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  • Cérebro de crianças autistas possuem sinapses demais, sugere estudo

    Cérebro de crianças autistas possuem sinapses demais, sugere estudo

    Lançando nova luz sobre o funcionamento do cérebro no autismo, um novo estudo sugere que há um excesso de sinapses em pelo menos algumas partes dos cérebros de crianças com autismo, e que a capacidade do cérebro de reduzir o número dessas sinapses é comprometida.
     
    A descoberta fornece pistas sobre como o autismo se desenvolve a partir da infância e poderia ajudar a explicar alguns dos sintomas como a sensibilidade excessiva a ruído ou experiências sociais, assim como o motivo para muitas pessoas com autismo também terem ataques epiléticos. Também poderia ajudar os cientistas na busca por tratamento, se puderem desenvolver terapias seguras para consertar o sistema usado pelo cérebro para eliminar as sinapses excedentes.
     
    O estudo, publicado na quinta-feira (21) na revista “Neuron”, envolveu tecido dos cérebros de crianças e adolescentes que morreram com idades entre 2 a 20 anos. Cerca da metade das crianças tinha autismo, as outras não.
     
    Os pesquisadores, do Centro Médico da Universidade de Columbia, olharam atentamente para uma área do lobo temporal do cérebro envolvido no comportamento social e na comunicação. Analisando o tecido de 20 dos cérebros, eles contaram os espinhos dendríticos nos neurônios e encontraram mais espinhos nas crianças com autismo. Os espinhos se ramificam de um neurônio e recebem sinais de outros neurônios por meio de conexões chamadas sinapses, de modo que mais espinhos indicam mais sinapses.
     
    No desenvolvimento saudável do cérebro, há uma explosão de sinapses muito cedo e depois tem início um processo de “poda” (diminuição das sinapses). Esse processo é necessário para assegurar que diferentes áreas do cérebro possam desenvolver funções específicas e não fiquem sobrecarregadas de estímulos.
     
    A equipe de Columbia descobriu que nas idades mais jovens, o número de espinhos não difere muito entre os dois grupos de crianças, mas os adolescentes com autismo possuem significativamente mais espinhos que aqueles sem autismo. Jovens saudáveis de 19 anos tinham 41% menos sinapses do que crianças pequenas saudáveis, mas os autistas no final da adolescência apresentavam apenas 16% menos do que as crianças pequenas com autismo.
     
    Uma criança com autismo que tinha 3 anos quando morreu tinha muito mais sinapses do que qualquer criança saudável de qualquer idade, disse David Sulzer, um neurobiólogo e principal investigador do estudo.
     
    Os especialistas disseram que o fato de as crianças pequenas de ambos os grupos apresentarem aproximadamente o mesmo número de sinapses sugere um problema de poda no autismo, não um problema de produção excessiva.
     
    “Mais não significa melhor quando se trata de sinapses, e a poda é absolutamente essencial”, disse Lisa Boulanger, uma bióloga molecular de Princeton, que não esteve envolvida na pesquisa. “Se fosse um crescimento excessivo, a expectativa é de que elas seriam diferentes desde o começo, mas como a diferença de sinapses ocorre posteriormente, trata-se provavelmente da poda.”
     
    A equipe de Sulzer também encontrou biomarcadores e proteínas nos cérebros com autismo, refletindo mau funcionamento nos sistemas de remoção de células velhas e degradadas, um processo chamado autofagia.
     
    “Eles mostram que esses marcadores de autofagia diminuem” nos cérebros afetados pelo autismo, disse Eric Klann, um professor de ciência neural da Universidade de Nova York. “Sem a autofagia, essa poda não pode ocorrer.”
     
    As descobertas são as mais recentes em uma área da pesquisa do autismo que está atraindo crescente interesse. Há anos os cientistas debatem se o autismo é um problema de cérebros com conectividade insuficiente ou excessiva, ou alguma combinação.
     
    Ralph-Axel Müller, um neurocientista da Universidade Estadual de San Diego, disse que há crescente evidência de conectividade excessiva, inclusive a partir dos estudos de imagens do cérebro que ele conduziu.
     
    “As deficiências que vemos no autismo parecem ocorrer em diferentes partes do cérebro, conversando demais umas com as outras”, disse. “É preciso perder parte dessas conexões para um desenvolvimento ajustado do sistema das redes cerebrais, porque se todas as partes do cérebro conversarem com todas as partes do cérebro, só se obtém ruído, não comunicação.”
     
    Mais sinapses também criam oportunidade para ataques epilépticos, porque há sinais elétricos em excesso sendo transmitidos no cérebro, prosseguiu Klann. Mais de um terço das pessoas com autismo tem epilepsia, segundo ele.
     
    Fonte: The New York Times
     
  • Meningite pode ser causada por bactérias, vírus, fungos e parasitas

    Meningite pode ser causada por bactérias, vírus, fungos e parasitas

    Entenda causas, prevenção e tratamentos disponíveis para a doença.
    Casos recentes na Grande São Paulo preocupam autoridades de saúde.
     
    Alguns casos recentes de meningite bacteriana na Região Metropolitana de São Paulo, como as cidades de Itapevi e Santana de Parnaíba, estão preocupando as autoridades de saúde. As bactérias estão cada vez mais resistentes aos antibióticos e, assim, fica difícil controlar doenças graves, como a meningite. O Bem Estar desta quinta-feira (21) mostrou que ela também pode ser provocada por vírus, fungos e até parasitas como um caracol africano.
     
    A meninge é a membrana que envolve todo o sistema nervoso central. A meningite ocorre quando há alguma inflamação desse revestimento, causado por micro-organismos, alergias a medicamentos, câncer e outros agentes.
     
    Segundo o infectologista Caio Rosenthal, é importante ficar atento a eventuais surtos e sempre manter a vacinação em dia. O neurologista Augusto Penalva também explicou que existe um bom controle epidemiológico da doença no país, e o que existem são surtos pontuais. Porém, é preciso ficar atento, porque a meningite tem uma taxa alta de mortalidade e sequelas, como surdez, perda dos movimentos e danos ao sistema nervoso. As crianças são a faixa etária mais atingida, e os pacientes devem ter um acompanhamento por pelo menos seis meses após a doença.
     
    A meningite é transmitida quando pequenas gotas de saliva da pessoa infectada entram em contato com as mucosas do nariz ou da boca de alguém saudável. Pode ser por meio de tosse, espirro ou pelo contato com barras de apoio dos ônibus, por exemplo. Por isso, ambientes com muita gente e pouca circulação de ar são ideais para a transmissão, e a doença costuma ocorrer muito no inverno.
     
    Os principais sintomas da meningite são dor de cabeça, febre e confusão mental. Nem sempre há rigidez na nuca, e o teste não pode ser feito por um leigo apenas abaixando a cabeça. Só o médico pode fazer esse exame. O diagnóstico “padrão ouro” ocorre pelo exame do líquor, líquido que banha o sistema nervoso. Apenas a cor já indica se a meningite é por bactéria ou vírus.
     
    As vacinas de meningite disponíveis na rede pública são: pneumocócica 10 valente, meningocócica C conjugada e pentavalente. Já na rede privada, para crianças, são oferecidas a pneumocócica 13 valente, a meningocócica A, C, W, Y e a pentavalente.
     
    Outras dicas de prevenção da meningite são: nunca pegar um caracol na mão e lavar bem as folhas das verduras (pôr algumas gotas de hipoclorito de sódio em 1 litro de água) – usar também água corrente – e manter as mãos sempre limpas.
     
    Fonte: Bem Estar
  • Remédio cura macacos infectados com vírus similar ao ebola

    Remédio cura macacos infectados com vírus similar ao ebola

    Todos os animais expostos ao Marburg foram curados, dizem cientistas.
    Droga interfere no modo como vírus cresce ao entrar em células do corpo.
     
    Um remédio experimental aplicado em macacos demonstrou ser eficaz no combate a infecções mortais, como a provocada pelo vírus Marburg, muito parecido com o ebola, informaram cientistas nesta quarta-feira (20).
     
    O Marburg é um vírus da mesma família do ebola e também causa fortes hemorragias, febre, vômitos e diarreia. A probabilidade de morte é de 25% a 80% e, assim como o Ebola, é transmitido pelo contato com fluidos corporais.
     
    No estudo, feito com 16 macacos, foi testado um remédio desenvolvido pela empresa canadense Tekmira Pharmaceuticals.
     
    A droga funciona interferindo no modo como o vírus cresce assim que entra nas células do corpo.
     
    Um grupo recebeu o tratamento entre 30 e 40 minutos após a exposição ao vírus letal, enquanto outros receberam o medicamento um, dois e três dias depois.
     
    “Todos os animais tratados nos quatro estudos sobreviveram”, afirmou o autor do estudo, Thomas Geisbert, professor de Microbiologia da University of Texas Medical Branch, em Galveston.
     
    “Esta tecnologia poderia ter potencial para combater o ebola”, destacou Geisbert.
     
    Atualmente, não há nenhum medicamento ou vacina para a ebola, que matou 1.350 pessoas e infectou 2.473 desde março em Serra Leoa, Nigéria, Guiné e Libéria.
     
    A Tekmira já iniciou a fase de testes em humanos da nova medicação e, em março, a americana FDA, agência que regula o setor de alimentos e medicamentos nos Estados Unidos, deu sinal verde à companhia para agilizar o desenvolvimento do remédio TKM-Ebola.
     
    Os resultados do estudo foram publicados na revista “Science Translation Medicine”.
     
    Fonte: G1 Saúde
     
  • Botox pode ser usado para tratar câncer de estômago, sugere estudo

    Botox pode ser usado para tratar câncer de estômago, sugere estudo

    O uso do botox pode ir além da estética. Cientistas internacionais revelaram nesta quarta-feira que também pode servir para conter o avanço do câncer, pelo menos temporariamente.
     
    A descoberta, publicada na revista “Science Translational Medicine”, se baseia em estudos feitos em camundongos com câncer de estômago.
     
    O estudo revelou que o botox pode bloquear sinais do nervo vago, que vai do cérebro ao abdômen, restringindo o crescimento de tumores como se fosse um procedimento cirúrgico.
     
    “Descobrimos que eliminado o efeito do nervo, as células-tronco no tumor do câncer são suprimidas, levando a um tratamento e prevenção do câncer”, explicou o co-autor do estudo, Duan Chen, professor da Universidade de Ciência e Tecnologia da Noruega.
     
    O botox funcionou quando injetado localmente no nervo vago, bloqueando a liberação de um neurotransmissor, a acetilcolina, que estimula o crescimento do tumor.
     
    Os cientistas estão agora realizando testes clínicos em pacientes com câncer no estômago na Noruega para provar sua eficácia em humanos.
     
    Os estudiosos dizem que a técnica, embora não seja uma cura para o câncer, poderá estender a vida das pessoas com câncer no estômago inoperável ou pacientes que não respondem mais à quimioterapia.
     
    O câncer de estômago é o quarto tipo mais comum de câncer no mundo e cerca de um quarto dos pacientes sobrevive mais de cinco anos após o diagnóstico. 
     
    Fonte: Folha de São Paulo
  • USP descobre tratamento mais eficaz para doença de Chagas

    USP descobre tratamento mais eficaz para doença de Chagas

    Dados do Ministério da Saúde apontam que cerca de 3 milhões de pessoas possuem doença de Chagas no país e a maioria já na fase crônica, quando órgãos como coração e esôfago começam a inflamar e inchar. 
     
    O problema é que 40% dos pacientes abandonam o tratamento nos primeiros dez dias porque o benznidazol, único medicamento usado contra a moléstia, provoca muitos efeitos colaterais. Com base nessa constatação, pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto (SP) conseguiram desenvolver uma substância cinco vezes mais eficiente que a atual e, principalmente, menos tóxica ao ser humano.
     
    Modificações 
     
    O pesquisador João Santana da Silva explica que o resultado foi obtido a partir de modificações na estrutura molecular do próprio benznidazol, usado no tratamento da doença de chagas há 40 anos. O remédio atua no sentido de eliminar da corrente sanguínea o Trypanossoma Cruzi – parasita transmitido pelo inseto conhecido como barbeiro. “Para esse bicho sobreviver, ele precisa de uma quantidade enorme de redes enzimáticas. Então, a ideia é fazer algo que iniba essas vias e não faça mal ao hospedeiro, que no caso é o homem, o paciente,” diz o pesquisador. 
     
    Silva afirma que, na fase inicial, a doença de chagas tem sintomas como febre e mal-estar, o que faz com que seja confundida com enfermidades mais simples. Caso não seja tratado de forma adequada, o paciente pode desenvolver a fase crônica, quando o parasita se hospeda nos tecidos e causa o crescimento de alguns órgãos.  “Por isso, a maioria das pessoas que se infecta não fica sabendo, só vai descobrir que é chagásico quando tiver a sintomatologia da fase crônica, que varia de três a 10 ou até 15 anos”, diz o pesquisador. 
     
    Atualmente, a forma de eliminar o parasita do corpo e diminuir os sintomas é pela ministração do benznidazol – único medicamento aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Entretanto, o remédio não é eficaz na fase crônica e causa muitos efeitos colaterais como enjoos, dores estomacais e tontura. O resultado é que cerca de 40% dos pacientes abandonam o tratamento logo no início. “Uma das nossas estratégias para eliminar o parasita é modificar o benznidazol e transformá-lo em uma substância mais eficaz e menos tóxica”, afirma Silva. 
     
    Novo medicamento 
     
    Os testes in vitro constataram que a nova molécula é capaz de matar o parasita, sem ser tóxica para a célula humana. O próximo passo, que terá início nas próximas semanas, é testar uma quantidade maior da substância em camundongos. Só a partir destes resultados, será possível iniciar os testes em seres humanos. “Como a gente não utiliza nenhuma droga diferente das que já existem, é fácil ir para a indústria farmacêutica. Não é uma droga nova, mas uma nova abordagem. Já estamos no meio do caminho.” 
     
    O pesquisador afirma, no entanto, que esse tipo de estudo não atrai a maioria dos laboratórios farmacêuticos e acaba ficando nas universidades, porque a doença de Chagas é considerada uma moléstia negligenciada, ou seja, endêmica em populações de baixa renda. 
     
    Exemplo disso é que 80% dos infectados estão em comunidades de baixa renda, afastadas dos grandes centros urbanos, na região norte do país. 
    “A importância para a indústria farmacêutica é pequena porque, se existir uma droga para matar o parasita, certamente terá que ser barata. Não tem interesse comercial. Portanto, quem acaba correndo atrás disso são as universidades”, explica Silva, destacando que só a USP em Ribeirão Preto tem quatro descobertas patenteadas sobre o tema.
     
    Fonte: CFF
     
  • Farmácia de Acolhimento é o novo espaço para atender demandas judiciais

    Farmácia de Acolhimento é o novo espaço para atender demandas judiciais

     
    Na inauguração da Farmácia de Acolhimento estiveram presentes a Dr. Maria Erivanda C. Meireles (Coordenadora da DAF), o DR. Hugo Alexandre(SINDFAL) representando o CRF-AL.Na mesma solenidade também foi feita a inauguração do mini auditório farmacêutico, que recebeu o nome do DR. Clovis Lorena C. Pedroso (ex-conselheiro federal pelo Estado de Alagoas, ex-presidente do Crf – Al, também atuou no LIFAL e no HGE).
     
    Os pacientes judiciais passam a ser atendidos, exclusivamente, na Farmácia de Acolhimento, localizada na Diretoria Estadual de Assistência Farmacêutica, no Farol. A iniciativa foi aberta ao público nesta sexta-feira (15) e visa organizar o acesso dos alagoanos – via demanda judicial – aos medicamentos do elenco do Sistema Único de Saúde (SUS).
     
    A novidade garante um atendimento mais humanizado para os cerca de cinco mil pacientes já cadastrados no Sistema Nacional de Gestão da Assistência Farmacêutica (Horus), como é o caso da aposentada Maria José Pita de Azevedo, que relata o resultado de um atendimento que vem a melhorar o dia a dia do paciente.
     
    “Passei por todas as etapas para chegar até aqui e consegui meu medicamento: consulta, receita, relatório médico e cadastro”, listou ela, que pegou pela primeira vez seu medicamento. “Estou satisfeita com o serviço e agora espero melhorar desses meus esquecimentos”, complementou, descrevendo um dos sintomas do Mal de Alzheimer.
     
    Assim como dona Maria José, muitos alagoanos necessitam da Farmácia do Estado para adquirir medicamentos gratuitamente. Segundo o governador Teotonio Vilela Filho, a criação da Farmácia de Acolhimento visa absorver a demanda dos pacientes judiciais.
     
    “O nosso objetivo é que o retorno do investimento do trabalho da Farmácia de Acolhimento tenha como resultado os relatos de satisfação dos pacientes que solicitaram medicamentos pelo SUS via demanda judicial”, discursou o governador.
     
    O secretário de Estado da Saúde, Jorge Villas Bôas, lembrou que os pacientes judiciais eram atendidos no Componente Especializado de Assistência Farmacêutica (Ceaf) – antiga Farmex -, que tem o papel de disponibilizar medicamentos de custo mais elevado. “Agora, com a Farmácia de Acolhimento, esses pacientes judiciais vão ter um espaço exclusivo para atendimento. Essa iniciativa é fruto da organização da Assistência Farmacêutica estadual”, frisou o gestor da Saúde, Jorge Villas Bôas.
     
    Climatização
     
    A Assistência Farmacêutica do Estado investiu também na climatização da Central de Abastecimento Farmacêutico (CAF), espaço responsável pelo estoque e distribuição de medicamentos para os 102 municípios alagoanos e para as unidades sob gestão da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau).
     
    De acordo com a diretora estadual de Assistência Farmacêutica, Erivanda Meireles, o espaço de 550m² fica numa temperatura entre 18 e 25 graus, com o objetivo de garantir aos pacientes um medicamento de qualidade, que é conservado de modo apropriado. “Temos ainda duas câmeras frias, com 50m² cada, onde ficam os medicamentos conservados entre 2 e 8 graus”, relatou ela.
     
    Capacitação
     
    Para qualificar os profissionais da Assistência Farmacêutica desde a forma de atendimento com o usuário ao modo de conservação de medicamentos, a unidade do Estado dispôs de um auditório com capacidade para 36 pessoas. O espaço recebeu o nome de Miniauditório Farmacêutico Clovis Lorena Cavalcanti Pedroso, em homenagem ao servidor que atuou na Ceaf como coordenador.
     
    “A semente que ele plantou, floresce. Fica a lembrança. É gratificante que ele seja lembrado com carinho pelo órgão pelo qual atuou”, disse a esposa do homenageado, Normélia Ribeiro Pedroso. Segundo ela, Clovis sempre honrou a profissão de farmacêutico, passou por vários órgãos da Saúde e chegou a ser conselheiro federal por 17 anos.
     
    Fonte: Alagoas 24 horas
  • Hospital de referência em SP se prepara para possíveis casos de ebola

    Hospital de referência em SP se prepara para possíveis casos de ebola

    Instituto de Infectologia Emílio Ribas tem 17 leitos de isolamento.
    Em caso de suspeita de ebola, profissionais deverão usar traje especial.
     
    O Instituto de Infectologia Emílio Ribas é o hospital de referência designado para receber possíveis casos de ebola no estado de São Paulo. De acordo com o infectologista Jean Gorinchteyn, a instituição já está preparada para atender pacientes que tenham se infectado com o vírus, que já provocou mais de mil mortes este ano, principalmente na Guiné, Libéria e Serra Leoa.
     
    Para receber esses casos, o Instituto dispõem de 17 leitos de isolamento, que ficam em quartos de pressão negativa. Isso significa que o ar que circula nesses quartos é tratado antes de sair. Também há trajes especiais para os profissionais de saúde que possam entrar em contato com pacientes infectados.
     
    São macacões impermeáveis, acompanhados de proteções para os pés (para serem colocados por cima dos calçados), luvas, máscaras e uma segunda proteção plástica para o rosto. Segundo Gorinchteyn, a veste é suficiente para proteger os profissionais do contato com secreções dos pacientes (veja o vídeo acima).
     
    Plano de emergência
     
    Se uma pessoa chegar de avião a algum aeroporto do estado de São Paulo com características que possam levar a suspeitas de ebola, a equipe de bordo deve contatar imediatamente o aeroporto de destino. Uma equipe da Anvisa presente no aeroporto deve, então, avaliar o caso e, se for constatada a suspeita, o paciente deve ser transportado, com uma estrutura de isolamento, até o Emílio Ribas.
     
    Três perguntas
     
    Caso um paciente chegue diretamente ao instituto, a identificação das características suspeitas de ebola deve ser feita pelos funcionários logo na recepção. De acordo com a assessoria de imprensa do hospital, um cartaz com três perguntas será fixado em breve na entrada do instituto. São elas: “Você está com febre? Você esteve há pelo menos 21 dias em Serra Leoa, Libéria, Guiné ou Nigéria? Você teve contato com alguém com ebola?”. Se as respostas forem positivas, uma equipe no interior do hospital será contatada para buscar o paciente e leva-lo até a área de isolamento.
     
    Outros serviços de saúde do estado de São Paulo foram orientados a encaminhar para o Emílio Ribas casos suspeitos da infecção. Alguns pacientes já foram encaminhados por temor de que pudessem ter ebola. Mas, até o momento, nenhum caso se enquadrava nos critérios que tornam um caso suspeito de ebola.
     
    Cada estado brasileiro tem ao menos um hospital de referência designado para atender possíveis casos de ebola. A lista dos centros de referência de cada estado foi divulgada pelo Ministério da Saúde.
     
    Probabilidade baixa
     
    Apesar de todo o preparo, o Ministério da Saúde destaca que a probabilidade de o ebola chegar ao Brasil é baixa. “O ebola não se transmite pelo ar, diferentemente de outros vírus. Só transmite se a pessoa tiver contato direto com sangue ou fluidos corporais de pessoas doentes”, disse o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa.
     
    Outra característica que dificulta a propagação da doença para outros continentes, segundo a pasta, é que o paciente tem mais probabilidade de transmitir a doença quando aparecem os sintomas – febre repentina, diarreia e hemorragia – e não no período de incubação, que pode durar até 21 dias.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Médicos expõem pacientes em redes sociais

    Médicos expõem pacientes em redes sociais

    Médicos e outros profissionais da saúde registram cada vez mais suas rotinas nas redes sociais. O problema é que, frequentemente, expõem também os pacientes, algumas vezes em situações constrangedoras.
     
    No aplicativo de paquera Tinder –em que os usuários exibem uma seleção de fotos para atrair a atenção do potencial pretendente–, é possível encontrar imagens de profissionais em centros cirúrgicos, UTIs e outros ambientes hospitalares.
     
    Em busca feita pela reportagem, foram encontradas fotos em que era possível ver o rosto dos pacientes, incluindo de um homem sendo operado e uma criança que fazia tratamento contra um câncer.
     
    “Colocar foto de jaleco e dentro do hospital é 'imã de mulher' no Tinder”, diz um médico de 30 anos da rede pública de São Paulo que costuma usar o aplicativo.
     
    Ele diz que já usou uma foto sua operando, mas agora tem apenas imagens em que não é possível identificar outras pessoas ou a instituição de saúde em que trabalha. “Fiquei com medo de que desse problema”, explicou.
     
    Segundo o CFM (Conselho Federal de Medicina), o registro de pacientes, identificando-os ou não, é irregular.
     
    “É proibido tirar essas fotos. Existe uma resolução bem rígida sobre o assunto”, diz Emmanuel Fortes, coordenador do departamento de fiscalização do CFM.
     
    Ele diz que a única situação em que o registro de pacientes é permitido é para fins científicos, como a exibição em congressos médicos.
     
    “Mas tem de haver consentimento do paciente, além da preservação de sua imagem.”
     
    Médicos que desrespeitarem a norma estão sujeitos a punição, inclusive com a perda de registro profissional, em casos julgados graves.
     
    O Cofen (Conselho Federal de Enfermagem) também veta imagens que não tenham fins científicos. “Profissionais denunciados e flagrados podem ser processados. As punições podem ser advertência, multa, censura e até cassação do direito de exercer a profissão”, diz Antônio Marcos Freire Gomes, conselheiro da entidade.
     
    No programa de compartilhamento de fotos Instagram também não faltam exemplos de pacientes expostos. Como o aplicativo permite fazer uma busca por palavras-chaves e geolocalização, basta clicar no nome dos hospitais ou buscar termos médicos para encontrar as imagens.
     
    REPERCUSSÃO
     
    Mesmo com o veto dos conselhos, o vazamento de imagens de pacientes é comum, inclusive em casos de grande repercussão.
     
    Circulam na rede fotos do menino que teve o braço atacado por um tigre no Paraná, antes e depois da amputação. A polícia de Cascavel (PR) disse que pretende investigar o vazamento das imagens.
     
    Também vazou um vídeo do jogador Neymar dando entrada no hospital pouco após se lesionar na Copa do Mundo, gravado por uma enfermeira que se identificava nas imagens e acabou sendo demitida depois.
     
    Preocupada com esses casos, a Sbait (Sociedade Brasileira de Atendimento Integrado ao Traumatizado) acaba de lançar uma campanha de conscientização entre médicos e demais profissionais.
     
    “É uma questão ética. Hoje todo mundo tem celular e câmera ao alcance da mão. É preciso reforçar as consequências da divulgação dessas imagens”, diz Gustavo Fraga, presidente da SBAIT.
     
    Fonte: Folha de São Paulo
     
  • Ministério estuda meios para reduzir fila de transplante de medula óssea

    Ministério estuda meios para reduzir fila de transplante de medula óssea

    Hoje, há cerca de 200 pacientes com doadores compatíveis, mas sem leito.
    Ministério propõe remanejamento de pacientes e aumento de vagas.
     
    Atualmente, existem no Brasil cerca de 200 pacientes com indicação receber um transplante de medula que já encontraram doadores compatíveis no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome), mas que não se submeteram ao procedimento por falta de vagas adequadas nos hospitais.
     
    O Ministério da Saúde anunciou, na últimas semana, que está estudando medidas para diminuir o tempo de espera por um transplante desse tipo. Elas devem ser postas em prática no início do ano que vem, de acordo com Heder Murari Borba, coordenador do Sistema Nacional de Transplantes (SNT). As medidas devem incluir o aumento do número de leitos para esse tipo de transplante, além da criação de um sistema coordenado pelo próprio Ministério para remanejar pacientes entre diferentes regiões do país.
     
    O anúncio foi feito no XVIII Congresso da Sociedade Brasileira de Transplante de Medula Óssea (SBTMO), que aconteceu no final da semana passada em Belo Horizonte.
     
    O Brasil fez, em 2013, 1.813 transplantes de medula óssea, dos quais 1.144 foram autólogos (o paciente recebe sua própria medula, depois que ela passa por um tratamento) e 669 foram alogênicos (o paciente recebe a medula de um doador). Dos transplantes alogênicos, 220 foram não aparentados (o doador é localizado no Redome e não na família do paciente). Este último é o procedimento mais complexo, para o qual os pacientes têm de esperar mais tempo.
     
    Com a atual estrutura, levaria cerca de um ano apenas para realizar os 200 transplantes dos pacientes que já aguardam na fila. Segundo a médica hematologista Lúcia Silla, presidente da SBTMO, pacientes chegam a esperar mais de 30 meses a partir do diagnóstico para fazer esse tipo de transplante.
     
    Mudanças
     
    O governo estuda fazer com que o oferecimento de leitos para transplante de medula óssea seja coordenado pelo Ministério da Saúde. Desta forma, quando um paciente conseguir um doador compatível e não houver vaga no centro onde ele é tratado, a pasta poderá localizar outro centro em outra parte do país que possa receber o paciente para que ele faça o procedimento no menor tempo possível.
     
    Além disso, o Ministério pretende ampliar o número de leitos nos 29 centros que já oferecem esse transplante de alta complexidade. Borba explica que, por leito, entende-se não só a vaga, mas também toda a estrutura de atendimento e a equipe multidisciplinar necessárias para esse tipo de transplante. A intenção do ministério é aumentar a capacidade para 400 transplantes de medula óssea não aparentados por ano.
     
    Gargalo
     
    Borba explica que, atualmente, o gargalo dos transplantes de medula óssea no Brasil não é mais encontrar um doador compatível (cerca de 80% dos pacientes encontram um doador no Redome), mas conseguir uma vaga para transplante em um dos 29 serviços cadastrados para realizar esse tipo de procedimento.
     
    O Redome é o maior banco público de doadores de medula, com 3,4 milhões de doadores cadastrados. “Isso é resultado de um programa eficiente de captação e doadores. De repente, o governo ficou muito focado na captação de doadores, mas isso não foi acompanhado do crescimento da estrutura física para transplante de medula óssea”, diz Lúcia.
     
    Por esse motivo, o ministério busca limitar o número de doadores no país, e focar as buscas de novos doadores em grupos genéticos específicos que ainda não estejam bem representados no Redome, como índios e negros. Segundo Borba, aumentar o número de doadores no público em geral não significaria necessariamente aumentar as chances de os pacientes encontrarem doadores compatíveis.
     
    “Não adianta ter mais doadores, se o paciente não tiver onde transplantar. Neste momento, temos que focar nossa atenção e nosso recurso na necessidade de leitos, não de doadores”, diz Lúcia.
     
    Fonte: Bem Estar
  • Entenda o que é a esclerose lateral amiotrófica

    Entenda o que é a esclerose lateral amiotrófica

    Doença, que ainda não tem cura, causa perda do controle muscular.
    Famosos participam de campanha para arrecadar doações para associação.
     
    Famosos de todo o mundo estão participando do “desafio do balde de gelo”, uma campanha que pretende chamar a atenção para um mal degenerativo que, em 2013, acometia até 15 mil pessoas no Brasil: a esclerose lateral amiotrófica (ELA), também conhecida como doença de Lou Gehrig.
     
    A campanha desafia personalidades a jogarem um balde de água gelada na cabeça ou fazer uma doação de US$ 100 a ALS Association – associação americana que financia pesquisas para encontrar a cura da doença e também serviços para pacientes.
     
    De caráter progressivo, a ELA afeta os neurônios responsáveis pelos movimentos do corpo e causa a perda do controle muscular.
     
    Um dos portadores da doença mais conhecido mundialmente é o físico britânico Stephen Hawking, de 72 anos, que descobriu o problema aos 21 – quando os médicos chegaram a dizer que ele teria apenas alguns anos a mais de vida.
     
    Hawking não só superou as previsões sombrias dos médicos como, apesar das limitações físicas impostas pela ELA, se tornou um dos cientistas mais famosos do mundo.
     
    Além de ser uma doença ainda sem cura, a esclerose amiotrófica tem um diagnóstico difícil. São necessários cerca de 11 meses para detectar a doença.
     
    A dificuldade existe porque não há nenhum exame de laboratório que indique alguma substância no sangue ou marcador de precisão para detectar a doença.
     
    Sintomas
     
    Os pacientes costumam sentir como primeiros sintomas problemas para respirar, dificuldades para falar, engolir saliva ou comida, além da perda de controle da musculatura das mãos ou atrofia muscular da perna. O raciocínio intelectual e os sentidos do corpo permanecem normais.
     
    Após os primeiros sintomas, o paciente tem, em média, uma sobrevida de três anos e meio. Como consequência dos problemas no funcionamento dos músculos da respiração, os pacientes podem ter infecções pulmonares que levam à morte.
     
    Estima-se que apenas 10% dos casos de esclerose lateral amiotrófica tenham causas genéticas. A doença é mais comum em pessoas entre 50 e 70 anos e é muito rara a ocorrência em jovens.
     
    Os únicos tratamentos que existem buscam retardar a evolução da doença. No Brasil, há medicação oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mas segundo especialistas na doença, na maioria dos casos ela só é fornecida quando o paciente já perdeu cerca de 50% dos neurônios motores.
     
    Fonte: G1 Saúde