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Ministério da Saúde simula controle de contaminação de ebola no Galeão
Ação é resposta a um possível caso suspeito de ebola no país, diz MS.Exercício começa no aeroporto e termina na Fiocruz, no Subúrbio do Rio.O Ministério da Saúde coordenou uma simulação contra a contaminação de ebola no Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim, no Galeão, Ilha do Governador, nesta sexta-feira (29). A ação, segundo o órgão, é um treinamento para que todos estejam preparados para atuar se um dia for identificado algum caso suspeito de ebola no país. O exercício terá início nas instalações do aeroporto e será concluído no Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Subúrbio.A simulação é realizada pelo Ministério da Saúde em parceria com a Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro e conta com a participação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Fiocruz, Corpo de Bombeiros, Tam Linhas Aéreas e Concessionária Rio Galeão.Ainda segundo a nota, embora seja baixa a possibilidade de um viajante infectado por ebola chegar ao Brasil, o estado recebe o primeiro teste de procedimentos que devem ser seguidos pelas equipes de saúde. A simulação começa na comunicação do caso suspeito feito pela aeronave à equipe da Anvisa no aeroporto internacional, depois o transporte do paciente pelo Samu, até o atendimento clínico no hospital de referência.A doençaDe acordo com o Ministério da Saúde, o Ebola é causado por um vírus e está relacionado à ocorrência de surtos de Febre Hemorrágica no continente africano desde 1976. Atualmente, seus casos foram identificados em Serra Leoa, Libéria, Guiné, Congo e Nigéria.O período de incubação da doença, segundo o ministério, pode variar de 1 a 21 dias e sua transmissão ocorre somente após o início dos sintomas, por meio do contato direto com sangue e/ou secreções da pessoa infectada (incluindo cadáveres), assim como por contato com superfícies ou objetos contaminados. São consideradas suspeitas pessoas que estiveram em algum dos países citados acima nos últimos 21 dias e que apresentem febre de início súbito, acompanhada de sinais de hemorragia.O Ministério da Saúde disponibilizou canais de contato para notificação imediata por parte dos profissionais de saúde de casos suspeitos pelo número de telefone: 0800 644 6645 ou pelo email: [email protected].Fonte: G1 Saúde -

Segunda etapa da vacinação contra o HPV começa na segunda, diz Saúde
Primeira etapa, que teve início em março, alcançou 4,3 milhões de meninas.Imunização é para garotas de 11 a 13 anos de escolas públicas e privadas.O Ministério da Saúde anunciou nesta sexta-feira (29) que a segunda fase da campanha de vacinação contra o vírus papiloma humano (HPV) em meninas de 11 a 13 anos começa nesta segunda-feira (1º) em escolas públicas, privadas e em unidades de saúde do país. Em seis meses de vacinação da primeira etapa, iniciada em março, mais de 4,3 milhões de meninas foram imunizadas, atingindo 87,3% da meta.O HPV é a principal causa do câncer de colo do útero, que mata cerca de 90 mulheres por ano em Brasília. Para garantir a eficácia da vacina, são necessárias três doses, com intervalo de 60 e 180 dias após a primeira aplicação. O calendário de vacinação foi organizado de acordo com o calendário escolar, das escolas públicas e privadas.Segundo o ministro da Saúde, Arthur Chioro, a segunda dose é imprescindível para garantir a eficácia da vacina e deve ser tomada com intervalo de 60 a 180 dias após a primeira aplicação. A terceira dose deve ser ser aplicada cinco anos após a primeira fase.A partir do ano que vem, a campanha vai abranger crianças com idade entre 9 e 11 anos e, em 2016, a imunização será incluída no calendário de vacinação das meninas a partir de 9 anos.“A estratégia prevê que a partir de 2016 essa vacina fique no calendário de vacinação após os nove anos de idade, antes do início de qualquer atividade sexual ou contato com o HPV, momento adequado de resposta imunológica, atendendo às recomendações de organizações internacionais”, disse o ministro.Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), a estimativa é que 15 mil novos casos sejam registrados no país em 2014 – o número estimado de óbitos é de 4,8 mil. A meta do ministério é vacinar 80% do grupo-alvo – 4,9 milhões de meninas.“Aquelas que tomaram a primeira dose, aquelas que não tomaram ou aquelas que acabaram de fazer 11 anos devem tomar. Só com a primeira dose não fica protegida. Para ficar protegida pela vida inteira, tem que tomar a segunda dose e, daqui cinco anos, tomar a terceira dose”, disse o ministro.VacinaA vacina contra o HPV foi desenvolvida há dez anos e é usado em países como Inglaterra, Austrália, Holanda e Espanha. Na rede privada, a vacina quadrivalente custa cerca de R$ 1,2 mil. Segundo pesquisas, a eficácia das doses fica na casa dos 90% após oito anos.Os HPVs são vírus capazes de infectar a pele e as mucosas. A transmissão se dá por contato direto com o local infectado, sendo que a principal forma de transmissão é pela via sexual, informou a Secretaria de Saúde. Quando a infecção persiste, ela pode resultar no desenvolvimento de lesões e progredir para o câncer, principalmente no colo do útero.De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), existem mais de cem tipos diferentes de HPV. Para evitar o surgimento do câncer de colo do útero, é importante que as mulheres façam exames preventivos (Papanicolau ou citopatológico), que podem detectar lesões. Quando essas alterações que antecedem o câncer são identificadas e tratadas, é possível prevenir a doença em 100% dos casos, segundo a Saúde.Distrito FederalNo DF, 62.862 meninas e adolescentes receberam a primeira dose da vacina contra o HPV na primeira fase da campanha. As meninas que não compareceçam à escola no dia agendado para vacinação serão encaminhadas para unidades de saúde.As vacinas são quadrivalentes, conferindo proteção contra HPV 6, 11, 16 e 18. No ano passado, 50 mil meninas de 11 a 13 anos foram vacinadas com três doses, o equivalente a 79,5% da meta, segundo o GDF. Cada dose da vacina custou R$ 73, o que totalizou um investimento de R$ 13 milhões na compra de 192 mil doses. As vacinas estão sendo repassadas à Secretaria de Saúde pelo governo federal.Fonte: G1 Saúde -

Grandes redes de farmácias movimentam R$ 8,76 bi no 1º quadrimestre
Destaque ficou para a venda de não-medicamentos
As grandes redes do varejo farmacêutico nacional seguem sua rota de expansão. Segundo dados da FIA/USP, divulgados pela Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), o volume de vendas foi de R$ 8,76 bilhões no primeiro quadrimestre deste ano, 12,24% a mais do que no mesmo período de 2012.
O destaque ficou para a comercialização de não-medicamentos, que superou R$ 2,83 bilhões, contra R$ 2,43 bilhões de janeiro a abril do ano passado – um crescimento de 16,20%. A participação dessa categoria no movimento geral é de 32,3%. “Esse cenário reflete o anseio da população por uma farmácia que funcione como uma autêntica loja de saúde, com um amplo mix de produtos de conveniência e bem-estar”, analisa o presidente executivo da Abrafarma, Sérgio Mena Barreto.
As vendas de genéricos também avançaram no período – R$ 1,087 bilhão, alta de 14,03%. Já a comercialização de medicamentos inseridos no programa Aqui tem Farmácia Popular registrou evolução de 15,92%, com movimento de R$ 160,08 milhões.
O número de lojas também apresentou um aumento significativo, e hoje soma 4.806 drogarias, um aumento de 9,73% na comparação entre os meses de abril em 2012 e 2013.
Fonte: Guia da Farmácia
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Uso estendido de pílulas anticoncepcionais reduz risco de gravidez
Diferentes modalidade de uso de pílulas anticoncepcionais estão disponíveis para as mulheres. Um estudo americano avalia se o risco de gravidez não é afetado pelo uso prolongado de contraceptivos oraisAs mulheres que usam pílulas contraceptivas, às vezes, se espantam com a variedade de formulações e regimes de uso destes hormônios. As antigas e únicas formulações com 21 dias de uso e 7 de descanso vem sendo substituídas por regimes variados: 24 e 4, 28 contínuo e até 84 por 7. Isso mesmo 84 dias de uso, seguido por 7 dias de pausa ou come medicação placebo. Neste período a mulher sangra. Um grande benefício, para algumas mulheres, que preferem não menstruar ou se sentem mal quando isso ocorre. Mas será que esta mudança de regime funciona?. Ou em outros termos, o risco de gravidez indesejada não aumentará?. Um estudo americano têm a resposta.Os pesquisadores comparam as taxas de gravidez anuais em 3 diferentes tipos de uso pílulas anticoncepcionais: 21/7, 24/4 e 84/7. Mais de 100 mil mulheres com idades entre 15 e 40 anos foram avaliadas entre os anos de 2006 e 2011. Ao final do estudo uma surpresa: as taxas de gravidez de um ano foram significativamente menores com o esquema prolongado de uso na comparação aos outros 2 esquemas. No esquema 84 dias de uso e 7 dias de pausa foi registrada uma taxa anual de gestação de 4,4% contra uma taxa de mais ou menos 7,0%, nos demais tipos de uso. Para os autores, o uso prolongado de pílulas é mais efetivo na supressão da atividade ovariana e diminui o risco de escape ovular.O estudo tem uma limitação importante já que analisa, retrospectivamente, os dados, e não sabe informar se de fato as participantes usaram corretamente as pílulas, tanto num regime quanto no outro. Mas se os resultados forem confirmados por novas pesquisas, é uma ótima notícia. Não apenas para as mulheres, que não querem ou não gostam de menstruar, mas para todas que não querem mesmo engravidar.Fonte: Uol Saúde -

Testes de vacina contra o ebola serão acelerados
Produto começará a ser administrado em setembro a voluntários saudáveis.Vacina é projeto conjunto de laboratório e ONG britânica.Os testes de uma nova vacina contra o ebola serão acelerados e o produto começará a ser administrado em setembro a voluntários saudáveis do Reino Unido, Gâmbia e Mali, anunciou em Londres o consórcio responsável.A vacina é um projeto conjunto do laboratório farmacêutico GlaxoSmithKline e a organização não governamental médica britânica Wellcome Trust, entre outros organismos, segundo um comunicado.O anúncio coincide com a advertência da Organização Mundial da Saúde (OMS) de que o vírus ebola pode afetar a médio prazo até 20 mil pessoas, mas que espera deter a progressão da doença nos próximos três meses.Os testes para medir a segurança e efetividade da vacina acontecerão, entre outros centros médicos, no Instituto Jenner da Universidade de Oxford.Ao mesmo tempo em que os testes serão realizados, a GlaxoSmithKline produzirá 10.000 doses para que, no caso de êxito dos testes, a OMS possa iniciar imediatamente um programa de vacinação de emergência nas comunidades mais afetadas.Os testes devem ser concluídos ao fim de 2014.“Os acontecimentos trágicos na África exigem uma resposta urgente”, disse o professor Adrian Hill, diretor do Instituto Jenner.“Nos últimos anos, as pesquisas com vacinas similares imunizaram com sucesso as crianças e adultos contra uma variedade de doenças. Nós, junto com os outros participantes no projeto, somos otimistas de que esta vacina candidata será útil contra o ebola”.Fonte: G1 Saúde -

Estudo revela dano hepático em roedor exposto a radiação de celular
Ratas 'receberam' ligações de 25 segundos a cada 2 minutos por 5 noites.Testes mostraram indícios de que radiação foi tóxica para o fígado.A exposição à radiação de telefones celulares provocou danos hepáticos em ratas grávidas numa pesquisa desenvolvida no Laboratório de Biologia Celular e Molecular da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). O próximo passo do estudo é avaliar de que forma a radiação pode interferir no desenvolvimento das crias desses animais expostos.O estudo, conduzido pela bióloga Tatianne Rosa dos Santos, avaliou dois grupos de ratas grávidas: enquanto 10 foram expostas à radiação de celulares, outras 10 ficaram protegidas de qualquer radiação. O experimento começou quando elas estavam no 15º dia de gestação e se estenderam até o 20º dia.No grupo exposto à radiação, cada rata passou a “receber ligações” de 25 segundos a cada 2 minutos em um aparelho celular instalado dentro de suas gaiolas blindadas. As ligações se repetiam por um período de 12 horas, sempre durante a noite, horário de maior atividade dos roedores.“Desenvolvemos um mecanismo que ligava para vários celulares ao mesmo tempo e acionava os celulares juntos. Então, era medida a radiação no local para ver se ela realmente estava sendo emitida”, diz Tatianne. No 20º dia, os animais foram eutanasiados e tiveram fígados e sangue avaliados.“A partir do soro, fizemos a dosagem de enzimas como AST, ALT, fosfatase alcalina e Gama-GT, que podem indicar dano hepático”, diz a pesquisadora. O que eles encontraram no grupo exposto à radiação foi um aumento de AST e de fosfatase alcalina, o que configura um indício de toxicidade para o fígado.Esses resultados foram apresentados em um painel na XXIX Reunião Anual da Federação de Sociedades de Biologia Experimental (FeSBE), que acontece esta semana em Caxambu, Minas Gerais.Tatianne cita que outros estudos concluídos em seu laboratório apontam para outros efeitos da radiação do telefone celular em ratos. Um deles demonstrou, por exemplo, que ratos expostos a esse tipo de radiação por 3 ou por 10 noites sofreram uma alteração no número e na qualidade dos espermatozoides produzidos. “A gente observou uma fragmentação do DNA dos espermatozoides. E foi temporal: quanto mais tempo expostos, maior era a fragmentação do DNA.”A pesquisadora explica que os resultados ainda são preliminares e que não se pode concluir que, em seres humanos, os efeitos da radiação dos celulares seriam semelhantes. “São dados que ainda estão no começo, então é difícil extrapolar diretamente para o humano. Mesmo assim, é importante tentar usar o celular com um pouco mais de cautela, já que utilizamos o tempo todo”, observa a bióloga.Fonte: G1 Saúde -

Cigarro eletrônico estimula hábito de fumar entre jovens
Os cigarros eletrônicos podem ser mais tentadores para jovens não fumantes que os cigarros convencionais, e, após experimentarem cigarros eletrônicos, os jovens ficam mais inclinados a provar os cigarros comuns. Essas descobertas foram divulgadas ontem por pesquisadores americanos do Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC, nas iniciais em inglês).O estudo, baseado em levantamentos representativos junto à faixa jovem da população americana, detectou que mais de 250 mil adolescentes e jovens até os 19 anos que nunca tinham fumado usaram um cigarro eletrônico em 2013, contingente três vezes superior ao contabilizado em 2011. Aqueles que haviam experimentado a versão eletrônica estavam duas vezes mais propensos a provar um cigarro convencional no ano seguinte, em comparação com os que nunca tinham experimentado o produto. O estudo foi publicado na revista especializada “NicotineTobacco Research”.Os cigarros eletrônicos são dispositivos finos, reutilizáveis, montados a partir de um tubo de metal que contém líquidos com nicotina de sabores exóticos. Quando os usuários fumam, a nicotina é aquecida e liberada como vapor desprovido de alcatrão, diferentemente da fumaça do cigarro convencional.Especialistas da área de saúde evocaram receios de que o aquecido setor de cigarros eletrônicos, que movimenta US$ 2 bilhões, revertesse os ganhos obtidos por seu empenho para reduzir o hábito de fumar entre os jovens dos EUA ao longo de décadas. Apenas 15,7% dos americanos de até 19 anos relataram fumar em 2013, a taxa mais baixa da série histórica.A Lorillard lidera o mercado americano de cigarros eletrônicos, enquanto a Reynolds American e o Altria Group passarão a fabricar suas próprias marcas do dispositivo em todo o país a partir deste semestre. O banco Wells Fargo projeta que as vendas de cigarros eletrônicos nos EUA ultrapassarão as de cigarros convencionais até 2020.Fonte: Valor Econômico -

Especialista afirma que epidemia de ebola deve aumentar
Um dos descobridores do vírus criticou a 'extraordinária lentidão' da OMS.'Estão reunidas todas as condições para que acelere', disse Peter Piot.O professor belga Peter Piot, um dos responsáveis pela descoberta do vírus ebola em 1976, afirmou nesta terça-feira (26) que estão reunidas as condições para que a epidemia acelere e lamentou a “extraordinária lentidão” da resposta da Organização Mundial da Saúde (OMS).“Nunca havia acontecido uma epidemia de tal envergadura. Há seis meses assistimos ao que se poderia chamar de 'tempestade perfeita', porque estão reunidas todas as condições para que acelere”, afirmou em uma entrevista ao jornal francês “Libération”.A epidemia de febre hemorrágica ebola, que já provocou mais de 1.500 mortos, “explode em países onde os serviços de saúde não funcionam, devastados por décadas de guerra. Além disso, a população desconfia radicalmente das autoridades”, completa o especialista.“É necessário restabelecer a confiança. Em uma epidemia como a do ebola, não é possível fazer nada sem confiança”.O coordenador da ONU na luta contra o ebola, David Nabarro, advertiu na segunda-feira (25) que o combate à epidemia é uma “guerra” que não está vencida de antemão e que pode durar seis meses.Piot lamentou a “extraordinária lentidão” das instituições.“A OMS despertou apenas em julho, apesar do alerta ter sido feito no início de março e da epidemia ter começado em dezembro de 2013. Agora assume a liderança, mas é muito tarde”, afirmou.No início de agosto, os especialistas da OMS consideraram que era “ético” fornecer aos pacientes medicamentos experimentais com efeitos colaterais ainda desconhecidos.Fonte: G1 Saúde -

Morre médico liberiano com ebola tratado com soro experimental ZMapp
Segundo ministro, infectado chegou a mostrar sinais de melhora.Outras duas pessoas seguem em tratamento com o remédio.Um médico liberiano tratado com um soro experimental americano em seu país depois de ter contraído ebola morreu, anunciou nesta segunda-feira (25) à AFP o ministro de Informação da Libéria, Lewis Brown.“Mostrava sinais de melhora, mas finalmente faleceu. O governo lamenta esta perda e apresenta suas condolências à família”, explicou Brown, que declarou que o médico, Abraham Borbor, morreu na madrugada desta segunda-feira.Outros dois funcionários tratados com este soro, o ZMapp, “seguem em tratamento e há sinais de esperança”, indicou o ministro.Os Estados Unidos entregaram à Libéria no dia 13 de agosto doses de ZMapp para estes três profissionais de saúde. O tratamento, que não havia sido testado em humanos, também foi administrado em dois americanos que na semana passada foram declarados curados, e em um padre espanhol que morreu no dia 12 de agosto. Os três haviam sido infectados na Libéria.O laboratório que fabrica o ZMapp informou que as escassas doses disponíveis do medicamento haviam se esgotado.Por sua vez, o Japão declarou nesta segunda-feira estar disposto a fornecer um tratamento experimental de uma empresa japonesa que o país homologou em março como um antiviral contra a gripe, com o objetivo de lutar contra o ebola “se a Organização Mundial da Saúde (OMS) pedir”.Diante da amplitude da epidemia, a OMS considerou ético no dia 12 de agosto oferecer medicamentos cuja eficácia ou efeitos colaterais ainda não foram comprovados como tratamento potencial ou a título preventivo.Fonte: G1 Saúde -

USP fará teste em voluntários para estudar efeitos do canabidiol no sono
Componente da maconha tem circulação vetada pela Anvisa dentro do país.Faculdade de Ribeirão Preto fará estudo após defender reclassificação.Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto (SP) começarão a fazer testes com canabidiol para estudar os efeitos no sono do composto químico presente na maconha. De acordo com o professor da Faculdade de Medicina (FMRP) José Alexandre de Souza Crippa, o teste com a substância em outros distúrbios neurológicos já apresentou resultados positivos e 40 voluntários estão sendo convocados para participar do novo estudo.A instituição confirmou os testes depois de ter enviado, em julho, uma carta aberta à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) defendendo a reclassificação do canabidiol, com circulação vetada no país. Atualmente, remédios que contém a substância só são utilizados por pacientes que possuem autorização especial para importação concedida pelo próprio diretor da agência ou ainda sentença jurídica com a mesma finalidade.Sono e Mal de ParkinsonAtravés do estudo, os pesquisadores pretendem observar a atuação do canabidiol no sono, avaliando, por exemplo, se a substância mantém os níveis de relaxamento durante a noite.“Já mostramos previamente que o canabidiol é capaz de atuar melhorando alguns distúrbios do sono, especialmente em pacientes com Parkinson, em um transtorno de modo específico chamado transtorno comportamental de sono REM, que não tem tratamento farmacológico adequado atualmente”, explica Crippa. Testes foram feitos em alguns animais, que também apresentaram melhoras no quadro de insônia.No caso dos pacientes com Mal de Parkison – doença progressiva que atinge os movimentos devido à disfunção dos neurônios – a substância reduziu outros sintomas, além de aliviar os problemas enfrentados por eles na hora de dormir.Diante disso, o professor diz que, primeiramente, esse novo estudo quer entender como o canabidiol funciona em pessoas sem alterações do sono, para, em seguida, investigar sua atuação em pacientes com insônia.VoluntáriosPara participar do novo estudo da USP, o voluntário, homem ou mulher, precisa ter a idade mínima de 18 anos e não apresentar nenhum distúrbio de sono. Também é preciso preencher informações solicitadas por um formulário de triagem online, através do qual será avaliado se a pessoa está apta ou não a participar. Moradores de Ribeirão Preto e não fumantes terão preferência.Segundo Crippa, os selecionados devem passar, pelo menos, duas noites no Hospital das Clínicas da FMRP, fazendo um teste chamado polissonografia, mais conhecido como exame do sono, durante o qual será administrada uma dose de canabidiol. Haverá ajuda de custo para cobrir eventuais despesas com transporte e alimentação.PolêmicaEnquanto tentam demonstrar a eficiência do componente no sistema neurológico, os pesquisadores precisam enfrentar a polêmica dos testes com o canabidiol, já que o medicamento do componente é ilegal no Brasil. “A polêmica é porque o canabidiol é um composto que está presente na Cannabis sativa [maconha]. Se ele estivesse na jabuticaba, por exemplo, não haveria nenhuma polêmica”, garante o pesquisador.Ele explica que o problema surge no uso clínico da substância e na possibilidade do composto ser receitado por médicos. Contudo, para sua aplicação em pesquisas, não há impedimento algum, de acordo com os padrões definidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).Em maio, uma reunião da Diretoria Colegiada do órgão, em Brasília, discutiu se o canabidiol deveria ser retirado da lista de substâncias de uso proscrito para entrar para a lista de substâncias de controle especial (comercializado com receita médica de duas vias). Porém um dos diretores pediu vista do processo, o que adiou a decisão.Crippa lembra, ainda, que o canabidiol é apenas um dos 480 componentes da maconha e que, portanto, não podem ser interpretados como sinônimos. “O canabidiol não causa dependência, nem abstinência, nem tolerância. E não tem efeitos colaterais maiores”, afirma e frisa que a maconha, enquanto conjunto de componentes, oferece sim riscos à saúde.A preocupação com a confusão entre a planta e seu componente é tamanha que os pesquisadores estão propondo a mudança do termo “maconha medicinal” para “canabinóide medicinal”. A proposta faz parte da carta aberta da FMRP à Anvisa, na qual foi defendida a reclassificação do canabidiol.ResultadosA pesquisa do efeito da substância nos padrões do sono é apenas mais uma de uma série de estudos da FMRP sobre o componente. “Nós já demonstramos eficácia [do canabidiol] na doença de Parkinson, nos transtornos de ansiedade, mostramos em esquizofrenia, em doenças do sono – em algumas delas -, além disso, nós testamos em dependência de maconha e, um estudo que estamos concluindo com um grupo da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em dependência de crack”, diz Crippa.O grupo de estudos da USP de Ribeirão é responsável pelo maior número de pesquisas nesta área. Em todos os testes, a substância se mostrou bastante segura para a correção de certas deficiências do organismo.Esse foi o caso da menina Anny, de seis anos, portadora da síndrome CDKL5 (doença rara, que, entre outros sintomas, apresenta sinais de epilepsia grave). De acordo com seus pais, um medicamento à base de canabidiol reduziu as crises de convulsões e trouxe mais qualidade à vida da menina. Contudo, foi necessário ganhar na justiça o direito de importar o remédio dos Estados Unidos, onde sua venda é permitida.Fonte: G1 Saúde