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  • Cientistas desenvolvem camundongos transparentes

    Cientistas desenvolvem camundongos transparentes

    Técnica pode ser útil para estudar detalhes da anatomia do animal.
    Método é aplicado depois que camundongo já está morto.
     
    Pesquisadores encontraram um modo de produzir camundongos quase totalmente transparentes. Eles poderão ser usados em pesquisas, para ajudar os cientistas a estudar detalhes da anatomia do animal.
     
    Antes de receberem as substâncais químicas os tornam transparentes, os animais são eutanasiados e têm a pele toda removida. Depois do procedimento, todos os órgãos ficam transparentes, mas os ossos continuam opacos.
     
    O resultado se parece com um bloco de gelatina no formato de um camundongo. Os órgãos são sustentados no lugar por tecido conjuntivo e por um gel utilizado no procedimento.
     
    Camundongos são muito importantes para pesquisas da área biomédica porque boa parte de sua biologia básica é similar à do homem. Além disso, eles podem ser manipulados de forma a simular doenças humanas.
     
    Estudos com camundongos ajudam os cientistas a entender melhor mecanismos relacionados a doenças e também a testar novos medicamentos e estratégias de combate a determinadas enfermidades.
     
    Melhor que raio-x ou ressonância
     
    Cientistas dominam a técnica de fazer com que tecidos fiquem transparentes há mais de um século, e vários novos métodos foram desenvolvidos nos últimos anos. No ano passado, por exemplo, teve destaque uma técnica que produziu cérebros de camundongo transparentes.
     
    Tais métodos revelam muito mais detalhes sobre o órgão do que raios-x ou exames de ressonância magnética seriam capazes de revelar. O novo trabalho é o primeiro a fazer um camungogo inteiro transparente, segundo especialistas.
     
    A técnica deve ser útil para projetos como o mapeamento de detalhes do sistema nervoso ou do desenvolvimento de um câncer em animais de laboratório, segundo a cientista Vivian Gradinaru, do California Institute of Technology, autora sênior do artigo que descreveu o método, publicado nesta quinta-feira (31) pela revista “Cell”.
     
    O trabalho envolve injetar uma série de substâncias químicas nos vasos sanguíneos e também no cérebro e na medula espinal. Alguns químicos formam um tipo de rede que segura o tecido no lugar. Outros “dissolvem” as gorduras que fazem o tecido bloquear a luz e se tornar opaco.
     
    Leva mais ou menos uma semana para criar um camundongo transparente, segundo Vivian. Os pesquisadores também conseguiram criar ratos transparentes, o que levou cerca de duas semanas.
     
    Fonte: G1 Saúde
     
  • Entenda a epidemia de ebola na África

    Entenda a epidemia de ebola na África

    Surto de febre hemorrágica é o maior já registrado, segundo OMS.
    Vírus já matou mais de 700 pessoas e afeta três países africanos.
     
    A África Ocidental enfrenta o maior surto do vírus ebola já registrado desde a descoberta da doença, em 1976. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), trata-se da maior epidemia de febre hemorrágica em termos de pessoas afetadas, número de mortos e extensão geográfica.
     
    O último balanço do organização, divulgado em 27 de julho, informa que já são 729 mortos – 47 deles em apenas quatro dias – e 1.300 casos da doença registrados.
     
    O surto atual começou na República de Guiné em março deste ano, e se espalhou para os países vizinhos Serra Leoa e Libéria. Depois, a Nigéria registrou um caso.
     
    Segundo dados da OMS, Guiné é o país com mais mortes – cerca de 350. Em seguida está Serra Leoa, com mais de 200 mortes, e o maior número de casos – mais de 500. Por último está a Libéria, com aproximadamente 150 mortes e pouco mais de 300 infectados.
     
    A OMS enviou mais de uma centena de especialistas para a região para ajudar a conter a epidemia. Porém, eles enfrentam dificuldades para atuar nas áreas mais remotas devido à desconfiança da população. Em alguns vilarejos, chegaram a ser atacados e ameaçados.
     
    Além disso, os próprios médicos têm sido vítimas da alta mortalidade do vírus – que não tem vacina nem cura. O médico responsável pelo combate da epidemia em Serra Leoa, Sheik Umar Khan, morreu no dia 29 de julho, vítima da doença.
     
    'Fora de controle'
     
    Mais da metade dos infectados neste surto morreram, e a OMS teme a possibilidade de uma “propagação internacional” da doença.
     
    No dia 1º de agosto, em reunião com os presidentes da Guiné, Libéria, Serra Leoa e Costa do Marfim, a diretora-geral da organização, Margaret Chan, disse que o surto de ebola no oeste africano está “fora de controle”, mas que pode ser barrado.
     
    Apesar disso, a OMS não fez restrições a voos nem orientou o fechamento de fronteiras por causa da epidemia.
     
    Segundo a organização, haveria baixo risco de contágio caso um passageiro infectado voe, pois a transmissão só acontece quando o paciente apresenta sintomas severos da doença: como vômito, diarréia, febre alta, sangramento. “É altamente improvável que alguém com tais sintomas se sinta bem o suficiente para viajar”, afirmou a associação internacional de companhias aéreas (Iata).
     
    Ainda assim, o avanço do ebola levou países a fecharem fronteiras terrestres, como no caso da Libéria, e a declararem estado de emergência pública, o que aconteceu em Serra Leoa.
     
    A OMS não descarta rever suas recomendações de viagem durante a epidemia. A organização e governos da região anunciaram no dia 30 de julho um plano de resposta ao ebola com US$ 100 milhões em recursos.
     
    Combate
     
    Quando uma pessoa é infectada pelo ebola, em até dez dias ou ela morre ou o organismo começa a combater o vírus. “É como uma gripe. Não temos remédio para matar o vírus da gripe: é o corpo que responde e mata o vírus, e a gente melhora. A diferença é que o vírus do ebola é muito mais agressivo que uma gripe”, explica Rachel Soeiro, médica brasileira que passou um mês na Guiné.
     
    No combate à doença, os pacientes são isolados, e médicos fazem a pessoa se alimentar e ingerir líquidos. Ao sair da área de isolamento do hospital, os pacientes tomam um banho de cloro e ganham roupas novas, já que as antigas estão contaminadas.
     
    O ebola é uma febre hemorrágica grave causada por vírus e que não tem vacina ou cura. A doença só é transmitida pelo contato com os fluidos de pessoas ou animais infectados, como urina, suor e sangue. A doença mata por falência múltipla dos órgãos, quando fígado e rins param de funcionar, e o sangue passa a correr devagar pelo corpo.
     
    Os sintomas incluem diarréia, febre alta, vômitos, hemorragias e danos no sistema nervoso central. A taxa de mortalidade do ebola pode atingir 90% dos casos. O período de incubação é de dois a três semanas.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Estudo sugere que é possível prever suicídios com exame de sangue

    Estudo sugere que é possível prever suicídios com exame de sangue

    Pesquisadores norte-americanos acreditam que é possível criar um exame de sangue para ajudar a prevenir suicídios. A hipótese é baseada na descoberta de uma alteração química em um gene ligado ao estresse, que, segundo os cientistas, torna algumas pessoas mais propensas a tentar acabar com a própria vida.
     
    Os resultados desse trabalho, conduzido por uma equipe da Universidade Johns Hopkins, em Baltimore, foram publicados esta semana no American Journal of Psychiatry.
     
    A pesquisa foi focada em uma mutação no gene SKA2. Os pesquisadores analisaram amostras de cérebros de pessoas mortas por diferentes causas, e descobriram que aqueles que haviam se suicidado apresentavam alterações significativas nesse gene.
     
    A equipe, então, testou três diferentes amostras de sangue, sendo que a maior delas envolvia 325 pessoas. Eles encontraram alterações semelhantes no SKA2 dos participantes que haviam reportado pensamentos suicidas ou tentativas de acabar com a própria vida.
     
    Segundo o líder do estudo, o professor de psiquiatria Zachary Kaminsky, essas alterações desempenham um papel importante na resposta do cérebro aos hormônios do estresse, funcionando como uma espécie de estímulo a tendências suicidas.
     
    Isso porque o SKA2 é expresso no córtex pré-frontal, que desempenha um papel na inibição de pensamentos negativos e comportamentos impulsivos. Além disso, esse gene é responsável por orientar os receptores de hormônios do estresse nos núcleos das células. Quando há modificações nele, os receptores tornam-se incapazes de interromper a liberação de cortisol no cérebro.
     
    Segundo o pesquisador, o modelo produzido a partir da descoberta prediz o risco de suicídio com uma precisão de 80%. Para aqueles com risco mais grave de suicídio, o modelo teve uma precisão de 90%.
     
    De acordo com os Centros para Controle e Prevenção de Doenças (CDC), o suicídio foi a décima principal causa de morte nos EUA entre indivíduos com dez anos de idade ou mais em 2009, o que resultou em um total de 36.891 mortes. Outros levantamentos também mostram que o suicídio é a terceira principal causa de morte entre jovens.
     
    Embora ainda sejam necessários mais estudos para confirmar a hipótese, a descoberta é útil porque ainda não existe uma forma consistente de se prevenir o suicídio. Um teste ajudaria os médicos a identificar os tratamentos mais adequados para cada paciente.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • OMS registra mais de 1,3 mil casos de ebola e 729 mortos

    OMS registra mais de 1,3 mil casos de ebola e 729 mortos

    Novo balanço foi anunciado nesta quinta-feira (31).
    Países mais afetados são Guiné, Libéria, Nigéria e Serra Leoa.
     
    O balanço da epidemia de febre hemorrágica provocada pelo vírus do ebola na África Ocidental, aumentou para mais de 1.300 casos, anunciou nesta quinta-feira a Organização Mundial da Saúde (OMS).
     
    No total, até 27 de julho, 729 pessoas morreram vitimadas pelo ebola, entre elas 47 em apenas quatro dias.
     
    Entre 23 e 27 de julho, foram registrados 122 novos casos (confirmados, proáveis e suspeitos) e foram notificadas 57 mortes na Guiné, Libéria, Nigéria e Serra Leoa, acrescentou a OMS.
     
    A organização anunciou nesta quinta que lançará, junto com os governos da região, um plano de resposta ao ebola com US$ 100 milhões em recursos.
     
    Também nesta quinta, o presidente de Serra Leoa, declarou estado de emergência pública no país devido ao pior surto de ebola já registrado, que já causou mais de 220 mortes até o momento no território.
     
    O vírus ebola é transmitido por contato direto com sangue, fluidos ou tecidos de pessoas ou animais infectados. A febre que provoca se manifesta com hemorragias, vômitos e diarreia. A taxa de mortalidade varia entre 25% e 90% entre os humanos e não há vacina que evite o contágio.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Dilma diz que Mais Médicos também vai ter profissional especializado

    Dilma diz que Mais Médicos também vai ter profissional especializado

    A presidente Dilma Rousseff disse nesta quinta-feira (31) que pretende incrementar o programa Mais Médicos incluindo especialistas para atender a população e também garantir um maior acesso a exames de laboratório.
     
    “Queremos partir para a criação também de um serviço que garanta agilidade no atendimento chamado médico especialista, o médico que vai cuidar, por exemplo, de um problema de glândula, o médico que vai cuidar de um problema do coração, aquele médico ortopedista”, disse Dilma em entrevista à Rádio Sociedade, da Bahia. “E ao mesmo tempo garantir acesso aos exames laboratoriais”, acrescentou a presidente, que busca a reeleição.
     
    O programa Mais Médicos foi uma das respostas da presidente às grandes manifestações populares de junho de 2013, que reivindicavam, entre outras questões, melhorias nos serviços públicos.
     
    Com o objetivo de alocar médicos em regiões com carência desses profissionais para melhorar o atendimento básico, o programa gerou muita polêmica, especialmente pelo envolvimento de um grande contingente de médicos cubanos.
     
    O Mais Médicos é um dos pilares da campanha de Dilma, que deverá valorizar também o programa Minha Casa Minha Vida e o Pronatec, de ensino técnico.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Câncer escapa da barreira cerebral

    Câncer escapa da barreira cerebral

    O glioblastoma uniforme é o tumor maligno cerebral de maior incidência entre adultos. Até então, acreditava-se que os mecanismos de proteção da cabeça impediam que as células doentes se espalhassem pelo resto do corpo. Porém, um estudo publicado na edição desta semana da revista Science Translational Medicine mostra que essa barreira não é totalmente eficaz. Investigadores da Alemanha descobriram que há pessoas com esse tipo de câncer que têm células cancerígenas também na corrente sanguínea. O estudo poderá auxiliar em tratamentos contra a doença e na triagem desses pacientes como doadores de órgãos.
     
    “Havia apenas um relatório que abordava essa questão. Ele foi publicado há 10 anos, mas o estudo não conseguiu detectar células do glioblastoma no sangue periférico provavelmente por causa da tecnologia insuficiente e do número baixo de doentes analisados”, conta Carolin Miiller, uma das autoras do novo estudo e pesquisadora do Centro Médico da Universidade de Hamburgo-Eppendorf. Segundo Müller, na investigação da qual ela fez parte, foi usada uma técnica mais sensível, que permitiu a detecção eficaz das amostras analisadas.
     
    Trata-se da biópsia líquida. Anticorpos de defesa do glioblastoma — cada câncer tem pelo organismo humano para com-batê-lo — foram desenvolvidos em laboratório e ganharam uma pequena partícula de ferro. A mistura foi aplicada em amostras de sangue de 141 pacientes com glioblastoma uniforme. Por meio de uma técnica chamada imantação — em que um imã captura células com ferro —, os cientistas conseguiram encontrar as estruturas cancerígenas em uma pequena parcela dos pacientes analisados. “Nós identificamos células tumorais em circulação no sangue periférico de 29 dos 141 pacientes, ou seja, cerca de 20% de toda a amostragem apresentou a expansão até o sangue”, destaca Müller.
     
    O procedimento pode otimizar os tratamentos, aponta a investigadora. “Compreender esses mecanismos pode ser algo valioso para a concepção de imunoterapias mais eficazes. No entanto, o presente estudo tem algumas limitações, precisando de mais marcadores, com novas abordagens, e que serão um tema interessante de se investigar futuramente.”
     
    A técnica utilizada pelos cientistas também se destaca por ser menos invasiva ao paciente. André Murad, especialista em oncologia e médico do Departamento de Clínica Médica do Hospital das Clínicas da Universidade federal de Minas Gerais (UFMG), acredita que, com ela, pode ser possível extrair de forma segura, sem agredir o paciente, amostras que auxiliem no acompanhamento da terapia. “Ao monitorar a existência das células cancerígenas, vai ser possível saber se um medicamento está sendo eficaz ou se deveria ser alterado”, explica.
     
    Patrícia Schorn, chefe do Serviço de Oncologia do Hospital Santa Lúcia, no Distrito Federal, acredita que, apesar de caro, o procedimento poderá ser usado para a detecção de outros tipos de tumores. “Se pensarmos em um futuro muito além, podemos ter a esperança de que essa técnica consiga detectar qualquer tipo de câncer pela amostra de sangue, como um hemograma. Dessa forma, seria mais fácil e mais rápido iniciar um tratamento”, espera a especialista.
     
    Doação de órgãos
     
    A descoberta também poderá trazer mais segurança à doação de órgãos. Segundo Müller, pacientes com glioblastoma uniforme cujas células cancerígenas se espalham pelo sangue se enquadram em uma condição complicadora para transplantes — há o risco de o receptor do órgão desenvolver o câncer. “A incidência exata não é conhecida, mas estima-se que entre 10% e 20% dos receptores desenvolvam tumores extracranianos em órgãos como rim, fígado, pâncreas, coração”, destaca.
     
    Para Murad, estudo alemão reforça ainda mais a necessidade de cuidados quanto à doação de órgãos de pessoas com glioblastoma. “Acredito que pessoas que têm esse câncer não deveriam ser doadoras, mas, caso exista essa necessidade, é importante que seja feita uma avaliação da análise das células tumorais, como na pesquisa. Identificar onde elas se encontram pode ajudar a determinar se podem gerar risco ao receptor do órgão doado.” Segundo Schorn, um trabalho publicado recentemente no jornal The Lancet lista o glioblastoma como um dos tumores contraindicados para a doação de órgãos.
     
    Fonte: Correio Braziliense
  • Estudo associa insônia do adolescente a depressão e ansiedade

    Estudo associa insônia do adolescente a depressão e ansiedade

    Um estudo australiano com alunos de ensino médio mostra que a insônia na adolescência muitas vezes é um sinal de depressão e ansiedade. Além disso, mostra que jovens que têm mais disposição à noite tendem a sofrer mais com o problema. Os resultados foram publicados na revista Sleep Medicine.
     
    O trabalho foi feito por pesquisadores da faculdade de psicologia da Universidade de Adelaide. Eles entrevistaram mais de 300 estudantes com idades entre 12 e 18 anos para conhecer aspectos como hábitos de sono e saúde mental.
     
    Muita gente tende a se sentir mais disposto pela manhã, enquanto outras pessoas mal conseguem raciocinar direito nesse período e preferem deixar tarefas importantes para a tarde ou a noite. São os chamados vespertinos.
     
    Segundo o principal autor do estudo, Pasquale Alvaro, adolescentes com essa característica, ou seja, que são mais ativos à noite, são mais propensos a ter insônia e depressão.
     
    Esse dado é importante porque os jovens tendem a desenvolver uma preferência pela noite, o que acaba virando um ciclo vicioso: quanto mais tarde vão dormir, mais difícil fica funcionar durante o dia.
     
    Ainda de acordo com a pesquisa, jovens vespertinos também são mais propensos a sofrer de transtorno obsessivo-compulsivo, ansiedade de separação e fobia social.
     
    Cerca de 11% dos adolescentes com 13 a 16 anos, na maioria dos países, sofrem de dificuldades para pegar no sono ou permanecer dormindo. E, se essa parcela dos jovens tende a sofrer mais de depressão e ansiedade, a falta de sono também é capaz de agravar o problema, além de aumentar o risco de envolvimento com drogas e álcool.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Governo inclui vacina contra hepatite A no calendário de vacinação do SUS

    Governo inclui vacina contra hepatite A no calendário de vacinação do SUS

    Meta do ministério é vacinar três milhões de crianças em um ano.
    Segundo ministério, país passa a oferecer 14 vacinas gratuitas.
     
    O Ministério da Saúde anunciou nesta terça-feira (29) que vai incluir a vacina contra o vírus da hepatite A no Calendário Nacional de Vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS) a partir deste mês. A imunização vai ser direcionada a crianças de 1 ano até 1 ano e 11 meses. A meta do ministério é atingir 95% desse público, o que totaliza três milhões de crianças.
     
    A vacina já está disponível nas unidades básicas de saúde pública de 11 estados (Acre, Rondônia, Alagoas, Ceará, Maranhão, Piauí, Pernambuco, Goiás, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul) e do Distrito Federal, segundo o ministério.
     
    Amazonas, Amapá, Tocantins, Bahia, Paraíba, Rio Grande do Norte, Sergipe, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Pará e Santa Catarina terão a imunização implantada no mês de agosto. Para setembro, ficarão os estado de Roraima, São Paulo e Paraná. Depois de outubro, a vacina ficará disponível sempre, segundo o Ministério da Saúde.
     
    Já foram distribuídas 1,2 milhão de doses desde o início de julho. A distribuição segue até setembro.
     
    Com a vacinação contra a hepatite A, o Ministério da Saúde passa a oferecer, de graça, 14 vacinas de rotina no calendário. Ainda segundo o ministério, com a nova vacina, o Brasil passa a ofertar todas recomendadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS)
     
    O ministro da Saúde, Arthur Chioro, informou que o investimento nas doses de vacina de hepatite A vai ser de R$ 111 milhões e vai “valer a pena” à medida que as mortes de crianças diminuírem. O governo estima reduzir em 65% o número de casos de Hepatite A e em 59% as mortes pelo vírus.
     
    “Nós conseguimos reduzir o preço para R$ 19,85 a dose. São R$ 111 milhões para garantir a cobertura neste ano, mas à medida que a gente  conseguir reduzir os óbitos, esse investimento é um investimento que vale à pena”, afirmou o representante da pasta.
     
    Hepatite A
  • Brasil inaugura primeira fábrica de mosquitos da dengue transgênicos

    Brasil inaugura primeira fábrica de mosquitos da dengue transgênicos

    Empresa Oxitec produz inseto capaz de reduzir transmissão da dengue.
    Unidade em Campinas gera até 2 milhões de mosquitos por semana.
     
    A empresa britânica Oxitec inaugurou, nesta terça-feira (29), a primeira fábrica de mosquitos Aedes aegypti transgênicos do Brasil, uma tecnologia que, se aprovada, pode ajudar no combate da dengue no país. A unidade, instalada em Campinas, tem capacidade de produzir 500 mil insetos por semana. No ápice de produção, esse número pode saltar para 2 milhões de machos a cada sete dias.
     
    A tecnologia foi desenvolvida em 2002, no Reino Unido. No laboratório, ovos dos Aedes aegypti receberam uma microinjeção de DNA com dois genes, um para produzir uma proteína que impede seus descendentes de chegarem à fase adulta na natureza, chamado de tTA, e outro para identificá-los sob uma luz específica.
     
    Os machos, quando liberados na natureza, procriam com as fêmeas –responsáveis pela incubação e transmissão do vírus da dengue. Elas vão gerar descendentes que morrem antes de chegarem à vida adulta, reduzindo a população total.
     
    Testes iniciados em 2011 na cidade de Juazeiro, na Bahia, mostraram redução acima de 80% na população selvagem. Alguns experimentos apontaram resultados de 93% de redução do Aedes aegypti que vive na natureza. O uso dos insetos da Oxitec no Brasil foi feito em parceria com a organização Moscamed.
     
    Como funciona
     
    A ideia da Oxitec é ser contratada pelo poder público para fornecer um pacote de serviços, que vai desde o treinamento de agentes públicos ao combate de possíveis epidemias de dengue.
     
    A contratação depende da aprovação da Agência de Vigilância Sanitária, a Anvisa, que ainda estuda autorizar a comercialização deste tipo de serviço. Caso isto ocorra, o Brasil poderá ser o primeiro país a aprovar o uso de  Aedes aegypti transgênico, em caráter comercial, para combater a dengue.
     
    Segundo Glenn Slade, diretor global de desenvolvimento de negócios da empresa, uma cidade de 50 mil habitantes terá de desembolsar de R$ 2 milhões a R$ 5 milhões por ano para aplicar os serviços, e R$ 1 milhão pelos anos seguintes, para manutenção dos insetos.
     
    O processo de liberação é dividido em três fases. Em um plano simulado para um município de 10 mil habitantes, na primeira fase, chamada de supressão, são liberados 2,5 milhões de insetos por semana (250 para cada habitante). Na consolidação, o total de lançamentos cai para um milhão por semana. As duas primeiras etapas duram de quatro a seis meses. Na terceira e última fase, a de manutenção, são liberados 500 mil mosquitos machos por semana.
     
    De acordo com o Ministério da Saúde, entre 1º de janeiro e 5 de julho deste ano, o país registrou 659.051 casos de dengue, total que é 52,5% menor que o do ano passado (1.388.776 notificações). A quantidade de mortes também diminuiu. Foram 249 óbitos entre 1º janeiro e 5 de julho deste ano contra 541 no mesmo período do ano passado.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Medicamento para câncer de mama se mostra eficaz para aumentar fertilidade

    Medicamento para câncer de mama se mostra eficaz para aumentar fertilidade

    Pesquisadores descobriram um tratamento mais eficaz para uma das causas mais comuns de infertilidade: as mulheres com síndrome do ovário policístico (SOP), que possuem diversos cistos pequenos nos ovários que impedem os óvulos de amadurecer de forma adequada.
     
    A infertilidade causada pela SOP geralmente é tratada com clomifeno (Clomid) para estimular a produção de óvulos. Porém, o letrozole (Femara), um medicamento contra o câncer de mama que não é aprovado para a indução da ovulação, talvez seja a melhor opção (os dois também são vendidos na versão genérica).
     
    Publicado no periódico The New England Journal of Medicine, um estudo dividiu de forma aleatória 750 mulheres inférteis com SOP em dois grupos, cada grupo tomou um dos medicamentos. Elas realizaram até cinco ciclos de tratamento.
     
    Após controlar os fatores como histórico de fertilidade, raça e diversos níveis de hormônios no sangue, os pesquisadores descobriram um aumento significativo da ovulação, fecundação e gestação nas mulheres que tomaram o letrozole.
     
    As diferenças em relação aos efeitos colaterais e eventos adversos graves foram poucas entre os dois grupos, e as participantes que tomaram o letrozole estavam 44% mais propensas a dar à luz.
     
    “Trata-se de uma forma mais segura, simples e eficaz de engravidar”, afirmou Richard S. Legro, principal autor do estudo e professor da Faculdade de Medicina da Universidade do Estado da Pensilvânia. “Quando encontramos soluções mais fáceis, mais simples que a fertilização in vitro, devemos com certeza utilizá-las”.
     
    Fonte: Folha de São Paulo