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  • Antibióticos geram pragas mais violentas e obesidade, diz especialista

    Antibióticos geram pragas mais violentas e obesidade, diz especialista

    Neste mundo, nada é de graça, especialmente quando estamos falando de saúde. Todos os exames, todas as incisões, e cada uma das pílulas que tomamos nos trazem benefícios e riscos.
     
    Em nenhuma área, a coisa pende mais obviamente para a direção errada do que no mundo das doenças infecciosas, a maior história de sucesso do século 20. Nós contamos com os antibióticos desde meados dos anos 1940 – praticamente desde que a bomba atômica foi criada, destaca o professor de medicina Martin J. Blaser – e o nosso maior erro foi não ter percebido há muito tempo os paralelos entre essas duas histórias.
     
    Os antibióticos controlaram boa parte de nossos velhos inimigos bacterianos: nós queríamos fazê-los desaparecer do planeta, e a dose foi cavalar. Mas, agora, estamos começando a sofrer as consequências. Aparentemente, nem todos os germes são maus – e existem alguns que são muito bons, na verdade. No livro “Missing Microbes” (“Os micróbios perdidos”, em tradução livre), Blaser, professor de medicina e doenças infecciosas da Universidade de Nova York, apresenta uma série impressionante de razões que nos levam a repensar a destruição promovida nas últimas décadas.
     
    Pragas mais violentas
     
    Primeiro e mais importante: a guerra tem se tornado cada vez mais violenta. O uso imprudente de antibióticos resultou na resistência dos micróbios; médicos especializados em doenças infecciosas operam agora em um estado de quase pânico, uma vez que o tratamento de doenças comuns está exigindo medicamentos mais e mais poderosos.
     
    Em segundo lugar, como sempre, são justamente os espectadores desafortunados que mais sofrem com isso – não os seres humanos, vejam bem, mas as infinitas bactérias benevolentes e trabalhadoras que colonizam nossas peles e o interior de nosso trato gastrintestinal. Precisamos dessas criaturinhas para sobreviver, mas até mesmo algumas doses de antibióticos são o bastante para destruir seu universo, com mortes incalculáveis e paisagens devastadas. Às vezes, nem as populações nem seu habitat voltam a se recuperar plenamente.
     
    E, por fim, há um acúmulo desanimador de evidências de que a guerra contra as velhas pragas esteja levando simplesmente a guerras ainda piores contra uma série de novas pragas.
     
    Parte dos argumentos de Blaser já é bem conhecida, tais como a história do Clostridium, uma causa cada vez mais comum de diarreia. Essa condição surge quando os antibióticos eliminam a população microbiana normal de nossas entranhas, favorecendo um organismo produtor de toxinas. Às vezes é preciso usar ainda mais antibióticos para reestabelecer a função intestinal. Mas às vezes não há tratamento que funcione – nada além de preencher o intestino com fezes repletas de bactérias normais, uma estratégia que é o último recurso, mas que se mostrou bastante eficaz. Sem isso, pessoas totalmente saudáveis podem morrer.
     
    Menos conhecido é o paradoxo gerado por um pequeno organismo em forma de vírgula conhecido como Helicobacter pylori, que habita o estômago humano. Blaser é um dos maiores especialistas nessas “bactérias da úlcera”, que estão associadas não apenas com as úlceras, mas também com o câncer do estômago. Estamos lentamente eliminando o H. pylori com antibióticos – e eles se tornaram bastante incomuns em países desenvolvidos.
     
    Mas à medida que desaparecem, destaca Blaser, uma pequena epidemia de doenças no esôfago é seguida de uma inflamação que pode causar azia e, até mesmo, câncer. Aparentemente, essa bactéria do mal também é boa e fundamental para proteger o esôfago humano.
     
    E isso está longe de ser tudo, pessoal.
     
    Antibióticos e obesidade
     
    Sabemos que dar antibióticos para frangos, vacas e porcos resulta em animais maiores e mais gordos nos mercados. Mas estamos fazendo basicamente a mesma coisa com os nossos jovens, salvando-os basicamente de todas as infecções da infância (muitas das quais nem precisam de antibióticos para serem curadas). Os resultados de uma série interconectada de experimentos no laboratório de Blaser, com ratos jovens alimentados com uma série de regimes de antibióticos, deram apoio à teoria de que a exposição aos antibióticos no início da vida tem efeitos duradouros no metabolismo, e pode contribuir para a epidemia atual de obesidade infantil e adulta.
     
    Para outras condições cada vez mais comuns, tais como a asma, a doença inflamatória intestinal e a doença celíaca, Blaser oferece uma inversão da “hipótese da higiene”, que afirma que uma vez que deixamos de ter contato com os micróbios do meio ambiente, a vida higienizada moderna leva o sistema imunológico a sair do controle. Ao invés disso, a culpa seria da distorção da fauna microbiana interior, segundo ele.
     
    Os antibióticos são parcialmente responsáveis, mas o mesmo pode ser dito de outros hábitos médicos, tais como o uso cada vez mais frequente de cesarianas. Esses procedimentos assépticos evitam que os recém-nascidos herdem das mães uma série de organismos ao passarem pelo canal do parto, possivelmente preparando-os para uma vida cheia de problemas, tais como riscos maiores que o normal de uma série de problemas ligados à imunidade.
     
    Blaser apresenta todas essas questões a um ritmo acelerado, não exagerando na linguagem técnica, mas gerando interesse humano suficiente para tornar seu argumento e seus dados razoavelmente acessíveis (ele contou com a ajuda de Sandra Blakeslee, jornalista científica veterana e contribuidora frequente do “Science Times”).
     
    O leitor bem informado não deve se esquecer que a pesquisa que Blaser comenta foi, em grande parte, feita por ele mesmo; sendo assim, não ouvimos no livro qualquer opinião, ou evidência contraditória, embora boa parte da narrativa não passe de uma série de hipóteses científicas.
     
    Tendo isso em vista, o peso das evidências por trás das advertências de Blaser sobre os antibióticos é impressionante. Eles são, sem dúvida, medicamentos que salvam vidas – eles salvaram a vida do próprio autor, quando foi acometido pela febre tifoide, e ele testemunhou recentemente no congresso norte-americano sobre a necessidade urgente do desenvolvimento de antibióticos melhores e mais fortes. Entretanto, eles também são extremamente perigosos, tanto para as pessoas, quanto para as comunidades interligadas dos micróbios e dos seres humanos.
     
    Fonte: Uol Saúde
     
  • Clonagem ajuda a criar células-tronco produtoras de insulina

    Clonagem ajuda a criar células-tronco produtoras de insulina

    Cientistas superaram busca por células-tronco especiais contra doenças.
    Dados foram publicados na revista científica 'Nature'.
     
    Cientistas anunciaram nesta segunda-feira (28) o uso da tecnologia de clonagem para produzir células-tronco embrionárias contendo genes de uma mulher diabética, e transformando-as depois em células beta produtoras de insulina, que podem, um dia, curar a doença.
     
    A equipe de cientistas revelou ter superado um importante obstáculo na busca pela produção de “células-tronco personalizadas” para a utilização no tratamento de doenças. Mas um especialista em bioética advertiu que o avanço também chama atenção para a necessidade de haver uma regulamentação maior para embriões desenvolvidos em laboratório.
     
    “Estamos agora mais perto de conseguir tratar pacientes diabéticos com suas próprias células produtoras de insulina”, afirmou Dieter Egli, da Fundação de Células-tronco de Nova York (NYSCF), que conduziu o estudo publicado na revista científica “Nature”.
     
    Egli e uma equipe de pesquisadores transplantaram o núcleo das células retiradas da pele da mulher em óvulos humanos para produzir células-tronco, as quais induziram para que se tornassem células beta. A escassez destas causa deficiência de insulina e altos níveis de açúcar no sangue dos diabéticos. Ao fazer o transplante, a equipe confirmou um recurso potencialmente importante para a futura terapia de reposição celular.
     
    Alerta
     
    Este não é o primeiro estudo a criar células-tronco dessa forma, mas foi o primeiro a utilizar células retiradas de uma pessoa adulta com o objetivo de produzir células específicas para tratamento. Insoo Hyun, especialista em bioética da Escola de Medicina da Universidade Case Western Reserve, em Cleveland, Ohio, disse que a pesquisa, a última a produzir células-tronco embrionárias contendo o genoma de pessoas vivas, fez soar o alerta.
     
    “Esta clonagem repetida de embriões e a geração de células-tronco, agora usando células coletadas de adultos, aumenta a probabilidade de que embriões humanos sejam produzidos para criar tratamentos para um indivíduo específico”, escreveu em um comentário também publicado na “Nature”. “Estruturas regulatórias precisam ser ativadas para supervisionar isto”, afirmou.
     
    As células-tronco embrionárias – células neutras, primitivas, capazes de se desenvolver e dar origem à maior parte das células de tecidos especializados do corpo – são consideradas uma fonte potencial para a reposição de órgãos danificados por doenças ou acidentes.
     
    Mas elas são controversas, uma vez que até recentemente as células-tronco só poderiam ser obtidas a partir de embriões.
     
    Elas podem ser desenvolvidas em laboratório, através da transferência do núcleo de uma célula de um tecido como a pele, que contém o DNA de uma pessoa, para um óvulo, que teve seu núcleo removido anteriormente.
     
    Por meio de um pulso elétrico, o óvulo começa a se dividir até formar um blastocisto, um estágio primitivo do embrião formado por cerca de 150 células contendo o DNA do doador do tecido.
     
    Tecnologia de clonagem
     
    Denominada de transferência nuclear de células somáticas (ou SCNT, na sigla em inglês), a técnica é utilizada na pesquisa terapêutica, mas também é o primeiro passo da clonagem e foi empregada para criar a ovelha Dolly. O método é proibido em muitos países.
     
    Neste novo estudo, cientistas de Estados Unidos e Israel afirmaram ter feito “melhorias técnicas”, alterando as substâncias químicas usadas na cultura na qual as células são desenvolvidas.
     
    As células-tronco poderão ser induzidas para dar origem a diferentes tipos de células adultas, inclusive células beta, explicou a equipe. “Ver os resultados de hoje me dá esperanças de podermos, um dia, alcançar a cura para esta doença debilitante”, afirmou a diretora-executiva da NYSCF, Susan Solomon.
     
    A mesma equipe tinha, anteriormente, produzido células beta com um método semelhante, mas utilizando óvulos com seus núcleos ainda intactos, resultando em células-tronco com três conjuntos de cromossomos que não poderiam ser usados terapeuticamente.
     
    Com o novo método, as células-tronco originadas continham os habituais pares de cromossomos, escreveram os cientistas. Hyun alertou que um estudo como esse pode alimentar temores de um futuro em que bebês humanos serão clonados ou embriões insensivelmente criados e destruídos em pesquisas, e pediu um fortalecimento das estruturas de supervisão.
     
    Mas Solomon disse que o estudo era “estritamente para fins terapêuticos” e apoiou uma supervisão ética estrita do procedimento. “Em nenhuma circunstância nós, ou qualquer outro grupo científico responsável, temos a intenção de usar esta técnica para a geração de seres humanos, nem isto seria possível', afirmou à AFP.
     
    Segundo os cientistas, as células beta produzidas no estudo não podem ainda ser usadas em terapias de substituição. O sistema imunológico dos diabéticos ataca as células beta e ainda é preciso encontrar formas de protegê-las.
     
    Fonte: G1 Saúde
     
  • Pesquisadores alertam para hepatite B resistente a tratamento

    Pesquisadores alertam para hepatite B resistente a tratamento

    Um estudo feito por pesquisadores do Instituto de Medicina Tropical de São Paulo (IMT) e da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) indica que a chance de ser infectado por um vírus da hepatite B resistente a remédios é pequena, mas existe. Em um grupo de 702 portadores de sete Estados brasileiros, foram encontrados 11 casos, ou seja, 1,6% da população estudada.
     
    A hepatite B é considerada uma doença crônica possível de ser controlada com medicamentos. Ao longo do tempo, porém, a terapia tende a selecionar cepas de vírus resistentes às drogas usadas. O problema torna-se ainda mais grave quando o tratamento não é feito de forma regular e de acordo com os protocolos mais adequados.
     
    Segundo a pesquisadora Michele Soares Gomes Gouvêa, cerca de 80% dos pacientes tratados com a droga lamivudina adquirem resistência em um período aproximado de cinco anos de terapia. Outros medicamentos levam um pouco mais de tempo, mas é um tratamento para a vida toda e o problema, eventualmente, acaba aparecendo.
     
    Ela explica que mutações aumentam a capacidade de replicação do vírus e pode acontecer de o paciente ficar com uma supercarga viral resistente. 
     
    O problema da resistência primária (adquirir um vírus já resistente) é grande em determinadas regiões da África. De acordo com a literatura científica, o problema afeta 20% dos portadores de hepatite B na África do Sul. O índice salta para 50% quando se consideram pacientes coinfectados com o vírus da Aids.
     
    A médica do IMT Maria Cássia Jacintho Mendes Corrêa, coordenadora do projeto, diz que a situação brasileira é razoavelmente boa, de acordo com o estudo, mas que é preciso fazer um acompanhamento cuidadoso dos pacientes. 
     
    De acordo com os pesquisadores, os medicamentos contra a hepatite B são oferecidos gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS), mas há lugares no Brasil em que são adotados esquemas inadequados de tratamento, seja por dificuldade de acesso a todas as drogas necessárias ou por falta de uma educação médica continuada.
     
    Se não tratada adequadamente, a inflamação no fígado causada pelo vírus da hepatite B (HBV) pode evoluir para hepatite crônica, cirrose hepática e câncer de fígado. É possível prevenir a infecção – que ocorre por via sexual, contato com sangue e secreções contaminados, parto ou amamentação – por meio de uma vacina também disponível na rede pública de saúde.
     
    A hepatite B afeta mais de 400 milhões de pessoas no mundo. No Brasil, de maneira geral, afeta menos de 1% da população, mas há regiões em que a prevalência pode chegar a 20%, como na Amazônia, no Espírito Santo e no Oeste do Paraná e Santa Catarina. 
     
    Fonte: Uol Saúde
     
  • Bactérias podem ser chave para perda de peso, diz estudo chinês

    Bactérias podem ser chave para perda de peso, diz estudo chinês

    Pesquisadores dizem que alterar flora bacteriana no intestino talvez seja mais efetivo para emagrecimento do que cortar calorias.
     
    Na busca constante por soluções efetivas para o problema da obesidade, cientistas chineses estão estudando o impacto de certas bactérias sobre o peso da pessoa. A equipe disse que alterar os tipos de bactérias encontradas nas vísceras pode trazer mais resultados do que simplesmente reduzir calorias.
     
    Segundo estatísticas divulgadas pela Organização Mundial de Saúde, mais de 1,4 bilhão de adultos com idade a partir de 20 anos estavam acima do peso em 2008. Destes, 200 milhões de homens e 300 milhões de mulheres foram classificados como obesos. E os índices continuam crescendo – eles dobraram desde 1980.
     
    Testes com ratos em laboratório identificaram uma associação entre bactérias e obesidade, mas experimentos com humanos ainda estão em fase inicial.
     
    Alcachofra e tofu
     
    Em um estudo publicado na revista científica “Microbiology Ecology”, cientistas em Xangai estudaram 93 pessoas obesas com Índice de Massa Corporal (IMC) médio de 32.
     
    O IMC se baseia no peso e altura de uma pessoa para determinar se ela está dentro dos padrões ideais de saúde. Um IMC de 32 kg/m2 corresponde ao que os especialistas classificam como obesidade grau 1. A categoria máxima, ou grau 3, inclui pessoas com IMC acima de 40.
     
    Além de seguirem uma dieta saudável – rica em legumes, verduras, alcachofra e tofu – os participantes consumiram suplementos que estimulavam o crescimento de certos tipos de bactérias em seus intestinos e inibiam outros.
     
    De tempos em tempos, eles eram medidos e pesados, preenchiam questionários detalhando o que haviam comido nas últimas 24 horas e eram submetidos a exames físicos.
     
    Após nove semanas, os participantes tinham perdido em média 5 kg cada um. Um grupo menor de voluntários (45% deles) prosseguiu com a dieta. Ao fim de 23 semanas, tinham perdido em média 6 kg cada um.
     
    Um paciente com obesidade grau 3 que participou de um estudo anterior ao experimento descrito acima, perdeu 51 kg em seis meses.
     
    Segundo o estudo, índices da proteína C reativa, associada a obstruções nas artérias e danos em vasos sanguíneos no coração, também foram reduzidos durante o experimento.
     
    No entanto, os pesquisadores chineses admitiram que não é possível saber com certeza se todos os efeitos observados foram resultado da manipulação das bactérias no intestino dos participantes.
     
    Interação complexa
     
    Um dos pesquisadores envolvidos no projeto, Liping Zhao, da Shanghai Jiao Tong University, disse que índices mais altos, no intestino, de bactérias que produzem toxinas, como as enterobactérias, podem levar o organismo a desenvolver resistência à insulina, impedindo que a pessoa se sinta satisfeita após comer.
     
    Em vez de uma cumbuca de arroz, essa pessoa precisa de cinco, dez ou até 20 cumbucas, ele explicou. Zhao acrescentou que alterar o tipo de bactéria presente no intestino pode também ativar um gene que faz o corpo queimar gordura.
     
    “Está na hora de o público saber das evidências científicas que temos, que demonstram que bactérias têm um papel central na obesidade.”
     
    Outros cientistas comentam, no entanto, que as milhares de espécies de bactérias que vivem no nosso organismo interagem com nossos corpos de forma complexa, e que mais estudos são necessários para que possamos entender melhor como as coisas funcionam.
     
    O pesquisador Stephen Bloom, do Imperial College London, disse: “Existem dez vezes mais bactérias no organismo do que células”.
     
    Não há dúvida de que alterar os tipos de bactérias nos corpos das pessoas pode trazer efeitos significativos, ele acrescentou. Por exemplo, a disenteria introduz bactérias diferentes no intestino, levando à perda de peso. Mas Bloom disse que pessoas de países diferentes tendem a ter bactérias diferentes, o que dificulta a comparação.
     
    E além disso, como houve uma alteração na dieta, fica difícil identificar com precisão o que levou ao emagrecimento, ele concluiu.
     
    A diretora do órgão inglês de saúde pública Public Health England, Alison Tedstone, disse: “Acima de tudo, a obesidade tem a ver com um consumo maior de calorias do que o que se gasta. Muitas coisas interferem no tipo de bactéria que temos no nosso intestino, a mais importante delas é a nossa alimentação.”
     
    “O estudo faz associações interessantes, a questão é, como transformá-lo em orientação válida para o público em geral?”
     
    O conselho de Tedstone, embora não seja novidade para ninguém, é irrefutável: Siga “uma dieta saudável e equilibrada” e faça bastante atividade.
     
    Fonte: BBC Brasil
  • Estresse crônico no casamento pode levar a depressão, diz estudo

    Estresse crônico no casamento pode levar a depressão, diz estudo

    Estudo avaliou como casados reagem a experiências positivas e negativas.
    Estresse conjugal faz casal ter resposta mais contida a situações positivas.
     
    Submeter-se ao estresse conjugal crônico pode tornar as pessoas mais vulneráveis à depressão. Essa é a conclusão de um estudo desenvolvido na Universidade de Wisconsin-Madison, publicado na revista científica “Journal of Psychophysiology”.
     
    A descoberta, segundo os autores, pode ajudar a descobrir o que faz com que algumas pessoas se tornem mais vulneráveis à depressão do que outras. Segundo os pesquisadores, o estresse conjugal crônico pode servir como modelo para entender como outros fatores estressantes cotidianos podem levar à depressão.
     
    Para chegar ao resultado, foram recrutados voluntários casados que responderam a questionários sobre seu próprio estresse. Eles também responderam a perguntas sobre a qualidade de seu casamento e sobre a frequência com que se chateavam com o parceiro. Nove anos depois, eles responderam a novos questionários e, posteriormente, foram submetidos a testes laboratoriais para medir como reagiam a experiências negativas e positivas.
     
    Neste último teste, os participantes eram convidados a olhar para algumas imagens: algumas representando experiências positivas e outras representando experiências negativas. Os pesquisadores mediram, então, quanto tempo durou a reação ao contato com cada tipo de experiência.
     
    A conclusão foi que aqueles que relatavam maiores níveis de estresse conjugal tinham respostas mais curtas às experiências positivas, o que indica que eles tiveram mais dificuldade em desfrutar o bom momento. Não houve diferença significativa nas respostas às experiências negativas.
     
    A dificuldade em desfrutar das experiências positivas é uma das características da depressão e coloca a pessoa em risco para outros sintomas depressivos, segundo os autores.
     
    “Essa não é uma consequência óbvia do estresse conjugal, mas é uma consequência extraordinariamente importante por causa da cadeia de mudanças com as quais ela pode estar associada”, disse o pesquisador Richard Davidson, um dos autores do estudo.
     
    Fonte: Bem Estar
     
  • Estudo com vacina contra dengue na Ásia demonstra redução de 56% dos casos

    Estudo com vacina contra dengue na Ásia demonstra redução de 56% dos casos

    A Sanofi anunciou nesta segunda-feira (28) os resultados de um estudo de fase 3 com a vacina contra dengue feito em cinco países da Ásia. Segundo a farmacêutica, houve redução de 56% dos casos, o que foi considerado bastante positivo.
     
    “Pela primeira vez uma vacina conseguiu reduzir os casos de dengue em mais da metade. Isso é inédito, já que não existia nada capaz de combater essa doença, que aumenta de forma exponencial”, afirma a médica Lucia Bricks, diretora de saúde pública da Sanofi Pasteur, divisão de vacinas da farmacêutica.
     
    Um total de 10.275 crianças com idade entre 2 e 14 anos de áreas endêmicas para dengue da Indonésia, Malásia, Filipinas, Tailândia e Vietnã participaram do estudo de 2011 a 2013. Os participantes receberam três injeções da vacina contra dengue ou um placebo (em uma proporção de 2 para um) com intervalos de 6 meses entre cada dose. O estudo irá continuar com um acompanhamento de longo prazo da população.
     
    Não houve mortes ou efeitos colaterais graves registrados, segundo a médica. Detalhes sobre reações adversas e também sobre a proteção fornecida para cada sorotipo da dengue serão publicados em breve, e apresentados em um simpósio científico, de acordo com a empresa.
     
    Estudos de fase 3 são a última etapa para aprovação de uma vacina. Eles envolvem milhares de pacientes e ocorrem após a fase 2, que atesta a segurança e eficácia em um número menor de pessoas. Ao todo, mais de 40 mil voluntários participam dos estudos com a vacina da Sanofi Pasteur. 
     
    América Latina
     
    A farmacêutica também realiza um estudo de fase 3 semelhante ao que foi divulgado com 20 mil crianças e adolescentes da América Latina (Brasil, Colômbia, Honduras, México e Porto Rico). Por contar com um número maior de participantes, os resultados ainda estão em análise, mas devem ficar prontos ainda este ano.
     
    A OMS estima a ocorrência de até 100 milhões casos de dengue por ano, mas o número total de pessoas infectadas pelo vírus da dengue globalmente não é totalmente conhecido, já que a doença é subnotificada e, muitas vezes, mal diagnosticada. No Brasil, só em 2013 foram notificados quase 1,5 milhão de casos.
     
    Fonte: Uol Saúde
     
  • Mortes por obesidade triplicam no Brasil em dez anos

    Mortes por obesidade triplicam no Brasil em dez anos

    São Paulo – O número de brasileiros mortos por complicações diretamente relacionadas à obesidade triplicou em um período de dez anos, no País, revela levantamento inédito feito pelo Estadão Dados com base em informações do Datasus. Em 2001, 808 óbitos tiveram a doença como uma das causas. Em 2011, último dado disponível, o número passou para 2.390, crescimento de 196%. O aumento também foi significativo quando considerada a taxa de mortos por 1 milhão de habitantes. No mesmo período de dez anos, a taxa dobrou. Foi de 5,4 para 11,9, segundo dados do Ministério da Saúde. Os dados levam em consideração as mortes nas quais a obesidade aparece como uma das causas no atestado de óbito. Segundo especialistas, como o excesso de peso é fator de risco para diversos tipos de doenças, como câncer e diabete, o número de vítimas indiretas da obesidade é ainda maior.
     
    “As causas mais comuns de morte relacionadas à obesidade são as doenças cardiovasculares, como o enfarte e o acidente vascular cerebral (AVC). Sabemos, porém, que ela também está relacionada a muitos outros problemas, como apneia do sono, insuficiência renal e vários tipos de câncer”, afirma o endocrinologista Mario Carra, presidente da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso).
     
    Segundo o Ministério da Saúde, o aumento das mortes é um reflexo da “epidemia de obesidade” registrada hoje no País. “Outros países viveram isso primeiro, com alto consumo de alimentos industrializados e sedentarismo. O Brasil, ainda que mais tarde, está vivendo agora. Pesquisas feitas anualmente pelo ministério mostram que a obesidade e o sobrepeso têm aumentado muito”, afirma o secretário de Atenção à Saúde do ministério, Helvécio Magalhães. O último levantamento da pasta mostrou que mais da metade dos adultos brasileiros tem sobrepeso e pelo menos 17% da população está obesa.
     
    Medidas
     
    Para especialistas, não é só a mudança de hábitos dos brasileiros que aumentou a mortalidade por obesidade. De acordo com Marcio Mancini, chefe do grupo de obesidade e síndrome metabólica do Hospital das Clínicas de São Paulo, as políticas públicas de prevenção e tratamento devem ser aprimoradas. “Não se faz prevenção em unidades básicas de saúde. Há o tratamento para diabetes, colesterol, hipertensão, mas pouco se faz para barrar o ganho de peso. Essa mesma preocupação deveria existir nas escolas”, afirma.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • COMUNICADO

    COMUNICADO

    Comunicamos que no período de 17/04/2014 à 21/04/2014 estaremos em recesso, retornando ás atividades normais em 22/04/2014. Desde já agradecemos a compreensão.
     
  • Entenda como a tecnologia ajuda no tratamento e diagnóstico de doenças

    Entenda como a tecnologia ajuda no tratamento e diagnóstico de doenças

    Bem Estar desta terça-feira (15) mostrou novidades e avanços na medicina.
    Especialistas explicam novas maneiras de tratar a depressão, por exemplo.
     
    O Bem Estar desta terça-feira (15) recebeu o ginecologista José Bento e o oncologista Paulo Hoff para explicar as novidades e avanços na medicina. Segundo os médicos, a tecnologia é um dos principais fatores que contribuem para a melhora do tratamento e do diagnóstico de doenças, como o câncer.
     
    Em São Paulo, por exemplo, o Hospital do Câncer vem testando uma nova tecnologia para operar pacientes com tumores na próstata. O cirurgião manipula um robô, que treme menos as mãos, e faz cortes menores em uma cirurgia muito menos invasiva e sem dor. Além disso, a recuperação do paciente é muito mais rápida.
     
    Outro problema que também teve uma melhora com o avanço da tecnologia foi a incontinência urinária, como mostrou o ginecologista José Bento. No caso das mulheres, por exemplo, há um novo tratamento oferecido em clínicas particulares, em que o médico insere um laser dentro da vagina para aumentar a quantidade de colágeno e fortalecer sua musculatura. Dessa maneira, a perda de xixi pode ser muito menor, segundo o médico.
     
    Há ainda uma novidade no tratamento da hérnia de disco, como a radiofrequência pulsada, em que o médico usa agulhas para estimular os nervos e impedir que as células nervosas enviem a informação de dor para o cérebro. Fora isso, até mesmo a depressão teve uma grande melhora em seu tratamento, como mostrou a reportagem com o psiquiatra Daniel Barros – a estimulação transcraniana estimula a parte do cérebro responsável pelos sentimentos bons, impedindo a ação da outra parte, responsável por sentimentos ruins.
     
    Fonte: G1 Saúde
  • Cientistas brasileiros identificam genes suscetíveis à artrite

    Cientistas brasileiros identificam genes suscetíveis à artrite

    Pesquisa com ratos foi feita por cientistas do Instituto Butantan. 
    Genes podem ajudar a prevenir doença inflamatória.
     
    Um grupo de pesquisadores brasileiros identificou em experimentos com ratos de laboratório um conjunto de genes que fazem com que seu portador seja suscetível ao desenvolvimento de artrite reumatoide. A descoberta, caso se confirme também em humanos, permite pensar no desenvolvimento de provas genéticas para prever a doença e de novos tratamentos, segundo a Fundação de Apoio à Pesquisa no Estado de São Paulo (Fapesp), entidade que financiou o projeto.
     
    Os genes vinculados à artrite reumatoide, uma doença inflamatória crônica e auto-imune que afeta principalmente as articulações, foram identificados por cientistas do Instituto Butantan, em São Paulo.
     
    “A identificação de genes suscetíveis oferece várias opções de ação. Podemos tentar regular seu funcionamento com remédios ou por meio de técnicas de genética molecular para tentar reduzir a severidade da artrites”, explicou Marcelo De Franco, pesquisador do Instituto Butantan e coordenador do projeto.
     
    “Os genes também podem servir como marcadores genéticos para prever a doença e orientar o tratamento”, acrescentou o pesquisador em declarações citadas em comunicado da Fapesp.
     
    Os resultados da pesquisa foram destacados na última edição da revista científica internacional 'PLoS One'.
     
    Segundo os pesquisadores, nos ratos que possuem os genes identificados, ou seja geneticamente predispostos a desenvolver artrite, o próprio sistema imunológico ataca as membranas sinoviais, que protegem as articulações.
     
    “Ninguém sabe exatamente como se desenvolve o processo da artrite, mas sabemos que há pessoas mais suscetíveis. O que tentamos descobrir com o modelo experimental em ratos foram os fatores genéticos que conferem essa predisposição”, segundo De Franco.
     
    O pesquisador explicou que, apesar de humanos e ratos têm números de cromossomos diferentes, a ciência já conhece as regiões cromossômicas de cada espécie em que é possível fazer um paralelo.
     
    “O próximo passo é investigar melhor a interação entre esses genes; descobrir exatamente como eles regulam a resposta inflamatória e começar a validar os descobrimentos em modelos humanos”, acrescentou.
     
    Fonte: G1 Saúde