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  • Uma aspirina por dia pode prevenir câncer, diz estudo

    Uma aspirina por dia pode prevenir câncer, diz estudo

    Remédio precisa ser tomado por pelo menos cinco anos, mas médicos alertam que pode causar sangramento interno.
     
    A ingestão de uma aspirina por dia pode reduzir as chances de se desenvolver certos tipos de câncer, como de intestino e estômago, segundo um estudo britânico.
     
    Os pesquisadores dizem que se cada cidadão britânico com mais de 50 anos tomasse um comprimido diariamente durante 10 anos, 122 mil mortes poderiam ser evitadas.
     
    Cientistas da universidade Queen Mary, de Londres, analisaram cerca de 200 estudos sobre prós e contras da aspirina para a pesquisa, publicada pela revista médica Annals of Oncology.
     
    No entanto, o estudo alerta que o remédio também pode provocar sangramento interno.
     
    Os casos de câncer de intestino, estômago e esôfago chegam a ser reduzidos entre 30% e 40% pelo uso diário da aspirina.
     
    Também foram encontrados indícios de que a droga pode também diminuir os riscos provocadas por câncer de mama, de próstata e de pulmão.
     
    O estudo descobriu que pacientes precisam tomar o remédio por pelo menos cinco anos para obter algum benefício.
     
    O coordenador da pesquisa, Jack Cuzick, da universidade Queen Mary, aconselha maiores de 50 anos a tomarem uma pequena dose (75mg) de aspirina por dia por uma década.
     
    Para cada mil pessoas com mais de 60 anos que ingerirem a droga durante 10 anos, os resultados uma década depois seriam:
     
    16 mortes a menos por cânceruma morte a menos por ataque cardíacoduas mortes a mais por sangramento internoEfeitos colaterias
     
    O próprio professor Cuzick vem tomando aspirina diariamente, e afirmou que os efeitos colaterais não podem ser ignorados.
     
    “Ainda assim, parece ser a coisa mais importante a ser feita para prevenir câncer, atrás apenas de parar de fumar e reduzir a obesidade. E provavelmente seria muito mais fácil de se implementar.”
     
    Os benefícios inclusive parecem continuar mesmo depois de as pessoas terem parado de tomar aspirina, embora não se saiba ao certo por quanto tempo.
     
    Como o risco de sangramento interno cresce de acordo com a idade do paciente, os médicos sugerem que não se tome a droga por mais de 10 anos.
     
    Além disso, também existem dúvidas acerca dos benefícios de doses maiores.
     
    Entre os efeitos colaterais conhecidos, estão sangramentos no estômago e no cérebro.
     
    O estudo constatou que 122 mil vidas poderiam ser salvas na Grã-Bretanha se todas as pessoas entre 50 e 64 anos tomassem uma aspirina diariamente. No entanto, estima-se que outras 18 mil morreriam por efeitos colaterais.
     
    Entre os pacientes mais pré-dispostos a sangramentos estão aqueles que tomam medicação anticoagulante, fumantes e consumidores frequentes de álcool.
     
    Uma representante da organização não-governamental Cancer Research UK, Julie Sharp, alertou contra a recomendação prematura da aspirina.
     
    “Antes que ela possa ser recomendada na prevenção do câncer, algumas questões importantes precisam ser respondidas e novos testes precisam ser desenvolvidos para descobrir que pacientes têm mais chances de sofrer efeitos colaterais”, afirmou Sharp à BBC.
     
    Fonte: Bem Estar
  • Droga ameniza os sintomas do Alzheimer

    Droga ameniza os sintomas do Alzheimer

    Pesquisadores da Yale School of Medicine, nos Estados Unidos, criaram uma substância capaz de reverter, em camundongos, os deficits cerebrais provocados pelo Alzheimer. O composto CT-2153 inibe os efeitos negativos da proteína STEP (abreviação de STriatalEnriched tyrosine Phosphatase), que é fundamental para a regulação da aprendizagem e da memória. Essas funções cognitivas são prejudicadas na doença degenerativa.
     
    O alto nível da STEP impede o fortalecimento sináptico, processo que é necessário para a transformação de memórias de curto prazo em de longo prazo. Essa perturbação pode resultar em Alzheimer e em um grande número de distúrbios neuropsiquiátricos e neurodegenerativos, todos marcados por comprometimento cognitivo.
     
    EM RATOS
     
    Parasita da leishmaniose deixa mosquito mais forte Cientistas do Brasil e do Reino Unido descobrem que a leishmania faz com que o inseto reaja melhor à ação de micro-organismos ameaçadores, como bactérias. O efeito pode potencializar a disseminação da doença Liderados por Paul Lombroso, professor do Yale Child Study Center e dos departamentos de Neurobiologia e Psiquiatria da Yale School of Medicine, os pesquisadores estudaram milhares de pequenas moléculas procurando as que fossem capazes de inibir a atividade da STEP. Identificados, esses compostos inibidores foram testados em células cerebrais de ratos para examinar como eles efetivamente poderiam suspender os efeitos da proteína.
     
    O CT-2153, que se apresentou mais promissor, foi testado em cobaias modificadas para ter o mal de Alzheimer. Como resultado, houve a reversão do comprometimento cognitivo em vários exercícios que afetavam a capacidade dos animais de lembrar objetos vistos anteriormente. De acordo com Lombroso, uma única dose da droga resultou em melhorias expressivas. “Animais tratados com o composto eram indistinguíveis a partir de um grupo de controle em várias tarefas cognitivas”, explica.
     
    A equipe de pesquisadores testa atualmente o CT-2153 em outros animais, incluindo primatas. “Se os resultados forem bem sucedidos, estaremos um passo mais próximo de testar se a droga é capaz de melhorar a cognição em humanos”, diz Lombroso.
     
    Fonte: Correio Braziliense
  • Dicas simples permitem identificar sinais de diabetes em crianças

    Dicas simples permitem identificar sinais de diabetes em crianças

    Pais e escolas podem ficar atentos a primeiros sintomas de diabetes tipo 1.
    Programa internacional orienta educadores sobre como lidar com doença.
     
    Sinais simples podem ajudar os pais e até as escolas a identificar possíveis casos de diabetes na infância. Se a doença demora a ser diagnosticada, há risco de a criança sofrer sintomas graves, podendo entrar em coma e até morrer em consequência do nível elevado de glicose no sangue por um período prolongado.
     
    O endocrinologista Luis Eduardo Calliari, conselheiro da Associação de Diabetes Juvenil (ADJ), explica que o primeiro sinal da diabetes na infância – que é a diabetes tipo 1 – é a criança começar a beber muita água e fazer xixi com mais frequência.
     
    Progressivamente, começa a haver perda de peso. “A criança tem mais apetite, come muito, mas não ganha peso. Vai ficando muito fraquinha, às vezes até com falta de ar”, explica o especialista.
     
    “Geralmente, a criança chega ao pronto-socorro bem prostrada, com respiração muito rápida e a mãe leva a criança ao hospital pela falta de ar. Mas o problema não tem a ver com o pulmão, mas com um quadro de cetoacidose diabética.”
     
    Em pacientes com diabetes, há uma deficiência na produção de insulina, hormônio que tem a função de decompor a glicose e produzir energia a partir dela. Quando a doença não é controlada, o organismo passa a usar a gordura como combustível. A decomposição da gordura leva ao acúmulo de substâncias que deixam o sangue ácido: esse é o quadro de cetoacidose diabética, que pode ser muito perigoso caso a doença demore a ser identificada.
     
    Para o médico, a escola pode ser um importante aliado em identificar os primeiros sinais da doença e também em monitorar os alunos diabéticos. “Hoje em dia, pais e mães trabalham e a criança passa cada vez mais tempo na escola. Se o aluno leva muita água pra a sala de aula e pede para sair várias vezes para ir ao banheiro, antes de achar que é malandragem, é importante pensar que pode ser diabetes”, diz.
     
    Dificuldades
     
    A dona de casa Elizabete Gonçalves da Costa, mãe de Enzo, de 10 anos, conta que a família, que vive em Itapevi, na região metropolitana de São Paulo, enfrentou várias dificuldades em relação às escolas que o garoto frequentou. Diagnosticado com diabetes do tipo 1 aos 3 anos, Enzo já começou a aprender sua rotina de cuidados desde pequeno.
     
    A criança com diabetes deve fazer o controle da glicemia (que é a concentração da glicose no sangue) com o exame de ponta de dedo várias vezes ao longo do dia. Ela também pode ter de se aplicar insulina. A escola que Enzo começou a frequentar com 7 anos de idade, porém, não permitiu que ele levasse o aparelho para medir sua glicemia. A instituição também determinou que o garoto deveria comer seu lanche separado das outras crianças, por ele levar os alimentos de casa.
     
    No início, Elizabete chegou a permanecer na escola para fazer os testes no filho ao longo do dia. Hoje, depois de muitas conversas entre a família e a coordenação, Enzo já pode levar seu aparelho para a aula e fazer os testes dentro da escola, sem a presença da mãe. A escola também reuniu as crianças de seu período no refeitório e explicou por que o garoto tinha de levar o próprio lanche, diferente do de outros alunos. Agora, o menino pode comer ao lado de seus colegas.
     
    O diagnóstico de Enzo também foi trabalhoso. “Levei o Enzo a três pediatras diferentes, pois ele reclamava do cansaço, não conseguia segurar o xixi e bebia muita água. Ele também começou a emagrecer, mesmo comendo muito”, conta.
     
    Nenhum deles diagnosticou a doença. A constatação da diabetes só ocorreu quando o garoto passou mal e a mãe o levou ao pronto-socorro. “O pediatra pediu exame de sangue e viu que a glicemia estava muito alta.” Segundo ela, só depois de três meses, quando Enzo passou a ser tratado por uma endocrinologista pediátrica, é que o tratamento foi bem definido e as dúvidas sobre a doença foram sanadas.
     
    Programa em escolas
     
    Um programa desenvolvido pela Federação Internacional de Diabetes (IDF, na sigla em inglês), lançado no Brasil nesta terça-feira (5), vai levar a 15 escolas públicas e privadas brasileiras orientações sobre como identificar e como lidar com a diabetes no meio escolar. Chamado KiDS (“Kids & Diabetes in Schools”, ou “Crianças e Diabetes nas Escolas”), o programa tem apoio do Ministério da Saúde e foi desenvolvido pela IDF em conjunto com a ADJ Diabetes Brasil e pela farmacêutica Sanofi.
     
    Outras instituições e também pais interessados podem acessar o material didático do programa, em português, no site da IDF.
     
    O endocrinologista Calliari afirma que há muito desconhecimento sobre a diabetes infantil no ambiente escolar. “Às vezes a professora não permite que o aluno faça o exame de ponta de dedo na sala de aula e também não permite que ele saia para fazer. É muito comum que a escola não tenha essa percepção”, diz.
     
    Fonte: Bem Estar
  • Serviços de saúde do Brasil estão em alerta para possíveis casos de ebola

    Serviços de saúde do Brasil estão em alerta para possíveis casos de ebola

    Médicos encaminham pacientes vindos da África a serviços de referência.
    Nenhum caso até agora preencheu os requisitos para ser suspeito de ebola.
     
    Os serviços de saúde brasileiros já estão em alerta para identificar pacientes que possam ter tido contato com o vírus ebola, de acordo com o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa. Segundo ele, já houve casos de pacientes que vieram da África com sintomas variados e que foram encaminhados para serviços de referência para verificar o risco de ser ebola.
     
    “Tem casos de pessoas que vêm de países onde nem tem ebola e os sintomas nem são parecidos”, diz Barbosa. Para ele, isso mostra que os profissionais e o sistema de saúde em geral estão “muito sensíveis” para identificar esses casos. “Isso é bom, desde que não se caia no exagero de não observar de onde a pessoa veio, o que pode sobrecarregar os serviços de referência.”
     
    Nenhum dos casos apresentados até o momento no país preencheu os requisitos para ser considerado suspeito de ebola.  “Um era malária e o outro era infecção urinária. Como a pessoa tinha vindo da África, pensaram que poderia ser ebola. Mas no hospital de referência, essa possibilidade é descartada.”
     
    Probabilidade baixa
     
    A probabilidade de o ebola chegar ao Brasil é muito baixa, de acordo com Barbosa. “O ebola não se transmite pelo ar, diferentemente de outros vírus. Só transmite se a pessoa tiver contato direto com sangue ou fluidos corporais de pessoas doentes”, diz. Outra característica que dificulta a propagação da doença para outros continentes é que o paciente tem mais probabilidade de transmitir a doença quando aparecem os sintomas.
     
    “Todo caso de ebola é grave, não tem casos com sintomas leves ou assintomáticos”, diz o secretário. Dessa forma, é mais fácil identificar o paciente que pode transmitir o vírus. Além disso, pacientes nesse estado provavelmente não conseguiriam fazer uma viagem internacional.
     
    Voos
     
    Barbosa observa que não há voos diretos dos países afetados – Serra Leoa, República da Guiné e Libéria – para o Brasil. Mas caso um passageiro apresente sintomas durante um voo, a equipe de bordo deve seguir as regras determinadas pela Associação Internacional de Transportes Aéreos (Iata).
     
    Entre outras medidas, a tripulação deve contatar o aeroporto de destino, onde uma equipe de vigilância sanitária deverá avaliar o paciente e encaminhá-lo para um serviço de referência, se necessário. Até o momento, a OMS não fez restrições a voos nem orientou o fechamento de fronteiras por causa da epidemia.
     
    Detecção
     
    Segundo Barbosa, como os sintomas do ebola são sempre graves, a doença é de fácil detecção. “O ebola, junto com outras febres hemorrágicas, é de notificação compulsória e imediata. O profissional da saúde que atendeu um paciente e que suspeite de ebola deve comunicar a secretaria municipal ou estadual da Saúde, ou Ministério da Saúde.”
     
    Ele afirma que os serviços de referência brasileiros estão preparados para lidar com casos da infecção. “A doença é gravíssima, mas tem outras doenças que precisam de isolamento até maior. Os procedimentos adequados são conhecidos. Em casos suspeitos, os profissionais dos hospitais de referência sabem como proceder.”
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Novos procedimentos estéticos são oferecidos a mulheres de todas as idades

    Novos procedimentos estéticos são oferecidos a mulheres de todas as idades

    Não há mais idade certa para iniciar um tratamento para combater a ação do tempo. Novos procedimentos considerados mais leves, capazes de corrigir pequenas imperfeições e retardar a ação de agentes ambientais, podem ser usados em peles mais jovens e também fazem com que mulheres mais velhas evitem uma cirurgia.
     
    Embora o filtro solar e a vitamina C (que combate a ação de radicais livres) continuem sendo uma dupla infalível para a prevenção, terapias que antes ficavam relegadas à reparação podem ser uma opção para quem enfrenta o envelhecimento mais cedo.
     
    O microagulhamento (técnica em que pequenos furos na pele são feitos para facilitar a absorção de cosméticos) é uma opção que ganha força nos consultórios com a chegada de substâncias menos agressivas e potentes, como o ácido tranexâmico.
     
    Usado para os tratamentos do melasma (manchas), o ácido previne e tira manchinhas em peles jovens, segundo Andréia Mateus Moreira, dermatologista e autora do livro “Cosmiatria e Laser: Prática no Consultório Médico”.
     
    Os clássicos CO2 fracionado e botox também podem ser indicados aos mais jovens. “Há pessoas mais novas com muitas marcas de expressão”, diz Ediléia Bagatin, professora de dermatologia da Unifesp. “Já apliquei a toxina botulínica em uma menina de 18 anos que franzia muito a testa e acabou tendo um vinco profundo entre as sobrancelhas.”
     
    Outra opção é o ultrassom microfocado, que causa pequenas lesões que estimulam a regeneração celular.
     
    Quem tem a pele mais envelhecida, que requer mais cuidado, também pode se beneficiar dos novos procedimentos mais “light”. “Hoje as mulheres querem evitar o efeito artificial de algumas dessas operações”, diz Jardis Volpe, dermatologista.
     
    Uma alternativa é o sutura silhouette, técnica que produz um efeito de lifting (ou seja, levantamento) sem cortes. Um fio, aplicado por uma agulha, “levanta” áreas caídas da testa, da bochecha e da pescoço. A diferença desse método para outros é o tipo de fio em formato de cone. Ele substitui fios que puxam em apenas alguns pontos e produz um resultado natural.
     
    O fio também contém ácido polilático, substância com efeito antienvelhecimento que é gradualmente absorvida pelo corpo. Isso leva à produção de colágeno, proteína que dá firmeza à pele.
     
    “O efeito do lifting é imediato, mas o do colágeno dura até dois anos”, diz Volpe.
     
    A técnica foi a opção escolhida pela cabeleireira Elizete Pinto Rabelo, 44, para evitar uma cirurgia e se prevenir contra novas marcas.”Não queria ficar 'plastificada' e esse fio não me assustou”, afirma. “O resultado é percebido na hora.”
     
    Preenchedores 3D também acabam de chegar aos consultórios. O já famoso ácido hialurônico, usado para preencher rugas, ficou mais robusto. “A sua versão em três dimensões preenche as marcas de forma mais natural”, diz Andréia Moreira.
     
    Volpe lembra, porém, que quando há muita sobra de pele a única opção é a cirurgia.
     
    CUIDADOS
     
    Os especialistas lembram que todos esses procedimentos devem ser feitos por profissionais com formação em dermatologia ou cirurgia plástica. “Há muita gente não qualificada atuando no ramo”, alerta Ediléia Bagatin. A dermatologista lembra casos de necrose provocados pelo PMMA (polimetil metacrilato), substância usada para preenchimentos e implantes. “A técnica malfeita chegou a causar muitas deformações”, diz.
     
    Outro procedimento questionável e que chegou há pouco aos consultórios do país (e teve sua fama alavancada por famosos que usaram a técnica) é conhecido como “facelifting do vampiro”.
     
    Trata-se do uso do próprio sangue (plasma rico em plaquetas) na pele para regenerá-la. Uma pequena quantidade de sangue é retirada e centrifugada até se obter o plasma sanguíneo, que contém substâncias que estimulam a divisão celular. O plasma é então injetado na pele.
     
    “A técnica tem aparecido em congressos há um tempo e, de fato, há fatores que regeneram a pele no plasma, mas há um risco de reação imunológica ainda não completamente mapeada”, afirma Andréia Moreira.
    “É como uma autovacina”, diz Ediléia Bagatin. “É vantajoso porque é barato, mas há procedimentos mais sofisticados, submetidos a controles de qualidade maiores e sem o risco de infecções.”
     
    Fonte: Folha de São Paulo
     
  • Vacina contra HPV desenvolvida pela USP ganha prêmio

    Vacina contra HPV desenvolvida pela USP ganha prêmio

    Uma pesquisa da USP levou ao desenvolvimento de uma vacina terapêutica que ataca lesões e tumores causados pelo HPV (papilomavírus humano), o responsável pela maioria dos casos de câncer de colo uterino.
     
    O trabalho, ainda em fase experimental, venceu a categoria Pesquisa em Oncologia da quinta edição do Prêmio Octavio Frias de Oliveira. A cerimônia de entrega será na terça-feira (5).
     
    A premiação é uma iniciativa do Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira), em parceria com o Grupo Folha. A láurea leva o nome do publisher da Folha, morto em 2007.
     
    Na categoria Inovação Tecnológica, venceu um estudo do Instituto Butantan, feito em parceria com a USP, a Recepta Biopharma (empresa brasileira de biotecnologia) e o Instituto Ludwig. O trabalho gerou uma nova linhagem celular para a produção de um anticorpo monoclonal com potencial de combater células tumorais de ovário, rim e pulmão.
     
    Na categoria Personalidade em Destaque, a vencedora é a cirurgiã Angelita Habr-Gama, professora titular da USP e uma das maiores especialistas em câncer de intestino do mundo.
     
    Para cada categoria, a premiação é de R$ 16 mil e um certificado. Representantes da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) e das academias de medicina e de ciências integraram a comissão julgadora do prêmio. Neste ano, houve 15 estudos concorrentes.
     
    Na premiação, haverá também uma menção honrosa ao trabalho de um consórcio de pesquisadores coordenado pela USP de Ribeirão Preto, que permitiu reduzir pela metade a mortalidade de um tipo de leucemia (LPA). O estudo, com 180 pessoas, testou uma mudança no protocolo de tratamento da doença.
     
    VACINA TERAPÊUTICA
     
    A proposta da imunização terapêutica é aplicá-la em quem já tem alguma lesão ou tumor causados pelo HPV 16 (um dos tipos do vírus), diferentemente das vacinas disponíveis hoje, que impedem a infecção pelo vírus.
     
    Segundo a bióloga Mariana de Oliveira Diniz, uma das autoras da pesquisa, os testes em roedores mostraram que a vacina estimulou o sistema imune, que foi capaz de identificar as células pré-cancerígenas e matá-las. O estudo foi publicado na revista “Human Gene Therapy”.
     
    Agora, os pesquisadores estão atuando na fase de produção da vacina para a inoculação em humanos.
     
    Para o oncologista Paulo Hoff, diretor do Icesp, a pesquisa tem grande potencial no tratamento de outros tumores, já que o HPV está associado a outros tipos de câncer, como os de cabeça e pescoço, de reto e de pênis.
     
    “Países desenvolvidos como os EUA não têm tantas infecções pelo HPV e não há muito interesse em fomentar estudos nessa área. Portanto, linhas de pesquisa como essa são fundamentais.”
     
    LINHAGEM NOVA
     
    O outro estudo vencedor do prêmio, publicado na revista “PLoS One”, teve o mérito de desenvolver, pela primeira vez no Brasil, linhagens celulares que permitiram a obtenção de um anticorpo monoclonal batizado de Rebmab 200.
     
    Enquanto tratamentos convencionais contra o câncer (químio e radioterapias) atingem, ao mesmo tempo, células tumorais e sadias, esses anticorpos são capazes de se ligar a moléculas específicas dos tumores, agindo apenas sobre elas.
     
    “Gerar linhagens de anticorpos está alinhado com o que as indústrias fazem pelo mundo”, afirma a bióloga Ana Maria Moro, coordenadora da pesquisa.
     
    Segundo ela, há dados que indicam que o anticorpo reconhece 90% dos tumores de ovário, mas serão necessários mais ensaios clínicos para atestar o seu uso terapêutico.
     
    Para Paulo Hoff, o país deveria investir mais em pesquisas inovadoras como essas. “Queremos ver a geração de conhecimento novo. Não podemos ficar copiando o que foi feito lá fora.”
     
    Fonte: Folha de S.Paulo
     
  • Ebola já matou 887 pessoas na África, diz OMS

    Ebola já matou 887 pessoas na África, diz OMS

    Segundo a organização, foram registrados 1.603 casos.
    Países afetados são Guiné, Libéria, Nigéria e Serra Leoa.
     
    Novo balanço da Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgado nesta segunda-feira (4) aponta que a epidemia do vírus ebola na África Ocidental já matou 887 pessoas. Segundo a OMS, 1.603 casos foram confirmados até o momento.
     
    Os países afetados são Libéria, Guiné, Serra Leoa e Nigéria.
     
    Segundo a OMS, o número de casos registrados na Nigéria subiu para quatro. Um deles é um médico que havia tratado um paciente infectado, segundo o Ministério da Saúde Local.
     
    O médico havia participado do tratamento de Patrick Sawyer, que morreu em Lagos no mês passado após chegar ao país em um avião com origem na Libéria.
     
    A vítima liberiana, Patrick Sawyer, trabalhava para o ministério das Finanças de seu país e tinha sido infectado por sua irmã antes de ir para Lagos via Lome, no Togo, para uma reunião de líderes africanos.
     
    Visivelmente doente em sua chegada, foi imediatamente levado ao hospital First Consultants de Lagos, onde morreu em quarentena em 25 de julho.
     
    Ajuda internacional
     
    Instituições financeiras internacionais preparam pacotes de financiamento para Libéria, Serra Leoa e Guiné, países gravemente atingidos por um surto do vírus Ebola, disseram nesta segunda o presidente do Banco Africano de Desenvolvimento, Donald Kaberuka, e autoridades de outros bancos.
     
    Kaberuka disse à Reuters que sua instituição vai desembolsar imediatamente um total de US$ 50 milhões destinados aos três países.
     
    O Banco Mundial deve anunciar ainda nesta semana propostas semelhantes de financiamento, após a aprovação por sua diretoria, disseram autoridades bancárias.
     
    Fonte: G1 Saúde
     
  • Tomar paracetamol para curar ressaca pode causar lesão hepática

    Tomar paracetamol para curar ressaca pode causar lesão hepática

    Imagine o cenário: você bebeu demais na noite anterior e acorda com aquela dor de cabeça terrível. Qual a sua primeira reação?
     
    Se você respondeu “tomar um paracetamol”, precisa ter cuidado. Ingerir alguns comprimidos do medicamento para curar ressaca pode causar uma lesão hepática fulminante, segundo a farmacêutica Silvana Maria de Almeida, do Hospital Israelita Albert Einstein de São Paulo. O cuidado vale mesmo se a dosagem for menor do que a diária recomendada pela OMS (Organização Mundial de Saúde), que é de até 4.000 mg. Segundo ela, o álcool associado ao paracetamol também pode provocar sangramentos no estômago.
     
    Esses são apenas alguns dos riscos que o uso indiscriminado do paracetamol, um dos medicamentos mais populares no mundo no combate à dor e à febre, pode acarretar para a saúde.
     
    A substância pode ser encontrada em comprimidos, em gotas ou ainda como princípio ativo de outros medicamentos. O paracetamol é facilmente adquirido nas farmácias, sem prescrição. Apesar de ser considerado um medicamento seguro e eficaz, é preciso que o paciente fique atento e respeite a dosagem recomendada –cometer exageros é mais fácil do que se imagina.
     
    Para ultrapassar os 4.000 mg recomendados pela OMS, basta ingerir cerca de seis comprimidos dos “extra fortes” num período de 24 horas, ou ingerir os comprimidos associados a outros medicamentos que também contenham o princípio ativo.
     
    “O paracetamol é considerado seguro em doses terapêuticas. É preciso ficar atento, pois este princípio ativo também faz parte da composição de uma série de medicamentos, sendo fácil tomar o dobro da dose”, aponta o gastroenterologista Henrique Boruchowski, do Hospital Samaritano de São Paulo.
     
    Segundo Silvana Maria de Almeida, a superdosagem pode ser fatal. “O uso indiscriminado pode levar a dano hepático, anafilaxia [reação alérgica grave] e outras reações adversas como prurido [coceira], problemas gastrintestinais, náusea, vômito, dor de cabeça, insônia, agitação, atelectasia [colapso pulmonar], Síndrome de Steven-Johnson (com erupção nas mucosas, olhos, nariz, vagina etc), necrólise epidérmica tóxica e penumonite”, explica.
     
    Fígado
     
    A maior preocupação ao se usar o medicamento em excesso está ligada aos danos que pode causar ao fígado. Após ser ingerido e processado pelo organismo, uma das sobras desse processo é o composto NAPQI, que é tóxico. Doses altas do medicamento fazem com que o NAPQI fique acumulado no fígado, atacando as moléculas que formam as membranas das células hepáticas e levando-as à morte. Se não for interrompido, o processo pode levar à falência do fígado e à morte do indivíduo.
     
    Se para obter uma superdosagem basta ir à farmácia mais próxima, detectar os sintomas não é tão fácil assim. De acordo com estudo publicado pelos pesquisadores da Universidade de Edimburgo, na Escócia, no periódico “British Journal of Clinical Pharmacology” em 2011, a superdosagem da droga é difícil de ser percebida, pois os sintomas podem ser confundidos com a doença a ser combatida pelo medicamento: vômito, náusea e dor abdominal.
     
    Em geral, os sintomas se manifestam quatro horas depois da superdosagem. Após um período de 24 horas, há convulsões e a piora do quadro. Em 72 horas, com a destruição do fígado, o organismo não metaboliza mais a amônia, que se acumula no corpo e pode provocar morte cerebral. Para reverter uma intoxicação, é preciso receber tratamento com N-acetilcisteína nas primeiras 24 horas.
     
    “Nos casos de intoxicação leve a moderada, após o primeiro dia da ingestão, os pacientes podem permanecer assintomáticos ou apenas desenvolver náusea, vômito e dor abdominal. Nos casos graves de intoxicação, pode haver falência hepática, incluindo coagulopatia e encefalopatia hepática. Os pacientes devem procurar um serviço de saúde rapidamente para que possa ter os cuidados necessários”, aponta Silvana Maria de Almeida, do Hospital Israelita Albert Einstein.
     
    O paracetamol é responsável por cerca de 1.500 mortes nos últimos dez anos, de acordo com pesquisa realizada pela ONG de jornalistas Pro Publica. O medicamento é a principal causa de insuficiência hepática e de indicação de transplante de fígado nos Estados Unidos, com quase 800 casos nos últimos 15 anos. Por isso, a FDA (Food and Drug Administration), agência norte-americana que regula alimentos e medicamentos, vem tomando uma série de medidas para controlar o uso do paracetamol.
     
    Em janeiro deste ano, a FDA publicou uma norma recomendando a médicos que não prescrevessem medicamentos com dosagem superior a 325 mg de paracetamol associados a outras substâncias.
     
    Cuidados
     
    Medicamentos como a domperidona ou a ametodopromida podem aumentar a absorção do paracetamol, intensificando seu efeito. O risco de intoxicação com doses acima de 8.000 mg é de quase 100%. Já entre 3.000 mg e 8.000 mg, depende de outros aspectos, como o consumo de álcool ou de outros medicamentos, como anticoagulantes e alguns tipos de anticonvulsivantes.
     
    Mas é a ingestão do medicamento com bebidas alcoólicas que merece atenção redobrada. “Nos casos em que pacientes utilizam mais de três doses de bebida alcoólica por dia, o medicamento pode apresentar interação com o uso concomitante da bebida alcoólica”, diz a farmacêutica Silvana Maria de Almeida. O álcool interfere na disponibilidade de glutationa, causando lesão hepática.
     
    Crianças e idosos também devem tomar cuidado com o medicamento. “Idosos são mais propensos a doenças hepáticas e renais, portanto devem ser monitorados durante o uso de paracetamol. Em crianças, doses acima de 200 mg/kg podem potencialmente causar toxicidade. Este limiar é mais alto porque as crianças têm os rins e fígado proporcionalmente maiores ao tamanho do corpo do que os adultos e, por isso, são mais tolerantes à superdosagem de paracetamol que os adultos”, explica o gastroenterologista Henrique Boruchowski.
     
    Os especialistas recomendam que, no caso do uso do paracetamol não apresentar a eficácia necessária –ou seja, se a dor persistir–, não se deve aumentar a dose, mas sim buscar ajuda médica que indique outra alternativa ao medicamento. “Os problemas do uso indiscriminado do paracetamol, e também de outros medicamentos, podem ser evitados através da consciência de não praticar a automedicação. O melhor a se fazer é sempre procurar usar medicamentos prescritos pelo médico, seguindo suas orientações e do farmacêutico”, recomenda Silvana de Almeida.
     
    Fonte: Uol Saúde
     
  • Cientistas desenvolvem camundongos transparentes

    Cientistas desenvolvem camundongos transparentes

    Técnica pode ser útil para estudar detalhes da anatomia do animal.
    Método é aplicado depois que camundongo já está morto.
     
    Pesquisadores encontraram um modo de produzir camundongos quase totalmente transparentes. Eles poderão ser usados em pesquisas, para ajudar os cientistas a estudar detalhes da anatomia do animal.
     
    Antes de receberem as substâncais químicas os tornam transparentes, os animais são eutanasiados e têm a pele toda removida. Depois do procedimento, todos os órgãos ficam transparentes, mas os ossos continuam opacos.
     
    O resultado se parece com um bloco de gelatina no formato de um camundongo. Os órgãos são sustentados no lugar por tecido conjuntivo e por um gel utilizado no procedimento.
     
    Camundongos são muito importantes para pesquisas da área biomédica porque boa parte de sua biologia básica é similar à do homem. Além disso, eles podem ser manipulados de forma a simular doenças humanas.
     
    Estudos com camundongos ajudam os cientistas a entender melhor mecanismos relacionados a doenças e também a testar novos medicamentos e estratégias de combate a determinadas enfermidades.
     
    Melhor que raio-x ou ressonância
     
    Cientistas dominam a técnica de fazer com que tecidos fiquem transparentes há mais de um século, e vários novos métodos foram desenvolvidos nos últimos anos. No ano passado, por exemplo, teve destaque uma técnica que produziu cérebros de camundongo transparentes.
     
    Tais métodos revelam muito mais detalhes sobre o órgão do que raios-x ou exames de ressonância magnética seriam capazes de revelar. O novo trabalho é o primeiro a fazer um camungogo inteiro transparente, segundo especialistas.
     
    A técnica deve ser útil para projetos como o mapeamento de detalhes do sistema nervoso ou do desenvolvimento de um câncer em animais de laboratório, segundo a cientista Vivian Gradinaru, do California Institute of Technology, autora sênior do artigo que descreveu o método, publicado nesta quinta-feira (31) pela revista “Cell”.
     
    O trabalho envolve injetar uma série de substâncias químicas nos vasos sanguíneos e também no cérebro e na medula espinal. Alguns químicos formam um tipo de rede que segura o tecido no lugar. Outros “dissolvem” as gorduras que fazem o tecido bloquear a luz e se tornar opaco.
     
    Leva mais ou menos uma semana para criar um camundongo transparente, segundo Vivian. Os pesquisadores também conseguiram criar ratos transparentes, o que levou cerca de duas semanas.
     
    Fonte: G1 Saúde
     
  • Entenda a epidemia de ebola na África

    Entenda a epidemia de ebola na África

    Surto de febre hemorrágica é o maior já registrado, segundo OMS.
    Vírus já matou mais de 700 pessoas e afeta três países africanos.
     
    A África Ocidental enfrenta o maior surto do vírus ebola já registrado desde a descoberta da doença, em 1976. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), trata-se da maior epidemia de febre hemorrágica em termos de pessoas afetadas, número de mortos e extensão geográfica.
     
    O último balanço do organização, divulgado em 27 de julho, informa que já são 729 mortos – 47 deles em apenas quatro dias – e 1.300 casos da doença registrados.
     
    O surto atual começou na República de Guiné em março deste ano, e se espalhou para os países vizinhos Serra Leoa e Libéria. Depois, a Nigéria registrou um caso.
     
    Segundo dados da OMS, Guiné é o país com mais mortes – cerca de 350. Em seguida está Serra Leoa, com mais de 200 mortes, e o maior número de casos – mais de 500. Por último está a Libéria, com aproximadamente 150 mortes e pouco mais de 300 infectados.
     
    A OMS enviou mais de uma centena de especialistas para a região para ajudar a conter a epidemia. Porém, eles enfrentam dificuldades para atuar nas áreas mais remotas devido à desconfiança da população. Em alguns vilarejos, chegaram a ser atacados e ameaçados.
     
    Além disso, os próprios médicos têm sido vítimas da alta mortalidade do vírus – que não tem vacina nem cura. O médico responsável pelo combate da epidemia em Serra Leoa, Sheik Umar Khan, morreu no dia 29 de julho, vítima da doença.
     
    'Fora de controle'
     
    Mais da metade dos infectados neste surto morreram, e a OMS teme a possibilidade de uma “propagação internacional” da doença.
     
    No dia 1º de agosto, em reunião com os presidentes da Guiné, Libéria, Serra Leoa e Costa do Marfim, a diretora-geral da organização, Margaret Chan, disse que o surto de ebola no oeste africano está “fora de controle”, mas que pode ser barrado.
     
    Apesar disso, a OMS não fez restrições a voos nem orientou o fechamento de fronteiras por causa da epidemia.
     
    Segundo a organização, haveria baixo risco de contágio caso um passageiro infectado voe, pois a transmissão só acontece quando o paciente apresenta sintomas severos da doença: como vômito, diarréia, febre alta, sangramento. “É altamente improvável que alguém com tais sintomas se sinta bem o suficiente para viajar”, afirmou a associação internacional de companhias aéreas (Iata).
     
    Ainda assim, o avanço do ebola levou países a fecharem fronteiras terrestres, como no caso da Libéria, e a declararem estado de emergência pública, o que aconteceu em Serra Leoa.
     
    A OMS não descarta rever suas recomendações de viagem durante a epidemia. A organização e governos da região anunciaram no dia 30 de julho um plano de resposta ao ebola com US$ 100 milhões em recursos.
     
    Combate
     
    Quando uma pessoa é infectada pelo ebola, em até dez dias ou ela morre ou o organismo começa a combater o vírus. “É como uma gripe. Não temos remédio para matar o vírus da gripe: é o corpo que responde e mata o vírus, e a gente melhora. A diferença é que o vírus do ebola é muito mais agressivo que uma gripe”, explica Rachel Soeiro, médica brasileira que passou um mês na Guiné.
     
    No combate à doença, os pacientes são isolados, e médicos fazem a pessoa se alimentar e ingerir líquidos. Ao sair da área de isolamento do hospital, os pacientes tomam um banho de cloro e ganham roupas novas, já que as antigas estão contaminadas.
     
    O ebola é uma febre hemorrágica grave causada por vírus e que não tem vacina ou cura. A doença só é transmitida pelo contato com os fluidos de pessoas ou animais infectados, como urina, suor e sangue. A doença mata por falência múltipla dos órgãos, quando fígado e rins param de funcionar, e o sangue passa a correr devagar pelo corpo.
     
    Os sintomas incluem diarréia, febre alta, vômitos, hemorragias e danos no sistema nervoso central. A taxa de mortalidade do ebola pode atingir 90% dos casos. O período de incubação é de dois a três semanas.
     
    Fonte: G1 Saúde