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  • Alteração em gene parece ajudar no combate ao HIV

    Alteração em gene parece ajudar no combate ao HIV

    Um grupo de pesquisadores da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), no Rio, identificou uma variante de DNA em portadores do HIV que parece estar relacionada a uma maior capacidade de resistência ao vírus da Aids.
     
    Conhecida como HLA-B*52, essa variante está presente com mais frequência entre os pacientes que ficam muito tempo sem apresentar sintomas da doença.
     
    Mais especificamente, as pessoas que carregam essa variação genética têm chance duas vezes maior de serem classificadas como “não progressores de longo prazo” “” termo usado para definir aqueles cujo organismo é capaz de controlar o HIV sem auxílio de medicamentos por mais de dez anos (há pacientes que carregam o vírus faz mais de 30 anos e ainda se encaixam nesse grupo).
     
    Segundo a bióloga Sylvia Teixeira, coautora do estudo publicado na revista científica “GenesImmunity”, é importante ressaltar que se trata de uma associação estatística, e não de uma relação simples de causa e efeito. Os pacientes que carregam a variante não podem se considerar simplesmente “protegidos” da doença, lembra ela. “Também é preciso levar em conta características do vírus e todo o sistema biológico do indivíduo infectado”, diz.
     
    SISTEMA DE ALERTA
     
    O gene HLA-B, no qual a variação foi encontrada em pacientes brasileiros, está entre os mais estudados pelos pesquisadores que buscam entender a relação entre as características genéticas humanas e a resistência ao HIV. Isso acontece porque esse gene contém a “receita” para a fabricação de uma molécula que é crucial quando o assunto é reagir a uma invasão do organismo.
     
    Quando o vírus invade uma célula humana, por exemplo, essa molécula pode se ligar a um fragmento do parasita e expô-lo na superfície da célula. Isso funciona como um sinal de que o invasor está presente, recrutando células de defesa que podem destruir a célula infectada ou coordenando outras reações do corpo contra a infecção.
     
    Os detalhes desse processo variam um bocado de pessoa para pessoa e de invasor para invasor “” os vários membros da “família” de genes HLA são extremamente variáveis em sua receita, provavelmente porque a seleção natural favorece essa variedade, já que ela dá ao organismo mais “cartas na manga” para enfrentar um vírus desconhecido, por exemplo.
     
    Por outro lado, isso também significa que às vezes a pessoa não possui as armas corretas para enfrentar certos invasores. “Outro alelo variante, o B*35, é bem conhecido por estar associado à progressão rápida da Aids, provavelmente porque ele não é muito favorável à apresentação do antígeno viral o pedaço exposto do vírus para as células de defesa”, conta Teixeira.
     
    Diante desse quadro, a equipe da Fiocruz pôs-se à caça de associações estatísticas entre variantes do HLA-B e os vários tipos de resposta ao HIV. Eles começaram avaliando dados de cerca de 4.000 pacientes do Rio de Janeiro, mas acabaram analisando o DNA de 218 deles, cujos registros médicos eram precisos o suficiente para ter ideia clara da progressão da doença.
     
    A partir dessa análise, surgiu a associação estatística entre a progressão tardia da Aids e o HLA-B*52. Os números deixam claro que não se trata de uma proteção “mágica”. Entre os pacientes que desenvolvem a doença de forma rápida ou segundo a média dos soropositivos, cerca de 3% carregam essa variante; já entre os que demoram muito para sofrerem os efeitos do vírus, essa proporção é de 11% – bem mais comum, mas nem de longe algo que explique todos os casos.
     
    Para Teixeira, entender como essa resistência funciona deve ajudar os pesquisadores a otimizarem futuras vacinas anti-HIV, por exemplo, imitando, de certa maneira, a resposta otimizada ao vírus montada pelo organismo das pessoas que demoram a desenvolver a doença.
     
    Fonte: Folha de S.Paulo
  • OMS elabora estratégia contra o ebola para os próximos 6 a 9 meses

    OMS elabora estratégia contra o ebola para os próximos 6 a 9 meses

    Plano de ação indica que epidemia não deve ser contida em 2014.
    Ebola já matou 1.350 pessoas na Libéria, Guiné, Serra Leoa e Nigéria.
     
    A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse nesta sexta-feira (22) que elaborou um plano estratégico para combater o Ebola na África Ocidental para os próximos seis a nove meses, indicando que não prevê conter a epidemia este ano.
     
    “A OMS está trabalhando em um plano de ação para o Ebola, é de fato um documento operacional sobre como combater o Ebola”, disse a porta-voz da OMS, Fadela Chaib, em um contato com a imprensa em Genebra. “Estabelece a estratégia para a OMS e parceiros pelos próximos seis a nove meses.”
     
    Quando lhe perguntaram se esse cronograma significa que a agência de saúde da Organização das Nações Unidas prevê que a epidemia, agora afetando a Guiné, Libéria e Serra Leoa continuará até 2015, ela disse: “Francamente ninguém sabe quando esse surto de Ebola vai terminar.”
     
    A epidemia de ebola já matou 1.350 pessoas, sendo 576 na Libéria, 396 na Guiné e 374 em Serra Leoa, segundo o último balanço da Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgado em 18 de agosto.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • OMS vai fazer consulta sobre potencial vacina contra o ebola

    OMS vai fazer consulta sobre potencial vacina contra o ebola

    A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou nesta sexta-feira (22) que vai fazer consulta em setembro sobre uma potencial vacina contra o ebola, já testada com “resultados promissores” em dois profissionais de saúde na Libéria.
     
    Em nota, a agência da Organização das Nações Unidas destacou que, nos dias 4 e 5 de setembro, fará uma consulta sobre terapias e potenciais vacinas em Genebra, na Suíça, onde fica a sede da OMS.
     
    “A consulta foi convocada para reunir conhecimentos sobre as terapias e vacinas experimentais mais promissoras e o seu papel na contenção do surto de ebola na África Ocidental”, ressaltou o comunicado.
     
    Várias vacinas contra o ebola estão sendo testadas, incluindo um tratamento promissor, o ZMapp, que, segundo a OMS, já está esgotado.
     
    Recentemente, o medicamento foi testado em norte-americanos infectados na África, após terem sido obtido bons resultados em testes com macacos.
     
    Segundo a organização, mais de 20 especialistas da África Ocidental são esperados na reunião. Ao todo, cerca de cem peritos em saúde pretendem discutir as mais recentes pesquisas sobre o ebola, bem como questões éticas, legais e regulamentares em torno da doença.
     
    O encontro deve discutir ainda os desafios de países afetados pela epidemia e tentar encontrar consenso sobre as novas formas de combater a doença, que já matou 1.350 pessoas na África Ocidental.
     
    De acordo com a organização, autoridades de saúde na Libéria informaram que dois médicos e um enfermeiro estão atualmente recebendo uma vacina experimental. “O enfermeiro e um dos médicos registraram progressos. O quadro clínico do segundo médico é sério, mas registrou ligeira melhora”, destacou.
     
    Há alguns dias, o diretor do Departamento de Vacinas e Imunização da OMS, Jean-Marie Okwo Bele, adiantou que uma vacina preventiva contra o ebola deverá passar para a fase de testes clínicos em setembro e poderá estar disponível em 2015.
     
     
    Saiba mais sobre ebola
     
    O que é o ebola?
     
    A doença é causada pelo vírus ebola e pode levar a morte até 90% dos doentes. Tem sintomas como febre, vômito, diarreia e hemorragia.
     
    Como se contrai o vírus?
     
    O ebola é transmitido pelo contato direto com sangue e fluídos corporais (suor, urina, fezes e sêmen) de pessoas contaminadas e de tecidos de animais infectados.
     
    Quais países têm mais casos de ebola?
     
    Guiné, Libéria e Serra Leoa vivem surtos de ebola, e há casos na Nigéria. EUA e Espanha levaram compatriotas infectados para tratamento em seus países.
     
    O ebola pode chegar ao Brasil?
     
    Uma pessoa infectada pode entrar no país, mas só poderá infectar alguém quando estiver com os sintomas; dado isso deve ser levada a um hospital onde será isolada.
     
    O ebola tem cura?
     
    Não. Existem apenas remédios e vacinas experimentais sendo testadas no Canadá e nos Estados Unidos. O tratamento consiste em amenizar os sintomas.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Cérebro de crianças autistas possuem sinapses demais, sugere estudo

    Cérebro de crianças autistas possuem sinapses demais, sugere estudo

    Lançando nova luz sobre o funcionamento do cérebro no autismo, um novo estudo sugere que há um excesso de sinapses em pelo menos algumas partes dos cérebros de crianças com autismo, e que a capacidade do cérebro de reduzir o número dessas sinapses é comprometida.
     
    A descoberta fornece pistas sobre como o autismo se desenvolve a partir da infância e poderia ajudar a explicar alguns dos sintomas como a sensibilidade excessiva a ruído ou experiências sociais, assim como o motivo para muitas pessoas com autismo também terem ataques epiléticos. Também poderia ajudar os cientistas na busca por tratamento, se puderem desenvolver terapias seguras para consertar o sistema usado pelo cérebro para eliminar as sinapses excedentes.
     
    O estudo, publicado na quinta-feira (21) na revista “Neuron”, envolveu tecido dos cérebros de crianças e adolescentes que morreram com idades entre 2 a 20 anos. Cerca da metade das crianças tinha autismo, as outras não.
     
    Os pesquisadores, do Centro Médico da Universidade de Columbia, olharam atentamente para uma área do lobo temporal do cérebro envolvido no comportamento social e na comunicação. Analisando o tecido de 20 dos cérebros, eles contaram os espinhos dendríticos nos neurônios e encontraram mais espinhos nas crianças com autismo. Os espinhos se ramificam de um neurônio e recebem sinais de outros neurônios por meio de conexões chamadas sinapses, de modo que mais espinhos indicam mais sinapses.
     
    No desenvolvimento saudável do cérebro, há uma explosão de sinapses muito cedo e depois tem início um processo de “poda” (diminuição das sinapses). Esse processo é necessário para assegurar que diferentes áreas do cérebro possam desenvolver funções específicas e não fiquem sobrecarregadas de estímulos.
     
    A equipe de Columbia descobriu que nas idades mais jovens, o número de espinhos não difere muito entre os dois grupos de crianças, mas os adolescentes com autismo possuem significativamente mais espinhos que aqueles sem autismo. Jovens saudáveis de 19 anos tinham 41% menos sinapses do que crianças pequenas saudáveis, mas os autistas no final da adolescência apresentavam apenas 16% menos do que as crianças pequenas com autismo.
     
    Uma criança com autismo que tinha 3 anos quando morreu tinha muito mais sinapses do que qualquer criança saudável de qualquer idade, disse David Sulzer, um neurobiólogo e principal investigador do estudo.
     
    Os especialistas disseram que o fato de as crianças pequenas de ambos os grupos apresentarem aproximadamente o mesmo número de sinapses sugere um problema de poda no autismo, não um problema de produção excessiva.
     
    “Mais não significa melhor quando se trata de sinapses, e a poda é absolutamente essencial”, disse Lisa Boulanger, uma bióloga molecular de Princeton, que não esteve envolvida na pesquisa. “Se fosse um crescimento excessivo, a expectativa é de que elas seriam diferentes desde o começo, mas como a diferença de sinapses ocorre posteriormente, trata-se provavelmente da poda.”
     
    A equipe de Sulzer também encontrou biomarcadores e proteínas nos cérebros com autismo, refletindo mau funcionamento nos sistemas de remoção de células velhas e degradadas, um processo chamado autofagia.
     
    “Eles mostram que esses marcadores de autofagia diminuem” nos cérebros afetados pelo autismo, disse Eric Klann, um professor de ciência neural da Universidade de Nova York. “Sem a autofagia, essa poda não pode ocorrer.”
     
    As descobertas são as mais recentes em uma área da pesquisa do autismo que está atraindo crescente interesse. Há anos os cientistas debatem se o autismo é um problema de cérebros com conectividade insuficiente ou excessiva, ou alguma combinação.
     
    Ralph-Axel Müller, um neurocientista da Universidade Estadual de San Diego, disse que há crescente evidência de conectividade excessiva, inclusive a partir dos estudos de imagens do cérebro que ele conduziu.
     
    “As deficiências que vemos no autismo parecem ocorrer em diferentes partes do cérebro, conversando demais umas com as outras”, disse. “É preciso perder parte dessas conexões para um desenvolvimento ajustado do sistema das redes cerebrais, porque se todas as partes do cérebro conversarem com todas as partes do cérebro, só se obtém ruído, não comunicação.”
     
    Mais sinapses também criam oportunidade para ataques epilépticos, porque há sinais elétricos em excesso sendo transmitidos no cérebro, prosseguiu Klann. Mais de um terço das pessoas com autismo tem epilepsia, segundo ele.
     
    Fonte: The New York Times
     
  • Meningite pode ser causada por bactérias, vírus, fungos e parasitas

    Meningite pode ser causada por bactérias, vírus, fungos e parasitas

    Entenda causas, prevenção e tratamentos disponíveis para a doença.
    Casos recentes na Grande São Paulo preocupam autoridades de saúde.
     
    Alguns casos recentes de meningite bacteriana na Região Metropolitana de São Paulo, como as cidades de Itapevi e Santana de Parnaíba, estão preocupando as autoridades de saúde. As bactérias estão cada vez mais resistentes aos antibióticos e, assim, fica difícil controlar doenças graves, como a meningite. O Bem Estar desta quinta-feira (21) mostrou que ela também pode ser provocada por vírus, fungos e até parasitas como um caracol africano.
     
    A meninge é a membrana que envolve todo o sistema nervoso central. A meningite ocorre quando há alguma inflamação desse revestimento, causado por micro-organismos, alergias a medicamentos, câncer e outros agentes.
     
    Segundo o infectologista Caio Rosenthal, é importante ficar atento a eventuais surtos e sempre manter a vacinação em dia. O neurologista Augusto Penalva também explicou que existe um bom controle epidemiológico da doença no país, e o que existem são surtos pontuais. Porém, é preciso ficar atento, porque a meningite tem uma taxa alta de mortalidade e sequelas, como surdez, perda dos movimentos e danos ao sistema nervoso. As crianças são a faixa etária mais atingida, e os pacientes devem ter um acompanhamento por pelo menos seis meses após a doença.
     
    A meningite é transmitida quando pequenas gotas de saliva da pessoa infectada entram em contato com as mucosas do nariz ou da boca de alguém saudável. Pode ser por meio de tosse, espirro ou pelo contato com barras de apoio dos ônibus, por exemplo. Por isso, ambientes com muita gente e pouca circulação de ar são ideais para a transmissão, e a doença costuma ocorrer muito no inverno.
     
    Os principais sintomas da meningite são dor de cabeça, febre e confusão mental. Nem sempre há rigidez na nuca, e o teste não pode ser feito por um leigo apenas abaixando a cabeça. Só o médico pode fazer esse exame. O diagnóstico “padrão ouro” ocorre pelo exame do líquor, líquido que banha o sistema nervoso. Apenas a cor já indica se a meningite é por bactéria ou vírus.
     
    As vacinas de meningite disponíveis na rede pública são: pneumocócica 10 valente, meningocócica C conjugada e pentavalente. Já na rede privada, para crianças, são oferecidas a pneumocócica 13 valente, a meningocócica A, C, W, Y e a pentavalente.
     
    Outras dicas de prevenção da meningite são: nunca pegar um caracol na mão e lavar bem as folhas das verduras (pôr algumas gotas de hipoclorito de sódio em 1 litro de água) – usar também água corrente – e manter as mãos sempre limpas.
     
    Fonte: Bem Estar
  • Remédio cura macacos infectados com vírus similar ao ebola

    Remédio cura macacos infectados com vírus similar ao ebola

    Todos os animais expostos ao Marburg foram curados, dizem cientistas.
    Droga interfere no modo como vírus cresce ao entrar em células do corpo.
     
    Um remédio experimental aplicado em macacos demonstrou ser eficaz no combate a infecções mortais, como a provocada pelo vírus Marburg, muito parecido com o ebola, informaram cientistas nesta quarta-feira (20).
     
    O Marburg é um vírus da mesma família do ebola e também causa fortes hemorragias, febre, vômitos e diarreia. A probabilidade de morte é de 25% a 80% e, assim como o Ebola, é transmitido pelo contato com fluidos corporais.
     
    No estudo, feito com 16 macacos, foi testado um remédio desenvolvido pela empresa canadense Tekmira Pharmaceuticals.
     
    A droga funciona interferindo no modo como o vírus cresce assim que entra nas células do corpo.
     
    Um grupo recebeu o tratamento entre 30 e 40 minutos após a exposição ao vírus letal, enquanto outros receberam o medicamento um, dois e três dias depois.
     
    “Todos os animais tratados nos quatro estudos sobreviveram”, afirmou o autor do estudo, Thomas Geisbert, professor de Microbiologia da University of Texas Medical Branch, em Galveston.
     
    “Esta tecnologia poderia ter potencial para combater o ebola”, destacou Geisbert.
     
    Atualmente, não há nenhum medicamento ou vacina para a ebola, que matou 1.350 pessoas e infectou 2.473 desde março em Serra Leoa, Nigéria, Guiné e Libéria.
     
    A Tekmira já iniciou a fase de testes em humanos da nova medicação e, em março, a americana FDA, agência que regula o setor de alimentos e medicamentos nos Estados Unidos, deu sinal verde à companhia para agilizar o desenvolvimento do remédio TKM-Ebola.
     
    Os resultados do estudo foram publicados na revista “Science Translation Medicine”.
     
    Fonte: G1 Saúde
     
  • Botox pode ser usado para tratar câncer de estômago, sugere estudo

    Botox pode ser usado para tratar câncer de estômago, sugere estudo

    O uso do botox pode ir além da estética. Cientistas internacionais revelaram nesta quarta-feira que também pode servir para conter o avanço do câncer, pelo menos temporariamente.
     
    A descoberta, publicada na revista “Science Translational Medicine”, se baseia em estudos feitos em camundongos com câncer de estômago.
     
    O estudo revelou que o botox pode bloquear sinais do nervo vago, que vai do cérebro ao abdômen, restringindo o crescimento de tumores como se fosse um procedimento cirúrgico.
     
    “Descobrimos que eliminado o efeito do nervo, as células-tronco no tumor do câncer são suprimidas, levando a um tratamento e prevenção do câncer”, explicou o co-autor do estudo, Duan Chen, professor da Universidade de Ciência e Tecnologia da Noruega.
     
    O botox funcionou quando injetado localmente no nervo vago, bloqueando a liberação de um neurotransmissor, a acetilcolina, que estimula o crescimento do tumor.
     
    Os cientistas estão agora realizando testes clínicos em pacientes com câncer no estômago na Noruega para provar sua eficácia em humanos.
     
    Os estudiosos dizem que a técnica, embora não seja uma cura para o câncer, poderá estender a vida das pessoas com câncer no estômago inoperável ou pacientes que não respondem mais à quimioterapia.
     
    O câncer de estômago é o quarto tipo mais comum de câncer no mundo e cerca de um quarto dos pacientes sobrevive mais de cinco anos após o diagnóstico. 
     
    Fonte: Folha de São Paulo
  • Farmácia de Acolhimento é o novo espaço para atender demandas judiciais

    Farmácia de Acolhimento é o novo espaço para atender demandas judiciais

     
    Na inauguração da Farmácia de Acolhimento estiveram presentes a Dr. Maria Erivanda C. Meireles (Coordenadora da DAF), o DR. Hugo Alexandre(SINDFAL) representando o CRF-AL.Na mesma solenidade também foi feita a inauguração do mini auditório farmacêutico, que recebeu o nome do DR. Clovis Lorena C. Pedroso (ex-conselheiro federal pelo Estado de Alagoas, ex-presidente do Crf – Al, também atuou no LIFAL e no HGE).
     
    Os pacientes judiciais passam a ser atendidos, exclusivamente, na Farmácia de Acolhimento, localizada na Diretoria Estadual de Assistência Farmacêutica, no Farol. A iniciativa foi aberta ao público nesta sexta-feira (15) e visa organizar o acesso dos alagoanos – via demanda judicial – aos medicamentos do elenco do Sistema Único de Saúde (SUS).
     
    A novidade garante um atendimento mais humanizado para os cerca de cinco mil pacientes já cadastrados no Sistema Nacional de Gestão da Assistência Farmacêutica (Horus), como é o caso da aposentada Maria José Pita de Azevedo, que relata o resultado de um atendimento que vem a melhorar o dia a dia do paciente.
     
    “Passei por todas as etapas para chegar até aqui e consegui meu medicamento: consulta, receita, relatório médico e cadastro”, listou ela, que pegou pela primeira vez seu medicamento. “Estou satisfeita com o serviço e agora espero melhorar desses meus esquecimentos”, complementou, descrevendo um dos sintomas do Mal de Alzheimer.
     
    Assim como dona Maria José, muitos alagoanos necessitam da Farmácia do Estado para adquirir medicamentos gratuitamente. Segundo o governador Teotonio Vilela Filho, a criação da Farmácia de Acolhimento visa absorver a demanda dos pacientes judiciais.
     
    “O nosso objetivo é que o retorno do investimento do trabalho da Farmácia de Acolhimento tenha como resultado os relatos de satisfação dos pacientes que solicitaram medicamentos pelo SUS via demanda judicial”, discursou o governador.
     
    O secretário de Estado da Saúde, Jorge Villas Bôas, lembrou que os pacientes judiciais eram atendidos no Componente Especializado de Assistência Farmacêutica (Ceaf) – antiga Farmex -, que tem o papel de disponibilizar medicamentos de custo mais elevado. “Agora, com a Farmácia de Acolhimento, esses pacientes judiciais vão ter um espaço exclusivo para atendimento. Essa iniciativa é fruto da organização da Assistência Farmacêutica estadual”, frisou o gestor da Saúde, Jorge Villas Bôas.
     
    Climatização
     
    A Assistência Farmacêutica do Estado investiu também na climatização da Central de Abastecimento Farmacêutico (CAF), espaço responsável pelo estoque e distribuição de medicamentos para os 102 municípios alagoanos e para as unidades sob gestão da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau).
     
    De acordo com a diretora estadual de Assistência Farmacêutica, Erivanda Meireles, o espaço de 550m² fica numa temperatura entre 18 e 25 graus, com o objetivo de garantir aos pacientes um medicamento de qualidade, que é conservado de modo apropriado. “Temos ainda duas câmeras frias, com 50m² cada, onde ficam os medicamentos conservados entre 2 e 8 graus”, relatou ela.
     
    Capacitação
     
    Para qualificar os profissionais da Assistência Farmacêutica desde a forma de atendimento com o usuário ao modo de conservação de medicamentos, a unidade do Estado dispôs de um auditório com capacidade para 36 pessoas. O espaço recebeu o nome de Miniauditório Farmacêutico Clovis Lorena Cavalcanti Pedroso, em homenagem ao servidor que atuou na Ceaf como coordenador.
     
    “A semente que ele plantou, floresce. Fica a lembrança. É gratificante que ele seja lembrado com carinho pelo órgão pelo qual atuou”, disse a esposa do homenageado, Normélia Ribeiro Pedroso. Segundo ela, Clovis sempre honrou a profissão de farmacêutico, passou por vários órgãos da Saúde e chegou a ser conselheiro federal por 17 anos.
     
    Fonte: Alagoas 24 horas
  • Hospital de referência em SP se prepara para possíveis casos de ebola

    Hospital de referência em SP se prepara para possíveis casos de ebola

    Instituto de Infectologia Emílio Ribas tem 17 leitos de isolamento.
    Em caso de suspeita de ebola, profissionais deverão usar traje especial.
     
    O Instituto de Infectologia Emílio Ribas é o hospital de referência designado para receber possíveis casos de ebola no estado de São Paulo. De acordo com o infectologista Jean Gorinchteyn, a instituição já está preparada para atender pacientes que tenham se infectado com o vírus, que já provocou mais de mil mortes este ano, principalmente na Guiné, Libéria e Serra Leoa.
     
    Para receber esses casos, o Instituto dispõem de 17 leitos de isolamento, que ficam em quartos de pressão negativa. Isso significa que o ar que circula nesses quartos é tratado antes de sair. Também há trajes especiais para os profissionais de saúde que possam entrar em contato com pacientes infectados.
     
    São macacões impermeáveis, acompanhados de proteções para os pés (para serem colocados por cima dos calçados), luvas, máscaras e uma segunda proteção plástica para o rosto. Segundo Gorinchteyn, a veste é suficiente para proteger os profissionais do contato com secreções dos pacientes (veja o vídeo acima).
     
    Plano de emergência
     
    Se uma pessoa chegar de avião a algum aeroporto do estado de São Paulo com características que possam levar a suspeitas de ebola, a equipe de bordo deve contatar imediatamente o aeroporto de destino. Uma equipe da Anvisa presente no aeroporto deve, então, avaliar o caso e, se for constatada a suspeita, o paciente deve ser transportado, com uma estrutura de isolamento, até o Emílio Ribas.
     
    Três perguntas
     
    Caso um paciente chegue diretamente ao instituto, a identificação das características suspeitas de ebola deve ser feita pelos funcionários logo na recepção. De acordo com a assessoria de imprensa do hospital, um cartaz com três perguntas será fixado em breve na entrada do instituto. São elas: “Você está com febre? Você esteve há pelo menos 21 dias em Serra Leoa, Libéria, Guiné ou Nigéria? Você teve contato com alguém com ebola?”. Se as respostas forem positivas, uma equipe no interior do hospital será contatada para buscar o paciente e leva-lo até a área de isolamento.
     
    Outros serviços de saúde do estado de São Paulo foram orientados a encaminhar para o Emílio Ribas casos suspeitos da infecção. Alguns pacientes já foram encaminhados por temor de que pudessem ter ebola. Mas, até o momento, nenhum caso se enquadrava nos critérios que tornam um caso suspeito de ebola.
     
    Cada estado brasileiro tem ao menos um hospital de referência designado para atender possíveis casos de ebola. A lista dos centros de referência de cada estado foi divulgada pelo Ministério da Saúde.
     
    Probabilidade baixa
     
    Apesar de todo o preparo, o Ministério da Saúde destaca que a probabilidade de o ebola chegar ao Brasil é baixa. “O ebola não se transmite pelo ar, diferentemente de outros vírus. Só transmite se a pessoa tiver contato direto com sangue ou fluidos corporais de pessoas doentes”, disse o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa.
     
    Outra característica que dificulta a propagação da doença para outros continentes, segundo a pasta, é que o paciente tem mais probabilidade de transmitir a doença quando aparecem os sintomas – febre repentina, diarreia e hemorragia – e não no período de incubação, que pode durar até 21 dias.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Médicos expõem pacientes em redes sociais

    Médicos expõem pacientes em redes sociais

    Médicos e outros profissionais da saúde registram cada vez mais suas rotinas nas redes sociais. O problema é que, frequentemente, expõem também os pacientes, algumas vezes em situações constrangedoras.
     
    No aplicativo de paquera Tinder –em que os usuários exibem uma seleção de fotos para atrair a atenção do potencial pretendente–, é possível encontrar imagens de profissionais em centros cirúrgicos, UTIs e outros ambientes hospitalares.
     
    Em busca feita pela reportagem, foram encontradas fotos em que era possível ver o rosto dos pacientes, incluindo de um homem sendo operado e uma criança que fazia tratamento contra um câncer.
     
    “Colocar foto de jaleco e dentro do hospital é 'imã de mulher' no Tinder”, diz um médico de 30 anos da rede pública de São Paulo que costuma usar o aplicativo.
     
    Ele diz que já usou uma foto sua operando, mas agora tem apenas imagens em que não é possível identificar outras pessoas ou a instituição de saúde em que trabalha. “Fiquei com medo de que desse problema”, explicou.
     
    Segundo o CFM (Conselho Federal de Medicina), o registro de pacientes, identificando-os ou não, é irregular.
     
    “É proibido tirar essas fotos. Existe uma resolução bem rígida sobre o assunto”, diz Emmanuel Fortes, coordenador do departamento de fiscalização do CFM.
     
    Ele diz que a única situação em que o registro de pacientes é permitido é para fins científicos, como a exibição em congressos médicos.
     
    “Mas tem de haver consentimento do paciente, além da preservação de sua imagem.”
     
    Médicos que desrespeitarem a norma estão sujeitos a punição, inclusive com a perda de registro profissional, em casos julgados graves.
     
    O Cofen (Conselho Federal de Enfermagem) também veta imagens que não tenham fins científicos. “Profissionais denunciados e flagrados podem ser processados. As punições podem ser advertência, multa, censura e até cassação do direito de exercer a profissão”, diz Antônio Marcos Freire Gomes, conselheiro da entidade.
     
    No programa de compartilhamento de fotos Instagram também não faltam exemplos de pacientes expostos. Como o aplicativo permite fazer uma busca por palavras-chaves e geolocalização, basta clicar no nome dos hospitais ou buscar termos médicos para encontrar as imagens.
     
    REPERCUSSÃO
     
    Mesmo com o veto dos conselhos, o vazamento de imagens de pacientes é comum, inclusive em casos de grande repercussão.
     
    Circulam na rede fotos do menino que teve o braço atacado por um tigre no Paraná, antes e depois da amputação. A polícia de Cascavel (PR) disse que pretende investigar o vazamento das imagens.
     
    Também vazou um vídeo do jogador Neymar dando entrada no hospital pouco após se lesionar na Copa do Mundo, gravado por uma enfermeira que se identificava nas imagens e acabou sendo demitida depois.
     
    Preocupada com esses casos, a Sbait (Sociedade Brasileira de Atendimento Integrado ao Traumatizado) acaba de lançar uma campanha de conscientização entre médicos e demais profissionais.
     
    “É uma questão ética. Hoje todo mundo tem celular e câmera ao alcance da mão. É preciso reforçar as consequências da divulgação dessas imagens”, diz Gustavo Fraga, presidente da SBAIT.
     
    Fonte: Folha de São Paulo