa é que juntamos todos os recursos de tratamento e continuaremos estudando o que é mais efetivo para tratar o vírus”, acrescentou.
     
    A equipe médica assinalou que a condição de Sacra continua melhorando e que o paciente deve receber alta em breve.
     
    Os protocolos dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) estabelecem que um paciente com ebola tenha dois testes de sangue com resultado negativo em um período de 24 horas para ser declarado curado da doença.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Bebê é a primeira vítima do vírus do chicungunha na Colômbia

    Bebê é a primeira vítima do vírus do chicungunha na Colômbia

    Uma menina de 11 meses se tornou a primeira vítima do vírus do chicungunha na Colômbia, nesta segunda-feira (23), de acordo as autoridades de saúde do departamento caribenho de Sucre.
     
    A secretária de Saúde de Sucre, Nayibe Padilla, disse a “Blu Radio” que a bebê chegou à Colômbia procedente da Venezuela e morreu em um hospital de Sincelejo.
     
    “Foi um caso muito pontual”, disse a funcionária, que acrescentou que a paciente estava com sua família no município de Magangué, no departamento vizinho de Bolívar, mas que foi transferida até Sincelejo, onde ocorreu a morte.
     
    Padilla afirmou que a bebê não foi infectada com o vírus do chicungunha em Sucre, “mas infelizmente quando chegou, a doença estava em estágio avançado e não foi possível fazer os controles necessários para melhorar a situação”.
     
    Meios de comunicação locais asseguraram que a morte da menina aconteceu em 12 de setembro, mas que o caso não foi divulgado porque não se tinha certeza que o vírus era a causa.
     
    Segundo as autoridades, na Colômbia já existem 1.673 casos de chicungunha detectados, boa parte deles em Bolívar, onde no dia 11 de setembro se confirmaram os primeiros quatro casos indígenas da doença.
     
    Em meados de julho, uma mulher de 71 anos da República Dominicana foi o primeiro caso reportado da doença na Colômbia.
     
    O vírus do chicungunha se transmite pela picada do mosquito aedes aegypti e causa sintomas parecidos com a dengue, com fortes dores nas articulações e febre.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Estudo sugere que uso de adoçante pode predispor a diabetes

    Estudo sugere que uso de adoçante pode predispor a diabetes

    Adoçantes alterariam bactérias intestinais, afetando 'quebra' do açúcar.
    Pesquisadores dizem, no entanto, que mais pesquisas são necessárias.
     
    Usar adoçantes pode predispor algumas pessoas a diabetes, ao dificultar a forma como seus corpos lidam com o açúcar, sugere um estudo preliminar feito principalmente em camundongos.
     
    Os autores esclarecem que os resultados do estudo, que incluiu alguns experimentos com humanos, não são suficientes para recomendar mudanças na forma como as pessoas usam os adoçantes. Os pesquisadores e outros especialistas externos dizem que mais investigação é necessária, enquanto grupos industriais dizem que a pesquisa é limitada e que outras evidências mostram que os adoçantes são seguros e úteis para o controle do peso.
     
    O estudo, feito por pesquisadores de Israel, foi publicado na edição desta quinta-feira (18) da revista científica “Nature”.
     
    O trabalho sugere que os adoçantes mudam a composição das bactérias benéficas do intestino. Isso parece dificultar o modo como o corpo lida com o açúcar da alimentação, o que pode resultar no aumento das taxas de açúcar no sangue. Esse dano, chamado intolerância à glucose, pode levar à diabetes.
     
    Alguns especialistas que não participaram do trabalho pediram cautela ao interpretar os resultados. James Hill, um especialista em obesidade da Universidade do Colorado, considera que o trabalho é “boa ciência”. Ainda assim, faz uma ressalva. “Eu não acho que há informações suficientes para levar a uma conclusão definitiva sobre os adoçantes e o processamento do açúcar pelo corpo”, escreveu em um e-mail.
     
    “Eu certamente não acho que há evidência suficiente para concluir que ele é prejudicial.”
     
    Mas Yanina Pepino, da Universidade de Washington em St. Louis, diz que os resultados realmente demonstram que os adoçantes atrapalham o processamento do açúcar pelo corpo ao alterar a flora bacteriana intestinal. Ela acredita que isso mostra que tanto adoçantes como açúcar devem ser usados com moderação, especialmente por crianças. “O estudo está realmente fornecendo dados fortes sugerindo que precisamos fazer mais pesquisa”, disse.
     
    Sacarina, sucralose e aspartame
     
    Os pesquisadores começaram testando três tipos de adoçantes amplamente usados – sacarina, sucralose e aspartame – em 20 camundongos. Alguns receberam um desses adoçantes na água, outros receberam água com açúcar e outros receberam apenas água.
     
    Depois de 11 semanas, os pesquisadores deram a todos uma dose de açúcar e monitoraram a resposta no nível de açúcar no sangue.
     
    Os camundongos que inicialmente receberam açúcar tiveram quase a mesma resposta que os que receberam água pura. Mas aqueles que receberam qualquer um dos adoçantes inicialmente tiveram maiores altas nos níveis de açúcar, indicando um prejuízo no processamento da dose de açúcar recebida. Outros experimentos ligaram esse efeito à mudança das bactérias intestinais.
     
    Em uma declaração, a agência americana que regulamenta remédios e alimentos, o FDA (sigla para Food and Drug Administration), disse que os adoçantes “foram minuciosamente estudados e têm uma certeza razoável de não provocarem prejuízos aos consumidores”.
     
    O grupo Calorie Control Council, que representa os fabricantes de adoçantes e de produtos que contêm adoçantes, disse que o estudo tem limitações que diminuem a aplicabilidade em pessoas.
     
    Fonte: Bem Estar