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  • Comissão de Ensino do CRF/AL se reúne e define estratégias de atuação para 2017

    Comissão de Ensino do CRF/AL se reúne e define estratégias de atuação para 2017

    A Comissão de Ensino do Conselho Regional de Farmácia de Alagoas teve sua primeira reunião do ano de 2017, nesta quinta-feira, 16. Nessa retomada das atividades, os membros da comissão discutiram assuntos relevantes voltados para qualificação profissional, que vão desde cursos de capacitação até o acompanhamento dos cursos de graduação em farmácia.

    Mônica Meira, presidente da Comissão, destacou que 2017 será o ano de aproximação com as faculdades e estudantes de farmácia. “Nossa ideia é trazer os estudantes para dentro do Conselho para que eles possam auxiliar na comissão de ensino e no Comitê jovem que está em formação”, pontuou.

    Segundo a presidente, será realizada uma pesquisa junto às faculdades que ofertam o curso de farmácia para que se possa fazer um diagnóstico do ensino. “A pesquisa vai ser aplicada tanto para estudantes como para os coordenadores de curso. O que nós queremos é que os profissionais cheguem ao mercado com uma formação impecável”, destacou.

    O professor Rui Reys, que é membro da Comissão, informou que esse ano a comissão conta com novos membros, que são os professores da faculdade Pitágoras. “Hoje a nossa comissão conta com professores das quatros instituições de ensino que ofertam o curso de farmácia, e com isso, a gente consegue trazer um futuro promissor para os cursos em Alagoas”, argumentou.

    Ele revelou que também foi definido os tramites do processo da comissão. “Existem todas essas questões burocráticas e na reunião de ontem, nós organizamos como esses processos irão andar para que a gente possa dar a resposta o mais rápido possível”, falou.

    Ensino a distância

    A comissão discutiu o ensino a distância e o posicionamento é contrário a esse tipo de modalidade para o curso de farmácia. “O curso é prático, por isso, defendemos um curso presencial”, afirmou Mônica.

    O professor Rui Reys já adiantou que vai participar, em Brasília, encontro de representantes das entidades dos Conselhos Federais da Área da Saúde (FCFAS) que integram o fórum para debater sobre a problemática do ensino a distância nos cursos de graduação.

    Cursos de Qualificação

    Mônica Meira revelou que a comissão está organizando o II Congresso Alagoano de Farmácia que deve acontecer ainda este ano.

    Fonte: Ascom-CRF/AL

  • Farmacêutico palmeirense realiza 60 atendimentos farmacêuticos mensalmente

    Farmacêutico palmeirense realiza 60 atendimentos farmacêuticos mensalmente

    Proprietários de uma clínica de diagnóstico, medicina do trabalho e especialidades médicas, os farmacêuticos Phellipe André Porfírio Brandão e Carlos Alexandre Porfírio Brandão desenvolvem um trabalho de assistência farmacêutica e de saúde nos municípios de Igaci e Palmeira dos Índios desde 2014.

    Phellipe que é especialista em hematologia clínica e farmacologia clínica com ênfase em prescrição farmacêutica revelou que no seu estabelecimento de saúde são prestados cerca de mil atendimentos/ mês e desse total, 60 pacientes somente para consulta farmacêutica. Isso porque a clínica tem convênio com municípios de Pilar, Palmeira dos Índios, São José da Tapera e Anadia com serviços médicos e atendimento farmacêutico.

    “Eu percebi que os pacientes que passam pelos médicos me procuravam para tirar dúvida sobre como tomar a medicação, para verificar a receita que eles não entendiam, para verificar a posologia, para pedir encaminhamento para outros médicos. As dúvidas eram as mais diversas, então percebi a necessidade de implantar a consulta farmacêutica”, comentou.

    O farmacêutico pontua que o trabalho de assistência à saúde é realizado por uma equipe médica que atende no seu estabelecimento e por conta dessa parceria, ele foi ganhando respeito por parte dos profissionais médicos. “Eles viram que o profissional farmacêutico pode ajudar o paciente no tratamento com todo cuidado farmacêutico que é necessário. Eu ajudo o paciente para que ele entenda a medicação, como tomá-la, dando dicas para que não se esqueça de tomar o remédio e faço todo o acompanhamento dos medicamentos que ele utiliza”, falou.

    Phellipe ressalta que esse acompanhamento é feito por meio de um sistema e dos prontuários onde ficam registradas todas as informações do paciente. Ele deixa claro que a consulta farmacêutica se dá depois do atendimento médico. “Entre uma consulta médica e outra, ele pode vir para a consulta farmacêutica quantas vezes achar necessário e isso fica registrado no prontuário”, informou.

    Fonte: Luciana Martins- Ascom CRF/AL

  • CRF/AL promove workshop sobre qualidade de vida e o papel do farmacêutico

    CRF/AL promove workshop sobre qualidade de vida e o papel do farmacêutico

    No próximo dia 14 de janeiro, o Conselho Regional de Farmácia de Alagoas (CRF/AL) realiza o workshop sobre qualidade de vida e o papel do farmacêutico. O encontro acontece das 8hs às 16hs e vai falar sobre o aconselhamento farmacêutico em suplemento alimentar e esportivo com mestre Max Viana e do perfil do laboratório clínico no cuidado da medicina esportiva, endócrina, estética e nutróloga.

    As inscrições podem ser feitas nas sedes do CRF/AL Maceió e Arapiraca e pelo site www.crfal.gov.br . No dia do evento, é preciso levar uma lata de leite.

    O presidente do CRF/AL, Alexandre Correia, destaca que este é a primeira de muitas palestras que irão acontecer este ano. “Estamos retornando as nossas atividades depois do nosso recesso natalino e para dar as boas vindas a 2017 preparamos este workshop que traz um tema atual e importante porque hoje em dia a busca pelo corpo perfeito é uma realidade”, destacou.

    Fonte: Ascom-CRF/AL

  • CRF informa que instituto Racine está com inscrições abertas para bolsa de estudos

    CRF informa que instituto Racine está com inscrições abertas para bolsa de estudos

    O Conselho Regional de Farmácia de Alagoas informa que o Instituto Racine, um dos parceiros da instituição, está com inscrições abertas para a bolsa de estudos do Programa de Tutoria de Cursos. Os interessados em participar do processo seletivo podem se inscrever podem saber mais informações clicando aqui.

  • Conselho de Farmácia apoia campanha Janeiro Branco

    Conselho de Farmácia apoia campanha Janeiro Branco

    O Conselho Regional de Farmácia de Alagoas apoia a campanha Janeiro Branco. O presidente do CRF/AL, Alexandre Correia, pontua que a prevenção contra os transtornos mentais é importante porque os efeitos provocados por ela são devastadores. “É fundamental que a população compreenda que é preciso cuidar da mente, reduzir o stress e buscar atividades que tragam prazer a mente e ao corpo porque desta forma conseguimos reduzir o uso de medicamentos controlados”, argumentou.

    De acordo com ele, em virtude da vida agitada que se leva hoje a venda de medicamentos controlados, como por exemplo, os ansiolíticos e remédios para dormir tem sido muito frequente nas farmácias. “Nós como farmacêuticos apoiamos a causa porque sabemos quais são os danos que esses medicamentos causam com o uso contínuo e prolongado, o que nós queremos é uma população saudável”, afirmou.

    A campanha

    A Campanha Janeiro Branco, foi idealizada pelo psicólogo mineiro Leonardo Abrahão, em Novembro de 2013, e concretizada na virada do ano de 2013/2014. A escolha do nome e do mês em que acontece a campanha sofreu influências do poema “Receita do Ano Novo” de Carlos Drummond de Andrade.

    O objetivo da campanha é mostrar a importância de cada indivíduo se comprometer com a construção de uma vida mais feliz, incentivando-o a cuidar da sua saúde mental por meio de uma vida que seja em paz consigo mesmo e buscando sempre o seu bem estar tanto físico quanto psíquico.

    Nesse ano está com atividades programadas nos estados de MG, RN, PB, RJ, SP, RS, PE, AL, GO, TO, PR, BA. Além disso, países como Uruguai e Estados Unidos estão incluídos em roteiros para as próximas edições.

    Fonte: Ascom-CRF/AL

  • CRF/AL prepara um fim de semana de comemorações do dia do Farmacêutico

    CRF/AL prepara um fim de semana de comemorações do dia do Farmacêutico

    O Conselho Regional de Farmácia de Alagoas realiza um final de semana de atividades alusivas ao Dia Nacional dos Farmacêuticos, que é comemorado no próximo dia 20 de janeiro. As comemorações começam pelo município de Arapiraca, onde existe uma seccional do Conselho.
     
    Robert Nicácio, vice- presidente do CRF/AL, e que coordena as atividades naquele município explicou que no dia do farmacêutico, a população arapiraquense e de regiões circunvizinhas terão atendimento gratuito na Praça Luiz Pereira lima, conhecida como praça da prefeitura com teste de glicemia, aferição de pressão e orientação sobre uso de medicamentos. “Vamos montar consultórios na praça e toda população pode vir participar. O atendimento e os testes serão gratuitos e acontecerá das 8 às 12hs”, informou. 
     
    No dia 21 de janeiro, no auditório da Unissau no bairro do farol às 19h30, vai acontecer a solenidade de homenagem aos farmacêuticos destaques de 2016. Antes da premiação, será realizada uma palestra motivacional com o tema: Farmacêutico de sucesso, o que ele precisa ter, ser e fazer com Marcelo Cristian Ribeiro. Para participar da solenidade, os farmacêuticos devem comparecer a sede do Conselho em Maceió a partir do dia 16 de janeiro.
     
    De acordo com o presidente do CRF/AL, Alexandre Correia, a solenidade é uma forma de reconhecer a atuação daqueles profissionais que desenvolveram um trabalho importante em prol do reconhecimento e valorização da profissão farmacêutica em Alagoas. “Ao longo de 2016, nós tivemos muitas ações importantes em todos os segmentos farmacêuticos, foi uma escolha difícil, se pudéssemos premiaríamos todos”, afirmou. 
     
    Já no domingo, 22 de janeiro, a ação será na praia da Pajuçara, na parte fechada. O Conselho vai realizar um atendimento gratuito a população, com teste de glimecia capilar, medição de pressão e informações sobre uso racional de medicamentos. A ação acontece das 8 às 12hs. 
     
    Alexandre Correia destaca que essas ações aproximam os farmacêuticos da população que são os maiores usuários dos serviços prestados pela categoria. “É por meio deste contato que nós nos apresentamos e mostramos que buscar a orientação de um profissional capacitado na hora em que ele vai comprar aquele medicamento só traz benefícios para a saúde”, ressaltou. 
     
    Quem é Marcelo Cristian Ribeiro?
     
    Marcelo é coaching e CEO atua no mercado Farmacêutico há mais de 15 anos, com foco no desenvolvimento de empresas através de pessoas. Ele trabalha com os temas Liderança, Desenvolvimento Humano, Empreendedorismo para todos do mercado farmacêutico. Atuou no BRASIL desenvolvendo Farmacêuticos, Profissionais da Indústria e Distribuição farmacêutica a atingirem seus objetivos.
     
    Fonte: Luciana Martins-Ascom CRF/AL
  • Fernando Bacelar fala sobre suplementação alimentar aos farmacêuticos alagoanos

    Fernando Bacelar fala sobre suplementação alimentar aos farmacêuticos alagoanos

    O Conselho Regional de Farmácia de Alagoas promoveu neste sábado, 14 de janeiro, o workshop sobre qualidade de vida. O professor Fernando Bacelar trouxe o tema perfil do laboratório clínico no cuidado da medicina esportiva, endócrina, estética e nutróloga.

    De acordo com ele, esse é um mercado que está em crescimento por isso é importante que o profissional farmacêutico esteja envolvido nesse processo. “O farmacêutico já atua na realização desses exames e agora é preciso que ele faça esse atendimento de forma mais completa. Ele precisa estar preparado para atender esses novos clientes”.

    Fernando ressaltou que 85% da suplementação alimentar é comprada nas farmácias e é preciso estar pronto para atender essa demanda que o mercado está exigindo. “A qualidade de vida não é apenas o corpo prefeito e sim a bio longevidade que é identificada por meio dos marcadores laboratoriais específicos que trazem informações sobre qualidade e anos de vida”.

    Ele pontuou que existem novas resoluções do Conselho Federal de Farmácia que permite aos farmacêuticos ter o seu consultório e fazer a prescrição, com isso, ele precisa incorporar na sua atividade diária esse novo cliente que chega para ser atendido. “Esta área de nutrição esportiva, suplementação, nutracêuticos é uma área do farmacêutico. Ele precisa se apossar disso e começar a estar próximo desse paciente orientando inclusive sobre o uso racional e seguro destas substâncias”.

    Segundo o professor, o farmacêutico faz parte da equipe multidisciplinar que trata desse paciente, os demais profissionais de saúde, como médicos, nutricionistas e educadores físicos podem confiar e contar com o profissional farmacêutico para que a resposta desse trabalho seja mais completa.

    O presidente do Conselho Regional de Farmácia de Alagoas, Alexandre Correia, diz que esse é um tema que está em alta, por isso, é importante que os farmacêuticos estejam qualificados para orientar esse paciente.  “Fernando tem uma grande experiência e veio aqui compartilhar o seu conhecimento e orientar aos farmacêuticos alagoanos sobre como prestar esse atendimento aos pacientes”, disse.

    Fonte: Ascom CRF/AL

  • Diretoria do CRF/AL convida todos os profissionais a participarem das ações do dia do farmacêutico

    Diretoria do CRF/AL convida todos os profissionais a participarem das ações do dia do farmacêutico

    O Conselho Regional de Farmácia de Alagoas convida todos os farmacêuticos alagoanos a participarem das ações em comemoração ao dia nacional do Farmacêutico:



    19.01- Arapiraca: Doação de sangue – Praça Marques da Silva, das 8 às 17hs;



    20.01 – Arapiraca: Atendimento a população- Praça da Prefeitura em Arapiraca – 8 às 13hs;

    22.01 –Maceió: Atendimento a população Praia da Pajuçara – parte fechada próximo a Márcio Raposo Imóveis- 8 às 13hs;

    Não deixem de participar. A presença de vocês é importante e fortalece a categoria!

  • Em Arapiraca, farmacêuticos atendem mais de 100 pacientes na Praça da Prefeitura

    Em Arapiraca, farmacêuticos atendem mais de 100 pacientes na Praça da Prefeitura

    Mais de 100 pessoas foram atendidas na Praça da Prefeitura, no município de Arapiraca, na última sexta-feira, 20 de janeiro. A ação de comemoração ao dia Nacional do Farmacêutico contou com a presença de mais de 20 profissionais que fizeram atendimento a população arapiraquense e de cidades circunvizinhas.

    Foram realizados teste de glicemia capilar, aferição de pressão e orientação sobre o uso racional de medicamentos. De acordo com o vice-presidente do Conselho Regional de Farmácia de Alagoas, Robert Nicácio, a população é carente desses atendimentos e ao mesmo tempo preocupada para saber como está a sua saúde. “São nesses encontros com os pacientes que nós mostramos a importância do profissional farmacêutico, e ao mesmo tempo reforçamos que estamos habilitados para prestar esse tipo de atendimento e orientação”, comentou.

    Quem também foi parceiro dessa ação foi o Hemocentro de Arapiraca (Hemoar) que montou um stand na praça para coletar doadores de medula óssea. Roseane Mendes, farmacêutica e assessora técnica do hemocentro, pontuou que participar dessas ações junto com o Conselho Regional de Farmácia é importante porque os profissionais de saúde se tornam os melhores multiplicadores das informações sobre doações. “Nós do Hemoar ficamos felizes por participar dessa comemoração. Desejamos parabéns a todos os farmacêuticos alagoanos”, falou.

    Robert destacou que a participação do Hemoar nessa comemoração só fortalece a parceria entre as instituições. “Para nós, ter a presença do Hemocentro no dia que comemoramos a nossa profissão é um reconhecimento de que o farmacêutico é um profissional importante no acompanhamento desses pacientes”, comemorou.

    Fonte: Ascom-CRF/AL

  • Anvisa contesta Fantástico e garante: genérico é seguro

    Anvisa contesta Fantástico e garante: genérico é seguro

    A respeito da matéria “Fantástico testa a qualidade dos genéricos mais vendidos no Brasil”, exibida pelo programa na TV Globo neste domingo (29/01), na qual foram avaliados quinze medicamentos genéricos com os princípios ativos dipirona sódica, losartana potássica e sildenafila, a Anvisa esclarece:

    O Centro de Estudos e Desenvolvimento Analítico Farmacêutico (CEDAFAR) da Universidade Federal de Minas Gerais, contratado pela produção do Fantástico para os estudos, nunca foi habilitado pela Anvisa para realizar testes em medicamentos para efeito de análise fiscal. A análise fiscal, que é efetuada em drogas, medicamentos, insumos farmacêuticos e correlatos, destinada a comprovar a sua conformidade com a fórmula que deu origem ao registro, segue regras definidas pela Agência, garantindo-se sempre a coleta de três conjuntos de amostras do medicamento a ser analisado; a possibilidade de o teste ser acompanhado por um perito indicado pela empresa; e sua realização exclusivamente em laboratório habilitado para esse fim. Esse rigor é necessário para evitar concorrência desleal entre fabricantes, que poderiam encomendar testes em laboratórios não habilitados apenas para gerar dúvidas sobre produtos concorrentes.

    O CEDAFAR é habilitado pela Agência, assim como outros laboratórios, apenas para realizar ensaios de equivalência farmacêutica visando o processo de registro de medicamento. Esses testes são, depois de realizados, analisados tecnicamente pela Anvisa, que verifica sua consistência técnica, juntamente com outros parâmetros, e decide pela concessão do registro. O CEDAFAR já teve sua habilitação para realizar esses testes suspensa pela Agência em duas ocasiões, a última delas no período de 12/09/2015 até 03/02/2016, pois nenhum de seus equipamentos, na inspeção realizada pela Anvisa, estava calibrado de acordo com as normas vigentes. A informação de que o CEDAFAR não é habilitado para realizar testes de análise fiscal foi repassada à reportagem, mas foi sonegada pelo Fantástico aos seus espectadores, dando a falsa impressão de que o laboratório é credenciado para todos os tipos de testes.

    Causou espanto, também, a alegação dada pela reportagem de que o teste de bioequivalência dos medicamentos, que é, em todo o mundo, o teste mais importante e conclusivo para definir se um genérico é realmente equivalente ao medicamento de referência, não foi realizado por “questões éticas”. Isso não é verdade. Não haveria nenhum impeditivo ético para que esses testes fossem realizados, desde que cumpridas as normativas éticas vigentes de serem submetidos e aprovados por um Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) credenciado no Comitê Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP) do Conselho Nacional de Saúde/MS. Pelo contrário, uma vez realizados tais testes, eles poderiam fornecer uma informação conclusiva.

    Testes de bioequivalência são realizados em voluntários sadios e medem a concentração do produto no sangue, possibilitando, sem nenhuma dúvida, a avaliação definitiva sobre a ação real do medicamento no organismo humano. Os testes que foram realizados pelo laboratório contratado pelo Fantástico – de teor e de dissolução do princípio ativo – são importantes, mas não suficientes. Ou seja, não são capazes de assegurar a equivalência farmacêutica dos medicamentos genéricos com os medicamentos de referência, o que é feito pelo teste de bioequivalência, que não foi realizado para a reportagem.

    Essa regra de tomar o teste de bioequivalência como o definitivo para avaliar os medicamentos genéricos é utilizada pela Anvisa, assim como pelas agências de medicamentos dos Estados Unidos, Canadá e Japão e países da Europa, entre outros.

    Porém, ainda que o Fantástico tenha exibido resultados de testes realizados sem o cumprimento dos requerimentos técnicos e regulatórios para uma análise apropriada, a Anvisa analisou os resultados, enviados pelo CEDAFAR, e informa que:

    1 – Todos os lotes de medicamentos com os princípios ativos sildenafila (duas amostras) e losartana potássica (oito amostras) estavam em condições sanitárias satisfatórias, ou seja, dentro dos padrões esperados. Os próprios laudos informaram que os lotes dos medicamentos testados são equivalentes aos medicamentos de referência. Esses resultados coincidem com os testes semelhantes que os produtores são obrigados a apresentar para solicitar o pedido de registro e que são, criteriosamente, analisados pela Agência antes de conceder o registro;

    2 – Quatro das cinco amostras de dipirona sódica testadas estavam em condições sanitárias satisfatórias;

    3 – O lote b16d1090 de dipirona sódica solução oral 500 mg/ml, da empresa Brainfarma, apresentou resultado aparentemente insatisfatório em relação ao teste de teor. A concentração média de dipirona encontrada foi de 92,87%, valor inferior ao estabelecido como referência, que é de 95,00%. Apesar dos exames realizados por contratação do programa Fantástico não terem validade legal, a Anvisa, cumprindo sua missão de proteger a saúde da população e como o faz com qualquer denúncia sobre irregularidades em medicamentos, já iniciou os procedimentos para apurar se, nesse lote específico, existe mesmo teor inferior ao que é obrigatório. A Agência notificou a Brainfarma a prestar informações quanto ao lote analisado. Além disso, está em curso a coleta de análise fiscal do referido produto. Esses procedimentos têm regras bem definidas para que os resultados não deixem qualquer dúvida sobre sua interpretação. Serão coletadas três grupos de amostras (prova, contraprova e testemunho) e os exames serão realizados em laboratório oficial. Vale ressaltar que, em 2014, a Brainfarma, por ocasião de renovação do registro deste medicamento, apresentou à Anvisa estudo de equivalência farmacêutica, realizado por laboratório credenciado pela Agência, que concluiu pela equivalência farmacêutica da dipirona sódica. O laudo apresentado pela empresa, na ocasião, obteve resultado de teor de 104,19%. Os testes que ora a Anvisa está determinando a realização dirimirão qualquer dúvida e permitirão o esclarecimento se esse lote do medicamento se encontra regularmente dentro dos parâmetros exigidos;

    4 – Sobre possível irregularidade em um lote do medicamento losartana potássica, comprimido 50 mg, da empresa EMS S/A, é preciso esclarecer que a metodologia utilizada pelo CEDAFAR foi diferente da que está autorizada e considerada como de referência pela Anvisa para testar a equivalência farmacêutica nesse medicamento. O teor médio encontrado de losartana potássica 50mg, da empresa em questão, foi de 94,82%, valor superior ao estabelecido como referência em seu registro vigente, que é de 90,00%. Utilizar metodologia diferente significa que não é possível comparar os resultados obtidos com aqueles que deveriam ser apresentados pelo produto, não havendo base técnica e científica para considerar que pode haver irregularidades;

    5 – Sobre os resultados dos testes dos perfis de dissolução dos lotes de losartana das empresas Medley, Geolab e Pratti, a Anvisa esclarece que a comparabilidade de perfil de dissolução entre o medicamento genérico e o medicamento de referência não é conclusivo para registro ou comercialização de medicamento genérico no Brasil, bem como estabelece as principais agências regulatórias do mundo;

    5.1 – Na matéria do Fantástico, os especialistas que foram ouvidos não diferenciaram “dissolução” e “perfil de dissolução”, confundindo os dois conceitos. Não sabemos se por falha na edição ou por não saberem exatamente que teste havia sido realizado. Dissolução é um ensaio utilizado para controle de qualidade, enquanto o perfil de dissolução é apropriado para o desenvolvimento de formulações. Perfil de dissolução com meios farmacopeicos não tem como objetivo prever biodisponibilidade. Ou seja, não existe uma relação científica entre o desempenho de um medicamento no teste de perfil de dissolução e o comportamento que esse produto apresentará no organismo humano. A reportagem fez, portanto, afirmações completamente desprovidas de base técnica e científica. Todas as informações relativas às metodologias foram previamente prestadas pela Anvisa à reportagem. Porém, por motivos que desconhecemos, não foram utilizadas na matéria.

    5.2 – Os medicamentos genéricos à base de losartana das empresas Medley, Geolab e Pratti apresentaram à Anvisa, no momento do seu pedido de registro, testes de bioequivalência satisfatórios. Portanto, são considerados equivalentes ao medicamento de referência;

    6 – Diferente do que afirma a reportagem do Fantástico, a Anvisa não foi questionada sobre quantos laboratórios utilizaram metodologias próprias no registro do medicamento losartana potássica. A reportagem perguntou quais eram as metodologias específicas usadas nos registos de cada uma das losartanas potássicas analisadas pelo CEDAFAR. A Agência informou que as metodologias não famacopeicas desenvolvidas pelos fabricantes – e que foram analisadas e aprovadas durante o processo de registro – são disponibilizadas para os laboratórios oficiais quando estes realizam análise fiscal.

    7 – As normas técnicas estabelecidas pela Anvisa baseiam-se sempre nas melhores evidências técnicas e cientificas disponíveis e nas melhores práticas internacionais. Dos comitês técnicos e grupos de trabalho que auxiliam a Agência na elaboração dessas normas, participam os melhores profissionais brasileiros de diversas áreas, assegurando-se sempre a ausência de qualquer conflito de interesse e a pluradidade. Assim, não há base nenhuma para a afirmação do Fantástico de que haja “divergências” entre a Agência e especialistas.

    8 – A Anvisa realiza o monitoramento permanente da qualidade dos medicamentos comercializados no Brasil. Em 2016, a Agência suspendeu a comercialização de 95 diferentes lotes de medicamentos com suspeitas de desvios de qualidade. Essa ação decorre tanto de inspeções de rotina em fábricas de medicamentos como em razão de queixas apresentadas por pacientes ou profissionais de saúde sobre suspeita de ineficácia de um determinado medicamento ou reações adversas não previstas;

    9 – A Agência não recebeu nenhuma queixa de desvio de qualidade dos lotes dos medicamentos que foram “testados” no laboratório contratado pelo Fantástico e relacionados com possível ineficácia;

    10 – Para assegurar a qualidade dos medicamentos em uso no Brasil, sejam genéricos ou de referência, a Agência desenvolve um conjunto de ações complementares que incluem: a certificação da qualidade dos produtores; a análise dos registros e modificações de pós-registro; as ações de farmacovigilância; as inspeções nos fabricantes; e um programa de monitoramento da qualidade, chamado Proveme. Em 2016, 70% das amostras analisadas no âmbito desse Programa foram de medicamentos genéricos. Nenhuma dessas amostras foi considerada insatisfatória; e

    11 – O consumo de medicamentos genéricos é seguro, assim como os de medicamentos de referência. É absolutamente equivocada, e perigosa para a saúde da população, a afirmação feita pela matéria de que caberia aos médicos indicar a cada paciente qual o genérico que tem qualidade. Os médicos não dispõem de meios para fazer tal afirmação. No mundo desenvolvido, são as agências regulatórias que estabelecem as normas para assegurar a qualidade, segurança e eficácia dos medicamentos. Opiniões individuais, sem qualquer base científica, podem ensejar orientações equivocadas, baseadas em preconceitos, em desinformação ou até mesmo em interesses comercias escusos. Nesse sentido, a matéria presta um desserviço à população ao fornecer informações incompletas e não oficiais sobre a qualidade de medicamentos.

    12 – A Anvisa desenvolve, de forma contínua, esse conjunto de ações para garantir a qualidade, segurança e eficácia de todos os medicamentos produzidos em nosso país, sempre em convergência com as melhores práticas internacionais.

    Fonte: Assessoria de Comunicação da Anvisa