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  • Grandes redes de farmácias movimentam R$ 8,76 bi no 1º quadrimestre

    Grandes redes de farmácias movimentam R$ 8,76 bi no 1º quadrimestre

    Destaque ficou para a venda de não-medicamentos

    As grandes redes do varejo farmacêutico nacional seguem sua rota de expansão. Segundo dados da FIA/USP, divulgados pela Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), o volume de vendas foi de R$ 8,76 bilhões no primeiro quadrimestre deste ano, 12,24% a mais do que no mesmo período de 2012.

    O destaque ficou para a comercialização de não-medicamentos, que superou R$ 2,83 bilhões, contra R$ 2,43 bilhões de janeiro a abril do ano passado – um crescimento de 16,20%. A participação dessa categoria no movimento geral é de 32,3%. “Esse cenário reflete o anseio da população por uma farmácia que funcione como uma autêntica loja de saúde, com um amplo mix de produtos de conveniência e bem-estar”, analisa o presidente executivo da Abrafarma, Sérgio Mena Barreto.

    As vendas de genéricos também avançaram no período – R$ 1,087 bilhão, alta de 14,03%. Já a comercialização de medicamentos inseridos no programa Aqui tem Farmácia Popular registrou evolução de 15,92%, com movimento de R$ 160,08 milhões.

    O número de lojas também apresentou um aumento significativo, e hoje soma 4.806 drogarias, um aumento de 9,73% na comparação entre os meses de abril em 2012 e 2013.

    Fonte: Guia da Farmácia

  • Cigarro eletrônico estimula hábito de fumar entre jovens

    Cigarro eletrônico estimula hábito de fumar entre jovens

    Os cigarros eletrônicos podem ser mais tentadores para jovens não fumantes que os cigarros convencionais, e, após experimentarem cigarros eletrônicos, os jovens ficam mais inclinados a provar os cigarros comuns. Essas descobertas foram divulgadas ontem por pesquisadores americanos do Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC, nas iniciais em inglês).
     
    O estudo, baseado em levantamentos representativos junto à faixa jovem da população americana, detectou que mais de 250 mil adolescentes e jovens até os 19 anos que nunca tinham fumado usaram um cigarro eletrônico em 2013, contingente três vezes superior ao contabilizado em 2011. Aqueles que haviam experimentado a versão eletrônica estavam duas vezes mais propensos a provar um cigarro convencional no ano seguinte, em comparação com os que nunca tinham experimentado o produto. O estudo foi publicado na revista especializada “NicotineTobacco Research”.
     
    Os cigarros eletrônicos são dispositivos finos, reutilizáveis, montados a partir de um tubo de metal que contém líquidos com nicotina de sabores exóticos. Quando os usuários fumam, a nicotina é aquecida e liberada como vapor desprovido de alcatrão, diferentemente da fumaça do cigarro convencional.
     
    Especialistas da área de saúde evocaram receios de que o aquecido setor de cigarros eletrônicos, que movimenta US$ 2 bilhões, revertesse os ganhos obtidos por seu empenho para reduzir o hábito de fumar entre os jovens dos EUA ao longo de décadas. Apenas 15,7% dos americanos de até 19 anos relataram fumar em 2013, a taxa mais baixa da série histórica.
     
    A Lorillard lidera o mercado americano de cigarros eletrônicos, enquanto a Reynolds American e o Altria Group passarão a fabricar suas próprias marcas do dispositivo em todo o país a partir deste semestre. O banco Wells Fargo projeta que as vendas de cigarros eletrônicos nos EUA ultrapassarão as de cigarros convencionais até 2020.
     
    Fonte: Valor Econômico
  • Especialista afirma que epidemia de ebola deve aumentar

    Especialista afirma que epidemia de ebola deve aumentar

    Um dos descobridores do vírus criticou a 'extraordinária lentidão' da OMS.
    'Estão reunidas todas as condições para que acelere', disse Peter Piot.
     
    O professor belga Peter Piot, um dos responsáveis pela descoberta do vírus ebola em 1976, afirmou nesta terça-feira (26) que estão reunidas as condições para que a epidemia acelere e lamentou a “extraordinária lentidão” da resposta da Organização Mundial da Saúde (OMS).
     
    “Nunca havia acontecido uma epidemia de tal envergadura. Há seis meses assistimos ao que se poderia chamar de 'tempestade perfeita', porque estão reunidas todas as condições para que acelere”, afirmou em uma entrevista ao jornal francês “Libération”.
     
    A epidemia de febre hemorrágica ebola, que já provocou mais de 1.500 mortos, “explode em países onde os serviços de saúde não funcionam, devastados por décadas de guerra. Além disso, a população desconfia radicalmente das autoridades”, completa o especialista.
     
    “É necessário restabelecer a confiança. Em uma epidemia como a do ebola, não é possível fazer nada sem confiança”.
     
    O coordenador da ONU na luta contra o ebola, David Nabarro, advertiu na segunda-feira (25) que o combate à epidemia é uma “guerra” que não está vencida de antemão e que pode durar seis meses.
     
    Piot lamentou a “extraordinária lentidão” das instituições.
     
    “A OMS despertou apenas em julho, apesar do alerta ter sido feito no início de março e da epidemia ter começado em dezembro de 2013. Agora assume a liderança, mas é muito tarde”, afirmou.
     
    No início de agosto, os especialistas da OMS consideraram que era “ético” fornecer aos pacientes medicamentos experimentais com efeitos colaterais ainda desconhecidos.
     
    Fonte: G1 Saúde
     
     
     
  • Morre médico liberiano com ebola tratado com soro experimental ZMapp

    Morre médico liberiano com ebola tratado com soro experimental ZMapp

    Segundo ministro, infectado chegou a mostrar sinais de melhora.
    Outras duas pessoas seguem em tratamento com o remédio.
     
    Um médico liberiano tratado com um soro experimental americano em seu país depois de ter contraído ebola morreu, anunciou nesta segunda-feira (25) à AFP o ministro de Informação da Libéria, Lewis Brown.
     
    “Mostrava sinais de melhora, mas finalmente faleceu. O governo lamenta esta perda e apresenta suas condolências à família”, explicou Brown, que declarou que o médico, Abraham Borbor, morreu na madrugada desta segunda-feira.
     
    Outros dois funcionários tratados com este soro, o ZMapp, “seguem em tratamento e há sinais de esperança”, indicou o ministro.
     
    Os Estados Unidos entregaram à Libéria no dia 13 de agosto doses de ZMapp para estes três profissionais de saúde. O tratamento, que não havia sido testado em humanos, também foi administrado em dois americanos que na semana passada foram declarados curados, e em um padre espanhol que morreu no dia 12 de agosto. Os três haviam sido infectados na Libéria.
     
    O laboratório que fabrica o ZMapp informou que as escassas doses disponíveis do medicamento haviam se esgotado.
     
    Por sua vez, o Japão declarou nesta segunda-feira estar disposto a fornecer um tratamento experimental de uma empresa japonesa que o país homologou em março como um antiviral contra a gripe, com o objetivo de lutar contra o ebola “se a Organização Mundial da Saúde (OMS) pedir”.
     
    Diante da amplitude da epidemia, a OMS considerou ético no dia 12 de agosto oferecer medicamentos cuja eficácia ou efeitos colaterais ainda não foram comprovados como tratamento potencial ou a título preventivo.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • USP fará teste em voluntários para estudar efeitos do canabidiol no sono

    USP fará teste em voluntários para estudar efeitos do canabidiol no sono

    Componente da maconha tem circulação vetada pela Anvisa dentro do país.
    Faculdade de Ribeirão Preto fará estudo após defender reclassificação.
     
    Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto (SP) começarão a fazer testes com canabidiol para estudar os efeitos no sono do composto químico presente na maconha. De acordo com o professor da Faculdade de Medicina (FMRP) José Alexandre de Souza Crippa, o teste com a substância em outros distúrbios neurológicos já apresentou resultados positivos e 40 voluntários estão sendo convocados para participar do novo estudo.
     
    A instituição confirmou os testes depois de ter enviado, em julho, uma carta aberta à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) defendendo a reclassificação do canabidiol, com circulação vetada no país. Atualmente, remédios que contém a substância só são utilizados por pacientes que possuem autorização especial para importação concedida pelo próprio diretor da agência ou ainda sentença jurídica com a mesma finalidade.
     
    Sono e Mal de Parkinson
     
    Através do estudo, os pesquisadores pretendem observar a atuação do canabidiol no sono, avaliando, por exemplo, se a substância mantém os níveis de relaxamento durante a noite.
     
    “Já mostramos previamente que o canabidiol é capaz de atuar melhorando alguns distúrbios do sono, especialmente em pacientes com Parkinson, em um transtorno de modo específico chamado transtorno comportamental de sono REM, que não tem tratamento farmacológico adequado atualmente”, explica Crippa. Testes foram feitos em alguns animais, que também apresentaram melhoras no quadro de insônia.
     
    No caso dos pacientes com Mal de Parkison – doença progressiva que atinge os movimentos devido à disfunção dos neurônios – a substância reduziu outros sintomas, além de aliviar os problemas enfrentados por eles na hora de dormir.
     
    Diante disso, o professor diz que, primeiramente, esse novo estudo quer entender como o canabidiol funciona em pessoas sem alterações do sono, para, em seguida, investigar sua atuação em pacientes com insônia.
     
    Voluntários
     
    Para participar do novo estudo da USP, o voluntário, homem ou mulher, precisa ter a idade mínima de 18 anos e não apresentar nenhum distúrbio de sono. Também é preciso preencher informações solicitadas por um formulário de triagem online, através do qual será avaliado se a pessoa está apta ou não a participar. Moradores de Ribeirão Preto e não fumantes terão preferência.
     
    Segundo Crippa, os selecionados devem passar, pelo menos, duas noites no Hospital das Clínicas da FMRP, fazendo um teste chamado polissonografia, mais conhecido como exame do sono, durante o qual será administrada uma dose de canabidiol. Haverá ajuda de custo para cobrir eventuais despesas com transporte e alimentação.
     
    Polêmica
     
    Enquanto tentam demonstrar a eficiência do componente no sistema neurológico, os pesquisadores precisam enfrentar a polêmica dos testes com o canabidiol, já que o medicamento do componente é ilegal no Brasil. “A polêmica é porque o canabidiol é um composto que está presente na Cannabis sativa [maconha]. Se ele estivesse na jabuticaba, por exemplo, não haveria nenhuma polêmica”, garante o pesquisador.
     
    Ele explica que o problema surge no uso clínico da substância e na possibilidade do composto ser receitado por médicos. Contudo, para sua aplicação em pesquisas, não há impedimento algum, de acordo com os padrões definidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
     
    Em maio, uma reunião da Diretoria Colegiada do órgão, em Brasília, discutiu se o canabidiol deveria ser retirado da lista de substâncias de uso proscrito para entrar para a lista de substâncias de controle especial (comercializado com receita médica de duas vias). Porém um dos diretores pediu vista do processo, o que adiou a decisão.
     
    Crippa lembra, ainda, que o canabidiol é apenas um dos 480 componentes da maconha e que, portanto, não podem ser interpretados como sinônimos. “O canabidiol não causa dependência, nem abstinência, nem tolerância. E não tem efeitos colaterais maiores”, afirma e frisa que a maconha, enquanto conjunto de componentes, oferece sim riscos à saúde.
     
    A preocupação com a confusão entre a planta e seu componente é tamanha que os pesquisadores estão propondo a mudança do termo “maconha medicinal” para “canabinóide medicinal”. A proposta faz parte da carta aberta da FMRP à Anvisa, na qual foi defendida a reclassificação do canabidiol.
     
    Resultados
     
    A pesquisa do efeito da substância nos padrões do sono é apenas mais uma de uma série de estudos da FMRP sobre o componente. “Nós já demonstramos eficácia [do canabidiol] na doença de Parkinson, nos transtornos de ansiedade, mostramos em esquizofrenia, em doenças do sono – em algumas delas -, além disso, nós testamos em dependência de maconha e, um estudo que estamos concluindo com um grupo da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em dependência de crack”, diz Crippa.
     
    O grupo de estudos da USP de Ribeirão é responsável pelo maior número de pesquisas nesta área. Em todos os testes, a substância se mostrou bastante segura para a correção de certas deficiências do organismo.
     
    Esse foi o caso da menina Anny, de seis anos, portadora da síndrome CDKL5 (doença rara, que, entre outros sintomas, apresenta sinais de epilepsia grave). De acordo com seus pais, um medicamento à base de canabidiol reduziu as crises de convulsões e trouxe mais qualidade à vida da menina. Contudo, foi necessário ganhar na justiça o direito de importar o remédio dos Estados Unidos, onde sua venda é permitida.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Alteração em gene parece ajudar no combate ao HIV

    Alteração em gene parece ajudar no combate ao HIV

    Um grupo de pesquisadores da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), no Rio, identificou uma variante de DNA em portadores do HIV que parece estar relacionada a uma maior capacidade de resistência ao vírus da Aids.
     
    Conhecida como HLA-B*52, essa variante está presente com mais frequência entre os pacientes que ficam muito tempo sem apresentar sintomas da doença.
     
    Mais especificamente, as pessoas que carregam essa variação genética têm chance duas vezes maior de serem classificadas como “não progressores de longo prazo” “” termo usado para definir aqueles cujo organismo é capaz de controlar o HIV sem auxílio de medicamentos por mais de dez anos (há pacientes que carregam o vírus faz mais de 30 anos e ainda se encaixam nesse grupo).
     
    Segundo a bióloga Sylvia Teixeira, coautora do estudo publicado na revista científica “GenesImmunity”, é importante ressaltar que se trata de uma associação estatística, e não de uma relação simples de causa e efeito. Os pacientes que carregam a variante não podem se considerar simplesmente “protegidos” da doença, lembra ela. “Também é preciso levar em conta características do vírus e todo o sistema biológico do indivíduo infectado”, diz.
     
    SISTEMA DE ALERTA
     
    O gene HLA-B, no qual a variação foi encontrada em pacientes brasileiros, está entre os mais estudados pelos pesquisadores que buscam entender a relação entre as características genéticas humanas e a resistência ao HIV. Isso acontece porque esse gene contém a “receita” para a fabricação de uma molécula que é crucial quando o assunto é reagir a uma invasão do organismo.
     
    Quando o vírus invade uma célula humana, por exemplo, essa molécula pode se ligar a um fragmento do parasita e expô-lo na superfície da célula. Isso funciona como um sinal de que o invasor está presente, recrutando células de defesa que podem destruir a célula infectada ou coordenando outras reações do corpo contra a infecção.
     
    Os detalhes desse processo variam um bocado de pessoa para pessoa e de invasor para invasor “” os vários membros da “família” de genes HLA são extremamente variáveis em sua receita, provavelmente porque a seleção natural favorece essa variedade, já que ela dá ao organismo mais “cartas na manga” para enfrentar um vírus desconhecido, por exemplo.
     
    Por outro lado, isso também significa que às vezes a pessoa não possui as armas corretas para enfrentar certos invasores. “Outro alelo variante, o B*35, é bem conhecido por estar associado à progressão rápida da Aids, provavelmente porque ele não é muito favorável à apresentação do antígeno viral o pedaço exposto do vírus para as células de defesa”, conta Teixeira.
     
    Diante desse quadro, a equipe da Fiocruz pôs-se à caça de associações estatísticas entre variantes do HLA-B e os vários tipos de resposta ao HIV. Eles começaram avaliando dados de cerca de 4.000 pacientes do Rio de Janeiro, mas acabaram analisando o DNA de 218 deles, cujos registros médicos eram precisos o suficiente para ter ideia clara da progressão da doença.
     
    A partir dessa análise, surgiu a associação estatística entre a progressão tardia da Aids e o HLA-B*52. Os números deixam claro que não se trata de uma proteção “mágica”. Entre os pacientes que desenvolvem a doença de forma rápida ou segundo a média dos soropositivos, cerca de 3% carregam essa variante; já entre os que demoram muito para sofrerem os efeitos do vírus, essa proporção é de 11% – bem mais comum, mas nem de longe algo que explique todos os casos.
     
    Para Teixeira, entender como essa resistência funciona deve ajudar os pesquisadores a otimizarem futuras vacinas anti-HIV, por exemplo, imitando, de certa maneira, a resposta otimizada ao vírus montada pelo organismo das pessoas que demoram a desenvolver a doença.
     
    Fonte: Folha de S.Paulo
  • OMS vai fazer consulta sobre potencial vacina contra o ebola

    OMS vai fazer consulta sobre potencial vacina contra o ebola

    A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou nesta sexta-feira (22) que vai fazer consulta em setembro sobre uma potencial vacina contra o ebola, já testada com “resultados promissores” em dois profissionais de saúde na Libéria.
     
    Em nota, a agência da Organização das Nações Unidas destacou que, nos dias 4 e 5 de setembro, fará uma consulta sobre terapias e potenciais vacinas em Genebra, na Suíça, onde fica a sede da OMS.
     
    “A consulta foi convocada para reunir conhecimentos sobre as terapias e vacinas experimentais mais promissoras e o seu papel na contenção do surto de ebola na África Ocidental”, ressaltou o comunicado.
     
    Várias vacinas contra o ebola estão sendo testadas, incluindo um tratamento promissor, o ZMapp, que, segundo a OMS, já está esgotado.
     
    Recentemente, o medicamento foi testado em norte-americanos infectados na África, após terem sido obtido bons resultados em testes com macacos.
     
    Segundo a organização, mais de 20 especialistas da África Ocidental são esperados na reunião. Ao todo, cerca de cem peritos em saúde pretendem discutir as mais recentes pesquisas sobre o ebola, bem como questões éticas, legais e regulamentares em torno da doença.
     
    O encontro deve discutir ainda os desafios de países afetados pela epidemia e tentar encontrar consenso sobre as novas formas de combater a doença, que já matou 1.350 pessoas na África Ocidental.
     
    De acordo com a organização, autoridades de saúde na Libéria informaram que dois médicos e um enfermeiro estão atualmente recebendo uma vacina experimental. “O enfermeiro e um dos médicos registraram progressos. O quadro clínico do segundo médico é sério, mas registrou ligeira melhora”, destacou.
     
    Há alguns dias, o diretor do Departamento de Vacinas e Imunização da OMS, Jean-Marie Okwo Bele, adiantou que uma vacina preventiva contra o ebola deverá passar para a fase de testes clínicos em setembro e poderá estar disponível em 2015.
     
     
    Saiba mais sobre ebola
     
    O que é o ebola?
     
    A doença é causada pelo vírus ebola e pode levar a morte até 90% dos doentes. Tem sintomas como febre, vômito, diarreia e hemorragia.
     
    Como se contrai o vírus?
     
    O ebola é transmitido pelo contato direto com sangue e fluídos corporais (suor, urina, fezes e sêmen) de pessoas contaminadas e de tecidos de animais infectados.
     
    Quais países têm mais casos de ebola?
     
    Guiné, Libéria e Serra Leoa vivem surtos de ebola, e há casos na Nigéria. EUA e Espanha levaram compatriotas infectados para tratamento em seus países.
     
    O ebola pode chegar ao Brasil?
     
    Uma pessoa infectada pode entrar no país, mas só poderá infectar alguém quando estiver com os sintomas; dado isso deve ser levada a um hospital onde será isolada.
     
    O ebola tem cura?
     
    Não. Existem apenas remédios e vacinas experimentais sendo testadas no Canadá e nos Estados Unidos. O tratamento consiste em amenizar os sintomas.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Cérebro de crianças autistas possuem sinapses demais, sugere estudo

    Cérebro de crianças autistas possuem sinapses demais, sugere estudo

    Lançando nova luz sobre o funcionamento do cérebro no autismo, um novo estudo sugere que há um excesso de sinapses em pelo menos algumas partes dos cérebros de crianças com autismo, e que a capacidade do cérebro de reduzir o número dessas sinapses é comprometida.
     
    A descoberta fornece pistas sobre como o autismo se desenvolve a partir da infância e poderia ajudar a explicar alguns dos sintomas como a sensibilidade excessiva a ruído ou experiências sociais, assim como o motivo para muitas pessoas com autismo também terem ataques epiléticos. Também poderia ajudar os cientistas na busca por tratamento, se puderem desenvolver terapias seguras para consertar o sistema usado pelo cérebro para eliminar as sinapses excedentes.
     
    O estudo, publicado na quinta-feira (21) na revista “Neuron”, envolveu tecido dos cérebros de crianças e adolescentes que morreram com idades entre 2 a 20 anos. Cerca da metade das crianças tinha autismo, as outras não.
     
    Os pesquisadores, do Centro Médico da Universidade de Columbia, olharam atentamente para uma área do lobo temporal do cérebro envolvido no comportamento social e na comunicação. Analisando o tecido de 20 dos cérebros, eles contaram os espinhos dendríticos nos neurônios e encontraram mais espinhos nas crianças com autismo. Os espinhos se ramificam de um neurônio e recebem sinais de outros neurônios por meio de conexões chamadas sinapses, de modo que mais espinhos indicam mais sinapses.
     
    No desenvolvimento saudável do cérebro, há uma explosão de sinapses muito cedo e depois tem início um processo de “poda” (diminuição das sinapses). Esse processo é necessário para assegurar que diferentes áreas do cérebro possam desenvolver funções específicas e não fiquem sobrecarregadas de estímulos.
     
    A equipe de Columbia descobriu que nas idades mais jovens, o número de espinhos não difere muito entre os dois grupos de crianças, mas os adolescentes com autismo possuem significativamente mais espinhos que aqueles sem autismo. Jovens saudáveis de 19 anos tinham 41% menos sinapses do que crianças pequenas saudáveis, mas os autistas no final da adolescência apresentavam apenas 16% menos do que as crianças pequenas com autismo.
     
    Uma criança com autismo que tinha 3 anos quando morreu tinha muito mais sinapses do que qualquer criança saudável de qualquer idade, disse David Sulzer, um neurobiólogo e principal investigador do estudo.
     
    Os especialistas disseram que o fato de as crianças pequenas de ambos os grupos apresentarem aproximadamente o mesmo número de sinapses sugere um problema de poda no autismo, não um problema de produção excessiva.
     
    “Mais não significa melhor quando se trata de sinapses, e a poda é absolutamente essencial”, disse Lisa Boulanger, uma bióloga molecular de Princeton, que não esteve envolvida na pesquisa. “Se fosse um crescimento excessivo, a expectativa é de que elas seriam diferentes desde o começo, mas como a diferença de sinapses ocorre posteriormente, trata-se provavelmente da poda.”
     
    A equipe de Sulzer também encontrou biomarcadores e proteínas nos cérebros com autismo, refletindo mau funcionamento nos sistemas de remoção de células velhas e degradadas, um processo chamado autofagia.
     
    “Eles mostram que esses marcadores de autofagia diminuem” nos cérebros afetados pelo autismo, disse Eric Klann, um professor de ciência neural da Universidade de Nova York. “Sem a autofagia, essa poda não pode ocorrer.”
     
    As descobertas são as mais recentes em uma área da pesquisa do autismo que está atraindo crescente interesse. Há anos os cientistas debatem se o autismo é um problema de cérebros com conectividade insuficiente ou excessiva, ou alguma combinação.
     
    Ralph-Axel Müller, um neurocientista da Universidade Estadual de San Diego, disse que há crescente evidência de conectividade excessiva, inclusive a partir dos estudos de imagens do cérebro que ele conduziu.
     
    “As deficiências que vemos no autismo parecem ocorrer em diferentes partes do cérebro, conversando demais umas com as outras”, disse. “É preciso perder parte dessas conexões para um desenvolvimento ajustado do sistema das redes cerebrais, porque se todas as partes do cérebro conversarem com todas as partes do cérebro, só se obtém ruído, não comunicação.”
     
    Mais sinapses também criam oportunidade para ataques epilépticos, porque há sinais elétricos em excesso sendo transmitidos no cérebro, prosseguiu Klann. Mais de um terço das pessoas com autismo tem epilepsia, segundo ele.
     
    Fonte: The New York Times
     
  • OMS elabora estratégia contra o ebola para os próximos 6 a 9 meses

    OMS elabora estratégia contra o ebola para os próximos 6 a 9 meses

    Plano de ação indica que epidemia não deve ser contida em 2014.
    Ebola já matou 1.350 pessoas na Libéria, Guiné, Serra Leoa e Nigéria.
     
    A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse nesta sexta-feira (22) que elaborou um plano estratégico para combater o Ebola na África Ocidental para os próximos seis a nove meses, indicando que não prevê conter a epidemia este ano.
     
    “A OMS está trabalhando em um plano de ação para o Ebola, é de fato um documento operacional sobre como combater o Ebola”, disse a porta-voz da OMS, Fadela Chaib, em um contato com a imprensa em Genebra. “Estabelece a estratégia para a OMS e parceiros pelos próximos seis a nove meses.”
     
    Quando lhe perguntaram se esse cronograma significa que a agência de saúde da Organização das Nações Unidas prevê que a epidemia, agora afetando a Guiné, Libéria e Serra Leoa continuará até 2015, ela disse: “Francamente ninguém sabe quando esse surto de Ebola vai terminar.”
     
    A epidemia de ebola já matou 1.350 pessoas, sendo 576 na Libéria, 396 na Guiné e 374 em Serra Leoa, segundo o último balanço da Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgado em 18 de agosto.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Meningite pode ser causada por bactérias, vírus, fungos e parasitas

    Meningite pode ser causada por bactérias, vírus, fungos e parasitas

    Entenda causas, prevenção e tratamentos disponíveis para a doença.
    Casos recentes na Grande São Paulo preocupam autoridades de saúde.
     
    Alguns casos recentes de meningite bacteriana na Região Metropolitana de São Paulo, como as cidades de Itapevi e Santana de Parnaíba, estão preocupando as autoridades de saúde. As bactérias estão cada vez mais resistentes aos antibióticos e, assim, fica difícil controlar doenças graves, como a meningite. O Bem Estar desta quinta-feira (21) mostrou que ela também pode ser provocada por vírus, fungos e até parasitas como um caracol africano.
     
    A meninge é a membrana que envolve todo o sistema nervoso central. A meningite ocorre quando há alguma inflamação desse revestimento, causado por micro-organismos, alergias a medicamentos, câncer e outros agentes.
     
    Segundo o infectologista Caio Rosenthal, é importante ficar atento a eventuais surtos e sempre manter a vacinação em dia. O neurologista Augusto Penalva também explicou que existe um bom controle epidemiológico da doença no país, e o que existem são surtos pontuais. Porém, é preciso ficar atento, porque a meningite tem uma taxa alta de mortalidade e sequelas, como surdez, perda dos movimentos e danos ao sistema nervoso. As crianças são a faixa etária mais atingida, e os pacientes devem ter um acompanhamento por pelo menos seis meses após a doença.
     
    A meningite é transmitida quando pequenas gotas de saliva da pessoa infectada entram em contato com as mucosas do nariz ou da boca de alguém saudável. Pode ser por meio de tosse, espirro ou pelo contato com barras de apoio dos ônibus, por exemplo. Por isso, ambientes com muita gente e pouca circulação de ar são ideais para a transmissão, e a doença costuma ocorrer muito no inverno.
     
    Os principais sintomas da meningite são dor de cabeça, febre e confusão mental. Nem sempre há rigidez na nuca, e o teste não pode ser feito por um leigo apenas abaixando a cabeça. Só o médico pode fazer esse exame. O diagnóstico “padrão ouro” ocorre pelo exame do líquor, líquido que banha o sistema nervoso. Apenas a cor já indica se a meningite é por bactéria ou vírus.
     
    As vacinas de meningite disponíveis na rede pública são: pneumocócica 10 valente, meningocócica C conjugada e pentavalente. Já na rede privada, para crianças, são oferecidas a pneumocócica 13 valente, a meningocócica A, C, W, Y e a pentavalente.
     
    Outras dicas de prevenção da meningite são: nunca pegar um caracol na mão e lavar bem as folhas das verduras (pôr algumas gotas de hipoclorito de sódio em 1 litro de água) – usar também água corrente – e manter as mãos sempre limpas.
     
    Fonte: Bem Estar