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  • Grupo francês confirma segundo implante de coração artificial

    Grupo francês confirma segundo implante de coração artificial

    Paciente era da cidade de Nantes.
    Primeira operação deste tipo ocorreu no dia 18 de dezembro de 2013.
     
    O grupo francês Carmat anunciou nesta segunda-feira (8) o implante em um paciente de um coração artificial, o segundo realizado na França, confirmando informações da imprensa na semana passada.
     
    Segundo os meios de comunicação, cirurgiões franceses realizaram o implante de um coração artificial Carmat, uma bioprótese de alta tecnologia, em um paciente da cidade de Nantes (oeste). Uma primeira operação similar ocorreu no fim de 2013 em Paris.
     
    'Carmat (…) confirma hoje ter realizado a metade do teste de factibilidade de sua bioprótese cardíaca', indica o grupo em um comunicado, sem fornecer mais informações sobre o implante.
     
    'Os critérios de êxito supõem – entre outros – a sobrevivência 30 dias depois do implante e a recuperação funcional de órgãos vitais', acrescenta.O Carmat indica que dois novos pacientes serão selecionados para futuros testes.
     
    A primeira operação deste tipo ocorreu no dia 18 de dezembro de 2013 em um hospital de Paris. O paciente, Claude Dany, um homem de 76 anos que sofria de uma grave insuficiência cardíaca, faleceu 75 dias depois da operação devido a uma falha técnica da prótese.
     
    Segundo o jornal Libération, esta segunda operação foi realizada pela equipe do professor Daniel Duveau, que participou da primeira cirurgia.
     
    Fonte: G1 Saúde
     
  • OMS escolhe dez tratamentos experimentais para tratar o ebola

    OMS escolhe dez tratamentos experimentais para tratar o ebola

    Organização Mundial da Saúde pediu a empresas que agilizem pesquisas.
    Ebola já matou mais de 1.900 na África; número de contaminados pode subir.
     
    A Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu durante encontro com especialistas em Genebra, que termina nesta sexta-feira (5), que as empresas farmacêuticas e as agências reguladoras trabalhem juntas para acelerar o desenvolvimento de drogas e vacinas seguras e eficazes contra o Ebola.
     
    Dez tratamentos experimentais –oito drogas e “duas candidatas promissoras a vacinas”– mostraram potencial contra o vírus, mas continuam sob investigação, informou a OMS em um documento divulgado na cúpula, que teve início nesta quinta.
     
    Entre eles está a droga anticorpos ZMapp, fabricada pela norte-americana Mapp Biopharmaceutical Inc., que foi ministrada a vários pacientes do Ebola por “razões humanitárias”, mas cuja eficácia clínica “ainda é incerta”, disse a entidade. “Os esforços para aumentar a produção (do ZMapp) podem gerar suprimentos potenciais de algumas poucas centenas de doses até o final de 2014”.
     
    As provas da eficácia dos medicamentos e vacinas “são sugestivas, mas não se baseiam em dados científicos consistentes vindos de testes clínicos”, declarou a OMS. Os estoques atuais de todos os medicamentos experimentais são extremamente limitados ou já acabaram.
     
    Mais afetados nos próximos meses
     
    A doença virulenta, que já matou pelo menos 1.900 pessoas no oeste da África desde março, pode afetar 20 mil pessoas até ser contida, nos próximos seis a nove meses, segundo a OMS.
     
    “Acelerar o desenvolvimento de terapias e vacinas experimentais ou não aprovadas contra a doença do vírus do Ebola exige um esforço conjunto dos desenvolvedores de produtos e das agências reguladoras, em cooperação com a OMS”, afirma o documento da entidade.
     
    As decisões sobre que produtos devem ter seu desenvolvimento acelerado devem ser transparentes e envolver os países do oeste africano afetados pela epidemia, informou a OMS.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • ” uso de cigarros eletrônicos

    ” uso de cigarros eletrônicos

    Para cada um milhão de fumantes que passem a usar produtos eletrônicos, 6 mil vidas podem ser salvas por ano, dizem universidades britânicas.
     
    Um estudo feito por pesquisadores britânicos indicou que os alertas contra cigarros eletrônicos são alarmistas e que o uso do produto no lugar dos cigarros tradicionais poderia salvar muitas vidas.
     
    Para cada um milhão de fumantes que mudam para cigarros eletrônicos, mais de 6 mil vidas por ano podem ser salvas, de acordo com a equipe da University College London (UCL).
     
    Os pesquisadores responsáveis pelo estudo, que também envolveu duas outras universidades britânicas, consideraram as críticas aos cigarros eletrônicos como “equivocadas”.
     
    A posição é diametralmente oposta à da Organização Mundial de Saúde (OMS), que defendeu a proibição desses cigarros em locais públicos e de trabalho. A justificativa da organização é que essa prática poderia aumentar os níveis de algumas toxinas e da nicotina no ar. A organização também teme que o uso dos modelos eletrônicos acabe levando não fumantes ao vício.
     
    Porém, a equipe da UCL disse que o número de não fumantes que utilizam cigarros eletrônicos representam menos de 1% da população, de acordo com o levantamento Smoking Toolkit, uma pesquisa mensal de fumantes na Inglaterra.
     
    'Loucura'
     
    “Você tem que ser um pouco louco para continuar fumando cigarros convencionais quando há cigarros eletrônicos disponíveis”, disse o professor da UCL Robert West. Para ele, apesar de algumas toxinas estarem presentes no vapor dos modelos eletrônicos, as concentrações são muito baixas.
     
    “As concentrações de substâncias cancerígenas e toxinas no vapor estão quase todas bem abaixo de um vigésimo em relação aos cigarros (tradicionais)”, afirmou.
     
    A opinião encontra apoio também em pesquisadores do Centro Nacional de Dependência, do King's College London, e da Unidade de Dependência do Tabaco, da Queen Mary University.
     
    Após uma análise das conclusões da OMS, publicadas na revista Addiction, eles concluíram que algumas das suposições que o órgão fez foram “equivocadas”. Os estudiosos britânicos estimaram que 6 mil vidas por ano seriam salvas para cada milhão de fumantes que trocasse cigarros reais pelos eletrônicos.
     
    No Brasil, o hábito de fumar está em queda, mas ainda mata 200 mil pessoas por ano, segundo o Ministério da Saúde. A estimativa é que 11% da população brasileira fumem, o que representa cerca de 22 milhões de pessoas.
     
    Ou seja, se todos migrassem para o cigarro eletrônico, 132 mil vidas seriam salvas por ano, de acordo com os parâmetros da pesquisa. Para Peter Hajek, pesquisador da Queen Mary University, os reguladores precisam equilibrar a redução dos riscos com a redução dos benefícios potenciais.
     
    “Neste caso, os riscos são improváveis e alguns comprovadamente não existem, enquanto os benefícios são potencialmente enormes. Realmente poderia ser uma intervenção revolucionária na saúde pública se os fumantes trocassem os cigarros tradicionais pelos eletrônicos.”
     
    'Poucos dados concretos'
     
    A OMS ainda não respondeu às críticas ao seu trabalho. A Faculdade de Saúde Pública, uma importante ONG britânica, apoia as preocupações do órgão da ONU.
     
    John Ashton, presidente da instituição, disse que não defende uma proibição, mas teme que a popularização do cigarro eletrônicos tenha o impacto de reverter os efeitos de anos de campanha contra o tabagismo que contribuíram para a redução do hábito na sociedade.
     
    “Queremos ter certeza de que quaisquer benefícios que possam existir não desfaçam todo o trabalho duro feito ao longo de décadas para salvar vidas com a redução do tabagismo”, argumentou.
     
    “No momento, há poucos dados concretos sobre os cigarros eletrônicos. Até chegarmos a alguns fatos sólidos sobre o seu impacto na saúde das pessoas, precisamos de uma regulamentação adequada.”
     
    Fonte: G1 Saúde
     
  • Agência dos EUA aprova terapia experimental contra câncer de pele

    Agência dos EUA aprova terapia experimental contra câncer de pele

    FDA autorizou uso da droga Keytruda para combater melanoma avançado.
    Medicamento pode ser utilizado após tratamento com tipo de imunoterapia.
     
    A FDA, agência americana que regula o setor de alimentos e remédios, autorizou nesta quinta-feira (4) o uso de uma nova terapia experimental imunológica que emprega uma droga chamada Keytruda, voltada ao combate do melanoma avançado, um agressivo tipo de câncer de pele. A terapia é destinada a pacientes que não respondem a outros tratamentos.
     
    Também conhecida como pembrolizumab, a droga é a sexta inovação nas terapias para combater esse letal câncer de pele a ser autorizada pela FDA desde 2011.
     
    Desenvolvida pela farmacêutica Merck, a Keytruda “é a primeira droga aprovada para bloquear o componente celular chamado PD-1, que impede o sistema imunológico de combater as células cancerígenas”, disse a FDA em um comunicado. “A Keytruda pode ser utilizada depois do tratamento com ipilimumab, um tipo de imunoterapia' existente, acrescentou a nota.
     
    O melanoma, uma forma de tumor muito agressivo nas células responsáveis pela pigmentação da pele, representa cerca de 5% dos novos casos de câncer diagnosticados nos Estados Unidos. Todo ano, mais de 76 mil americanos são diagnosticados com câncer de pele, e cerca de 10 mil morrem, acrescentou a FDA.
     
    A instituição Aliança para a Pesquisa do Melanoma classificou a aprovação do medicamento como um “grande avanço” e ressaltou que 69% dos pacientes tratados com pembrolizumab melhoram depois de um ano. “A notícia é extremamente emocionante e demonstra o quão longe se chegou nesse campo nos últimos anos”, disse Debra Black, da FDA.
     
    As outras drogas aprovadas pela FDA contra o melanoma incluem ipilimumab (2011), peginterferon alfa-2b (2011), vemurafenib (2011), dabrafenib (2013) e trametinib (2013). “A Keytruda foi considerada uma terapia inovadora e acelerou a revisão da FDA, porque a evidência clínica preliminar demonstrou que a droga é substancialmente melhor do que as outras terapias”, explicou a FDA.
     
    Tom Stutz é um dos pacientes que participaram do estudo da droga, desenvolvido na Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA). “A droga salvou minha vida', afirmou Tom, vítima de um melanoma que se espalhou pelo corpo.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Cannabis pode ajudar a combater os efeitos do estresse pós-traumático

    Cannabis pode ajudar a combater os efeitos do estresse pós-traumático

    A cannabis pode ajudar a combater os efeitos negativos no comportamento e os de caráter psicológico que acarreta a síndrome de estresse pós-traumático, segundo os resultados de uma pesquisa realizada pela Universidade de Haifa, no norte de Israel.
     
    “A administração de maconha sintética (canabinóides) pouco após um evento traumático pode previnir sintomas típicos da síndrome de estresse pós-traumático em ratos, tanto aqueles causados pelo trauma como por lembranças angustiantes recorrentes”, diz um comunicado da universidade.
     
    Segundo o estudo, cujas conclusões foram reveladas hoje, esses efeitos foram freados depois que a droga neutralizou a transmissão química entre os receptores emocionais do cérebro.
     
    O estudo foi realizado pelos pesquisadores Najshon Korem e Irit Akirav, do Departamento de Psicologia.
     
    “A importância do estudo está no fato de que contribui para a compreensão da reação cerebral que produz o efeito positivo da cannabis sobre essa síndrome, o que apoia a necessidade de realizar testes clínicos com humanos para examinar seu potencial”, alegam os pesquisadores.
     
    De acordo com a Associação Médica de Israel, cerca de 9% da população israelense sofre com o transtorno por estresse pós-traumático, uma porcentagem que cresce vertiginosamente entre soldados, prisioneiros de guerra, vítimas de ataques e civis que vivem em zonas fronteiriças frequentemente afetadas pela guerra.
     
    Um fenômeno comum entre estes grupos é a exposição quase contínua a eventos que os lembram do trauma inicial, agravando suas condições de vida ao longo de anos.
     
    Akirav, que já realizou vários estudos neste campo, assegura que o uso da cannabis dentro de uma “janela de tempo” apropriada após um evento traumático reduz os sintomas de estresse pós-traumático, segundo demonstraram os testes com ratos.
     
    Em sua última pesquisa, o especialista se centrou nas consequências dos eventos repetidores que lembram o trauma inicial, para saber se a cannabis tem o mesmo efeito positivo.
     
    Para isso foi administrada a droga a um grupo de ratos que tinham recebido descargas elétricas, e um composto antidepressivo de sertralina a um segundo grupo.
     
    A pesquisa demonstrou que o primeiro grupo não mostrou depois, perante lembranças angustiantes recorrentes, os sintomas típicos do transtorno.
     
    “Em outras palavras, a cannabis fez com que os efeitos do trauma recorrente desaparecessem”, assegura.
     
    O estudo também abordou a base neurobiológica do efeito que teve a droga no cérebro.
     
    Segundo o comunicado, os ratos expostos a traumas “mostraram um aumento nas expressões de dois dos receptores associados com o processamento da emoções cerebrais: o CB1 e o gr”, um reflexo que ficou mitigado naqueles que tinham recebido a dose de cannabis.
     
    “Os resultados de nosso estudo sugerem que a conectividade no circuito do medo do cérebro muda por causa de um trauma, e que a administração de canabinóides impede que esta mudança ocorra”, concluíram os cientistas.
     
    Fonte: Uol Saúde
     
  • Johnson & Johnson iniciará testes de vacina contra ebola no início de 2015

    Johnson & Johnson iniciará testes de vacina contra ebola no início de 2015

    Objetivo é criar vacina que previna as cepas Zaire e Sudão do ebola.
    Doença já matou 1.900 pessoas na África, afirma a OMS.
     
    Cientistas irão acelerar testes de outra vacina contra o ebola, desta vez da Johnson & Johnson, em mais um sinal de que a piora do surto do vírus no mundo mobiliza pesquisas sobre a doença mortal.
     
    A J&J disse nesta quinta-feira (4) que seus novos testes clínicos da vacina, que incluem a tecnologia da empresa de biotecnologia dinamarquesa Bavarian Nordic, iriam começar no início de 2015.
     
    O movimento ocorre após a decisão de início dos testes em humanos de uma vacina da GlaxoSmithKline neste mês e planos de testar uma outra desenvolvida por cientistas do governo canadense, que foi licenciada para a NewLink Genetics.
     
    Não se esperava que os testes em humanos da J&J com a vacina começassem antes do final de 2015 ou início de 2016.
     
    O objetivo da J&J a longo prazo é desenvolver uma vacina que possa proteger contra as cepas Zaire e Sudão do ebola, bem como uma condição relacionada chamada doença de Marburg. Mas o programa foi simplificado em face do surto.
     
    “Por causa da emergência, decidimos focar o esforço no ebola Zaire, que é o surto do Oeste Africano, e é por isso que podemos acelerar o programa significativamente”, disse o vice-presidente científico da companhia, Paul Stoffels.
     
    Epidemia
     
    Mais de 1.900 pessoas morreram na África Ocidental em consequência do pior surto mundial de ebola, de acordo com novo balanço divulgado nesta quarta-feira (3) pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Segundo a agência das Nações Unidas, houve um grande aumento de óbitos em menos de uma semana. Até 26 de agosto, tinham sido registradas 1.552 mortes.
     
    De acordo com Margaret Chan, chefe da OMS, até esta semana foram registrados 3.500 casos de provável contaminação por ebola em Guiné, Serra Leoa, Libéria e Nigéria. Há ainda, em menor escala, um surto relacionado a doença no Congo e pelo menos um caso confirmado no Senegal. O número de mortos já superou o de outras epidemias da doença desde que o vírus foi detectado pela primeira vez, em 1976.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Cientistas buscam solução para crise do ebola em encontro na Suíça

    Cientistas buscam solução para crise do ebola em encontro na Suíça

    Especialistas se reúnem em Genebra para discutir potenciais terapias.
    Balanço aponta para mais de 1.900 mortes e 3.500 casos de contaminação.
     
    Cerca de 200 especialistas se reúnem nesta quinta (4) e sexta-feira (5) em Genebra para fazer um balanço sobre os tratamentos experimentais contra o vírus do ebola, que se propaga em alta velocidade no oeste da África e, segundo a OMS, ameaça mais de 20 mil pessoas.
     
    Reunidos a portas fechadas em um hotel perto do aeroporto de Genebra, eles analisarão “as possibilidades de produção e utilização destes tratamentos” experimentais, informou a Organização Mundial de Saúde (OMS), que convocou a reunião.
     
    O principal objetivo da reunião é “informar as autoridades regulamentares nacionais sobre a situação dos produtos suscetíveis de ser utilizados e favorecer os contatos entre os países afetados e os fabricantes”, acrescentou.
     
    Crise sem precedentes
     
    Segundo a OMS, o avanço dos casos do vírus do ebola na África Ocidental “não tem precedentes por seu alcance e complexidade e pela carga que representa para os sistemas de saúde”.
     
    Em seu último balanço, divulgado nesta quarta-feira (3), a diretora-geral da organização, Margaret Chan, informou sobre mais de 1.900 mortos de um total de 3.500 casos. Na semana passada contabilizava 1.552 óbitos de 3.069 casos.
     
    Para combater o vírus vários métodos estão sendo desenvolvidos, como produtos sanguíneos, terapias imunológicas, medicamentos ou vacinas, mas até o momento nenhum deles foi homologado para um uso padrão.
     
    Em agosto, um grupo de especialistas reunidos pela OMS considerou ético que nas circunstâncias particulares atuais e sob condições estes métodos sejam propostos como tratamentos potenciais, embora ainda não se saiba se são realmente eficazes.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Em novo teste, vacina de dengue teve eficácia de 60,8% na América Latina

    Em novo teste, vacina de dengue teve eficácia de 60,8% na América Latina

    Sanofi Pasteur divulgou resultados de estudo que envolveu 21 mil crianças.
    Empresa pretende submeter produto à Anvisa no início de 2015.
     
    O laboratório Sanofi Pasteur anunciou que a vacina experimental contra dengue desenvolvida pela empresa conseguiu reduzir em 60,8% o número de casos da doença em estudo que envolveu quase 21 mil crianças e adolescentes da América Latina e Caribe.
     
    Resultados mais detalhados da pesquisa devem ser anunciados em novembro, na reunião anual da Sociedade Americana de Medicina Tropical e Higiene (ASTMH, na sigla em inglês), nos Estados Unidos, e também publicados em uma revista científica ainda neste semestre, de acordo com Sheila Homsani, gerente do departamento médico da Sanofi Pasteur.
     
    Ela afirma que, com esses resultados, a empresa encerra a última etapa de testes clínicos, que era o que faltava para completar o dossiê que deve ser submetido à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Essa submissão deve ocorrer no início de 2015 e, caso o órgão aprove a vacina, ela deve passar a ser comercializada no país até o fim do ano que vem, ainda segundo a gerente.
     
    Os testes foram feitos entre junho de 2011 e abril de 2013 em crianças e adolescentes de idade entre 9 e 16 anos. Participaram do estudo Brasil, México, Honduras, Colômbia e Porto Rico.
     
    Só no Brasil, foram 3.550 participantes que receberam três doses da vacina, com intervalos de seis meses entre elas. Foram escolhidas cinco cidades brasileiras com índices altos de dengue: Natal, Fortaleza, Campo Grande, Goiânia e Vitória.
     
    Dos quase 21 mil participantes, dois terços receberam a vacina e um terço recebeu placebo. Segundo a empresa, o grupo que recebeu a vacina teve 60,8% menos casos de dengue do que o grupo que recebeu placebo. O número total de pessoas que foram infectadas por dengue durante o estudo, porém, ainda não foi divulgado.
     
    A vacina teve níveis de proteção diferentes para cada sorotipo. Para o sorotipo 1, a proteção foi de 50%; para o sorotipo 2, foi de 42%; para o sorotipo 3 foi de 74% e para o sorotipo 4 foi de 77,7%.
     
    “Tem que ser uma vacina que proteja contra os quatro sorotipos, mesmo que em níveis diferentes de proteção. Cada um contribuiu para o resultado global. Hoje não tem qualquer tratamento específico para dengue e não tem nenhuma forma de prevenção. Se a vacina consegue proteger 6 pessoas em cada 10, está prevenindo bastante”, diz Sheila.
     
    Segundo a médica, a vacina também foi capaz de reduzir a hospitalização por dengue em 80,3%. Quanto à segurança da vacina, ela afirmou que “não houve morte em decorrência da vacina” e que ela foi “muito bem tolerada” pelos voluntários.
     
    Atualmente, existem diversas iniciativas de pesquisas para o desenvolvimento da vacina contra a dengue em todo o mundo, inclusive de instituições nacionais, como o Instituto Butantan e a Fundação Oswaldo Cruz. Mas nenhuma delas chegou à fase 3 de testes, quando o produto é testado em um número grande de voluntários.
     
    Estudo na Ásia
     
    Um estudo da mesma vacina feito na Ásia, que testou o produto em 10.275 crianças do continente, teve seus resultados publicados na revista científica “The Lancet” em julho. Os testes mostraram que, nesse público, a vacina experimental foi capaz de conferir uma proteção de 56,5% contra a infecção.
     
    Enquanto o grau de proteção contra os sorotipos 3 e 4 foi de 75%, e contra o sorotipo 1 foi de 50%, a proteção contra o sorotipo 2 foi de apenas 35%. O estudo também mostrou que a vacina conseguiu prevenir 88,5% dos casos de dengue hemorrágica, que são os mais graves.
     
    Fonte: Bem Estar
     
  • Tirar as mamas após diagnóstico de câncer não aumenta taxa de sobrevivência

    Tirar as mamas após diagnóstico de câncer não aumenta taxa de sobrevivência

    Retirar as duas mamas para tratamento de câncer, quando apenas uma delas foi afetada pela doença, não aumenta as chances de sobrevivência da mulher, em comparação ao tratamento tradicional, como cirurgia conservativa da mama aliada à radioterapia e mastectomia unilateral (retirada da mama afetada). Um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Stanford e do Instituto de Prevenção do Câncer da Califórnia, nos Estados Unidos, demonstra o fato.
     
    A pesquisa, publicada nesta terça-feira (2) na Jama (The Journal of American Medical Association), comparou os casos de mastectomia bilateral (retirada das duas mamas) e as taxas de mortalidade após o procedimento, com os números referentes à terapia de conservação da mama e mastectomia unilateral (a retirada do seio afetado) armazenados no Registro de Câncer do estado americano da Califórnia.
     
    Ao todos foram estudados 189.734 casos, registrados entre 1998 e 2011, com uma média de acompanhamento médico de 89,1 meses de cada paciente. As pacientes estudadas tinham diagnóstico de câncer de mama no estágio 0-III.
     
    Comparando a cirurgia conservadora da mama, aliada à radioterapia, com a mastectomia unilateral, a última teve uma taxa maior de mortalidade. Ou seja, 16,8% das pacientes submetidas ao primeiro procedimento morreram em dez anos, e 20,1% morreram após retirar um dos seios, durante o mesmo período. Os pesquisadores verificaram que não houve diferença significativa em comparação com a mastectomia bilateral, que teve taxa de mortalidade de 18,8%, em um período de 10 anos.
     
    Mesmo assim, a taxa de mastectomia bilateral cresceu de 2%, em 1998, para 12,3%, em 2011. O aumento foi ainda maior entre mulheres com menos de 40 anos: 3,6%, em 1998, para 33%, em 2011.
     
    Segundo os pesquisadores, é preciso entender melhor a necessidade desse tipo de cirurgia antes de fazer essa opção, pois além de não estar associada a uma taxa maior de sobrevivência, a retirada das duas mamas tem implicações médicas e psicológicas muito sérias para as mulheres. 
     
    Fonte: Uol Saúde
     
  • Vírus teve mais de 300 mutações genéticas

    Vírus teve mais de 300 mutações genéticas

    Como resposta ao maior surto de Ebola da história, um grupo internacional de cientistas sequenciou e analisou 99 genomas do vírus. Com o estudo, publicado nesta quinta-feira, 28, na revista Science, foi possível rastrear a origem e transmissão do vírus no surto atual – informações que são essenciais para o desenvolvimento de vacinas, diagnósticos e tratamentos. A pesquisa mostrou que o genoma do vírus atual tem mais de 300 modificações genéticas em relação às linhagens responsáveis por surtos anteriores da doença.
     
    O estudo foi realizado pelo Broad Institute do MIT e Harvard, em colaboração com o Ministério da Saúde de Serra Leoa. Cinco dos 58 autores do artigo da Science contraíram o vírus do Ebola e morreram antes da publicação. Um dos coautores do estudo, Augustine Goba, diretor do Laboratório Lassa, em Kenema (Serra Leoa), foi o cientista que identificou o primeiro caso de Ebola no país.
     
    Segundo os cientistas, as linhagens de Ebola responsáveis pelo surto atual provavelmente têm um ancestral comum com o primeiro surto da história, ocorrido em 1976. No estudo, os pesquisadores traçaram o caminho de transmissão e as relações evolutivas das amostras, revelando que a linhagem responsável pelo surto atual divergiu da versão do vírus nos últimos 10 anos. Segundo eles, o surto de 2014 teve origem na Guiné e se espalhou por Serra Leoa, Libéria e Nigéria.
     
    De acordo com o artigo, nos surtos anteriores, a exposição contínua a reservatórios virais, como morcegos infectados, contribuíram para a difusão da doença. Mas, a partir das variações genéticas encontradas nos sequenciamentos do vírus atual, os cientistas concluíram que o surto de 2014 começou a partir de uma única troca entre humanos, espalhando-se depois de pessoa para pessoa por vários meses provavelmente indo para Serra Leoa a partir de duas linhagens do vírus originários da Guiné. Os pesquisadores acreditam que a possível fonte dessas linhagens foram 12 pessoas que participaram do funeral de um curandeiro na Guiné, na fronteira com Serra Leoa, em maio, e levaram a doença para Serra Leoa.
     
    Para chegar a essas conclusões, os pesquisadores estudaram amostras do vírus coletadas de 78 pacientes que foram diagnosticados com a doença em Serra Leoa nos primeiros 24 dias do surto. Alguns pacientes contribuíram com mais de uma amostra – o que permitiu estudar a mudança do vírus em cada indivíduo no decurso da infecção. Para caracterizar as cepas atuais do vírus, os cientistas utilizaram a tecnologia conhecida como “sequenciamento profundo”: o sequenciamento é repetido inúmeras vezes para gerar resultados de alta confiabilidade. No caso, cada genoma foi sequenciado em média 2 mil vezes.
     
    De acordo com um dos autores, Kristian Andersen, da Universidade de Harvard (Estados Unidos), ao analisar as amostras obtidas no início da epidemia em Serra Leoa e compará-las às de surtos anteriores, a equipe conseguiu dados para estudar a taxa de evolução e entender o padrão de difusão da epidemia. “Essa informação é muito importante para nos dar uma ideia de como o vírus está mudando no decorrer de uma epidemia quando é introduzido a partir de uma fonte única”, disse Andersen.
     
    As mutações encontradas no vírus de 2014 eram esperadas, segundo Andersen. “A linhagem de 2007 também era diferente daquela de 2002. É muito cedo para concluir se isso torna o vírus diferente em termos biológicos ou clínicos. Vamos ter que estudar mais, fazendo experimentos e investigações epidemiológicas”, afirmou.
     
    Os cientistas também não sabem ainda se as mutações no vírus têm relação com o tamanho sem precedentes do surto atual. “É possível que o tamanho do surto se explique por uma melhora do acesso ao transporte, na infraestrutura de estradas e distinguiam o surto atual dos anteriores. Embora os cientistas não saibam se essas diferenças têm relação com a severidade do surto atual, a descoberta poderá servir como ponto de partida para outros grupos de pesquisa. A fim de acelerar os esforços contra a doença, os cientistas divulgaram as sequências genômicas completas na base de dados do Centro Nacional de Informação Biotecnológica dos Estados Unidos, deixando-as disponíveis para a comunidade científica internacional.
     
    Segundo Andersen, entender de onde vem o vírus é importante para tentar compreender por que novas áreas são infectadas por novas linhagens virais. “Para fins de contenção da epidemia, é fundamental entender como um evento isolado de infecção em um funeral pode se espalhar por todo o país. Nós conseguimos rastrear a data e local desse evento e conseguimos evidências sobre como o vírus muda ao se espalhar de pessoa para pessoa”, explicou.
     
    Entender como o vírus muda, de acordo com Andersen, é fundamental para o desenvolvimento de vacinas e tratamentos. “O alvo para as vacinas e terapias podem ser partes específicas do genoma viral, que podem mudar durante os surtos, ou entre um surto e outro”, declarou o cientista.
     
    Mortos
     
    Os cinco coautores do estudo que morreram ao longo do trabalho de pesquisa eram colaboradores de Serra Leoa. Segundo Andersen, todos eles morreram em decorrência do surto de Ebola. “Alguns deles tinham familiares que haviam contraído a doença e provavelmente foram infectados a partir deles. Outros foram infectados enquanto tratavam de pacientes em Kenema”, afirmou.
     
    Morto no fim de julho, o médico Sheik Humarr Khan foi diretor do Programa Nacional de Febre de Lassa, do Ministério da Saúde de Serra Leoa. Khan completou sua residência em Medicina no Hospital Escola de Korle Bu, em Gana.
     
    Ele estava envolvido com o Centro Africano de Genômica de Doenças Infecciosas, Saúde Humana e Hereditariedade. “Ele era um dos membros fundadores do Consórcio de Febre Hemorrágica Viral e tinha 10 anos de experiência no tratamento de pacientes com a febre de Lassa – uma febre hemorrágica viral aguda, descrita em 1969 na cidade de Lassa, na Nigéria”, disse Andersen.
     
    Mbalu Fonnie, enfermeira no Hospital Governamental de Kenema, havia se aposentado como supervisora do ambulatório de febre de Lassa da instituição. “Ela tinha mais de 30 anos de experiência no tratamento da febre de Lassa e se especializou no gerenciamento de casos severos da doença em mulheres grávidas”, disse Andersen. Segundo ele, Fonnie iniciou a carreira no Hospital Metodista Nixon, em Segbwema (Serra Leoa) e participou de testes clínicos conduzidos pelo Centro de Controle de Doenças do governo dos Estados Unidos.
     
    Mohamed Fullah era instrutor no Instituto Politécnico Oriental de Serra Leoa, onde serviu por mais de 10 anos. “Ele era extremamente popular entre seus alunos. O professsor Fullah também teve vasta experiência em trabalhos técnicos de laboratório e trabalhou por seis anos, em meio período, no Laboratório de Febre de Lassa”, disse Andersen. Alex Moigboi era enfermeiro em Serra Leoa e tinha mais de 10 anos de experiência com o tratamento de pacientes de febre de Lassa. Alice Kovoma também era enfermeira e tinha seis anos de intensa experiência no tratamento de vítimas da febre de Lassa.
     
    Fonte: O Estado de S.Paulo