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  • Nova lei faz com que farmácia passe a ser unidade de assistência à saúde

    Nova lei faz com que farmácia passe a ser unidade de assistência à saúde

    Lei foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União nesta segunda.
    Farmacêutico deve estar presente em período integral no estabelecimento.
     
    A presidente Dilma Rousseff sancionou, nesta sexta-feira (8), a lei que dispõe sobre exercício e fiscalização das atividades farmacêuticas. A decisão foi publicada em uma edição extra do Diário Oficial da União nesta segunda-feira (11). Com a Lei 13.021/14, a farmácia passa a ser uma unidade de assistência à saúde, e não apenas um estabelecimento comercial.
     
    Uma das novidades da lei é a determinação de que o farmacêutico deve estar presente nas farmácias durante todo o horário de funcionamento. A lei anterior determinava que era obrigatória a presença permanente de um “técnico responsável”, mas não especificava qual deveria ser a formação desse profissional. A partir de agora, somente o farmacêutico poderá exercer a responsabilidade técnica.
     
    “Esta é uma vitória dos farmacêuticos e uma contribuição da nossa classe para a saúde do povo brasileiro”, disse o presidente do Conselho Federal de Farmácia (CFF), Walter Jorge João, em nota publicada pelo site do conselho. De acordo com o órgão, o projeto de lei tramitou durante quase 20 anos no Congresso Nacional.
     
    A lei estabelece também que o proprietário da farmácia não poderá desconsiderar as orientações técnicas do farmacêutico e que cabe a esse profissional esclarecer os pacientes sobre os benefícios e riscos do uso de fármacos, assim como informar sobre possíveis interações medicamentosas.
     
    Fonte: Bem Estar
  • Ministério da Saúde desmente boato sobre caso de ebola no Brasil

    Ministério da Saúde desmente boato sobre caso de ebola no Brasil

    Texto que originou boato diz que nigeriano teria morrido de ebola no Brasil.
    Até o momento, não há casos suspeitos ou confirmados da doença no país.
     
    O Ministério da Saúde divulgou uma nota, nesta sexta-feira (15), para esclarecer que não há casos suspeitos ou confirmados de ebola no Brasil. A divulgação foi uma resposta a um boato que, segundo o Ministério, tem circulado por meio das redes sociais e de mensagens no aplicativo Whatsapp.
     
    O texto que deu origem ao boato afirma que um nigeriano teria sido internado no Hospital Universitário da Universidade Federal do Maranhão (HUUFMA), em São Luís, com sintomas de ebola, e que teria morrido dias depois.
     
    Neste sábado, o HUUFMA também divulgou nota afirmando que não existe nenhum caso de paciente internado na instituição com o vírus ebola. “A informação divulgada pelas redes sociais é inverídica, com intuito de causar pânico na população”, afirma o comunicado, assinado pela assessoria de comunicação do HUUFMA.
     
    A nota do Ministério da Saúde lembra que, de acordo com os dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), os países acometidos pelo surto do vírus ebola são Guiné, Libéria e Serra Leoa. “Como a doença é transmitida pelo contato direto com sangue, secreções, órgãos e outros fluidos corporais de pessoas ou animais infectados, a transmissão para outros continentes é considerada como pouco provável”, afirma a pasta.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Droga recupera cabelo em 5 meses em pacientes com doença autoimune

    Droga recupera cabelo em 5 meses em pacientes com doença autoimune

    Alopecia areata provoca queda de cabelo em regiões delimitadas.
    Droga já usada para tratar câncer do sangue conseguiu reverter queda.
     
    Pesquisadores do Centro Médico da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, descobriram que uma droga já utilizada para tratar um tipo de câncer do sangue é capaz de recuperar o cabelo de pacientes com a doença alopecia areata em apenas cinco meses. A alopecia areata é uma doença autoimune em que os linfócitos T – células de defesa do organismo – atacam os folículos capilares, provocando queda de cabelo.
     
    Os resultados do uso do medicamento em três pacientes foram publicados na revista científica “Nature Medicine” neste domingo (17).
     
    Para chegar ao resultado, primeiro os cientistas estudaram a doença em camundongos e identificaram o conjunto de linfócitos T responsável pelo ataque aos folículos capilares na doença. Em seguida, estudaram quais vias do sistema imunológico que poderiam ser inibidas para evitar o ataque aos folículos.
     
    Foram testadas em camundongos duas drogas de uma classe conhecida como inibidores da via JAK. Nos roedores, os medicamentos ruxolitinib e tofacitinib foram capazes de bloquear essa via imunológica e reverter a queda de pelos em cinco meses. O efeito das drogas mostrou-se duradouro, já que persistiram mesmo depois do fim do tratamento.
     
    A droga ruxolitinib – já usada nos Estados Unidos para o tratamento de mielofibrose, um tipo de câncer do sangue – foi testada também em humanos, em um pequeno estudo clínico. Resultados preliminares mostram que, em três desses pacientes, o medicamento foi capaz de restaurar totalmente a queda de cabelo provocada pela doença em um período de cinco meses.
     
    “Nós estamos apenas começando a testar a droga em pacientes, mas se a droga continuar a ser bem sucedida e segura, ela terá um intenso impacto positivo nas vidas das pessoas com essa doença”, diz Raphael Clynes, do Centro Médico da Universidade de Columbia, um dos líderes da pesquisa.
     
    A médica Angela M. Christiano, também autora da pesquisa, afirma que a alopecia areata é frequentemente encarada como uma doença que simplesmente altera a aparência dos pacientes, sem provocar outros problemas. Ela discorda: “Pacientes com alopecia areata estão sofrendo profundamente, e esses resultados marcam um avanço significativo para eles. A equipe está totalmente comprometida em avançar rumo a novas terapias para uma necessidade não atendida.”
     
    Fonte: Bem Estar
  • Vacina contra chikungunya mostra-se eficaz em primeiro teste em humanos

    Vacina contra chikungunya mostra-se eficaz em primeiro teste em humanos

     
    Vacina experimental foi testada em 25 adultos saudáveis nos EUA.
    11 meses após vacina, eles tinham anticorpos suficientes para protegê-los.
     
    Uma vacina experimental contra o vírus chikungunya mostrou-se eficaz no primeiro teste com humanos, feito com 25 adultos saudáveis nos Estados Unidos. A pesquisa foi conduzida por pesquisadores do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infeciosas (NIAID), que faz parte dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos (NIH). Os resultados foram publicados na edição desta semana da revista científica “The Lancet”.
     
    A nova vacina é composta de partículas semelhantes a vírus (ou VLP, na sigla em inglês). Essas partículas imitam os efeitos no sistema imunológico que seriam provocados pelas partículas do vírus de verdade. Mas não podem causar infecção porque não têm o material genético do vírus. Resultados anteriores, feitos em macacos rhesus, já tinham sido promissores, protegendo os animais de infecções.
     
    Para o teste clínico, os voluntários receberam de duas a três doses da vacina, em diferentes dosagens, ao longo de 20 semanas.
     
    “Onze meses após a vacinação, os níveis de anticorpos eram comparáveis àqueles observados em pessoas que se recuperaram depois de uma infecção natural de chikungunya, sugerindo que a vacina VLP pode oferecer proteção de longo prazo contra o vírus. A vacina também gerou anticorpos contra múltiplos genotipos do vírus, sugerindo que ela poderia ser efetiva contra quaisquer cepas do vírus”, disse a líder do estudo Julie Ledgerwood, do NIAID.
     
    “Atualmente, não temos vacinas licenciadas ou drogas aprovadas para essa infecção debilitante, que causa febre e artrite severa e intensamente dolorosa”, completa Julie.
     
    Entenda o vírus
     
    A infecção pelo vírus chikungunya provoca sintomas parecidos com os da dengue, porém mais dolorosos. No idioma africano makonde, o nome chikungunya significa “aqueles que se dobram”, em referência à postura que os pacientes adotam diante das penosas dores articulares que a doença causa.
     
    Em compensação, comparado com a dengue, o novo vírus mata com menos frequência. Em idosos, quando a infecção é associada a outros problemas de saúde, ela pode até contribuir como causa de morte, porém complicações sérias são raras, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).
     
    Como as pessoas pegam o vírus?
     
    Por ser transmitido pelo mesmo vetor da dengue, o mosquito Aedes aegypti, e também pelo mosquito Aedes albopictus, a infecção pelo chikungunya segue os mesmos padrões sazonais da dengue, de acordo com o infectologista Pedro Tauil, do Comitê de Doenças Emergentes da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI).
    O risco aumenta, portanto, em épocas de calor e chuva, mais propícias à reprodução dos insetos. Eles também picam principalmente durante o dia. A principal diferença de transmissão em relação à dengue é que o Aedes albopictus também pode ser encontrado em áreas rurais, não apenas em cidades.
     
    Onde o vírus está circulando?
     
    De acordo a OMS, o vírus já vinha circulando nos últimos anos pela África e pela Ásia, principalmente no subcontinente indiano. Mais recentemente,  foram identificados casos na Europa. Em dezembro do ano passado, a doença chegou ao Caribe – a primeira ocorrência de surto nas Américas. Até o momento, não existe registro de nenhum caso transmitido dentro do Brasil.
     
    O chikungunya tem subtipos diferentes, como a dengue?
     
    Diferentemente da dengue, que tem quatro subtipos, o chikungunya é único. Uma vez que a pessoa é infectada e se recupera, ela se torna imune à doença. Quem já pegou dengue não está nem menos nem mais vulnerável ao chikungunya: apesar dos sintomas parecidos e da forma de transmissão similar, tratam-se de vírus diferentes.
     
    Quais são os sintomas?
     
    Entre quatro e oito dias após a picada do mosquito infectado, o paciente apresenta febre repentina acompanhada de dores nas articulações. Outros sintomas, como dor de cabeça, dor muscular, náusea e manchas avermelhadas na pele, fazem com que o quadro seja parecido com o da dengue. A principal diferença são as intensas dores articulares.
    Em média, os sintomas duram entre 10 e 15 dias, desaparecendo em seguida. Em alguns casos, porém, as dores articulares podem permanecer por meses e até anos. De acordo com a OMS, complicações graves são incomuns. Em casos mais raros, há relatos de complicações cardíacas e neurológicas, principalmente em pacientes idosos. Com frequência, os sintomas são tão brandos que a infecção não chega a ser identificada, ou é erroneamente diagnosticada como dengue.
    Segundo Barbosa, é importante observar que o chikungunya é “muito menos severo que a dengue, em termos de produzir casos graves e hospitalização”.
     
    Tem tratamento?
     
    Não há um tratamento capaz de curar a infecção, nem vacinas voltadas para preveni-la. O tratamento é paliativo, com uso de antipiréticos e analgésicos para aliviar os sintomas. Se as dores articulares permanecerem por muito tempo e forem dolorosas demais, uma opção terapêutica é o uso de corticoides.
    De acordo com Tauil, da SBI, os serviços de saúde brasileiros já estão preparados para identificar a doença. “Provavelmente quem vai receber esses casos são reumatologistas. Já escrevemos artigos voltados para esses profissionais, orientando-os a ficar atentos a pessoas provenientes de áreas em que há transmissão”, diz o infectologista. Pessoas que apresentarem os sintomas citados e estiverem voltando de áreas onde existe a transmissão do vírus, como o Caribe, devem comunicar o médico.
    Apesar de haver poucos riscos de formas hemorrágicas da infecção por chikungunya, recomenda-se evitar medicamentos à base de ácido acetilsalicílico (aspirina) nos primeiros dias de sintomas, antes da obtenção do diagnóstico definitivo.
     
    Como se prevenir?
     
    Sobre a prevenção, valem as mesmas regras aplicadas à dengue: ela é feita por meio do controle dos mosquitos que transmitem o vírus.
    Portanto, evitar água parada, que os insetos usam para se reproduzir, é a principal medida. Em casos específicos de surtos, o uso de inseticidas e telas protetoras nas janelas das casas também pode ser aconselhado.
     
    Fonte: Bem Estar
     
  • Epidemia de ebola já matou 1.145 pessoas, diz OMS

    Epidemia de ebola já matou 1.145 pessoas, diz OMS

    Serra Leoa, Libéria, Guiné e Nigéria registraram mortes. 
    Número de casos reportados subestime real dimensão da epidemia.
     
    A epidemia de ebola que atinge quatro países da África Ocidental já matou 1.145 pessoas, segundo balanço divulgado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) nesta sexta-feira (15).
     
    Nos últimos dois dias foram registradas 76 novas mortes. Segundo a agência da ONU, o número de casos suspeitos e confirmados da doença chegou a 2.127 nos quatro países afetados – Guiné, Libéria, Nigéria e Serra Leoa.
     
    A OMS disse em um comunicado nesta quinta-feira (14) que “os funcionários presentes nas zonas de epidemia recolheram provas que demonstram que o número de casos reportados e o de mortos subestimam amplamente a magnitude da epidemia”.
     
    Diante desta situação, “a OMS coordena um aumento maciço da resposta internacional (diante da epidemia) com o apoio individual de diversos países, agências de controle de doenças e agências das Nações Unidas”.
     
    A OMS afirmou que os centros americanos de controle e prevenção de doenças irão equipar os países afetados com computadores para poder ter uma visão em tempo real da evolução da epidemia.
     
    “A epidemia poder durar um certo tempo. O plano operacional de reação da OMS será realizado ao longo dos próximos meses”, ressaltou a organização.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Estudo liga excesso de peso a risco de dez tipos de câncer

    Estudo liga excesso de peso a risco de dez tipos de câncer

    Risco de tumor de útero foi o que mais se elevou, segundo a pesquisa mais abrangente já feita sobre a relação entre obesidade e risco de câncer.
     
    O excesso de peso eleva o risco de desenvolver dez dos tipos de câncer mais comuns, de acordo com o mais abrangente estudo já realizado sobre a relação entre obesidade e câncer, publicado na Grã-Bretanha.
     
    Em um artigo na revista de medicina “Lancet”, os cientistas da London School of Hygiene and Tropical Medicine afirmam que o país teria 12 mil casos de câncer a menos por ano se ninguém estivesse acima do peso.
     
    Se os níveis de obesidade continuarem a aumentar, estimam os pesquisadores, 3,7 mil novos diagnósticos de câncer serão feitos anualmente.
     
    A pesquisa monitorou alterações na saúde de cinco milhões de pessoas que vivem na Grã-Bretanha durante sete anos.
     
    Os autores descobriram uma relação direta entre o aumento de peso – de 13 a 16 quilos em adultos – e o crescimento do risco de desenvolver seis tipos de câncer.
     
    O câncer de útero foi o que teve o maior aumento de risco. Depois vieram vesícula, rim, colo do útero, tireoide e leucemia – que teve o menor aumento do risco.
     
    “Houve uma grande variação no efeito do IMC sobre diferentes tipos de câncer”, disse Krishnan Bhaskaran, que coordenou a pesquisa.
     
    “Por exemplo, o risco de câncer de útero aumentou substancialmente com um IMC maior. Para outros tipos de câncer, vimos um aumento mais modesto no risco ou nenhum efeito. Essa variação indica que o IMC deve afetar o risco de câncer por meio de um número de diferentes processos, dependendo do tipo de câncer.”
     
    Pessoas com altos índices de massa corporal (IMC, calculado com base no peso e na altura) também foram mais propensas a desenvolver câncer do fígado, cólon, ovários e câncer de mama pós-menopausa.
     
    Mas os efeitos do aumento de peso para esses tipos de câncer ficaram menos claros e foram influenciados por fatores individuais, tais como a menopausa.
     
    Embora a obesidade esteja associada ao desenvolvimento de tipos de câncer mais comuns – que representam 90% dos cânceres diagnosticados no Reino Unido-, os pesquisadores dizem que alguns não mostraram nenhuma relação com o peso.
     
    Além disso, alguns indícios sugerem que um IMC maior está associado a uma chance menor de desenvolver câncer de próstata.
     
    O especialista Tom Stansfield, da organização Cancer Research UK, disse que a pesquisa deixa “clara” uma relação entre excesso de peso e riscos de desenvolver câncer.
     
    “Manter um peso saudável reduz o risco de câncer, e a melhor maneira de fazer isso é com uma dieta equilibrada e exercícios regulares.”
     
    Fonte: Bem Estar
  • Risco cardíaco aumenta depois que a mulher entra na menopausa

    Risco cardíaco aumenta depois que a mulher entra na menopausa

    Hormônio feminino estrogênio também age como protetor do coração.
    Entenda por que a 1ª e a última menstruações podem vir antes do tempo.
     
    Na vida da mulher, existem duas fases muito marcantes: a primeira e a última menstruações. Esses são momentos de grandes transformações corporais, que também deixam as emoções à flor da pele. A menarca (primeira menstruação) ocorre por volta dos 12 ou 13 anos, e é quando o corpo sofre várias mudanças e começam as visitas ao ginecologista. Já a menopausa (última menstruação) chega normalmente após os 45 anos. Mas, em algumas mulheres, esses dois períodos podem vir precocemente.
     
    Depois da menopausa, o coração feminino exige ainda mais atenção. Isso porque o hormônio feminino estrogênio, entre outras funções, atua como um protetor do sistema cardiovascular. Depois que ele se esgota, portanto, podem começar os problemas, segundo o cardiologista Otavio Gebara. Por isso, é importante visitar um especialista regularmente.
     
    De acordo com a ginecologista Helizabeth Salomão, também é importante fazer exames de rastreamento mamário, como ultrassom, a partir dos 35 anos e ficar sempre atenta no autoexame à presença de qualquer cisto, nódulo ou algo diferente. No caso da mamografia, ela deve ser feita após os 40 ou 50 anos, dependendo de cada caso e do histórico familiar.
     
    Entre os motivos que levam uma mulher a parar de menstruar antes do tempo, estão: tabagismo, laqueadura tubária (ligadura das trompas), histerectomia (retirada do útero), retirada dos ovários, quimioterapia, medicamentos para disfunções na tireoide ou diabetes, e histórico familiar. Os principais sintomas da menopausa são: irregularidade menstrual, ausência de desejo sexual, ressecamento vaginal, calorões (fogachos), irritabilidade, ansiedade, depressão, suores noturnos, insônia, cansaço, incontinência urinária, dores de cabeça, perda de memória, aumento de peso e perda de força muscular e de massa óssea (risco de osteoporose).
     
    Gebara também citou outros fatores de risco cardiovascular para a mulher, como hipertensão, tabagismo, obesidade, sedentarismo, colesterol, diabetes e histórico familiar. E Helizabeth destacou a necessidade de reposição hormonal nos casos de menopausa precoce para aliviar os sintomas, desde que não haja nenhuma contraindicação.
     
    Já em relação à menarca precoce, os fatores que contribuem para isso são: genética, alimentação, alterações hormonais e obesidade.
     
    Fonte: Bem Estar
  • Anvisa liberou 37 importações de pasta derivada da maconha

    Anvisa liberou 37 importações de pasta derivada da maconha

    De abril a agosto deste ano, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou a importação excepcional de pasta derivada da maconha, o CBD (canabidiol), para 37 pessoas –de um total de 59 pedidos.
     
    Segundo a agência, o prazo médio de autorização, a partir do protocolo do pedido, é de uma semana.
     
    O CBD ganhou destaque, este ano, com pedidos para importação de famílias de crianças com doenças graves, como síndromes raras epiléticas. A diretoria da Anvisa chegou a discutir retirar o CBD da lista de substâncias proibidas no país, como forma de facilitar a importação.
     
    A discussão foi suspensa, sob o argumento de que não há, atualmente, nenhum produto no mundo que contenha apenas CBD –todas as conhecidas carregam um pouco de THC, substância que continua proibida no país. Assim, simplesmente retirar o CBD da lista de proibidas não alteraria o atual processo de liberar os produtos de forma individual e excepcional.
     
    A discussão só deverá voltar à direção da Anvisa após as eleições. Possivelmente, o assunto será estudado por uma equipe de especialistas, o que pode adiar ainda mais a eventual decisão.
     
    Até lá, a Anvisa orienta que pessoas interessadas em importar excepcionalmente a droga encaminhem à agência o pedido com os documentos necessários –prescrição médica, laudo médico, termo de responsabilidade e formulário de solicitação de importação para medicamentos controlados.
     
    Fonte: Folha de São Paulo
  • Canadá vai fornecer vacina experimental contra ebola para África

    Canadá vai fornecer vacina experimental contra ebola para África

    Medicamento não faz parte de tratamento desenvolvido por farmacêutica.
    Governo anunciou que irá doar até mil doses, mantendo lote para pesquisa.
     
    O Canadá vai doar uma pequena quantidade de uma vacina experimental contra o Ebola desenvolvida em seu laboratório estatal à Organização Mundial de Saúde (OMS) para uso na África, afirmou o Ministério da Saúde nesta terça-feira (12).
     
    A decisão de doar a vacina foi tomada depois que a OMS disse nesta terça-feira que era ético oferecer medicamentos não testados para pessoas infectadas pelo vírus.
     
    O governo canadense vai doar entre 800 a 1.000 doses da vacina, com o número final dependendo da quantidade que Canadá reterá para pesquisa e ensaios clínicos. O governo também vai manter um pequeno volume caso seja necessário usar no mercado interno.
     
    A ministra da Saúde, Rona Ambrose, disse que ofereceu a vacina à diretora-geral da OMS, Margaret Chan.
     
    Os EUA também trabalham em uma vacina, e a OMS e os governos envolvidos discutem o possível uso na África, disse à Reuters o vice-chefe de saúde pública da Agência de Saúde Pública do Canadá, Greg Taylor, em uma entrevista antes do anúncio canadense.
     
    O Canadá tem apenas cerca de 1.500 doses da vacina para animais, que inventou há alguns anos, e precisaria de quatro a seis meses para produzir uma grande quantidade, disse. A vacina do governo é um produto separado do tratamento que está sendo desenvolvido pela farmacêutica canadense Tekmira Pharmaceuticals.
     
    “Vemos isso como um recurso global, algo que temos de colocar sobre a mesa global para dizer… como podemos fazer melhor uso desse recurso? Estamos tentando fazer isso o mais rápido possível”, disse Taylor, falando de Ottawa.
     
    O surto de Ebola é o maior e mais mortal do mundo. Até o momento, 1.013 pessoas morreram, a grande maioria em Guiné, Libéria e Serra Leoa.
     
    A vacina canadense, que a agência licenciou para comercialização à empresa norte-americana BioProtection Systems, uma unidade da Newlink Genetics, provou ser eficaz em animais, mas nunca foi testada em seres humanos, disse Taylor.
     
    Na semana passada, a NewLink afirmou que a BioProtection tem um contrato com o Departamento de Defesa dos Estados Unidos para que sejam realizados estudos a fim de desenvolver testes da vacina em humanos.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Estudo indica que partículas de ouro tornam tratamento contra câncer mais efetivo

    Estudo indica que partículas de ouro tornam tratamento contra câncer mais efetivo

    Partículas de ouro podem ajudar a melhorar o tratamento do câncer no cérebro, segundo uma pesquisa da Universidade de Cambridge, na Grã-Bretanha.
     
    Cientistas conseguiram fazer esferas de ouro muito pequenas e as cobriram com medicamentos usados na quimioterapia.
     
    Quando as minúsculas partículas foram inseridas no centro das células do tumor, estas células pararam de se replicar e muitas delas morreram.
     
    Os pesquisadores esperam que o estudo possa levar a uma forma de enfrentar casos de câncer agressivos cujos tratamentos são mais difíceis, como no caso dos tumores no cérebro.
     
    Câncera letal
     
    O glioblastoma multiforme é a forma comum de câncer no cérebro e também a mais letal.
     
    Há tratamentos para este tipo de câncer, mas a eficácia deles é limitada. A maioria das pessoas morre dentro de um prazo de cerca de cinco anos depois do diagnóstico.
     
    Mas, agora, os pesquisadores de Cambridge criaram nanoesferas – partículas que são 4 milhões de vezes menores do que um fio de cabelo humano cortado na transversal.
     
    No centro destas nanoesferas, estão partículas minúsculas de ouro, cercadas de camadas de cisplatina, um remédio usado em quimioterapia.
     
    Os cientistas testaram as nanoesferas em amostras de tumores no cérebro extraídas de pacientes durante cirurgias.
     
    Em testes realizados nestas amostras de tumores humanos, as esferas pareciam aumentar a eficácia da radioterapia e da quimioterapia tradicionais, melhorando as chances de todas as células do tumor serem exterminadas.
     
    As células cancerosas receberam, então, uma dose de radioterapia, semelhante à dose dada nos tratamentos hoje disponíveis.
     
    A radioterapia não apenas atacou as células do tumor, mas também estimulou os eletrons no centro de ouro das nanoesferas. Estes eletrons desencadearam uma quebra no material genético (DNA) dentro do câncer.
     
    Este processo também levou à liberação do remédio de quimioterapia que cobria as nanoesferas, permitindo que a cisplatina agisse no tumor enfraquecido pela radioterapia.
     
    Efeito 'duplo'
     
    Vinte dias depois deste procedimento, os cientistas observaram que não havia mais células de câncer viáveis nas amostras tratadas.
     
    Mark Welland, do St. John's College, da Universidade de Cambridge, trabalhou na pesquise e, para ele, o efeito observado foi “duplo”.
     
    “Ao combinar esta estratégia com materiais que agem sobre células cancerosas, poderemos desenvolver uma terapia para o gliobastoma e outros tipos mais desafiadores de câncer no futuro”, disse.
     
    “Precisamos atingir células de câncer diretamente com mais de uma forma de tratamento ao mesmo tempo”, disse Colin Watts, um neurocirurgião envolvido no estudo.
     
    “Isto é importante, pois alguns tipos de câncer são mais resistentes a um tratamento do que a outro”, acrescentou.
     
    Os cientistas esperam começar os testes em humanos em 2016 e estão trabalhando nas primeiras experiências envolvendo outros tipos de tumores.
     
    Fonte: BBC BRASIL