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  • Uso estendido de pílulas anticoncepcionais reduz risco de gravidez

    Uso estendido de pílulas anticoncepcionais reduz risco de gravidez

    Diferentes modalidade de uso de pílulas anticoncepcionais estão disponíveis para as mulheres.  Um estudo americano avalia se o risco de gravidez não é afetado pelo uso prolongado de contraceptivos orais
     
    As mulheres que usam pílulas contraceptivas, às vezes, se espantam com a variedade de formulações e regimes de uso destes hormônios. As antigas e únicas formulações com 21 dias de uso e 7 de descanso vem sendo substituídas por regimes variados: 24 e 4, 28 contínuo e até 84 por 7. Isso mesmo 84 dias de uso, seguido por 7 dias de pausa ou come medicação placebo. Neste período a mulher sangra. Um grande benefício, para algumas mulheres, que preferem não menstruar ou se sentem mal quando isso ocorre. Mas será que esta mudança de regime funciona?. Ou em outros termos, o risco de gravidez indesejada não aumentará?. Um estudo americano têm a resposta.
     
    Os pesquisadores comparam as taxas de gravidez anuais em 3 diferentes tipos de uso pílulas anticoncepcionais: 21/7, 24/4 e 84/7. Mais de 100 mil mulheres com idades entre 15 e 40 anos foram avaliadas entre os anos de 2006 e 2011. Ao final do estudo uma surpresa: as taxas de gravidez de um ano foram significativamente menores com o esquema prolongado de uso na comparação aos outros 2 esquemas. No esquema 84 dias de uso e 7 dias de pausa foi registrada uma taxa anual de gestação de 4,4% contra uma taxa de mais ou menos 7,0%, nos demais tipos de uso. Para os autores, o uso prolongado de pílulas é mais efetivo na supressão da atividade ovariana e diminui o risco de escape ovular.
     
    O estudo tem uma limitação importante já que analisa, retrospectivamente, os dados, e não sabe informar se de fato as participantes usaram corretamente as pílulas, tanto num regime quanto no outro. Mas se os resultados forem confirmados por novas pesquisas, é uma ótima notícia. Não apenas para as mulheres, que não querem ou não gostam de menstruar, mas para todas que não querem mesmo engravidar.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Testes de vacina contra o ebola serão acelerados

    Testes de vacina contra o ebola serão acelerados

    Produto começará a ser administrado em setembro a voluntários saudáveis.
    Vacina é projeto conjunto de laboratório e ONG britânica.
     
    Os testes de uma nova vacina contra o ebola serão acelerados e o produto começará a ser administrado em setembro a voluntários saudáveis do Reino Unido, Gâmbia e Mali, anunciou em Londres o consórcio responsável.
     
    A vacina é um projeto conjunto do laboratório farmacêutico GlaxoSmithKline e a organização não governamental médica britânica Wellcome Trust, entre outros organismos, segundo um comunicado.
     
    O anúncio coincide com a advertência da Organização Mundial da Saúde (OMS) de que o vírus ebola pode afetar a médio prazo até 20 mil pessoas, mas que espera deter a progressão da doença nos próximos três meses.
     
    Os testes para medir a segurança e efetividade da vacina acontecerão, entre outros centros médicos, no Instituto Jenner da Universidade de Oxford.
     
    Ao mesmo tempo em que os testes serão realizados, a GlaxoSmithKline produzirá 10.000 doses para que, no caso de êxito dos testes, a OMS possa iniciar imediatamente um programa de vacinação de emergência nas comunidades mais afetadas.
     
    Os testes devem ser concluídos ao fim de 2014.
     
    “Os acontecimentos trágicos na África exigem uma resposta urgente”, disse o professor Adrian Hill, diretor do Instituto Jenner.
     
    “Nos últimos anos, as pesquisas com vacinas similares imunizaram com sucesso as crianças e adultos contra uma variedade de doenças. Nós, junto com os outros participantes no projeto, somos otimistas de que esta vacina candidata será útil contra o ebola”.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Estudo revela dano hepático em roedor exposto a radiação de celular

    Estudo revela dano hepático em roedor exposto a radiação de celular

    Ratas 'receberam' ligações de 25 segundos a cada 2 minutos por 5 noites.
    Testes mostraram indícios de que radiação foi tóxica para o fígado.
     
    A exposição à radiação de telefones celulares provocou danos hepáticos em ratas grávidas numa pesquisa desenvolvida no Laboratório de Biologia Celular e Molecular da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). O próximo passo do estudo é avaliar de que forma a radiação pode interferir no desenvolvimento das crias desses animais expostos.
     
    O estudo, conduzido pela bióloga Tatianne Rosa dos Santos, avaliou dois grupos de ratas grávidas: enquanto 10 foram expostas à radiação de celulares, outras 10 ficaram protegidas de qualquer radiação. O experimento começou quando elas estavam no 15º dia de gestação e se estenderam até o 20º dia.
     
    No grupo exposto à radiação, cada rata passou a “receber ligações” de 25 segundos a cada 2 minutos em um aparelho celular instalado dentro de suas gaiolas blindadas. As ligações se repetiam por um período de 12 horas, sempre durante a noite, horário de maior atividade dos roedores.
     
    “Desenvolvemos um mecanismo que ligava para vários celulares ao mesmo tempo e acionava os celulares juntos. Então, era medida a radiação no local para ver se ela realmente estava sendo emitida”, diz Tatianne. No 20º dia, os animais foram eutanasiados e tiveram fígados e sangue avaliados.
     
    “A partir do soro, fizemos a dosagem de enzimas como AST, ALT, fosfatase alcalina e Gama-GT, que podem indicar dano hepático”, diz a pesquisadora. O que eles encontraram no grupo exposto à radiação foi um aumento de AST e de fosfatase alcalina, o que configura um indício de toxicidade para o fígado.
     
    Esses resultados foram apresentados em um painel na XXIX Reunião Anual da Federação de Sociedades de Biologia Experimental (FeSBE), que acontece esta semana em Caxambu, Minas Gerais.
     
    Tatianne cita que outros estudos concluídos em seu laboratório apontam para outros efeitos da radiação do telefone celular em ratos. Um deles demonstrou, por exemplo, que ratos expostos a esse tipo de radiação por 3 ou por 10 noites sofreram uma alteração no número e na qualidade dos espermatozoides produzidos. “A gente observou uma fragmentação do DNA dos espermatozoides. E foi temporal: quanto mais tempo expostos, maior era a fragmentação do DNA.”
     
    A pesquisadora explica que os resultados ainda são preliminares e que não se pode concluir que, em seres humanos, os efeitos da radiação dos celulares seriam semelhantes. “São dados que ainda estão no começo, então é difícil extrapolar diretamente para o humano. Mesmo assim, é importante tentar usar o celular com um pouco mais de cautela, já que utilizamos o tempo todo”, observa a bióloga.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Cigarro eletrônico estimula hábito de fumar entre jovens

    Cigarro eletrônico estimula hábito de fumar entre jovens

    Os cigarros eletrônicos podem ser mais tentadores para jovens não fumantes que os cigarros convencionais, e, após experimentarem cigarros eletrônicos, os jovens ficam mais inclinados a provar os cigarros comuns. Essas descobertas foram divulgadas ontem por pesquisadores americanos do Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC, nas iniciais em inglês).
     
    O estudo, baseado em levantamentos representativos junto à faixa jovem da população americana, detectou que mais de 250 mil adolescentes e jovens até os 19 anos que nunca tinham fumado usaram um cigarro eletrônico em 2013, contingente três vezes superior ao contabilizado em 2011. Aqueles que haviam experimentado a versão eletrônica estavam duas vezes mais propensos a provar um cigarro convencional no ano seguinte, em comparação com os que nunca tinham experimentado o produto. O estudo foi publicado na revista especializada “NicotineTobacco Research”.
     
    Os cigarros eletrônicos são dispositivos finos, reutilizáveis, montados a partir de um tubo de metal que contém líquidos com nicotina de sabores exóticos. Quando os usuários fumam, a nicotina é aquecida e liberada como vapor desprovido de alcatrão, diferentemente da fumaça do cigarro convencional.
     
    Especialistas da área de saúde evocaram receios de que o aquecido setor de cigarros eletrônicos, que movimenta US$ 2 bilhões, revertesse os ganhos obtidos por seu empenho para reduzir o hábito de fumar entre os jovens dos EUA ao longo de décadas. Apenas 15,7% dos americanos de até 19 anos relataram fumar em 2013, a taxa mais baixa da série histórica.
     
    A Lorillard lidera o mercado americano de cigarros eletrônicos, enquanto a Reynolds American e o Altria Group passarão a fabricar suas próprias marcas do dispositivo em todo o país a partir deste semestre. O banco Wells Fargo projeta que as vendas de cigarros eletrônicos nos EUA ultrapassarão as de cigarros convencionais até 2020.
     
    Fonte: Valor Econômico
  • Especialista afirma que epidemia de ebola deve aumentar

    Especialista afirma que epidemia de ebola deve aumentar

    Um dos descobridores do vírus criticou a 'extraordinária lentidão' da OMS.
    'Estão reunidas todas as condições para que acelere', disse Peter Piot.
     
    O professor belga Peter Piot, um dos responsáveis pela descoberta do vírus ebola em 1976, afirmou nesta terça-feira (26) que estão reunidas as condições para que a epidemia acelere e lamentou a “extraordinária lentidão” da resposta da Organização Mundial da Saúde (OMS).
     
    “Nunca havia acontecido uma epidemia de tal envergadura. Há seis meses assistimos ao que se poderia chamar de 'tempestade perfeita', porque estão reunidas todas as condições para que acelere”, afirmou em uma entrevista ao jornal francês “Libération”.
     
    A epidemia de febre hemorrágica ebola, que já provocou mais de 1.500 mortos, “explode em países onde os serviços de saúde não funcionam, devastados por décadas de guerra. Além disso, a população desconfia radicalmente das autoridades”, completa o especialista.
     
    “É necessário restabelecer a confiança. Em uma epidemia como a do ebola, não é possível fazer nada sem confiança”.
     
    O coordenador da ONU na luta contra o ebola, David Nabarro, advertiu na segunda-feira (25) que o combate à epidemia é uma “guerra” que não está vencida de antemão e que pode durar seis meses.
     
    Piot lamentou a “extraordinária lentidão” das instituições.
     
    “A OMS despertou apenas em julho, apesar do alerta ter sido feito no início de março e da epidemia ter começado em dezembro de 2013. Agora assume a liderança, mas é muito tarde”, afirmou.
     
    No início de agosto, os especialistas da OMS consideraram que era “ético” fornecer aos pacientes medicamentos experimentais com efeitos colaterais ainda desconhecidos.
     
    Fonte: G1 Saúde
     
     
     
  • Morre médico liberiano com ebola tratado com soro experimental ZMapp

    Morre médico liberiano com ebola tratado com soro experimental ZMapp

    Segundo ministro, infectado chegou a mostrar sinais de melhora.
    Outras duas pessoas seguem em tratamento com o remédio.
     
    Um médico liberiano tratado com um soro experimental americano em seu país depois de ter contraído ebola morreu, anunciou nesta segunda-feira (25) à AFP o ministro de Informação da Libéria, Lewis Brown.
     
    “Mostrava sinais de melhora, mas finalmente faleceu. O governo lamenta esta perda e apresenta suas condolências à família”, explicou Brown, que declarou que o médico, Abraham Borbor, morreu na madrugada desta segunda-feira.
     
    Outros dois funcionários tratados com este soro, o ZMapp, “seguem em tratamento e há sinais de esperança”, indicou o ministro.
     
    Os Estados Unidos entregaram à Libéria no dia 13 de agosto doses de ZMapp para estes três profissionais de saúde. O tratamento, que não havia sido testado em humanos, também foi administrado em dois americanos que na semana passada foram declarados curados, e em um padre espanhol que morreu no dia 12 de agosto. Os três haviam sido infectados na Libéria.
     
    O laboratório que fabrica o ZMapp informou que as escassas doses disponíveis do medicamento haviam se esgotado.
     
    Por sua vez, o Japão declarou nesta segunda-feira estar disposto a fornecer um tratamento experimental de uma empresa japonesa que o país homologou em março como um antiviral contra a gripe, com o objetivo de lutar contra o ebola “se a Organização Mundial da Saúde (OMS) pedir”.
     
    Diante da amplitude da epidemia, a OMS considerou ético no dia 12 de agosto oferecer medicamentos cuja eficácia ou efeitos colaterais ainda não foram comprovados como tratamento potencial ou a título preventivo.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • USP fará teste em voluntários para estudar efeitos do canabidiol no sono

    USP fará teste em voluntários para estudar efeitos do canabidiol no sono

    Componente da maconha tem circulação vetada pela Anvisa dentro do país.
    Faculdade de Ribeirão Preto fará estudo após defender reclassificação.
     
    Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto (SP) começarão a fazer testes com canabidiol para estudar os efeitos no sono do composto químico presente na maconha. De acordo com o professor da Faculdade de Medicina (FMRP) José Alexandre de Souza Crippa, o teste com a substância em outros distúrbios neurológicos já apresentou resultados positivos e 40 voluntários estão sendo convocados para participar do novo estudo.
     
    A instituição confirmou os testes depois de ter enviado, em julho, uma carta aberta à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) defendendo a reclassificação do canabidiol, com circulação vetada no país. Atualmente, remédios que contém a substância só são utilizados por pacientes que possuem autorização especial para importação concedida pelo próprio diretor da agência ou ainda sentença jurídica com a mesma finalidade.
     
    Sono e Mal de Parkinson
     
    Através do estudo, os pesquisadores pretendem observar a atuação do canabidiol no sono, avaliando, por exemplo, se a substância mantém os níveis de relaxamento durante a noite.
     
    “Já mostramos previamente que o canabidiol é capaz de atuar melhorando alguns distúrbios do sono, especialmente em pacientes com Parkinson, em um transtorno de modo específico chamado transtorno comportamental de sono REM, que não tem tratamento farmacológico adequado atualmente”, explica Crippa. Testes foram feitos em alguns animais, que também apresentaram melhoras no quadro de insônia.
     
    No caso dos pacientes com Mal de Parkison – doença progressiva que atinge os movimentos devido à disfunção dos neurônios – a substância reduziu outros sintomas, além de aliviar os problemas enfrentados por eles na hora de dormir.
     
    Diante disso, o professor diz que, primeiramente, esse novo estudo quer entender como o canabidiol funciona em pessoas sem alterações do sono, para, em seguida, investigar sua atuação em pacientes com insônia.
     
    Voluntários
     
    Para participar do novo estudo da USP, o voluntário, homem ou mulher, precisa ter a idade mínima de 18 anos e não apresentar nenhum distúrbio de sono. Também é preciso preencher informações solicitadas por um formulário de triagem online, através do qual será avaliado se a pessoa está apta ou não a participar. Moradores de Ribeirão Preto e não fumantes terão preferência.
     
    Segundo Crippa, os selecionados devem passar, pelo menos, duas noites no Hospital das Clínicas da FMRP, fazendo um teste chamado polissonografia, mais conhecido como exame do sono, durante o qual será administrada uma dose de canabidiol. Haverá ajuda de custo para cobrir eventuais despesas com transporte e alimentação.
     
    Polêmica
     
    Enquanto tentam demonstrar a eficiência do componente no sistema neurológico, os pesquisadores precisam enfrentar a polêmica dos testes com o canabidiol, já que o medicamento do componente é ilegal no Brasil. “A polêmica é porque o canabidiol é um composto que está presente na Cannabis sativa [maconha]. Se ele estivesse na jabuticaba, por exemplo, não haveria nenhuma polêmica”, garante o pesquisador.
     
    Ele explica que o problema surge no uso clínico da substância e na possibilidade do composto ser receitado por médicos. Contudo, para sua aplicação em pesquisas, não há impedimento algum, de acordo com os padrões definidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
     
    Em maio, uma reunião da Diretoria Colegiada do órgão, em Brasília, discutiu se o canabidiol deveria ser retirado da lista de substâncias de uso proscrito para entrar para a lista de substâncias de controle especial (comercializado com receita médica de duas vias). Porém um dos diretores pediu vista do processo, o que adiou a decisão.
     
    Crippa lembra, ainda, que o canabidiol é apenas um dos 480 componentes da maconha e que, portanto, não podem ser interpretados como sinônimos. “O canabidiol não causa dependência, nem abstinência, nem tolerância. E não tem efeitos colaterais maiores”, afirma e frisa que a maconha, enquanto conjunto de componentes, oferece sim riscos à saúde.
     
    A preocupação com a confusão entre a planta e seu componente é tamanha que os pesquisadores estão propondo a mudança do termo “maconha medicinal” para “canabinóide medicinal”. A proposta faz parte da carta aberta da FMRP à Anvisa, na qual foi defendida a reclassificação do canabidiol.
     
    Resultados
     
    A pesquisa do efeito da substância nos padrões do sono é apenas mais uma de uma série de estudos da FMRP sobre o componente. “Nós já demonstramos eficácia [do canabidiol] na doença de Parkinson, nos transtornos de ansiedade, mostramos em esquizofrenia, em doenças do sono – em algumas delas -, além disso, nós testamos em dependência de maconha e, um estudo que estamos concluindo com um grupo da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em dependência de crack”, diz Crippa.
     
    O grupo de estudos da USP de Ribeirão é responsável pelo maior número de pesquisas nesta área. Em todos os testes, a substância se mostrou bastante segura para a correção de certas deficiências do organismo.
     
    Esse foi o caso da menina Anny, de seis anos, portadora da síndrome CDKL5 (doença rara, que, entre outros sintomas, apresenta sinais de epilepsia grave). De acordo com seus pais, um medicamento à base de canabidiol reduziu as crises de convulsões e trouxe mais qualidade à vida da menina. Contudo, foi necessário ganhar na justiça o direito de importar o remédio dos Estados Unidos, onde sua venda é permitida.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Alteração em gene parece ajudar no combate ao HIV

    Alteração em gene parece ajudar no combate ao HIV

    Um grupo de pesquisadores da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), no Rio, identificou uma variante de DNA em portadores do HIV que parece estar relacionada a uma maior capacidade de resistência ao vírus da Aids.
     
    Conhecida como HLA-B*52, essa variante está presente com mais frequência entre os pacientes que ficam muito tempo sem apresentar sintomas da doença.
     
    Mais especificamente, as pessoas que carregam essa variação genética têm chance duas vezes maior de serem classificadas como “não progressores de longo prazo” “” termo usado para definir aqueles cujo organismo é capaz de controlar o HIV sem auxílio de medicamentos por mais de dez anos (há pacientes que carregam o vírus faz mais de 30 anos e ainda se encaixam nesse grupo).
     
    Segundo a bióloga Sylvia Teixeira, coautora do estudo publicado na revista científica “GenesImmunity”, é importante ressaltar que se trata de uma associação estatística, e não de uma relação simples de causa e efeito. Os pacientes que carregam a variante não podem se considerar simplesmente “protegidos” da doença, lembra ela. “Também é preciso levar em conta características do vírus e todo o sistema biológico do indivíduo infectado”, diz.
     
    SISTEMA DE ALERTA
     
    O gene HLA-B, no qual a variação foi encontrada em pacientes brasileiros, está entre os mais estudados pelos pesquisadores que buscam entender a relação entre as características genéticas humanas e a resistência ao HIV. Isso acontece porque esse gene contém a “receita” para a fabricação de uma molécula que é crucial quando o assunto é reagir a uma invasão do organismo.
     
    Quando o vírus invade uma célula humana, por exemplo, essa molécula pode se ligar a um fragmento do parasita e expô-lo na superfície da célula. Isso funciona como um sinal de que o invasor está presente, recrutando células de defesa que podem destruir a célula infectada ou coordenando outras reações do corpo contra a infecção.
     
    Os detalhes desse processo variam um bocado de pessoa para pessoa e de invasor para invasor “” os vários membros da “família” de genes HLA são extremamente variáveis em sua receita, provavelmente porque a seleção natural favorece essa variedade, já que ela dá ao organismo mais “cartas na manga” para enfrentar um vírus desconhecido, por exemplo.
     
    Por outro lado, isso também significa que às vezes a pessoa não possui as armas corretas para enfrentar certos invasores. “Outro alelo variante, o B*35, é bem conhecido por estar associado à progressão rápida da Aids, provavelmente porque ele não é muito favorável à apresentação do antígeno viral o pedaço exposto do vírus para as células de defesa”, conta Teixeira.
     
    Diante desse quadro, a equipe da Fiocruz pôs-se à caça de associações estatísticas entre variantes do HLA-B e os vários tipos de resposta ao HIV. Eles começaram avaliando dados de cerca de 4.000 pacientes do Rio de Janeiro, mas acabaram analisando o DNA de 218 deles, cujos registros médicos eram precisos o suficiente para ter ideia clara da progressão da doença.
     
    A partir dessa análise, surgiu a associação estatística entre a progressão tardia da Aids e o HLA-B*52. Os números deixam claro que não se trata de uma proteção “mágica”. Entre os pacientes que desenvolvem a doença de forma rápida ou segundo a média dos soropositivos, cerca de 3% carregam essa variante; já entre os que demoram muito para sofrerem os efeitos do vírus, essa proporção é de 11% – bem mais comum, mas nem de longe algo que explique todos os casos.
     
    Para Teixeira, entender como essa resistência funciona deve ajudar os pesquisadores a otimizarem futuras vacinas anti-HIV, por exemplo, imitando, de certa maneira, a resposta otimizada ao vírus montada pelo organismo das pessoas que demoram a desenvolver a doença.
     
    Fonte: Folha de S.Paulo
  • OMS elabora estratégia contra o ebola para os próximos 6 a 9 meses

    OMS elabora estratégia contra o ebola para os próximos 6 a 9 meses

    Plano de ação indica que epidemia não deve ser contida em 2014.
    Ebola já matou 1.350 pessoas na Libéria, Guiné, Serra Leoa e Nigéria.
     
    A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse nesta sexta-feira (22) que elaborou um plano estratégico para combater o Ebola na África Ocidental para os próximos seis a nove meses, indicando que não prevê conter a epidemia este ano.
     
    “A OMS está trabalhando em um plano de ação para o Ebola, é de fato um documento operacional sobre como combater o Ebola”, disse a porta-voz da OMS, Fadela Chaib, em um contato com a imprensa em Genebra. “Estabelece a estratégia para a OMS e parceiros pelos próximos seis a nove meses.”
     
    Quando lhe perguntaram se esse cronograma significa que a agência de saúde da Organização das Nações Unidas prevê que a epidemia, agora afetando a Guiné, Libéria e Serra Leoa continuará até 2015, ela disse: “Francamente ninguém sabe quando esse surto de Ebola vai terminar.”
     
    A epidemia de ebola já matou 1.350 pessoas, sendo 576 na Libéria, 396 na Guiné e 374 em Serra Leoa, segundo o último balanço da Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgado em 18 de agosto.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • OMS vai fazer consulta sobre potencial vacina contra o ebola

    OMS vai fazer consulta sobre potencial vacina contra o ebola

    A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou nesta sexta-feira (22) que vai fazer consulta em setembro sobre uma potencial vacina contra o ebola, já testada com “resultados promissores” em dois profissionais de saúde na Libéria.
     
    Em nota, a agência da Organização das Nações Unidas destacou que, nos dias 4 e 5 de setembro, fará uma consulta sobre terapias e potenciais vacinas em Genebra, na Suíça, onde fica a sede da OMS.
     
    “A consulta foi convocada para reunir conhecimentos sobre as terapias e vacinas experimentais mais promissoras e o seu papel na contenção do surto de ebola na África Ocidental”, ressaltou o comunicado.
     
    Várias vacinas contra o ebola estão sendo testadas, incluindo um tratamento promissor, o ZMapp, que, segundo a OMS, já está esgotado.
     
    Recentemente, o medicamento foi testado em norte-americanos infectados na África, após terem sido obtido bons resultados em testes com macacos.
     
    Segundo a organização, mais de 20 especialistas da África Ocidental são esperados na reunião. Ao todo, cerca de cem peritos em saúde pretendem discutir as mais recentes pesquisas sobre o ebola, bem como questões éticas, legais e regulamentares em torno da doença.
     
    O encontro deve discutir ainda os desafios de países afetados pela epidemia e tentar encontrar consenso sobre as novas formas de combater a doença, que já matou 1.350 pessoas na África Ocidental.
     
    De acordo com a organização, autoridades de saúde na Libéria informaram que dois médicos e um enfermeiro estão atualmente recebendo uma vacina experimental. “O enfermeiro e um dos médicos registraram progressos. O quadro clínico do segundo médico é sério, mas registrou ligeira melhora”, destacou.
     
    Há alguns dias, o diretor do Departamento de Vacinas e Imunização da OMS, Jean-Marie Okwo Bele, adiantou que uma vacina preventiva contra o ebola deverá passar para a fase de testes clínicos em setembro e poderá estar disponível em 2015.
     
     
    Saiba mais sobre ebola
     
    O que é o ebola?
     
    A doença é causada pelo vírus ebola e pode levar a morte até 90% dos doentes. Tem sintomas como febre, vômito, diarreia e hemorragia.
     
    Como se contrai o vírus?
     
    O ebola é transmitido pelo contato direto com sangue e fluídos corporais (suor, urina, fezes e sêmen) de pessoas contaminadas e de tecidos de animais infectados.
     
    Quais países têm mais casos de ebola?
     
    Guiné, Libéria e Serra Leoa vivem surtos de ebola, e há casos na Nigéria. EUA e Espanha levaram compatriotas infectados para tratamento em seus países.
     
    O ebola pode chegar ao Brasil?
     
    Uma pessoa infectada pode entrar no país, mas só poderá infectar alguém quando estiver com os sintomas; dado isso deve ser levada a um hospital onde será isolada.
     
    O ebola tem cura?
     
    Não. Existem apenas remédios e vacinas experimentais sendo testadas no Canadá e nos Estados Unidos. O tratamento consiste em amenizar os sintomas.
     
    Fonte: Uol Saúde