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  • Cientistas brasileiros criam sistema capaz de detectar dengue em 20 minutos

    Cientistas brasileiros criam sistema capaz de detectar dengue em 20 minutos

    Cientistas brasileiros desenvolveram um sistema capaz de detectar a dengue em apenas 20 minutos e com um custo menor do que os dispositivos atuais, um “grande” avanço em um país no qual só nos meses de janeiro e fevereiro foram registrados 87 mil casos.
     
    “Buscávamos um detector rápido, preciso, que fosse barato e acessível a todos os postos de saúde. Não tão caro como os testes atuais”, explicou à Agência Efe o professor da Universidade de São Paulo (USP) Francisco Guimarães, um dos responsáveis pela pesquisa.
     
    Apesar da grande redução dos casos de dengue no Brasil durante os dois primeiros meses do ano – 80% menos que no mesmo período de 2013, segundo o Ministério da Saúde -, a doença continua na mira das autoridades de saúde, devido a seu efeito letal em alguns pacientes.
     
    Nesta terça-feira (8), a Secretaria Municipal de São Paulo informou sobre a morte de uma criança de seis anos por causa da doença, que durante janeiro e fevereiro matou nove pessoas.
     
    Segundo as estatísticas oficiais, cerca de 90% dos casos de dengue registrados anualmente no país ocorrem entre dezembro e março, coincidindo com a temporada de chuvas mais intensas.
     
    Graças ao novo sistema, milhões de pessoas em todo o país poderão saber se têm dengue ou não, já que em muitas ocasiões os sintomas da doença são confundidos com os da gripe.
     
    De acordo com o professor, através de um exame de sangue do paciente, o biossensor, que está em fase de desenvolvimento, consegue identificar a doença em seu estado inicial e informar sobre o resultado em apenas 20 minutos, enquanto os dispositivos atuais demoram uma média de três semanas.
     
    Outro dos avanços conseguidos é a redução de seu preço, que ficará entre R$ 100 e R$ 200, o que permitirá que centros de saúde das áreas mais remotas e pobres do país possam ter acesso ao sistema.
     
    A inovação do biossensor também está no tipo de anticorpo usado para reagir com o vírus, presente no sangue do paciente, segundo a pesquisadora Alessandra Figueiredo.
     
    Ao contrário dos estudos atuais, baseados nos anticorpos dos mamíferos, a equipe utilizou uma proteína presente em ovos de galinha.
     
    “A gema do ovo é muito rica e produz um anticorpo com uma concentração muito mais elevada que a do animal”, explicou Alessandra.
     
    De acordo com a pesquisadora, “o anticorpo geralmente é um material muito caro, mas produzindo-o através do ovo de galinha se consegue baratear, porque produzimos concentração muito maior. Além disso, é mais fácil de produzir porque a galinha põe muito ovo”.
     
    Além disso, enquanto o exame convencional só pode ser realizado depois do sétimo dia no qual os sintomas aparecem, tempo no qual o organismo começa a apresentar defesa, o novo sistema é capaz de detectar a doença no terceiro dia da doença.
     
    “O teste precoce que desenvolvemos pode detectar o vírus da dengue poucos dias depois que a pessoa foi infectada. O período de incubação é uma semana, mas (com o novo mecanismo) nos primeiros sintomas já podemos detectar se há dengue ou não”, comentou Guimarães.
     
    Os cientistas, que começaram a pesquisa em 2011, consideram que o teste poderia estar pronto em dois anos, após passar a fase de produção e regulamentação.
     
    Fonte: Uol Saúde
     
  • Teste que detecta HPV pode ser aliado de papanicolau contra câncer

    Teste que detecta HPV pode ser aliado de papanicolau contra câncer

    Para comitê americano, teste deve ser ferramenta primária de rastreamento.
    Exame detecta DNA dos dois tipos de HPV mais relacionados ao câncer.
     
    A agência americana que regulamenta os medicamentos nos EUA (FDA) está avaliando a recomendação de um comitê consultivo federal para que um teste capaz de detectar os tipos mais nocivos de HPV passe a ser o método de rastreamento primário para câncer de colo de útero. Se seguidas as recomendações do comitê, o teste passará a ser, nos Estados Unidos, a principal ferramenta de detecção precoce do HPV, à frente do papanicolau.
     
    No Brasil, esse tipo de teste já está disponível, porém especialistas afirmam que ele não deve substituir o papanicolau, mas sim complementar seus resultados.
     
    A principal vantagem do teste molecular – capaz de identificar o DNA dos dois tipos de HPV mais comumente associados ao câncer – é a obtenção de resultados mais precisos. “Esses testes biomoleculares cobririam uma lacuna de sensibilidade do teste de citologia do papanicolau”, diz a ginecologista Marcia Fuzaro Terra Cardial, professora da Faculdade de Medicina do ABC.
     
    O papanicolau não identifica o vírus em si, mas alterações nas células do colo do útero que podem indicar lesões pré-cancerosas ocasionadas pelo vírus.
     
    Segundo o ginecologista José Antônio Marques, da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (Sogesp), o papanicolau está sujeito à obtenção de falsos negativos, pois depende de grande precisão técnica de quem o executa. “Tem que colher de um certo jeito, tem uma maneira correta de preparar a lâmina e de analisá-la”, diz Marques. “Cada vez menos formam-se especialistas para analisar lâminas em grandes quantidades. Alguém tem que olhar essas lâminas e isso é um problema.”
     
    Já o teste de HPV, por ser totalmente automatizado, garante uma precisão maior. Por outro lado, um resultado positivo para a presença do HPV não quer dizer que a paciente esteja doente.
     
    “É importante não se assustar se o resultado for positivo. Isso só determina que a mulher deva ser acompanhada anualmente para ver se aparece algum tipo de lesão no colo do útero. Ela deve ser acompanhada com mais rigor, mas sem desespero”, diz Marcia. A partir de um resultado positivo, o médico pode recomendar uma colposcopia, exame que rastreia o colo do útero à procura de lesões precursoras do câncer.
     
    A médica dá um exemplo de um caso em que o teste do HPV foi bem sucedido em detectar um caso que o papanicolau por si só teria deixado passar. Uma de suas pacientes, de 30 anos, teve o teste de HPV positivo e o Papanicolau negativo (os dois exames podem ser pedidos simultaneamente). A colposcopia, pedida posteriormente, identificou uma lesão minúscula no colo que o Papanicolau não havia pegado. Isso permitiu um tratamento bem mais precoce.
     
    Se o exame de HPV der negativo, a mulher pode ficar de três a cinco anos sem precisar fazer esse tipo de teste.
     
    Não é para todas
     
    Especialistas alertam que o teste de HPV não deve ser feito em quem está no início da vida sexual. Isso porque, nesse grupo, a prevalência do vírus é muito alta. Na maioria dos casos, o próprio sistema imunológico da paciente elimina o vírus depois de alguns anos. Esse tipo de vírus provisório é geralmente inofensivo. Só quando ele se torna persistente é que oferece maior risco para o câncer, por isso recomenda-se que só se faça o exame em mulheres com mais de 30 anos.
     
    A coleta dos dois exames é feita de maneira semelhante: com uma espátula ou uma escovinha inserida pela vagina da paciente, o profissional faz uma leve raspagem do colo do útero. Para o papanicolau, esse material é analisado em lâmina. Para o teste de HPV, ele é processado por um equipamento capaz de identificar o DNA do vírus.
     
    Existem vários testes voltados para a detecção do HPV, mas o que foi avaliado pelo comitê consultivo americano foi o fabricado pela farmacêutica Roche, chamado Cobas. Ele é capaz de detectar o HPV de tipos 16 e 18, que estão presentes em cerca de 70% dos casos de câncer de colo de útero, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca).
     
    No âmbito do SUS, a ferramenta de rastreamento para câncer de colo do útero continua sendo o papanicolau. De acordo com as Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer do Colo do Útero, lançadas pelo Inca em 2011, devem-se submeter ao exame mulheres a partir de 21 anos que já tenham iniciado a vida sexual. Após a obtenção de dois resultados negativos com intervalo de um ano, o controle pode passar a ser feito a cada três anos.
     
    Na saúde privada, o teste de HPV ainda custa bem mais caro do que o Papanicolau. Enquanto este último custa por volta de R$ 80 em um laboratório particular, o teste de HPV chega a R$ 230.
     
    Fonte: Bem Estar
     
  • Estudo dos EUA apresenta novo tratamento contra câncer de mama

    Estudo dos EUA apresenta novo tratamento contra câncer de mama

    Tratamento experimental atrasou evolução de tumor mamário.
    Agente palbociclib, aliado ao medicamento letrozol, foram utilizados.
     
    Um tratamento experimental de um laboratório americano atrasou a evolução de um câncer de mama avançado, indicou um ensaio clínico publicado no fim de semana nos Estados Unidos.
     
    Um novo agente, o palbociclib, administrado com outro medicamento contra o câncer já à venda, o Femara (Letrozol), conteve a evolução de um tumor durante uma média de 20 meses. No grupo de pacientes tratados somente com Femara, foram apenas dez meses.
     
    A pesquisa foi apresentanda no domingo, em um congresso da Associação Americana de Pesquisa sobre a Câncer, reunida em San Diego, na Califórnia. Ao todo, 165 mulheres participaram do estudo.
     
    “Esses dados demonstram que o palbociclib pode resultar em um avanço importante no tratamento de mulheres com esse tipo de câncer agressivo”, anunciou em um comunicado Mace Rothenberg, encarregada de pesquisas clínicas da Pfizer, responsável pelo estudo.
     
    O novo tratamento atua contra algumas proteínas, chamadas CDK 4 e 6, e pode ajudar cerca de 80% das mulheres com câncer de mama hormonosensível, o tipo mais comum, segundo o estudo. Essas proteínas (cinases dependentes de ciclinas) contribuem para a divisão de células cancerígenas e impulsionam o crescimento do tumor.
     
    Comparado com o tratamento tradicional, o ganho de sobrevida geral foi de 4,2 meses (12%), alcançando 37,5 meses em pacientes tratados com palbociclib, e 33,3 meses no grupo de controle.
     
    Essa diferença não foi considerada estatisticamente significativa. Mas, segundo a empresa, ainda é cedo para obter números que reflitam os efeitos desse tratamento na expectativa de vida.
     
    A Pfizer esperar obter o aval da agência americana reguladora de medicamentos e alimentos (FDA, na sigla em inglês). O palbociclib é também objeto de uma pesquisa para tratar outros cânceres avançados, como o tumor nos tecidos conjuntivos. Se o remédio for aprovado, as vendas poderiam alcançar US$ 3,1 bilhões até 2020, segundo estimativas.
     
    Fonte: Bem Estar
  • ” para facilitar transplantes

    ” para facilitar transplantes

    Pesquisadores ingleses desenvolvem narizes e orelhas em laboratório.
    Objetivo é ajudar pessoas que perderam órgãos após doenças.
     
    Pesquisadores da University College of London, no Reino Unido, querem montar uma “fábrica de órgãos” com o objetivo de auxiliar pessoas que necessitam substituir quaisquer partes do corpo afetadas por alguma doença.
     
    Uma das iniciativas é conduzida por Alexander Seifalian. Em 2013, ele e sua equipe produziram um nariz para um britânico, após o órgão ter sido afetado por um câncer.
     
    O molde foi feito com a ajuda de uma solução de sal e açúcar, para imitar a textura esponjosa de um nariz real. As células-tronco utilizadas foram retiradas da gordura do paciente e cultivadas duas semanas antes de ser aplicada no órgão, implantado no antebraço do paciente até que autoridades reguladoras do Reino Unido permitam o transplante.
     
    “É como fazer um bolo, só que usando um tipo de forno diferente”, explica Alexander.
     
    Engenharia de tecidos e órgãos
     
    O trabalho é promissor, tanto que nesta terça-feira (8) o pesquisador se encontra com o prefeito de Londres, Boris Johnson, que vai anunciar uma iniciativa para atrair investimentos aos setores de saúde e ciência da Grã-Bretanha.
     
    O objetivo é estimular o desenvolvimento comercial da pesquisa pioneira.
     
    Outros cientistas, também envolvidos nesse trabalho, afirmam que a produção de determinados órgãos vai, em breve, abandonar o status de experimental.
     
    “Estou convencida de que a engenharia de órgãos vai estar logo no mercado”, afirma Suchitra Sumitran-Holgersson, professora da Universidade de Gotemburgo, na Suécia, e responsável por transplantes de vasos sanguíneos laboratoriais.
     
    Fonte: Bem Estar
     
  • Novo vírus transmitido pelo mosquito da dengue pode chegar ao país em breve

    Novo vírus transmitido pelo mosquito da dengue pode chegar ao país em breve

    O Brasil continua a ter uma alta incidência de dengue, cujo vírus é transmitido pelo “Aedes aegypti” e “Aedes albopictus”, os mesmos mosquitos que transmitem a Chikungunya
     
    Uma equipe de pesquisadores franceses e brasileiros alerta que o vírus Chikungunya está prestes a invadir e se tornar uma epidemia sem precedentes nas Américas, de acordo com a pesquisa publicada no “Journal of Virology”, publicado pela Sociedade Americana de Microbiologia.
     
    Apesar de ainda ser uma doença desconhecida no país, os riscos de uma epidemia de proporções catastróficas nas Américas são impulsionados pela Copa do Mundo, que será realizada no Brasil em junho e julho, o que significa pessoas vindo de outros países ou cidades para ver os jogos em Estados de diferentes regiões do país.
     
    “O Brasil continua a ter uma alta incidência de dengue, cujo vírus é transmitido pelo Aedes aegypti e Aedes albopictus, os mesmos mosquitos que transmitem a Chikungunya”, afirma um dos pesquisadores, o epidemiologista Ricardo Lourenço de Oliveira, do Instituto Oswaldo Cruz, do Rio de Janeiro.
     
    A base de suas preocupações é o estudo no qual ele e seus colaboradores compararam a capacidade de 35 populações das duas espécies Aedes transmitir três genótipos diferentes de Chikungunya. Essas populações variam nas Américas seja em Buenos Aires, na Argentina, ou em Tyson, Missouri, perto de St. Louis, nos Estados Unidos. Mesmo num clima temperado como no Missouri, o Aedes albopictus foi encontrado por ter uma elevada capacidade de difusão e transmissão de dois dos três genótipos do Chikungunya.
     
    Dores e incapacidade
     
    A doença pode causar dor articular grave, que por vezes pode levar à incapacidade permanente, de acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos.  A mortalidade é de uma pessoa a cada 1.000. A tradução do nome do vírus reflete a condição de muitos dos atingidos: Chikungunya quer dizer “curvar-se ou contorcer-se ou aquele que se dobra” no idioma makonda da Tanzânia.
     
    “A Chikungunya manifesta-se com uma fase febril aguda que dura de dois a cinco dias, seguida de uma doença prolongada que afeta as articulações das extremidades. Uma parte dos infectados pode desenvolver a forma crônica da doença, com a permanência dos sintomas, que podem durar entre seis meses e um ano”, alertou o infectologista Jessé Reis Alves, responsável pelo Check-up do Viajante do Fleury Medicina e Saúde, em uma entrevista para o UOL em fevereiro deste ano.
     
    A primeira transmissão de Chikungunya relatada nas Américas foi em dezembro de 2013, na ilha caribenha de St. Martin. Em fevereiro do mesmo ano, a doença se espalhou para nove países do Caribe.
     
    “O perigo dos vírus da Chikungunya se espalhar pelas regiões tropicais, subtropicais e temperadas, mesmo das Américas, é maior do que nunca”, diz Oliveira. “Nossos resultados mostraram que as Américas são muito receptivas e vulneráveis à transmissão do CHIKV [vírus chikungunya] e estão extremamente expostas à ocorrência de uma epidemia imediata, uma vez que a maioria das regiões está altamente infestada pelos dois vetores”, alerta o pesquisador.
     
    “Este vírus está bastante presente na Ásia e apareceu com força no Caribe. Já tivemos casos no Brasil, de pessoas que viajaram e trouxeram o vírus. Corremos riscos se receber pessoas infectadas. Apesar de ser mais arrastada e debilitante, no início a doença lembra a dengue, por isso preocupa, pois os profissionais da saúde podem confundi-las”, diz Alves.
     
    Doenças negligenciadas
     
    Lucio Freitas, coordenador do Laboratório de Bioensaios do Laboratório Nacional de Biociências (LNBio), do CNPEM, está focado em avançar as pesquisas relacionadas a doenças negligenciadas. Segundo ele, no Brasil, esses males seriam: doença de Chagas, doença do sono, leishmaniose, malária e dengue, que continuam atingindo grande número de pessoas.
     
    Além delas, O LNBio está voltando seus esforços também contra a Chikungunya (CHIKV) ou “febre tropical”, como Freitas a chama.  Segundo ele, a CHIKV estava no coração da África há 30 anos e, agora, a história se repete, a exemplo da dengue.
     
    Ele conta que o vírus mostrou seu poder de adaptação. Ele foi identificado pela primeira vez na Tanzânia, em 1952. De acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde), desde 2005 quase dois milhões de casos foram informados na Índia, na Indonésia, nas Maldivas, em Mianmar e na Tailândia. Houve epidemias da doença na ilha francesa de Reunião, a leste de Madagascar, em 2006, e no norte da Itália, em 2007.
     
    Exportação
     
    “Europeus, japoneses e australianos têm doenças típicas do Brasil. Isso acontece porque o brasileiro exporta essas doenças mesmo sem querer. Os mosquitos transmissores estão se adaptando a outras regiões (e não mais só as de clima tropical) devido ao aquecimento global, por isso áreas mais populosas estão tendo casos de malária, como China e Índia, que também sofrem com Chikungunya”, diz o pesquisador.
     
    Isso despertaria o interesse das farmacêuticas para investir em pesquisas de doenças negligenciadas, porque é estratégico, na opinião de Freitas.
     
    “Não tinha como prever essas doenças 20 anos atrás. A Coreia do Sul é um país inteligente que investe em pesquisas sobre doenças negligenciadas sem ter essas doenças no país porque tem visão de que é um mercado rentável”, conta ele, lembrando que Reino Unido e Austrália também estão competindo com pesquisas relacionadas ao Chikungunya, mas só o Brasil tem triagem secundária.
     
    As primeiras triagens avaliam a ação de milhares de compostos contra um só tipo de determinada doença. As substâncias, avaliadas como promissoras nestes primeiros testes, seguem para os ensaios secundários. Estes ensaios testam essas substâncias pré-selecionadas contra vários tipos da doença estudada. No caso da dengue, por exemplo, os ensaios secundários testam os compostos promissores contra os quatro sorotipos da doença. Desta forma, aumenta-se a chance de obtenção de um fármaco eficaz contra diferentes variedades de uma mesma doença.
     
    “Chikungunya vai estar, em pouco tempo, onde hoje o mosquito da dengue está, nas projeções do CDC americano (Center for Disease Control and Prevention – Centro de Controle e Prevenção de Doenças), e o Brasil será muito afetado com isso. Com o aquecimento global, algumas áreas que estavam protegidas estão sendo infectadas. Existem casos de Chikungunya em que as pessoas ficam de 3 a 12 meses de cama”, adverte Freitas.
     
    Fonte: Uol Saúde
     
  • Consumir leite pode adiar avanço da osteoartrite em mulheres

    Consumir leite pode adiar avanço da osteoartrite em mulheres

    As mulheres que consomem leite com frequência, seja integral ou desnatado, podem atrasar o desenvolvimento da osteoartrite nos joelhos, segundo um artigo publicado nesta segunda-feira (7) pela revista “Arthritis Care and Research”.
     
    Uma equipe de pesquisadores liderada por Bing Lu, do Hospital Brigham e de Mulheres em Boston, Massachusetts, observou 2.148 participantes (1.260 mulheres) vítimas da osteoartrite, e analisaram suas dietas no início do estudo e, novamente, 12, 24, 36 e 48 meses depois.
     
    A osteoartrite é uma doença degenerativa das articulações e causa dor e inchaço na mão, no quadril e no joelho. Os pesquisadores observaram o progresso da doença nessas pessoas mediante radiografias da área entre a metade do fêmur e a morna.
     
    De acordo com os Centros de Prevenção e Controle de Doenças dos Estados Unidos, a osteoartrite afeta quase 27 milhões de maiores de 25 anos de idade nesse país. No caso do joelho é mais frequente e grave entre as mulheres do que entre os homens.
     
    Os estudos médicos indicam que as lesões nas articulações, o excesso de peso e a obesidade, além do uso repetitivo das articulações, por exemplo, em alguns esportes ou ocupações trabalhistas, são fatores de risco para a osteoartrite.
     
    Mas os cientistas não determinaram com clareza por que e como a osteoartrite progride.
     
    “O consumo de leite desempenha um papel importante na saúde dos ossos”, escreveu Lu. “Nosso estudo é a pesquisa mais ampla que já se fez do impacto do consumo de lácteos na progressão da osteoartrite do joelho”.
     
    Em um editorial, Shivani Sahni e Robert McLean, do centro de Pesquisa do Envelhecimento, no Instituto Hebraico de Idade Avançada – vinculado à Universidade de Harvard – afirma que “com o envelhecimento da população e o aumento na expectativa de vida é urgente encontrar métodos eficazes para lidar com a osteoartrite”.
     
    No estudo, os pesquisadores aumentaram a ingestão de leite de zero a menos de três copos por semana, depois de quatro a seis copos e, finalmente, a mais de sete copos por semana. Cada copo continha cerca de 230 mililitros.
     
    À medida em que aumentavam a dose, a lacuna nas articulações das mulheres diminuiu 0,38 milímetros, 0,29 milímetros, 0,29 milímetros e 0,26 milímetros respectivamente.
     
    “Nos homens, não observamos uma associação significativa entre o consumo de leite e as diminuições do largo de espaço na articulação”, afirmam os autores.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • SUS inclui novos procedimentos para tratamento de doença renal crônica

    SUS inclui novos procedimentos para tratamento de doença renal crônica

    Portaria do Ministério da Saúde publicada nesta segunda-feira (7) no Diário Oficial da União inclui na tabela do Sistema Único de Saúde (SUS) novos procedimentos para o tratamento de pacientes com doença renal crônica.
     
    Os procedimentos incluem exames como dosagem de sódio, dosagem de hormônio tireoestimulante (TSH), dosagem de tiroxina (T4), ultrassonografia do aparelho urinário, cultura de bactérias para identificação, hemocultura e eletrocardiograma.
     
    Em março, uma portaria do ministério ampliou o atendimento à pessoa com doença renal crônica. A partir deste ano, serviços de nefrologia, que atendiam apenas pacientes em estágio avançado, podem se habilitar também para o atendimento de pacientes em estágios iniciais, com acompanhamento ambulatorial e realização de exames periódicos.
     
    A doença renal crônica se caracteriza pelo mau funcionamento dos rins, responsáveis por filtrar e tirar impurezas do sangue. Dados do governo indicam que o problema é silencioso, já que cerca de 70% dos pacientes que entram para diálise não sabiam que estavam com a doença. Em parte dos casos, é preciso passar por um transplante de rim.
     
    Fonte: Uol Saúde
     
  • Nenhum remédio é livre de efeitos colaterais; veja mitos e verdades

    Nenhum remédio é livre de efeitos colaterais; veja mitos e verdades

    Não são poucas as pessoas que se tornam adeptas habituais de remédios ditos 'inofensivos', em busca de respostas rápidas para problemas corriqueiros de saúde. E correm riscos, pois a automedicação, na maioria das vezes, é perigosa. Embora alguns remédios apresentem, de fato, poucos riscos, e sua compra é facilitada por estarem 'do lado de fora' do balcão da farmácia, é preciso cautela.
     
    “Tal conjunto de fatores acaba predispondo ao uso até mesmo abusivo de algumas drogas. Todavia, como nenhuma é de fato isenta de ameaças, eventualmente acontecem adversidades”, salienta o cirurgião geral Lucas Zambon, diretor do Instituto Brasileiro para Segurança do Paciente. Ele explica que, como esse tipo de acontecimento fica “diluído” entre o grande número de pessoas que tomam tais remédios, há uma falsa sensação de segurança.
     
    Com ele concorda o neurologista da USP (Universidade de São Paulo), Flávio Augusto Sekeff Sallem, alegando que fármacos são drogas que agem em vários sistemas do corpo. “Remédios não são produtos”, enfatiza.
     
    No Brasil, de acordo com a IMS Health, consultoria especializada em dados de saúde, o item mais comercializado em 2012 foi o descongestionante nasal Neosoro (cloridrato de nafazolina), que contém até página em redes sociais como o Facebook (“Clube dos viciados em Neosoro”).
     
    Embora não esteja associado a nenhuma enfermidade grave como o câncer, o descongestionante pode aumentar a carga sobre o coração. Por isso, deve ser utilizado com precaução em pacientes que usam determinados medicamentos ou que apresentam deficiências cardíacas – hipertensão, arritmias, disfunções no coração. Não é livre de riscos e não deve ser empregado por períodos prolongados sem orientação médica.
     
    Os dez mais
     
    Depois do Neosoro vem Puran T4 (hormônio tireioidiano levotiroxina sódica), Salonpas (analgésico e anti-inflamatório salicilato de metila), Ciclo 21 (anticoncepcional, genérico etinilestradiol + levonorgestrel), Microvlar (anticoncepcional, etinilestradiol + levonorgestrel), Buscopan Composto (analgésico e antiespasmódico, escopolamina), Rivotril (anticonvulsivante e ansiolítico, clonazepam), Dorflex (analgésico, cipirona ou orfenadrina), Glifage (antidiabético metformina) e Hipoglós (pomada para assaduras).
     
    Sallem ainda cita outros bastante usados como Neosaldina (combinação de mucato de isometepteno, dipirona e cafeína, utilizada no alívio das dores de cabeça), Cialis (disfunção erétil, tadalafila,) Dipirona sódica (analgésico e eficaz na febre) e Metoclopramida (náuseas e vômitos).
     
    Dados 'internacionais'
     
    Em relação ao consumo mundial, em uma lista de janeiro de 2012, Neosoro (descongestionante nasal) aparece encabeçando a lista como o remédio mais vendido no planeta. Porém, atualmente, há quem diga que outro, desta vez empregado para redução dos níveis de colesterol, é o campeão: Lipitor, fabricado pela farmacêutica norte-americana Pfizer. Seu princípio ativo é a atorvastatina.
     
    Importante: há diferença na lista de medicações mais consumidas sem receita médica, e as com prescrição médica, explica Sallem.  “Em vários países do mundo, como nos Estados Unidos e no Canadá, há necessidade da receita para drogas tão comuns como a atorvastina, já que a legislação é mais severa”.
     
    Há também variações entre as nações pesquisadas. De acordo com o site The Richest, as mais comercializadas sem receita, as chamadas OTC, ou over-the-counter (medicações de balcão, em tradução livre) nos EUA são: xarope para gripe (princípio dextrometorfan), descongestionante nasal (hidrocloreto de pseudoefedrina), antialérgico (cetirizina), Nicorette (usado como substituto do cigarro para se parar com o vício), ibuprofeno + relaxante muscular, dimenidrato (para vertigem e tontura), TruBiotics (suplemento probiótico restaurador da flora intestinal bacteriana), vitaminas (suplemento nutricional masculino), codeína (para dor) e comprimidos de cafeína (para pacientes com sonolência excessiva durante o dia).
     
    Soluções a curto prazo
     
    Sobre o ansiolítico Rivotril, Sallem sustenta que se trata realmente de uma das medicações mais consumidas no Brasil, mas não se encontra nas listas das mais usadas no mundo. “Sua fama se deve, entre outros fatores, à propaganda feita sobre o produto, ao conhecimento médico a respeito do mesmo e aos seus efeitos. É usado no tratamento da ansiedade e da insônia, situações comuns entre nosso povo. Seus principais concorrentes são o Lexotan (bromazepam), Frontal (alprazolam) e Olcadil (cloxazolam)”.
     
    Já a obesidade se tornou uma epidemia mundial e preocupa os órgãos de saúde pública, sendo considerada uma doença multifatorial. O aumento da oferta de alimentos processados, o estresse e o sedentarismo estão entre outros fatores causadores do problema. 
     
    “Em geral, as mulheres são consumidoras em potencial de medicamentos para emagrecer, nunca estão satisfeitas com o corpo e desejam sempre perder um ou dois quilos. No Brasil, sendo um país tropical onde existe uma exposição maior do corpo, estar em forma é uma questão de aceitação social”, observa a farmacêutica bioquímica Fernanda Chalabi, com título de especialista em Manipulação Alopática pela Anfarmag (Associação Nacional das Farmácia de Manipulação) e farmacêutica Coordenadora Técnica de Marketing da Farmácia de Manipulação Officilab.
     
    “O Brasil é um dos países onde o consumo de moderadores de apetite bate recordes”, destaca Sallem. Ele lembra que existem três principais grupos de remédios para emagrecer: anorexígenos, sacietógenos e inibidores de absorção de gorduras. Os anorexígenos inibem o apetite, e têm em sua composição substâncias conhecidas como anfetaminas (que podem ser perigosas). O segundo grupo age no estímulo da sensação de saciedade: o indivíduo sente fome, mas com uma porção menor de alimentos fica satisfeito.
    Já o terceiro atua na inibição da absorção intestinal de cerca de 30% da gordura ingerida, entretanto só ajuda se a pessoa come pouco (se come muito, os 30% que deixam de ser absorvidos podem não ser suficientes para a perda de peso).
     
    “Trata-se de mais uma consequência do estilo de vida atual e de uma sociedade que quer soluções milagrosas e de curto prazo”, destaca o clínico geral Lucas Zambon, do Hospital das Clínicas de São Paulo (HCSP). “Para controlar a ansiedade e perder peso, por exemplo, o ideal é você mudar seu estilo de vida, adequando sua alimentação e realizando atividade física periódica. O problema é que a maioria ou não quer ou não consegue impor tais alterações em seu cotidiano, optando por uma alternativa que ofereça, supostamente, um resultado mais rápido. Aí, quando querem perder peso, correm para alguma medicação 'facilitadora'”.
     
    Em relação aos 'emagrecedores' de uma maneira geral, há risco de gerarem efeitos colaterais cardíacos, como arritmias, além de predisposição ao desenvolvimento de quadros depressivos ou de psicose, entre outros. “O Xenical é bastante procurado para uso ainda, pois até pouco tempo podia ser comprado sem receita. Recentemente, porém, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) obrigou a necessidade de receita para compra. As vantagens do Xenical são mais do ponto de vista médico, dado o perfil de efeitos colaterais menos graves do que de outros medicamentos utilizados para emagrecer. Seus sinais se referem mais ao próprio trato digestivo, como diarreia, flatulência e dores abdominais”, diz Zambon.
     
    Dependência química
     
    Quando há dependência química, o medicamento começa a fazer parte do metabolismo do indivíduo. “Geralmente, são remédios ou drogas ilícitas que conferem sensação de prazer e bem-estar agindo no Sistema Nervoso Central, mas com grandes danos ao organismo. A retirada de uma droga desse tipo promove sintomas característicos de abstinência e deve ser tratado como doença”, enfatiza Fernanda Chalabi.
     
    Para o neurologista Flávio Sallem, algumas medicações podem se relacionar com algum grau de dependência química, como os opiáceos e opioides (morfina, dolantina e meperidina). Já outras, como antidepressivos, antipsicóticos e esteroides, trazem o perigo de sintomas muitas vezes graves com sua parada abrupta, o que não caracteriza dependência química.
     
    “Não deve ser confundida a dependência com o fenômeno de tolerância, observado com os benzodiazepínicos (famosos 'faixas preta'). Neste caso, com o passar do tempo e uso do fármaco, o paciente vai necessitando de doses cada vez maiores para conseguir o mesmo efeito que antes ocorria com porções menores da medicação. Isso ocorre por alterações químicas na membrana da célula”, afirma Sallem.
     
    Existem dois tipos principais de dependência química: a que se refere a drogas lícitas e a relacionada a drogas ilícitas. “Apesar de ser um aspecto importante, a diferença não é apenas de cunho legal. No caso das drogas lícitas, o efeito entorpecente existe em graus variados, mas tende a ser menor do que o das drogas ilícitas. Como exemplo, dificilmente alguém comete um crime devido ao uso de ansiolíticos (medicações que podem causar dependência com uso prolongado)”, salienta o psiquiatra e professor da Unifesp Moacyr Alexandro Rosa, diretor do Instituto de Pesquisas Avançadas em Neuroestimulação (Ipan).
     
    Já o uso de cocaína e similares mais facilmente se incorpora a comportamentos inadequados ou criminosos. “Novamente chamo a atenção de que não é uma questão de legalidade. O álcool (substância lícita) também se associa a atitudes perigosas”, diz Rosa, acrescentando que a automedicação com substâncias que causam dependência é mais rara, pois a compra destas requer receita médica especial. Isso não impede, mas limita bastante o problema.
     
    Problemas emocionais
     
    O indivíduo liga a sensação de conforto ao seu uso e, por isso, deixá-lo provoca quadros de ansiedade, sensação de vazio, dificuldade de concentração e mal-estar. “É a dependência psicológica agindo, sem dúvida”, diz a bioquímica Fernanda Chalabi. O nível educacional parece ter influência significativa, porém há outros gatilhos.
     
    “Muitas pessoas com nível elevado têm o hábito da automedicação. Achar que a pessoa que atende na farmácia sabe diagnosticar e orientar é um erro gravíssimo. Muitas vezes nem é farmacêutico e, mesmo este, apesar de seu conhecimento em farmacologia, não tem formação médica”, alerta Rosa.
     
    Importante: existe um quadro psiquiátrico clássico chamado de hipocondria, no qual as pessoas acreditam ter uma doença grave. “Nestes casos, pode haver automedicação ou não. Muitas vezes, procuram diversos médicos, pois nenhum consegue 'descobrir' sua doença”, afirma Rosa.
     
    Fernanda Chalabi completa dizendo que, num país carente como o nosso, com saúde pública deficiente e planos de saúde caros e sem padrão de atendimento, o estado psicológico é muito importante. “É como se as condições do paciente melhorassem só porque ele está 'tomando alguma coisa'. É o chamado efeito placebo, ou seja, mesmo que o fármaco não seja indicado corretamente ou na dose certa, o simples fato de estar ingerindo já produz um efeito positivo”.
     
    Fonte: Uol Saúde
     
  • Anvisa esclarece sobre importação de medicamentos sem registro no Brasil

    Anvisa esclarece sobre importação de medicamentos sem registro no Brasil

    A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) divulgou nesta sexta-feira (4) nota sobre a importação de medicamentos sem registro no Brasil. O comunicado veio um dia depois que a 3ª Vara Federal do Distrito Federal autorizou uma mãe a importar um remédio com princípio ativo do Canabidiol, substância derivada da maconha. O medicamento não tem venda permitida no país.
     
    Segundo a Anvisa, medicamentos sem registro no Brasil podem ser importados por pessoa física. O procedimento é possível por meio de pedido excepcional de importação para uso pessoal. Os pedidos devem ser protocolados na agência, onde serão analisados pelos técnicos que levam em conta aspectos como a eficácia e a segurança do produto e se eles estão devidamente registrados em seus países de origem ou em outros países.
     
    A importação, conforme a  Anvisa, também é possível em relação a medicamentos classificados como substância de uso proscrito, como é o caso da maconha. “A sua importação pode ser solicitada para uso pessoal. Também é possível que uma empresa interessada solicite o registro do produto no Brasil. Nas duas situações, os pedidos são analisados pela área técnica da Anvisa”, informou.
     
    A agência destacou ainda que, até o momento, não registrou nenhum pedido de registro de medicamento com substância proscrita, nem pedido de importação para uso pessoal.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Justiça autoriza uso de derivado de maconha para criança epiléptica

    Justiça autoriza uso de derivado de maconha para criança epiléptica

    O juiz Bruno César Bandeira Apolinário, da 3ª Vara Federal do Distrito Federal, autorizou uma mãe a importar um remédio com princípio ativo do canabidiol, uma das substâncias derivadas da maconha. O medicamento não tem venda permitida no Brasil, e é importado ilegalmente por Katiele Fischer para tratar crises convulsivas da filha, de 5 anos. A decisão ocorre menos de uma semana após o lançamento de uma campanha na internet que ajudou a divulgar o caso. 
     
    Com base na melhora da menina com o tratamento alternativo e com o aval dos médicos, o magistrado decidiu proibir a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de impedir a importação do medicamento. Mas destaca que a decisão só vale para o caso específico.
     
    Na decisão, o juiz ressaltou que ao liberar o uso do canabidiol para a menina, não está fazendo apologia ao uso terapêutico da maconha ou à liberação para qualquer fim, no Brasil. “Neste momento, pelos progressos que a autora [menina] tem apresentado com o uso da substância, com uma sensível melhora na qualidade de vida, seria absolutamente desumano negar-lhe a proteção requerida”,afirmou.
     
    Katiele Fischer é mãe de uma menina de 5 anos, que nasceu com uma doença rara, denominada encefalopatia epiléptica infantil. Desde os primeiros anos de vida, a criança tem dificuldades no desenvolvimento motor, evoluindo com retardo mental. Esgotados os tratamentos convencionais, com indicação médica, os pais recorreram a um tratamento alternativo com uso do canabidiol, substância extraída da planta Cannabis sativa, popularmente conhecida como maconha.  Com o tratamento, a menina não teve mais crises convulsivas, cuja frequência variava de 30 a 80 vezes por semana.
     
    Apesar do sucesso no tratamento, os pais têm que importar o medicamento ilegalmente dos Estados Unidos, onde o canabidiol é legalizado e usado no tratamento terapêutico de doenças. No Brasil, a Anvisa não permite a comercialização.
     
    Fonte: Uol Saúde