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  • Estudo relaciona uso de maconha ao fracasso de adolescentes na escola

    Estudo relaciona uso de maconha ao fracasso de adolescentes na escola

    Menores de 17 anos têm risco 60% maior de não terminar ensino médio.
    Pesquisa foi publicada esta semana na revista científica 'The Lancet'.
     
    Os adolescentes que fumam regularmente maconha estão muito mais expostos ao fracasso escolar que os outros, segundo os resultados de um estudo publicados nesta quarta-feira na revista médica “The Lancet Psychiatry”. Os adolescentes de menos de 17 anos que fumam maconha todos os dias correm 60% a mais de riscos de não concluir o ensino médio do que aqueles que nunca fumaram a substância.
    Além disso, aqueles que fumam diariamente têm sete vezes mais riscos de uma tentativa de cometer suicídio e oito vezes mais riscos de utilizar outras drogas posteriormente, destaca o estudo.
     
    “Estes resultados aparecem no momento oportuno, já que vários estados americanos e países da América Latina tomaram o caminho da descriminalização da maconha, o que poderia tornar mais fácil para os jovens o acesso a esta droga”, afirmou Richard Mattick, da Universidade de Nova Gales do Sul (Austrália), um dos autores da pesquisa.
     
    A maconha é a droga ilegal mais consumida no mundo. Estatísticas recentes indicam que em alguns países os jovens começam a usar a substância cada vez mais cedo. O estudo publicado na revista “The Lancet” tem como base dados obtidos por três pesquisas entre jovens da Austrália e Nova Zelândia.
     
    Os cientistas tentaram traçar um paralelo da frequência do consumo de maconha entre os jovens com menos de 17 anos e seus comportamentos na vida posteriormente. Os critérios usados foram o êxito escolar, o uso de drogas ilegais, dependência da maconha, a depressão e as tentativas de suicídio.
     
    Uma relação “clara e consistente” foi encontrada entre a frequência da utilização da maconha antes dos 17 anos e a maioria dos critérios citados, destaca a “Lancet”.
     
    Para o doutor Edmund Silins, outro autor do estudo, os resultados demonstram “de maneira evidente” que a luta contra o consumo precoce da maconha entre os jovens representa “importantes benefícios em termos sociais e de saúde”.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Anvisa recua e remédio equivalente não será mais barato

    Anvisa recua e remédio equivalente não será mais barato

    Diante das críticas do setor, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recuou e modificou a proposta de regras para equivalentes, remédios que, a exemplo do que já ocorre hoje com genéricos, poderão ser comprados no lugar de medicamentos de referência, mesmo quando isso não está indicado na receita.
     
    Em vez de uma embalagem própria, exibindo letras EQ e preços mais baixos, como havia sido proposto na versão original, os remédios que passarão a ser classificados nessa categoria (hoje similares) devem manter a embalagem original.
     
    A indicação da nova classificação, com o símbolo, virá apenas na bula. E não haverá alteração de preços. Quando a proposta foi lançada, em janeiro, a ideia era que equivalentes custassem 35% a menos do que os remédios de referência.
     
    A minuta da proposta foi apresentada ao ministro da Saúde, Arthur Chioro, e a representantes de produtores de medicamentos e deve ser votada pela Anvisa no dia 25.
     
    Fonte: O Estado de S.Paulo
  • Pacientes com ebola sem força para ficar de pé são barrados em hospital

    Pacientes com ebola sem força para ficar de pé são barrados em hospital

    Sem leitos disponíveis, centros na Libéria estão recusando novos pacientes; ministro da Defesa diz que surto da doença é 'ameaça séria' à existência do país.
     
    O sistema médico da Libéria está à beira do colapso devido o surto do ebola, e pacientes contaminados estão sendo barrados em hospitais sem leitos disponíveis.
     
    Em um centro médico, pessoas infectadas, sem forças nem para ficar de pé, deitam no chão diante do portão à espera de atendimento, numa cena que se repete pelo país.
     
    A Libéria é o país mais atingido pelo surto do ebola que já matou mais de 2,2 mil pessoas na África Ocidental. A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que milhares de outros casos poderão ser registrados no país.
     
    O ministro da Defesa, Brownie Samukai, disse que o vírus “se espalha como fogo” e que o sistema de saúde está sobrecarregado.
     
    “A Libéria está enfrentando uma ameaça séria à sua existência nacional. O mortal vírus do ebola tem prejudicado o funcionamento normal do nosso Estado”, disse ele ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).
     
    Segundo ele, o ebola está “devorando tudo o que está em seu caminho” na Libéria, e o país não possui infraestrutura, capacidade logística, conhecimento profissional ou recursos ficanceiros para atacar a doença.
     
    A OMS disse que, ao contrário de outros países afetados pelo surto, as medidas para conter o vírus na Libéria não estão tendo o efeito esperado. Os motivos são incertos, mas especialistas dizem que podem incluir as práticas de enterro, que incluem tocar o corpo e realizar uma refeição perto dele.
     
    Com a falta de leitos nos hospitais – especialmente na capital, Monróvia -, muitos pacientes estão voltando para casa, o que também poderia estar contribuindo para a disseminação do vírus.
     
    Fonte: G1 Saúde
     
  • Estudo sugere relação entre soníferos e risco de Alzheimer

    Estudo sugere relação entre soníferos e risco de Alzheimer

    Alerta é para uso excessivo de remédios da família das benzodiazepinas.
    Consumo por mais de 3 meses aumentaria risco de ter a doença em 51%.
     
    A utilização de certos soníferos e tranquilizantes da família das benzodiazepinas por longos períodos pode aumentar sensivelmente o risco de se desenvolver Alzheimer, revela um estudo franco-canadense publicado nesta quarta-feira (10).
     
    Durante seis anos, os pesquisadores analisaram 1.796 casos de Alzheimer reportados em um programa canadense de assistência médica e compararam os dados com informações de 7 mil pessoas do mesmo sexo e idade, mas com boa saúde.
     
    No estudo, publicado no site do “British Medical Journal” (thebmj.com), os pesquisadores concluíram que o consumo de benzodiazepinas durante mais de três meses está associado a um risco 51% maior de desenvolver a doença.
     
    Os autores do estudo, entre os quais pesquisadores do francês Instituto Nacional de Saúde e Pesquisa Médica (INSERM) e da Universidade de Montreal, destacaram que os resultados “reforçam a suspeita de um vínculo direto”.
     
    Remédio para ansiedade
     
    As benzodiazepinas constituem “incontestavelmente ferramentas preciosas para tratar ansiedade e insônia temporárias”, mas os tratamentos devem ser de curta duração e “não superar os três meses”, destacam os especialistas.
     
    Os resultados do estudo vão na mesma direção das advertências lançadas pelas autoridades de saúde de vários países sobre a utilização de benzodiazepinas, especialmente em pessoas mais velhas, devido aos efeitos secundários de ordem cognitiva.
     
    Segundo a agência francesa de segurança de medicamentos (ANSM), 11,5 milhões de franceses consumiram ao menos uma vez a benzodiazepina no ano de 2012, entre os quais 7 milhões por ansiedade e 4,2 milhões transtornos do sono.
     
    Os consumidores tinham, em média, 56 anos e quase 2/3 eram mulheres. Entre o grupo feminino, um terço estava acima dos 65 anos.
     
    Fonte: Bem Estar
     
  • Saiba como a vacina contra o HPV age e as reações que pode provocar

    Saiba como a vacina contra o HPV age e as reações que pode provocar

    Segundo médicos, vacina é segura e reações mais comuns são leves.
    Garotas relataram sintomas após vacina, mas já passam bem.
     
    A vacina contra HPV, que passou a ser oferecida este ano pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para meninas de 11 a 13 anos, é segura para as adolescentes. Segundo pesquisas feitas em países que adotam a imunização há mais tempo e especialistas ouvidos pelo G1, os riscos de ocorrerem eventos adversos são parecidos com os de outras vacinas que já fazem parte do calendário vacinal.
     
    O caso de 11 garotas de Bertioga que foram levadas ao hospital depois de receberem a segunda dose da vacina contra HPV na escola, na quarta-feira passada (4), suscitou preocupações em relação à segurança da vacina entre os pais de adolescentes.
     
    A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo afirmou que as meninas já estão bem e descartou qualquer relação entre os sintomas e a vacina aplicada. As jovens relataram dores no corpo, na cabeça e tremores. Três delas afirmaram que não sentiam as pernas e que tinham dificuldades para andar. Elas permanecem em observação, mas já se sentem melhor e não apresentam mais os sintomas.
     
     
    “Para a vacina ser registrada e liberada no país, o produtor tem que demonstrar com estudos padronizados que ela é segura e eficaz. Mesmo quando ela já está em uso, todos os efeitos potencialmente relacionados à vacina são avaliados e registrados”, diz o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa. Veja algumas perguntas e respostas sobre a segurança da vacina contra HPV:
     
    O que pode acontecer com quem toma a vacina?
     
    De acordo com o médico Renato Kfouri, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), os eventos adversos mais comuns relacionados à vacina de HPV são dor, inchaço e vermelhidão no local da aplicação.  Febre, mal estar e dor de cabeça também são reações relatadas por parte dos vacinados. Podem ocorrer ainda desmaios nos primeiros 15 minutos após a vacinação. Segundo os especialistas, essas reações são benignas, sem gravidade e não deixam sequelas.
     
    Nos Estados Unidos, que desde 2006 já distribuiu cerca de 67 milhões de doses da vacina quadrivalente contra HPV, um estudo de segurança divulgado em agosto apontou que a proporção de eventos adversos entre os que receberam a vacina e entre o grupo controle, que recebeu apenas uma solução salina, foi similar.
     
    Por que alguns adolescentes desmaiam?
     
    Kfouri esclarece que os desmaios não são reações específicas à vacina de HPV e que estão relacionados a fatores emocionais. “Trata-se de uma população de adolescentes e parte deles desmaiaria ao tomar qualquer outra vacina ou medicação injetável.” Por causa da possibilidade de desmaios, é recomendado que os jovens sejam vacinados sentados e que permaneçam em observação por 15 minutos.
     
    O secretário Jarbas Barbosa cita que, quando a vacinação contra HPV foi lançada nos Estados Unidos, foi observado um fenômeno de desmaios em série. “Quando se vacinava em uma escola, se tinha um desmaio, aconteciam 5 ou 6 desmaios na mesma escola. Em outras, não ocorria nenhum desmaio”, diz Barbosa. Ele cita que ver um colega desmaiando deixa os colegas tensos e ansiosos e mais propensos à ocorrência.
     
    Ela pode provocar dormência e paralisia nos membros?
     
    A vacina não está relacionada a sintomas como dormência e paralisia dos membros, relatados pelo grupo de jovens de Bertioga. De acordo com a médica Marta Heloísa Lopes, professora do Departamento de Moléstias Infecciosas da Faculdade de Medicina da USP e membro da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), trata-se de uma vacina desenvolvida por engenharia genética, que tem apenas a superfície do vírus HPV. “Mesmo se tivesse o vírus inteiro, ele não seria capaz de provocar problemas no sistema nervoso central”, diz a médica.
     
    De acordo com Barbosa, na medida em que exames revelaram que não havia nenhum déficit motor ou neurológico nas jovens de Bertioga, o mais provável é que os sintomas relatados por elas tenham causas emocionais. “O adolescente tem uma labilidade emocional maior, são mais sugestionáveis e reagem com mais intensidade”, disse o secretário. “Realmente foi uma reação mais emocional, psicossomática, o que não é incomum. Mesmo em adultos isso pode acontecer.”
     
    O fato de os sintomas terem aparecido em pessoas da mesma escola também é um sinal de que o problema não é especificamente da vacina, já que o mesmo lote do produto foi distribuído em várias outras regiões do país em que não houve relatos de problemas semelhantes. “Quando ocorre um caso em um lugar e outro em um outro lugar distante, a gente deve ficar mais atento. É estranho que eventos raros aconteçam em um lugar só”, diz Marta.
     
    Para que serve a vacina?
     
    Kfouri explica que a vacina distribuída no SUS é quadrivalente, ou seja, protege contra quatro tipos de HPV: o 6, o 11, o 16 e o 18. Dois deles (o 6 e o 11), estão relacionados com o aparecimento de 90% das verrugas genitais. Os outros dois (o 16 e o 18) estão relacionados com 70% dos casos de câncer de colo de útero.
     
    “O uso da vacina de HPV em saúde pública é recomendado porque o câncer de colo de útero é uma causa importante de morte entre as mulheres”, diz Barbosa. Além da vacina, a prevenção contra esse tipo de câncer também continua envolvendo o exame Papanicolau, que identifica possíveis lesões precursoras do câncer que, tratadas precocemente, evitam o desenvolvimento da doença.
     
    “Existe uma expectativa muito grande de que a combinação de vacinação do HPV com o teste preventivo, o Papanicolau a partir dos 25 anos, permita que a geração que hoje tem de 11 a 13 anos seja a primeira geração em que o câncer de colo de útero seja eliminado como causa de morte entre as mulheres”, observa Barbosa.
     
    Fonte: Bem Estar
  • Pré-diabetes aumenta risco de ter diferentes tipos de câncer, diz estudo

    Pré-diabetes aumenta risco de ter diferentes tipos de câncer, diz estudo

    Pessoas com nível elevado de açúcar no sangue, consideradas pré-diabéticas, correm mais risco de desenvolver câncer de mama, estômago, fígado e endométrio do que pessoas sem essa condição de saúde, segundo um estudo chinês divulgado no periódico “Diabetologia” nesta terça-feira (9).
     
    Tais evidências foram colhidas após análise de 16 pesquisas sobre diabetes –quatro da Ásia, 11 dos Estados Unidos e da Europa, e uma da África– que envolveram a participação de quase 900 mil pessoas. A partir delas, pesquisadores da Sun Yat-sen University Cancer Center, em Guangzhou, verificaram o risco da glicemia alta com vários tipos de câncer.
     
    O diabetes é uma doença que se caracteriza pela deficiência na produção ou ação da insulina, que provoca o aumento do nível de açúcar no sangue. Embora o pré-diabético tenha excesso de açúcar no sangue, ele não tem a doença.
     
    Segundo o estudo, o risco de desenvolver câncer mostrou-se 15% maior entre pré-diabéticos. Entre as pessoas pré-diabéticas com sobrepeso ou obesidade, o risco saltou para 22%.
     
    Ainda segundo o estudo, os pré-diabéticos mostraram-se duas vezes mais propensos a desenvolver câncer de fígado, 60% mais propensos a desenvolver câncer endometrial e 50% mais propensos a desenvolver câncer de estômago ou cólon, que pessoas com glicemia considerada adequada. O alto nível de açúcar no sangue também foi ligado a um risco 20% maior de desenvolver câncer de mama, de acordo com o estudo.
     
    A resistência à insulina é uma das causas que pode explicar o risco, já que o quadro pode resultar na secreção de proteínas semelhantes as da insulina, que podem promover o crescimento de células cancerosas, segundo o estudo.
     
    A pesquisa leva em conta também características genéticas que fazem algumas pessoas serem mais propensas a desenvolver tanto o pré-diabetes como um câncer.
     
    Manter uma dieta saudável e fazer exercícios regularmente ajudam a reduzir o risco de progressão para o diabetes e mesmo o controle da doença.
     
    Para os diabéticos, são indicados tratamentos que incluem o aumento da atividade física e mudança da dieta, aliados à administração da insulina e de medicamentos orais para reduzir os níveis de açúcar no sangue. 
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Bullying de irmão na infância aumenta risco de depressão em adultos

    Bullying de irmão na infância aumenta risco de depressão em adultos

    Segundo estudo, meninas tem mais propensão a ser vítimas; irmão mais velho normalmente é culpado.
     
    Sofrer bullying de forma repetitiva por um irmão pode levar à depressão na vida adulta, revelou um novo estudo. Pesquisadores britânicos entrevistaram cerca de 7 mil crianças de 12 anos sobre se já haviam sido vítimas de xingamentos, agressões ou calúnias por parte de seus irmãos. O grupo foi acompanhado até completar 18 anos quando foram, então, questionados sobre sua saúde mental.
     
    Segundo especialistas, os pais têm de tratar a rivalidade entre irmãos para evitar excessos. Pesquisas anteriores já haviam sugerido que vítimas de bullying de colegas são mais suscetíveis à depressão, ansiedade e auto-mutilação.
     
    O novo estudo, no entanto, diz ter sido o primeiro a associar o impacto do bullying praticado por irmãos durante a infância a problemas psiquiátricos no início da fase adulta.
     
    Pesquisadores das Universidades de Oxford, Warwick, Bristol e College London enviaram questionários a milhares de famílias com crianças de 12 anos de idade em 2003-2004.
     
    Ao final de um período de seis anos, eles avaliaram o estado mental dos entrevistados.
     
    No caso de famílias com mais de um filho, as crianças tinham de responder sobre se foram vítimas de bullying por seus irmãos. O questionário dizia: “Isso [bullying] acontece quando teu irmão ou tua irmã tenta te chatear dizendo coisas desagradáveis e dolorosas, ou te ignora completamente quando está diante dos amigos dele(a); te bate, te chuta, te empurra ou te persegue, conta mentiras ou inventa boatos sobre tua vida.”
     
    Probabilidade
     
    A maioria das crianças afirmou não ter sido vítima de bullying. Desse total, aos 18 anos, 6,4% tinha algum tipo de depressão, 9,3% sofria ansiedade e 7,6% já haviam se automutilado no ano anterior à pesquisa.
     
    Já as 786 crianças que afirmaram ter sofrido bullying por seus irmãos várias vezes durante a semana apresentaram o dobro das taxas das outras crianças. Nesse grupo, 12,3% tinham algum tipo de depressão, 14% haviam se automutilado e 16% diziam sofrer de ansiedade.
     
    As meninas tinham maior propensão a ser vítimas de bullying do que os meninos, sobretudo em famílias onde havia três ou mais crianças. Ainda de acordo com a pesquisa, os irmãos mais velhos normalmente eram os culpados pelos episódios de bullying.
     
    Em média, as vítimas afirmaram que o bullying entre irmãos tinha começado aos oito anos.
     
    Excessos
     
    Responsável pela pesquisa, Lucy Bowes, da Universidade de Oxford, afirmou que, embora os pesquisadores não tenham podido concluir que o bullying entre irmãos causa depressão, o resultado foi significativo. “Temos de mudar nossa postura quanto a esse problema. Se isso [bullying] ocorre na escola, haverá desdobramentos para o indivíduo durante a vida adulta”.
     
    “Tal comportamento pode causar um dano a longo prazo. Precisamos fazer mais pesquisas, mas os pais também precisam ouvir mais seus filhos”.
     
    “Não estamos falando de nenhum tipo de brincadeira que normalmente se restringe ao círculo familiar, mas incidentes que se repetem várias vezes durante a semana, nos quais as vítimas são ignoradas pelos irmãos ou submetidas a abusos verbais e até mesmo violência física”.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Médicos lançam site sobre sintomas, tratamentos e prevenção do câncer

    Médicos lançam site sobre sintomas, tratamentos e prevenção do câncer

    Página reúne informações sobre mais de 20 tipos de câncer.
    Site foi criado para ser fonte de informação confiável sobre câncer na rede.
     
    Foi com o objetivo de criar uma fonte confiável de informações sobre câncer para a população geral que os médicos Fernando Cotait Maluf, Antonio Carlos Buzaid e Drauzio Varella se uniram para desenvolver o projeto “Vencer o câncer”. A parceria resultou em um livro e em um site, onde o leitor pode acessar textos, vídeos e ilustrações em linguagem simples e clara sobre sintomas, tratamentos e formas de prevenção.
     
    De acordo com Buzaid, uma das motivações para o projeto foi constatar que muitas pessoas buscam informações sobre câncer em fontes não confiáveis na internet, o que pode leva-las a tomar decisões erradas sobre sua doença ou a passar por um sofrimento desnecessário.
     
    “Isso é muito comum porque a internet não tem filtro e nem sempre quem escreve é um especialista”, completa Maluf. “O contato com informações erradas pode trazer angústia, depressão e abandono do tratamento com prejuízo do prognóstico.”
     
    Drauzio Varella acrescenta que o excesso de informações sobre câncer disponíveis na rede deixa os pacientes confusos e inseguros. “O que acontece com as pessoas que têm câncer é que elas recebem uma quantidade absurda de informações. Os doentes ficam completamente perdidos. O risco é exatamente esse: a informação que não passa por nenhum crivo e que cai na rede se espalha feito um vírus.”
     
    No site “Vencer o câncer”, o internauta pode acessar informações sobre mais de 20 tipos de câncer. Para cada um, constam as informações sobre quais são os fatores de risco, as formas de prevenção, como se manifestam os sintomas, como é feito o diagnóstico, se há risco de recaída e no que consiste o tratamento.
     
    A ideia, segundo Maluf, é que não só o paciente com câncer e seus familiares tenham uma fonte confiável para se informar, mas também a população saudável possa se orientar sobre as formas de se prevenir. “O site foi desenhado para ser uma fonte de informação para pessoas saudáveis diminuírem o risco de câncer. A ideia é democratizar informação de alta qualidade de especialistas na área”, observa o oncologista.
     
    Desde 2010
     
    Buzaid conta que o projeto começou a ser desenvolvido em 2010. Os textos foram escritos por ele e por Maluf. “Drauzio, que é mestre das palavras, fez a grande obra de transpor o texto para um linguajar bem mais acessível.”
     
    O próximos passo do projeto, segundo Maluf, é passar a contar com profissionais da saúde voluntários e até advogados para esclarecer dúvidas dos internautas relacionadas a câncer.
     
    Para Drauzio, o projeto reflete uma mudança no perfil do paciente com câncer. Se no passado os pacientes não queriam conhecer a verdade sobre o câncer e encaravam a doença quase como uma sentença de morte, hoje, com o aumento das opções de tratamento, as pessoas querem saber tudo sobre o tema. “Com o acesso à informação, todos querem ter certeza de que estão fazendo o melhor tratamento”, diz.
     
    Fonte: Bem Estar
     
  • Ebola vai infectar mais milhares de pessoas na Libéria, diz OMS

    Ebola vai infectar mais milhares de pessoas na Libéria, diz OMS

    Os meios convencionais para controlar a epidemia de ebola não estão funcionando e o vírus está se espalhando rapidamente na Libéria, onde muitos milhares de novos casos são esperados nas próximas três semanas, segundo informou a Organização Mundial da Saúde (OMS).
     
    “A transmissão do vírus do ebola na Libéria já é intensa e o número de novos casos está crescendo de forma exponencial”, diz o comunicado da OMS divulgado nesta segunda-feira.
     
    A organização observou que motocicletas e táxis são “uma grande fonte potencial de transmissão do vírus” porque eles não são desinfetados na Libéria, onde as medidas convencionais de controle da doença “não estão tendo o impacto adequado”.
     
    Segundo a OMS, é preciso intensificar os esforços contra o ebola em três ou quatro vezes na Libéria e outros países da África ocidental que combatem a epidemia.
     
    Quatorze dos 15 estados da Libéria reportaram casos confirmados de ebola, segundo a OMS. No estado de Montserrado, que inclui a capital Monrovia, são necessários 1 mil leitos para tratar de pacientes com ebola, mas apenas 240 leitos estão disponíveis, o que faz com muitas pessoas sejam recusadas nos centros de tratamento.
     
    “Assim que um novo centro de tratamento de ebola é aberto, ele é imediatamente inundado de pacientes, o que aponta para um grande número de casos que antes era invisível”, segundo a OMS. “Quando os pacientes são recusados… eles não têm escolha a não ser retornar as suas comunidades e residências, onde eles vão inevitavelmente infectar outras pessoas.” Até sexta-feira, 1.871 pessoas na Libéria tinham sido infectadas pelo vírus do ebola, dos quais 1.089 morreram, de acordo com a OMS. Guiné, Libéria e Serra Leoa contabilizam 3.944 casos, com 2.097 mortos. A Nigéria tem 18 casos registrados e sete mortes, enquanto Senegal reportou um caso fatal.
     
    Fonte: Portal Valor Econômico
  • Viagra para o cérebro

    Viagra para o cérebro

    Imagine tomar uma pílula e ser capaz de estudar a noite inteira, sem sentir sono nem se distrair. Ou, com outra pílula, tornar-se mais criativo e destacar- se entre os colegas de trabalho. Pois é exatamente isso que uma nova geração de suplementos, disponível nos Estados Unidos, promete: um atalho para o sucesso ao turbinar a memória, afiar o raciocínio e aprimorar a capacidade de atenção. Entre quem usou e resolveu contar a experiência na internet, as pílulas ganharam o apelido de “Viagra cerebral”, uma referência ao medicamento que revolucionou o mercado ao tratar a impotência sexual masculina. Os ingredientes que prometem prodígios cerebrais são velhos conhecidos da indústria farmacêutica: vitaminas e estimulantes naturais como a cafeína. Agora, combinações dessas substâncias foram agrupadas em cápsulas, produzidas por pequenas empresas, interessadas no apetite de estudantes e jovens profissionais por soluções miraculosas. Faltam estudos sobre a eficácia dessas combinações. E, mais grave, sobre seus possíveis efeitos colaterais. Vale a pena assumir o risco e apostar nas pílulas da inteligência?
     
    Nos EUA, esse tipo de suplemento virou uma febre. Em dezenas de vídeos na internet, usuários relatam sua experiência com alguns dos produtos. Discutem as vantagens de cada uma das combinações com o mesmo entusiasmo e dedicação com que halterofilistas falam de novos produtos para aumentar os músculos. “São fisiculturistas do cérebro”, diz o pesquisador Sean Duke, da Universidade Trinity, na Irlanda. “Eles querem aumentar as capacidades mentais como os halterofilistas desejam melhorar o corpo.”
     
    A mais nova sensação desse universo anabolizado é um suplemento chamado OptiMind, lançado em junho. Ele foi criado pelos americanos Lucas Siegel,de 23 anos, e Timothy West, de 21, depois da morte de um amigo de faculdade deles. O amigo usara uma quantidade excessiva de medicamentos tarja preta para afastar o cansaço e aumentar a concentração. “Essa experiência trágica nos inspirou a criar um produto seguro, que ajudasse os estudantes a manter a concentração sem se preocupar com riscos para a saúde”, diz West. Ele trabalha como chefe de vendas da empresa AlternaScript, que produz o OptiMind. O produto mistura estimulantes, vitaminas e moléculas de proteína. Promete aumentar a disposição física e aprimorar a memória e a concentração. West diz tomar dois comprimidos por dia. Jura que não há perigo para a saúde. Na internet, alguns usuários se queixam de leves dores de cabeça.
     
    O OptiMind não é o único suplemento desse tipo no mercado. Nos EUA, há pelo menos 20 produtos à venda pela internet. O AlphaBrain, produzido pela empresa Onnit, é popular entre jogadores de pôquer, para aprimorar o foco e diminuir o estresse. Cada pílula contém 11 substâncias. Os fabricantes estão de olho num público que já buscava esses efeitos, mas tinha de recorrer ao uso ilegal de remédios controlados. Algumas das substâncias favoritas desse público eram drogas para o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Pessoas com esse diagnóstico costumam ser desatentas, inquietas e impulsivas. Os remédios, prescritos por médicos, são usados para manter esses sintomas sob controle. Sem receita, eles são usados por pessoas saudáveis que querem melhorar sua capacidade de concentração – ainda que não haja nenhum consenso médico atestando que são eficazes nessa situação. As drogas costumam ser vendidas clandestinamente, pela internet, por pessoas que conseguiram uma receita ou o remédio com amigos. Há quem tente enganar o médico. “Precisamos ficar atentos com pessoas que simulam os sintomas para conseguir uma receita”, diz o psiquiatra paulistano Mario Louzã. É exatamente nesse nicho que os novos suplementos fazem sucesso. Os entusiastas não precisam recorrer a estratégias ilegais para ter acesso às drogas que procuram. Nos EUA, os novos coquetéis podem ser comprados livremente na internet, sem receita, porque foram considerados como “suplementos alimentares”- não remédios – pela agência que regula medicamentos, a FDA.
     
    A venda sem receita não significa que as novas fórmulas sejam isentas de riscos. Faltam estudos para provar sua segurança. “É possível que, no futuro, pesquisas sugiram que esses suplementos podem causar algum grau de dependência, como já aconteceu com a nicotina e com a cafeína”, afirma o pesquisador Mitul Mehta, do King`s College, em Londres. Outra possibilidade é que as fórmulas prejudiquem áreas do cérebro ligadas a outras funções. Pode ser um risco muito grande, considerando que os efeitos desejados pelos consumidores também não foram comprovados cientificamente. “Há a possibilidade de que a melhora do rendimento seja apenas autossugestão”, afirma a psicóloga Denise Barros. Ela estudou substâncias que agem sobre o cérebro em seu doutorado na Universidade Estadual do Rio de Janeiro.
     
    Os brasileiros entusiasmados com os novos suplementos devem conter a empolgação. Eles podem até ser importados de outros países, mas apenas para uso pessoal. Não podem ser distribuídos comercialmente no Brasil. Para isso, precisam ser aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Por ora, não há nenhum pedido de fabricantes ou importadores para regulamentar os produtos no país. O jeito é confiar na velha fórmula da inteligência: alimentação equilibrada, sono em dia e muita dedicação para estudar. Costuma dar trabalho, mas é infalível.
     
    Fonte: Época