Category: Notícias

  • Diretoria do CRF/AL convida todos os profissionais a participarem das ações do dia do farmacêutico

    Diretoria do CRF/AL convida todos os profissionais a participarem das ações do dia do farmacêutico

    O Conselho Regional de Farmácia de Alagoas convida todos os farmacêuticos alagoanos a participarem das ações em comemoração ao dia nacional do Farmacêutico:



    19.01- Arapiraca: Doação de sangue – Praça Marques da Silva, das 8 às 17hs;



    20.01 – Arapiraca: Atendimento a população- Praça da Prefeitura em Arapiraca – 8 às 13hs;

    22.01 –Maceió: Atendimento a população Praia da Pajuçara – parte fechada próximo a Márcio Raposo Imóveis- 8 às 13hs;

    Não deixem de participar. A presença de vocês é importante e fortalece a categoria!

  • Em Arapiraca, farmacêuticos atendem mais de 100 pacientes na Praça da Prefeitura

    Em Arapiraca, farmacêuticos atendem mais de 100 pacientes na Praça da Prefeitura

    Mais de 100 pessoas foram atendidas na Praça da Prefeitura, no município de Arapiraca, na última sexta-feira, 20 de janeiro. A ação de comemoração ao dia Nacional do Farmacêutico contou com a presença de mais de 20 profissionais que fizeram atendimento a população arapiraquense e de cidades circunvizinhas.

    Foram realizados teste de glicemia capilar, aferição de pressão e orientação sobre o uso racional de medicamentos. De acordo com o vice-presidente do Conselho Regional de Farmácia de Alagoas, Robert Nicácio, a população é carente desses atendimentos e ao mesmo tempo preocupada para saber como está a sua saúde. “São nesses encontros com os pacientes que nós mostramos a importância do profissional farmacêutico, e ao mesmo tempo reforçamos que estamos habilitados para prestar esse tipo de atendimento e orientação”, comentou.

    Quem também foi parceiro dessa ação foi o Hemocentro de Arapiraca (Hemoar) que montou um stand na praça para coletar doadores de medula óssea. Roseane Mendes, farmacêutica e assessora técnica do hemocentro, pontuou que participar dessas ações junto com o Conselho Regional de Farmácia é importante porque os profissionais de saúde se tornam os melhores multiplicadores das informações sobre doações. “Nós do Hemoar ficamos felizes por participar dessa comemoração. Desejamos parabéns a todos os farmacêuticos alagoanos”, falou.

    Robert destacou que a participação do Hemoar nessa comemoração só fortalece a parceria entre as instituições. “Para nós, ter a presença do Hemocentro no dia que comemoramos a nossa profissão é um reconhecimento de que o farmacêutico é um profissional importante no acompanhamento desses pacientes”, comemorou.

    Fonte: Ascom-CRF/AL

  • Anvisa contesta Fantástico e garante: genérico é seguro

    Anvisa contesta Fantástico e garante: genérico é seguro

    A respeito da matéria “Fantástico testa a qualidade dos genéricos mais vendidos no Brasil”, exibida pelo programa na TV Globo neste domingo (29/01), na qual foram avaliados quinze medicamentos genéricos com os princípios ativos dipirona sódica, losartana potássica e sildenafila, a Anvisa esclarece:

    O Centro de Estudos e Desenvolvimento Analítico Farmacêutico (CEDAFAR) da Universidade Federal de Minas Gerais, contratado pela produção do Fantástico para os estudos, nunca foi habilitado pela Anvisa para realizar testes em medicamentos para efeito de análise fiscal. A análise fiscal, que é efetuada em drogas, medicamentos, insumos farmacêuticos e correlatos, destinada a comprovar a sua conformidade com a fórmula que deu origem ao registro, segue regras definidas pela Agência, garantindo-se sempre a coleta de três conjuntos de amostras do medicamento a ser analisado; a possibilidade de o teste ser acompanhado por um perito indicado pela empresa; e sua realização exclusivamente em laboratório habilitado para esse fim. Esse rigor é necessário para evitar concorrência desleal entre fabricantes, que poderiam encomendar testes em laboratórios não habilitados apenas para gerar dúvidas sobre produtos concorrentes.

    O CEDAFAR é habilitado pela Agência, assim como outros laboratórios, apenas para realizar ensaios de equivalência farmacêutica visando o processo de registro de medicamento. Esses testes são, depois de realizados, analisados tecnicamente pela Anvisa, que verifica sua consistência técnica, juntamente com outros parâmetros, e decide pela concessão do registro. O CEDAFAR já teve sua habilitação para realizar esses testes suspensa pela Agência em duas ocasiões, a última delas no período de 12/09/2015 até 03/02/2016, pois nenhum de seus equipamentos, na inspeção realizada pela Anvisa, estava calibrado de acordo com as normas vigentes. A informação de que o CEDAFAR não é habilitado para realizar testes de análise fiscal foi repassada à reportagem, mas foi sonegada pelo Fantástico aos seus espectadores, dando a falsa impressão de que o laboratório é credenciado para todos os tipos de testes.

    Causou espanto, também, a alegação dada pela reportagem de que o teste de bioequivalência dos medicamentos, que é, em todo o mundo, o teste mais importante e conclusivo para definir se um genérico é realmente equivalente ao medicamento de referência, não foi realizado por “questões éticas”. Isso não é verdade. Não haveria nenhum impeditivo ético para que esses testes fossem realizados, desde que cumpridas as normativas éticas vigentes de serem submetidos e aprovados por um Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) credenciado no Comitê Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP) do Conselho Nacional de Saúde/MS. Pelo contrário, uma vez realizados tais testes, eles poderiam fornecer uma informação conclusiva.

    Testes de bioequivalência são realizados em voluntários sadios e medem a concentração do produto no sangue, possibilitando, sem nenhuma dúvida, a avaliação definitiva sobre a ação real do medicamento no organismo humano. Os testes que foram realizados pelo laboratório contratado pelo Fantástico – de teor e de dissolução do princípio ativo – são importantes, mas não suficientes. Ou seja, não são capazes de assegurar a equivalência farmacêutica dos medicamentos genéricos com os medicamentos de referência, o que é feito pelo teste de bioequivalência, que não foi realizado para a reportagem.

    Essa regra de tomar o teste de bioequivalência como o definitivo para avaliar os medicamentos genéricos é utilizada pela Anvisa, assim como pelas agências de medicamentos dos Estados Unidos, Canadá e Japão e países da Europa, entre outros.

    Porém, ainda que o Fantástico tenha exibido resultados de testes realizados sem o cumprimento dos requerimentos técnicos e regulatórios para uma análise apropriada, a Anvisa analisou os resultados, enviados pelo CEDAFAR, e informa que:

    1 – Todos os lotes de medicamentos com os princípios ativos sildenafila (duas amostras) e losartana potássica (oito amostras) estavam em condições sanitárias satisfatórias, ou seja, dentro dos padrões esperados. Os próprios laudos informaram que os lotes dos medicamentos testados são equivalentes aos medicamentos de referência. Esses resultados coincidem com os testes semelhantes que os produtores são obrigados a apresentar para solicitar o pedido de registro e que são, criteriosamente, analisados pela Agência antes de conceder o registro;

    2 – Quatro das cinco amostras de dipirona sódica testadas estavam em condições sanitárias satisfatórias;

    3 – O lote b16d1090 de dipirona sódica solução oral 500 mg/ml, da empresa Brainfarma, apresentou resultado aparentemente insatisfatório em relação ao teste de teor. A concentração média de dipirona encontrada foi de 92,87%, valor inferior ao estabelecido como referência, que é de 95,00%. Apesar dos exames realizados por contratação do programa Fantástico não terem validade legal, a Anvisa, cumprindo sua missão de proteger a saúde da população e como o faz com qualquer denúncia sobre irregularidades em medicamentos, já iniciou os procedimentos para apurar se, nesse lote específico, existe mesmo teor inferior ao que é obrigatório. A Agência notificou a Brainfarma a prestar informações quanto ao lote analisado. Além disso, está em curso a coleta de análise fiscal do referido produto. Esses procedimentos têm regras bem definidas para que os resultados não deixem qualquer dúvida sobre sua interpretação. Serão coletadas três grupos de amostras (prova, contraprova e testemunho) e os exames serão realizados em laboratório oficial. Vale ressaltar que, em 2014, a Brainfarma, por ocasião de renovação do registro deste medicamento, apresentou à Anvisa estudo de equivalência farmacêutica, realizado por laboratório credenciado pela Agência, que concluiu pela equivalência farmacêutica da dipirona sódica. O laudo apresentado pela empresa, na ocasião, obteve resultado de teor de 104,19%. Os testes que ora a Anvisa está determinando a realização dirimirão qualquer dúvida e permitirão o esclarecimento se esse lote do medicamento se encontra regularmente dentro dos parâmetros exigidos;

    4 – Sobre possível irregularidade em um lote do medicamento losartana potássica, comprimido 50 mg, da empresa EMS S/A, é preciso esclarecer que a metodologia utilizada pelo CEDAFAR foi diferente da que está autorizada e considerada como de referência pela Anvisa para testar a equivalência farmacêutica nesse medicamento. O teor médio encontrado de losartana potássica 50mg, da empresa em questão, foi de 94,82%, valor superior ao estabelecido como referência em seu registro vigente, que é de 90,00%. Utilizar metodologia diferente significa que não é possível comparar os resultados obtidos com aqueles que deveriam ser apresentados pelo produto, não havendo base técnica e científica para considerar que pode haver irregularidades;

    5 – Sobre os resultados dos testes dos perfis de dissolução dos lotes de losartana das empresas Medley, Geolab e Pratti, a Anvisa esclarece que a comparabilidade de perfil de dissolução entre o medicamento genérico e o medicamento de referência não é conclusivo para registro ou comercialização de medicamento genérico no Brasil, bem como estabelece as principais agências regulatórias do mundo;

    5.1 – Na matéria do Fantástico, os especialistas que foram ouvidos não diferenciaram “dissolução” e “perfil de dissolução”, confundindo os dois conceitos. Não sabemos se por falha na edição ou por não saberem exatamente que teste havia sido realizado. Dissolução é um ensaio utilizado para controle de qualidade, enquanto o perfil de dissolução é apropriado para o desenvolvimento de formulações. Perfil de dissolução com meios farmacopeicos não tem como objetivo prever biodisponibilidade. Ou seja, não existe uma relação científica entre o desempenho de um medicamento no teste de perfil de dissolução e o comportamento que esse produto apresentará no organismo humano. A reportagem fez, portanto, afirmações completamente desprovidas de base técnica e científica. Todas as informações relativas às metodologias foram previamente prestadas pela Anvisa à reportagem. Porém, por motivos que desconhecemos, não foram utilizadas na matéria.

    5.2 – Os medicamentos genéricos à base de losartana das empresas Medley, Geolab e Pratti apresentaram à Anvisa, no momento do seu pedido de registro, testes de bioequivalência satisfatórios. Portanto, são considerados equivalentes ao medicamento de referência;

    6 – Diferente do que afirma a reportagem do Fantástico, a Anvisa não foi questionada sobre quantos laboratórios utilizaram metodologias próprias no registro do medicamento losartana potássica. A reportagem perguntou quais eram as metodologias específicas usadas nos registos de cada uma das losartanas potássicas analisadas pelo CEDAFAR. A Agência informou que as metodologias não famacopeicas desenvolvidas pelos fabricantes – e que foram analisadas e aprovadas durante o processo de registro – são disponibilizadas para os laboratórios oficiais quando estes realizam análise fiscal.

    7 – As normas técnicas estabelecidas pela Anvisa baseiam-se sempre nas melhores evidências técnicas e cientificas disponíveis e nas melhores práticas internacionais. Dos comitês técnicos e grupos de trabalho que auxiliam a Agência na elaboração dessas normas, participam os melhores profissionais brasileiros de diversas áreas, assegurando-se sempre a ausência de qualquer conflito de interesse e a pluradidade. Assim, não há base nenhuma para a afirmação do Fantástico de que haja “divergências” entre a Agência e especialistas.

    8 – A Anvisa realiza o monitoramento permanente da qualidade dos medicamentos comercializados no Brasil. Em 2016, a Agência suspendeu a comercialização de 95 diferentes lotes de medicamentos com suspeitas de desvios de qualidade. Essa ação decorre tanto de inspeções de rotina em fábricas de medicamentos como em razão de queixas apresentadas por pacientes ou profissionais de saúde sobre suspeita de ineficácia de um determinado medicamento ou reações adversas não previstas;

    9 – A Agência não recebeu nenhuma queixa de desvio de qualidade dos lotes dos medicamentos que foram “testados” no laboratório contratado pelo Fantástico e relacionados com possível ineficácia;

    10 – Para assegurar a qualidade dos medicamentos em uso no Brasil, sejam genéricos ou de referência, a Agência desenvolve um conjunto de ações complementares que incluem: a certificação da qualidade dos produtores; a análise dos registros e modificações de pós-registro; as ações de farmacovigilância; as inspeções nos fabricantes; e um programa de monitoramento da qualidade, chamado Proveme. Em 2016, 70% das amostras analisadas no âmbito desse Programa foram de medicamentos genéricos. Nenhuma dessas amostras foi considerada insatisfatória; e

    11 – O consumo de medicamentos genéricos é seguro, assim como os de medicamentos de referência. É absolutamente equivocada, e perigosa para a saúde da população, a afirmação feita pela matéria de que caberia aos médicos indicar a cada paciente qual o genérico que tem qualidade. Os médicos não dispõem de meios para fazer tal afirmação. No mundo desenvolvido, são as agências regulatórias que estabelecem as normas para assegurar a qualidade, segurança e eficácia dos medicamentos. Opiniões individuais, sem qualquer base científica, podem ensejar orientações equivocadas, baseadas em preconceitos, em desinformação ou até mesmo em interesses comercias escusos. Nesse sentido, a matéria presta um desserviço à população ao fornecer informações incompletas e não oficiais sobre a qualidade de medicamentos.

    12 – A Anvisa desenvolve, de forma contínua, esse conjunto de ações para garantir a qualidade, segurança e eficácia de todos os medicamentos produzidos em nosso país, sempre em convergência com as melhores práticas internacionais.

    Fonte: Assessoria de Comunicação da Anvisa

  • CFF disponibiliza informações sobre medicamentos aos farmacêuticos

    CFF disponibiliza informações sobre medicamentos aos farmacêuticos

    Em novembro, durante Reunião Plenária Ordinária do Conselho Federal de Farmácia (CFF) realizada em Belém (PA), foi aprovada parceria do conselho com Truven Health Analytics, multinacional detentora do sistema de apoio à decisão clínica Micromedex. A parceria foi firmada para disponibilizar aos farmacêuticos do Brasil, o acesso gratuito às informações seguras e confiáveis sobre medicamentos.

    Com os esforços do CFF e Conselhos Regionais de Farmácia, a partir deste mês de janeiro, em que se comemora o Dia do Farmacêutico, todos os farmacêuticos que se cadastrarem terão, na palma da mão, informações resumidas baseadas em evidência sobre medicamentos (doses, ajustes, reações adversas, usos, farmacocinética, etc) e interações medicamentosas do Micromedex. O acesso é assegurado por meio dos aplicativos do Micromedex para celular e tablet. Para se cadastrar, acesse o link logo abaixo.

    “Por meio de suas resoluções, o conselho tem possibilitado com que o farmacêutico avance na consolidação de sua função como profissional de saúde, imprescindível para garantir as melhores práticas em saúde, o uso racional dos medicamentos e a segurança do paciente. Mas tem também procurado viabilizar as ferramentas para ajudar o farmacêutico na sua prática clínica—seja em uma farmácia, ambulatório ou hospital”, comenta o presidente do CFF, Walter da Silva Jorge João, em referência à nova ferramenta e também ao Profar – Programa de Suporte ao Cuidado Farmacêutico na Atenção à Saúde, e ao curso EAD sobre prescrição farmacêutica em problemas de saúde autolimitados (Para se inscrever no curso EAD, clique aqui).

    Responsável por operacionalizar a construção da parceria, o coordenador técnico-científico do CFF, Josél Luis Miranda Maldonado, explica que basta ao interessado fazer o cadastro. “O profissional cadastrado recebe, em seu e-mail, as instruções para ter o aplicativo em seu celular ou tablet!” Ele lembra que os cadastros estão abertos por tempo limitado, até 28 de fevereiro.

    Para se cadastrar clique aqui

    Fonte: CFF

  • Comissão de Farmácia Comunitária realiza ação de combate ao câncer na Ponta Verde

    Comissão de Farmácia Comunitária realiza ação de combate ao câncer na Ponta Verde

    No próximo domingo, 05 de fevereiro, a Comissão de Farmácia Comunitária, do Conselho Regional Farmácia de Alagoas, estará na orla da Pajuçara fazendo uma ação itinerante em comemoração ao Dia Mundial de Combate ao Câncer. Farmacêuticos e estudantes estarão fazendo a distribuição de folders e orientando a população.

    Alexandre Correia, presidente do Conselho Regional de Farmácia de Alagoas, pontua que os farmacêuticos e estudantes da Universidade Maurício de Nassau se mobilizaram para alertar a população sobre a importância da prevenção. “Essa é uma doença que tem se alastrado na população e os farmacêuticos não poderiam deixar de apoiar essa causa, afinal somos parte integrante da equipe multidisciplinar de saúde”, ressaltou.

    O presidente da Comissão de Farmácia Comunitária, Roberto Galdino, explica que essa ação tem como objetivo aproximar os farmacêuticos da população. “Diariamente nós atendemos os pacientes nas farmácias, e em função do dia mundial de combate ao câncer, nós vamos estar nas ruas para mostrar a todos que a prevenção é o melhor remédio”, disse.

    Dia Mundial do Câncer

    A data foi instituída em 2005 pela União Internacional para o Controle do Câncer (UICC) e tem como principal objetivo fazer com que o maior número de pessoas ao redor do Planeta fale sobre a doença. No Brasil, a iniciativa é protagonizada pelo Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca), instituição parceira da UICC. Neste ano, a campanha tem como objetivo mostrar como todos – em grupo ou individualmente – podem fazer a sua parte para reduzir o câncer.

    O Inca estima que em 2016 são esperados 295.200 novos casos de câncer, entre os homens e 300.870 entre as mulheres – excluindo-se o câncer de pele não melanoma que representará 175.760 casos previstos, que correspondem a 29% do total estimado. 

    Fonte: Ascom CRF-AL

  • Genéricos tipo exportação

    Genéricos tipo exportação

    Na cerimônia de posse do cargo de ministro das Relações Exteriores, em maio do ano passado, José Serra empunhou a bandeira comercial ao enfatizar a importância das negociações com outros países para abrir mercados aos produtos brasileiros. Trata-se de uma visão que ele carrega desde quando comandou a pasta da Saúde na gestão de Fernando Henrique Cardoso, entre 1998 e 2002. Naquela época, Serra ficou conhecido pela defesa dos medicamentos genéricos no Brasil e no mundo.

    A partir de agora, o chanceler poderá unir os dois temas graças à aprovação de uma emenda da Organização Mundial de Comércio (OMC) que autoriza países pobres a requisitar a quebra de patentes de remédios a quem possui parque industrial avançado. Na prática, significa um sinal verde para que o medicamento seja produzido no Brasil e exportado para os mercados que protocolarem a requisição. Com 110 fabricantes e um mercado de genéricos de R$ 6,3 bilhões, o Brasil é apontado pela própria entidade como potencial beneficiário da decisão.

    A cláusula que autoriza o fornecimento externo de genéricos era reivindicada há 20 anos pelos países emergentes. Ela foi votada em 2005, mas só entrou em vigor no dia 23 de janeiro porque precisava ser ratificada por dois terços dos membros da OMC. O Brasil foi um dos principais defensores da reforma, com o ministro Serra à frente, ainda no governo FHC. O debate prosseguiu no governo Lula, que conquistou os votos necessários para modificar a lei de patentes no meio da década passada, por meio do Acordo sobre Direitos de Propriedade Intelectual (Trips, na sigla em inglês).

    Para a presidente-executiva da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (PróGenéricos), Telma Salles, o setor possui capacidade para atender os novos pedidos. Ela ressalta, porém, que a mudança depende de um esforço por parte do governo brasileiro, que precisará autorizar a quebra de patente. A decisão tem um caráter social, pois é voltada para economias mais carentes e envolve preços mais baixos de venda. “A oportunidade que o acordo representa é de demonstrar solidariedade com esses países.” Na avaliação de Stephani Savério, diretor de inovação do laboratório Aché, há uma oportunidade de exportações de um portfólio maior de medicamentos. “Com a entrada em vigor dessa medida, haverá espaço para que sejam exportados produtos de maior valor agregado.”

    Os medicamentos genéricos foram autorizados no Brasil em 1999 e já representam cerca de 30% dos remédios vendidos no País, com um portfólio que cobre 95% das doenças conhecidas. No ano passado, o setor registrou um aumento de 12% das vendas em unidades, na comparação com 2015, para 1,1 bilhão de unidades. As receitas somaram R$ 6,3 bilhões, alta de 13%. No mundo, a estimativa é que eles movimentem US$ 421 bilhões (cerca de R$ 1,3 trilhão). É um pedaço desse mercado que a indústria nacional poderá abocanhar.

    Fonte: Isto É Dinheiro

  • Anvisa proíbe uso e venda de produtos que contenham Noz da Índia e Chapéu de Napoleão, utilizados para emagrecer.

    Anvisa proíbe uso e venda de produtos que contenham Noz da Índia e Chapéu de Napoleão, utilizados para emagrecer.

    A partir desta terça-feira, dia 7 de fevereiro, por determinação da Anvisa, fica proibida, em todo o território nacional, a fabricação, a comercialização, a distribuição e a importação de Noz da Índia (Aleurites moluccanus) e do Chapéu de Napoleão (Thevetia peruviana) como insumos em medicamentos e alimentos e em quaisquer formas de apresentação.

    A Anvisa tomou como base para a sua decisão as evidências de toxicidade e a ocorrência de três casos de óbitos no Brasil associados ao consumo de “Noz da Índia” (Aleurites moluccanus), também chamada de Nogueira de Iguape, Nogueira, Nogueira da Índia, Castanha Purgativa, Nogueira-de-Bancul, Cróton das Moluscas, Nogueira Americana, Nogueira Brasileira, Nogueira da Praia, Nogueira do Litoral, Noz Candeia, Noz das Moluscas, Pinhão das Moluscas.

    A decisão da Anvisa também está baseada na Nota Técnica  001/2016 emitida pelo Centro Integrado de Vigilância Toxicológica do Estado do Mato Grosso do Sul (Civitox/CVA/SGVS/SES/MS), sobre casos de intoxicação pelo uso da “Noz da Índia”.

    Também está proibida a distribuição e uso da planta “Chapéu de Napoleão” ou  “jorro-jorro” (Thevetia peruviana), cujas sementes se assemelham àquelas da planta “Noz da Índia”. Essas sementes, quando ingeridas, também são tóxicas e seu uso é proibido em diversos países.

    A medida sanitária aplicada pela Anvisa ao consumo dessas sementes, em qualquer forma de apresentação, proíbe também a divulgação, em todos os meios de comunicação, de medicamentos e alimentos que apresentem estes insumos.

    A decisão da Anvisa acata a Nota Técnica  001/2016 emitida pelo Centro Integrado de Vigilância Toxicológica do Estado do Mato Grosso do Sul (Civitox/CVA/SGVS/SES/MS), sobre casos de intoxicação pelo uso da “Noz da Índia”.

    Os produtos denominados ou constituídos de “Noz da Índia” têm sido comercializados e divulgados  irregularmente com indicações de emagrecimento, por suas propriedades laxativas. Nunca houve registro na Anvisa de produtos à base desses dois insumos – Noz da Índia e Chapéu de Napoleão.

    A Resolução está disponível no Diário Oficial da União desta terça-feira.

    Fonte: Anvisa

  • Conselheiro do CRF/AL é o novo secretário do Conselho Municipal de Saúde

    Conselheiro do CRF/AL é o novo secretário do Conselho Municipal de Saúde

    O presidente do Sindicato dos Farmacêuticos de Alagoas Hugo Vasconcelos foi eleito 1º secretário da Mesa Diretora da nova diretoria do Conselho Municipal de Saúde, para o biênio 2017-2019. A posse dos novos membros aconteceu na terça-feira, 07, no auditório da Secretaria Municipal de Saúde. Uma das principais responsabilidades do Conselho Municipal de Saúde é fiscalizar as ações, recursos e o andamento dos trabalhos realizados no Sistema Único de Saúde (SUS).

    Como representante da classe farmacêutica, ele revelou que buscará trazer mais visibilidade ao farmacêutico perante o Conselho de Saúde. “Não vou medir esforços para colocar os profissionais farmacêuticos em papel de destaque dentro da secretaria de saúde”, garantiu.

    De acordo com Hugo, todas as ações do Conselho são limitadas ao município de Maceió e o conselho acompanha as políticas públicas de saúde, nas UPAS, postos de saúde, vigilância sanitária e outros. “As nossas ações são voltadas para esses órgãos, nós somos um órgão deliberativo e fiscalizador acompanhando as políticas públicas implantadas pela secretaria de saúde de Maceió”, comentou.

    Como membro do Conselho, Hugo disse que vai buscar junto ao município o cumprimento da legislação, que pontua a obrigatoriedade de um profissional farmacêutico durante todo o horário de funcionamento das farmácias. Segundo, ele para esse biênio a diretoria está trabalhando na reformulação da lei que criou e regulamentou o conselho de saúde. “É uma lei muito antiga e precisa ser atualizada. Nós estamos terminando de fazer a minuta para encaminhar ao senhor prefeito e consequentemente ser levada a discussão na Câmara de Vereadores”, informou.

    Outro ponto importante que deve ser tratado pelo Conselho é a mudança da legislação do Sistema Único de Saúde (SUS), uma vez que o governo federal sinalizou possíveis cortes no financiamento. “Estamos nos instrumentalizando para entender essa possível e desempenhar um melhor papel enquanto órgão fiscalizador”, analisou.

    Hugo lembrou que a composição do Conselho de Saúde é de 50% de usuários, 25% de trabalhadores da saúde e mais 25% de gestores e isso aproxima a população, que é a beneficiária das políticas públicas de saúde, com o município. “Qualquer cidadão pode e deve acompanhar as plenárias do conselho municipal de saúde porque lá ele terá voz para fazer seu relato e sua indagação de como a saúde tem sido conduzida na capital”, afirmou.

    Fonte: Ascom CRF/AL

  • Farmacêuticos orientam população sobre prevenção ao câncer de pele

    Farmacêuticos orientam população sobre prevenção ao câncer de pele

    Farmacêuticos e estudantes do Centro Universitário Maurício de Nassau estiverem ontem, na orla da Ponta Verde e Pajuçara orientando a população sobre os cuidados com a pele para evitar o câncer de pele. A ação aconteceu em função do dia mundial de combate ao câncer e foi de iniciativa da Comissão de Farmácia Comunitária do Conselho Regional de Farmácia de Alagoas (CRF-AL).

    O presidente do CRF/AL, Alexandre Correia, pontuou que a escolha pela distribuição de folders que tratam do tema foi porque vivemos numa cidade litorânea onde a praia e a piscina acabam sendo os lugares mais frequentados para lazer. “O uso do protetor solar é apenas umas das formas de prevenção. Entregamos todo material informativo para que a população possa se proteger dessa doença que chega de forma silenciosa”, informou.

    Roberto Galdino, presidente da Comissão de Farmácia Comunitária, ressaltou que esse contato com a população só aproxima os farmacêuticos dos usuários. “Durante a entrega do material informativo, nós passávamos a orientação e pudemos observar que muitas pessoas já faziam o uso do filtro solar. Esse contato com a população é para mostrar que os nossos serviços são gratuitos e estão disponíveis em todas as farmácias alagoanas”, comentou.

    A aposentada Maria das Graças gostou da iniciativa do conselho e ressaltou que toda orientação é bem vinda e questionou se as pessoas irão segui-las. “Essa orientação é um alerta, sobretudo, para as pessoas com idade mais avançada porque a pele fica mais sensível e depois porque o calor está aumentando e a incidência dos raios ultravioletas está mais forte, por isso, é importante essa ação do Conselho de Farmácia”, afirmou.

    O jornalista Carlos Villa Verde pontua que a ação é relevante porque a incidência do sol tem sido cada vez maior, sobretudo, porque Maceió é uma cidade em que o verão acontece o ano inteiro. “Esse cuidado com a pele é extremamente importante e louvo essa inciativa do Conselho Regional de Farmácia fazendo esse trabalho de prevenção ao câncer de pele”, parabenizou.

    Fonte: Ascom-CRF/AL

  • Medicamentos genéricos tem tratamento eficaz, garante presidente em exercício do CRF-AL, Robert Nicácio

    Medicamentos genéricos tem tratamento eficaz, garante presidente em exercício do CRF-AL, Robert Nicácio

    Uma matéria veiculada pelo Programa Fantástico, na noite de domingo, 29, questiona a ‘validade’ do tratamento feito com medicamentos genéricos. O presidente em exercício do Conselho Regional de Farmácia de Alagoas, Robert Nicácio, explica que os medicamentos genéricos trazem segurança ao paciente porque contém o mesmo princípio ativo, na mesma dose e forma farmacêutica que o medicamento de referência.

    Ele ressalta que a segurança existe porque esses medicamentos passam por testes de bioequivalência junto a Anvisa (Agência de Vigilância Sanitária) do Ministério da Saúde. De acordo com ele, o paciente pode e deve procurar o farmacêutico para esclarecer suas dúvidas. “Em todas as farmácias nós temos um profissional habilitado para orientar aos pacientes, quanto ao uso desses medicamentos”, afirmou.

    Outro teste importante a que o medicamento genérico é submetido é o da biodisponibilidade que se relaciona à quantidade absorvida e à velocidade do processo de absorção do fármaco liberado a forma farmacêutica no organismo do paciente. “A matéria veiculada no domingo infelizmente não realizou esse teste, o que para nós farmacêuticos é considerado o mais importante deles porque é feito em pacientes, o que demonstra a eficácia desse tipo de medicamento”, lamentou.

    Segundo ele, o genérico se torna mais barato porque os fabricantes desses medicamentos não necessitam fazer investimentos em pesquisas para o seu desenvolvimento já que a formulação está definida pelo medicamento de referência e que serve de parâmetro para a fabricação. Além disso, não há investimento em publicidade porque eles não têm marca. “Não podemos ficar reféns dos medicamentos de marca. Em países desenvolvidos, como Estados Unidos, por exemplo, os genéricos têm uma grande força no mercado e isso só reforça que eles têm validade no tratamento. É importante que a política dos medicamentos genéricos seja amplamente divulgada para a população”, pontuou.

    Robert lembra que existe uma legislação que regulamenta a fabricação e venda desses medicamentos, e a lei determina que na embalagem de todos eles deva constar a expressão “Medicamento genérico” e o número da lei que deu origem a esses medicamentos (Lei 9.787/99). “A população não precisa ter medo de usar os medicamentos genéricos. A vantagem desse tipo de tratamento é que os pacientes tem acesso a bons tratamentos por um preço mais acessível. Os médicos precisam pensar dessa forma porque hoje no Brasil, e em especial em Alagoas nós temos uma população carente que não tem condições financeiras de adquirir medicamentos de marca”, reforçou.

    Fonte: Ascom – CRF/AL