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  • Injeção de óleo ou silicone industrial no braço pode matar, diz médico

    Injeção de óleo ou silicone industrial no braço pode matar, diz médico

    Goiano morreu após uso de silicone; pedreiro de PE injetou óleo nos braços.
    Substâncias podem mudar de lugar e entrar na corrente sanguínea.
     
    O uso de injeções de óleo mineral e álcool ou a aplicação de silicone industrial para aumentar o tamanho de partes do corpo, como os braços, são técnicas caseiras condenadas por médicos, que classificam os métodos como perigosos por oferecem risco à saúde. O uso desses métodos pode até matar, segundo os especialistas.
     
    Dois casos recentes de pessoas que recorreram aos procedimentos estéticos caseiros foram registrados apenas este mês no Brasil.
     
    Em Goiânia (GO), o analista de laboratório Marcos Paulo Batista dos Santos morreu aos 34 anos após injetar silicone industrial nos braços. Santos ficou internado 12 dias em um hospital após ele mesmo aplicar um produto no corpo que, segundo a Polícia Civil, é normalmente usado na limpeza de carros e na impermeabilização de azulejos.
     
    Em Olinda (PE), o pedreiro Arlindo de Souza, 43 anos, teve sua história contada pelo site “Huffington Post” e foi apelidado de “Popeye da vida real” pelo jornal on-line britânico “Daily Mail” após mostrar seus bíceps de 73 centímetros “moldados” com a ajuda de injeções de óleo mineral e álcool.
     
    Segundo o médico infectologista Paulo Olzon, presidente da associação dos médicos da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), ambos os métodos podem causar consequências graves aos usuários.
     
    Ele explica que as substâncias podem invadir a corrente sanguínea e provocar embolia pulmonar, quando há obstrução de artérias ou veias do pulmão.
     
    Além disso, é alto o risco de infecção, com chances de o membro sofrer algum tipo de trombose – o que pode causar até uma amputação.
     
    Efeito da gravidade
     
    No caso das injeções de óleo mineral nos braços, as substâncias procuram espaços existentes entre os músculos e a pele, permanecendo nesses locais. “A tendência futura é que o líquido vá para partes mais baixas do corpo por efeito da gravidade”, explicou Olzon.
     
    Desta forma, com o passar do tempo (meses ou até anos), o líquido pode descer para a mão, por exemplo, e formar um volume que dificilmente poderá ser diminuído com ajuda médica. “O líquido fica espalhado e há dificuldade para drená-lo”, explica Olzon.
     
    De acordo com o médico João Morais Prado Neto, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, pessoas que buscam esse tipo de método precisam de ajuda psicológica. Segundo ele, eles podem estar sofrendo de dismorfismo corporal, transtorno caracterizado por uma preocupação obsessiva com algum defeito inexistente na aparência.
     
    'Popeye pernambucano'
     
    O pedreiro Arlindo de Souza, popularmente conhecido com Arlindo Montanha, se orgulha de manter braços com 73 centímetros, moldados com a ajuda de musculação e injeções de óleo mineral e álcool, que lembram os braços do personagem marinheiro Popeye.
     
    Em entrevista ao “Huffington Post”, publicada nesta terça-feira (11), as injeções foram aplicadas pelo próprio “Montanha”. Ele afirmou no vídeo distribuído pela agência Barcroft que sabe que a estratégia é perigosa, citando inclusive a perda de um amigo após sofrer com problemas pelo excesso de aplicações das substâncias. Na cidade, o pernambucano virou atração turística, mas sua família teme pela sua saúde.
     
    Procurado pelo G1, Arlindo não quis dar entrevista.
     
    José Carlos de Oliveira, amigo do “Popeye pernambucano”, responsável por gravar e publicar na internet um vídeo que mostra os músculos artificiais do brasileiro. Ele conta que conheceu Arlindo quando ele tinha um corpo normal. “Era bem malhado, mas depois, começou a fazer isso”, disse.
     
    Segundo Oliveira, Montanha chegou a misturar o óleo com anabolizantes. “Ele é gente boa, mas por não ter conhecimento acaba fazendo uma coisa que não deveria”, explica. “Somos amigos até hoje, mesmo sendo muito diferentes. Vou na casa dele, ele vem na minha”, diz Oliveira.
     
    A intenção de Arlindo, segundo Oliveira, é ser mais forte do que todo mundo. Mas o amigo enxerga o risco: “Aquilo não é músculo. Tenho um amigo que morreu por injetar assim. Aqui é muito comum malhar, algumas pessoas usam esse tipo de anabolizante, mas é errado”, diz o vigilante.
     
    Fonte: Bem Estar
  • AMB lança site para receber denúncias sobre mau atendimento médico

    AMB lança site para receber denúncias sobre mau atendimento médico

    Brasília – A Associação Médica Brasileira (AMB) e sociedades de especialidades lançaram nesta quarta-feira, 12, uma plataforma para receber denúncias sobre falhas de atendimento em unidades do SUS ou em instituições particulares. No projeto, batizado de Caixa Preta da Saúde, interessados podem enviar fotos, vídeos ou informações sobre problemas encontrados. O site para envio das informações é http://www.caixapretadasaude.org.br/.
     
    Ao entrar no site, interessados indicam o Estado, a cidade e a unidade de saúde onde o problema foi encontrado. Não será necessário se identificar. O presidente da AMB, Florentino Cardoso, afirmou que as informações apresentadas serão checadas por uma equipe. Somente depois poderão ser consultadas no portal. “Todos terão acesso. Queremos dar transparência, mas com compromisso com a verdade.”
     
    A equipe ficará encarregada também de verificar reincidência dos problemas. “Vamos ter um contato direto com o Ministério Público”, completou. Gestores também poderão prestar informações, caso os problemas denunciados já tenham sido corrigidos.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Cientistas vinculam câncer de ovário ao sobrepeso

    Cientistas vinculam câncer de ovário ao sobrepeso

    As mulheres com sobrepeso ou obesidade têm mais possibilidades de desenvolver câncer de ovário que as que mantêm um peso saudável. É o que revela um estudo do Fundo Mundial de Pesquisa do Câncer (WCRF, na sigla em inglês).
     
    Até agora os cientistas tinham relacionado a obesidade ou o excesso de peso a outros tipos de cânceres como o de útero, mama ou cólon, mas os especialistas dessa organização britânica associaram também os de ovário após avaliar 128 estudos realizados sobre a doença.
     
    Até agora se conheciam como fatores de risco do câncer de ovário a idade e o histórico familiar.
     
    Os especialistas do chamado Projeto Contínuo de Atualização, área de pesquisa do WCRF, avaliaram os 128 estudos junto com outras 25 análises sobre o câncer de ovário e o IMC (Índice de massa corporal), que mede o conteúdo de gordura corporal em relação à estatura e ao peso de uma pessoa.
     
    As mulheres que têm um IMC abaixo de 18,5 são consideradas magras, enquanto entre 18,5 e 24,9 são índices normais, mas quando é superior a 25 é sobrepeso.
     
    De acordo com os pesquisadores, quando o índice de massa corporal é de 30 ou superior, a mulher está obesa.
     
    “Há provas de uma associação entre a gordura (fixada pelo IMC) e o câncer de ovário. Uma maior gordura é uma causa provável de câncer de ovário nas mulheres”, afirmou a chefe do departamento de pesquisa do WCRF, Rachel Thompson.
     
    “Agora podemos dizer com certeza que estar com sobrepeso ou obeso aumenta o risco de desenvolver câncer de ovário, assim como é com outros cânceres, como mama, útero ou cólon”, acrescentou.
     
    Segundo Thompson, conhecer este vínculo pode ajudar que as mulheres possam fazer mudanças em seu estilo de vida.
     
    A estimativa é que a cada ano são diagnosticados 7.100 novos casos de câncer de ovário no Reino Unido e 4.300 mulheres ao ano morrem por esta doença.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Médicos alertam sobre fatores de risco da doença cardiovascular na mulher

    Médicos alertam sobre fatores de risco da doença cardiovascular na mulher

    A Socerj (Sociedade de Cardiologia do Estado Rio de Janeiro) promove nesta terça-feira (11), em parceria com o Instituto Nacional de Cardiologia (INC), uma campanha de prevenção da saúde cardiovascular da mulher. O evento ocorre no Largo do Machado, na zona sul da cidade, a partir das 8h, e se integra à programação do  Dia Internacional da Mulher, comemorado no último sábado (8).
     
    Segundo a cardiologista Ana Patricia Nunes de Oliveira, do Departamento  de Cardiologia da Mulher da Socerj, o objetivo do evento é esclarecer a população sobre os fatores de risco da doença cardiovascular. Ana Patricia disse que, além  das causas genéticas, que não podem ser  modificadas, existem fatores de risco em que, se houver uma intervenção, pode-se reduzir a incidência de casos de doença cardiovascular. Entre eles, citou a hipertensão,  diabetes, sobrepeso, obesidade e hábitos como tabagismo e  alcoolismo.
     
    “Se a gente consegue controlar esses fatores  em pessoas que são de risco, a gente consegue ter um controle mais efetivo. Observamos isso nos países mais desenvolvidos”, disse a médica. Ela acrescentou que a doença cardiovascular responde por até 30% da mortalidade nesses países, com a mesma proporção em mulheres em decorrência das mudanças de hábitos de vida e da inserção cada vez maior no ambiente de trabalho.
     
    Ana reiterou que onde ocorre um controle mais rigoroso dos fatores de risco, os novos casos da doença são amenizados. Segundo ela, no Brasil, a assistência primária à saúde é muito precária. Por isso, alertou que não se deve apenas tomar o remédio contra a hipertensão. “Precisa tomar  o remédio de hipertensão e ter a pressão bem controlada, nos níveis ditos normais de 12 por 8. É preciso ter o controle adequado da glicemia, dos níveis de colesterol; orientação nutricional, orientação da perda e manutenção da perda de peso. São fatores muito básicos, de atenção primária à saúde, mas que precisam ficar muito bem esclarecidos, porque é a manutenção dos valores no longo prazo que vão começar a ter impacto na redução das doenças cardiovasculares”.
     
    Além  de mais barata e eficaz, a prevenção é ainda mais importante entre as mulheres, nas quais a incidência dessas doenças é mais precoce, advertiu a cardiologista, “devido à epidemia de obesidade, por uso de métodos contraceptivos, por toda essa atmosfera propícia em que a mulher está se envolvendo”.
     
    Números da OMS (Organização Mundial da Saúde) indicam que os problemas cardíacos respondem por  8,5 bilhões das mortes entre mulheres de todo o mundo. Um estudo da  Universidade Federal de Santa Catarina de 2011, citado pela Socerj, indicou que  as doenças cardiovasculares representam 36,9% das mortes em mulheres, contra  28,8% em homens. Outra pesquisa recente da American Heart Association mostra que 60% das mulheres desconhecem as doenças cardiovasculares.
     
    Ana Patricia explicou que  as doenças cardiovasculares causam mais mortes nas mulheres do que nos homens por uma questão anatômica. “As coronárias nas mulheres são mais finas. Elas são mais propensas a sofrerem alterações. Ou seja, você  vai ter uma menor proteção no leito coronariano da mulher”. Ela esclareceu que, até os 50 anos, a mulher tem uma proteção natural do estrógeno. Quando as mulheres entram  no período de menopausa, começam a aparecer casos de doença cardiovascular. A médica observou, porém, que, mesmo em mulheres mais jovens, isso pode ocorrer. “É o ambiente hormonal que protege a mulher e ela deixa de ter essa proteção fisiológica”.
     
    Fatores típicos da vida moderna, como estresse, sobrepeso, fumo e ansiedade contribuem para o aumento de casos de doença cardiovascular nas mulheres. O acúmulo de tarefas pelas pessoas do sexo feminino, dentro e fora de casa, faz com que as mulheres tenham uma resistência orgânica menor que os homens, embora elas tenham uma resistência física e psíquica maior. “Mas do ponto de vista anatômico, elas terminam sendo mais vulneráveis”. Há, ainda, a influência da gestação que pode resultar em doenças hipertensivas que aumentam a probabilidade de a mulher vir a se tornar hipertensa no futuro, “que está muito relacionada com o sobrepeso”, disse Ana Patricia.
     
    A Socerj estima que 250 mulheres participarão da campanha hoje, que oferecerá exames gratuitos durante toda a manhã, no Largo do Machado. Serão medidos peso, altura e circunferência abdominal das mulheres que comparecerem ao local, que terão verificadas também a pressão arterial, antes de serem submetidas à dosagem rápida de colesterol, triglicerídeos e glicose. Em seguida, elas  passarão por orientação de  médicos da Socerj e do INC. Além disso, o evento terá uma estrutura da Ordem dos Advogados do Brasil, Seção Rio de Janeiro (OAB-RJ) que oferecerá informação sobre os direitos jurídicos da mulher.
     
    Fonte: Uol Saúde
     
  • Investimento em vacinas é chave para reduzir DSTs, afirma OMS

    Investimento em vacinas é chave para reduzir DSTs, afirma OMS

    A Organização Mundial da Saúde, OMS, está chamando a atenção para a importância da pesquisa e do desenvolvimento de vacinas contra doenças sexualmente transmissíveis, DSTs.
     
    A agência da ONU calcula que ocorrem mais de 1 milhão de novas infecções todos os dias.
     
    Segundo a OMS, casos de herpes, gonorreia, clamídia, sífilis e HPV, são “um grande desafio de saúde”, porque são extremamente comuns e porque em muitos casos, os pacientes não apresentam nenhum sintoma.
     
    Câncer
     
    A agência da ONU afirma que o herpes pode aumentar o risco de HIV e lembra não haver cura para o vírus; já a gonorreia está cada vez mais resistente aos antibióticos. A transmissão da sifílis da mãe para o bebê pode causar morte neonatal e má formação do feto.
     
    Só a infecção por HPV causa 530 mil casos de câncer cervical a cada ano, enquanto clamídia e gonorréia podem contribuir para a infertilidade.
     
    Revolução
     
    Por isso, a OMS acredita que a imunização com vacinas seguras pode “revolucionar” o combate às DSTs. A agência diz já ser uma boa notícia a introdução, em vários países, de vacinas para prevenção da hepatite B e do HPV.
     
    No ano passado, a agência e especialistas em saúde desenvolveram um plano sobre vacinas contra herpes, clamídia, gonorréia, sífilis e tricomoníase. O projeto especifica o papel das áreas da ciência, epidemiologia, pesquisa e saúde pública, para que essas vacinas possam ser criadas.
     
    Fonte: Uol Saúde
  • Vacinação de meninas contra o HPV começa nesta segunda-feira

    Vacinação de meninas contra o HPV começa nesta segunda-feira

    Dose ajuda proteger contra o câncer de colo de útero.
    Público-alvo serão as meninas de 11 a 13 anos.
     
    A partir desta segunda-feira (10), o Sistema Único de Saúde (SUS) vai começar a oferecer a vacina contra o papiloma vírus humano (HPV) para meninas de 11 a 13 anos, em postos de saúde e em escolas públicas e privadas de todo o país.
     
    A dose, que ajuda a proteger contra o câncer de colo do útero, estará disponível nos 36 mil postos de saúde da rede pública durante todo o ano, de acordo com o ministério. Em 2015, o público-alvo serão as meninas de 9 a 11 anos e, a partir de 2016, a ação ficará restrita às meninas de 9 anos.
     
    Para garantir proteção completa, a imunização ocorrerá de forma estendida, em três doses. A segunda aplicação deve ser feita 6 meses depois da primeira e a terceira, 5 anos depois.
     
    Até 2016, o objetivo do ministério é imunizar 80% do total de 5,2 milhões de meninas de 9 a 13 anos no país.
     
    Ao todo, há mais de cem tipos de HPV, vírus transmitido principalmente por meio de relação sexual, pelo contato direto com a pele ou mucosas infectadas. A vacina que será aplicada no Brasil protege contra os quatro tipos mais recorrentes de HPV: 6, 11, 16 e 18 – os dois primeiros ligados a 90% das verrugas genitais e os dois últimos, a 70% dos casos de câncer de colo do útero.
     
    Em 2011, 5.160 mulheres morreram em decorrência dessa doença, o terceiro câncer mais comum entre as brasileiras, atrás dos tumores de mama e colorretal. Segundo dados a Organização Mundial da Saúde (OMS), 290 milhões de mulheres no mundo têm HPV. 
     
    Vacinação nas escolas
     
    Para ser vacinada na escola, a menina precisará da autorização da família e apresentar o cartão de vacinação ou um documento de identificação. O Ministério da Saúde vai orientar as secretarias estaduais e municipais para que tracem suas estratégias de imunização no ambiente escolar.
     
    Fonte: Bem Estar
     
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    Cientistas americanos dizem que teste pode indicar, três anos antes, que doença vai se desenvolver.
     
    Um exame de sangue pode prever com precisão o aparecimento da doença de Alzheimer, de acordo com pesquisadores americanos.
     
    Eles mostraram que testes de nível de 10 gorduras no sangue permitiria detectar – com 90% de precisão – o risco de uma pessoa desenvolver a doença nos próximos três anos.
     
    Os resultados, publicados na revista Nature Medicine, agora passarão por testes clínicos maiores.
     
    Especialistas dizem que os resultados ainda precisam ser confirmados, mas que tal exame seria 'um verdadeiro passo em frente.'
     
    Há 44 milhões de pessoas vivendo com demência em todo o mundo, número que deve triplicar até 2050.
     
    A doença ataca o cérebro 'silenciosamente' por mais de uma década antes que os sintomas surjam. Os médicos acreditam que tratamentos com remédios estão falhando porque os pacientes estão sendo submetidos a eles tarde demais.
     
    É por isso que a descoberta de um teste que prevê o risco de demência é uma das principais prioridades para o campo.
     
    Pistas no sangue
     
    Cientistas da Universidade de Georgetown, em Washington D.C., analisaram amostras de sangue de 525 pessoas com idade superior a 70 anos, como parte de um estudo de cinco anos.
     
    Eles compararam os exames de 53 deles que desenvolveram Alzheimer, ou algum comprometimento cognitivo leve, com os de 53 que permaneceram mentalmente ágeis. Os pesquisadores encontraram diferenças nos níveis de lipídos, ou 10 gorduras, entre os dois grupos.
     
    E quando a equipe olhou as outras amostras de sangue, esses 10 marcadores de Alzheimer permitiam prever em quem era provável que o declínio mental surgisse nos anos seguintes.
     
    Howard Federoff, professor de neurologia na Universidade de Georgetown, disse à BBC: 'Há enorme necessidade de um exame como este. Mas temos de testar com um maior número de pessoas antes que possa ser utilizado na prática clínica.'
     
    Agora os pesquisadores estão investigando se o exame funciona para prever a doença com ainda mais antecedência do que três anos. Não está claro exatamente o que está causando as mudanças de gorduras no sangue, mas poderia ser um resíduo das primeiras mudanças no cérebro.
     
    Desafios éticos
     
    Um teste bem sucedido para a doença de Alzheimer pode transformar a pesquisa médica e permitir testar tratamentos com medicamentos em um estágio muito anterior da doença.
     
    Segundo Federoff, abrandar o ritmo da doença pode ter um enorme impacto: 'Mesmo um pequeno atraso de sintomas já terá um benefício econômico tremendo só em termos do custo do atendimento.'
     
    Simon Ridley, médico de uma ONG que pesquisa a doença no Reino Unido, disse que os resultados foram encorajadores.
     
    'Para testar a eficácia de potenciais novos medicamentos, é importante ser capaz de recrutar pessoas para ensaios clínicos nas fases iniciais da doença, quando esses tratamentos são potencialmente mais eficazes'.
     
    Doug Brown, médico da Alzheimer's Society's, outra instituição britânica especializada no tema, disse que o teste poderia representar desafios éticos.
     
    'Se isso se desenvolver no futuro, deve ser dada às pessoas a possibilidade de escolha sobre se gostariam de saber, compreendendo plenamente as implicações'.
     
    Fonte: G1 Saúde
     
  • Anvisa proíbe a venda de 20 lotes de suplementos de proteína

    Anvisa proíbe a venda de 20 lotes de suplementos de proteína

    Agência recebeu denúncias de pessoas que fizeram uso e engordaram.
    Um dos produtos tinha 1000% a mais de carboidrato do que o informado.
     
    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a venda de 20 lotes de suplementos alimentares usados por quem faz exercícios físicos. A agência recebeu denúncias de consumidores que compraram o produto e engordaram, segundo reportagem do Bom Dia Brasil.
     
    Ao analisar os suplementos, a Anvisa descobriu que um dos suplmentos, por exemplo, tinha 1000% a mais de carboidrato do que informava o rótulo.
     
    As maiores diferenças foram encontradas no Whey NO2 Pro, que tem 1104% a mais de carboidrato, no Fisio Whey Concentrado NO2 e no 100% Ultra Whey.
     
    Em outros produtos, a proteína, que deveria ser o ingrediente principal, está em quantidade menor que a informada. Em alguns casos, a  Anvisa identificou que o suplemento contém ingrediente que o rótulo não informa – caso da soja.
     
    Além da soja, em 11 produtos faltava a informação sobre a existência de amido, milho e fécula de mandioca.
     
    Fonte: Bem Estar
  • Pesquisa liga paternidade tardia a problemas de saúde na criança

    Pesquisa liga paternidade tardia a problemas de saúde na criança

    Segundo estudo, filhos de pais mais velhos têm maior risco de desenvolver desde autismo a comportamento suicida.
     
    Uma pesquisa realizada por cientistas americanos e suecos sugere que a paternidade tardia está ligada ao aparecimento de inúmeros problemas de saúde em crianças.
     
    Segundo os pesquisadores, filhos de pais mais velhos têm maior risco de desenvolver autismo, transtorno do déficit de atenção com hiperatividade, transtorno de bipolaridade, esquizofrenia e comportamentos suicidas.
     
    Além disso, essas crianças também seriam mais propensas a um maior consumo de entorpecentes.
     
    O estudo sugere que a razão disso estaria em mutações nos espermatozoides que ocorrem com o avanço da idade nos homens.
     
    No entanto, especialistas afirmam que benefícios trazidos pela idade avançada dos pais, como um relacionamento mais estável, poderiam 'compensar' o revés biológico.
     
    Conduzida na Universidade de Indiana, nos Estados Unidos, e no Instituto Karolinska, na Suécia, a pesquisa foi descrita como uma das maiores e melhor planejadas já feitas sobre o tema.
     
    Para conduzir o estudo, cientistas analisaram dados de 2,6 milhões de pessoas, incluindo irmãos e irmãs nascidos do mesmo pai.
     
    Os pesquisadores também investigaram fatores externos, como a educação dada pelos pais às crianças, no surgimento desses problemas de saúde.
     
    Ao comparar filhos de pais de 45 anos com aqueles de pais de 24 anos, o estudo constatou nos primeiros que:
     
    – O risco de desenvolver autismo triplicou.
    – O risco de desenvolver transtorno de déficit de atenção com hiperatividade aumentou 13 vezes.
    – O risco de desordem psicopática dobrou.
    – O risco de desenvolver desordem bipolar aumentou 25 vezes.
    – O risco de desenvolver comportamento suicida ou problemas com drogas elevou 2,5 vezes.
    – O desempenho escolar era mais baixo.
     
    Os cientistas salientaram, entretanto, que o risco geral permaneceu baixo. Ou seja, mesmo que o risco de desenvolvimento de uma desordem rara dobre ou triplique em filhos de pais mais velhos, atinge apenas uma pequena parcela dessa população.
     
    Entretanto, um dos cientistas envolvidos na pesquisa, Brian D'Onofrio, afirmou que ficou chocado com as descobertas, que sugeriram um risco mais elevado do que o previamente estimado.
     
    'O estudo chama a atenção da comunidade médica, dos pais e da sociedade sobre os riscos da paternidade tardia'.
     
    Espermatozoide
     
    O espermatozoide é produzido constante durante a vida de um homem. E, ao passo que o mecanismo de produção envelhece, também cresce o número de defeitos e mutações no espermatozoide.
     
    Mas, para o professor James MacCabe, do Instituto de Psiquiatria do Reino Unido, os homens 'não devem decidir se e quando querem ter filho baseados em um único estudo'.
     
    Ele reiterou que os riscos envolvendo filhos de pais mais velhos, apesar de mais elevados, afetam somente uma pequena parcela desse grupo.
     
    'É claro que que esses casos isolados acabam se tornando mais numerosos quando observando a população como um todo', ressalvou MacCabe.
     
    Ele acrescenta que pais mais velhos trazem muitos benefícios às crianças, como relações mais estáveis e maior renda, o que 'provavelmente compensa' tal revés biológico.
     
    Fonte: BBC Brasil
     
  • Cientistas sugerem que comer morangos ajuda a reduzir colesterol

    Cientistas sugerem que comer morangos ajuda a reduzir colesterol

    23 voluntários comeram 500 g da fruta diariamente por um mês em testes.
    No período, houve redução do nível do mau colesterol e triglicérides.
     
    Pesquisadores da Itália e da Espanha sugerem em estudo que comer morangos ajuda a reduzir significativamente índices do mau colesterol e do triglicérides. As conclusões foram publicadas nesta terça-feira (25) no “Journal of Nutritional Biochemistry”.
     
    Segundo a investigação científica, 23 voluntários saudáveis adicionaram, cada um, 500 gramas de morango por dia à dieta alimentícia por pouco mais de um mês. Foram colhidas amostras de sangue antes e depois do consumo da fruta para comparar diversos índices.
     
    Os resultados apontaram que a quantidade total de colesterol caiu 8,78%, os níveis de lipoproteínas de baixa densidade (LDL, também conhecido como colesterol ruim) caíram 13,72% e a quantidade de triglicérides caiu 20,8%. Já o HDL (colesterol bom) permaneceu inalterado.
     
    De acordo com cientistas, o consumo de morango também melhorou outros índices como o de biomarcadores antioxidantes. Todos os parâmetros retornaram aos valores iniciais após os voluntários “abandonarem” o tratamento com a fruta.
     
    De acordo com Maurizio Battino, pesquisador da Universidade Politécnica de Marche, é a primeira vez que um estudo mostra o papel protetor de compostos bioativos presentes em morangos.
     
    O pesquisador admite que não há evidência direta de quais componentes da fruta têm efeito benéfico, mas, segundo Battino, todos os estudos epidemiológicos feitos apontam para as antocianinas, um corante natural que dá a cor vermelha à fruta.
     
    Outras pesquisas realizadas pela mesma equipe apontam ainda que os morangos ajudam a proteger o corpo da radiação ultravioleta, reduz os efeitos do álcool no estômago e ainda fortalece as células vermelhas do sangue, aumentando sua capacidade de antioxidação.
     
    Fonte: G1 Saúde